{"id":183,"date":"2008-05-26T08:00:00","date_gmt":"2008-05-26T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2008\/05\/26\/disco-da-semana-konk-the-kooks\/"},"modified":"2015-09-08T04:09:49","modified_gmt":"2015-09-08T07:09:49","slug":"disco-da-semana-konk-the-kooks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/05\/26\/disco-da-semana-konk-the-kooks\/","title":{"rendered":"&#8220;Konk&#8221;, The Kooks"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-32741    aligncenter\" title=\"kooks_konk\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/kooks_konk.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\">por Marcelo Costa<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen, tem uma defini\u00e7\u00e3o bastante particular sobre o que \u00e9 uma banda pop: &#8220;Pop \u00e9 o que toca no r\u00e1dio. Oasis j\u00e1 foi pop, hoje n\u00e3o \u00e9 mais&#8221;, disse certa vez o l\u00edder dos Bunnymens, que seguindo esse pensamento, tamb\u00e9m j\u00e1 foi pop um dia. Admiro o l\u00edder da segunda banda mais importante de Liverpool, mas discordo de sua afirma\u00e7\u00e3o. Para mim, pop \u00e9 pop, rock \u00e9 rock e o que o Beirut faz pode ser chamado de lirismo. Simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo tendo pontos de vista contr\u00e1rios, neste exato momento, para mim e para o Sr. Ian, o quarteto de Brighton, The Kooks, \u00e9 pop. \u00c9 bem prov\u00e1vel que um dia ela deixe de ser para McCulloch, mas tenho a plena certeza de que sempre que for me referir ao Kooks, vou ter a palavra &#8220;pop&#8221; prestes a ser teclada. &#8220;Konk&#8221;, segundo \u00e1lbum do grupo, \u00e9 pop pegajoso, &#8220;catchy&#8221; como est\u00e3o apelidando os brit\u00e2nicos, can\u00e7\u00f5es que voc\u00ea ouve uma vez e fica assoviando a melodia o dia inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se na \u00f3tima estr\u00e9ia, &#8220;Inside In\/Inside Out&#8221; (2006), o som do grupo aspirava o pop perfeito expirando reminisc\u00eancias de Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, Blur, Clash, Smiths, Strokes, Oasis e at\u00e9 Police, em &#8220;Konk&#8221; o grupo tira do ba\u00fa os velhos discos do The Kinks, d\u00e1 uma polida nos riffs limpos de guitarra e faz um \u00e1lbum homenagem ao britpop que poderia correr o risco de soar desnecess\u00e1rio, datado e tolo se n\u00e3o fosse inspirado, espertamente pop e cuidadosamente produzido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um riff de guitarra abre o disco. O vocalista e guitarista Luke Pritchard mastiga a letra sobre o riff enquanto d\u00e1 pistas do seu jeito de olhar o mundo: &#8220;Eu vejo o sol subindo \/ E voc\u00ea s\u00f3 o v\u00ea cair, cair cair&#8221;. As guitarras engrossam a introdu\u00e7\u00e3o da love song &#8220;Always Where I Need To Be&#8221;, que tem at\u00e9 &#8220;do do do do&#8221; no refr\u00e3o e marca\u00e7\u00e3o de palminhas na bateria. &#8220;Mr. Maker&#8221; \u00e9 levada ao viol\u00e3o e tem um q de Beatles no refr\u00e3o. &#8220;Do You Wanna&#8221; tem bateria marcada, guitarras sujonas por baixo e clim\u00e3o Franz Ferdinand.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viol\u00e3o e guitarra abrem &#8220;Love It All&#8221;, que soa piegas e se tocar em r\u00e1dio ser\u00e1 uma praga. O baixo suj\u00e3o introduz &#8220;Stormy Weather&#8221;, que ali pelo meio volta a ser uma can\u00e7\u00e3o tipicamente Kooks. &#8220;Sway&#8221; e &#8220;Gap&#8221; come\u00e7am simplesinhas, e ficam grandiosas no refr\u00e3o. &#8220;Shine On&#8221; destaca o \u00f3rg\u00e3o enquanto &#8220;Down To The Market&#8221; \u00e9 mais pop com guitarras. &#8220;One Last Time&#8221;, &#8220;Tick Of Time&#8221; e a faixa escondida &#8220;All Over Town&#8221; fecham o \u00e1lbum em clima calmo (a segunda \u00e9 quase uma faixa demo). Uma edi\u00e7\u00e3o especial, dupla, acrescenta mais nove faixas ao disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser ou n\u00e3o ser pop \u00e9 algo que tortura nove entre dez m\u00fasicos, boa parte deles perdido no purgat\u00f3rio do mercado, no meio do caminho entre a fama, o culto e a lama. Em &#8220;Konk&#8221;, o Kooks parece querer fazer m\u00fasica pelo simples prazer de tocar apresentando um punhado de pop songs ensolaradas que n\u00e3o acrescentam nada na hist\u00f3ria da m\u00fasica, mas que podem e devem ser assoviadas muitas manh\u00e3s por todos aqueles que acreditam que uma boa m\u00fasica pode salvar o dia. Eis aqui v\u00e1rias candidatas ao posto. Divirta-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pP-vNXEmNSI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pP-vNXEmNSI\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nIan McCulloch, do Echo and The Bunnymen, tem uma defini\u00e7\u00e3o bastante particular sobre o que \u00e9 uma banda pop: \u201cPop \u00e9 o que toca no r\u00e1dio. 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