{"id":20031,"date":"2013-09-16T11:09:48","date_gmt":"2013-09-16T14:09:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=20031"},"modified":"2013-10-26T12:42:56","modified_gmt":"2013-10-26T15:42:56","slug":"discografia-comentada-the-clash","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/","title":{"rendered":"Discografia Comentada: The Clash"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20032\" title=\"clash1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"457\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Atualizado a partir do texto original publicado no Scream &amp; Yell em 19\/08\/2003<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual o sentido em falar de m\u00fasica que vale a pena hoje em dia? Em sua coluna semanal no jornal carioca O Dia, Frei Betto escreveu que vivemos um per\u00edodo em que &#8220;n\u00e3o nos exige dignificar a fun\u00e7\u00e3o que ocupamos; ao contr\u00e1rio, somos considerados pela grife que portamos. Saem os ideais, entra o mercado&#8221;. E a m\u00fasica, cada vez mais, parece tomada por profissionais. O artista, aquele personagem que vive e respira m\u00fasica, parece fadado \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. J\u00e1 foi diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos em 1977 e o punk rock planeja, sem planejamento organizado, devolver o rock ao povo. \u00c9 tudo instinto. Na Am\u00e9rica, a f\u00faria \u00e9 levada a cabo pelos Ramones. Mas a cidade que ferve no mundo pop \u00e9 Londres com duas bandas na infantaria punk contra os her\u00f3is humanos que posam de deuses do Olimpo pop. Nada mais seria a mesma coisa ap\u00f3s Sex Pistols e The Clash. Por\u00e9m, balizado por estas duas bandas, o punk rock teve, emblematicamente, duas faces. Enquanto o Sex Pistols representava o lado niilista do movimento, algo datado para acabar e resumido no chegar, colocar fogo e ir embora, o The Clash partiu em frente seguindo uma linha evolutiva em sua carreira, e que encontra poucos paralelos na hist\u00f3ria do pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso fica ainda mais \u00f3bvio com o lan\u00e7amento, em 2013, do box \u201cSound System\u201d, com 11 CDs (os cinco discos oficiais \u2013 excluindo \u201cCut The Crap\u201d, de 1985, ainda ignorado por Mick Jones \u2013 mais tr\u00eas CDs com raridades) e um DVD, que traz imagens de shows de 1977, trechos de entrevistas que a banda concedeu a Tony Parsons, e outras pepitas de ouro. Lan\u00e7ado dia 09 de setembro no Reino Unido, o box colocou o Clash novamente nas paradas, com a colet\u00e2nea dupla rec\u00e9m-lan\u00e7ada &#8220;The Clash Hits Back&#8221; e o box &#8220;Sound System&#8221; entre os 40 mais vendidos no Reino Unido durante a semana. Londres ferve novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O The Clash foi a melhor banda de rock do mundo de 1977 a 1982. E, hoje, frequenta o seleto grupo de melhores bandas de todos os tempos. Porque?  Abaixo, um resumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20040\" title=\"clash8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash8.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash8.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash8-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Clash \u2013 1977<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda se formou no dia 01 de abril de 1976, um dia ap\u00f3s assistirem a um show dos Sex Pistols. Dois p\u00e9-rapados moradores do sub\u00farbio londrino, Mick Jones (guitarra) e Paul Simonon (baixo), tocavam em uma banda chamada London SS e viram no politizado Joe Strummer, filho de um diplomata ingl\u00eas e guitarrista da banda 101ers, a pe\u00e7a chave para o novo projeto: The Clash. Na bateria, Terry Chimes. Com esta forma\u00e7\u00e3o a banda seguiu tocando por todo 1976 e come\u00e7o de 1977. Em fevereiro, o grande an\u00fancio: com um adiantamento de 100 mil libras (uma pequena fortuna para a \u00e9poca), a banda assinava com a major CBS. O dinheiro foi usado na compra de instrumentos. O primeiro \u00e1lbum saiu cerca de um m\u00eas e meio depois trazendo uma mudan\u00e7a: Terry Chimes, que tocou no disco, abandonou a banda sendo substitu\u00eddo por Topper Headon. Recusando os produtores que a gravadora encaminhava, a banda optou por elevar ao cargo Micky Foote, mero operador de mesa do grupo em shows, que nunca tinha produzido nada na vida. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum musicalmente deficiente. As guitarras &#8216;vazam&#8217; de um canal para o outro, os vocais surgem embolados e a p\u00e9ssima mixagem torna o produto ainda mais sofr\u00edvel. Na capa, apenas o trio Jones, Strummer e Simonon. Por\u00e9m, nem mesmo se um produtor quisesse ele conseguiria estragar um conjunto de can\u00e7\u00f5es t\u00e3o brilhante quanto \u00e0 do \u00e1lbum de estreia do Clash. A tosqueira funciona a favor e tudo soa energeticamente juvenil, altamente bruto, como nos prim\u00f3rdios do rock. &#8220;The Clash&#8221; bateu no Top 20 brit\u00e2nico estourando em vendas. A CBS norte-americana, por sua vez, se recusou a lan\u00e7ar tamanho bagulho no mercado dos EUA. O resultado foram 100 mil c\u00f3pias importadas da Inglaterra rendendo ao disco o pr\u00eamio de \u00e1lbum n\u00e3o lan\u00e7ado nos EUA mais vendido em terras norte-americanas em todos os tempos. Dois anos depois, por\u00e9m, a CBS norte-americana aceitou lan\u00e7a-lo, mas imp\u00f4s condi\u00e7\u00f5es. Foram retiradas quatro faixas da edi\u00e7\u00e3o inglesa (&#8220;Deny&#8221;, &#8220;Protex Blue&#8221;, &#8220;Cheat&#8221;, e &#8220;48 Hours&#8221;) e colocadas outras cinco melhores produzidas e que haviam sa\u00eddo apenas em single na Inglaterra (&#8220;Complete Control&#8221;, &#8220;White Man in Hammersmith Palais&#8221;, &#8220;Clash City Rockers&#8221;, &#8220;I Fought the Law&#8221; e &#8220;Jail Guitar Doors&#8221;). A primeira edi\u00e7\u00e3o brasileira em vinil replicava a vers\u00e3o inglesa. J\u00e1 a vers\u00e3o nacional lan\u00e7ada em CD no come\u00e7o dos anos 90, e que est\u00e1 atualmente em mercado, \u00e9 id\u00eantica \u00e0 norte-americana. Da abertura, com &#8220;Clash City Rockers&#8221;, at\u00e9 a \u00faltima faixa, &#8220;Garageland&#8221;, s\u00e3o 43m e 20s incendi\u00e1rios\/revolucion\u00e1rios. Talvez a faixa 12, &#8220;Hate and War&#8221;, funcione como explica\u00e7\u00e3o para a f\u00faria do \u00e1lbum, que tem em sua contracapa uma foto flagra de uma &#8220;White Riot&#8221; entre a pol\u00edcia e jovens de um bairro negro de Londres. A veia politizada de Strummer pode ser avalizada em um detalhe: Mick Jones escreveu &#8220;I\u2019m So Bored With You&#8221; e Strummer a transformou em &#8220;I\u2019m So Bored With The USA&#8221;. Das 15 can\u00e7\u00f5es, duas covers: a empolgante &#8220;I Fought The Law&#8221;, de Sonny Curtis, e o reggae &#8220;Police And Thieves&#8221;, de Lee Perry, abrindo caminho para as posteriores experi\u00eancias que o grupo faria com a m\u00fasica negra, fruto da viv\u00eancia da banda nos sub\u00farbios londrinos, cheio de gente sem grana e imigrantes de ex-col\u00f4nias brit\u00e2nicas como a Jamaica. Se fosse poss\u00edvel resumir &#8220;The Clash&#8221; em apenas uma m\u00fasica seria &#8220;London\u2019s Burning&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucessos: &#8220;White Riot&#8221; &#8211; &#8220;Clash City Rockers&#8221; &#8211; &#8220;London&#8217;s Burning&#8221; &#8211; &#8220;I Fought the Law&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica: &#8220;Clash City Rockers&#8221;<br \/>\nPreferida: &#8220;I&#8217;m So Bored with the U.S.A.&#8221;<br \/>\nNota \u2013 9,5<br \/>\n12\u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra; N\u00e3o lan\u00e7ado nos EUA em 1977 &#8211; 126\u00aa em 1979<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20035\" title=\"clash4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash4.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash4-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Give &#8216;em Enough Rope \u2013 1978<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Unanimidade na Inglaterra, faltava ao Clash conquistar os EUA. Para isso, o quarteto cedeu \u00e0 press\u00e3o da gravadora e aceitou o produtor indicado por ela, n\u00e3o s\u00f3 pela \u00e2nsia da CBS, mas porque eles mesmos queriam saber que diabos acontecia no mercado norte-americano. Sandy Pearlman, produtor e empres\u00e1rio do Blue Oyster Cult, assumiu a produ\u00e7\u00e3o do disco com o dever de tornar o som da banda mais palat\u00e1vel. Pearlman vinha de tr\u00eas trabalhos com os proto-punks do The Dictators, o que o credenciava como nome perfeito por conhecer os dois lados da moeda. O resultado foi &#8220;Give &#8216;em Enough Rope&#8221;, um disco pungente, mais cerebral que emocional, mas totalmente The Clash. Abre com um trio de cl\u00e1ssicos punks, &#8220;Safe European Home&#8221; \u2013 &#8220;English Civil War&#8221; \u2013 &#8220;Tommy Gun&#8221;, mas perde um pouco da for\u00e7a na segunda metade do \u00e1lbum, embora &#8220;Stay Free&#8221; esteja ali para honrar o segundo lado do vinil. &#8220;Give &#8216;em Enough Rope&#8221; bateu no segundo posto da parada brit\u00e2nica, mas nem entrou no TOP 100 norte-americano. Se n\u00e3o serviu para colocar o The Clash nas r\u00e1dios, abriu caminho para uma tour pelos States carinhosamente chamada Pearl Harbour Clash 79. Se fosse poss\u00edvel resumir &#8220;Give &#8216;em Enough Rope&#8221; em uma imagem, ela seria o rosto de Joe Strummer encarando a c\u00e2mera no clip antol\u00f3gico de &#8220;Tommy Gun&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211; &#8220;Safe European Home&#8221; &#8211; &#8220;English Civil War&#8221; &#8211; &#8220;Tommy Gun&#8221; &#8211; &#8220;Stay Free&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;Safe European Home&#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;Safe European Home&#8221; &#8211; &#8220;Tommy Gun&#8221;<br \/>\nNota \u2013 8<br \/>\n2\u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra; 128\u00aa nos EUA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20036\" title=\"clash5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash5.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash5-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>London Calling \u2013 1979<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer coisa que seja dita sobre este disco \u00e9, acredite, pouco. Nenhum adjetivo, por mais elogioso que seja, consegue captar a aura de genialidade que paira sobre esta obra. Comecemos pela capa, cuja foto serve para validar aquela velha frase que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras: quer saber o que \u00e9 rock? Est\u00e1 imagem explica melhor que qualquer teoriza\u00e7\u00e3o. Nela, Paul Simonon destr\u00f3i seu instrumento num show, em uma imagem flagrada pela fot\u00f3grafa Pennie Smith. A foto foi eleita pelos cr\u00edticos da revista inglesa Q como a melhor foto da hist\u00f3ria do rock. Na capa, a foto est\u00e1 ilustrada com o nome do disco na mesma tipografia e cor do primeiro \u00e1lbum (1956) do rei Elvis Presley. O encarte traz todas as letras (com exce\u00e7\u00e3o de &#8220;Train in Vain&#8221;) escritas a m\u00e3o em fundo xerox, sugerindo um fanzine. E este inv\u00f3lucro serviu para abrigar um disco duplo, o primeiro disco duplo da hist\u00f3ria do punk. Mas a banda, sabendo que boa parte de seu p\u00fablico era composta de moleques de bairros menos abastados, periferias, sem um puto de grana nos bolsos, conseguiu o imposs\u00edvel: que a gravadora vendesse o disco duplo como simples. Dessa forma, &#8220;London Calling&#8221; disparou na parada norte-americana chegando at\u00e9 a 27\u00aa posi\u00e7\u00e3o (na Inglaterra, &#8220;London Calling&#8221; chegou ao nono lugar). A variedade de estilos \u00e9 o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o no \u00e1lbum. Punk, reggae, rockabilly, bebop, ska, R&amp;B, pop, lounge jazz, hard rock e baladas: isso tudo em 19 faixas emocionantes. Come\u00e7a com a apocal\u00edptica e hipn\u00f3tica faixa t\u00edtulo, que abre m\u00e3o do usual verso\/refr\u00e3o\/verso ao optar por uma melodia circular forte e impactante. Na seq\u00fc\u00eancia, o rockabilly &#8220;Brand New Cadillac&#8221;, vers\u00e3o para uma can\u00e7\u00e3o dos anos 60, de Vincy Taylor. A pr\u00f3xima, &#8220;Jimmy Jazz&#8221;, \u00e9 um bebop enquanto o reggae &#8220;Rudie Can\u2019t Fail&#8221; elogia os jovens que batalharam por seus sonhos nos 60 lutando contra os velhos que os oprimiam. A empolgante &#8220;Spanish Bombs&#8221; fala sobre a guerra civil espanhola enquanto &#8220;The Right Profile&#8221; conta o desespero de ser gay na Hollywood dos anos 50 em clima jazz cabar\u00e9. A deliciosamente \u00e1cida &#8220;Lost in The Supermarket&#8221; tem uma bateria marcada \u00e0 la house music (que nem existia em 1979) para falar, com fina ironia, sobre a aliena\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o das grandes cidades. &#8220;Clampdown&#8221; \u00e9 rock de arena, tanto na melodia quanto na letra. A letra pede para que os jovens n\u00e3o vendam seus sonhos para o mundo frio do capitalismo enquanto a m\u00fasica \u00e9 cantada em forma de corrida militar em que os soldados (trabalhadores) se alternam em frases-respostas para o sargento (vocalista). &#8220;The Guns of Brixton&#8221;, \u00fanica m\u00fasica de Paul Simonon no disco, \u00e9 reggae pesado e denso. A roqueira &#8220;Death or Glory&#8221; \u00e9 o tipo de m\u00fasica em que o t\u00edtulo fala por si s\u00f3, fazendo alus\u00e3o aos m\u00fasicos que diziam que iriam morrer antes de ficarem velhos. A sessentista &#8220;The Card Cheat&#8221; \u00e9 Phil Spector entupido de dramaticidade enquanto &#8220;Lover\u2019s Rock&#8221; \u00e9 doce e pop. Para o final, o single n\u00e3o transcrito nem na capa, nem no encarte e muito menos no selo do vinil, uma can\u00e7\u00e3o que n\u00e3o iria entrar no disco porque soava t\u00e3o pop que poderia assustar os punks. Acabou entrando no \u00e1lbum de \u00faltima hora, quando a arte do disco j\u00e1 estava toda pronta: &#8220;Train in Vain&#8221;, uma deliciosa balada bluezy que bateu o numero 23 da parada de singles norte-americana, feito surpreendente para uma can\u00e7\u00e3o de origem punk em 1979. Se fosse preciso escolher um s\u00f3 disco como a obra prima pop de todos os tempos, este seria o eleito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211; &#8220;London Calling&#8221; &#8211; &#8220;Spanish Bombs&#8221; &#8211; &#8220;Clampdown&#8221; &#8211; &#8220;Train in Vain (Stand by Me)&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;London Calling&#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;Lost in the Supermarket&#8221; &#8211; &#8220;Wrong &#8216;Em Boyo&#8221;<br \/>\nNota \u2013 10<br \/>\n9\u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra, 27\u00aa nos EUA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20037\" title=\"clash6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash6.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash6.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash6-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sandinista! 1980<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exatamente um ano ap\u00f3s ter parido um \u00e1lbum duplo, o The Clash colocou nas lojas o triplo &#8220;Sandinista!&#8221;. A briga para o disco triplo chegar ao comprador com pre\u00e7o de simples foi dura, mas o Clash venceu a queda de bra\u00e7o contra a gravadora. O resultado, por\u00e9m, foi insatisfat\u00f3rio. Gravado na Jamaica, &#8220;Sandinista!&#8221; radicaliza n\u00e3o s\u00f3 no n\u00famero de can\u00e7\u00f5es (36), mas tamb\u00e9m na varia\u00e7\u00e3o de estilos, por si s\u00f3 j\u00e1 bastante radical em &#8220;London Calling&#8221;. O dub, o reggae e o rap dominam o som do quarteto, que brilha em can\u00e7\u00f5es como &#8220;The Magnificent Seven&#8221;, &#8220;One More Time&#8221;, &#8220;The Call Up&#8221; e &#8220;Charlie Don\u2019t Surf&#8221;. O punk rock ficou de lado, representado pela talvez melhor m\u00fasica do \u00e1lbum, &#8220;Police On My Back&#8221; (cover de Eddie Grant) e pela rocker &#8220;Up in Heaven&#8221;. A banda tamb\u00e9m revisita os anos 50 em &#8220;The Sound of Sinners&#8221; e flerta com o jazz em &#8220;If Music Could Talk&#8221;. &#8220;Sandinista!&#8221; ainda tem a \u00f3tima &#8220;Somebody Got Murdered&#8221; e uma vers\u00e3o para &#8220;Career Opportunities&#8221;, do disco de estreia, cantada por um coro de crian\u00e7as. Joe Strummer afirmou desde sempre que n\u00e3o mudaria nada em &#8220;Sandinista!&#8221;, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o enxergar o disco como longo, desfocado e exagerado. Um dos motivos aparentes para a desigualdade do material talvez resulte do fato de Strummer e Jones n\u00e3o estarem mais se entendendo dentro da banda. Mesmo assim, talvez pelo fato de serem tr\u00eas discos pelo pre\u00e7o de um, &#8220;Sandinista!&#8221; chegou a 24\u00aa posi\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos e se tornou o primeiro disco do Clash a vender mais na terra do Tio Sam do que na terra da Rainha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211; &#8220;The Magnificent Seven&#8221; &#8211; &#8220;Hitsville U.K.&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;The Magnificent Seven &#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;Police on My Back&#8221;<br \/>\nNota \u2013 8<br \/>\n19\u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra; 24\u00aa nos EUA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20038\" title=\"clash7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash7.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash7.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash7-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Combat Rock \u2013 1982<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sai o punk, entra o funk. \u00c9 mais que a simples mudan\u00e7a de uma letra. Em &#8220;Combat Rock&#8221;, o som da banda est\u00e1 mais centrado, mas o repert\u00f3rio finca base no funk, reggae e dub, mais do que em qualquer outro disco do The Clash, o que n\u00e3o desagradaria se o resultado fosse uniforme. &#8220;Combat Rock&#8221; acerta na levada rock \u00e0 la Stones de &#8220;Should I Stay Or Should I Go?&#8221;, na excelente disco &#8220;Rock The Casbah&#8221; e na jamaicana &#8220;Strainght To Hell&#8221;. Mas o resultado como um todo \u00e9 inconsistente, destacando cada vez mais o desentendimento de Strummer e Jones. Enquanto o primeiro queria levar a banda para o lado negro da m\u00fasica, o segundo queria ser um guitar hero. O choque das duas personalidades acabou, por fim, matando o The Clash. Primeiro com a demiss\u00e3o do batera Topper Headon por (ab)uso de hero\u00edna. Depois foi a vez de Mick Jones ser jogado do barco por Strummer e Simonon. Nada estranho que a banda tenha come\u00e7ado a se desentender no momento em que alcan\u00e7ava o olimpo pop que o punk tanto recha\u00e7ou. Nada mais ir\u00f4nico que, ao ser demitido, Headon tenha deixado o single mais vendido do Clash na hist\u00f3ria da banda (&#8220;Rock The Casbah&#8221;, escrita por Headon, chegou ao oitavo lugar da parada norte-americana). Nada estranho que a banda tenha excursionado em 1981 com o The Who, banda cuja letra de &#8220;My Generation&#8221; Strummer ironizara em &#8220;Death or Glory&#8221;, dois anos antes. Se me fosse concedido o momento para acabar com o The Clash, seria este aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211;  &#8220;Should I Stay Or Should I Go?&#8221; &#8211; &#8220;Rock The Casbah&#8221; &#8211; &#8220;Strainght To Hell&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;Strainght To Hell&#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;Rock The Casbah&#8221;<br \/>\nNota \u2013 7<br \/>\n2\u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra; 7\u00aa nos EUA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20044\" title=\"clash11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash11.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash11.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash11-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cut The Crap \u2013 1985<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos ap\u00f3s &#8220;Combat Rock&#8221;, Strummer e Simonon recrutaram Nick Sheppard e Vince White para o novo Clash e lan\u00e7aram este \u00e1lbum, que \u00e9 considerado o pior disco do grupo, n\u00e3o s\u00f3 pela aus\u00eancia de Topper Headon e Mick Jones, mas pela estiliza\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas. Querendo fazer do \u00e1lbum uma volta ao punk rock tr\u00eas acordes, Strummer n\u00e3o consegue fugir da autoc\u00f3pia. O resultado \u00e9 constrangedor. Cr\u00edtica e p\u00fablico odiaram o disco. O pr\u00f3prio Strummer diz que s\u00f3 foi ouvir a mixagem final com o \u00e1lbum j\u00e1 nas lojas. Fim do Clash. Com o fim da banda, Joe Strummer se aventurou por trilhas sonoras (&#8220;Walker&#8221; 1987 e &#8220;Earthquake Weather&#8221; 1989) e s\u00f3 voltou a retomar uma nova banda no final dos 90, os Mescaleros, que ele havia formado para gravar a trilha de &#8220;Straight to Hell&#8221; em 1987 e aposentado em seguida. Mick Jones montou o Big Audio Dynamite (B.A.D.) e lan\u00e7ou quatro discos, chegando a tocar no Brasil nos anos 80. A banda acabou em 1989 e Jones a reativou como Big Audio Dynamite 2 em 1991, para lan\u00e7ar mais dois \u00e1lbuns e s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211;  &#8220;This is England&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;This is England&#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;This is England&#8221;<br \/>\nNota &#8211; 3<br \/>\n16 \u00aa Posi\u00e7\u00e3o na Inglaterra; 88\u00aa nos EUA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20043\" title=\"theclash10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/theclash10.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Super Black Market Clash \u2013 1994<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1980 a banda havia lan\u00e7ado o EP &#8220;Black Market Clash&#8221;, com nove faixas. Aproveitando o espa\u00e7o a mais que os CDs trouxeram, em 1994 o \u00e1lbum foi relan\u00e7ado como &#8220;Super Black Market Clash&#8221; contendo mais 12 faixas e algumas diferen\u00e7as no tracking list original do EP. Remixes, b-sides, vers\u00f5es alternativas e raridades fazem a festa nesta pequena preciosidade. Tudo que fez o The Clash ser o que \u00e9 est\u00e1 aqui. Das faixas mais antigas e punks como &#8220;1977&#8221;, &#8220;City of Dead&#8221; e &#8220;Jail Guitar Doors&#8221; at\u00e9 vers\u00f5es remixes como &#8220;Robber Dub&#8221; (&#8220;Bank Robber&#8221;), &#8220;The Magnificent Dance&#8221; (&#8220;The Magnificent Seven&#8221;) e &#8220;Mustapha Dance&#8221; (&#8220;Rock The Casbah&#8221;). Se uma can\u00e7\u00e3o s\u00f3 vale um \u00e1lbum, esta \u00e9 &#8220;This is Radio Clash&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211;  &#8220;This is Radio Clash&#8221;<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; &#8220;1977&#8221; &#8211; &#8220;This is Radio Clash&#8221;<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;1977&#8221; &#8211; &#8220;This is Radio Clash&#8221;<br \/>\nNota &#8211; 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20046\" title=\"clash12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash12.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash12.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash12-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>From Here To Eternity \u2013 Live 1999<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3rico registro ao vivo da banda. Enquanto Joe Strummer arrumava as coisas em casa, topou com v\u00e1rias fitas velhas jogadas em caixas e fez uma sele\u00e7\u00e3o no material de melhor qualidade. Dessa forma, cobrindo um per\u00edodo de shows de 1978 a 1982, &#8220;From Here to Eternity&#8221; \u00e9 uma aula de rock and roll. A qualidade \u00e9 excelente. Guitarras se cruzam, assim como vocais e backing vocals, e tudo na maior zoeira, seguindo a cartilha do que melhor o rock produziu at\u00e9 hoje. O repert\u00f3rio \u00e9 cl\u00e1ssico. &#8220;Complete Control&#8221;, com varia\u00e7\u00f5es no andamento, &#8220;London\u2019s Burning&#8221;, zoeira total, &#8220;Clash City Rockers&#8221;, minha preferida, e &#8220;Carrer Opportunities&#8221;, &#8220;Capitol Radio&#8221;, &#8220;I Fought The Law&#8221;, a apocal\u00edptica &#8220;London Calling&#8221; e vers\u00f5es apaixonadas para &#8220;Train in Vain&#8221;, &#8220;(White Man) In Hammersmith Palais&#8221; e, claro, &#8220;Should I Stay or Should I Go&#8221;. Tem mais: aquela raiz jamaicana que se agarra no ritmo de &#8220;Guns of Brixton&#8221;, &#8220;Armagideon Time&#8221; e na chapante &#8220;The Magnificent Seven&#8221;. No final, &#8220;Strainght to Hell&#8221;, hipnotizante. Excelente maneira de conferir a for\u00e7a da banda no palco. Em 2008 chegou \u00e0s lojas &#8220;Live at Shea Stadium&#8221;, registro de um dos shows do Clash abrindo para o The Who em Nova York, 1982, com 15 can\u00e7\u00f5es do show, e a mesma empolga\u00e7\u00e3o de sempre. Merece audi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, mas o grande registro ao vivo do Clash, at\u00e9 por recortar can\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias fases, \u00e9 &#8220;From Here To Eternity&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sucesso &#8211;  Quase todas as m\u00fasicas<br \/>\nMelhor M\u00fasica &#8211; Quase todas as m\u00fasicas<br \/>\nPreferida &#8211; &#8220;Clash City Rockers&#8221;<br \/>\nNota &#8211; 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20047\" title=\"theclash11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/theclash11.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Colet\u00e2neas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas colet\u00e2neas oficiais re\u00fanem material importante do The Clash. Lan\u00e7ada em 1988, &#8220;The Story of The Clash Vol 1&#8221; compila 28 m\u00fasicas em dois \u00e1lbuns, centrando foco nos singles e no fil\u00e9 dos discos, reunindo o material cl\u00e1ssico do quarteto. Can\u00e7\u00f5es como &#8220;Bank Robber&#8221;, &#8220;This is Radio Clash&#8221;, &#8220;Armagideon Time&#8221; e &#8220;Capitol Radio&#8221; s\u00e3o in\u00e9ditas na discografia oficial da banda. Em 1991 saiu &#8220;The Singles&#8221;, colet\u00e2nea simples com 18 m\u00fasicas que servem como bom resumo da carreira do grupo para um ne\u00f3fito, mas n\u00e3o traz nenhuma curiosidade para o f\u00e3 completista. Como homenagem ao mito Joe Strummer, morto em dezembro de 2002, foi lan\u00e7ada em 2003 a excelente &#8220;The Essential&#8221;, a mais completa colet\u00e2nea da banda. S\u00e3o 40 m\u00fasicas em dois CDs, em uma sele\u00e7\u00e3o bem cuidada e nada \u00f3bvia. Aliada aos maiores sucessos do grupo, a sele\u00e7\u00e3o resgata tamb\u00e9m can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum &#8220;Super Black Market Clash&#8221;, raridades como &#8220;Cheat&#8221; &#8211; que saiu apenas na vers\u00e3o inglesa do primeiro \u00e1lbum &#8211; e at\u00e9 &#8220;This is England&#8221; do &#8220;Cut The Crap&#8221;. Em 2013 foi a vez de chegar \u00e1s lojas \u201cThe Clash Hits Back\u201d e o tracking list de 32 can\u00e7\u00f5es segue o set list da banda durante a The Casbah Club UK Tour, de 1982 (24 can\u00e7\u00f5es que eles tocavam em show mais oito faixas emblem\u00e1ticas da carreira da banda).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20048\" title=\"clash13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash13.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash13.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash13-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O item colet\u00e2neas ainda engloba &#8220;Clash on Broadway&#8221;, box especial com tr\u00eas CDs e 63 m\u00fasicas, que parece ter sido feito na correria. Primeiro sintoma: o livreto que acompanha a caixa \u00e9 rid\u00edculo, com poucas informa\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia. Segundo: a sele\u00e7\u00e3o deixou de fora muito do material cl\u00e1ssico composto pela banda. Mesmo assim, &#8220;Clash on Broadway&#8221; tem seu atrativo no material raro: vers\u00f5es demo de &#8220;Janie Jones&#8221; e &#8220;Career Opportunities&#8221;, ao vivo de &#8220;English Civil War&#8221;,  &#8220;I Fought The Law&#8221; e &#8220;Lightning Strikes (Not Once, But Twice)\u201d e can\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditas como &#8220;Every Little Bit Hurts&#8221;, &#8220;Midnight To Stevens&#8221; e &#8220;One Emotion&#8221;. Mesmo assim, muito pouco para o investimento (e para o The Clash). J\u00e1 o box \u201cSound System\u201d, lan\u00e7ado em setembro de 2013, re\u00fane os cinco discos oficiais da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica banda e mais tr\u00eas CDs com raridades, que, esparsadamente, cont\u00e9m cerca de 80% das 21 faixas do excelente &#8220;Super Black Market Clash&#8221; tanto como b-sides que apareceram apenas no essencial box \u201cThe Singles\u201d. De raridades, o box compila 12 faixas nunca lan\u00e7adas, entre elas dois outtakes do \u00e1lbum \u201cCombat Rock\u201d (&#8220;The Beautiful People Are Ugly Too&#8221; e &#8220;Idle In Kangaroo Court&#8221;), vers\u00f5es estendidas de &#8220;Ghetto Defendant&#8221; e &#8220;Sean Flynn&#8221; e praticamente oito faixas que re\u00fanem material da primeira sess\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o da banda, em 1976, e de um show no The Lyceum,, em Londres, em dezembro de 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20049\" title=\"clash14\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash14.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash14.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/clash14-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bruce Springsteen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/16\/discografia-comentada-bruce-springsteen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDe volta \u00e0s paradas com o box &#8220;Sound System&#8221;, eis uma boa oportunidade para conhecer todos os discos do Clash\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[242,110,35,96,732,241],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20031"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20031"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20041,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20031\/revisions\/20041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}