{"id":18493,"date":"2013-06-11T03:10:01","date_gmt":"2013-06-11T06:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18493"},"modified":"2020-06-10T00:54:59","modified_gmt":"2020-06-10T03:54:59","slug":"a-nova-cena-portuguesa-samuel-uria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/11\/a-nova-cena-portuguesa-samuel-uria\/","title":{"rendered":"A nova cena portuguesa: Samuel \u00daria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18495\" title=\"samuel2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/samuel2.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a><\/strong>, de Lisboa<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGosto sempre de remontar a um passado simples e descomprometido, da adolesc\u00eancia, em que pegava numa guitarra e come\u00e7ava a escrever de uma forma natural\u201d. A procura de um estado de inspira\u00e7\u00e3o assente numa grande disponibilidade emocional e define o percurso de Samuel \u00daria. Ligado ao advento do selo FlorCaveira, em 1999, \u00daria editou o seu primeiro trabalho, \u201cO Caminho Ferrovi\u00e1rio Estreito\u201d (um disco de recolhas musicais), quatro anos mais tarde. O CD hom\u00f3nimo de Samuel \u00daria &amp; As Velhas Gl\u00f3rias (2005), gravado com Tiago Cavaco, incorporou uma ideia de f\u00faria punk e o regresso \u00e0s suas origens mais roqueiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O EP \u201cSamuel \u00daria em Bruto\u201d (2008), incluindo algumas faixas perdidas e grava\u00e7\u00f5es ao vivo, despertou a aten\u00e7\u00e3o da imprensa. Mas, o \u00e1lbum pop \u201cNem Lhe Tocava\u201d, de 2009, numa parceria da FlorCaveira com a gravadora Valentim de Carvalho, conferiu ao m\u00fasico de Tondela (norte de Portugal) a profissionaliza\u00e7\u00e3o e a possibilidade de se apresentar em salas maiores e festivais. Temas como a biografia mel\u00f3mana de \u201cTeimoso\u201d, \u201c\u00c1gua De Col\u00f3nia Da Babil\u00f3nia\u201d ou \u201cO Diabo\u201d viriam a tornar-se musts de seus shows e criaram no artista um sentido de responsabilidade para n\u00e3o defraudar totalmente as expetativas dos seus seguidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A influ\u00eancia da m\u00fasica americana, patente na utiliza\u00e7\u00e3o do banjo ou da guitarra pedal-steel, domina o seu mais recente trabalho, \u201cO Grande Medo Do Pequeno Mundo\u201d (2013). Samuel justifica a op\u00e7\u00e3o pelo fato de crescer numa igreja baptista protestante: \u201cA m\u00fasica com que lidamos desde pequenos \u00e9 oriunda dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, do s\u00e9culo XIX, e deu origem a diversos estilos como os blues e o rock\u201d, diz. O disco \u00e9 caracterizado por um registo baladeiro e um forte sentido de comunidade. A envolvente \u201cEu Seguro\u201d (em dueto com M\u00e1rcia) e o \u00e9pico \u201cLen\u00e7o Enxuto\u201d (com Manuel Cruz, do Diabo na Cruz) s\u00e3o faixas marcantes, mas a pop de \u201cForasteiro\u201d sintetiza o humanismo do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No show de apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cO Grande Medo Do Pequeno Mundo\u201d, na sala TMN ao Vivo, em Lisboa, a 24 Maio de 2013, o autor de \u201cBarbarella e Barba Rala\u201d encorporou v\u00e1rios personagens (trovador, contador de hist\u00f3rias e roqueiro). Mas, Samuel \u00daria desmistifica o acontecido: \u201cQuando subo no palco n\u00e3o procuro encenar nada\u201d e acrescenta que \u201cna interpreta\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es procuro encarnar os melhores concertos que assisti e dou \u00e0s pessoas algo que me agradou e marcou a minha vida\u201d. Outra marca do cantor \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o de ensaios pr\u00e9vios com seus m\u00fasicos, com o objetivo de criar surpresas nas atua\u00e7\u00f5es e a preocupa\u00e7\u00e3o global de coes\u00e3o nos espet\u00e1culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martin Scorcese disse certa vez que o artista \u00e9 algu\u00e9m que \u201cchama a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para as suas obsess\u00f5es\u201d. No caso de \u00daria, as incurs\u00f5es seminais lo fi, a pegada punk inicial, as baladas e o pop mais recente inserem-se numa conjuga\u00e7\u00e3o entre o gosto dos seus f\u00e3s e o descompromisso mental no processo de composi\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas. A sua postura simples, a disponibilidade para abra\u00e7ar v\u00e1rios projetos, tal como a capacidade pr\u00f3pria de se recriar, fazem dele um dos nomes mais talentosos da nova gera\u00e7\u00e3o musical portuguesa. De Lisboa para o Brasil, Samuel \u00daria conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TSXUR7iEYT0\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TSXUR7iEYT0\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No novo trabalho voc\u00ea procurou descolar da pop de \u201cNem Lhe Tocava\u201d. O seu objetivo era n\u00e3o repetir a f\u00f3rmula anterior?<\/strong><br \/>\nSim! Por vezes, gosto de n\u00e3o estar ligado a correntes, \u00e1lbuns ou m\u00fasicas, mesmo que sejam discos meus. Tenho sempre presente a ideia de que o pr\u00f3ximo trabalho poder\u00e1 ser igual ao anterior, se as pessoas estiverem esperando algo diferente, ou mais variado para o caso do p\u00fablico querer uma continuidade. No entanto, tudo isto se relaciona com estados de esp\u00edrito. Muitas vezes, fa\u00e7o recair sobre mim uma intencionalidade que n\u00e3o existe quando componho os temas. Se calhar, o \u201cNem Lhe Tocava\u201d funcionou mais como um disco de rebeldia, em face do meu passado imediato, do que propriamente o trabalho mais recente. O novo \u00e1lbum tem mais baladas, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o patente esse lado pop e \u00e9 dif\u00edcil de promover, porque n\u00e3o tem compactos absolutos, mas \u00e9 o disco que eu queria fazer agora. De fato, agrada-me ser rebelde com quem menos merecia a minha obstina\u00e7\u00e3o, ou seja, as pessoas atentas \u00e0s minhas can\u00e7\u00f5es. Tenho tamb\u00e9m a ilus\u00e3o de que essa atitude poder\u00e1 fazer bem a quem me escuta. A minha disponibilidade para a m\u00fasica n\u00e3o deve estar ligada ao que escrevi, mas ao que ainda irei escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A can\u00e7\u00e3o \u201cForasteiro\u201d, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 mais imediata e apresenta um desafio. Podemos dizer que nela encontramos a mensagem central do disco?<\/strong><br \/>\nExatamente! \u00c9 provavelmente a can\u00e7\u00e3o que tem a mensagem mais dura e quanto mais agreste \u00e9 o recado mais tento a\u00e7ucarar o tema. \u00c9 uma forma quase invari\u00e1vel na minha m\u00fasica. E \u201cForasteiro\u201d passa por esse reconhecimento do mundo como um lugar que \u00e9 por vezes t\u00e3o mal, desagradando-me tanto, e a forma que encontro de pertencer a ele \u00e9 n\u00e3o fazendo parte desse espa\u00e7o. Acaba por ser um paradoxo onde se passam muitas coisas. Mas, por vezes, a forma de tentar fazer qualquer coisa pelo mundo \u00e9 estender a m\u00e3o do lado de fora e exteriorizarmos. O \u00e1lbum fala um pouco de rasgar o meu passaporte n\u00e3o portugu\u00eas, mas sim terrestre. E de achar que se a humanidade nos embara\u00e7a mais vale a pena dar um pontap\u00e9 e come\u00e7ar de novo. No meu novo trabalho, falo tamb\u00e9m de procurar solu\u00e7\u00f5es exteriores \u00e0 esfera das pessoas e ao medo que nos subjuga. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o \u00e9 o p\u00e2nico, para entendermos que o mundo n\u00e3o nos est\u00e1 a proteger e, pelo contr\u00e1rio, limita os indiv\u00edduos. Eu falo em esfera porque penso na figura paradigm\u00e1tica do humanismo: o homem de Vitr\u00favio, de Leonardo da Vinci (definindo o c\u00e2none das propor\u00e7\u00f5es). E \u00e0s vezes a propor\u00e7\u00e3o humana \u00e9 uma esfera que limita o homem \u00e0 sua pr\u00f3pria grandeza. O problema reside no fato da dimens\u00e3o poder significar mesquinhez, pequenez e um conjunto de solu\u00e7\u00f5es, sem resolu\u00e7\u00e3o, fora dessa classe. As alternativas aparecem em espa\u00e7os no disco e n\u00e3o se trata de um \u00e1lbum pessimista na medida em que faz homenagem a pessoas, e a atos dos indiv\u00edduos, quase acreditando que existem pessoas e sentimentos maiores do que a esp\u00e9cie humana no seu todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a colabora\u00e7\u00e3o com a M\u00e1rcia em \u201cEu Seguro\u201d?<\/strong><br \/>\nFoi quase uma urg\u00eancia. Conhe\u00e7o M\u00e1rcia desde o final de 2008, quando ela come\u00e7ou a escrever can\u00e7\u00f5es. Ela assistiu a um show de lan\u00e7amento do meu EP \u201cSamuel \u00daria Em Bruto\u201d, que promovi em conjunto com o B Fachada (na \u00e9poca ele tinha editado o \u00e1lbum \u201cViola Braguesa\u201d). E, como a M\u00e1rcia queria dar os primeiros passos nas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, convidou-me para ser o \u201capoio\u201d dela num concerto que deu depois no Cabaret Maxime, em Mar\u00e7o de 2009. Houve uma grande sintonia quando nos conhecemos e em palco confirmou-se a ideia de afinidade (quando cantamos algumas can\u00e7\u00f5es juntos), ficamos muito amigos desde esse momento e fizemos v\u00e1rias colabora\u00e7\u00f5es depois do show. Por isso, era quase aviltante n\u00e3o existir nada registado em disco e quando escrevi as can\u00e7\u00f5es de \u201cGrande Medo do Pequeno Mundo\u201d compus um dueto e era \u00f3bvio que a M\u00e1rcia tinha de interpretar a personagem feminina do tema. Embora n\u00e3o seja uma m\u00fasica que fosse suposto ela encarn\u00e1-la, a do\u00e7ura redentora da M\u00e1rcia faz um contraponto com a minha figura mais agreste. Ainda bem que ela aceitou o convite e tem sido uma faixa bem recebida, com v\u00e1rias partilhas no Facebook e algum airplay radiof\u00f4nico. Sendo uma balada, \u00e9 tamb\u00e9m uma can\u00e7\u00e3o dura, de cinco minutos e meio, e as pessoas t\u00eam tido muita paci\u00eancia para a escutar. Sinto-me feliz que a M\u00e1rcia tamb\u00e9m tenha contribu\u00eddo para isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SrHm-4X99fI\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SrHm-4X99fI\"><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As suas can\u00e7\u00f5es refletem um sentido de comunidade muito forte. Atribui esse fato \u00e0 crise econ\u00f4mica em que vivemos em Portugal ou a uma caracter\u00edstica do Samuel \u00daria?<\/strong><br \/>\nSinto que antes de ter a no\u00e7\u00e3o de crise eu j\u00e1 estava voltado para o coletivo. Adquiri esse sentido de comunidade quando eu pr\u00f3prio, como cidad\u00e3o, fui chamado a participar em projetos de outras pessoas. Muitas vezes, em entrevistas na imprensa, r\u00e1dio ou televis\u00e3o perguntam-me quais s\u00e3o os artistas portugueses que eu considero mais relevantes. Sem qualquer esp\u00e9cie de falsidade, s\u00f3 me ocorrem pessoas que est\u00e3o pr\u00f3ximas, minhas amigas ou com quem j\u00e1 estabeleci encontros criativos. O sentido comunit\u00e1rio est\u00e1 muito enraizado na nova cena musical portuguesa, que surgiu na segunda metade dos anos 2000 com as net labels. Para al\u00e9m da qualidade da escrita de muita gente, a identidade desse segmento passa muito por querermos participar nos trabalhos ou shows dos outros colegas e vice-versa e de nos juntarmos depois dos espet\u00e1culos para confraternizarmos. Das velhas figuras (ligadas ao boom do rock portugu\u00eas de 1980), apesar de muitos m\u00fasicos se darem bem tamb\u00e9m existia o lado contr\u00e1rio. Nunca como agora se verificou um esp\u00edrito de solidariedade que n\u00e3o se limita \u00e0s pessoas cong\u00e9neres com uma sonoridade semelhante a estabelecerem parcerias, mas tamb\u00e9m se d\u00e1 o caso de artistas com p\u00fablicos d\u00edspares colaborarem em discos de m\u00fasicos diferenciados. Isso nunca aconteceu em Portugal e no Brasil \u00e9 comum uma Daniela Mercury e a Maria Beth\u00e2nia cantarem m\u00fasicas de Chico C\u00e9sar, por exemplo. Claro que temos um espectro mais limitado e n\u00e3o h\u00e1 tanta gente na m\u00fasica alternativa colaborando entre si, mas o que acontece agora seria impens\u00e1vel h\u00e1 10 anos. O fato de alguns projetos, em Portugal, repescarem alguns \u00edcones dos anos 80 representa um lado musical assumido nessas escolhas. Na realidade, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma homenagem, mas tamb\u00e9m uma sensa\u00e7\u00e3o de que poder\u00e1 acontecer um enriquecimento no contato com essas gera\u00e7\u00f5es, aproximando-se de um per\u00edodo mais parecido com aquele que conhecemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encontra algumas refer\u00eancias na nova cena musical brasileira?<\/strong><br \/>\nA nova cena brasileira \u00e9 muito respeitosa com o que aconteceu anteriormente e os grandes nomes, de h\u00e1 20 ou 30 anos atr\u00e1s, continuam a fazer m\u00fasica t\u00e3o atual, que \u00e9 indesment\u00edvel e impens\u00e1vel dizer que ela n\u00e3o me influencia. Apesar de eu ser um consumidor de m\u00fasica brasileira, enquanto escritor de can\u00e7\u00f5es o que sempre me fascinou nela \u00e9 a elasticidade da l\u00edngua e o descompromisso com f\u00f3rmulas. \u00c9 incr\u00edvel a maneira como o portugu\u00eas do Brasil se reinventa. \u00c0s vezes isso acontece de uma forma muito prim\u00e1ria que n\u00e3o me agrada, mas a ideia de mexer no portugu\u00eas como se fosse plasticina sem o corromper \u00e9 muito interessante. Eu gosto bastante de Marcelo Camelo e do Los Hermanos por serem artistas da minha gera\u00e7\u00e3o. Sempre os escutei n\u00e3o como uma influ\u00eancia, mas como algo que est\u00e1 acontecendo ao mesmo tempo que eu fa\u00e7o algo diferente. N\u00e3o os ou\u00e7o tanto como Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Tim Maia ou Raul Seixas. Se estes m\u00fasicos tivessem aparecido agora, emprestar-lhes-ia os meus ouvidos, aten\u00e7\u00e3o, devo\u00e7\u00e3o e muito interesse musical. Mas, por estarem acontecendo no momento presente, nunca os iria identificar como refer\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para onde pretende levar a sua m\u00fasica no futuro?<\/strong><br \/>\nO maior favor que eu fa\u00e7o \u00e0 minha m\u00fasica \u00e9 n\u00e3o premedit\u00e1-la demasiado com projetos. Mas, uma das coisas que gostava de fazer \u00e9 regressar ao lo fi, at\u00e9 para alternar um disco de est\u00fadio com outro caseiro. Tenho funcionado mais ou menos assim. Depois do \u201cGrande Medo do Pequeno Mundo\u201d, agradava-me fazer um disco que n\u00e3o s\u00f3 fosse caseiro na sua grava\u00e7\u00e3o e na sua sonoridade, mas tamb\u00e9m familiar na repercuss\u00e3o que possa ter. \u00c9 poss\u00edvel que n\u00e3o seja descoberto na altura, mas futuramente as pessoas achar\u00e3o gra\u00e7a e deixar\u00e1 de estar nas minhas m\u00e3os o impacto do \u00e1lbum. Para al\u00e9m disso, brevemente, gostava de voltar ao rock n\u00b4roll, porque ele n\u00e3o foi abundante no atual trabalho. Quero voltar a uma sonoridade mais crua, com guitarras sujas e regressar aos primeiros shows, um pouco mais adolescentes. Mas, n\u00e3o ser\u00e1 um disco solo, porque pretendo incluir mais m\u00fasicos no disco. Apetece-me ficar fatigado em palco e sentir o peso da idade (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18494\" title=\"samuel1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/samuel1.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p>&#8211; Pedro Salgado (siga&nbsp;<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado&nbsp;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><br \/>\n&#8211; Fotos por Rita Carmo. Conhe\u00e7a o trabalho: <a href=\"http:\/\/ritacarmo.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/ritacarmo.blogspot.com.br\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Download: Projeto Visto -&gt; Reaproximando Brasil e Portugal com m\u00fasica (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/03\/download-projeto-visto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A nova cena portuguesa: Manuel F\u00faria (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/07\/entrevista-manuel-furia\/\">aqui<\/a>), Salto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/21\/a-nova-cena-portuguesa-salto\/\">aqui<\/a>), Os Pontos Negros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/19\/entrevista-os-pontos-negros-2\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;\u00c9 incr\u00edvel a maneira como o portugu\u00eas do Brasil se reinventa. \u00c0s vezes isso acontece de uma forma muito prim\u00e1ria&#8221;&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/11\/a-nova-cena-portuguesa-samuel-uria\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47,908],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18493"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56340,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493\/revisions\/56340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}