{"id":19976,"date":"2013-09-13T09:50:10","date_gmt":"2013-09-13T12:50:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=19976"},"modified":"2024-09-04T21:10:27","modified_gmt":"2024-09-05T00:10:27","slug":"entrevista-emily-barker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/13\/entrevista-emily-barker\/","title":{"rendered":"Entrevista: Emily Barker"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19977\" title=\"emily\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/emily.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTudo bom! obrigada por seu\/sua email. eu morava no brasil por 6 mesas em 2000, entao, falou um poucinho (nao escrevo bem desculpa!)\u201d. Foi assim que a australiana radicada no Reino Unido Emily Barker respondeu ao pedido de entrevista do Scream &amp; Yell. Uma grata surpresa, mas n\u00e3o t\u00e3o grata quanto \u201cDear River\u201d, quarto disco de Emily com a banda The Red Clay Halo, lan\u00e7ado neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDear River\u201d \u00e9 um disco not\u00e1vel, daqueles que s\u00e3o mais admirados a cada nova audi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um \u00e1lbum onde a base \u00e9 o country mais agreste, vigoroso principalmente por causa de sutilezas roqueiras (sim, uma contradi\u00e7\u00e3o em termos) e da voz sentida e algo grave de Emily, que sugere muito mais estrada que seus 30 anos de idade poderiam exibir. Os desesperados por refer\u00eancias v\u00e3o gostar de saber que, nos momentos mais pop \u00e9 poss\u00edvel pensar na faceta mais \u201crural\u201d de Neil Young sendo relida pelo 10,000 Maniacs em sua melhor fase, com uma voz menos \u201cpolida\u201d que a de Natalie Merchant. Mas \u00e9 mais justo crer que se trata de uma artista escrevendo uma hist\u00f3ria bastante particular e autoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de duas can\u00e7\u00f5es da banda em s\u00e9ries brit\u00e2nicas de TV (\u201cNostalgia\u201d, de 2008, e \u201cPause\u201d, de 2011, respectivamente em Wallander e The Shadow Line) ajudou o quarteto a ganhar popularidade e sair do esquema de autofinanciar seus discos. \u201cDear River\u201d \u00e9 lan\u00e7ado pelo selo Linn, e teve como produtor Calum Malcolm, habituado a trabalhar com nomes mais radiof\u00f4nicos (Simple Minds, Prefab Sprout, Go-Betweens e&#8230; Nazareth, entre outros). Mas se Malcolm teve influ\u00eancia no  resultado final do disco, certamente n\u00e3o foi no sentido de torn\u00e1-lo parecido \u00e0s suas produ\u00e7\u00f5es anteriores. Ainda bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda havia lan\u00e7ado tr\u00eas outros \u00e1lbuns: \u201cPhotos.Fires.Fables.\u201d (2006), \u201cDespite The Snow\u201d (2008) e \u201cAlmanac\u201d (2011). Neles, melancolia e placidez dominam a paisagem musical, e \u00e9 necess\u00e1rio dizer que todos t\u00eam l\u00e1 sua cota de passagens meio modorrentas ou \u00f3bvias. \u201cDear River\u201d imp\u00f5e energia \u00e0 proposta que permanecia escondida nesses primeiros trabalhos, e mostra que a banda consegue se destacar tanto em uma est\u00e9tica mais convencional (a faixa-t\u00edtulo, empolgante desde a primeira escuta, \u00e9 a melhor prova disso) como em inten\u00e7\u00f5es mais sofisticadas (a bel\u00edssima \u201cSpadeful of Ground\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse bom resultado se deve em grande parte a excel\u00eancia musical da banda, que chama atra\u00e7\u00e3o tanto pela qualidade quanto pela versatilidade: Gill Sandell, Jo Silverson e Anna Jenkins assumem v\u00e1rios instrumentos, de violoncelo \u00e0 flauta, diversificando os arranjos e criando um ritmo que convida \u00e0 audi\u00e7\u00e3o do disco na \u00edntegra, criando uma paisagem musical da qual parece um crime sacar partes isoladas. As vozes em coro tamb\u00e9m ajudam a embelezar muitas faixas, em especial \u201cThe Blackwood\u201d, que encerra o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos esses assuntos foram discutidos com Emily Barker nesta que foi sua primeira entrevista para o Brasil, com exclusividade para o Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ghost Narrative - Emily Barker &amp; The Red Clay Halo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qRWZfTsnSbk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar pela turn\u00ea que voc\u00eas est\u00e3o iniciando. A programa\u00e7\u00e3o \u00e9 impressionante, \u00e9 quase um show por dia! O quanto \u00e9 dif\u00edcil se manter motivada e com vigor fazendo as coisas nesse ritmo?<\/strong><br \/>\nEu realmente curto fazer um monte de shows. Gosto de sentir que estamos ficando mais afiados como banda e aproximando nosso foco para os detalhes e as nuances do set. A maior parte das nossas turn\u00eas tendem a ser desse jeito, ent\u00e3o fazer muitas datas em sequ\u00eancia \u00e9 bastante normal. Simplesmente digo: manda ver!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acabou de encerrar outra turn\u00ea \u2013 a \u201cturn\u00ea das lojas de disco\u201d. Por que voc\u00ea decidiu realizar esses shows solo em lojas de disco, al\u00e9m de obviamente promover o disco?<\/strong><br \/>\nEu trabalhei em lojas de discos independentes, uma em Cambridge e outra em Londres. Ent\u00e3o teve a ver com apoiar as lojas que ainda restam no Reino Unido bem como promover \u201cDear River\u201d Toquei em 21 lojas pelo pa\u00eds e foi \u00f3timo conhecer todos os propriet\u00e1rios [dessas lojas] e ver como eles est\u00e3o lidando com a era digital. Muitos deles est\u00e3o diversificando seus neg\u00f3cios e fazendo coisas inovadoras, como ter um \u00f3timo caf\u00e9, ou no caso de uma loja em Portsmouth, vender tortas e vinis! Da\u00ed o nome Pie and Vinyl (<a href=\"http:\/\/www.pieandvinyl.co.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.pieandvinyl.co.uk\/<\/a>). Genial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00ea morou no Brasil por seis meses, n\u00e3o d\u00e1 para fugir do assunto: como foi essa experi\u00eancia? Por que voc\u00ea decidiu vir para c\u00e1?<\/strong><br \/>\nEu fazia capoeira quando eu morava em Perth (Austr\u00e1lia), que \u00e9 de onde sou. Fiz muitos amigos brasileiros e me apaixonei com a cultura vibrante, ent\u00e3o comecei a viajar pelo mundo, e o Brasil foi um dos primeiros pa\u00edses que visitei. Fiquei seis meses e viajei por toda parte jogando capoeira, surfando um pouco, ensinando ingl\u00eas e dan\u00e7ando forr\u00f3! Tamb\u00e9m aprendi a falar portugu\u00eas, mas estou um pouco enferrujada agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que tipo de contato voc\u00ea teve com artistas brasileiros nesse per\u00edodo? Se \u00e9 que teve&#8230;<\/strong><br \/>\nFiz algumas coisas com o Gustavo Veiga em S\u00e3o Paulo. Gravei algumas coisas tendo ele como produtor. Mas eu estava realmente dando os primeiros passos como cantora e compositora na \u00e9poca, por isso fiz um ou outro show, mas n\u00e3o tinha decidido levar isso uma carreira ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inicialmente, quando se fala em m\u00fasica country, os brasileiros v\u00e3o pensar em artistas dos Estados Unidos. Mas a Austr\u00e1lia tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o em country e folk, certo?<\/strong><br \/>\nCom certeza!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, quais s\u00e3o, na sua opini\u00e3o, os aspectos mais distingu\u00edveis da m\u00fasica country australiana? Voc\u00ea se considera parte dela, mesmo morando h\u00e1 tanto tempo no Reino Unido?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o h\u00e1 nada que possa diferenciar a m\u00fasica country australiana da norte-americana a n\u00e3o ser pelas letras, eu acho, que v\u00e3o potencialmente falar dos lugares espec\u00edficos, e talvez os sotaques, tamb\u00e9m \u2013 ainda que muitos australianos costumem cantar com sotaque americano, o que eu acho irritante, para ser honesta. Por ter passado quase toda a minha carreira musical no Reino Unido, eu estou na verdade engatinhando na cena musical australiana. Espero voltar para l\u00e1 com mais regularidade para fazer turn\u00eas no ano que vem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre \u201cDear River\u201d: a primeira coisa que notei \u00e9 o quanto ele \u00e9 diferente de \u201cAlmanac\u201d. Enquanto este \u00faltimo soava mais calmo e contemplativo,  o atual tem mais bateria (voc\u00eas est\u00e3o at\u00e9 excursionando com um baterista agora), tempos mais acelerados&#8230; Podemos dizer que tem uma pegada mais roqueira, ainda que n\u00e3o seja rock.<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida tem essa pegada mais roqueira e isso foi totalmente intencional. Eu tento n\u00e3o ficar me repetindo, ent\u00e3o foi divertido levar a m\u00fasica em uma dire\u00e7\u00e3o diferente e agitar um pouco as coisas. A turn\u00ea do outono ser\u00e1 feita com o Nat Butler, que tocou bateria no \u00e1lbum, e estou realmente ansiosa por isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A produ\u00e7\u00e3o do Calum Malcolm influenciou de alguma forma essa sonoridade?<\/strong><br \/>\nEle tem experi\u00eancia com tantas bandas diferentes e trouxe o conhecimento e as ideias dele para conferir ao disco uma sonoridade mais distinta. \u00c9 definitivamente um disco mais \u201chi-fi\u201d e soa mais sofisticado que nossos outros \u00e1lbuns devido \u00e0 grava\u00e7\u00e3o em um est\u00fadio state-of-the-art em Glasgow que foi projetado pelo pr\u00f3prio Calum. Foi um luxo, e um sonho realizado, gravar com algu\u00e9m do calibre dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e1lbum tem mais m\u00fasicos de est\u00fadio que os anteriores. Tamb\u00e9m foi o primeiro de voc\u00eas a ser bancado por uma gravadora. Acredito que trabalhar com um or\u00e7amento maior d\u00ea mais liberdade art\u00edstica, te deixa mais confort\u00e1vel para incorporar novos elementos e tamb\u00e9m focar mais na m\u00fasica que na parte financeira da produ\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nClaro. Assinamos com a Linn Records, e o pessoal de l\u00e1 \u00e9 maravilhoso. Eles s\u00e3o uma companhia de duas frentes, que tamb\u00e9m projeta e fabrica incr\u00edveis aparelhos de som, ent\u00e3o eles se importam com a qualidade do som dos artistas com quem assinam de um jeito que a maioria dos outros selos nem consideraria. Apesar de termos assinado com um selo, tivemos total liberdade art\u00edstica, o que foi essencial para a negocia\u00e7\u00e3o [com a Linn], claro. Gra\u00e7as a ela ter subido a bordo em nosso barco conseguimos trabalhar em um est\u00fadio com um produtor que n\u00e3o ter\u00edamos sido capazes de bancar se n\u00e3o fosse assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora, uma pergunta meio delicada\u2026 O quanto The Red Clay Halo \u00e9 uma banda? Digo, n\u00e3o uma banda de apoio para voc\u00ea, mas um grupo no qual os quatro integrantes participam de todas as decis\u00f5es, sejam elas criativas ou comerciais?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s somos uma banda, mas eu tamb\u00e9m excursiono solo. Escrevo todas as can\u00e7\u00f5es e trago-as para o Halo e sentamos juntas e trabalhamos nos arranjos. Por isso elas s\u00e3o completamente integrais ao nosso som. Estamos trabalhando juntas h\u00e1 oito anos, ent\u00e3o nos conhecemos excepcionalmente bem, tanto pessoal quanto musicalmente. Elas s\u00e3o \u00f3timas garotas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O sucesso de \u201cPause\u201d e de \u201cNostalgia\u201d te afetou de alguma forma?<\/strong><br \/>\nTotalmente. \u00c9 o que realmente nos colocou no mapa, particularmente \u201cNostalgia\u201d. Para muitos f\u00e3s, essa sincroniza\u00e7\u00e3o com a TV foi a porta de entrada para nossa m\u00fasica. E tem sido maravilhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino que voc\u00ea queira voltar ao Brasil, mas dessa vez podemos esperar v\u00ea-la em nossos palcos?<\/strong><br \/>\n(em portugu\u00eas) Eu quero voltar muito! Talvez no ano que vem. Cruzem os dedos!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Emily Barker &amp; The Red Clay Halo - Tuesday | HTF Sessions\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zRW2D7WctnA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Emily Barker &amp; The Red Clay Halo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wg8P0sJr194?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <span> <\/span><span>Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a><span>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de <a href=\"http:\/\/rosiereedgold.com.p2.hostingprod.com\/?p=1496\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rosie Reed Gold<\/a>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nEla \u00e9 australiana e lan\u00e7ou em 2013 o \u00e1lbum &#8220;Dear River&#8221;, onde a base \u00e9 um country mais agreste e com sutilezas roqueiras\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/13\/entrevista-emily-barker\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[245,77,732],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19976"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19976"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19976\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83322,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19976\/revisions\/83322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}