{"id":19483,"date":"2013-08-16T03:30:48","date_gmt":"2013-08-16T06:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=19483"},"modified":"2017-08-25T09:09:47","modified_gmt":"2017-08-25T12:09:47","slug":"discografia-comentada-bruce-springsteen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/16\/discografia-comentada-bruce-springsteen\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Bruce Springsteen"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19484\" title=\"bruce1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o norte-americana da revista Rolling Stone que chegou \u00e0s bancas no dia 15 de agosto de 2013 estampava Bruce Springsteen na capa, de camisa encharcada em suor e pr\u00f3ximo ao seu p\u00fablico, com a seguinte manchete: \u201cOs melhores shows ao vivo da atualidade\u201d. Na lista de 50 shows elencados pela equipe da revista Rolling Stone, Bruce Springsteen aparece em primeiro lugar: \u201cBruce sempre exerceu n\u00edveis quase sobre-humanos de energia em seus shows, mas sua atual turn\u00ea, &#8216;Wrecking Ball&#8217;, \u00e9 uma das mais emocionantes\u201d, <a href=\"http:\/\/www.rollingstone.com\/music\/news\/50-greatest-live-acts-right-now-20130731\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">justifica o texto<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corte para 1978, quando o jornalista <a href=\"https:\/\/www.greasylake.org\/v6\/display_article.php?Id=10&amp;headline=Bruce%3A+The+myth+just+keeps+on+coming&amp;publication=New+Musical+Express&amp;concert_date=&amp;release_title=\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tony Parsons assistiu a Bruce Springsteen em Nova York<\/a>: \u201cCru, alegre, inspirador&#8230; o dicion\u00e1rio de superlativos pode ser revirado. Springsteen parece bom demais para ser verdade. Voc\u00ea fica procurando o engodo, o defeito, o descaramento. Procura, procura e continua procurando at\u00e9 finalmente aceitar que n\u00e3o existe um sen\u00e3o. Ele \u00e9 o cara. Este n\u00e3o \u00e9 simplesmente o melhor show que j\u00e1 vi na vida, \u00e9 muito mais do que isso. \u00c9 como ver a sua vida inteira passar por voc\u00ea e, ao inv\u00e9s de morrer, voc\u00ea est\u00e1 dan\u00e7ando\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trinta e cinco anos separam as duas turn\u00eas, e parece que, desde sempre, Bruce Springsteen vem fazendo os melhores shows do mundo. Ano a ano. A sua entrega \u00e9 absurda. A sua banda \u00e9 espetacular. O seu pique, assustador, ainda mais para um senhor de 63 anos de idade (ele completa 64 em setembro) que passa mais de tr\u00eas horas por show no palco, correndo de um lado para o outro, cantando, tocando guitarra e seguindo geralmente um pequeno set list guia que deixa propositalmente muitos buracos que ir\u00e3o ser preenchidos por pedidos dos f\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discografia oficial de Bruce Springsteen soma 17 \u00e1lbuns de est\u00fadio numa carreira que come\u00e7ou em 1973 com elogio da cr\u00edtica e fracasso de vendas para, depois, somar 10 \u00e1lbuns no topo da Billboard (incluindo uma colet\u00e2nea, \u201cGreatest Hits\u201d, de 1995, e um disco qu\u00edntuplo ao vivo, \u201cLive\/1975\u201385\u201d). Conhe\u00e7a abaixo cada um dos discos de Bruce com notas divididas pelo \u201cJ\u00fari The Boss\u201d, formado pelo editor do Scream &amp; Yell, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a>, e pelos convidados <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rodrigo.james.94\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigo James<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leandro.saueia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leandro Saueia<\/a>, conhecedores da obra do Chef\u00e3o. Bora pegar a estrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19485 aligncenter\" title=\"bruce2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Greetings from Asbury Park, NJ \u2013 1973<\/strong><br \/>\nA estreia oficial de Bruce Springsteen, apesar de elogiada pela cr\u00edtica, passou batida pelo p\u00fablico. Enquanto \u201cGreetings from Asbury Park, NJ\u201d vendeu 25 mil c\u00f3pias em 1973, \u201cHouses of The Holy\u201d, do Led Zeppelin, teve 11 milh\u00f5es de exemplares vendidos no mesmo ano. John Hammond, que descobriu Bob Dylan, queria transformar Springsteen no novo \u00eddolo folk, e tentou convence-lo a gravar um \u00e1lbum inteiramente ac\u00fastico, mas Bruce e seu ent\u00e3o manager Mike Appel decidiram alugar um est\u00fadio vagabundo e registrar eles mesmos as can\u00e7\u00f5es (o que, de certa forma, explica o som embolado do \u00e1lbum) evitando a m\u00e1 influ\u00eancia da gravadora. Ap\u00f3s apresentar o material (e Hammond salientar sua prefer\u00eancia) ficou decidido que \u201cGreetings from Asbury Park, NJ\u201d seria dividido em dois sets de cinco can\u00e7\u00f5es: um com a E Street Band (super-banda que acompanha Bruce at\u00e9 hoje) e outro voz e viol\u00e3o \u2013 este segundo set acabou reduzido \u00e0 intensa \u201cMary Queen of Arkansas\u201d (uma das grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u00e9 sobre uma personagem que poderia frequentar a letra de \u201cWalk on The Wild Side\u201d, de Lou Reed). Sob press\u00e3o do chef\u00e3o da gravadora, que n\u00e3o via nenhum single entre o material gravado, Bruce deixou tr\u00eas can\u00e7\u00f5es de lado e gravou duas novas, \u201cBlinded by the Light\u201d, com uma guitarrinha reggae at\u00e9 a entrada da E Street Band consolidando uma sonoridade que Bruce elevaria a perfei\u00e7\u00e3o em discos posteriores, e a grande e arrepiante balada soul \u201cSpirit in the Night\u201d. Destacam-se ainda a rebelde \u201cGrowin&#8217; Up\u201d e \u201cIt&#8217;s Hard to Be a Saint in the City\u201d, as duas gravadas por David Bowie (a primeira nas sess\u00f5es do \u00e1lbum \u201cPin Ups\u201d, de 1973, e a segunda lan\u00e7ada em 1975), em um repert\u00f3rio de boas can\u00e7\u00f5es, e produ\u00e7\u00e3o desleixada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 7<br \/>\nMC \u20137<br \/>\nRJ \u2013 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19486 aligncenter\" title=\"bruce3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce3.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce3.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce3-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Wild, the Innocent &amp; the E Street Shuffle \u2013 1973<\/strong><br \/>\nGravado no mesmo est\u00fadio de segunda categoria em que boa parte de \u201cGreetings from Asbury Park, NJ\u201d foi registrado, \u201cThe Wild, the Innocent &amp; the E Street Shuffle\u201d mostra uma sens\u00edvel evolu\u00e7\u00e3o tanto na produ\u00e7\u00e3o, que consegue separar melhor os instrumentos, como no entrosamento da E Street Band em est\u00fadio, com longos improvisos e uma sonoridade soul (intensamente influenciada por Van Morrison) que soa uma sequencia de \u201cSpirit in the Night\u201d, uma das \u00faltimas faixas gravadas para o disco anterior. Nessa \u00e9poca, Bruce Springsteen j\u00e1 era conhecido por fazer shows bomb\u00e1sticos, e, embora o disco tenha sido novamente aclamado pela cr\u00edtica, os elogios n\u00e3o se converteram em sucesso. Ainda assim, \u00e9 em \u201cThe Wild, the Innocent &amp; the E Street Shuffle\u201d que o saxofonista Clarence Clemmons e o tecladista David L. Sancious colocam as manguinhas de fora, criando uma massa sonora impactante para as belas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u2013 s\u00e3o apenas sete faixas, tr\u00eas delas acima dos 7 minutos, e uma com quase 10 de dura\u00e7\u00e3o. \u201cThe E Street Shuffle\u201d abre o \u00e1lbum suingando enquanto Bruce posa de cronista das ruas nova-iorquinas observando Little Angel comandar todos os garotos da redondeza como se os hipnotizasse. \u201c4th of July, Asbury Park (Sandy)\u201d \u00e9 uma balada \u00e9pica e rom\u00e2ntica que se transformou em um hino para os f\u00e3s ao lado da intensa \u201cRosalita (Come Out Tonight)\u201d, ambas possivelmente escritas para a namorada de Springsteen na \u00e9poca, Diane Lozito. Bruce arrebenta no solo do blues soul \u201cKitty&#8217;s Back\u201d enquanto \u201cWild Billy&#8217;s Circus Story\u201d \u00e9 a por\u00e7\u00e3o Dylan do disco. Outro cl\u00e1ssico inconteste: \u201cIncident on 57th Street\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<br \/>\nLS \u2013 7,5<br \/>\nMC \u20137,5<br \/>\nRJ \u2013 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19487 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"bruce4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce4.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce4.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce4-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce4-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Born To Run \u2013 1975<\/strong><br \/>\nEm 1973, Bruce havia lan\u00e7ado dois \u00e1lbuns (um em janeiro, outro em setembro), e s\u00f3 obtivera elogios da cr\u00edtica. O fracasso comercial dos dois discos fez com que Bruce decidisse dedicar um tempo maior \u00e0quele que seria seu terceiro \u00e1lbum. A longa espera (14 meses \u2013 seis deles gastos apenas na lapida\u00e7\u00e3o da faixa t\u00edtulo) fez com que seu produtor at\u00e9 ent\u00e3o, Mike Appel, abandonasse o barco. Para o lugar, Jon Landau, jornalista da Rolling Stone, foi chamado, e levou Bruce para um est\u00fadio melhor, o Record Plant. Se seus dois primeiros \u00e1lbuns s\u00e3o exemplos de um artista caminhando no deserto em busca de sua musicalidade \u2013 com influ\u00eancias devotas e explicitas de Bob Dylan, Van Morrison e The Band \u2013, \u201cBorn To Run\u201d \u00e9 Bruce alcan\u00e7ando a Terra Prometida. Sob uma base de gaita e piano, \u201cThunder Road\u201d abre o \u00e1lbum com o interlocutor observando sua Mary dan\u00e7ando uma can\u00e7\u00e3o de Roy Orbison, e a convida para fugir com ele: \u201cEst\u00e1 \u00e9 uma cidade cheia de perdedores e eu estou pulando fora daqui para vencer\u201d, diz a letra de uma das melhores can\u00e7\u00f5es de abertura de um \u00e1lbum na hist\u00f3ria. O single \u201cTenth Avenue Freeze-Out\u201d, a explos\u00e3o de \u201cNight\u201d e a grandiosidade dos arranjos de \u201cBackstreets\u201d e \u201cShe&#8217;s the One\u201d s\u00e3o exemplos pr\u00e1ticos do avan\u00e7o de Bruce em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1lbuns anteriores (principalmente na produ\u00e7\u00e3o), mas \u00e9 com \u201cBorn To Run\u201d, a poderosa faixa t\u00edtulo (ainda produzida por Mike Appel no mesmo est\u00fadio tosco dos dois primeiros \u00e1lbuns), que ele alcan\u00e7a seu melhor resultado como cronista de uma juventude perdida em meio ao sonho americano. Ouro puro. Outro cl\u00e1ssico inconteste: \u201cJungleland\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<br \/>\nLS \u2013 10<br \/>\nMC \u201310<br \/>\nRJ \u2013 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19488 aligncenter\" title=\"bruce5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Darkness On The Edge Of Town \u2013 1978<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o sucesso de \u201cBorn To Run\u201d, Bruce estava pronto para entrar em est\u00fadio em 1976 e gravar o novo \u00e1lbum, mas desentendimentos com Mike Appel o fizeram afastar o empres\u00e1rio e efetivar Jon Landau. N\u00e3o satisfeito, o ex-empres\u00e1rio, que detinha os direitos das can\u00e7\u00f5es de Bruce at\u00e9 ent\u00e3o, entrou com um mandado judicial o proibindo de trabalhar com Landau e, inclusive, de entrar em est\u00fadio. Bruce respondeu juridicamente alegando fraude, abuso de confian\u00e7a e influ\u00eancia indevida de Mike Appel. O processo se arrastou por tr\u00eas anos em que Bruce frequentou mais tribunais que palcos. Esse per\u00edodo desgastante fez Bruce amadurecer na marra, e \u201cDarkness on the Edge of Town\u201d \u00e9 o retrato desta fase. Bruce comp\u00f4s mais de 70 can\u00e7\u00f5es no per\u00edodo de abstin\u00eancia, e gravou 52 nas sess\u00f5es de \u201cDarkness on the Edge of Town\u201d, selecionando 10 para o \u00e1lbum (outras 22 foram lan\u00e7adas em 2010 no duplo \u201cThe Promisse\u201d). \u201cDarkness \u00e9 sobre pessoas se recusando a abrir m\u00e3o de sua humanidade\u201d, explicou Bruce ao jornalista Tony Parsons. Denso, melanc\u00f3lico e menos comercial (as palavras \u201cTrevas\u201d e \u201cEscurid\u00e3o\u201d aparecem em seis das 10 faixas) que \u201cBorn To Run\u201d, \u201cDarkness\u201d abre com o hino \u201cBadlands\u201d, e Bruce joga as cartas na mesa: \u201cEstou com minha cabe\u00e7a explodindo, Esmagando minhas tripas, cara \/ Estou preso num fogo cruzado que n\u00e3o entendo \/ Mas tem uma coisa que tenho certeza, garota \/ Eu n\u00e3o t\u00f4 nem a\u00ed para os que ficam em cima do muro\u201d. \u201cPromise Land\u201d (irm\u00e3 de \u201cBadlands\u201d) \u00e9 outra com Bruce olhando nos olhos do inimigo e dizendo que ir\u00e1 seguir em frente. Na balada melanc\u00f3lica \u201cSomething in the Night\u201d, ele reflete que \u00e9 melhor seguir como nasceu, sem nada, pois \u201cassim que voc\u00ea consegue alguma coisa, algu\u00e9m aparece para tentar tirar de voc\u00ea\u201d enquanto na bela \u201cRacing in the Street\u201d, o interlocutor pede para sua garota esquecer os sonhos partidos ao menos por uma noite. \u201cFactory\u201d foca nos homens cansados (e \u201ccom morte nos olhos\u201d) ap\u00f3s um dia de trabalho e em \u201cStreets of Fire\u201d ele conta que s\u00f3 tem conversado com pessoas estranhas. Uma das can\u00e7\u00f5es mais emblem\u00e1ticas do \u00e1lbum, \u201cProve It All Night\u201d abre com Bruce dizendo que est\u00e1 trabalhando duro e fazendo o poss\u00edvel para continuar com as m\u00e3os limpas. O Bruce que o mundo viria a admirar nasce em \u201cDarkness on the Edge of Town\u201d. Dolorido e obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<br \/>\nLS \u2013 9<br \/>\nMC \u201310<br \/>\nRJ \u2013 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19489 aligncenter\" title=\"bruce6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce6.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce6.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce6-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce6-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The River \u2013 1980<\/strong><br \/>\nAs cicatrizes ganhas durante o per\u00edodo conturbado de \u201cDarkness on the Edge of Town\u201d mudariam Bruce para sempre. O olhar adolescente da primeira fase daria lugar a uma consci\u00eancia social que exibe suas garras em \u201cThe River\u201d, e se expandir\u00e1 em discos seguintes (como \u201cBorn In The USA\u201d, \u201cThe Rising\u201d e \u201cWrecking Ball\u201d). A ideia inicial era lan\u00e7ar um disco simples, que tinha o nome provis\u00f3rio de \u201cThe Ties That Bind\u201d e contava com algumas das (dezenas de) can\u00e7\u00f5es que ficaram de fora do \u00e1lbum anterior. Por\u00e9m, conforme Bruce foi trabalhando em est\u00fadio e os Estados Unidos entravam em uma s\u00e9ria recess\u00e3o (que abalou o mercado de constru\u00e7\u00e3o, colocando centenas de milhares de trabalhadores na rua), o \u00e1lbum tomava um novo rumo. O cerne do \u00e1lbum duplo (com 20 m\u00fasicas) que chegou \u00e0s lojas em outubro de 1980 \u00e9 a faixa t\u00edtulo, que conta a trajet\u00f3ria (t\u00e3o comum) de um rapaz (desempregado) que engravidou a namorada Mary e teve que se casar aos 19 anos. \u201cThe River\u201d, o disco, combina o lado explosivo de \u201cBorn To Run\u201d com a veia reflexiva de \u201cDarkness\u201d. O chef\u00e3o critica as pessoas que escolhem viver na solid\u00e3o (\u201cThe Ties That Bind\u201d, \u201cTwo Hearts\u201d e &#8220;Out in the Street&#8221;), emociona ao narrar a partida de um filho da casa do pai que nunca o entendeu (\u201cIndependece Day\u201d), filosofa sobre sonho e realidade (na dolorida e bel\u00edssima \u201cPoint Black\u201d) e se choca ao presenciar um acidente na estrada (\u201cWreck on the Highway\u201d). Certa noite encontrou Joey Ramone, que o pediu uma can\u00e7\u00e3o para sua banda. Ele ent\u00e3o comp\u00f4s &#8220;Hungry Heart&#8221; na madrugada, mas seguindo orienta\u00e7\u00e3o de seu produtor, decidiu guardar a can\u00e7\u00e3o (ele j\u00e1 havia &#8220;dado&#8221; &#8220;Because The Night&#8221; para Patti Smith, &#8220;Fire&#8221; para o Pointer Sisters, e &#8220;Blinded by the Light&#8221;, para o Manfred Mann&#8217;s Earth Band \u2013 as tr\u00eas entraram no Top 20 da Billboard, posi\u00e7\u00e3o que Bruce ainda n\u00e3o tinha alcan\u00e7ado sozinho). Em outubro de 1980, &#8220;Hungry Heart&#8221; chegou ao n\u00famero 5 do ranking da Billboard, tornando-se o primeiro grande sucesso de Bruce, e at\u00e9 hoje um dos grandes momentos de shows do cantor. \u201cThe River\u201d foi o primeiro \u00e1lbum de Bruce a aparecer no topo da Billboard (outros 9 v\u00e3o repetir o feito daqui em diante).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<br \/>\nLS \u2013 8<br \/>\nMC \u2013 9<br \/>\nRJ \u2013 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19490 aligncenter\" title=\"bruce7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nebraska \u2013 1982<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a recess\u00e3o do governo Jimmy Carter, os Estados Unidos viviam um momento de expectativa com Ronald Reagan e seu ousado plano econ\u00f4mico. O pa\u00eds que Bruce via em suas andan\u00e7as de turn\u00ea, no entanto, era bem diferente, e \u201cNebraska\u201d \u00e9 um retrato perfeito do per\u00edodo. Bruce gravou o \u00e1lbum todo sozinho em um pequeno est\u00fadio port\u00e1til de quatro canais (que se transformaria em objeto de culto para a cena lo-fi posteriormente), tocando guitarra, viol\u00e3o, gaita, bandolim, pandeiro e \u00f3rg\u00e3o. As (at\u00e9 ent\u00e3o) demos foram levadas para a banda em est\u00fadio, que preparou os arranjos e gravou as novas can\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, comparando as vers\u00f5es ac\u00fasticas com as el\u00e9tricas, Bruce optou por lan\u00e7ar a vers\u00e3o lo-fi que ele havia gravado em sua pr\u00f3pria casa. A op\u00e7\u00e3o valoriza um grupo de letras cujos personagens, criminosos e pessoas desesperadas, comp\u00f5e um retrato brutal dos Estados Unidos. Na faixa t\u00edtulo, que abre o \u00e1lbum, Bruce relembra a hist\u00f3ria real do casal Charles Starkweather (17 anos) e Caril Ann Fugate (14), respons\u00e1vel por 11 assassinatos entre 1957 e 1958: \u201cEu e ela sa\u00edmos para um passeio \/ e 10 pessoas inocentes morreram\u201d, diz a letra. Em \u201cAtlantic City\u201d, um casal planeja fugir de mafiosos. Em \u201cJohnny 99\u201d, um trabalhador \u00e9 despedido, toma um porre e acaba matando um homem. A condena\u00e7\u00e3o do j\u00fari: 99 anos de pris\u00e3o. &#8220;State Trooper&#8221;, por sua vez, \u00e9 sobre suic\u00eddio. N\u00e3o espere alegria. N\u00e3o h\u00e1. Apesar de n\u00e3o repetir o \u00eaxito comercial dos discos anteriores, \u201cNebraska\u201d tornou-se objeto de culto tanto de f\u00e3s quanto de m\u00fasicos \u2013 Johnny Cash gravou duas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum no ano seguinte, e um tributo ao disco foi lan\u00e7ado pela SubPop em 2000 reunindo Aimee Mann, Los Lobos, Ben Harper, Son Volt e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nLS \u2013 7,5<br \/>\nMC \u2013 10<br \/>\nRJ \u2013 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19491 aligncenter\" title=\"bruce8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Born in the USA \u2013 1984<\/strong><br \/>\n\u00c1lbum que apresentou Springsteen ao mundo (pouco antes de &#8220;We Are the World&#8221;), \u201cBorn In The USA\u201d j\u00e1 estava praticamente gravado desde 1982, mas s\u00f3 chegou \u00e0s lojas em 1984. Se \u201cNebraska\u201d era marcado por uma vis\u00e3o aterradora dos Estados Unidos, \u201cBorn in the USA\u201d exala otimismo (encharcado de cinismo) em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds de Reagan. A influ\u00eancia do tecnopop vigente na \u00e9poca contribuiu na sonoridade pop rock do disco sem prejudicar a pegada encorpada da E Street Band, e 15 milh\u00f5es de norte-americanos foram \u00e0s lojas atr\u00e1s do \u00e1lbum. O cinismo afiado da faixa-t\u00edtulo, que questiona o tratamento do governo para com os veteranos do Vietn\u00e3, passou batido por muitos, que, focados no refr\u00e3o, tomaram a can\u00e7\u00e3o como um elogio \u00e0 vida norte-americana (enquanto a letra, crava: \u201cSob a sombra da penitenciaria \/ Ou perto das chamas de g\u00e1s da refinaria \/ Estou h\u00e1 10 anos sem rumo \/ Nada para fazer, nenhum lugar para ir: Nasci nos Estados Unidos\u201d, provoca Bruce). Estes tamb\u00e9m n\u00e3o entenderam \u201cGlory Days\u201d, com sua batida rancheira e letra que elogia o passado em confronta\u00e7\u00e3o ao presente infeliz. A poderosa \u201cDownbound Train\u201d narra o fim de um romance ap\u00f3s a perda do emprego enquanto \u201cNo Surrender\u201d d\u00e1 o recado: \u201cAprendemos mais com uma can\u00e7\u00e3o de tr\u00eas minutos do que jamais aprenderemos na escola\u201d. Recordista at\u00e9 hoje na carreira de Bruce, \u201cBorn In The USA\u201d cravou nada menos que sete singles no Top 10 da Billboard, sendo que \u201cDancing in the Dark\u201d, <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=129kuDCQtHs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com Courteney Cox sendo puxada para o palco no clipe<\/a>, foi a que chegou mais longe, alcan\u00e7ando o n\u00famero 2. A capa, ic\u00f4nica, \u00e9 uma foto de Annie Leibovitz. Cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nLS \u2013 8,5<br \/>\nMC \u2013 9<br \/>\nRJ \u2013 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19492 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"bruce9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce9.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce9.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce9-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce9-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tunnel of Love \u2013 1987<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a festa do sucesso de \u201cBorn In The USA\u201d veio a ressaca com \u201cTunnel of Love\u201d. No quesito musical, a E Street Band \u00e9 desfeita (eles s\u00f3 ir\u00e3o se reunir para gravar um disco no s\u00e9culo seguinte) e Bruce assume o controle do \u00e1lbum usando bateria eletr\u00f4nica e sintetizadores (com um ou outro membro da banda trabalhando separadamente em algumas das faixas). No quesito pessoal, o casamento de Bruce com a atriz Julianne Phillips, oficializado em maio de 1985, estava indo pro buraco pouco menos de dois anos depois, e \u201cTunnel of Love\u201d \u00e9 praticamente um acerto de contas com o matrim\u00f4nio, uma tentativa de salvar um casamento com um disco. Logo na faixa de abertura, \u201cAin&#8217;t Got You\u201d, Bruce diz que tem toda sorte de dinheiro e ouro, t\u00edtulos banc\u00e1rios, caviar, mas n\u00e3o o amor de sua garota. Em \u201cTougher Than the Rest\u201d, o interlocutor promete: \u201cTalvez seus outros namorados \/ n\u00e3o tenham passado no teste \/ se voc\u00ea estiver preparada para o amor \/ serei mais forte que eles\u201d. A faixa t\u00edtulo explica, com simplicidade tocante, o amor: \u201cDeveria ser f\u00e1cil, deveria ser simples \/ Homem encontra uma mulher e eles se apaixonam \/ Mas a casa \u00e9 assombrada e o passeio fica dif\u00edcil\u201d. A grande can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u00e9 \u201cBrilliant Disguise\u201d, balada acelerada de partir o cora\u00e7\u00e3o: \u201cAgora voc\u00ea interpreta a mulher apaixonada \/ E eu, o homem fiel \/ N\u00f3s ficamos de p\u00e9 no altar \/ A cigana jurou que nosso futuro estava ok \/ Mas ent\u00e3o v\u00eam os pequenos momentos \/ Bem, talvez a cigana tenha mentido\u201d. Poucos meses depois do \u00e1lbum lan\u00e7ado (n\u00famero 1 nos EUA), Julianne Phillips pediu o div\u00f3rcio. V\u00e3o se os an\u00e9is, ficam as can\u00e7\u00f5es de um disco confessional e bonito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 7<br \/>\nMC \u2013 7<br \/>\nRJ \u2013 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19493\" title=\"bruce10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce10.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce10.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce10-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Human Touch \/ Lucky Town \u2013 1992<\/strong><br \/>\nCinco anos ap\u00f3s \u201cTunnel of Love\u201d e seis meses ap\u00f3s o Guns n\u2019 Roses lan\u00e7ar dois \u00e1lbuns ao mesmo tempo (\u201cUse Your Illusion I\u201d e \u201cUse Your Illusion II\u201d), Bruce Springsteen retorna ao cen\u00e1rio pop tamb\u00e9m com dois \u00e1lbuns simult\u00e2neos lan\u00e7ados no mesmo dia e com a arte da capa parecida. Ele havia se mudado para Los Angeles e usou m\u00fasicos de est\u00fadio nas grava\u00e7\u00f5es dos dois \u00e1lbuns. \u201cHuman Touch\u201d, o primeiro, traz tr\u00eas melodias do pianista Roy Bittan, que Bruce gostou e decidiu colocar letra, uma recria\u00e7\u00e3o de uma can\u00e7\u00e3o de Sonny Boy Williamson (&#8220;Cross My Heart&#8221;) e um n\u00famero tradicional (&#8220;Boy Pony&#8221;). O Chef\u00e3o soa confiante e as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o alegres, pra cima. A tem\u00e1tica das letras resvala em temas caros ao compositor (trabalho, carros, felicidade), mas o resultado \u00e9 um belo grupo de can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o faz frente ao repert\u00f3rio pr\u00e9 \u201cBorn in the USA\u201d. Ap\u00f3s uma pausa nas grava\u00e7\u00f5es de \u201cHuman Touch\u201d, Bruce retornou ao est\u00fadio em 1991 para gravar mais uma can\u00e7\u00e3o para o \u00e1lbum, &#8220;Living Proof&#8221;, e acabou gravando 10. Nascia o irm\u00e3o g\u00eameo, \u201cLucky Town\u201d, um disco mais despojado e direto. Em &#8220;Better Days&#8221; ele diz que est\u00e1 voltando pra casa enquanto a pungente \u201cBook of Dreams\u201d traz o noivo admirando a noiva no dia do casamento. A sensa\u00e7\u00e3o, como em boa parte dos \u00e1lbuns duplos, \u00e9 que o repert\u00f3rio teria muito mais for\u00e7a se Bruce tivesse se concentrado em metade das 24 can\u00e7\u00f5es, mas o real valor da dobradinha \u201cHuman Touch\u201d \/ \u201cLucky Town\u201d \u00e9 manter o compositor na ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<br \/>\nLS \u2013 5,5<br \/>\nMC \u2013 6<br \/>\nRJ \u2013 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19494 aligncenter\" title=\"bruce11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce11.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Ghost of Tom Joad &#8211; 1995<\/strong><br \/>\nComo seria \u201cNebraska\u201d se fosse gravado em um est\u00fadio de verdade? \u201cThe Ghost of Tom Joad\u201d \u00e9 a resposta. Se por um lado, a segunda incurs\u00e3o de Bruce Springsteen pelo folk tradicional quebrou uma sequencia de oito discos Top 5 da Billboard (alcan\u00e7ou \u201capenas\u201d a 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o em vendas), por outro marca a retomada de qualidade ap\u00f3s tr\u00eas discos medianos (para o padr\u00e3o Bruce). Tom Joad \u00e9 o protagonista do livro (adaptado para o cinema) \u201cAs Vinhas da Ira\u201d, de John Steinbeck, e, assim como em \u201cNebraska\u201d, os temas s\u00e3o sombrios focando personagens desesperados tentando sobreviver na Am\u00e9rica. N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. Na faixa t\u00edtulo, que abre o \u00e1lbum, a letra avisa que \u201cfam\u00edlias dormem nos seus carros \/ sem casa, sem trabalho, sem paz, sem descanso\u201d. Tanto \u201cYoungstown\u201d quanto \u201cGalveston Bay\u201d revisitam a tem\u00e1tica do abandono dos veteranos de guerra na can\u00e7\u00e3o \u201cBorn in the USA\u201d, mas de forma s\u00e9ria (\u201cEnviamos nossos filhos para a Cor\u00e9ia e o Vietn\u00e3 \/ E agora n\u00f3s nos perguntamos pelo que eles est\u00e3o morrendo\u201d, diz a letra da primeira) enquanto &#8220;Across the Border&#8221; e &#8220;Sinaloa Cowboys\u201d foca nos mexicanos que tentam atravessar a fronteira em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos (\u201cEu construirei uma casa para voc\u00ea \/ No topo de uma colina coberta de grama \/ Em algum lugar do outro lado da fronteira&#8221;, diz a sonhadora &#8220;Across the Border&#8221;). \u201cThe New Timer\u201d guarda parentesco com a can\u00e7\u00e3o \u201cNebraska\u201d enquanto \u201cMy Best Was Never Good Enough\u201d, a faixa de encerramento, ca\u00e7oa de ditados populares (e de \u201cForrest Gump\u201d) num disco que merece ser redescoberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 6<br \/>\nMC \u2013 8<br \/>\nRJ \u2013 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19495 aligncenter\" title=\"bruce12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce12.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce12.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce12-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce12-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Rising \u2013 2002<\/strong><br \/>\nSemanas ap\u00f3s o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, Bruce Springsteen (que havia completado 50 anos em 1999) j\u00e1 tinha composto 11 das 13 can\u00e7\u00f5es de \u201cThe Rising\u201d, \u00e1lbum que quebrava um sil\u00eancio de sete anos sem material original e reunia a E Street Band 18 anos depois dos dias gloriosos em que Bruce dan\u00e7ava no escuro nos anos 80. N\u00e3o \u00e0 toa, \u201cThe Rising\u201d \u00e9 um irm\u00e3o distante de \u201cBorn In The USA\u201d. Nas letras, o assunto s\u00e3o os atentados, e Bruce passa longe do populismo sem sentido e do patriotismo pomposo ao contar hist\u00f3rias simples de pessoas simples. \u201cLonesome Day\u201d abre o disco contando a hist\u00f3ria de um bombeiro em um dia solit\u00e1rio. \u201cInto The Fire\u201d tem levada folk, voz rasgada e letra comovente: &#8220;Que sua for\u00e7a nos de for\u00e7a \/ Que a sua f\u00e9 nos de f\u00e9 \/ Que a sua esperan\u00e7a nos de esperan\u00e7a \/ Que seu amor nos de amor&#8221;. J\u00e1 a tocante \u201cWaitin&#8217;On A Sunny Day\u201d, maior hit de Bruce nos \u00faltimos 20 anos, clona \u201cGlory Days\u201d, provavelmente intencionalmente. Se a segunda debochava da \u00e9poca Reagan relembrando outros dias gloriosos, \u201cWaitin&#8217;On A Sunny Day\u201d sugere a inoc\u00eancia de quem apenas espera por um dia ensolarado. \u201cThe Nothing Man\u201d (de clima semelhante a \u201cSecret Garden\u201d) visualiza uma cidade inalterada ap\u00f3s o atentado e arrepia no refr\u00e3o enquanto \u201cCountin&#8217; On A Miracle\u201d traz guitarras mais pesadas destacando a produ\u00e7\u00e3o cuidadosa de Brendan O&#8217;Brien (Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Korn) que parece ter sido escolhido visando atualizar o som &#8220;Bruce&#8221; para a molecada. Foge do clima Springsteen b\u00e1sico a estranha \u201cWorlds Apart\u201d, com longa introdu\u00e7\u00e3o world music at\u00e9 se definir num rock\u00e3o de est\u00e1dio. Para fechar o \u00e1lbum, uma grande can\u00e7\u00e3o: &#8220;My City of Ruins&#8221;. \u201cThe Rising\u201d colocou Bruce novamente no topo da Billboard e selou seu retorno ao cen\u00e1rio pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nLS \u2013 9,5<br \/>\nMC \u2013 9<br \/>\nRJ \u2013 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19496 aligncenter\" title=\"bruce13\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce13.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce13.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce13-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce13-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Devils &amp; Dust \u2013 2005<\/strong><br \/>\nD\u00e9cimo terceiro \u00e1lbum da carreira de Bruce, e terceiro de pegada ac\u00fastica, \u201cDevils &amp; Dust\u201d \u00e9 praticamente uma limpeza no ba\u00fa do compositor. A maioria das can\u00e7\u00f5es foi composta em quartos de hotel em 1997, ao final da turn\u00ea de \u201cThe Ghost Of Tom Joad\u201d. A mais antiga, \u201cAll The Way Home\u201d, data de 1991. J\u00e1 a faixa-t\u00edtulo foi escrita em 2003, ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra do Iraque, e traz o ponto de vista de um jovem soldado buscando um sentido para tudo aquilo: \u201cEstou com o dedo no gatilho \/ mas n\u00e3o sei em quem confiar\u201d. \u201cReno\u201d narra o epis\u00f3dio em que um rapaz se encontra com uma prostituta \u2013 e as refer\u00eancias sexuais fizeram o disco ganhar uma tarja de conte\u00fado para adultos, mais comum em \u00e1lbuns de rap. \u201cSilver Palomino\u201d e \u201cLong Time Comin\u2019\u201d s\u00e3o bonitas odes \u00e0 juventude (e a segunda \u00e0 esperan\u00e7a tamb\u00e9m). A sonoridade n\u00e3o chega a ser esqu\u00e1lida como as de \u201cNebraska\u201d e \u201cThe Ghost Of Tom Joad\u201d. O folk est\u00e1 l\u00e1, com melodias simples, o viol\u00e3o, uma gaitinha esperta e o piano habitual. A influ\u00eancia de seus velhos gurus, Woody Guthrie, Hank Williams e Dylan, tamb\u00e9m \u2013 o \u00faltimo vem a mente na balada \u201cJesus Was An Only Son\u201d, que remete a \u201cIf You See Her, Say Hello\u201d. Springsteen, por\u00e9m, fortalece o som com \u00f3rg\u00e3os, cordas discretas em segundo plano e at\u00e9 com uma c\u00edtara (em \u201cReno\u201d). Arrisca um namoro t\u00edmido com seu lado rocker em \u201cAll The Way Home\u201d e \u201cLong Time Comin\u2019\u201d, flerte que dissipa um pouco a aridez do \u00e1lbum, mas n\u00e3o \u00e9 um voo el\u00e9trico t\u00e3o alto quanto os dos discos com a E Street.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 6,5<br \/>\nMC \u2013 7,5<br \/>\nRJ \u2013 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19497 aligncenter\" title=\"bruce14\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce14.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>We Shall Overcome The Seeger Sessions &#8211; 2006<\/strong><br \/>\nPrimeiro \u00e1lbum da carreira de Springsteen inteiramente composto por vers\u00f5es, \u201cWe Shall Overcome The Seeger Sessions\u201d come\u00e7ou a nascer em 1997, quando o Chef\u00e3o foi convidado para participar de um \u00e1lbum tributo a Pete Seeger, um dos maiores nomes da can\u00e7\u00e3o de protesto nos Estados Unidos. Ao pesquisar o repert\u00f3rio de Seeger, Bruce ficou encantado e come\u00e7ou a divertir-se tocando em casa as velhas can\u00e7\u00f5es de protesto do mestre. Em 2006, por interm\u00e9dio de Soozie Tyrell, violonista da E Street Band, Bruce come\u00e7ou a ensaiar um set list de can\u00e7\u00f5es de Pete Seeger com um grupo desconhecido de m\u00fasicos, e o resultado se mostrou t\u00e3o positivo que Bruce decidiu registrar como um \u00e1lbum. O clima das sess\u00f5es de Pete Seeger remete a uma jam ao vivo em est\u00fadio, e mais parece uma reuni\u00e3o de amigos que se junta para cantar umas can\u00e7\u00f5es tradicionais em uma autentica festa country\/folk (politizada). \u201cOld Dan Tucker\u201d, can\u00e7\u00e3o tradicional registrada em 1843, abre o \u00e1lbum com a voz forte de Bruce sobre uma base deliciosa de banjo. A arrepiante \u201cO Mary Don&#8217;t You Weep\u201d \u00e9 um spiritual datado de 1915, e que muitos cr\u00edticos definem como uma can\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a e resist\u00eancia escrava. Uma segunda edi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum acrescentava cinco novas can\u00e7\u00f5es \u00e0s 13 editadas anteriormente, destacando a empolgante valsa irlandesa \u201cAmerican Land\u201d. Fa\u00e7a uma festa em casa e deixe esse disco tocando. Divers\u00e3o garantida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<br \/>\nLS \u2013 7,5<br \/>\nMC \u2013 8,5<br \/>\nRJ \u2013 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19498 aligncenter\" title=\"bruce15\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce15.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Magic \u2013 2007<\/strong><br \/>\nBrendan O\u2019Brien volta a assinar a produ\u00e7\u00e3o em um \u00e1lbum que soa como uma continua\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica de \u201cThe Rising\u201d (que, por sua vez, era quase um \u201cBorn In The USA\u201d 2), sem soar diretamente t\u00e3o pol\u00edtico quanto seus \u00e1lbuns g\u00eameos (embora soe mais sombrio). \u201cRadio Nowhere\u201d abre o disco de forma acelerada e empolgante. O som das guitarras \u00e9 sujo, mas cristalino, e serve para dar corpo a uma can\u00e7\u00e3o que clama por outras do mesmo quilate: \u201cEu quero mil guitarras \/ Eu quero baterias martelando \/ Eu quero um milh\u00e3o de vozes diferentes\u201c. Mais duas can\u00e7\u00f5es seguem por este mesmo caminho: \u201cYou\u2019ll Be Comin\u2019 Down\u201d (com piano a frente das guitarras que fazem um riff circular por tr\u00e1s) e \u201cLast to Die\u201d, com cordas na introdu\u00e7\u00e3o abrindo caminho para uma porrada musical que tem a guerra como tema (\u201cQuem ser\u00e1 o \u00faltimo a morrer por um erro\u201d, diz a letra). A rom\u00e2ntica \u201cI\u2019ll Work for Your Love\u201d traz boas guitarras, voca\u00e7\u00e3o pop rock de est\u00e1dio, mas fica no grupo das can\u00e7\u00f5es menores do \u00e1lbum. \u201cLivin In The Future\u201d se sai melhor: \u00e9 dan\u00e7ante e destaca o reconhec\u00edvel sax de Clarence Clemons. \u201cGirls in Their Summer Clothes\u201d \u00e9 uma balada ensolarada enquanto \u201cGypsy Biker\u201d come\u00e7a com viol\u00e3o e gaita para virar um rock\u00e3o portentoso l\u00e1 pelo meio. \u201cLong Walk Home\u201d segue a linha de \u201cGypsy Biker\u201d (com percuss\u00e3o no lugar da gaita) e tamb\u00e9m inspira. As duas can\u00e7\u00f5es falam sobre voltar pra casa depois da guerra. Para o final, o \u00fanico folk \u201cfolk mesmo\u201d de todo o repert\u00f3rio, \u201cTerrys Song\u201d, dedicada ao amigo Terry Magovern, morto naquele ano, e que versa sobre maravilhas do mundo (as Pir\u00e2mides do Egito, a Capela Sistina, a Mona Lisa, o amigo falecido) e conclui que o amor \u00e9 maior do que a morte. \u201cMagic\u201d (outro \u00e1lbum n\u00ba 1) soa como um \u00e1lbum em que Bruce tenta esconder a melancolia sobre uma produ\u00e7\u00e3o encorpada, e \u00e9 um bom disco, ainda que menos impactante que os demais dos anos 00.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 7<br \/>\nMC \u2013 7<br \/>\nRJ \u2013 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19499 aligncenter\" title=\"bruce16\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce16.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Working On a Dream \u2013 2009<\/strong><br \/>\nMais esperan\u00e7oso e menos sombrio que o disco anterior, \u201cWorking On a Dream\u201d traz outra vez Brendan O\u2019Brien na produ\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a prova que o chef\u00e3o chegou num ponto da carreira em que \u2013 assim como Elvis Costello e Neil Young \u2013 tudo que toca vira ouro. Por\u00e9m, este d\u00e9cimo-sexto disco \u00e9 o menor em tempos de \u00e1lbuns \u00f3timos como \u201cThe Rising\u201d (2002), \u201cDevils &amp; Dust\u201d (2005) e \u201cThe Seeger Sessions\u201d (2006). N\u00e3o \u00e9 que \u201cWorking On a Dream\u201d seja um disco ruim: o n\u00edvel que \u00e9 alto. \u201cOutlaw Pete\u201d (que poderia ter metade do tempo) abre o \u00e1lbum de forma \u00e9pica enquanto &#8220;What Love Can Do&#8221; \u00e9, provocava Bruce, \u201co amor nos tempos de George W. Bush\u201d: \u201cQuerida, eu n\u00e3o posso parar a chuva \/ Ou transformar esse c\u00e9u escuro em azul \/ Bem, deixe-me mostrar-lhe o que o amor pode fazer\u201d. A alegre \u201cThis Life\u201d, a esperan\u00e7osa faixa t\u00edtulo e \u201cThe Wrestler\u201d, tema do filme \u201cO Lutador\u201d (2008), de Darren Aronofsky, valem seu sorriso, mas no computo geral, \u201cWorking On a Dream\u201d sinaliza cansa\u00e7o \u2013 ou mesmo falta de assunto. Se esse era o problema, uma crise financeira mundial (e que abalou severamente os Estados Unidos) colocaria a carreira de Bruce nos eixos novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nLS \u2013 7<br \/>\nMC \u2013 6,5<br \/>\nRJ \u2013 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19500 aligncenter\" title=\"bruce17\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce17.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Wrecking Ball &#8211; 2012<\/strong><br \/>\nBruce inspira-se nos eventos da crise financeira para lan\u00e7ar seu melhor disco desde \u201cThe Rising\u201d. \u201cWe Take Care of Our Own\u201d, o primeiro single, \u00e9 uma \u201cBorn In The USA\u201d acelerada em que o cantor acusa o governo de n\u00e3o ajudar as pessoas (uma cr\u00edtica feroz ao \u201camerican way of life\u201d, que proclamou o capitalismo com uma religi\u00e3o que n\u00e3o perdoa os fracos). Bruce toca guitarra, banjo, piano, teclado, percuss\u00e3o e bateria eletr\u00f4nica enquanto uma se\u00e7\u00e3o de cordas (de oito violinos, tr\u00eas violas e dois violoncelos) faz a melodia grudar na mem\u00f3ria (e ecoar em est\u00e1dios). Um coral soul surge em \u201cEasy Money\u201d para levar aos c\u00e9us o personagem, que, como um pirata pronto para saquear, \u201cest\u00e1 indo para a cidade em busca de dinheiro f\u00e1cil\u201d. Em \u201cShackled and Drawn\u201d (da frase \u201cLiberdade \u00e9 uma camisa suja\u201d), Bruce se entrega ao soul (que ecoa em todo o \u00e1lbum) e cita \u201cStreet Fight Man\u201d, cl\u00e1ssico dos Stones. A melanc\u00f3lica \u201cJack of All Trades\u201d traz Tom Morello na guitarra solo, uma se\u00e7\u00e3o de sopros extremamente l\u00edrica e uma letra que diz que os banqueiros fazem o que sempre fizeram (engordar), e amea\u00e7a: \u201cSe eu tivesse uma arma, eu iria atr\u00e1s dos bastardo\u201d. Na emblem\u00e1tica marcha celta \u201cDeath to My Hometown\u201d, ele diz: \u201cNenhuma bomba caiu do c\u00e9u. Foram os ladr\u00f5es gananciosos que trouxeram a morte para a minha cidade natal\u201d. A balada\u00e7a \u201cThis Depression\u201d traz novamente Tom Morello, agora na guitarra clim\u00e1tica, enquanto a faixa t\u00edtulo e \u201cLand of Hope and Dreams\u201d trazem o velho parceiro Clarence Clemons (morto em 2011) no sax. \u201cYou\u2019ve Got It\u201d e \u201cRocky Ground\u201d surpreendem pela simplicidade do arranjo (a primeira ainda destaca uma letra bonita), e ratificam a aura soul que permeia todas as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum (e se estendem de forma surpreendente nos shows da turn\u00ea). A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que Bruce n\u00e3o desperdi\u00e7a um segundo de sulco em \u201cWrecking Ball\u201d, um \u00e1lbum cr\u00edtico que retrata o lado podre das pessoas em arranjos suntuosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<br \/>\nLS \u2013 7,5<br \/>\nMC \u2013 9<br \/>\nRJ \u2013 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25064 aligncenter\" title=\"high\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/high.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;High Hopes&#8221; (2014)<\/strong><br \/>\nNum um primeiro momento, a op\u00e7\u00e3o de Bruce em vasculhar o ba\u00fa e regravar uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es abandonadas de seu repert\u00f3rio soou um desperd\u00edcio ap\u00f3s o acerto de \u201cThe Rising\u201d, mas por mais que n\u00e3o tenha a unidade de um \u00e1lbum e soe uma colet\u00e2nea de raridades, \u201cHigh Hopes\u201d, 11\u00ba do chef\u00e3o a pousar na primeira posi\u00e7\u00e3o da Billboard, \u00e9 grandioso, e merece a mesma aten\u00e7\u00e3o dada a qualquer outro grande disco de Bruce. A faixa t\u00edtulo, escrita em 1987 por Tim Scott McConnell, j\u00e1 havia sido lan\u00e7ada no EP \u201cBlood Brothers\u201d, de 1995, mas a nova vers\u00e3o a coloca no bolso com metaleira, viol\u00e3o e guitarra (de Tom Morello, que participa de outras seis faixas do disco) muito mais vibrantes. A \u00f3tima &#8220;Harry&#8217;s Place&#8221; ficou de fora de \u201cThe Rising\u201d (2001, felizmente, pois n\u00e3o combinava com o \u00e1lbum) enquanto a hist\u00f3ria intensa de \u201cAmerican Skin (41 Shots)\u201d (2001 \u2013 j\u00e1 foi contada aqui) ganhou mais for\u00e7a com a nova vers\u00e3o. \u201cJust Like Fire Would\u201d foi lan\u00e7ada em 1987 pelo grupo australiano The Saints, e Bruce espertamente manteve o clima oitentista (que, no seu caso, remete ao \u00e1lbum \u201cBorn in The USA\u201d) num dos melhores registros do disco. Das \u201ccan\u00e7\u00f5es perdidas\u201d, a empolgante \u201cFrankie Fell in Love\u201d, sobra de \u201cMagic\u201d (2007), em que Shakespeare diz a Einsten que a felicidade come\u00e7a com um beijo, se destaca, mas quem ultrapassar a introdu\u00e7\u00e3o orquestral exagerada de &#8220;Hunter of Invisible Game&#8221; encontrar\u00e1 uma grande can\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no quesito covers, a vers\u00e3o de \u201cDream Baby Dream\u201d, do Suicide, que j\u00e1 encerrou v\u00e1rios shows de Bruce, \u00e9 a t\u00edpica can\u00e7\u00e3o que pode salvar um dia, uma vida, encerrando um grande \u00e1lbum.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<br \/>\nLS \u2013 8<br \/>\nMC \u2013 8<br \/>\nRJ \u2013 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19501\" title=\"bruce18\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce18.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c1lbuns ao vivo<\/strong><br \/>\nSe estamos falando de Bruce, estamos falando de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo incendi\u00e1rias de mais de tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o. Oficialmente, cinco \u00e1lbuns ao vivo foram lan\u00e7ados at\u00e9 hoje (no quesito bootlegs, <a href=\"http:\/\/springsteenbootlegs.blogspot.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a lista \u00e9 intermin\u00e1vel<\/a>). O primeiro deles \u00e9 o box qu\u00edntuplo em vinil (em CD, triplo) \u201cLive\/1975\u201385\u201d, lan\u00e7ado em 1986 com 40 can\u00e7\u00f5es retiradas de diversos shows. \u201cLive\/1975\u201385\u201d estreou em primeiro lugar na Billboard no dia de seu lan\u00e7amento \u2013 os f\u00e3s compravam o box na porta do caminh\u00e3o de entrega, antes mesmo do volume ser descarregado para a loja. \u00c9 at\u00e9 hoje o segundo disco ao vivo mais vendido na hist\u00f3ria do mercado norte-americano (o primeiro \u00e9 \u201cDouble Live\u201d, de Garth Brooks) e traz, pela primeira vez, can\u00e7\u00f5es de Bruce famosas nas vozes de outros artistas \u2013 como \u201cBecause The Night\u201d e \u201cFire\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19502\" title=\"bruce19\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce19.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1993 saiu \u201cIn Concert\/MTV Plugged\u201d, que deveria ser um \u00e1lbum ac\u00fastico para a MTv, mas n\u00e3o contente com os ensaios, Bruce optou por um registro el\u00e9trico da turn\u00ea \u201cHuman Touch\u201d \/ \u201cLucky Town\u201d (o repert\u00f3rio apresenta oito can\u00e7\u00f5es da dobradinha de discos, mas tamb\u00e9m traz cl\u00e1ssicos como &#8220;Thunder Road&#8221;, \u201cAtlantic City&#8221; e &#8220;Darkness on the Edge of Town&#8221; al\u00e9m da in\u00e9dita &#8220;Red-Headed Woman&#8221;). \u201cLive In New York City\u201d \u00e9 a trilha sonora de um document\u00e1rio feito para a HBO em 2001, e que registra 20 can\u00e7\u00f5es da turn\u00ea de reuni\u00e3o de Bruce com a E Street Band em 1999\/2000 (inclusa tardiamente, \u201cBorn to Run\u201d n\u00e3o est\u00e1 listada na capa do CD, mas aparece no \u00e1lbum).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19503\" title=\"bruce20\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce20.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce20.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce20-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHammersmith Odeon London &#8217;75\u201d engordou a reedi\u00e7\u00e3o comemorativa do \u00e1lbum \u201cBorn To Run\u201d em 2005, mas em vers\u00e3o DVD. O registro duplo em CD ganhou as lojas em 2006 destacando 16 can\u00e7\u00f5es de um show de Bruce Springsteen em Londres em 1975. O CD duplo \u201cLive in Dublin\u201d, lan\u00e7ado em 2007, registra um show do projeto The Sessions Band na capital da Irlanda, em novembro de 2006 cujo repert\u00f3rio de 23 can\u00e7\u00f5es focava no \u00e1lbum \u201cWe Shall Overcome The Seeger Sessions\u201d (abrindo espa\u00e7o para can\u00e7\u00f5es de Bruce como &#8220;Blinded By the Light&#8221;, &#8220;Atlantic City&#8221; e &#8220;Growin&#8217; Up&#8221;). Apesar de ter sido lan\u00e7ado apenas em DVD duplo, \u201cLondon Calling: Live in Hyde Park 2010\u201d \u00e9 um dos melhores registros de Bruce Springsteen ao lado da E Street Band.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19504\" title=\"bruce21\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce21.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Raridades<\/strong><br \/>\n\u201cTracks\u201d, box qu\u00e1druplo lan\u00e7ado em 1998 (e rec\u00e9m-relan\u00e7ado em 2013) compila 66 registros raros da carreira de Bruce Springsteen, e \u00e9 um dos quindins dos f\u00e3s mais ardorosos. Logo na abertura do primeiro CD s\u00e3o encontradas as quatro can\u00e7\u00f5es que Bruce Springsteen tocou para John Hammond quando foi fazer seu primeiro teste na gravadora em maio de 1972: &#8220;Mary Queen of Arkansas\u201d, &#8220;It&#8217;s Hard to Be a Saint in the City&#8221;, &#8220;Growin&#8217; Up&#8221;, &#8220;Does This Bus Stop At 82nd Street?&#8221;, todas cruas, voz e viol\u00e3o. O box ainda traz b-sides e outtakes das sess\u00f5es de \u201cThe Wild, the Innocent &amp; the E Street Shuffle\u201d at\u00e9 \u201cThe Ghost of Tom Joad\u201d, incluindo uma vers\u00e3o demo de \u201cBorn in the USA&#8221; e uma ao vivo de &#8220;Bishop Danced&#8221; no Max Kansas City, 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19505\" title=\"bruce22\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce22.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce22.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce22-300x210.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colet\u00e2nea \u201cThe Promisse: The Lost Sessions\u201d foi lan\u00e7ada em 2010 (tanto separada em vers\u00e3o dupla como no box acima), mas f\u00e3s j\u00e1 conheciam boa parte das 22 preciosidades compiladas neste CD duplo (e outras que n\u00e3o entraram) desde o come\u00e7o dos anos 80 em vers\u00f5es bootleg, o que de forma alguma diminui o valor do lan\u00e7amento das sobras das sess\u00f5es de \u201cDarkness on The Edge of Town\u201d. \u201cThe Promise\u201d resgata do limbo n\u00fameros sensacionais como a rom\u00e2ntica \u201cSomeday (We\u2019ll Be Together)\u201d, a contagiante \u201cAin\u2019t Good Enough For You\u201d, o rock\u00e3o de arena \u201cWrong Side Of The Street\u201d, o blues\u00e3o \u201cIt\u2019s A Shame\u201d e a balada\u00e7a \u201cBecause The Night\u201d, parceria certeira com Patti Smith, aqui com a letra vers\u00e3o Bruce, e mais 16 can\u00e7\u00f5es que s\u00f3 ganharam em beleza no fundo do ba\u00fa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19506\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"bruce23\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/bruce23.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Colet\u00e2neas<\/strong><br \/>\nOficialmente s\u00e3o cinco colet\u00e2neas lan\u00e7adas at\u00e9 hoje, e dentro elas duas se destacam: a primeira \u00e9 \u201cGreatest Hits\u201d, que al\u00e9m de 13 grandes sucessos do repert\u00f3rio de Bruce, acrescenta cinco faixas extras, tr\u00eas delas gravadas especialmente para a colet\u00e2nea e s\u00f3 presentes aqui: &#8220;Secret Garden\u201d, &#8220;Blood Brothers&#8221; e &#8220;This Hard Land&#8221;. J\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o especial tripla \u201cThe Essential Bruce Springsteen\u201d, lan\u00e7ada em 2003, foca no fil\u00e9 de cada \u00e1lbum de Bruce entre \u201cGreetings from Asbury Park, NJ\u201d e \u201cThe Rising\u201d, resumido em 30 can\u00e7\u00f5es, e \u00e9 uma \u00f3tima apresenta\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio do Chef\u00e3o para ne\u00f3fitos. Para os f\u00e3s de velha data, um terceiro CD com 12 raridades faz de \u201cThe Essential Bruce Springsteen\u201d uma pepita de ouro ao reunir can\u00e7\u00f5es de trilhas sonoras e uma vers\u00e3o para &#8220;Viva Las Vegas&#8221;, do repert\u00f3rio de Elvis Presley, para um tributo da New Musical Express.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruce Springsteen - You Never Can Tell (Leipzig 7\/7\/13) (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L-Ds-FXGGQg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruce Springsteen :: Sociedade Alternativa (Live from S\u00e3o Paulo, Brazil, September 2013)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XN5xCuP3A24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/laFjPSxCfXI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n&#8211; Agradecimentos a Rodrigo James (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/rodrigojames\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@rodrigojames<\/a>), que integra a Banda Alto Falante e viu Bruce Springsteen em Madri, no ano passado (relato <a href=\"http:\/\/rodrigojames.com\/?p=722\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>), um show de 3h48. E tamb\u00e9m a Leandro Saueia (<a class=\"twitter-atreply pretty-link\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Saueia\">@Saueia<\/a>) pela colabora\u00e7\u00e3o nas notas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cWrecking Ball\u201d, retrato do lado podre das pessoas em arranjos suntuosos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/30\/wrecking-ball-bruce-springsteen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A passagem da turn\u00ea \u201cWrecking Ball\u201d em Trieste, na It\u00e1lia, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/07\/02\/bruce-springsteen-infiamma-trieste\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bruce Springsteen: bom humor e intelig\u00eancia, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/07\/18\/bruce-springsteen-e-um-cara-foda\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cWorking on a Dream\u201d, Bruce: n\u00e3o \u00e9 um disco ruim, o n\u00edvel \u00e9 que \u00e9 alto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/19\/bruce-springsteen-brian-wilson-e-paul-weller\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cMagic\u201d fica abaixo de outros \u00e1lbuns roqueiros de Bruce Springsteen (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/09\/24\/disco-da-semana-magic-de-bruce-springsteen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; F\u00e9 em Bruce Springsteen, por Carlos Eduardo Lima (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/02\/sob-o-cel-2\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Promise\u201d resgata do limbo can\u00e7\u00f5es sensacionais, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/11\/orbison-springsteen-sinatra-e-jobim\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas horas de Bruce Springsteen ao vivo em Roma, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/20\/tres-horas-de-bruce-springsteen-em-roma-2\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bruce Springsteen \u00e9 um habitante do planeta assim como voc\u00ea e eu, por CEL (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/cel22.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bruce Springsteen centrou sua arte em f\u00e9 e esperan\u00e7a para contar seu 11\/09 (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/brucesprisresenha.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Como Steinbeck, Springsteen concentra sua mira no cora\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/brucedevil.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cWe Shall Overcome\u201d \u00e9 um disco de folk demasiado certinho, por Jorge Mourinha (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/bruce_seeger.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/clash_discografia.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Trinta e cinco anos separam as duas turn\u00eas, e parece que, desde sempre, Bruce Springsteen vem fazendo os melhores shows do mundo. Ano a ano. A sua entrega \u00e9 absurda. A sua banda \u00e9 espetacular.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/16\/discografia-comentada-bruce-springsteen\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[109,110,35,96,732],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19483"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19483"}],"version-history":[{"count":51,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43872,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19483\/revisions\/43872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}