{"id":19230,"date":"2013-08-04T12:09:46","date_gmt":"2013-08-04T15:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=19230"},"modified":"2013-12-02T01:45:58","modified_gmt":"2013-12-02T04:45:58","slug":"conexao-latina-la-vela-puerca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/04\/conexao-latina-la-vela-puerca\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: La Vela Puerca"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19231\" title=\"lavela1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/lavela1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem entrevistados (n\u00e3o s\u00f3 do meio art\u00edstico) que fazem o poss\u00edvel para ser evasivos, se esquivando de perguntas que possam expor suas contradi\u00e7\u00f5es (quem n\u00e3o as tem?) ou aspectos discut\u00edveis de seu trabalho (idem). H\u00e1 ainda aqueles que, logo de cara, estabelecem assuntos &#8220;indiscut\u00edveis&#8221;. Quando isso acontece, n\u00e3o h\u00e1 muito para o jornalista fazer: ou aceita ficar com o que tem \u2013 e entregar um texto superficial e insatisfat\u00f3rio \u2013 ou tenta buscar no sil\u00eancio as entrelinhas que possam dar algo mais s\u00f3lido. Alternativas dif\u00edceis, que nem sempre d\u00e3o bons resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, foi surpreendente que Sebasti\u00e1n Cebreiro, um dos dois vocalistas do La Vela Puerca, tenha escolhido o caminho oposto, desistindo da entrevista por e-mail e optando por faz\u00ea-la por telefone. Nas perguntas encaminhadas via internet, havia muitos questionamentos sobre o que o jornalista acreditava ser a &#8220;juveniliza\u00e7\u00e3o&#8221; das letras e da sonoridade da banda, conhecida por abordar com infrequente coragem os fantasmas do envelhecimento, da descren\u00e7a e do rancor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cebolla, como Cebreiro \u00e9 conhecido, disse que &#8220;por escrito, \u00e0s vezes n\u00e3o se pode explicar bem o que voc\u00ea quer dizer, saem respostas curtas que n\u00e3o transmitem o que voc\u00ea pensa&#8221;. E n\u00e3o desviou de nenhuma das perguntas, embora as mais espinhosas tenham ficado para o final da entrevista, concedida antes de um ensaio para uma s\u00e9rie de tr\u00eas shows que fornecer\u00e3o material para um novo DVD da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora La Vela Puerca tenha em outro Sebasti\u00e1n (Teysera, ou El Enano) seu frontman e compositor principal, muitas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o cantadas a duas vozes com Cebolla. Ele ainda assume a voz principal em algumas can\u00e7\u00f5es, e \u00e9 compositor ocasional. Come\u00e7ou na banda como percussionista e s\u00f3 foi pros backing vocals &#8220;porque ningu\u00e9m mais queria&#8221;. No palco, \u00e9 o mais carism\u00e1tico dos oito integrantes, saltando e gesticulando o tempo todo, e conclamando a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com naturalidade e sem populismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro, a banda vir\u00e1 ao Brasil pela segunda vez: ser\u00e1 headliner da segunda noite (27\/11) do festival <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/elmapadetodos\" target=\"_blank\">El Mapa de Todos<\/a>, em Porto Alegre. A primeira vez foi &#8220;h\u00e1 muitos anos&#8221;, uma experi\u00eancia que n\u00e3o foi muito feliz para a banda. Independentemente disso, o Brasil \u00e9 parte importante do imagin\u00e1rio musical do octeto, que sempre declarou ter em bandas como Tit\u00e3s e Legi\u00e3o Urbana suas maiores influ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, eles organizaram uma homenagem \u00e0 banda de Renato Russo em Montevid\u00e9u, tocam covers dessa cepa ao vivo (&#8220;Que Pa\u00eds \u00c9 Este?&#8221;, &#8220;Eu Sei&#8221;, &#8220;Bichos Escrotos&#8221;, &#8220;Nome aos Bois&#8221;, &#8220;O Beco&#8221;), tiveram Dado Villa-Lobos como convidado em shows, e Teysera at\u00e9 cantou can\u00e7\u00f5es do Legi\u00e3o em uma turn\u00ea que Dado e Marcelo Bonf\u00e1 empreenderam com vocalistas convidados num per\u00edodo pr\u00e9-Wagner Moura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa enorme admira\u00e7\u00e3o pelo rock dessas terras foi um dos muitos temas nessa que foi a primeira entrevista da banda para um ve\u00edculo brasileiro. E como \u00e9 um dos temas mais agrad\u00e1veis, foi por ele que come\u00e7amos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ixRrCY955MY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ixRrCY955MY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a expectativa de voc\u00eas para esse show no Brasil em novembro?<\/strong><br \/>\nTemos em conta que o Brasil definitivamente n\u00e3o olha muito para o resto da Am\u00e9rica Latina em termos musicais. Mas existe muito interc\u00e2mbio no teatro e nas artes pl\u00e1sticas, e muitos shows brasileiros chegam at\u00e9 Montevid\u00e9u. Por isso, mais que tocar, vai ser um privil\u00e9gio. N\u00f3s [da banda] nos abastecemos de muitas bandas brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por enquanto s\u00f3 tem essa data de Porto Alegre confirmada. Voc\u00eas t\u00eam planos de estender a perman\u00eancia por aqui?<\/strong><br \/>\nGostar\u00edamos de tocar em S\u00e3o Paulo. Posso estar enganado, mas acho que Buenos Aires e S\u00e3o Paulo s\u00e3o as capitais do rock da Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m disso, os Tit\u00e3s s\u00e3o minha banda de cabeceira, e s\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Voc\u00ea sempre quer tocar onde seus \u00eddolos tocaram, passar pelos lugares onde eles estiveram, conhecer os espa\u00e7os que abriram as portas para eles. Estive a\u00ed em 1998 e gostei muito da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um pouco como Montevid\u00e9u, s\u00f3 que bem maior, sem praia e com bem mais loucura.<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 uma loucura mesmo, mas isso \u00e9 que fascina. E creio que deve ser o melhor lugar para uma banda tocar no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Olha, voc\u00eas v\u00e3o tocar em Porto Alegre, que tem recebido muito bem as bandas latinas. Esse festival no qual voc\u00eas v\u00e3o tocar, El Mapa de Todos, trouxe v\u00e1rias delas. E h\u00e1 outras cidades com p\u00fablico bem receptivo ao que \u00e9 novo, como Recife e Goi\u00e2nia, que t\u00eam cenas underground bem fortes e festivais com muitas novidades.<\/strong><br \/>\nEstamos totalmente ignorantes ao que rola no underground brasileiro, o que \u00e9 uma pena. J\u00e1 tocamos uma vez em Porto Alegre, h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s, um show com a Comunidade Ninjitsu. Foi algo totalmente despojado. Na \u00e9poca, fomos sem qualquer divulga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o t\u00ednhamos nada nem perto da estrutura que temos hoje. Foram poucas pessoas, e em vez de tocar antes da Comunidade, tocamos depois. Quando o p\u00fablico viu que cant\u00e1vamos em espanhol, boa parte foi embora (risos). Foi um pouco triste, nos deixou um gosto amargo. Mas te digo de cora\u00e7\u00e3o que espero que as portas se abram. N\u00e3o s\u00f3 por n\u00f3s, mas pelas bandas de nosso pa\u00eds. Como eu te disse, o Uruguai como um todo se alimenta muito de m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas essa coisa de encarar p\u00fablicos menores faz parte da trajet\u00f3ria do La Vela Puerca, n\u00e3o? Por exemplo, hoje voc\u00eas t\u00eam um p\u00fablico consider\u00e1vel na Alemanha, mas os primeiros shows, em 2003, eram para menos de 50 pessoas.<\/strong><br \/>\nSim, totalmente verdade! E isso \u00e9 uma das coisas que mais valorizamos como banda. Em 2003, na primeira vez que tocamos na Alemanha, t\u00ednhamos acabado de tocar para 10 mil pessoas aqui no Uruguai, e depois est\u00e1vamos com uma plateia de 23 pessoas num vilazinha do interior da Alemanha. Naquela \u00e9poca, sent\u00edamos que t\u00ednhamos o mundo todo para mostrar nossa m\u00fasica, e a verdade \u00e9 que o mundo n\u00e3o nos conhecia, ent\u00e3o toda noite t\u00ednhamos que sair e ganhar o p\u00fablico a partir do zero. Isso foi muito importante, manteve viva a banda. Agora, passados 10 anos dessa primeira turn\u00ea alem\u00e3, j\u00e1 temos p\u00fablicos de mil pessoas ou mais nos shows que fazemos em cidades grandes, como Hamburgo. Como toda banda uruguaia, tivemos que dar duro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cjqjfi7RXA8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cjqjfi7RXA8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inclusive sobre isso, Roberto Musso (l\u00edder dos tamb\u00e9m uruguaios El Cuarteto de Nos) disse que &#8220;La Vela Puerca e No Te Va A Gustar foram as bandas que provaram que era poss\u00edvel viver de m\u00fasica no Uruguai, e se arrebentaram para isso&#8221;. Foi pesado assim?<\/strong><br \/>\nSim, foi um sacrif\u00edcio muito grande. Quando a banda come\u00e7ou a ter um p\u00fablico muito grande, entendemos que n\u00e3o haveria muito mais crescimento no Uruguai e ter\u00edamos que sair do nosso pa\u00eds e bater em outras portas. Ent\u00e3o fomos para Buenos Aires, que tem um mercado impressionante para bandas de rock. Foi uma coisa prec\u00e1ria, de ter que dormir muitas vezes nos mesmos palcos onde toc\u00e1vamos, ou nas casas de amigos, no ch\u00e3o. Demorou alguns anos at\u00e9 que f\u00f4ssemos sem perder dinheiro, mas conseguimos que a banda se estabelecesse na Argentina, que tiv\u00e9ssemos um trabalho pr\u00f3prio por l\u00e1. Mas conseguimos, e ainda no caminho fizemos muitos amigos. Foi algo que gerou muitos frutos n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas tamb\u00e9m para o rock uruguaio. Em certo sentido, tivemos uma parcela de responsabilidade nisso de despertar a curiosidade [para o rock uruguaio na Argentina], depois outros vieram e tamb\u00e9m fizeram seu trabalho. Hoje em dia o rock uruguaio est\u00e1 bem presente no cen\u00e1rio argentino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tanto que agora voc\u00eas v\u00e3o fazer Luna Park de novo (nota: um dos principais espa\u00e7os de shows na capital argentina, t\u00e3o importante que as bandas costumam usar a express\u00e3o &#8220;fazer um Luna&#8221; como sin\u00f4nimo do nosso &#8220;chegar l\u00e1&#8221;).<\/strong><br \/>\nTr\u00eas datas em agosto: 22, 23 e 24. Apresentamos o disco \u201cPiel y Hueso\u201d para 15 mil pessoas no [clube] GEBA (mesmo local que recebeu Morrissey em 2012 e dever\u00e1 receber Bruce Springsteen em 2013), tocamos para 25 mil pessoas no Est\u00e1dio Ferrocarril Oeste em 2007, e j\u00e1 t\u00ednhamos feito tr\u00eas Luna antes, tudo a gra\u00e7as as nossas can\u00e7\u00f5es, e temos o privil\u00e9gio de voltar para mais tr\u00eas Luna, que ser\u00e3o mais 7, 8 mil pessoas, sei l\u00e1. Apesar dos 18 anos que levamos na estrada, continuam a acontecer coisas que nos surpreendem muito. Estamos fazendo tudo isso sem apoio de uma multinacional, sem gravadora, em plena independ\u00eancia! Quer dizer, \u00e0s vezes \u00e9 dif\u00edcil de acreditar que conseguimos isso! Mas isso [essa independ\u00eancia] \u00e9 importante para n\u00f3s. Demora muito tempo para conseguir resultados assim, mas tamb\u00e9m d\u00e1 para curtir muito mais os resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse show vai ser diferente da apresenta\u00e7\u00e3o que voc\u00eas v\u00eam fazendo da turn\u00ea Piel y Hueso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/22\/conexao-latina-la-vela-puerca-ao-vivo\/\" target=\"_blank\">que teve um show registrado aqui no S&amp;Y<\/a>)? Porque o disco novo tem s\u00f3 tr\u00eas faixas&#8230;<\/strong><br \/>\nNa verdade, vamos gravar um DVD ao vivo. \u00c9 a primeira vez que estamos comunicando isso publicamente. Esse DVD vai se chamar \u201cUno para Todos\u201d, assim como o show. \u00c0s vezes voc\u00ea n\u00e3o tem um show novo para apresentar, mas como quer\u00edamos gravar um DVD, demos este nome (risos). Brincadeiras \u00e0 parte, o que acontece \u00e9 que, quando lan\u00e7amos um disco, tocamos todas as can\u00e7\u00f5es dele, e depois fazemos, na mesma noite, o show &#8220;normal&#8221;. Porque um show n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que voc\u00ea, artista, quer apresentar, mas tamb\u00e9m o que o p\u00fablico quer ouvir. N\u00e3o se pode ser \u00f3bvio, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode ser ego\u00edsta. Sabemos que h\u00e1 pessoas que querem ouvir nossos sucessos mais antigos. Ent\u00e3o, para este show, n\u00e3o ser\u00e1 muito diferente. Vamos tocar temas de todos os nossos \u00e1lbuns, inclusive algumas do disco de est\u00fadio que faz parte de \u201cNormalmente Anormal\u201d e que n\u00e3o costumamos tocar ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R-xpIwgDruU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R-xpIwgDruU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas imagino que voc\u00eas privilegiar\u00e3o can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o entraram no ao vivo do \u201cNormalmente Anormal\u201d.<\/strong><br \/>\nSim, est\u00e1vamos pensando nisso e fal\u00e1vamos disso ainda h\u00e1 pouco. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colocar as faixas que n\u00e3o entraram no anterior, mas aproveitar a oportunidade para contemplar aquelas can\u00e7\u00f5es que, por quest\u00f5es t\u00e9cnicas ou de momento, n\u00e3o foram registradas em disco como a gente queria. Ent\u00e3o podemos at\u00e9 repetir can\u00e7\u00f5es do \u201cNormalmente Anormal\u201d, mas em outras vers\u00f5es. Neste momento, ainda estamos escolhendo as faixas, n\u00e3o temos uma lista definida. Mas vai ser diferente, sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos falar ent\u00e3o do disco novo, ou melhor, &#8220;minidisco&#8221;, como voc\u00eas mesmo chamam. Qual \u00e9 o conceito musical por tr\u00eas de \u201cPasaje Salvo\u201d?<\/strong><br \/>\nEle tem duas musicas que ficaram fora do \u201cPiel y Hueso\u201d e uma terceira que \u00e9 nova. N\u00f3s nunca nos conformamos em ter um estilo, sempre buscamos as coisas que eram certas para o nosso momento. \u201cPiel y Hueso\u201d era um disco com can\u00e7\u00f5es para tocar ao vivo, traz\u00edamos essa coisa forte, a galope. \u201cPasaje Salvo\u201d \u00e9 um pouco um resgate do que tinha ficado fora dele, com uma cereja no bolo, que \u00e9 a nova, &#8220;De Amar&#8221;, que e algo diferente [do \u00e1lbum anterior]. Mas algo em comum \u00e0s can\u00e7\u00f5es do La Vela \u00e9 que todas tentam deixar algo na cabe\u00e7a das pessoas. As can\u00e7\u00f5es t\u00eam mais personalidade do que quem as comp\u00f5e, elas muitas vezes nos transcendem e ganham identidade pessoal. O que posso te dizer \u00e9 que, como sempre acontece, as can\u00e7\u00f5es de \u201cPasaje Salvo\u201d s\u00e3o as que quer\u00edamos fazer<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem uma coisa no \u201cPiel y Hueso\u201d \u2013 e por extens\u00e3o, no \u201cPasaje Salvo\u201d \u2013 que me parece que \u00e9 a guinada para uma sonoridade e uma l\u00edrica mais adolescentes. Os discos anteriores vinham de tratar quest\u00f5es mais maduras, mais densas. \u201cEl Impulso\u201d em especial: temas como &#8220;Neutro&#8221; e &#8220;Fr\u00e1gil&#8221; tinham uma reflex\u00e3o diferente do que se prop\u00f5e nesses dois discos mais recentes. Voc\u00eas veem dessa forma?<\/strong><br \/>\nPode ser que os \u00faltimos discos tenham certa rebeldia adolescente, mas tem tamb\u00e9m uma can\u00e7\u00e3o como &#8220;La Teoria&#8221;, que fala de como as pessoas se prendem de modo ferrenho a uma palavra, uma teoria, e n\u00e3o veem o todo. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o que fala de amadurecer, de enfrentar a vida. &#8220;Sobre la Sien&#8221; e &#8220;As\u00ed Vivir&#8221; tamb\u00e9m falam de amadurecer. Elas deixam conceitos no ar que podem ser entendidos dessa forma. Foi o disco mais honesto que poder\u00edamos fazer naquela \u00e9poca. \u00c9 verdade que \u201cEl Impulso\u201d foi outro momento, tocava em assuntos mais escabrosos e mais sombrios, as letras foram mais pesadas e mais sentidas. Mas n\u00e3o acredito que \u201cPiel y Hueso\u201d seja adolescente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A impress\u00e3o que tenho \u00e9 que \u201cEl Impulso\u201d tinha o peso da estrada sobre os ombros de voc\u00eas, como se as turn\u00eas intermin\u00e1veis e o desgaste da estrada j\u00e1 os estivessem maltratando, machucando mesmo. Inclusive est\u00e1 ali &#8220;Sanar&#8221;, uma can\u00e7\u00e3o que \u00e9 a banda refletindo de forma bastante melanc\u00f3lica sobre si pr\u00f3pria.<\/strong><br \/>\n\u201cEl Impulso\u201d como um todo refletia isso. Era a \u00e9poca em que n\u00e3o par\u00e1vamos de tocar. Est\u00e1vamos tratando de sobreviver como banda, n\u00e3o pod\u00edamos parar, e isso tudo gerou essa contrariedade: gost\u00e1vamos muito do que t\u00ednhamos, isso de ser uma banda e estar na estrada com suas can\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m precis\u00e1vamos nos distanciar desse sistema para poder revalorizar a coisa toda de ter uma banda com os amigos e viver dela. A partir dessas dores saiu um disco que \u00e9, creio, muito sombrio e escabroso. Ainda assim, se investigar esses dois discos que vieram depois, voc\u00ea pode ver que tem sua parte madura, que h\u00e1 um tom adulto ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/B4VxinFY8WY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/B4VxinFY8WY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Talvez voc\u00eas tenham ficado mais relaxados em \u201cPiel y Hueso\u201d? Mais confort\u00e1veis?<\/strong><br \/>\nExatamente. E n\u00e3o vamos esquecer que tem a parte roqueira, bem alta e na cara, mas tamb\u00e9m tem a parte reflexiva: o disco 2 fala de amadurecimento, tem &#8220;3 Minutos&#8221;, que me faz pensar no futuro, passado e presente. Tem &#8220;Hoy&#8221;, tem can\u00e7\u00f5es nas quais voc\u00ea pode dizer que a sonoridade e os assuntos s\u00e3o distintos, e sim, mais adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato. Mas colocar isso em dois discos separados acabava dando uma percep\u00e7\u00e3o diferente. Como se declarasse que os dois lados da banda j\u00e1 n\u00e3o se misturavam mais.<\/strong><br \/>\nVeja bem, essas s\u00e3o duas faces da mesma moeda. Sempre tivemos essa cara mais tranquila, essas can\u00e7\u00f5es sempre existiram [em nosso trabalho]. Mas em um disco &#8220;normal&#8221;, de 12 ou 13 faixas, elas n\u00e3o poderiam coexistir com tanto espa\u00e7o. Quando vimos que t\u00ednhamos tudo aquilo de can\u00e7\u00f5es mais lentas (nota: seis, que formam a \u00edntegra do segundo CD de \u201cPiel y Hueso\u201d) e nos do\u00eda deixar alguma fora, decidimos fazer um disco duplo. Afinal, os dois lados nos representam. Os dois discos prop\u00f5em dois estados de \u00e2nimos diferentes, \u00e9 meio que o c\u00e9rebro e o cora\u00e7\u00e3o da arte que fazemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E foi arriscado, do ponto de vista mercadol\u00f3gico, sair com um disco duplo, n\u00e3o? Porque mesmo que as vendagens n\u00e3o representem a principal fonte de renda de uma banda, um disco duplo tem um custo muito alto. \u00c9 um risco elevado, ainda mais para uma banda independente, que maneja seu pr\u00f3prio selo.<\/strong><br \/>\nCom certeza! Pensamos: &#8220;como \u00e9 o disco que queremos lan\u00e7ar?&#8221; E se estiv\u00e9ssemos em uma gravadora, seria o mesm\u00edssimo disco, e ter\u00edamos que peitar a gravadora para defender nosso ponto vista. Ent\u00e3o, o risco existiria de qualquer forma, porque quer\u00edamos que fosse um disco duplo, acredit\u00e1vamos nessa necessidade. Sempre conduzimos nossa carreira na ponta de uma lan\u00e7a, e pensando muito no que queremos fazer. N\u00e3o somos uma banda que grava um disco por ano, s\u00f3 gravamos um \u00e1lbum quando temos can\u00e7\u00f5es que nos representam. Pegue \u201cNormalmente Anormal\u201d: foi a mesma coisa. Lan\u00e7ar um CD duplo com DVD pelo nosso pr\u00f3prio selo custou uma fortuna irrecuper\u00e1vel! O que empatamos em \u201cPiel y Hueso\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o se recupera. Mas vamos e fazemos isso, para que possa tocar ao vivo e continuar nossa hist\u00f3ria. Para \u201cPiel y Hueso\u201d, preferimos sair do convencional: nada de fazer pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, entrar em um est\u00fadio e gravar. Alugamos uma ch\u00e1cara e praticamente fomos morar quatro meses l\u00e1. Alugamos equipamento de Buenos Aires, trabalhamos nas composi\u00e7\u00f5es, fizemos como quisemos, e se n\u00e3o tivesse sido assim, n\u00e3o teria sido o disco que \u00e9, e que nos representou naquele momento, e do qual estamos orgulhosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me chamou a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m como tem muitas composi\u00e7\u00f5es suas ali. Nunca houve tantas composi\u00e7\u00f5es suas nem dos outros integrantes nas composi\u00e7\u00f5es como h\u00e1 em \u201cPiel y Hueso\u201d. E fiquei pensando se n\u00e3o seria porque Teysera n\u00e3o estava se sentindo mais \u00e0 vontade com o papel de ser o compositor principal.<\/strong><br \/>\nEssa banda come\u00e7ou com um punhado de can\u00e7\u00f5es que Seb\u00e1 (Teysera) tinha. A partir delas que a banda nasceu. E eu comecei a compor nessa banda, n\u00e3o sabia compor antes. Fui para os vocais de apoio porque ningu\u00e9m queria fazer, mas eu n\u00e3o sabia e aprendi nessa banda. Tudo o que sei de m\u00fasica aprendi com essa banda. Seb\u00e1 \u00e9 um compositor muito forte, e faz can\u00e7\u00f5es que chegam em um n\u00edvel&#8230; E para fazer can\u00e7\u00f5es nessa banda, elas t\u00eam que chegar a esse n\u00edvel. N\u00e3o por prepot\u00eancia dele ou algo assim, mas porque sabemos qu\u00e3o alto \u00e9 o padr\u00e3o que ele estabeleceu com o que ele faz. Ele \u00e9 um intelectual, um poeta, l\u00ea muito, tem ideias incr\u00edveis. Eu j\u00e1 fiquei com muitas can\u00e7\u00f5es na minha casa, que n\u00e3o entravam nos discos porque entendi que havia muitas melhores. N\u00e3o nos importava, nunca importa, de quem s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es que entraram. Mas veja, sempre teve espa\u00e7o para todos. &#8220;El Viejo&#8221; \u00e9 um de nossos maiores sucessos, e \u00e9 de Nico (Lieutier, baixista). O \u00faltimo tem muito mais can\u00e7\u00f5es minhas em parte porque o disco tem mais faixas, claro, mas porque escolhemos, como sempre, as que ficavam melhores no disco, e calhou que havia algumas minhas nesse grupo. Depois de 18 anos, todos entendemos qual \u00e9 nosso papel na banda. Seb\u00e1 \u00e9 o compositor, mas durante a escolha do repert\u00f3rio de um disco, a \u00eanfase \u00e9 nas can\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o de quem elas v\u00eam. Sempre dissemos que a banda est\u00e1 \u00e0 frente das pessoas. Os egos pessoais n\u00e3o podem modificar sequer o arranjo de uma can\u00e7\u00e3o, quanto mais dizer o que entra ou n\u00e3o em um disco!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/z0WzStJADqo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/z0WzStJADqo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo independentes, como \u00e9 para voc\u00eas a quest\u00e3o do download ilegal? Porque veja, \u00e9 fato que muita gente \u2013 como seus f\u00e3s brasileiros, por exemplo \u2013 s\u00f3 conheceram a banda porque baixaram os discos ilegalmente, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 como compr\u00e1-los aqui.<\/strong><br \/>\nNunca disse que nunca tinha baixado m\u00fasica na minha vida, como interpretaram algumas pessoas sobre umas coisas que falei. Mas a verdade \u00e9 que eu gosto de vinis, de ter os CDs originais das bandas que gosto. Sempre comprei, e continuo comprando, muita m\u00fasica. O que disse \u00e9 que tem que haver certa coer\u00eancia na hora de escutar a m\u00fasica, porque uma coisa \u00e9 difundir, outra \u00e9 extinguir. Uma das minhas bandas preferidas, La Chancha Francisca, sempre foi independente. Isso no Uruguai quer dizer pouqu\u00edssimos discos, uma dificuldade enorme para gravar e lan\u00e7ar. Se voc\u00ea piratear sempre uma banda como essa, um dia ela vai deixar de existir, porque n\u00e3o ter\u00e1 como bancar seus discos. Mas quando gosto de uma banda, tenho que cuidar para mant\u00ea-la viva. Se vou at\u00e9 a porta de um a\u00e7ougue para presentear carne a quem estiver passando, o a\u00e7ougueiro vai me matar! N\u00e3o posso comprar todos os discos que gosto, e a internet facilitou muito a transmiss\u00e3o de bandas que voc\u00ea n\u00e3o conhece, reconhe\u00e7o que isso j\u00e1 n\u00e3o pode faltar, mas n\u00e3o pode ser ao custo de matar as bandas. Eu n\u00e3o consumo m\u00fasica pirata, ainda mais uma banda independente \u2013 at\u00e9 porque sou uma delas e pe\u00e7o o mesmo para mim. \u00c9 a \u00fanica maneira que tenho de continuar fazendo o que fa\u00e7o. N\u00e3o posso ser o cara que eternamente o cara que vai perder grana com a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Pez recentemente fez shows no Brasil e seu l\u00edder, Ariel Minimal, disse em todas as apresenta\u00e7\u00f5es que &#8220;a m\u00fasica \u00e9 o importante, e o disco \u00e9 um souvenir&#8221;, por isso disponibiliza toda a discografia da banda para download gratuito no site deles. O que voc\u00ea acha disso?<\/strong><br \/>\nRespeito muito o que o Minimal acha, mas isso tem a ver com a estrutura de que cada banda disp\u00f5e. Se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos um \u00f3timo est\u00fadio, uma sala nossa, com os padr\u00f5es dos est\u00fadios onde j\u00e1 gravamos, seria lindo, e provavelmente poder\u00edamos fazer o mesmo. Podemos nos dar ao luxo de fazer algo como \u201cPasaje Salvo\u201d, que \u00e9 um presente aos f\u00e3s, mas essas can\u00e7\u00f5es nos custaram dinheiro. Pagamos est\u00fadio, com t\u00e9cnicos e assistentes, nunca vamos recuperar o gasto, mas j\u00e1 sab\u00edamos que seria assim. S\u00f3 que n\u00e3o pode ser assim a vida inteira. Isso \u00e9 uma balan\u00e7a, e n\u00e3o pode pender sempre para lado da banda. Insisto: difus\u00e3o n\u00e3o tem \u2013 n\u00e3o pode \u2013 ser extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra terminar: no document\u00e1rio \u201cNormalmente Anormal\u201d, o Enano diz que essa express\u00e3o, a do t\u00edtulo, \u00e9 a que define a maneira como o La Vela Puerca faz as coisas. Essa defini\u00e7\u00e3o segue vigente?<\/strong><br \/>\nTotalmente! Nunca uma banda uruguaia havia ido \u00e0 Europa em turn\u00ea. Nunca uma banda de rock uruguaia p\u00f4de sobreviver de sua m\u00fasica. A possibilidade de fazer uma turn\u00ea pelos Estados Unidos, tocar para 25 mil pessoas na Argentina&#8230; Se voc\u00ea se p\u00f5e a pensar nas coisas que aconteceram e ainda acontecem, \u00e9 tudo normalmente anormal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem sabe com essa passagem pelo Brasil em novembro, voc\u00eas n\u00e3o viram a primeira banda uruguaia a dar certo por aqui?<\/strong><br \/>\n(risos) Deus te ou\u00e7a, Leonardo! Estamos empolgados s\u00f3 de poder tocar a\u00ed, mas poder ter um p\u00fablico que nos permita voltar muitas vezes \u00e9 um sonho lindo demais!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PUytJMRZP4w\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PUytJMRZP4w\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ZJ1MYHUIuHg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ZJ1MYHUIuHg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/9Q1PsnfjUJk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/9Q1PsnfjUJk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8211; <\/span><span>Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a><span>) no Scream &amp; Yel<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; El Cuarteto de Nos: &#8220;O Uruguai \u00e9 um mercado muito pequeno para poder subsistir&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/18\/entrevista-el-cuarteto-de-nos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ariel Minimal: &#8220;O p\u00fablico sabe que n\u00e3o pode exigir nada de n\u00f3s&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/conexao-latina-pez\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Exemplo de qualidade e perseveran\u00e7a, El Mapa de Todos chega ao \u00e1pice em 2012 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/11\/festival-el-mapa-de-todos-2012\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; El Mapa de Todos anuncia line-up para 2013. Confira a programa\u00e7\u00e3o completa (<a href=\"http:\/\/portal.senhorf.com.br\/interna.php?P=317\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\n&#8220;Temos em conta que o Brasil n\u00e3o olha muito para o resto da Am\u00e9rica Latina em termos musicais&#8221;, diz uruguaio Cebreiro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/04\/conexao-latina-la-vela-puerca\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19230"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19230"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19239,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19230\/revisions\/19239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}