{"id":18308,"date":"2013-05-31T09:45:10","date_gmt":"2013-05-31T12:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18308"},"modified":"2020-11-09T00:13:17","modified_gmt":"2020-11-09T03:13:17","slug":"explosions-in-the-sky-em-sp-e-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/explosions-in-the-sky-em-sp-e-no-rio\/","title":{"rendered":"Explosions In The Sky em SP e no Rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18309\" title=\"eis1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Explosions In The Sky &#8211; Comedoria do SESC Belenzinho \u2013 22\/05\/2013<br \/>\nPor <a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Fotos <a href=\"http:\/\/ihateflash.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">I Hate Flash<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu era professor (vai tempo a\u00ed), assisti a uma aula especial do fil\u00f3sofo Mario Sergio Cortella na PUC. Era 2003, e ele j\u00e1 falava do senso de inadequa\u00e7\u00e3o que temos com o ritmo das mudan\u00e7as no mundo atual. &#8220;Ora&#8221;, ele dizia, &#8220;as pessoas ficam falando que o mundo est\u00e1 mudando. Mas ele sempre mudou! O que \u00e9 diferente hoje \u00e9 a velocidade desta mudan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa lembran\u00e7a me veio \u00e0 cabe\u00e7a quando o trem da Linha 3 \u2013 Vermelha do Metr\u00f4 cortava velozmente as vias feias daquele confuso entroncamento da Zona Leste paulistana, logo ap\u00f3s presenciar o Explosions In The Sky tocar no SESC Belenzinho. Especificamente porque, num primeiro momento, a f\u00f3rmula da banda de explorar sil\u00eancios e longas pausas mel\u00f3dicas (ou melodias pontuadas por acordes esparsos) para depois explodir em catarse instrumental me parecera n\u00e3o funcionar t\u00e3o bem ao vivo \u2013 como se os sil\u00eancios n\u00e3o fossem c\u00f4modos, como se fosse dif\u00edcil manter a concentra\u00e7\u00e3o naqueles momentos em que nada se faz escutar, mas algo se diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia sido um dia intenso: comunicar uma not\u00edcia dolorosa a pessoas queridas, ler inadvertidamente o trecho mais violento do \u201cDesonra\u201d (J. M. Coetzee), redigir cartas que deveriam anunciar o fim de um ciclo de uma vida \u2013 e receber o carinho das pessoas que foram destinat\u00e1rias de tal not\u00edcia. Muitos est\u00edmulos, e poderiam ter passado batido, conformando um dia como todos os outros, n\u00e3o fosse o Explosions In The Sky lembrar aos 600 presentes que lotaram a Comedoria do SESC Belenzinho que precisamos de tempo. Tempo para ouvir, para ver, e, sobretudo, para sentir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o guitarrista Munaf Ravani come\u00e7ou o show, anunciou, em bom portugu\u00eas, que era um sonho estar tocando no Brasil, e nos convidou a fechar os olhos e sonhar junto com a banda. Seguiu-se \u201cThe Only Moment We Were Alone\u201d e o transe poderia ser f\u00e1cil \u2013 salvo raras exce\u00e7\u00f5es, o p\u00fablico estava muito mais respeitoso do que aquilo que estamos tristemente acostumados a ver. O som vai se desenrolando, praticamente sem intervalo entre uma faixa e outra, e observa-se muito nitidamente a influ\u00eancia do Mogwai na banda. E observa-se, principalmente, o inc\u00f4modo do sil\u00eancio. Como parece ser dif\u00edcil, em meio a tanto para-e-explode, manter a concentra\u00e7\u00e3o nos momentos tranquilos. \u00c9 como se a catarse nos acostumasse mal, e nem bem uma termina, j\u00e1 queremos a pr\u00f3xima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 esse nosso problema? Somos vorazes em nossa velocidade, queremos prazer imediato e nem saber o que foi tal prazer. Poste-se no Facebook, conte-se numa situa\u00e7\u00e3o onde se possa fazer inveja, e siga para o pr\u00f3ximo &#8220;momento marcante&#8221;. E n\u00e3o tenha intervalos, o sil\u00eancio \u00e9 igual \u00e0 morte. Assim o mundo parece ter ficado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Postcard from 1952&#8221;, do disco mais recente, \u201cTake Care, Take Care,Take Care\u201d, vem para matar qualquer possibilidade de reflex\u00e3o com sua capacidade de arrebatamento. A entrega \u00e9 dif\u00edcil, mas a m\u00fasica \u00e9 forte, e a banda, esta sim, se abandona, d\u00e1 tudo de si, f\u00edsica e emocionalmente no palco. O baterista Chris Hrasky perde umas batidas apenas nesse momento, mas tem menos a ver com desaten\u00e7\u00e3o do que com empolga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intenso, sim. E voltam os sil\u00eancios. Voc\u00ea sai para uma cerveja, observa a nuca de uma garota bonita, lembra de relance de uma das muitas pauladas acusadas no dia. \u00c0 espera de uma nova explos\u00e3o, come\u00e7a a achar o show meio lento demais e n\u00e3o se d\u00e1 conta de que \u00e9 preciso parar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O medo de perder o show de Brendan Benson no Cine J\u00f3ia for\u00e7a minha sa\u00edda prematura. Tendo come\u00e7ado com meia hora de atraso, imagino que perco, portanto, a meia hora final do show do EITS \u2013 na verdade, descobriria depois que perdi uma \u00fanica m\u00fasica, \u201cThe Moon Is Over\u201d. Penso que j\u00e1 ouvi todos os golpeios pesados de distor\u00e7\u00e3o, todos os timbres delicados, que j\u00e1 vi Munaf e Mark Smith ajoelhados, mexendo freneticamente nas pedaleiras ou mesmo desempenhando golpes em seus instrumentos, que j\u00e1 vi o headbanging do baixista Carlos Torres. Penso que j\u00e1 vi e ouvi o que tinha que ver e ouvir, e sigo para a pr\u00f3xima coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;no caminho para o Cine Joia, o que perdura n\u00e3o s\u00e3o os &#8220;refr\u00f5es&#8221; emocionais, n\u00e3o s\u00e3o as saraivadas guitarreiras, n\u00e3o \u00e9 a postura de palco vigorosa da banda. Tudo isso foi belo e marcante, mas perdura, de fato, a vontade de se deter um pouco, sentir esse privil\u00e9gio que foi dado, que \u00e9 apreciar essa m\u00fasica de rara beleza. Perdura a certeza de que os \u00faltimos dias foram intensos demais, e n\u00e3o faria mal ouvir o sil\u00eancio para que li\u00e7\u00f5es sejam aprendidas e sentimentos sejam liberados. Perdura, por fim, a sensa\u00e7\u00e3o de que parar \u00e9 preciso, e que ficar quieto \u00e9 essencial para que haja m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Explosions In The Sky transformou essa necessidade por sil\u00eancio em arte. E ao vivo, a experi\u00eancia \u00e9 quase espiritual.  O mundo est\u00e1 r\u00e1pido. Mas o c\u00e9u explode devagar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18310\" title=\"eis2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Explosions In The Sky \u2013 Circo Voador \u2013 26\/05\/2013<br \/>\nPor <a href=\"https:\/\/twitter.com\/jotadablio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jorge Wagner<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Fotos <a href=\"http:\/\/ihateflash.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">I Hate Flash<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro do ano passado, a banda fluminense Amplexos lan\u00e7ou o disco &#8220;A M\u00fasica da Alma&#8221;. Sob forte influ\u00eancia do contato com o guitarrista Oghene Kologbo, a premissa do \u00e1lbum era, como o pr\u00f3prio nome indicava, explorar a espiritualidade atrav\u00e9s do som, sem que houvesse, contudo, a necessidade de letras diretamente associadas ao \u00e2mbito religioso \u2013 embora sempre amarradas a algum vi\u00e9s filos\u00f3fico. Apesar de tratar-se de bandas sonoramente t\u00e3o d\u00edspares, foi essa express\u00e3o, &#8220;A M\u00fasica da Alma&#8221;, a que mais me voltava \u00e0 mem\u00f3ria durante a apresenta\u00e7\u00e3o do Explosions in the Sky no Circo Voador no \u00faltimo domingo de maio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrada do grupo texano no palco com apenas 15 minutos de atraso surpreendeu o p\u00fablico que, acostumado com a pouca pontualidade da casa de show carioca, chegava ainda timidamente, saudado por um Munaf Ravani de voz baixa e portugu\u00eas ensaiado: \u201cFeche os olhos e vamos sonhar juntos. (&#8230;) N\u00f3s somos Explos\u00f5es no C\u00e9u.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usados por f\u00e3s no dia a dia como trilha sonora para atividades rotineiras (que v\u00e3o de lavar a lou\u00e7a e aparar a grama at\u00e9 fazer amor, como contou o grupo em uma recente entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil), os n\u00fameros instrumentais da banda \u2013 que se distingue de Mogwai, Sigur R\u00f3s e outros nomes do post-rock justamente pela aus\u00eancia absoluta de passagens vocais \u2013 ganham outra dimens\u00e3o no palco, exigindo dos presentes que mergulhem na ideia de uma m\u00fasica feita para a imagina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa o qu\u00e3o s\u00f3brio voc\u00ea esteja: \u00e9 preciso viajar. Semelhante a qualquer experi\u00eancia que flerte com espiritual \u2013 seja acompanhar uma missa em latim, vibrar com tambores africanos ou compartilhar um ch\u00e1 \u2013 \u00e9 preciso desprender as amarras da racionalidade e se permitir ao mergulho em si e ao transe coletivo. E \u00e9 isso o que se v\u00ea ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, muito mais pr\u00f3xima de um culto do que de um show em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sincronia de movimento de cabe\u00e7as e corpos que seguiam, como que regidos por um maestro invis\u00edvel, as belas melodias de guitarras sobrepostas pelas explos\u00f5es sonoras da f\u00f3rmula \u2013 sempre muito identific\u00e1vel, muito previs\u00edvel e, ainda assim, bem sucedida \u2013 de m\u00fasicas como \u201cThe Only Moment We Were Alone\u201d, \u201cPostcard From 1952\u201d, \u201cThe Birth and Death of the Day\u201d e \u201cYour Hand In Mine\u201d desenhava o car\u00e1ter cat\u00e1rtico da apresenta\u00e7\u00e3o. E se certas cerim\u00f4nias s\u00f3 fazem sentido para aqueles que comungam da mesma f\u00e9, as express\u00f5es faciais recorrentes, os olhares quase que hipnotizados e o sil\u00eancio respeitoso e incomum que imperava \u2013 interrompido, poucas vezes, por palmas e aplausos ocasionais \u2013 n\u00e3o deixavam d\u00favidas sobre o quanto o Circo Voador, durante quase uma hora e meia, esteve parecido com um templo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 alguns meses, na abertura de um trabalho acad\u00eamico, citei uma frase de Ad\u00e9lia Prado sobre todo artista ser, querendo ou n\u00e3o, religioso em sua obra, \u201cporque a obra que ele faz remete ao Absoluto, a algo maior\u201d. Apesar de usada para embasar outro contexto (que levava em conta uma s\u00e9rie de fatores), essa, tanto quanto \u201cA M\u00fasica da Alma\u201d, foi outra ideia que me voltou \u00e0 pauta. Afinal, se as religi\u00f5es prezam pela eleva\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, Explosions in the Sky \u00e9 religiosa at\u00e9 onde uma banda puramente instrumental consegue ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18311\" title=\"eis5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18312\" title=\"eis4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18313\" title=\"eis3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/eis3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p><span>&#8211; <\/span><span>Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a><span>) no Scream &amp; Yell.<br \/>\n&#8211; Jorge Wagner (siga <\/span><a href=\"http:\/\/twitter.com\/jotadablio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@jotablio<\/a><span>) \u00e9 jornalista e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2006<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> Tr\u00eas perguntas para o Explosions In The Sky, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/03\/tres-perguntas-explosions-in-the-sky\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leo Vinhas e Jorge Wagner\nO que perdura n\u00e3o s\u00e3o \u201crefr\u00f5es\u201d emocionais e saraivadas guitarreiras, mas sim apreciar uma m\u00fasica de rara beleza\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/31\/explosions-in-the-sky-em-sp-e-no-rio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18308"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18308"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18308\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58219,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18308\/revisions\/58219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}