{"id":18333,"date":"2013-05-31T15:33:55","date_gmt":"2013-05-31T18:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18333"},"modified":"2024-08-29T15:19:15","modified_gmt":"2024-08-29T18:19:15","slug":"optimus-primavera-sound-2013-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/optimus-primavera-sound-2013-porto\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7\u00e3o: Optimus Primavera Sound Porto 2013 brilha com shows de Blur, Nick Cave, Breeders e My Bloody Valentine"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Fotos, v\u00eddeos e texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong>DIA 01 &#8211; 30\/05 &#8211; Quinta-Feira<\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira noite de sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o Primavera Sound do Porto ofereceu a seus espectadores uma boa amostra de sua proposta de ser um festival pequeno, mas com alto n\u00edvel de apresenta\u00e7\u00f5es. S\u00f3 os dois palcos principais foram utilizados na noite dessa quinta-feira (30), com oito shows rolando a partir das 17 horas, mas n\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o tenha sido um grande dia no Parque da Cidade, em Matosinhos \u2013 uma esp\u00e9cie de Santo Andr\u00e9 portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83176\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto311.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto311.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto311-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras horas do Primavera Porto reservavam shows de Guadalupe Prata, Wild Nothing e Merchandise, mas o cansa\u00e7o da viagem entre Lisboa e Porto (aproximadamente quatro horas de \u00f4nibus) fez com que a reportagem do Scream &amp; Yell chegasse ao local j\u00e1 perto do p\u00f4r do sol, na hora quase exata de ver as Breeders. Na dupla fila para a entrada (uma para trocar o bilhete pela pulseira, e outra para entrar no recinto), o que se ouvia era uma confus\u00e3o de l\u00ednguas. Com alta presen\u00e7a de estrangeiros, d\u00e1 at\u00e9 para dizer que o ingl\u00eas \u00e9 a l\u00edngua oficial do festival, sobrepujando o portugu\u00eas. Enfim&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83178\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comemorando 20 anos do lan\u00e7amento de \u201cLast Splash\u201d, n\u00e3o se pode deixar de dizer que as Breeders tenham chegado ao Porto j\u00e1 com o jogo ganho. Afinal, n\u00e3o \u00e9 todo dia que se v\u00ea um repert\u00f3rio com petardos como \u201cCannonball\u201d e \u201cDivine Hammer\u201d sendo interpretados de maneira fiel. Mesmo com o cen\u00e1rio totalmente favor\u00e1vel, as irm\u00e3s Deal n\u00e3o se acomodaram no palco Optimus [marca de telefonia celular que patrocina o evento]. Muito \u00e0 vontade, com incont\u00e1veis sorrisos durante a apresenta\u00e7\u00e3o, Kelley e Kim mostraram a ess\u00eancia do rock \u201cloud-quiet-loud\u201d que deixou marcas profundas na m\u00fasica de hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83179\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto5-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto5-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto5-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um show empolgado, que lutou contra o vento g\u00e9lido e a noite que come\u00e7ava a cair, a banda esquentou cora\u00e7\u00f5es em \u201cDrivin\u2019 on 9\u201d, balada cheia de do\u00e7ura e afeto country, gra\u00e7as especialmente ao violino de Carrie Bradley. Depois de \u201cLast Splash\u201d executado na \u00edntegra, ainda sobrou tempo para outra facada no cora\u00e7\u00e3o: \u201cDon\u2019t Call Home\u201d. Se esse show passar na sua frente (as Breeders tem turn\u00ea marcada para o Brasil em julho), n\u00e3o hesite em ir, caro leitor. Divers\u00e3o garantida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83182\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima atra\u00e7\u00e3o da noite eram os Dead Can Dance, mas a fome batia fundo na barriga, de maneira que o show do grupo australiano foi trocado por uma boa ronda na pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o do festival. Um dos pontos altos do evento, o local at\u00e9 parecia pequeno para suportar o p\u00fablico esperado pela organiza\u00e7\u00e3o (entre 20 e 30 mil pessoas), mas funcionava bem, com filas r\u00e1pidas e vastas op\u00e7\u00f5es. Quer exemplos? Comidas t\u00edpicas do Porto como sandu\u00edches de leit\u00e3o, francesinhas (esp\u00e9cie de lanche com queijo, carne de porco e molho por fora) e tripa de porco, se misturavam a nachos, lanches de churrasco argentino, kebabs e barracas da Pizza Hut e da KFC. (Ainda bem que tem mais dois dias de festival para tentar experimentar um pouco de cada coisa, porque sen\u00e3o faltaria est\u00f4mago para a brincadeira).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83183\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, n\u00e3o sobrou pedra sobre pedra quando Nick Cave e os Bad Seeds subiram ao palco Optimus. Em um show cujo \u00fanico pecado foi a curta dura\u00e7\u00e3o (65 minutos, aproximadamente), o australiano estabeleceu desde o in\u00edcio um clima sombrio e explosivo, unindo o repert\u00f3rio de seu novo \u00e1lbum, \u201cPush the Sky Away\u201d, a porradas como \u201cRed Right Hand\u201d, \u201cFrom Her to Eternity\u201d e \u201cTupelo\u201d. Escudado pela banda capitaneada pelo barbudo Warren Ellis, Cave passou mais de metade do show agarrado \u00e0 plateia, se exibindo e impondo fortes emo\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico, entre o tr\u00e1gico, a raiva e uma forte tens\u00e3o sexual, al\u00e9m, \u00e9 claro, do gostinho de \u201cquero mais\u201d ao final da faixa-t\u00edtulo de seu mais recente disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83184\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, Bradford Cox e seus companheiros de Deerhunter exibiram um universo particular e obsessivo no palco Super Bock. Donos de um pop esquisit\u00e3o e guitarreiro, os americanos calcaram seu repert\u00f3rio no mais recente disco da banda, \u201cMonomania\u201d, lan\u00e7ado em maio \u00faltimo. Saudando o \u201cPrimavera Sound como o melhor festival do mundo\u201d, a banda fez um show para ser curtido com calma, mais para ser escutado curtindo o clima do Parque da Cidade do que se esfor\u00e7ando na ponta dos p\u00e9s para ver o que acontecia no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83190\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os calcanhares j\u00e1 pediam arrego e as pernas tremiam de frio, mas a programa\u00e7\u00e3o do Primavera Porto ainda reservava uma boa atra\u00e7\u00e3o a seus frequentadores: James Blake. Badalado pelo lan\u00e7amento de seu segundo \u00e1lbum, \u201cOvergrown\u201d, Blake encerrou a noite em uma apresenta\u00e7\u00e3o marcada pela transi\u00e7\u00e3o. Se em seu primeiro \u00e1lbum havia forte pesquisa sobre texturas e vocaliza\u00e7\u00f5es, agora o ingl\u00eas parece interessad\u00edssimo em ritmos e batidas, na mistura do org\u00e2nico com o eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83187\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/poro10-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/poro10-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/poro10-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em disco, a proposta parece limitada e n\u00e3o inovadora, mas ao vivo as can\u00e7\u00f5es do novo trabalho funcionaram bem, com destaque para a dobradinha emocional da faixa-t\u00edtulo e de \u201cRetrograde\u201d, que encerrou a apresenta\u00e7\u00e3o. Entretanto, as baladas contempor\u00e2neas e pungentes do primeiro \u00e1lbum (como \u201cWilhelm Scream\u201d, \u201cUnluck\u201d e a releitura de \u201cLimit to Your Love\u201d) parecem ter perdido for\u00e7a ao serem contaminadas pelas batidas, afastando-se do clima et\u00e9reo que fez a fama de Blake h\u00e1 dois anos. Pelo sim, pelo n\u00e3o, uma sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 certa: os pr\u00f3ximos caminhos que o ingl\u00eas seguir\u00e1 merecem muita aten\u00e7\u00e3o. A conferir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"James Blake - Voyeur - Primavera Porto\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UjZKuyOttRk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Na sa\u00edda, a dispers\u00e3o foi tranquila, apesar da grande quantidade de pessoas que ficaram no Parque da Cidade at\u00e9 o final da noite, l\u00e1 pelas tr\u00eas da madrugada. Diversos \u00f4nibus destacados pelo festival faziam o percurso de Matosinhos at\u00e9 o centro do Porto, em pouco menos de meia hora. Se faltaram explica\u00e7\u00f5es no site e durante o evento, sobrou boa vontade, em uma fila que andava bem, mas ainda assim pedia de 15 a 20 minutos de espera. Fica a expectativa para ver como a coisa vai rolar nessa sexta-feira, que traz shows de Daniel Johnston, Swans, Grizzly Bear, a sensa\u00e7\u00e3o Savages e o t\u00e3o aguardado retorno dos ingleses do Blur. Simbora.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83189\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 02 &#8211; 31\/05 &#8211; Sexta-Feira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sol apareceu t\u00edmido no segundo dia de shows do Optimus Primavera Sound, mas isso n\u00e3o foi empecilho para que quase 30 mil pessoas apreciassem a beleza do Parque da Cidade. Chegando ao recinto mais cedo que no dia anterior, a reportagem do Scream &amp; Yell pode confirmar o entusiasmo de Jos\u00e9 Barreiro, diretor do evento, acerca do local \u2013 embora n\u00e3o tenha sido dessa vez que encontramos os patos e coelhos. Uma pena.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83189\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto4-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83191\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto6-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, ao come\u00e7ar seus shows apenas no final da tarde, e estend\u00ea-los at\u00e9 a madrugada, o Primavera Porto perde um bocado de seu charme por n\u00e3o explorar em m\u00e1xima pot\u00eancia o lugar onde se estabeleceu, incluindo uma bacanuda vista para o mar e lugares incr\u00edveis para ver o p\u00f4r-do-sol. O clima que se via, pelo menos nas primeiras horas da sexta-feira, era o de um t\u00edpico festival de ver\u00e3o, mas com coroas de flores substituindo tiaras piscantes e casacos no lugar dos biqu\u00ednis, para tristeza (n\u00e3o s\u00f3) dos muitos ingleses que sa\u00edram da terra da Rainha rumo a Portugal para ver o Blur. A viagem certamente deve ter valido a pena, mas vamos com calma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83188\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto2-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira miss\u00e3o obrigat\u00f3ria do dia era Daniel Johnston, \u00e0s 20h, no palco curado pela organiza\u00e7\u00e3o do festival All Tomorrow\u2019s Parties, que por vezes sofria com a interfer\u00eancia do som do show dos Local Natives, acontecendo no mesmo hor\u00e1rio no palco Optimus. Se a apresenta\u00e7\u00e3o de Johnston era um risco \u2013 \u00e9 raro o artista encontrar-se com grandes plateias, por culpa de seus problemas mentais \u2013, o que se viu na hora foi um espet\u00e1culo da sobreviv\u00eancia e da for\u00e7a da arte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Daniel Johnston - Devil Town\/True Love Will Find You in The End\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Fdrufl42vAc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhado por uma banda local (Johnston n\u00e3o tem grupo de apoio fixo, o que flexibiliza suas viagens) que deixou a desejar em alguns momentos, o norte-americano enterneceu as milhares de pessoas presentes com suas can\u00e7\u00f5es apaixonadas e inacredit\u00e1veis de t\u00e3o simples, como \u201cSpeeding Motorcycle\u201d e \u201cCasper the Friendly Ghost\u201d. No bis, com pedidos encarecidos do p\u00fablico, Johnston fez uma bela dobradinha com \u201cDevil Town\u201d e o hino \u201cTrue Love Will Find You in The End\u201d, um \u201cdesejo de Natal para voc\u00eas todos\u201d, como disse o cantor debaixo dos \u00faltimos raios do sol.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83196\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/swans.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/swans.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/swans-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicialmente o plano da noite seguia com um show de Rodriguez, mas o her\u00f3i de \u201cSearching for Sugar Man\u201d desmarcou sua apresenta\u00e7\u00e3o por problemas de sa\u00fade, sendo substitu\u00eddo pelos portugueses do M\u00e3o Morta, rivalizando no hor\u00e1rio com o Swans, que naquele momento incendiava o mundo em um dos palcos principais do dia. Reformada em 2010 ap\u00f3s treze anos de sil\u00eancio, a banda nova-iorquina mostrou porque tem sido t\u00e3o aclamada desde o lan\u00e7amento de \u201cThe Seer\u201d, um dos discos mais instigantes de 2012.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Swans ao vivo no Optimus Primavera Sound 2013\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yCjdsGFCO3I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com cerca de uma hora e meia de dura\u00e7\u00e3o, a apresenta\u00e7\u00e3o do Swans foi um verdadeiro teste de resist\u00eancia f\u00edsica, valendo tanto para os m\u00fasicos, exigidos demais pelo comando do sargento-vocalista Michael Gira, como para a plateia, que ficou com o ouvido zumbindo em ru\u00eddo e \u00eaxtase. \u00c9 de se admirar uma banda que imponha tanta tens\u00e3o de uma vez s\u00f3, impulsionada pelo trabalho do baterista Phil Puleo e do percussionista Thor Harris, ambos incans\u00e1veis. Ao final do show, uma pergunta insistia na cabe\u00e7a: \u201conde \u00e9 que foi parar a minha audi\u00e7\u00e3o?\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83200\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto3-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto3-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto3-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, ela n\u00e3o foi parar muito longe, presente o suficiente para assistir ao Grizzly Bear com toda a calma que o grupo do Brooklyn merece. Clim\u00e1tico, o concerto da banda teve ampla base no repert\u00f3rio do \u00e1lbum \u201cShields\u201d, e contou com uma bela sintonia entre o vocalista Edward Droste, o guitarrista Daniel Rossen e o baixista Chris Taylor, especialmente no que diz respeito \u00e0 divis\u00e3o vocal das can\u00e7\u00f5es. Um show bem bonito, mas que perdeu algo de sua for\u00e7a por contar com uma plateia que curtiu o repert\u00f3rio, mas respondeu pouco aos incentivos de Droste, n\u00e3o encaixando a pe\u00e7a que faltava para que a apresenta\u00e7\u00e3o se tornasse algo maior.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83201\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto7-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bem da verdade, \u00e9 bom que se diga que, at\u00e9 ali, nenhum momento do festival trouxe aquela comunh\u00e3o entre p\u00fablico e artistas, com milhares de pessoas cantando juntas, um ingrediente vital para que um espet\u00e1culo se torne inesquec\u00edvel. Repare bem, caro leitor: at\u00e9 ali, porque o Blur logo trataria de transformar o Parque da Cidade em uma festa sem um momento de queda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83202\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto8-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bordo de um caminh\u00e3o de hits, os ingleses abriram caminho com \u201cGirls &amp; Boys\u201d, seguindo com \u201cPopscene\u201d e \u201cBeetlebum\u201d, com direito a um Damon Albarn endiabrado provocando a plateia com \u00e1gua e megafones. Graham Coxon, por sua vez, extra\u00eda maravilhas de sua Telecaster, brilhando em \u201cCoffee &amp; TV\u201d e no incr\u00edvel solo de \u201cThis is a Low\u201d \u2013 esta \u00faltima, dedicada ao povo portugu\u00eas, \u201cque mora perto do mar\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83203\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto9-copiar-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da quantidade de sucessos que o Blur tem nas mangas, \u00e9 impressionante a capacidade da banda de enfileir\u00e1-los de maneira magistral, alternando petardos dan\u00e7antes com baladas acachapantes. A sequ\u00eancia com \u201cTender\u201d (de fazer chorar, s\u00f3 isso), \u201cCountry House\u201d, \u201cParklife\u201d e \u201cEnd of the Century\u201d \u00e9 prova clara disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83204\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto10-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto10-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto10-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No bis, Albarn fez quest\u00e3o de valer o verso \u201chere\u2019s your lucky day\u201d, brindando o p\u00fablico com interpreta\u00e7\u00f5es apaixonadas de \u201cUnder the Westway\u201d (single lan\u00e7ado em 2012 pela banda junto \u00e0 especial caixa \u201c21\u201d), \u201cFor Tomorrow\u201d e \u201cThe Universal\u201d. A brincadeira podia parar por a\u00ed, mas ainda havia espa\u00e7o para um bate cabe\u00e7a desenfreado a gastar toda a energia restante, em&#8230; sim, voc\u00ea adivinhou, \u201cSong 2\u201d. Yoo-hoo!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83199\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto1-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 03 &#8211; 01\/06 &#8211; Sexta-Feira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da arrasadora invas\u00e3o inglesa do Blur no segundo dia do Optimus Primavera Sound, o s\u00e1bado de encerramento do festival prometia muito ru\u00eddo e guitarras no talo, com um cartaz que inclu\u00eda Dinosaur Jr, Explosions in the Sky e o esperad\u00edssimo show do My Bloody Valentine.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83207\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto21-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto21-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto21-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o dia come\u00e7ou de maneira mais leve, com uma passada na praia de Matosinhos (com algumas garotas fazendo topless e muitas, mas muitas gaivotas) e o show ensolarado do grupo catal\u00e3o Manel, aplaudido pelos muitos espanh\u00f3is presentes e com boa veia pop, como demonstra a divertida \u201cTeresa Rampell\u201d, que encerrou a passagem da banda no palco Optimus. Uma das boas surpresas a serem pesquisadas com calma ap\u00f3s o festival, diga-se de passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83208\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto31-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto31-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto31-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, J Mascis, Lou Barlow e Kyle Spence fizeram uma apresenta\u00e7\u00e3o para nenhum f\u00e3 de guitarras distorcidas botar defeito. Com apenas uma hora de dura\u00e7\u00e3o, o tempo passou r\u00e1pido durante o show do grupo norte-americano, que trouxe ao Porto um caminh\u00e3o de hits indies, como \u201cSludgefeast\u201d, \u201cFeel the Pain\u201d e \u201cWatch the Corners\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83209\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto41-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto41-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto41-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como de praxe, escudado por uma parede de amplificadores Marshall, J Mascis deliciava os presentes com grandes riffs e solos, enquanto Lou Barlow cuidava do peso e dos momentos mais din\u00e2micos da apresenta\u00e7\u00e3o, que teve um bate cabe\u00e7a old school (daqueles de pedir desculpa depois de uma cotovelada sem querer) e a participa\u00e7\u00e3o especial de Pink Eyes, vocalista do Fucked Up. Isso para n\u00e3o falar nas l\u00e1grimas, velhas companheiras, a cair quando o Dinosaur Jr mostrou em palco uma das maiores releituras da hist\u00f3ria do rock: \u201cJust Like Heaven\u201d. Amor define, s\u00f3 amor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dinosaur Jr - Just Like Heaven - Primavera Porto\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NWss9F2UWRc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mal deu tempo de processar o show do Dinosaur Jr, porque logo depois, \u00e0s 21h30, o The Sea And Cake se apresentava no palco ATP. Entre o pop, o rock, uma ou outra sofistica\u00e7\u00e3o que remete ao jazz e uma boa pitada de soul de branco, o grupo de Chicago fez um bonito trabalho na cidade portuguesa, com destaque para o vocalista\/guitarrista Sam Prekop. Belo jeito de encerrar a parte diurna do Optimus Primavera Sound, com um c\u00e9u em belo d\u00e9grad\u00e9, que casava com as can\u00e7\u00f5es aconchegantes da banda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dinosaur Jr - Feel The Pain - Primavera Porto\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pKE9bANNPh8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/explosions-in-the-sky-em-sp-e-no-rio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rec\u00e9m-chegados do Rio de Janeiro<\/a>, o Explosions in the Sky foi amostra viva de que as guitarras est\u00e3o longe de morrer na m\u00fasica de hoje. \u00c9 de se admirar boquiaberto a intera\u00e7\u00e3o entre Munaf Rayani, Michael James e Mark Smith, tr\u00eas empolgad\u00edssimos guitarristas que sabem o que est\u00e3o fazendo no palco e, desde o in\u00edcio, convidam a plateia para sonhar junto consigo (literalmente, com sotaquinho e tudo, da mesma maneira que os shows recentes no Brasil). N\u00e3o \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil: foi s\u00f3 fechar os olhos e se deixar levar pela beleza de m\u00fasicas como \u201cYour Hand In Mine\u201d e \u201cThe Only Moment We Were Alone\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83210\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto51-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto51-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto51-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia inicial a seguir era conferir se <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/16\/o-hype-e-a-estreia-do-savages\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o hype das Savages<\/a> era tudo isso mesmo, mas antes foi necess\u00e1ria uma pequena pausa para o descanso das pernas e o reabastecimento do est\u00f4mago. Superlotando a tenda da Pitchfork, palco mais isolado dos quatro deste Optimus Primavera Sound, o grupo londrino empolgava os presentes, em um show cheio de energia, temperado pela for\u00e7a da baterista Fay Milton e pelo esperto jogo de luzes em p&amp;b. Em disco, as can\u00e7\u00f5es de \u201cSilence Yourself\u201d pouco agradaram este escritor, mas, apesar de uma meia d\u00fazia de clich\u00eas (Siouxsie Sioux mandou um beijo), ao vivo a banda funciona bem demais, gerando a d\u00favida se n\u00e3o merecia estar trocando de lugar com o Liars, que simultaneamente se apresentava no palco Super Bock. Seja como for, as Savages merecem o selo \u201cse passar na sua frente, v\u00e1 ver\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83211\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto61-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto61-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto61-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de gravar um disco ap\u00f3s ficar 22 anos longe dos est\u00fadios, e pelo menos h\u00e1 uma d\u00e9cada e meia sem encarar uma grande turn\u00ea, o My Bloody Valentine chegou ao Porto debaixo de fortes expectativas dos presentes. Kevin Shields e seus companheiros, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o bobos para se deixar engolir por uma coisa boba como a expectativa, e resolveram afund\u00e1-la num mar de guitarras noisy, teclados e muito, mas muito ru\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83212\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto71-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto71-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto71-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 bom que fique claro que o ru\u00eddo do MBV n\u00e3o \u00e9 qualquer ru\u00eddo. Em uma determinada passagem do show, Kevin Shields percebe um problema em um pedal, e demora alguns minutos na busca da corre\u00e7\u00e3o. Na espera, algu\u00e9m na plateia grita: \u201cUse another fuzz, man!\u201d. Shields ignora, e ap\u00f3s encontrar o timbre correto, diz sutilmente \u201cTechnical issues\u201d, para risos dos presentes, que se deliciaram com um repert\u00f3rio calcado no cl\u00e1ssico \u201cLoveless\u201d, enquanto o recente \u201cm b v\u201d foi lembrado apenas de passagem (\u201cNew You\u201d).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83213\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto81-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto81-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto81-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se Kevin Shields brilha com os pedais, Bilinda Butcher \u00e9 s\u00f3 finesse durante o show inteiro \u2013 ainda que parte de sua gra\u00e7a se perca, propositadamente, com os vocais enterrados na equaliza\u00e7\u00e3o. A bem da verdade, no Porto, o My Bloody Valentine mostrou que, assim como a zoeira, tamb\u00e9m n\u00e3o tem limites. Duvida? O que voc\u00ea diria se uma banda te desafiasse com oito minutos de puro barulho (no melhor sentido do termo), executado em um volume ensurdecedor? Pois \u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"My Bloody Valentine - Primavera Porto\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/brjPiZvHygs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi com os ouvidos zumbindo que o Scream &amp; Yell se despediu do Optimus Primavera Sound, um festival falado em portugu\u00eas, mas sem grandes filas ou pre\u00e7os abusivos (o passe geral para os tr\u00eas dias de evento custava entre 100 e 125 euros; o bilhete di\u00e1rio, 55 euros) e com um cuidado especial com o espectador.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83214\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto101-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto101-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto101-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a inten\u00e7\u00e3o de mostrar novos nomes apareceu menos do que o esperado, a componente revivalista do evento funcionou de maneira espetacular, com grandes shows de Blur, Nick Cave, Breeders e My Bloody Valentine. E ano que vem tem mais: para 2014, vale a pena ir juntando as moedinhas, porque o Primavera Porto (assim como seu irm\u00e3o mais velho, de Barcelona), j\u00e1 anunciou o Neutral Milk Hotel como headliner. Promessa de fortes emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83215\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto111-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto111-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/porto111-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Capelas (<\/span><a style=\"text-align: justify;\" href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas<\/a><span style=\"text-align: justify;\">) \u00e9 jornalista, escreve para o Scream &amp; Yell desde 2010 e assina o blog <\/span><a style=\"text-align: justify;\" href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pergunte ao Pop<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Queremos ser um bom festival m\u00e9dio&#8221;, diz diretor do Optimus Primavera Sound Porto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/17\/entrevista-jose-barreiro-do-primavera-porto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Diretor do Primavera Sound Barcelona, Alberto Guijarro conversa com o Scream &amp; Yell (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/29\/entrevista-alberto-guijarro-primavera-sound\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Diretor do Primavera Sound Barcelona, Alberto Guijarro conversa com o Scream &amp; Yell (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/29\/entrevista-alberto-guijarro-primavera-sound\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Primavera Sound 2010: o que de melhor aconteceu no festival, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2010\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Primavera Sound 2011: o que de melhor aconteceu no festival, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2011\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Primavera Sound 2012: o que de melhor aconteceu no festival, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2012\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Componente revivalista funciona de forma espetacular com grandes shows de Blur, Nick Cave, Breeders e My Bloody Valentine\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/optimus-primavera-sound-2013-porto\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":83174,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[94,732,92,47,93],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18333"}],"version-history":[{"count":41,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83220,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333\/revisions\/83220"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83174"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}