{"id":18295,"date":"2013-03-30T14:12:31","date_gmt":"2013-03-30T17:12:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18295"},"modified":"2015-05-19T08:36:33","modified_gmt":"2015-05-19T11:36:33","slug":"balanco-lollapalooza-brasil-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/30\/balanco-lollapalooza-brasil-2013\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: Lollapalooza Brasil 2013"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla11.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>texto por Marcelo Costa<br \/>\nfotos por Liliane Callegari<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 1 &#8211; SEXTA-FEIRA &#8211; 29\/03<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade de S\u00e3o Paulo amanheceu na sexta-feira santa com uma garoazinha que n\u00e3o aparecia h\u00e1 muito tempo, perfeita para manter o ep\u00edteto de \u201cCidade da Garoa\u201d diante de milhares de pessoas que chegaram \u00e0 cidade para assistir a segunda edi\u00e7\u00e3o do Lollapalooza Brasil, novamente no J\u00f3quei Clube de S\u00e3o Paulo. Com um line-up repleto de boas atra\u00e7\u00f5es, pre\u00e7os elevados de ingressos, filas imensas e muita lama, o primeiro dia da edi\u00e7\u00e3o 2013 do festival de Perry Farrel n\u00e3o trouxe nenhum show inesquec\u00edvel, mas mostrou entretenimento de qualidade distribu\u00eddo entre seus cinco palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla21.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A organiza\u00e7\u00e3o do Lollapalooza Brasil, que na segunda-feira assumira a culpa pela confus\u00e3o de filas da edi\u00e7\u00e3o 2012, ter\u00e1 que repetir o gesto ingrato este ano. Muito mais caixas foram colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, mas boa parte deles n\u00e3o funcionou durante o primeiro dia do evento, o que tornou a tarefa de comprar o Pilla, moeda oficial do evento, um desafio de paci\u00eancia. Na entrada, quem se planejou para retirar os ingressos \u2013 pagos com injusta taxa de (in)conveni\u00eancia \u2013 na \u00faltima hora ou mesmo quis adquiri-los na porta, frustrou-se com as filas, alguns inclusive desistindo do evento e voltando para casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 dentro, enquanto todos se desviavam da lama (repetindo um gesto praticado em festivais como o Glastonbury, Rock Werchter, Isle of Wight e Woodstock, para citar alguns cuja lama \u00e9 ingrediente essencial), os islandeses do Of Monsters and Men sorriam felizes com a recep\u00e7\u00e3o calorosa do p\u00fablico brasileiro. A vocalista guitarrista Nanna Brynd\u00eds Hilmarsd\u00f3ttir \u00e9 uma gra\u00e7a com seu nariz de esquim\u00f3, e o show da banda \u00e9 muito bom se voc\u00ea ignorar a exist\u00eancia de Arcade Fire no mundo (e Mumford and Sons, que muita gente j\u00e1 ignora). O repert\u00f3rio foi calcado nas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum de estreia da banda, \u201cMy Head Is an Animal\u201d, com nove can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum (incluindo o hit \u201cLittle Talks\u201d) e uma cover de \u201cSkeleton\u201d, do Yeah Yeah Yeahs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel por uma das apresenta\u00e7\u00f5es mais esperadas do primeiro dia, o Cake decepcionou. Desleixado, com som prejudicado e com um set list montado na hora, o grupo comandado por John McCrea alternou grandes execu\u00e7\u00f5es com sil\u00eancios constrangedores e tentativas exageradas do vocalista em trazer o p\u00fablico para dentro do show com corinhos e frases de efeito. O p\u00fablico at\u00e9 tentou colaborar, mas a apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 que come\u00e7ou com o hit \u201cFrank Sinatra\u201d e ainda teve no trecho final uma vers\u00e3o capenga de \u201cI Will Survive\u201d mais boas execu\u00e7\u00f5es de \u201cNever There\u201d, \u201cWar Pigs\u201d e \u201cShort Skirt\/Long Jacket\u201d \u2013 foi aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto muitos f\u00e3s do Killers j\u00e1 estavam prostrados em frente ao palco esperando a banda brega de Brandon Flowers, o Flaming Lips levava todos os presentes (quem queria e, principalmente, quem n\u00e3o queria) para uma longa jornada progressiva e psicod\u00e9lica de poucas concess\u00f5es. O p\u00fablico do primeiro grupo se divertiu com uma apresenta\u00e7\u00e3o irretoc\u00e1vel baseada em can\u00e7\u00f5es do disco que a banda lan\u00e7a na segunda-feira (01\/04), ou seja, in\u00e9ditas. Os do segundo grupo se sentiram torturados e tra\u00eddos, como se o pre\u00e7o pago pelo ingresso (que n\u00e3o foi pouco) lhes desse o direito de dizer a Wayne Coyne o que ele pode ou n\u00e3o fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla6.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos caras mais legais (e chapados) do rock, Wayne Coyne promoveu uma experi\u00eancia sonora. F\u00e3s de rock certinho e calculado que compunham boa parte da pir\u00e2mide sonora do festival foram apresentados (muitos pela primeira vez) a um som dif\u00edcil, mas com texturas ricas e psicod\u00e9licas que embalavam um teatrinho esquizofr\u00eanico: ninando uma boneca no colo (que de seu corpo soltava um painel de fios que iluminavam o palco), Coyne imaginava os avi\u00f5es que faziam a rota de Congonhas caindo no J\u00f3quei, e, num dos momentos bonitos do festival, fez boa parte do p\u00fablico dar tchauzinho para os passageiros. Um show para converter almas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla7.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a responsabilidade de fechar a primeira noite do Lolla Brasil, o Killers caprichou em um set list de can\u00e7\u00f5es bem divididas entre seus quatro discos e n\u00e3o decepcionou. Abriu com uma grande vers\u00e3o de \u201cMr. Brightside\u201d, emendou \u201cSpaceman\u201d, e at\u00e9 o meio do show j\u00e1 tinha tocado \u201cSmile Like You Mean It\u201d, \u201cHuman\u201d e \u201cSomebody Told Me\u201d. Brega que s\u00f3 ele, com a voz bem acima dos demais instrumentos e encaixando frases como \u201cno cora\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d, em portugu\u00eas mesmo, numa letra, Brandon Flowers se entregou ao p\u00fablico em um show correto e divertido, que agradou aos f\u00e3s e cumpriu a expectativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/killers1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O festival fechou a conta do primeiro dia com 52 mil pessoas de p\u00fablico e continua neste s\u00e1bado com roda gigante, churros, cerveja e, esperamos, sem grandes filas, al\u00e9m de shows de Graforr\u00e9ia Xilarm\u00f4nica, Ludov, Toro y Moi, Tomahawk, Gary Clark Jr., Two Door Cinema Club, Queens of The Stone Age, Criolo, A Perfect Circle e The Black Keys, entre outros. E a grande d\u00favida do dia: quem o p\u00fablico ir\u00e1 escolher? Franz Ferdinand tocando m\u00fasicas novas ou os festejados Alabama Shakes tocando as m\u00fasicas de seu grande \u00e1lbum de estreia, \u201cBoys and Girls\u201d? Amanh\u00e3 a gente conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla41.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 2 &#8211; S\u00c1BADO &#8211; 30\/03<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como no ano passado, para felicidade geral da na\u00e7\u00e3o (e da produ\u00e7\u00e3o), os infort\u00fanios do primeiro dia do Lollapalooza Brasil diminu\u00edram no segundo dia do evento (enquanto o p\u00fablico aumentava: 55 mil pessoas segundo a produ\u00e7\u00e3o). As grandes filas para retirar ingressos e comprar o Pillapalooza diminu\u00edram naturalmente, o sol marcou presen\u00e7a e se n\u00e3o venceu a lama, tornou a caminhada entre palcos mais f\u00e1cil (e mais quente) e os shows foram muito, mas muito melhores do que no dia anterior. Em mais de 10 horas de m\u00fasica, o segundo dia do Lollapalooza Brasil 2013 tornou-se um dos grandes dias de festival j\u00e1 realizado no Brasil (compar\u00e1vel ao excelente Claro Que \u00e9 Rock, de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla51.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A festa come\u00e7ou com ga\u00fachos levantando camisetas do Internacional ao ar para saudar a Graforr\u00e9ia Xilarm\u00f4nica em formato quarteto: Frank Jorge (baixo), Carlo Pianta (guitarra), Alexandre Birck (bateria) e Marcelo Birck (guitarra) fizeram no festival um de seus melhores shows da carreira. O som impec\u00e1vel que saia das caixas trazia ao sol pepitas de ouro como \u201cPat\u00ea\u201d, \u201cEmpregada\u201d, \u201cBenga Minueto\u201d, \u201cTwist\u201d, \u201cMinha Picardia\u201d, \u201cEu Digo 7\u201d, \u201cVoc\u00ea Foi Embora\u201d, \u201cBagaceiro Chinel\u00e3o\u201d, \u201cRancho\u201d e os hinos \u201cEu\u201d, \u201cNunca Diga\u201d e \u201cAmigo Punk\u201d, cantados em coro e com paix\u00e3o por um p\u00fablico pequeno (cerca de 500 pessoas), mas devoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla61.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequencia, Chazwick Bradley Bundick (aka Toro y Moi) fez uma pequena festa dan\u00e7ante para a molecada debaixo de um sol de queimar peles tratadas com cremes e pomadinhas. Assim como o Two Door Cinema Club, que entrou \u00e0s 16h30 e fez um grande show dan\u00e7ante e inofensivo para uma enorme audi\u00eancia juvenil, o indie pop rock do Toro y Moi funcionaria muito bem na madrugada, mas dai as crian\u00e7as j\u00e1 estariam dormindo. Por isso, o p\u00fablico majoritariamente adolescente pulou e se entregou \u00e0s duas bandas como se ap\u00f3s as 18h45 todos fossem virar ab\u00f3boras. Bonito demais ver a alegria inocente. Festival tamb\u00e9m \u00e9 isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla71.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes disso, por\u00e9m, o guerreiro da m\u00fasica absurda Mike Patton mostrava outra de suas mil e uma personas ao p\u00fablico brasileiro. Falando um excelente portugu\u00eas sem sotaque, o eterno Faith No More surgiu em cena acompanhado de Duane Denison (The Jesus Lizard), John Stanier (Helmet e Battles) e Trevor Dunn (Mr. Bungle, Fant\u00f4mas), e o quarteto montou um set list de 12 can\u00e7\u00f5es bem balanceado com n\u00fameros de seus quatro \u00e1lbuns (incluindo tr\u00eas faixas de \u201cOddfellows\u201d, lan\u00e7ado em janeiro, cuja arte do disco, com v\u00e1rios bichinhos, decorava o palco) e uma poderosa cover de \u201cHow Low Can a Punk Get\u201d, do Bad Brains.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla81.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo hor\u00e1rio em que Mike Patton gritava \u201cPorra Caralho\u201d no palco Butant\u00e3, Gary Clark Jr. mostrava eleg\u00e2ncia para uma \u00f3tima audi\u00eancia no palco alternativo. Da mesma forma, as 17h30, o p\u00fablico teve que se escolher entre assistir aos queridinhos do Franz Ferdinand, que apresentaram m\u00fasicas in\u00e9ditas e faziam um dos shows mais concorridos do palco Butant\u00e3, e os novatos do Alabama Shakes, que arrebataram um bom n\u00famero de p\u00fablico no palco Alternativo, com a guitarrista, cantora de alma soul e jeit\u00e3o de professora Brittany Howard mostrando que o sucesso da banda n\u00e3o \u00e9 por acaso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla9.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo com duas pedradas do \u00e1lbum \u201cBoys and Girls\u201d, um dos grandes discos do ano passado, \u201cHang Loose\u201d e \u201cHold On\u201d em sequencia pareciam mostrar que a trupe de Brittany havia gastado seus dois maiores hits no come\u00e7o do show, mas o que se viu desse ponto em diante foi uma apresenta\u00e7\u00e3o sem disfarces, make-up e inventismos. Apoiados no vocal cativante e no carisma de Brittany, o trio instrumental passeou com desenvoltura e delicadeza por um repert\u00f3rio de 16 can\u00e7\u00f5es que contou com tr\u00eas faixas in\u00e9ditas e o novo single, \u201cAlways Alright\u201d. Ao final do show, 99% do p\u00fablico parecia estar apaixonado por Brittany. Com raz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla10.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco principal, e estreando baterista novo, o Queens of The Stone Age fez um show impec\u00e1vel. Segurando a bronca de sentar no banquinho que j\u00e1 foi de Dave Grohl, o batuqueiro Joe Theodore (ex-Mars Volta) mostrou uma pegada insana que casa a perfei\u00e7\u00e3o com o som barulhento e cheio de breaks do Queens. Josh Homme centrou foco no repert\u00f3rio de \u201cSongs For The Deaf\u201d, Top 5 f\u00e1cil da d\u00e9cada passada, alternando as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbuns com hits como \u201cThe Lost Art of Keeping a Secret\u201d, \u201cSick, Sick, Sick\u201d, \u201cMake It Wit Chu\u201d e \u201cLittle Sister\u201d, al\u00e9m de uma m\u00fasica nova, \u201cMy God Is the Sun\u201d. Um dos prov\u00e1veis shows do ano em terras brasileiras (e eles nem tocaram \u201cFeel Good Hit of the Summer\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/criolo.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pr\u00f3xima caminhada: de um lado, o \u201csupergrupo\u201d A Perfect Circle com direito a James Iha, ex-Smashing Pumpkins, nos teclados e guitarra, e integrantes do 30 Seconds to Mars e do Devo no palco Butant\u00e3 fazendo John Lennon se revirar no t\u00famulo (o que \u00e9 aquela vers\u00e3o de \u201cImagine\u201d, senhor?); do outro, Criolo dando aulas de messianismo no palco Alternativo. Um bom p\u00fablico se dividia entre os dois palcos, mas j\u00e1 n\u00e3o existe mais paci\u00eancia em SP, e a pequena fila do hamb\u00farguer estava muito mais agrad\u00e1vel. Para arrematar o momento de alimenta\u00e7\u00e3o, mini-churros, um dos grandes hits do Lollapalooza Brasil 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lolla111.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encarregados de encerrar a segunda noite do festival, o Black Keys manteve no J\u00f3quei muito mais p\u00fablico do que o Killers na noite anterior, mas o som, oscilante em v\u00e1rias \u00e1reas, incomodou. Ainda assim, o vocalista e baita guitarrista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney fizeram um grande show, que se n\u00e3o arranhou o status de irretoc\u00e1vel do QOTSA, agradou com a profus\u00e3o de hits dos \u00e1lbuns \u201cBrothers\u201d (2010) e \u201cEl Camino\u201d (2011), e conquistou at\u00e9 quem n\u00e3o conhecia a banda (muita gente). Mesmo com os problemas no som, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ser feliz com \u201cHowlin\u2019 for You\u201d, \u201cRun Right Back\u201d, \u201cDead and Gone\u201d, \u201cLittle Black Submarines\u201d, \u201cEverlasting Light\u201d, \u201cTighten Up\u201d e \u201cLonely Boy\u201d. Um grande dia de m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 3 &#8211; DOMINGO &#8211; 31\/03<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro dia do Lollapalooza foi o que recebeu o maior p\u00fablico dos tr\u00eas dias do festival nesta edi\u00e7\u00e3o de 2013 (segundo a produ\u00e7\u00e3o e o olhometro dos presentes): 60 mil pagantes mais v\u00e1 l\u00e1 saber quantos convidados superlotaram o J\u00f3quei, principalmente no finalzinho da tarde, j\u00e1 que a escala\u00e7\u00e3o que abria o dia trazia boas bandas do novo cen\u00e1rio nacional, mas que ainda n\u00e3o tem um grande p\u00fablico formado, e artistas estrangeiros sem muitos atrativos. Banheiros em estado ca\u00f3tico e vendedores ambulantes do festival vendendo por R$ 5 os Pillas que custavam R$ 4 nos caixas oficiais abarrotados de filas voltaram \u00e0 ordem do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla6.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meio show de Lirinha &amp; Eddie no palco Cidade Jardim foi muito melhor do que o show inteiro que o Foals fez no palco Butant\u00e3. Bandinha do quinto escal\u00e3o do cen\u00e1rio indie atual (o que deve coloca-la no nonag\u00e9simo sexto escal\u00e3o do rock da \u00faltima d\u00e9cada e a bilh\u00f5es de anos luz da hist\u00f3ria da m\u00fasica mundial), o Foals vinha de uma apresenta\u00e7\u00e3o elogiada em um Planeta Terra, mas alguma coisa est\u00e1 errada quando a banda entra no palco \u00e0s 15h15 e o show parece ter come\u00e7ado apenas \u00e0s 16h. Tortura pouca \u00e9 bobagem, mas ainda t\u00ednhamos que sofrer com o Puscifer, que maltratou ouvidos sem nenhuma d\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla7.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O festival amea\u00e7ou engrenar com o Kaiser Chiefs, mas apesar de hits chicletes como \u201cNa Na Na Na Na\u201d, \u201cEveryday I Love You Less and Less\u201d, \u201cModern Way\u201d, \u201cRuby\u201d e \u201cI Predict a Riot\u201d tocados com vontade, o grande burburinho no meio da galera era: o que o vocalista Ricky Wilson fez para perder uns 40 quilos em cinco anos? Quem viu a banda no Planeta Terra 2008 deve se lembrar de Ricky pagando cofrinho enquanto abra\u00e7ava o p\u00fablico e era segurado pela cal\u00e7a por um seguran\u00e7a, tudo isso transmitido em close pelo tel\u00e3o. No Lolla n\u00e3o foi diferente, por\u00e9m, Ricky esturricou, e isso chamou mais a aten\u00e7\u00e3o do que o show de sua banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla8.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a galera do #lollanosof\u00e1 elogiava o show do Vanguart, que havia se apresentado no palco Alternativo na mesma hora do Kaiser Chiefs, e praguejava contra o veto do Pearl Jam \u00e0 transmiss\u00e3o do show, os suecos do Hives mostravam com poucos acordes e muita adrenalina porque s\u00e3o considerados uma banda incendi\u00e1ria sobre um palco. Dif\u00edcil se manter parado diante do carisma de Pelle Almqvist e seus companheiros. As m\u00fasicas b\u00e1sicas tamb\u00e9m ajudam, mas foram os hits \u201cMain Offender\u201d, \u201cHate to Say I Told You So\u201d e \u201cTick Tick Boom\u201d que fizeram o p\u00fablico levantar poeira em um dos grandes shows de rock do Lollapalooza 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla9.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequencia, o fumac\u00ea subiu no palco Butant\u00e3 com o Planet Hemp dividindo o set entre seus discos. Foi did\u00e1tico observar as fases da banda: das influ\u00eancias de Beastie Boys ao hardcore at\u00e9 a pegada Rage Against The Machine. Comandados por Marcelo D2 e B Neg\u00e3o, o grupo acendeu a tocha com um quinteto de can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u201cUsu\u00e1rio\u201d, de 1995 (\u201cDig Dig Dig\u201d, \u201cLegalize J\u00e1\u201d e \u201cFazendo Sua Cabe\u00e7a\u201d), seguiu com um set de can\u00e7\u00f5es de \u201cOs C\u00e3es Ladram Mas a Caravana N\u00e3o Para\u201d (incluindo uma cita\u00e7\u00e3o de \u201cThe Ocean\u201d, do Led Zeppelin) at\u00e9 chegar \u00e0s can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u201cInvas\u00e3o do Sagaz Homem Fuma\u00e7a\u201d (2000). No bis, \u201cA culpa \u00e9 de quem?\u201d, \u201cSamba Makossa\u201d (de Chico Science) e \u201cMantenha o Respeito\u201d mostraram que o Brasil pode ter bandas na posi\u00e7\u00e3o de headliners.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla10.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a miss\u00e3o de encerrar a maratona musical do fim de semana, o Pearl Jam jogou para o p\u00fablico e n\u00e3o dificultou enfileirando um caminh\u00e3o de hits em um set list \u00f3bvio, mas saudado com gritos e urros pelos f\u00e3s. Sonoramente, a execu\u00e7\u00e3o perfeita do grupo de Seattle merece ser destacada, com o m\u00e9rito de melhorar ainda mais can\u00e7\u00f5es massificadas como \u201cJeremy\u201d, \u201cAlive\u201d, \u201cEven Flow\u201d, \u201cDaugther\u201d e \u201cBlack\u201d ao mesmo tempo em que recria e toma para si can\u00e7\u00f5es de outras bandas como Ramones (\u201cI Believe in Miracles\u201d), The Who (\u201cBaba O\u2019Riley\u201d) e Pink Floyd (\u201cInterstellar Overdrive\u201d). P\u00e9rolas como \u201cCorduroy\u201d e \u201cWishlist\u201d tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a em um grande show, perfeito para encerrar um grande festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla11.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finado o Lollapalooza 2013, e reconhecido o sucesso do evento (que teve 167 mil ingressos vendidos, muita gente feliz e um grande n\u00famero de shows excelentes), as datas confirmadas de 2014 tomaram as redes sociais assim como a voz de quem se sentiu lesado pela desorganiza\u00e7\u00e3o do festival. H\u00e1 relatos de pessoas que, mesmo tendo comprados os tickets e pago a extorsiva taxa de (in)conveni\u00eancia, n\u00e3o encontraram seus ingressos no posto de distribui\u00e7\u00e3o, e tiveram que voltar para casa de m\u00e3os abanando mesmo tendo pago pelo festival. Outros, que deixaram para comprar na hora, tiveram que desistir tamanho a bagun\u00e7a nos guich\u00eas, o que mostra o quanto estamos atr\u00e1s no quesito \u201cservi\u00e7o ao p\u00fablico\u201d em compara\u00e7\u00e3o com festivais internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla13.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, quem gera servi\u00e7o para shows parece acreditar que o fato de trazer um artista para o pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 grande m\u00e9rito, e que o p\u00fablico precisa aceitar as condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio e ficar em sil\u00eancio. Errado. O p\u00fablico est\u00e1 pagando, e caro, para ter um m\u00ednimo que seja de respeito. Isso n\u00e3o tem nada a ver com a lama, um ingrediente presente em qualquer grande festival do mundo feito para mais de 50 mil pessoas a c\u00e9u aberto e ref\u00e9m das circunst\u00e2ncias do tempo, mas sim com alimenta\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria para quem ir\u00e1 passar mais de 10 horas no ambiente do festival, e condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para que as pessoas consigam ter acesso aos alimentos e banheiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla14.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filas existem em qualquer festival do mundo, mas nunca s\u00e3o t\u00e3o extensas quanto no Brasil. A expectativa de mais caixas (que evitariam tumulto) foi frustrada com v\u00e1rios locais (montados para venda de tickets) desativados e funcion\u00e1rios ambulantes credenciados vendendo por R$ 5 (ou mais) os Pillas individuais que custavam R$ 4. Culpa da organiza\u00e7\u00e3o ou do brasileiro nato que quer ganhar dinheiro com a necessidade alheia? Como mudar a mentalidade de um povo? Como lidar quando se pede para um policial militar fora da \u00e1rea do festival ajudar uma pessoa machucada, e o pedido aos ouvidos do mesmo soa como um desacato?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla15.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo capitalista que vivemos, a venda de um objeto de arte e entretenimento se resolve pela troca da moeda pelo servi\u00e7o, por\u00e9m, intr\u00ednseco, est\u00e1 o respeito. Se algu\u00e9m compra o ingresso de um show (independente do valor) \u00e9 inaceit\u00e1vel que esse ingresso n\u00e3o chegue a suas m\u00e3os, \u00e9 inaceit\u00e1vel que o som esteja ruim, \u00e9 inaceit\u00e1vel que ele passe mais tempo em uma fila do que na frente de um palco. Isso tudo soa uma incompet\u00eancia generalizada, e precisamos cobrar n\u00e3o apenas de quem produz, mas tamb\u00e9m de quem n\u00e3o cobra mudan\u00e7as. Aceitar \u00e9 ser cumplice de um cen\u00e1rio nada agrad\u00e1vel, e que n\u00e3o vai mudar se as pessoas n\u00e3o levantarem a voz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla16.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o entenda errado: isso n\u00e3o quer dizer que queremos acabar com shows e\/ou festivais. Queremos apenas ser tratados com dignidade em um ambiente amigo. Queremos que o Lollapalooza Brasil e os outros demais festivais tornem-se os melhores do mundo no quesito atendimento ao p\u00fablico. E isso tamb\u00e9m gera dinheiro. O bom atendimento \u00e9 marketing positivo. O bom servi\u00e7o rende mais. Quantas pessoas deixaram de comprar ingressos por que os guich\u00eas n\u00e3o estavam funcionando? Quantas pessoas deixaram de beber uma cerveja ou comprar um sanduiche por que as filas iriam lhe custar um show? Quanto dinheiro deixou de ser ganho por falta de planejamento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla17.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festivais nos Estados Unidos e em boa parte da Europa parecem uma mistura de shopping-centers com parques de divers\u00e3o, ambientes de sonho que protegem o individuo da crueldade do mundo externo enquanto os oferece entretenimento, cultura e descanso. \u00c9 tanto um exemplo m\u00e1ximo da for\u00e7a do capitalismo (que tudo compra e tudo vende) quanto um ambiente disseminador de ideias que coloca no mesmo lugar pessoas de cor, credo, sexo e pensamentos diferentes atr\u00e1s de um momento de realiza\u00e7\u00e3o interior. Como diria um velho ditado, uma andorinha s\u00f3 n\u00e3o faz ver\u00e3o, mas 60 mil\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica aqui a torcida para que o Lollapalooza Brasil mantenha os acertos desta segunda edi\u00e7\u00e3o e corrija os erros para 2014. Com um line-up bacana, pre\u00e7os aceit\u00e1veis (pesquisa r\u00e1pida no Twitter @screamyell verificou que a maioria das pessoas acredita que um pre\u00e7o final e justo de um ingresso de festival por dia seria entre R$ 150 e R$ 200 \u2013 sem meia-entrada, lei que deveria ser revista urgentemente pelo Estado) e servi\u00e7o adequado. Para que a mem\u00f3ria ap\u00f3s tr\u00eas dias de festival seja um momento inesquec\u00edvel de um show, e n\u00e3o o trauma de ter que enfrentar as maiores dificuldades apenas para ver uma banda que a gente ama. Estamos nessa n\u00e3o s\u00f3 por um festival melhor, mas principalmente por um Brasil melhor. Pode ser uma frase brega e piegas pra caralho para encerrar uma cobertura de festival de m\u00fasica, mas \u00e9 a mais pura verdade. Queremos mais shows. Queremos mais festivais. E queremos respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente se esbarra por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lolla12.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span>&#8211; Marcelo Costa (siga <\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a><span>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog <\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><span>. Todas as fotos por Liliane Callegari (veja mais <\/span><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\" target=\"_blank\">aqui<\/a><span>) com exce\u00e7\u00e3o das foto do Killers e do Pearl Jam por Cambria Harkey\/<strong>Lollapalooza<\/strong> BR.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n<span>&#8211; <strong>Balan\u00e7o<\/strong>: O melhor do <strong>Lollapalooza<\/strong> Brasil 2012, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/08\/lollapalooza-brasil-2012\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"texto por Marcelo Costa fotos por Liliane Callegari DIA 1 &#8211; SEXTA-FEIRA &#8211; 29\/03 A cidade de S\u00e3o Paulo amanheceu na sexta-feira santa \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/30\/balanco-lollapalooza-brasil-2013\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18295"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18295"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23654,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18295\/revisions\/23654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}