{"id":20174,"date":"2013-09-23T23:37:00","date_gmt":"2013-09-24T02:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=20174"},"modified":"2013-11-25T08:19:48","modified_gmt":"2013-11-25T11:19:48","slug":"disco-do-ano-gabriel-innocentini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/23\/disco-do-ano-gabriel-innocentini\/","title":{"rendered":"Disco do Ano: Gabriel Innocentini"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cave.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Discos do Ano #06<br \/>\n\u201cPush The Sky Away\u201d:\u00a0 O mais sombrio dos Nick Cave<br \/>\n<\/strong><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/eduardomarciano\" target=\"_blank\">Gabriel Innocentini<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Artista &#8211; Nick Cave and the Bad Seeds<br \/>\n\u00c1lbum &#8211; \u201cPush the Sky Away\u201d<br \/>\nLan\u00e7amento &#8211; 18\/02\/2013<br \/>\nSelo &#8211; Bad Seed Ltd.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A idade bateu. Essa \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o que a audi\u00e7\u00e3o de &#8220;Push The Sky Away&#8221; proporciona. Calma, isso n\u00e3o \u00e9 ruim: Nick Cave se apresenta meditativo novamente (mas um pouco diferente do per\u00edodo 1997-2001) \u2013 e ainda plenamente capaz de oferecer algumas de suas mais belas can\u00e7\u00f5es em uma carreira que j\u00e1 ultrapassa tr\u00eas d\u00e9cadas. Cansado da viol\u00eancia sonora p\u00f3s-punk, cinco anos desde a \u00faltima colabora\u00e7\u00e3o com The Bad Seeds, Cave observa distanciadamente o mundo, a internet, as rela\u00e7\u00f5es humanas: &#8220;It&#8217;s darker and closer to the end&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado em La Fabrique, mans\u00e3o do s\u00e9culo 19 em Saint-R\u00e9my-de-Provence, na Fran\u00e7a, &#8220;Push The Sky Away&#8221; parece exigir do ouvinte o mesmo que exigiu de seus criadores: tempo para assimilar as minimalistas constru\u00e7\u00f5es musicais. Nick Cave contou em entrevistas sobre o processo: o retiro no sul da Fran\u00e7a, a escrita das letras sem base pr\u00e9via, a proposta de n\u00e3o realizar v\u00e1rias tentativas de gravar a mesma can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu d\u00e9cimo-quinto disco se beneficia da aparente falta de din\u00e2mica: nenhuma can\u00e7\u00e3o \u00e9 explosivamente diferente da outra, o que faz a aten\u00e7\u00e3o se voltar para as letras. Exceto pela faixa-t\u00edtulo, Nick Cave n\u00e3o entrega nenhuma melodia excepcional, nenhuma balada que comova apenas pela sonoridade, como na abertura do j\u00e1 cl\u00e1ssico &#8220;The Boatman&#8217;s Call&#8221;, cujos acordes iniciais de &#8220;Into My Arms&#8221; rendiam o ouvinte de imediato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;We No Who U R&#8221; abre os trabalhos em tom eleg\u00edaco. H\u00e1 algo de irremedi\u00e1vel e amea\u00e7ador nessa can\u00e7\u00e3o de ninar com \u00e1rvores imperturb\u00e1veis: &#8220;And we know who you are \/ and we know where you live \/ and we know there\u2019s no need to forgive&#8221;. O baixo estrondoso e o lamento do violino em &#8220;Water&#8217;s Edge&#8221; apresentam o pregador da lux\u00faria juvenil: &#8220;It&#8217;s the will of love \/ It&#8217;s the thrill of love \/ It&#8217;s the chill of love \/ Comin&#8217; on&#8221;. &#8220;We Real Cool&#8221; tamb\u00e9m \u00e9 levada por um baixo insistente, como uma amea\u00e7a que jamais se concretiza. A tens\u00e3o \u00e9 mantida e amplificada pelo arranjo de cordas. &#8220;We Die Soon&#8221;, diz o poema de Gwendolyn Brooks com t\u00edtulo id\u00eantico ao dessa can\u00e7\u00e3o. O tom obsessivo e opressivo deixa o ouvinte em cima de uma corda que jamais se rompe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 mesmo uma balada como &#8220;Wide Lovely Eyes&#8221;, sem for\u00e7a para se destacar dentro de um repert\u00f3rio que possui &#8220;The Mercy Seat&#8221;, &#8220;Straight To You&#8221;, &#8220;The Ship Song&#8221;, &#8220;Love Letter&#8221; e &#8220;Henry Lee&#8221; (entre tantas outras) apresenta imagens inquietantes: &#8220;They&#8217;ve hung the mermaids from the streetlights by their hair&#8221;. Mais interessante \u00e9 &#8220;Mermaids&#8221;: &#8220;I believe in God \/ I believe in mermaids too \/ I believe in 72 virgins on a chain (why not, why not) \/ I  believe in the rapture \/ For I&#8217;ve seen your face \/ On the floor of the ocean \/ At the bottom of the ray&#8221;. O que torna essa can\u00e7\u00e3o surpreendente \u00e9 a imagina\u00e7\u00e3o sempre espantosa de Nick Cave: as sereias n\u00e3o cantam, apenas acenam e deslizam para o mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Jubilee Street&#8221; fez algum barulho por causa do clipe. Numa rua em que o narrador se confessa assustado para andar no passado, h\u00e1 um caminho para a transcend\u00eancia. A presen\u00e7a do riff persistente da guitarra ressalta a aus\u00eancia de Mick Harvey, o ex-l\u00edder e multi-instrumentista dos Bad Seeds, e faz pensar na import\u00e2ncia de Warren Ellis, com seus loops, nos arranjos. O papel de Ellis cresce aqui, remetendo \u00e0s parcerias cinematogr\u00e1ficas com Nick Cave (as trilhas sonoras de &#8220;A Estrada&#8221;, &#8220;O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford&#8221;, entre outros). &#8220;Finishing Jubilee Street&#8221;, por outro lado, n\u00e3o soa t\u00e3o inspirada em sua metalinguagem rasteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Higgs Boson Blues&#8221; \u00e9 a melhor can\u00e7\u00e3o que Bob Dylan n\u00e3o escreveu. N\u00e3o \u00e9 preciso ir longe para perceber o quanto ele influenciou Nick Cave. Para ficar nesta d\u00e9cada, basta ouvir &#8220;Palaces of Montezuma&#8221;, do Grinderman. A colagem inteligente e inusitada de figuras hist\u00f3ricas e artistas contempor\u00e2neos, a irrever\u00eancia e a surpresa da uni\u00e3o de elementos d\u00edspares, tudo isso comp\u00f5e &#8220;Higgs Boson Blues&#8221;, um passeio pela mente atormentada de um motorista a caminho de uma Genebra imposs\u00edvel de ser alcan\u00e7ada. H\u00e1 espa\u00e7o para Miley Cyrus, Hannah Montana e Robert Johnson. H\u00e1 espa\u00e7o para mission\u00e1rios. E h\u00e1 espa\u00e7o para uma medita\u00e7\u00e3o sobre o acelerador de part\u00edculas que provaria a n\u00e3o exist\u00eancia de Deus. Os oito minutos de dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o pouco perto da quantidade de tempo que essa alucinada jornada nos faz pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa-t\u00edtulo encerra o disco em registro que fica ainda mais belo no show acompanhado de um coral infantil: &#8220;And if you&#8217;re feeling \/ You&#8217;ve got everything you came for \/ If you got everything \/ And you don&#8217;t want no more \/ You&#8217;ve got to just \/ Keep on pushing \/ Keep on pushing \/ Push the sky away&#8221;. Um testamento, uma marcha f\u00fanebre, um disco que apresenta o mais sombrio dos Nick Cave (porque sem a dem\u00eancia man\u00edaca de outrora), um disco para ficar na mesma prateleira de &#8220;Old Ideas&#8221; de Leonard Cohen e &#8220;Time Out of Mind&#8221; de Bob Dylan. O passado est\u00e1 aqui e veio para ficar, sussura Cave em &#8220;We Real Cool&#8221;. Cool \u00e9 o que ningu\u00e9m pode ficar ao ouvir &#8220;Push The Sky Away&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Gabriel Innocentini (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/eduardomarciano\" target=\"_blank\">@eduardomarciano<\/a>) \u00e9 jornalista e j\u00e1 escreveu para o Scream &amp; Yell sobre Tom Waits (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/22\/a-urgencia-de-tom-waits\/\">aqui<\/a>), Thomas Pynchon (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/29\/livvro-vicio-inerente-de-thomas-pynchon\/\">aqui<\/a>), Charles Bukowski (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/04\/nas-beiradas-do-sonho-americano\/\">aqui<\/a>) e Jennifer Egan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/04\/livros-o-torreao-jennifer-egan\/\">aqui<\/a>)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xCxHvNl9MmQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xCxHvNl9MmQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tjF57zEbxpI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tjF57zEbxpI\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XQud7EFQ3zQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XQud7EFQ3zQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Semanalmente teremos um convidado no Scream &amp; Yell escrevendo sobre o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/discodoano\/\" target=\"_blank\">disco do ano<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Especial Melhores de 2013:<\/strong><br \/>\n&#8211; Disco do Ano #1: \u201cFade\u201d, do Yo La Tengo, por Cristiano Castilho (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/24\/disco-do-ano-cristiano-castilho\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #2: \u201cRandom Access Memories\u201d, do Daft Punk, por Rodrigo Levino (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/31\/disco-do-ano-rodrigo-levino\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #3: \u201c\u2026Like Clockwork\u201d, do QOTSA, por Mariana Tramontina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/07\/disco-do-ano-mariana-tramontina\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #4: &#8220;Shaking the Habitual&#8221;, do The Knife, por Tiago Ferreira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/14\/disco-do-ano-tiago-ferreira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #5: &#8220;The Next Day&#8221;, de David Bowie, por Carol Nogueira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/29\/disco-do-ano-carol-nogueira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #7: \u201cDream River\u201d, de Bill Callahan, por Jo\u00e3o Vitor Medeiros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/22\/disco-do-ano-joao-vitor-medeiros\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #8: &#8220;Foi No M\u00eas Que Vem&#8221;, de Vitor Ramil, por Thiago Pereira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/29\/disco-do-ano-thiago-pereira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #9: &#8220;Tooth &amp; Nail&#8221;, de Billy Bragg, por Giancarlo Rufatto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/06\/disco-do-ano-giancarlo-rufatto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #10: \u201c13?, do Black Sabbath, por Marcos Bragatto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/13\/disco-do-ano-marcos-bragatto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #11: &#8220;Estado de Nuvem&#8221;, de Bruno Souto, por Jos\u00e9 Fl\u00e1vio J\u00fanior (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/25\/disco-do-ano-jose-flavio-junior\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: Nick Cave and The Bad Seeds, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Push the Sky Away&#8221;: Daqueles discos para se ouvir, ouvir e ouvir, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/19\/lanegan-garwood-cave-thread\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDoce Mis\u00e9ria &#8211; A suaviza\u00e7\u00e3o de Nick Cave\u201d, por Nick Hornby (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/nomoreshall.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Boatman\u2019s Call\u201d, um manifesto de um homem atormentado, por Andr\u00e9 Pagnossim (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/16\/musica-the-boatmans-call-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Abbatoir Blues Tour\u201d, Nick Cave and The Bad Seeds, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/02\/the-abbatoir-blues-tour-e-o-disco-da-semana\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDig, Lazarus, Dig!!!\u201d consegue unir o improv\u00e1vel: barulho e calma, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/16\/musica-the-boatmans-call-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: \u201cNo More Shall We Part\u201d, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/nomoreshallfaixa.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cNocturama\u201d transpira rock and roll, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/nocturama_resenha.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um testamento, uma marcha f\u00fanebre, um disco que apresenta o mais sombrio dos Nick Cave, um disco para dividir a prateleira com \u201cOld Ideas\u201d e \u201cTime Out of Mind\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/23\/disco-do-ano-gabriel-innocentini\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[54,168],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20174"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20174"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21861,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20174\/revisions\/21861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}