{"id":1878,"date":"2009-08-19T21:10:57","date_gmt":"2009-08-20T00:10:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1878"},"modified":"2023-03-28T23:41:46","modified_gmt":"2023-03-29T02:41:46","slug":"entrevista-hiro-kawahara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/19\/entrevista-hiro-kawahara\/","title":{"rendered":"Entrevista: Hiro Kawahara"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1880\" title=\"Hiro retratado por Ben\u00edcio\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiro.jpg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiro.jpg 340w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiro-211x300.jpg 211w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por Manuela Colla<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Imagem: Hiro retratado por Ben\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Demais imagens ilustrativas retiradas do blog de Hiro: <a href=\"http:\/\/blog.hiro.art.br\/\">http:\/\/blog.hiro.art.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hiro Kawahara \u00e9 um ilustrador que nasceu em 1965, em Mogi das Cruzes, interior de S\u00e3o Paulo, e se auto-intitula \u201cum cara que todo mundo conhece mas ningu\u00e9m sabe quem \u00e9\u201d. O motivo? H\u00e1 15 anos ele ilustra as toalhas que s\u00e3o colocadas nas bandejas do McDonald\u2019s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hiro come\u00e7ou a trabalhar como ilustrador na Editora Tr\u00eas, aos 21 anos \u2013 reza a lenda que conseguiu o emprego ao terminar uma ilustra\u00e7\u00e3o de um repolho no banheiro da editora, umedecendo aquarela com \u00e1gua de privada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, Hiro continua escrevendo e ilustrando as toalhinhas de bandeja do McDonald\u2019s como aut\u00f4nomo, al\u00e9m de trabalhar para outras ag\u00eancias de publicidade e design, fazendo ilustra\u00e7\u00f5es, dire\u00e7\u00e3o de arte, jogos, criando personagens, embalagens, naming e logotipos. No meio disso, ele respira, v\u00ea os amigos e tenta arranjar tempo para fazer seu livro e viajar. Conversamos com ele:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea come\u00e7ou a trabalhar como ilustrador? Foi algo programado ou acabou acontecendo na sua vida?<\/strong><br \/>\nFoi algo que acabou acontecendo, sem d\u00favida. Eu estava cursando faculdade de Biologia na USP e pretendia trabalhar como icti\u00f3logo, que \u00e9 um especialista em peixes. Eu ia passar a vida dentro do laborat\u00f3rio, bastante influenciado pelos document\u00e1rios do Jacques Costeau. Eu gostava de desenhar desde crian\u00e7a, e um dia uma amiga saiu da faculdade de Biologia para trabalhar numa revista, que precisava de um ilustrador, e ela me apresentou \u00e0 reda\u00e7\u00e3o. Para pegar o trabalho, precisei fazer um teste. Isso foi em 1985, e eu nunca havia desenhado profissionalmente. Passei no teste, comecei a trabalhar na Editora Tr\u00eas e n\u00e3o sabia desenhar direito! (risos), mas deu t\u00e3o certo que desisti da faculdade depois de come\u00e7ar na editora. Faltavam apenas seis meses para que eu me formasse. Na \u00e9poca, minha fam\u00edlia ficou apreensiva, n\u00e3o havia nenhum artista na fam\u00edlia e meu pai achou que eu ia largar a vida acad\u00eamica para me transformar em um vagabundo, era dif\u00edcil de entender essa mudan\u00e7a. Mas eu adorava o trabalho na Editora Tr\u00eas, e aprendi muito l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que tipo de trabalho voc\u00ea fazia no in\u00edcio da carreira?<\/strong><br \/>\nNa Editora Tr\u00eas, ilustrava fasc\u00edculos de uma s\u00e9rie chamada \u201cVida &#8211; Um Guia de Auto-Sufici\u00eancia\u201d, que ensinava a plantar, criar, bem naquele esquema de passo-a-passo de como fazer coisas do dia a dia. Depois, comecei a ilustrar para algumas revistas da editora, como a \u201cPlaneta\u201d. Eu circulava muito pela reda\u00e7\u00e3o, pela gr\u00e1fica que ficava no subsolo do pr\u00e9dio, por isso aprendi bastante sobre revistas &#8211; eu via o processo todo acontecendo desde o in\u00edcio. Sempre fui curioso, e acabava at\u00e9 dando sugest\u00f5es de pautas pros rep\u00f3rteres (risos). Fiquei tr\u00eas anos na editora, ilustrando revistas de esoterismo, autoajuda, carros, esportes&#8230; Aprendi muito l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como funciona sua cria\u00e7\u00e3o de uma nova ideia, um conceito?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre tive bastante liberdade para trabalhar, como nas bandejas do McDonald\u2019s por exemplo, mas \u00e9 claro que meu trabalho autoral, como a s\u00e9rie de \u201cFadas Enfartadas\u201d, a liberdade para criar \u00e9 muito maior. Mas mesmo quando tenho um grande cliente, procuro escapar do \u00f3bvio, pensar em solu\u00e7\u00f5es diferentes para ele, at\u00e9 mesmo sugerindo coisas que pareceriam meio&#8230; absurdas (risos). Eu uso muito a intui\u00e7\u00e3o para trabalhar, eu mesmo tenho que achar legal o conjunto da ideia e do tra\u00e7o, sen\u00e3o ela \u00e9 descartada. Por isso, sempre aconselho os jovens ilustradores para que n\u00e3o tenham medo de ser rid\u00edculos, de sair do lugar-comum. Mas sempre com um olho tamb\u00e9m na produtividade, na viabilidade e na defesa da id\u00e9ia, sen\u00e3o tudo isso vira apenas uma grande viagem criativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu n\u00e3o gosto muito de mang\u00e1 porque acho que a maioria \u00e9 produzido com muita preocupa\u00e7\u00e3o na t\u00e9cnica do desenho, mas n\u00e3o t\u00eam uma boa ideia por tr\u00e1s dele (existem exce\u00e7\u00f5es fabulosas que fazem a regra, como &#8220;Blade&#8221; ou &#8220;Preto e Branco&#8221;). Ao mesmo tempo, conhe\u00e7o o trabalho de cartunistas e quadrinhos brilhantes cujo tra\u00e7o n\u00e3o \u00e9 perfeito, mas a id\u00e9ia \u00e9 fenomenal. Por isso, procuro estimular sempre as boas ideias, respeitar meu timing para que elas nas\u00e7am e digo que sou mais f\u00e3 da id\u00e9ia do que da forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1881 aligncenter\" title=\"Desenho para toalha do McDonalds\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiro_mac.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi que voc\u00ea come\u00e7ou a ilustrar as bandejas do McDonald\u2019s?<\/strong><br \/>\nDepois de sair da Editora Tr\u00eas, fiquei trabalhando um tempo como freela, mas eu n\u00e3o tinha \u2018pegada\u2019, era muito novo. Acho que fiquei s\u00f3 um ano trabalhando como ilustrador freelancer, depois voltei para trabalhar numa ag\u00eancia onde pretendia passar algum tempo \u2013 3 meses, na verdade. Fiquei l\u00e1 onze anos. Comecei como Diretor de Arte J\u00fanior e fui crescendo dentro da ag\u00eancia, a Taterka. Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre leva um gibi ou livro na hora do almo\u00e7o, e um dia, comecei a rabiscar na bandeja do McDonald\u2019s. Levei a ideia adiante porque achava que dava pra fazer um trabalho legal, meio Recreio, meio Superinteressante. Eu criava, pesquisava, escrevia, desenhava e finalizava a toalhinha. O texto era muito diferente naquela \u00e9poca, in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, eu tinha muita liberdade, podia escapar do politicamente correto. Em 2000, fiquei encarregado da parte infantil do McDonald\u2019s, criando campanhas e as caixinhas de McLanche Feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu seu projeto das Fadas Enfartadas?<\/strong><br \/>\nComo eu disse, sou workaholic, trabalho cerca de 18 horas por dia, mas este ano resolvi diminuir um pouco o ritmo e me dedicar a algum projeto pessoal. E assim surgiram as fadas \u2013 at\u00e9 agora, est\u00e1 sendo um ano muito legal pra mim. Estas fadas tamb\u00e9m servem para exercitar meu lado de criador de personagens, e aumentar meu networking no mercado de cria\u00e7\u00e3o de personagens para cinema. Adoro criar personagens, adoro trabalhos mais autorais, e trabalhar com cinema \u00e9 um sonho antigo meu.<br \/>\n<strong><br \/>\nVoc\u00ea comentou que gostava de desenhar desde crian\u00e7a. O que voc\u00ea gostava de ler nessa \u00e9poca, quais eram seus gibis favoritos?<\/strong><br \/>\nMeu pai sempre me incentivou muito a ler, tenho que agradecer todos os dias por isso. Ele comprava revistas Recreio para eu e meu irm\u00e3o, e ele me incentivava a ler a se\u00e7\u00e3o de quadrinhos do jornal &#8211; e todo o resto dele tamb\u00e9m (risos). Lembro que, aos domingos, ele sa\u00eda para comprar o p\u00e3o de manh\u00e3 e nos levava para a banca de revistas \u2013 eu e meu irm\u00e3o pod\u00edamos escolher duas revistas cada um. Eu gostava da Recreio, dos gibis do Tio Patinhas, e tentava copiar os desenhos de olho mesmo. Copiava tamb\u00e9m os desenhos que via na televis\u00e3o, tamb\u00e9m do Ultraman , tentava reproduzir os monstros, rabiscava o dia todo. A\u00ed pelos 10 anos comecei a ler tudo da Agatha Christie, aquele mist\u00e9rio de descobrir quem era o assassino era muito instigante pra mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que artistas voc\u00ea cita como influ\u00eancia?<\/strong><br \/>\nEu sempre digo que metade do trabalho \u00e9 o desenho e a outra parte s\u00e3o as refer\u00eancias. Eu gosto muito de descobrir artistas novos, e me sinto influenciado por eles tamb\u00e9m, como a Samanta Fl\u00f4or, por exemplo. Claro que tamb\u00e9m tem artistas com muito tempo de carreira que admiro muito, e que sempre ir\u00e3o me influenciar, inclusive, como pessoa. Um que sempre cito \u00e9 o Hayao Miyazaki (diretor das anima\u00e7\u00f5es \u201cA viagem de Chihiro\u201d e \u201cCastelo Animado\u201d, entre outros). Eu n\u00e3o sou muito ligado ao desenho japon\u00eas, ao mang\u00e1, mas acho que ele \u00e9 mestre no uso da imagina\u00e7\u00e3o. Outra coisa que gosto muito dele \u00e9 o fato de n\u00e3o haver aquele manique\u00edsmo de \u201co bem contra o mal\u201d no trabalho dele, os personagens n\u00e3o s\u00e3o totalmente bons ou totalmente maus, n\u00e3o existe essa dicotomia t\u00e3o marcada. Por isso, gosto de fazer minhas ilustra\u00e7\u00f5es olhando pras coisas de forma diferente, tentando n\u00e3o seguir o lugar-comum. E os filmes do Miazaki n\u00e3o caem em clich\u00eas, e ele tamb\u00e9m \u00e9 uma grande influ\u00eancia de desenho, de cria\u00e7\u00e3o. Outro que admiro muito \u00e9 o Al Hirschfeld, que trabalhou at\u00e9 os 99 anos e ilustrou muitos os atores, cantores, celebridades, pensadores e escritores americanos importantes. Quando viajei para Nova York recentemente, uma das minhas inten\u00e7\u00f5es era ver os originais dele, mas n\u00e3o consegui. Ele come\u00e7ou a desenhar aos 12 anos, e tinha um tra\u00e7o \u00fanico. Me inspira demais como pessoa tamb\u00e9m, quero chegar aos 99 com o f\u00f4lego dele. Gosto tamb\u00e9m do ga\u00facho Ben\u00edcio (Jos\u00e9 Luiz Ben\u00edcio, que fez bastante capas de livros, revistas e cartazes de cinema nas d\u00e9cadas de 60 e 70, inclusive todos cartezes dos filmes dos Trapalh\u00f5es). Acho ele, al\u00e9m de talentoso, um cara muito \u00e9tico, correto. Entra, tamb\u00e9m, nas influ\u00eancias pessoais. Claro que muitas coisas mais me influenciam, mas esse \u00e9 o Trio Sagrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1882 aligncenter\" title=\"Snarf \u00e9 a vers\u00e3o felina da hiena Hardy Har Har, por Hiro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiiro.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fora as refer\u00eancias de trabalho, o que voc\u00ea gosta de ler?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o sou acad\u00eamico, tenho amigos muito cultos e valorizo a cultura popular. Mas adoro tamb\u00e9m ler os cl\u00e1ssicos. Montei uma biblioteca particular com cerca de 3.000 livros (muitos deles comprados para pesquisas das l\u00e2minas de bandeja do McDonald\u2019s, que eu tamb\u00e9m escrevo). Gosto muito do Allan Poe, do Jack London, do Cort\u00e1zar, Garc\u00eda M\u00e1rquez, Goethe, Hemingway, Marc Chabon (&#8220;As Aventuras de Kavalier &amp; Clay&#8221; \u00e9 um dos melhores romances que j\u00e1 li), mas \u00e9 claro que tamb\u00e9m leio bastante quadrinhos. Eu adoro matem\u00e1tica tamb\u00e9m, leio bastante teoria sobre isso, sobre l\u00f3gica. Um dos meus livros de cabeceira \u00e9 \u201cGram\u00e1tica da fantasia\u201d, do pedagogo italiano Gianni Rodari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que est\u00e1 lendo agora?<\/strong><br \/>\nEu sou aquele tipo de pessoa que l\u00ea v\u00e1rios livros ao mesmo tempo. Estou lendo o \u201cNova York, A vida na grande cidade\u201d, do Will Eisner, tamb\u00e9m o \u201cFrango com Ameixas\u201d, da Marjane Satrapi, terminei de ler \u201cRetalhos\u201d de Craig Thompson, e um livro chamado \u201cLinked\u201d, que fala de como as coisas s\u00e3o interligadas no mundo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 pra notar bastante influ\u00eancia de cultura pop no seu trabalho. De onde vem isso?<\/strong><br \/>\nEu gosto de v\u00e1rios seriados que t\u00eam di\u00e1logos geniais, como Seinfield, The Office, House, Samantha Who, Third Rock&#8230; Gosto de observar o primor do roteiro de alguns deles, as sacadas geniais nos di\u00e1logos, coisa que n\u00e3o se v\u00ea muito mais no cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea desenha usando o computador ou o papel?<\/strong><br \/>\nNo computador, s\u00f3 para clientes. Voltei a desenhar no papel porque estava preocupado \u2013 vi que meu tra\u00e7o estava ficando \u2018destreinado\u2019. As pessoas me incentivaram a ter um sketchbook, que levo para todos os lugares, at\u00e9 para reuni\u00f5es chatas (risos). No \u00faltimo final de semana, fui ver uma apresenta\u00e7\u00e3o da Orquestra Filarm\u00f4nica e fiquei desenhando o tempo todo. Eu sempre come\u00e7o mais s\u00e9rio nos primeiros minutos, depois a imagina\u00e7\u00e3o come\u00e7a a tomar conta dos desenhos. Uso um bloco grande quando quero fazer desenhos mais elaborados, aquarelas&#8230; Mas n\u00e3o sou t\u00e3o compulsivo como alguns amigos. Sou workaholic, mas aprendi a descansar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o melhor momento do dia para desenhar?<\/strong><br \/>\nSou not\u00edvago, durmo mais ou menos cinco horas por noite. Vou dormir quando o sol est\u00e1 se levantando, ele \u00e9 meu rel\u00f3gio. Geralmente fico at\u00e9 as cinco da manh\u00e3 desenhando, pra acordar por volta das dez da manh\u00e3 do outro dia. Acho que de noite a m\u00e3o desenha melhor, gosto do sil\u00eancio, da rua vazia, do telefone que n\u00e3o toca. Deixo o dia para aqueles retoques, quando percebo algum problema de propor\u00e7\u00e3o num desenho, reviso, fico mais cr\u00edtico. E \u00e9 \u00e0 noite que fa\u00e7o os posts no meu blog (<a href=\"http:\/\/blog.hiro.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/blog.hiro.art.br\/<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea recebe bastante emails de ilustradores iniciantes. Como lida com isso?<\/strong><br \/>\nEu respondo. \u00c0s vezes, tiro um dia s\u00f3 pra responder emails. Muitos t\u00eam vontade de desistir de trabalhar com ilustra\u00e7\u00e3o, e tento incentiv\u00e1-los, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mesmo, especialmente no come\u00e7o. Se eu tivesse tido esse tipo de est\u00edmulo quando era moleque, talvez as coisas tivessem sido mais simples, mais f\u00e1ceis pra mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que gosta de ver na Internet?<\/strong><br \/>\nVisito muitos blogs de ilustradores novos, gosto tamb\u00e9m de muitos blogs de artistas como o Scott C., o Enrico Casarosa, Vera Bee, Alarc\u00e3o, Bill Presing, etc., al\u00e9m do maior blog sobre ilustra\u00e7\u00e3o do mundo, o Drawn, refer\u00eancia para qualquer amante de desenho. Gosto de ver sites de coisas estranhas e bizarras, como o Odee, que faz listas de coisas estranhas; o Monster Brains, que s\u00f3 fala de monstros, o Cryptomundo, que s\u00f3 fala de animais estranhos&#8230; Adoro essas coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1883 aligncenter\" title=\"Mulher Maravilha ro0li\u00e7a, por Hiro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/hiro_woman.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Manuela Colla\nEle \u00e9 um ilustrador que nasceu em 1965 e se auto-intitula &#8220;um cara que todo mundo conhece mas ningu\u00e9m sabe quem \u00e9&#8221;&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/19\/entrevista-hiro-kawahara\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1878"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73552,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1878\/revisions\/73552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}