{"id":19263,"date":"2013-08-05T13:38:09","date_gmt":"2013-08-05T16:38:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=19263"},"modified":"2020-06-07T23:51:27","modified_gmt":"2020-06-08T02:51:27","slug":"entrevista-graveola-e-o-lixo-polifonico-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/05\/entrevista-graveola-e-o-lixo-polifonico-2\/","title":{"rendered":"Entrevista: Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19266\" title=\"graveola2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/graveola2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"786\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/graveola2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/graveola2-229x300.jpg 229w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presen\u00e7a habitual em salas de espet\u00e1culos lisboetas, o Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico desenvolve desde h\u00e1 quatro anos uma rela\u00e7\u00e3o muito estreita com a m\u00fasica portuguesa, fazendo a ponte cultural entre Belo Horizonte e Lisboa. No passado dia 3 de agosto, a banda mineira encerrou a sua nova turn\u00ea europeia com uma show na F\u00e1brica do Bra\u00e7o de Prata, em Lisboa, em sinal de gratid\u00e3o pelo acolhimento e gratid\u00e3o de um p\u00fablico que sempre acompanhou o grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A integra\u00e7\u00e3o plena dos novos elementos \u2013 Luiza Brina (percuss\u00e3o, voz e instrumentos de corda) e Ygor Rajao (trompete e teclado) \u2013 tem sido evidente e consolidou a sonoridade do Graveola. No segundo semestre de 2013, a banda mineira planeja lan\u00e7ar o DVD do \u00e1lbum &#8220;<a href=\"http:\/\/graveola.com.br\/discos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eu Preciso De Um Liquidificador<\/a>&#8221; (2011) e um mini \u00e1lbum, &#8220;Vozes Invis\u00edveis&#8221;, mais org\u00e2nico, caseiro e experimental, dentro do esp\u00edrito da colet\u00e2nea &#8220;Um e Meio&#8221;, de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vozes Invis\u00edveis&#8221; \u00e9 tamb\u00e9m uma das can\u00e7\u00f5es mais recentes que o grupo tem apresentado ao vivo. De acordo com o compositor Jos\u00e9 Luis Braga (voz e viol\u00e3o), &#8220;a can\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um manifesto da condi\u00e7\u00e3o geral e social e um reflexo de que as consci\u00eancias v\u00e3o ter de ser ouvidas&#8221;. Outra faixa de destaque \u00e9 &#8220;Maquin\u00e1rio&#8221;, que utiliza elementos percussivos da m\u00fasica brasileira avan\u00e7ando para uma contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oriundo da emergente cena musical de Minas Gerais (e confiando no seu potencial art\u00edstico) o grupo de Belo Horizonte acredita que &#8220;o movimento ganharia mais for\u00e7a inspirando-se no exemplo da cena de Pernambuco, que criou um nicho e uma estrutura independente de consumo pelo p\u00fablico brasileiro&#8221;. Sobre os mais recentes epis\u00f3dios da carreira do Graveola, os acontecimentos pol\u00edticos no Brasil e a rela\u00e7\u00e3o com Portugal, Jos\u00e9 Luis Braga falou com Pedro Salgado, colaborador lisboeta do Scream &amp; Yell:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/f-rk9DbItgE\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/f-rk9DbItgE\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que balan\u00e7o voc\u00eas fazem da recente turn\u00ea europeia do Graveola?<\/strong><br \/>\nFazemos um balan\u00e7o muito positivo. Come\u00e7\u00e1mos a turn\u00ea com um show em Lisboa, no Musicbox, 19 de Julho, e da\u00ed partimos para Londres onde fizemos dois festivais de renome. Nos eventos londrinos, as pessoas acamparam num espa\u00e7o grande, interagindo com a natureza e com muitas atra\u00e7\u00f5es musicais. Participamos do Latitude Festival (a convite da BBC) e ainda fizemos um programa com a cantora Cerys Matthews (ex Catatonia) e depois tocamos no palco da BBC. A ades\u00e3o do p\u00fablico foi surpreendente tendo em conta a dificuldade da l\u00edngua. Mas o ingl\u00eas \u00e9 um grande consumidor de cultura e n\u00f3s percebemos que eles est\u00e3o atentos \u00e0 World Music e querem conhecer as novidades. Eles gostam de assimilar e contemplar a diversidade que a m\u00fasica brasileira e o Graveola lhes proporcionam. Destaco tamb\u00e9m o Secret Garden Party, em Huntingdon, que \u00e9 uma festa mais voltada para a m\u00fasica eletr\u00f4nica. Embora n\u00e3o fosse um p\u00fablico t\u00e3o dedicado (esperavam algo mais ligado \u00e0 m\u00fasica de dan\u00e7a), conseguimos juntar um grupo de pessoas que gostaram muito da nossa apresenta\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m disso, houve um circuito de dois shows agenciado pelo Barbican Centre e pelo nosso produtor local, Lewis Robinson, do selo Mais Um Disco (que edita os discos do Graveola na Europa). Em parceria com eles fizemos dois concertos: Bristol (Colston Hall) e Londres (Village Underground), com a participa\u00e7\u00e3o de dois artistas conceituados no Brasil, a Gaby Amarantos e o Lucas Santtana. Foram duas noites espetaculares, com muito p\u00fablico e bons shows. O Lewis conseguiu apresentar uma perspectiva muito interessante da cena musical brasileira sem precisar recorrer ao eixo principal (Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo). A Gaby Amarantos, por mais que esteja consolidada no mainstream, \u00e9 paraense e apresenta a sua m\u00fasica de Bel\u00e9m, O Lucas Santtana \u00e9 um compositor baiano e o Graveola \u00e9 de Minas Gerais. De volta a Portugal, fizemos um show em Coimbra, num espa\u00e7o maravilhoso (Sal\u00e3o Brasil), 30 de Julho, com uma \u00f3tima participa\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o esper\u00e1ssemos muito p\u00fablico j\u00e1 que \u00e9 um local universit\u00e1rio e as pessoas estavam em per\u00edodo de f\u00e9rias. O concerto foi bom, adoramos a cidade e ficamos com vontade de voltar. E agora aqui estamos para fechar a turn\u00ea, em Lisboa, na F\u00e1brica do Bra\u00e7o de Prata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Das novas can\u00e7\u00f5es, gosto particularmente de &#8220;Maquin\u00e1rio&#8221;. De que trata a can\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma can\u00e7\u00e3o do Luiz Gabriel Lopes (voz e guitarra do Graveola). O arranjo me atrai bastante, ao utilizar elementos percussivos da m\u00fasica brasileira (boi, maracatu e bai\u00e3o), e trabalhar um pouco essas linguagens de uma forma interessante. E tem estrofes de contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Talvez n\u00e3o fa\u00e7a tanto sentido como uma proposi\u00e7\u00e3o ou ideia clara. Mas a letra \u00e9 muito po\u00e9tica e utiliza signos como a borboleta, o vagalume e a Lua. S\u00e3o temas da natureza que se transformam em algo pict\u00f3rico. Na minha leitura, \u00e9 algo contemplativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No pr\u00f3ximo trabalho voc\u00eas pretendem utilizar o formato ac\u00fastico ou manter a orienta\u00e7\u00e3o sonora habitual?<\/strong><br \/>\nUm mini \u00e1lbum se seguir\u00e1 ao nosso segundo disco contando com can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o entraram no repert\u00f3rio do Graveola (entre o primeiro e o segundo \u00e1lbuns, o Graveola j\u00e1 havia lan\u00e7amento um projeto semelhante, \u201cUm e Meio\u201d, <a href=\"http:\/\/graveola.com.br\/discos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">liberado para download aqui<\/a>). Ter\u00e1 um car\u00e1ter ac\u00fastico, embora mais experimental. \u00c9 uma proposta que valorizamos desde o trabalho citado, com o objetivo de produzir em casa e autonomamente (sem a press\u00e3o do est\u00fadio). E, partindo desse pressuposto, fazer um apanhado geral com um esp\u00edrito muito plural. O \u00e1lbum vai ter o nome de &#8220;Vozes Invis\u00edveis&#8221;, que d\u00e1 o nome a uma das m\u00fasicas novas e que j\u00e1 foi integrada no repert\u00f3rio dos nossos shows. No disco, a faixa vai ter um arranjo completamente diferente e ganhou mais for\u00e7a com a forma\u00e7\u00e3o atual do Graveola. \u00c9 poss\u00edvel que a can\u00e7\u00e3o entre no terceiro \u00e1lbum oficial da banda. Gostamos da experi\u00eancia e o lan\u00e7amento do pr\u00f3ximo trabalho ser\u00e1 no segundo semestre de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OYD5qdaA5OU\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OYD5qdaA5OU\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Brasil viveu recentemente um per\u00edodo de grande agita\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica. Qual \u00e9 a sua leitura dos acontecimentos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o em que o Brasil est\u00e1 sendo visto globalmente (fruto da organiza\u00e7\u00e3o da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, Mundial de Futebol e das Olimp\u00edadas), com uma orienta\u00e7\u00e3o geral do Governo em transformar o pa\u00eds, mas que n\u00e3o se reflete numa mudan\u00e7a social. \u00c9 uma tentativa de elevar certas estruturas das cidades e que acaba por beneficiar alguns grupos \u2013 como os empreiteiros. O metr\u00f4 de Belo Horizonte foi prometido para o Mundial de Futebol de 2014 e ainda n\u00e3o foi concretizado. E o que se tem feito s\u00e3o muitas constru\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias. Para al\u00e9m disso, h\u00e1 uma pol\u00edtica de limpar as cidades para que o turista fique com uma boa impress\u00e3o do Brasil. Acaba por ser uma maquilhagem das v\u00e1rias \u00e1reas (e elas enfrentam problemas graves), envolvendo muito dinheiro e recursos. A FIFA tamb\u00e9m tem um grande poder sobre a nossa pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 por acaso que tantas pessoas manifestaram nas ruas as suas reivindica\u00e7\u00f5es, come\u00e7ando pela quest\u00e3o dos transportes p\u00fablicos (em S\u00e3o Paulo), e espalhando-se pelo pa\u00eds todo. O Brasil hoje \u00e9 um pa\u00eds caro para se viver, independentemente do fortalecimento de algumas classes sociais e das presta\u00e7\u00f5es (chegando ao ponto de se pagar 40 anos por um im\u00f3vel). Como contraponto, conseguimos o fortalecimento da sociedade civil e os governantes j\u00e1 perceberam que as coisas n\u00e3o podem continuar da mesma forma. Os brasileiros dificilmente ser\u00e3o passivos perante a situa\u00e7\u00e3o atual e come\u00e7am a sentir que t\u00eam um potencial de cidadania e ela ter\u00e1 de ser exercida. Um dos aspectos mais bonitos de Belo Horizonte, hoje em dia, \u00e9 o incremento dos movimentos sociais e de novas lideran\u00e7as que pretendem fazer outro tipo de pol\u00edtica. Julgo que estamos perante um momento de di\u00e1logo, interroga\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00e3o para uma melhor sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com Portugal?<\/strong><br \/>\nInicialmente, surgiu por acaso. No sentido em que h\u00e1 quatro anos atr\u00e1s conseguimos alguns espa\u00e7os para fazer shows em Portugal e obtivemos uma carta convite que nos permitiu vir \u00e0 Europa (participando num festival em Bolonha). Atrav\u00e9s de alguns amigos portugueses, pudemos tocar aqui e, a partir da\u00ed, envolvemo-nos numa produ\u00e7\u00e3o musical que fazia a ponte entre Lisboa e Belo Horizonte. Um dos respons\u00e1veis mais importantes foi Jo\u00e3o Pires (m\u00fasico portugu\u00eas radicado na capital de Minas Gerais), que desenvolveu um projeto de lusofonia com Luiz Gabriel Lopes, misturando m\u00fasica portuguesa e brasileira. A partir da experi\u00eancia do Luiz, que gravou um disco em Portugal e absorveu a sua cultura durante uma estadia de tr\u00eas meses, ele e o Yuri Vellasco (baterista do Graveola) trouxeram muitas refer\u00eancias musicais para Belo Horizonte e a nossa rela\u00e7\u00e3o foi se consolidando cada vez mais. No segundo ano, fizemos uma turn\u00ea por 12 cidades portuguesa e em 2011 tocamos no Festival Musicas do Mundo, em Sines, estreitando rela\u00e7\u00f5es com Carlos Seixas (curador do evento). No ano passado contratamos uma assessoria de imprensa por interm\u00e9dio de Jo\u00e3o Brilhante. Al\u00e9m disso, conseguimos a liga\u00e7\u00e3o da banda a alguns circuitos de m\u00eddia portugueses, participamos de alguns programas de r\u00e1dio (RDP) e televis\u00e3o (SIC) e fomos entrevistados pelo jornal P\u00fablico. Independentemente da parte profissional, criamos uma rela\u00e7\u00e3o de amor com Lisboa. Cada vez que visitamos a cidade temos vontade de prolongar a estadia e, devido \u00e0 gastronomia, voltamos sempre um pouco mais gordinhos (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rbpZEfMt9Ps\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rbpZEfMt9Ps\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A ponte musical luso-brasileira \u00e9 apenas um sonho ou poder\u00e1 ser concretizada?<\/strong><br \/>\nDo meu ponto de vista, acho que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo e deixou de ser um sonho. O Graveola e a Susana Travassos est\u00e3o a\u00ed para prov\u00e1-lo. H\u00e1 uma s\u00e9rie de artistas que est\u00e3o fazendo a ponte, como \u00e9 o caso de Jo\u00e3o Pires, que lan\u00e7ou um disco sensacional (&#8220;Caminhar&#8221;) \u2013 participei numa das can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum e o Luiz Gabriel Lopes tamb\u00e9m. A liga\u00e7\u00e3o est\u00e1 feita e agora o importante \u00e9 solidificar o caminho. \u00c9 justo que a m\u00fasica contempor\u00e2nea de Portugal seja mais consumida no Brasil, uma vez que os portugueses ouvem muita m\u00fasica brasileira. No Brasil, o p\u00fablico apropria-se demais das sonoridades nacionais e regionais, bem como do eixo Inglaterra-Estados Unidos. Mas as pessoas interessadas em pesquisar e que gostam de m\u00fasica diferente s\u00e3o potencialmente importantes para apreciar a nova cena musical portuguesa ou outra. No entanto, para o ouvinte comum, o Graveola nunca ter\u00e1 uma penetra\u00e7\u00e3o como o Luan Santana (arauto do sertanejo universit\u00e1rio) ou Michel Tel\u00f3. Devemos lutar pelo nosso espa\u00e7o e fazer com que as coisas de bom gosto sejam mais escutadas (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Babulina\u00b4s Trip&#8221; encontra-se a s\u00edntese da sua forma de vida?<\/strong><br \/>\nSim! Mas de outras coisas tamb\u00e9m. \u00c9 uma m\u00fasica que homenageia a nossa cidade e ao mesmo tempo est\u00e1 enraizada em algumas refer\u00eancias musicais (Jorge Ben Jor e Itamar Assump\u00e7\u00e3o) e tamb\u00e9m tem uma esfera global ao tentar incorporar o mundo. Hoje em dia tanto podemos ser escutados no centro de Belo Horizonte como no Jap\u00e3o. As condi\u00e7\u00f5es atuais da comunica\u00e7\u00e3o (fruto da Internet) possibilitam-nos o acesso a uma infinidade de possibilidades. A can\u00e7\u00e3o tem algo disso e talvez um pouco da nossa vida musical esteja retratada no tema. N\u00e3o deixa de ser apenas uma imagem da nossa trajet\u00f3ria. S\u00e3o nove anos de banda, dos quais cinco anos em que o conjunto est\u00e1 mais estabelecido com produ\u00e7\u00f5es mais coesas, discos e um show mais maduro. Existe uma possibilidade, no final do ano, atrav\u00e9s da Mais Um Discos, de fazermos um circuito que incluir\u00e1 Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Holanda e uma passagem por Berlim. E cada vez mais pretendemos dedicar-nos ao mercado europeu, que \u00e9 um nicho muito importante para a nossa m\u00fasica reverberar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o maior objetivo art\u00edstico do Graveola?<\/strong><br \/>\nA ideia \u00e9 sermos ouvidos por um n\u00famero cada vez maior de pessoas. Pensamos tamb\u00e9m em ultrapassar as barreiras da l\u00edngua e levar a nossa m\u00fasica para o mundo. Outro aspecto passa por criar estrat\u00e9gias de sustentabilidade e conseguir viver s\u00f3 da m\u00fasica. N\u00e3o falo s\u00f3 do Graveola, porque temos outros trabalhos e produ\u00e7\u00f5es que acabam regressando \u00e0 banda como refer\u00eancias. O mainstream e o comercialismo viral n\u00e3o s\u00e3o objetivos imediatos, uma vez que a nossa est\u00e9tica \u00e9 outra. Nascemos independentes e aut\u00f4nomos e assim morreremos. Vamos continuar a fazer um n\u00famero cada vez maior de shows (no cen\u00e1rio alternativo \u00e9 esse o sustento de um grupo), entender a evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos integrantes do Graveola e produzir trabalhos que fa\u00e7am com que gostemos de nos divertir, tocar e apreciar a nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mACCZjdrPkk\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mACCZjdrPkk\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AtPQvv2GXa4\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AtPQvv2GXa4\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/gMCoe7u1HEY\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/gMCoe7u1HEY\"><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Pedro Salgado (siga&nbsp;<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>)   \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell   contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de   Pedro Salgado&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Graveola ao vivo em Lisboa, 2013: grande noite de boa m\u00fasica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/21\/mobilidade-saudavel-graveola-em-lisboa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista (2010): Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico, por Igor Lage (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/05\/12\/entrevista-graveola-e-o-lixo-polifonico\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Nascemos independentes e aut\u00f4nomos e assim morreremos&#8221;, avisa Jos\u00e9 Luis Braga durante a turn\u00ea europeia do Graveola\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/05\/entrevista-graveola-e-o-lixo-polifonico-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[76,2444],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19263"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19263"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56321,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19263\/revisions\/56321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}