{"id":18621,"date":"2013-06-28T09:17:47","date_gmt":"2013-06-28T12:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18621"},"modified":"2020-11-09T00:12:52","modified_gmt":"2020-11-09T03:12:52","slug":"a-hack-and-a-hacksaw","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/28\/a-hack-and-a-hacksaw\/","title":{"rendered":"Entrevista: A Hawk and a Hacksaw"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18622\" title=\"hack1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/hack1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embalados que somos pelo comodismo da agrad\u00e1vel melodia do pop anglofilizado, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil dar refer\u00eancias a artistas cujas m\u00fasicas bebem de outras fontes. E essa \u00e9 apenas uma das raz\u00f5es pela qual a m\u00fasica da dupla norte-americana A Hawk and a Hacksaw tanto seduz e intriga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por Jeremy Barnes (acorde\u00e3o) e Heather Trost (violino), a banda explora sonoridades enraizadas majoritariamente no Leste Europeu sem cair no exotismo do folclore for\u00e7ado. O vigor e a estrutura das composi\u00e7\u00f5es \u2013 que oscilam entre quatro ou cinco minutos \u2013 fazem com que as m\u00fasicas n\u00e3o pare\u00e7am estranhas mesmo a quem nunca ouviu suas fontes de inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00fasicos t\u00eam em seu curr\u00edculo parcerias que d\u00e3o uma boa refer\u00eancia da qualidade que buscam em seu trabalho: ambos tocaram em \u201cGulag Orkestar\u201d, primeiro \u00e1lbum do Beirut (e foram respons\u00e1veis por ajudar Zach Condom a conseguir seu primeiro contrato), e Jeremy foi baterista do Neutral Milk Hotel, tendo participado do cl\u00e1ssico \u00e1lbum \u201cIn The Aeroplane Over the Sea\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi quando o Neutral Milk Hotel (1999) se separou que ele se mudou para a Fran\u00e7a. De l\u00e1, passou a viajar pela Europa trabalhando como entregador de uma ONG que atendia refugiados de diversos pa\u00edses. Em suas viagens, come\u00e7ou a ter um contato mais pr\u00f3ximo com a m\u00fasica que j\u00e1 o instigava, e da\u00ed para come\u00e7ar a banda \u2013 que j\u00e1 tem seis discos e um EP (este gravado com os h\u00fangaros do The Hun hungar Ensemble) \u2013 foi um passo natural (ou\u00e7a o novo <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/revolver-usa\/sets\/a-hawk-and-a-hacksaw-you-have\/s-zqTYI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o Neutral Milk Hotel prepara sua volta para 2014, Heather e Jeremy vieram ao Brasil para uma s\u00e9rie de shows em seis cidades durante nove dias. Antes da maratona, Heather bateu um papo r\u00e1pido com o Scream &amp; Yell para ajudar os brasileiros a entender um pouco do que A Hack and a Hacksaw se prop\u00f5e a fazer nos palcos e nos discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/aLRH5HouLYg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/aLRH5HouLYg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a m\u00fasica do Leste Europeu apareceu na vida de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nOuvi as melodias do Leste Europeu pela primeira vez com as grava\u00e7\u00f5es de campo de B\u00e9la Bart\u00f3k. Depois disso, eu simplesmente passei a colecionar discos de qualquer coisa que pudesse encontrar dessa regi\u00e3o. Era uma descoberta especial descobrir liga\u00e7\u00f5es entre os diferentes pa\u00edses dos Balc\u00e3s com a Turquia, por exemplo. Foi necessariamente uma parte de nossa cria\u00e7\u00e3o musical, e tinha muito apelo para mim porque era muito diferente de qualquer m\u00fasica que eu tivesse escutado antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que \u00e9 justo dizer que esse tipo de sonoridade \u00e9 uma influ\u00eancia not\u00e1vel na m\u00fasica de voc\u00eas, mas n\u00e3o a \u00fanica. Vejo muito da musicalidade das jug bands norte-americanas, por exemplo.<\/strong><br \/>\nAdoro as primeiras grava\u00e7\u00f5es folk dos Estados Unidos. N\u00e3o diria que \u00e9 uma influ\u00eancia consciente, mas provavelmente sendo norte-americana, voc\u00ea pode estar certo. Simplesmente n\u00e3o somos t\u00e3o conscientes disso, penso eu, das coisas que podem nos influenciar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea chegaria ao ponto de chamar a m\u00fasica de voc\u00eas de \u201cfolk\u201d? Pergunto por que para mim n\u00e3o soa como algo tradicional, embora use muitos elementos assim.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tentamos ser uma banda folk ou tradicional, ent\u00e3o gosto de saber que soa como algo novo [para as pessoas]. N\u00e3o tentamos ser uma banda cover, s\u00f3 queremos fazer nosso trabalho autoral, refletindo a m\u00fasica que amamos e na qual nos inspiramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua m\u00fasica \u00e9 majoritariamente instrumental, mas de vez em quando h\u00e1 letras, como em \u201cI Am Not a Gambling Man\u201d. O pianista brasileiro Jo\u00e3o Donato j\u00e1 disse que \u201cletra \u00e9 coisa que a ind\u00fastria inventou para vender disco\u201d. Voc\u00ea concorda com isso?<\/strong><br \/>\nTalvez em certos g\u00eaneros. Claro que na maior parte da m\u00fasica pop as letras s\u00e3o ins\u00edpidas e despidas de algo genu\u00edno. Alguns poetas podem argumentar que a m\u00fasica \u00e9 um ve\u00edculo para contar uma grande hist\u00f3ria ou trazer uma boa l\u00edrica. H\u00e1 uma grande tradi\u00e7\u00e3o de trovadores cuja raz\u00e3o de ser \u00e9 contar uma hist\u00f3ria, ou poema \u00e9pico ou balada. E se a m\u00fasica \u00e9 muito boa ent\u00e3o os dois lados s\u00e3o importantes. Mas raramente cantamos, e quando o fazemos geralmente n\u00e3o \u00e9 em ingl\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Xk8uwOmzaBo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Xk8uwOmzaBo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam planos de convidar algum m\u00fasico brasileiro para subir ao palco com voc\u00eas? A prop\u00f3sito, voc\u00eas v\u00e3o fazer os shows como duo, ou trar\u00e3o outros m\u00fasicos para acompanh\u00e1-los? (n\u00e3o foram poucas as vezes que eles subiram ao palco com uma forma\u00e7\u00e3o mais ampla)<\/strong><br \/>\nSer\u00e1 s\u00f3 n\u00f3s dois. De uns dois anos para c\u00e1 voltamos a tocar como um duo e a curtir o espa\u00e7o que essa forma\u00e7\u00e3o proporciona. Claro, adorar\u00edamos colaborar com m\u00fasicos brasileiros. Mas a n\u00e3o ser que encontremos algu\u00e9m e ensaiemos em menos de 24 horas, seremos s\u00f3 eu e Jeremy. Mas adoraria simplesmente assistir e ouvir um pouco de m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas terem tocado com Zach Condon \u00e9 sem d\u00favida um apelo para os brasileiros, j\u00e1 que o Beirut t\u00eam um bom p\u00fablico por aqui. Como voc\u00eas se conheceram?<\/strong><br \/>\nConheci Zach em Albuquerque quando \u00e9ramos praticamente adolescentes. Eu estava tocando com um amigo dele, que me deu o CD do Zach. Achei muito interessante para uma grava\u00e7\u00e3o feita por algu\u00e9m de 16 anos na casa dos pais ent\u00e3o mostrei para o Jeremy e colocamos Zach para abrir nossos shows em Albuquerque. Passamos o disco para um amigo nosso, gerente da Badabing Records, e ele acabou assinando com o Beirut.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A maior parte dos lugares onde voc\u00eas tocar\u00e3o no Brasil s\u00e3o clubes, n\u00e3o teatros. Como muitas de suas composi\u00e7\u00f5es induzem tanto \u00e0 dan\u00e7a como ao transe, podemos contar com um show em que ambas as coisas podem rolar sem restri\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEspero que sim!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_dBD1LttEVk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_dBD1LttEVk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8211; <\/span><span>Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a><span>) no Scream &amp; Yell.<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Jeff Mangum no TOP 5 Shows do Primavera Sound Festival 2012, em Barcelona (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2012\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Beirut ao vivo: uma festa para global ver e apaixonados por m\u00fasica ouvirem (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/14\/beirut-ao-vivo-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"0\" height=\"0\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"id\" value=\"a8288a5b-59e9-a694-a8ba-7aba9a928b9b\" \/><embed id=\"a8288a5b-59e9-a694-a8ba-7aba9a928b9b\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"0\" height=\"0\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nJeremy Barnes (acorde\u00e3o) e Heather Trost (violino) exploram sonoridades enraizadas majoritariamente no Leste Europeu\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/28\/a-hack-and-a-hacksaw\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[105,732],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18621"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58218,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18621\/revisions\/58218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}