{"id":18638,"date":"2013-06-30T09:17:37","date_gmt":"2013-06-30T12:17:37","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18638"},"modified":"2018-01-10T20:28:41","modified_gmt":"2018-01-10T22:28:41","slug":"antes-da-meia-noite-richard-linklater","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/30\/antes-da-meia-noite-richard-linklater\/","title":{"rendered":"Cinema: &#8220;Antes da Meia-Noite&#8221;, de Richard Linklater"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18639\" title=\"antes1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes1.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes1.jpg 251w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes1-206x300.jpg 206w\" sizes=\"(max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesse e Celine chegaram aos 40 anos de idade. Os personagens criados por Richard Linklater e Kim Krizan, protagonistas de \u201cAntes do Amanhecer\u201d (1995) e \u201cAntes do P\u00f4r-do-Sol\u201d (2004), aceitaram pagar o pre\u00e7o que teria que ser pago para ficarem juntos. Formaram uma fam\u00edlia e, ao olhar desatento, parece estar tudo bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o \u00e9 spoiler. \u00c9 informa\u00e7\u00e3o dada j\u00e1 nos primeiros cinco minutos de \u201cAntes da Meia-Noite\u201d, nova empreitada comandada por Linklater que traz Ethan Hawke e Julie Delpy de volta aos papeis nos quais eles mostraram seu m\u00e1ximo talento. E se voc\u00ea se identificou com eles quando eles estavam na faixa dos vinte ou dos trinta, por que seria diferente agora? A vida imita a arte com vulgar frequ\u00eancia. At\u00e9 porque Jesse e Celine n\u00e3o s\u00e3o arqu\u00e9tipos. Eles s\u00e3o eu e voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, se voc\u00ea, leitor, est\u00e1 entre os 35 e os 45, voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 Jesse e Celine. Tamb\u00e9m faz parte da gera\u00e7\u00e3o do desencanto, dessa grande leva de seres humanos para quem a desilus\u00e3o parece ser o destino onde todos os caminhos levam. Recapitulemos seus \u00faltimos anos: voc\u00ea tem comida na mesa, e sabe que dificilmente ela lhe faltar\u00e1. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que voc\u00ea tenha vivido, literalmente, ganhando hoje para comer amanh\u00e3. Ent\u00e3o a batalha do dia a dia nunca foi disputada em um terreno in\u00f3spito a ponto de comprometer sua sobreviv\u00eancia. Isso n\u00e3o quer dizer, claro, que ela tenha sido uma luta f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18640\" title=\"antes2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 tentou alternativas para sua vida afetiva e para a profissional. Teve alguns ou muitos relacionamentos ef\u00eameros e pelo menos um longo. Conheceu pessoas. Viajou \u2013 se para a Europa ou para o litoral de seu Estado, pouco importa. Mas voc\u00ea precisa do turismo como parte de seus objetivos. J\u00e1 tentou mais de uma carreira, e provavelmente trabalha h\u00e1 mais tempo naquela que lhe foi circunstancialmente mais conveniente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, voc\u00ea viveu (tem vivido) uma vida que permite questionamentos, dial\u00e9tica. Mill\u00f4r Fernandes j\u00e1 escreveu que, \u201cquem est\u00e1 na merda n\u00e3o filosofa\u201d. Logo, se voc\u00ea se questiona, as coisas n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o irremedi\u00e1veis assim. Mesmo assim, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 feliz. H\u00e1 um estado de permanente incompletitude. E o que voc\u00ea mais questiona \u00e9 sua vida \u201camorosa\u201d (as aspas ser\u00e3o explicadas mais a frente).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesse e Celine est\u00e3o h\u00e1 muito tempo sem questionar suas vidas, amorosas ou n\u00e3o. Os objetivos comuns de manter uma fam\u00edlia e duas carreiras (ele escritor, ela executiva\/ativista do terceiro setor) tomam todo seu tempo. Mas h\u00e1 f\u00e9rias, e essas f\u00e9rias trazem pausa, contempla\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio. E intimidade. Exatamente aquela intimidade que os casais de longa data costumam perder. Com isso, eles v\u00e3o se redescobrir \u2013 a si pr\u00f3prios e um ao outro. Haver\u00e1 conflito. E a partir da\u00ed, Richard Linklater faz mais um grande filme, e n\u00f3s ficamos com um monte de perguntas dif\u00edceis de responder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque, voc\u00ea sabe, no fundo queremos aquilo que idealizamos. \u201cIdealizar\u201d \u00e9 bastante diferente de \u201crealizar\u201d, e n\u00e3o apenas etimologicamente. Porque o ideal visa um momento, ou a perpetua\u00e7\u00e3o dele: a conquista de um campeonato, o caf\u00e9 da manh\u00e3 em fam\u00edlia digno de comercial de margarina, a contempla\u00e7\u00e3o in loco da paisagem sonhada. Mas a vida dura mais que um momento. Ela dura anos, anos que s\u00e3o compartilhados com outras pessoas, e que passam r\u00e1pido demais. Queremos sempre achar a pessoa \u201ccerta\u201d para esse compartilhamento, mas quem n\u00f3s queremos aos 40 n\u00e3o \u00e9 necessariamente quem queremos aos 21. Caramba, N\u00d3S n\u00e3o somos os mesmos com o passar dos anos (felizmente, diga-se de passagem). Por que \u201co outro\u201d haveria de ser?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18641\" title=\"antes3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por causa do \u201camor\u201d, algu\u00e9m responderia. Ora, o amor, j\u00e1 sabemos, \u00e9 recurso finito. Renov\u00e1vel desde que se mude o objeto, pois uma vez esgotado o amor por X, \u00e9 necess\u00e1rio amar Y. De qualquer maneira, o amor acaba, num final que n\u00e3o aceitamos. E o que sobra \u00e9 a realidade, que se traduz em desejo de perman\u00eancia ou de dist\u00e2ncia, em manuten\u00e7\u00e3o da rotina, em aproxima\u00e7\u00e3o fraternal ou distanciamento entre estranhos. O desejo sexual, esse n\u00e3o acaba, mas tamb\u00e9m se transforma. E n\u00e3o h\u00e1 tes\u00e3o que sobreviva \u00e0s comodidades do cotidiano, como as roupas \u00edntimas velhas e folgadas, o topless sem sensualidade da mulher que interrompe um momento \u00edntimo para atender o telefone com os peitos j\u00e1 quase ca\u00eddos \u00e0 mostra (ou o homem com uma pat\u00e9tica capa de gordura cobrindo a cintura).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso s\u00e3o efeitos da passagem do tempo. Mas essa gera\u00e7\u00e3o quer que o tempo congele. Que os encontros sejam doces como dois jovens viajantes se encontrando num trem. Que as despedidas sejam tenras, que os olhares sejam belos e encantadores. Que todas as palavras tenham significado, e possam ser preservadas \u2013 na mem\u00f3ria ou numa rede social. Essa gera\u00e7\u00e3o \u2013 a nossa \u2013 deseja uma vida de instantes marcantes. Mas na maioria das vezes, a vida \u00e9 s\u00f3 a vida, mesmo. Pesada, inconsistente, sem sentido. E fica ainda mais dif\u00edcil ao lado de algu\u00e9m que pens\u00e1vamos conhecer e j\u00e1 n\u00e3o compreendemos como ach\u00e1vamos ser capazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sobre isso esse terceiro filme de Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke (\u00e9 justo dizer que os tr\u00eas t\u00eam igual import\u00e2ncia na cria\u00e7\u00e3o do filme). Tamb\u00e9m \u00e9 sobre ressentimentos, e sobre o quanto colocamos na conta de quem dizemos amar os esbanjamentos e mesquinharias de nosso cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 sobre eu e voc\u00ea n\u00e3o conseguindo ficar juntos, ou conseguindo e n\u00e3o sendo necessariamente felizes por isso. Sobre saber que tudo chega ao fim, mas ter uma imensa dificuldade de aproveitar o presente enquanto esse fim n\u00e3o chega. E mais que tudo, sobre saber tudo isso, e conseguir fazer t\u00e3o pouco com esse conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18642\" title=\"antes4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 vem eles de novo. Quando \u201cAntes do Por-do-Sol\u201d (Before Sunset, 2004) foi anunciado, muitos ficaram com um elefante atr\u00e1s da orelha: \u201cPor que mexer em uma hist\u00f3ria t\u00e3o especial correndo o risco de estragar toda sua beleza?\u201d, foi o coment\u00e1rio a respeito do filme que reveria o casal Jesse e Celine ap\u00f3s o encontro de uma noite protagonizado nove anos antes e exibido com delicadeza em \u201cAntes do Amanhecer\u201d (Before Sunrise, 1995). O que esperar ent\u00e3o, ap\u00f3s o grande acerto do segundo filme, desta terceira recria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do casal, j\u00e1 nos cinemas e com o nome de \u201cAntes da Meia Noite\u201d (Before Midnight, 2013)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 disse outro, se o Diabo quiser (ou, no caso, Afrodite) todo Keith Richards ir\u00e1 encontrar seu Mick Jagger, e o diretor Richard Linklater honra o ditado num perfeito m\u00e9nage cinematogr\u00e1fico da qual fazem parte os atores (creditados como roteiristas) Ethan Hawke e Julie Delpy. \u201cAntes da Meia Noite\u201d, terceira parte da saga (n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel esperar um quarto filme), \u00e9 a mais nova pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7a que visualiza com extrema perfei\u00e7\u00e3o essa coisa t\u00e3o complicada chamada relacionamentos \u2013 j\u00e1 deveria ser assim na pr\u00e9-hist\u00f3ria, e o mundo moderno n\u00e3o tratou de facilitar a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas, pelo contr\u00e1rio, complicou mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de Jesse e Celine, \u201cAntes da Meia Noite\u201d flagra o casal nove anos depois daquele \u00faltimo momento do filme anterior, em que a francesa dan\u00e7a uma can\u00e7\u00e3o de Nina Simone avisando que o norte-americano iria perder o avi\u00e3o. Sim, ele perdeu o avi\u00e3o, e o fruto deste reencontro est\u00e1 no banco de tr\u00e1s do carro do casal, que passa f\u00e9rias na Gr\u00e9cia a convite de um editor: filhas g\u00eameas, Nina e Ella (bel\u00edssima homenagem a Nina Simone e Ella Fitzgerald). A pausa na rotina de trabalho do casal, que agora vive em Paris, se transforma em um momento para que Jesse e Celine analisem, inconscientemente, seu relacionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18643\" title=\"antes5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, \u00e9 bom deixar claro: \u201cAntes da Meia Noite\u201d compila 109 minutos de proje\u00e7\u00e3o, e cerca de 80% desse tempo \u00e9 tomado por uma longa e intermin\u00e1vel discuss\u00e3o de relacionamento, a popular DR, e s\u00f3 quem nunca entrou numa desconhece o embrulhar de est\u00f4mago que estar diante de um casal em crise pode causar. Por\u00e9m, h\u00e1 um lado did\u00e1tico, amplificado pela qu\u00edmica absurda entre Ethan Hawke e Julie Delpy, que funciona (ou, ao menos, deveria funcionar) como alerta para poss\u00edveis lenhas na fogueira que o espectador venha a querer jogar numa poss\u00edvel inadvertida recria\u00e7\u00e3o da trama em seu pr\u00f3prio lar (evite repetir em casa, se poss\u00edvel).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 todo um mise-en-sc\u00e9ne em \u201cAntes da Meia Noite\u201d buscando apenas tornar explicito caracter\u00edsticas dos personagens que j\u00e1 haviam vindo \u00e0 tona nos dois filmes anteriores, e que aqui retornam em ebuli\u00e7\u00e3o como se desvalorizassem aquele ditado de que n\u00e3o conhecemos as pessoas que amamos. Conhecemos, embora fingimos (muitas vezes inconscientemente) o contr\u00e1rio. As personalidades contrastantes de Jesse e Celine s\u00e3o colocadas em uma mesa de cirurgia e dissecadas com lupa, como para mostrar que os erros que causamos muitas vezes s\u00e3o causados por n\u00f3s mesmos, por medo, tolice ou tiro (ou, no caso do filme, faca).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de Jesse e Celine, a an\u00e1lise \u00e9 bem mais simples e recheada de elementos que comp\u00f5e uma com\u00e9dia de costumes. Ele, norte-americano, exemplifica o cara sonhador, mas vazio, que tenta a todo modo manter as coisas sob controle, embora tenha o desejo de satisfazer a todos, o que pode significar uma tentativa imposs\u00edvel de abra\u00e7ar o mundo. Em \u201cAntes da Meia Noite\u201d, as armadilhas surgem quando Jesse entra ligeiramente em depress\u00e3o com a partida do filho, fruto do primeiro casamento, e praticamente foca seus pensamentos numa poss\u00edvel uni\u00e3o da fam\u00edlia (Celine, Nina e Ella mais o filho Hank) em territ\u00f3rio norte-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18644\" title=\"antes6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/antes6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado da mesa, entra em cena o g\u00eanio altamente transtornado (e ligeiramente clich\u00ea, embora Julie Delpy tenha colocado ainda mais lenha na fogueira com seus dois filmes, \u201c2 Dias em Paris\u201d e \u201c2 Dias em Nova York\u201d) da mulher francesa, politizada e tendendo a sentimentos d\u00fabios e hiperbolizados, que n\u00e3o quer ser dominada pelo marido numa rela\u00e7\u00e3o anos 50 simbolizada pelo \u201cele trabalha, eu cuido da casa\u201d, e, deste ponto, come\u00e7a a trafegar uma rua perigosa chamada D\u00favida: \u201cVoc\u00ea ainda me ama? Voc\u00ea ir\u00e1 me amar pelo resto da vida?\u201d. E diante de uma poss\u00edvel nega\u00e7\u00e3o, a antecipa\u00e7\u00e3o: \u201cEu n\u00e3o te amo mais\u201d. Haja est\u00f4mago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso, ainda que doloroso, comp\u00f5e o painel rom\u00e2ntico de muitos casais, e o trio de roteiristas apenas valida a op\u00e7\u00e3o de que ficar junto com algu\u00e9m \u00e9 o pre\u00e7o que se paga por viver uma hist\u00f3ria de amor, qualquer que seja. Claro, Jesse ama Celine, e vice-versa, mas ele precisa passar por esse teste? Sim, e a resposta genial \u00e9 dada por seu editor italiano, em uma discuss\u00e3o imperd\u00edvel em um almo\u00e7o: \u201cJ\u00e1 recebi muitos escritores aqui, e quando voc\u00ea chegou, vestido de jeans e camiseta, n\u00e3o entendi como voc\u00ea poderia ser uma pessoa interessante. Mas bastou conhecer Celine para entender que ela faz de voc\u00ea uma pessoa especial\u201d. Bingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos grandes filmes do ano, \u201cAntes da Meia Noite\u201d \u00e9 menos rom\u00e2ntico (e, por isso, menos charmoso) que \u201cAntes do Por-do-Sol\u201d, mas combina com esta busca por mostrar a vida &#8211; em um relacionamento &#8211; como ela \u00e9. Chega a ser tocante a preocupa\u00e7\u00e3o da equipe em mostrar que essas caminhadas repletas de discuss\u00f5es do casal n\u00e3o s\u00e3o comuns e nem acontecem todo dia na vida de Jesse e Celine (\u201cH\u00e1 quanto tempo n\u00e3o fazemos isso?\u201d, ele pergunta em certo momento. \u201cUns nove anos\u201d, ela responde), pois \u00e9 preciso amar muito (e ser muito masoquista) para viver DRs constantes. Que a pr\u00f3xima, daqui nove anos, seja menos intensa, mas t\u00e3o brilhante e emocional quanto esta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3ZSQ3ba-bMQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<br \/>\n&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<\/strong>&#8211; &#8220;Antes do Por-do-Sol&#8221;, um filme tocante, comovente e sincero, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/beforesunrise.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;2 Dias em Paris&#8221; pode ser t\u00e3o c\u00f4mico quanto educativo, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/03\/31\/2-dias-em-paris\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas e Marcelo Costa\nJesse e Celine chegaram aos 40 anos. 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