{"id":19403,"date":"2013-08-14T14:49:11","date_gmt":"2013-08-14T17:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=19403"},"modified":"2013-11-25T08:32:29","modified_gmt":"2013-11-25T11:32:29","slug":"disco-do-ano-tiago-ferreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/14\/disco-do-ano-tiago-ferreira\/","title":{"rendered":"Disco do Ano: Tiago Ferreira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19404\" title=\"knife\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/knife.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/knife.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/knife-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/knife-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Discos do Ano #04<br \/>\n\u201cShaking the Habitual\u201d: Intrigante<br \/>\npor <a href=\"https:\/\/twitter.com\/namiradogroove\" target=\"_blank\">Tiago Ferreira<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artista &#8211; The Knife<br \/>\n\u00c1lbum &#8211; \u201cShaking the Habitual\u201d<br \/>\nLan\u00e7amento &#8211; 05\/04\/2013<br \/>\nSelo &#8211; Rabid<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ta\u00ed uma coisa que nunca entendi: quando dizem que um disco \u00e9 coeso. Na avalia\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 produzindo a obra talvez haja sentido, j\u00e1 que \u00e9 o criador que estabelece a linearidade ou n\u00e3o de seu produto \u2013 ou arte, entenda como quiser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A impress\u00e3o que tenho \u00e9 que usar o termo \u2018coes\u00e3o\u2019 tem mais a ver com o v\u00edcio que n\u00f3s, avaliadores, temos do que tem a ver com o verdadeiro sentido de um produto\/arte. Indo por essa linha de racioc\u00ednio: o que n\u00e3o \u00e9 coeso, \u00e9 ruim? O que foge dos nossos padr\u00f5es de entendimento de uma obra \u00e9, necessariamente, algo a ser descartado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom, se assim for, minha primeira dica \u00e9 que passe longe do novo disco do The Knife. \u201cShaking the Habitual\u201d, como o t\u00edtulo prop\u00f5e, j\u00e1 come\u00e7a quebrando paradigmas na forma em que foi concebido: duas \u00f3timas faixas que abrem o \u00e1lbum, interl\u00fadios, drones, afli\u00e7\u00f5es, mais algumas faixas, alguns respiros e um acabamento questionador. Perd\u00e3o por entregar o roteiro assim logo cedo, mas uma coisa \u00e9 certa: o quarto \u00e1lbum do duo sueco n\u00e3o foi feito para agradar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, se n\u00e3o agrada, por que diabos \u00e9 o disco do ano nesta se\u00e7\u00e3o? Ora bolas, que profundidade daremos a uma obra se ela n\u00e3o for, no m\u00ednimo, questionadora? Todos sabemos que a m\u00fasica, diferentemente das artes pl\u00e1sticas, est\u00e1 mais presente em nosso cotidiano no sentido de nos proporcionar relaxamento e \u00eaxtase do que levantar indaga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se intrigar com uma obra \u00e9 coisa para intelectualoides, diriam alguns. N\u00e3o \u00e9 assim, e n\u00e3o tem que ser assim quando o assunto \u00e9 m\u00fasica. Confesso que j\u00e1 ouvi umas dezenas de vezes \u2018Shaking the Habitual\u201d e at\u00e9 agora n\u00e3o tenho uma opini\u00e3o concreta sobre ele. \u00d3timo, faixas como \u201cA Tooth For Na Eye\u201d e \u201cWrap Your Arms Around Me\u201d, apesar de diferentes uma da outra, s\u00e3o regidos por uma linha eletr\u00f4nica-experimental. \u201cFull of Fire\u201d pode ser a m\u00fasica do ano, fazendo uso de batidas techno como se fossem a manifesta\u00e7\u00e3o de nossa libido: \u201cQuando voc\u00ea est\u00e1 cheio de fogo \/ Qual \u00e9 o seu objeto de desejo\u201d, questiona o refr\u00e3o, com todos os trocadilhos sexuais poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fosse um apanhado de singles, \u201cShaking the Habitual\u201d teria falhado em sua miss\u00e3o inc\u00f4moda. Quem teria a pachorra de baixar uma faixa como a silenciosa \u201cA Cherry On Top\u201d? Ou, sendo mais radical, quem aguentaria esperar o segredo contido nos 19 minutos de \u201cOld Dreams Waiting To Be Realized\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As refer\u00eancias de \u201cShaking the Habitual\u201d s\u00e3o t\u00e3o enigm\u00e1ticas quanto nossos desejos. O \u00e1lbum \u00e9 bem centrado no tema sexualidade que, para o grupo, tamb\u00e9m est\u00e1 envolvida em nossos afetos, sentimentos e no modo de ver o mundo. Na quest\u00e3o est\u00e9tica, digamos que haja um ponto esquisito entre as ambi\u00eancias de Steve Roach, passando por Massive Attack (bem percept\u00edvel na excelente \u201cRaging Lung\u201d) at\u00e9 se aproximar de alguns elementos do acid-house e do trance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geralmente, temos o costume de dizer que um disco pode ou n\u00e3o ficar melhor a cada audi\u00e7\u00e3o. A exce\u00e7\u00e3o de \u201cShaking the Habitual\u201d \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma assertiva concreta. At\u00e9 agora, n\u00e3o sei dizer se \u00e9 bom ou ruim. Mas, se no final, a resposta for negativa, entenda uma coisa: valeu ou n\u00e3o a pena (tentar) desvend\u00e1-lo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Tiago Ferreira (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/namiradogroove\" target=\"_blank\">@namiradogroove<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/namiradogroove.com.br\/\" target=\"_blank\">Na Mira do Groove<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W10F0ezCTIQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W10F0ezCTIQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TD3NygpaWq0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TD3NygpaWq0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DbExTln48Go\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DbExTln48Go\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Semanalmente teremos um convidado no Scream &amp; Yell escrevendo sobre o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/discodoano\/\" target=\"_blank\">disco do ano<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Especial Melhores de 2013:<\/strong><br \/>\n&#8211; Disco do Ano #1: \u201cFade\u201d, do Yo La Tengo, por Cristiano Castilho (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/24\/disco-do-ano-cristiano-castilho\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #2: \u201cRandom Access Memories\u201d, do Daft Punk, por Rodrigo Levino (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/31\/disco-do-ano-rodrigo-levino\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #3: \u201c\u2026Like Clockwork\u201d, do QOTSA, por Mariana Tramontina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/07\/disco-do-ano-mariana-tramontina\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #5: \u201cThe Next Day\u201d, de David Bowie, por Carol Nogueira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/29\/disco-do-ano-carol-nogueira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #6: \u201cNocturama\u201d, de Nick Cave &amp; The Bad Seeds, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/23\/disco-do-ano-gabriel-innocentini\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #7: \u201cDream River\u201d, de Bill Callahan, por Jo\u00e3o Vitor Medeiros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/22\/disco-do-ano-joao-vitor-medeiros\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #8: &#8220;Foi No M\u00eas Que Vem&#8221;, de Vitor Ramil, por Thiago Pereira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/29\/disco-do-ano-thiago-pereira\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #9: &#8220;Tooth &amp; Nail&#8221;, de Billy Bragg, por Giancarlo Rufatto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/06\/disco-do-ano-giancarlo-rufatto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #10: \u201c13?, do Black Sabbath, por Marcos Bragatto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/13\/disco-do-ano-marcos-bragatto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Disco do Ano #11: &#8220;Estado de Nuvem&#8221;, de Bruno Souto, por Jos\u00e9 Fl\u00e1vio J\u00fanior (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/25\/disco-do-ano-jose-flavio-junior\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jornalista e respons\u00e1vel pelo \u00f3timo Na Mira do Groove, Tiago Ferreira n\u00e3o sabe dizer se  \u201cShaking the Habitual\u201d, do The Knife, \u00e9 bom ou ruim. Mas \u00e9 um dos discos do ano&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/14\/disco-do-ano-tiago-ferreira\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[54,91],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19403"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21868,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403\/revisions\/21868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}