{"id":18291,"date":"2013-04-13T13:57:47","date_gmt":"2013-04-13T16:57:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18291"},"modified":"2015-09-25T09:41:59","modified_gmt":"2015-09-25T12:41:59","slug":"qual-e-a-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/13\/qual-e-a-musica\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: Qual \u00c9 A M\u00fasica?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18866\" title=\"qualmusica\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/qualmusica.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"416\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL #27<br \/>\nQual \u00c9 A M\u00fasica?<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o, gente. Este n\u00e3o \u00e9 um texto sobre o sensacional programa dominical de Silvio Santos, no qual Gretchen, Gilliard e Jerry Adriani eram campe\u00f5es. Mas vai nos levar l\u00e1 para o in\u00edcio dos anos 80 do mesmo jeito. Aperte os cintos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu devia ter uns sete anos quando ganhei meu quarto. Sim, at\u00e9 ent\u00e3o, eu dormia num sof\u00e1-cama. N\u00f3s mor\u00e1vamos na casa dos meus av\u00f3s maternos e o terceiro c\u00f4modo da casa era o escrit\u00f3rio do meu av\u00f4. Aos sete, entretanto, eu j\u00e1 estava grande o suficiente para ter um quarto s\u00f3 pra mim. Ainda lembro-me da disposi\u00e7\u00e3o dos m\u00f3veis, que pouco mudou at\u00e9 deix\u00e1-lo, 14 anos mais tarde. A porta era a \u00faltima no corredor e tinha a entrada levemente voltada para a esquerda. Logo se via todo o interior do quarto. \u00c0 direita, junto \u00e0 parede, tr\u00eas grandes arm\u00e1rios embutidos (ah, esses apartamentos antigos de Copacabana\u2026), um pra roupas, outro para roupas de cama e o \u00faltimo, para brinquedos. Mais tarde ele seria convertido num porta-enciclop\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, \u00e0 esquerda, havia uma mesinha, que logo recebeu uma eletrola Phillips; a escrivaninha, com cadeira, um criado-mudo grande, com tr\u00eas gordas gavetas que receberam v\u00e1rias revistas em quadrinhos e a minha cama, enorme, que parecia o mundo. Atr\u00e1s disso tudo, a janela para a \u00e1rea de servi\u00e7o do pr\u00e9dio. Ao longo do tempo, as paredes receberam posters de her\u00f3is, recortes de revistas, adesivos de bandas, e, por fim, d\u00fazias de posters de avi\u00f5es de guerra, que vinham encartados numa cole\u00e7\u00e3o semanal, que consegui colar nas paredes ap\u00f3s uma grande negocia\u00e7\u00e3o com m\u00e3e e av\u00f3s. Os equipamentos de som logo vieram para o quarto. Houve tempo em que eu tinha dois r\u00e1dios \u2013 um no criado-mudo e outro na escrivaninha, um Tranglobe, que ficava com um gravador National encostado em sua sa\u00edda de som, com as teclas play\/rec e pause apertadas. Quando algo interessante era tocado nas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio que eu ouvia \u2013 Cidade, Transam\u00e9rica e Fluminense \u2013 o pause era descomprimido e o gravador eternizava aquela m\u00fasica numa das minhas v\u00e1rias fitas cassete Basf amarelas e pretas. Quando muito, para momentos especiais, numa fita de cromo. Vieram discos, um tr\u00eas em um, um r\u00e1dio-gravador e um r\u00e1dio-rel\u00f3gio, mas, por muito tempo, ouvir m\u00fasica e adquiri-las passava diretamente por esse processo, por essa instrumentaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18867\" title=\"qualmusica2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/qualmusica2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembrei-me disso porque quero falar de uma singela surpresa cinematogr\u00e1fica: \u201cAs Vantagens Em Ser Invis\u00edvel\u201d, que integra a lista de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/22\/melhor-filme-internacional-2012\/\" target=\"_blank\">Melhores Filmes de 2012 do Scream &amp; Yell<\/a>, e que tivemos a sorte de assistir no cinema em plena quarta-feira de cinzas. N\u00e3o bastasse o filme ser belo, cheio de sutilezas para quem era adolescente nos anos 80, traz uma sequ\u00eancia antol\u00f3gica: quando os meninos est\u00e3o entrando e um t\u00fanel a bordo da caminhonete de Patrick (o excelente Ezra Miller), Sam (uma Emma Watson no melhor estilo \u201csou linda e legal, mas n\u00e3o estou te dando mole) ouve uma can\u00e7\u00e3o no r\u00e1dio e entra numa esp\u00e9cie de \u00eaxtase com a beleza da m\u00fasica. Ela pergunta para Charlie (Logan Lerman) e Patrick quem est\u00e1 cantando e que beleza de can\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela. Nenhum deles sabe a resposta e assim ser\u00e1 at\u00e9 os momentos finais do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer estranho para o nosso conectado ano de 2013 que, h\u00e1 pouco mais de 20 anos, surgiam situa\u00e7\u00f5es como essa. A gente ouvia algo muito legal no r\u00e1dio e ficava aguardando que o locutor dissesse o nome da m\u00fasica, ao menos o cantor e \u00e0s vezes isso n\u00e3o acontecia. Restava-nos um tempo de esfor\u00e7o e trevas em busca das respostas. Essa estrutura musical-operacional que havia no meu quarto da Rua Constante Ramos, na Copacabana do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 n\u00e3o era capaz de me dar essas respostas. Como se j\u00e1 n\u00e3o fosse esfor\u00e7o suficiente gravar can\u00e7\u00f5es do r\u00e1dio sem que o locutor falasse demais no in\u00edcio ou fim das m\u00fasicas, ele ainda omitia dados de tamanha relev\u00e2ncia. N\u00e3o raro eu montava uma vig\u00edlia em busca das can\u00e7\u00f5es s\u00f3 para ouvir quem as cantava, muitas vezes sem sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje \u00e9 uma quest\u00e3o de digitar um trecho da letra no Google ou usar algum aplicativo que identifica melodia ou palavras e fornece a resposta em quest\u00e3o de segundos. Chega a ser rid\u00edculo que tamanho problema existencial de nossa adolesc\u00eancia tenha se tornado uma quest\u00e3o banal do cotidiano da p\u00f3s-modernidade. Lembro-me de muitas situa\u00e7\u00f5es de desespero. Ao ouvir pela primeira vez \u201cWake Me Up Before You Go-Go\u201d, com Wham (duo que trazia George Michael e Andrew Ridgeley) nos idos de 1984, constituiu-se miss\u00e3o imposs\u00edvel entender o t\u00edtulo inteiro da m\u00fasica e muito menos quem a cantava. \u201cOne\u201d? \u201cAm\u201d? Quem eram esses caras? Que voz era aquela? E o instrumental com metais e vocais femininos? Felizmente havia um bom n\u00famero de programas de clipes nas emissoras de TV, nos quais resolv\u00edamos essas d\u00favidas. A can\u00e7\u00e3o do Wham foi esclarecida dessa forma, algo que seria imposs\u00edvel para um sujeito de 14 anos, ainda cursando o IBEU, descobrir apenas ouvindo o ingl\u00eas dos locutores do r\u00e1dio carioca oitentista. E olha que era muito melhor que o ingl\u00eas Joel Santana que veio mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QeZkLV3ZjeI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QeZkLV3ZjeI\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns casos demoraram anos para serem solucionados. \u201cWhen Love Breaks Down\u201d, dos ingleses do Prefab Sprout \u2013uma das can\u00e7\u00f5es da minha vida \u2013 tocou uma vez na R\u00e1dio Globo FM sem que nada fosse dito a seu respeito. Monitorei a programa\u00e7\u00e3o da emissora por dias e eles n\u00e3o a repetiram. Alguns anos depois, j\u00e1 com a MTV em atividade (vejam, uns seis anos mais tarde), dou de cara com o fim da melodia, cujo clipe passava na telinha da TV. Ainda deu tempo de ver o nome da banda, mas n\u00e3o o da m\u00fasica. Uma nova ca\u00e7ada teve in\u00edcio: encontrar discos do Prefab Sprout nas lojas. Na Pra\u00e7a Saens Pe\u00f1a, em plena Tijuca, encontrei um disco da banda chamado \u201cJordan, The Comeback\u201d, que adquiri imediatamente, mesmo com a ci\u00eancia que a m\u00fasica que eu buscava n\u00e3o estava ali. Demorou pouco para notar que o disco com minha m\u00fasica estava fora de cat\u00e1logo. Fui encontr\u00e1-lo numa loja chamada Sub Som, um baluarte tijucano, com grande gl\u00f3ria nos anos 80, quando era parada obrigat\u00f3ria para roqueiros em geral. S\u00f3 fui frequent\u00e1-la nos 90\u2019s, quando namorava uma menina que morava perto dali. Repousava, majestoso, em uma das estantes, o meu futuro vinil de \u201cTwo Wheels Good\u201d, terceiro disco do Prefab Sprout, primeiro a ser lan\u00e7ado no Brasil em 1985, numa s\u00e9rie de \u00e1lbuns que a Columbia (depois Sony), colocou no mercado, apostando no crescimento do rock entre a garotada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Prefab Sprout era, bem ou mal, uma banda que estava em atividade e lan\u00e7ando discos. Com o Moody Blues, veterana forma\u00e7\u00e3o progressiva inglesa, o buraco foi mais embaixo. Era uma noite qualquer do fim da d\u00e9cada de 1980. Eu j\u00e1 me encontrava devidamente aconchegado em meio a travesseiros e cobertores, j\u00e1 entrando no sono leve, aquele que te conduz lentamente \u00e0 inconsci\u00eancia, quando uma melodia do r\u00e1dio-rel\u00f3gio veio me trazendo de volta. Sim, claro que eu dormia com o r\u00e1dio ligado e sintonizava a Antena 1 durante a noite, justamente pelos m\u00f3dulos grandes, cheios de m\u00fasicas legais que n\u00e3o tocavam em nenhuma outra esta\u00e7\u00e3o. A melodia era suave, linda, triste. J\u00e1 com os olhos abertos no escuro, como se aquilo fosse me ajudar a saber quem cantava, comecei a prestar aten\u00e7\u00e3o ao que o cantor dizia. Era algo sobre fim do amor, \u201cpessoas que n\u00e3o se entendem\u201d, alguma coisa assim. A can\u00e7\u00e3o estava na metade rumando para final. Veio outro refr\u00e3o, um clima de orquestra, apote\u00f3tico, tudo diminuindo at\u00e9 que apenas as cordas permanecessem e fossem se apagando. A voz da locutora irrompeu pelo sil\u00eancio adentro, avisando que j\u00e1 passava da meia-noite e que, no dia seguinte, haveria algum evento, provavelmente no Planet\u00e1rio da G\u00e1vea. E veio o comercial. Nada do nome da m\u00fasica, nada do nome da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UTIDagOGVIw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UTIDagOGVIw\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A procura seria do zero dessa vez. Lembro-me de ir a uma loja de discos chamada Satisfaction, situada numa galeria do Posto 6, em Copacabana. L\u00e1 comprei alguns CD\u2019s essenciais para minha sobreviv\u00eancia, uma colet\u00e2nea do Marvin Gaye, o primeiro disco do Doors, \u201cAstral Weeks\u201d, do Van Morrison\u2026 A m\u00fasica do r\u00e1dio me parecia algo do Alan Parsons Project, Pink Floyd, alguma banda com a matriz progressiva. Eu j\u00e1 estava com 18 para 19 anos, j\u00e1 era um pouco mais esclarecido no assunto. De alguma maneira acabei chegando no nome do Moody Blues e o disco foi encontrado na pr\u00f3pria Satisfaction, uns cinco anos mais tarde. Sim, gente, demor\u00e1vamos anos atr\u00e1s da m\u00fasica. Foi dif\u00edcil tamb\u00e9m concluir que Al Stewart cantava \u201cYear Of The Cat\u201d, F\u00e1tima Guedes era respons\u00e1vel por \u201cCheiro de Mato\u201d, Outfield por \u201cYour Love\u201d e Tavito era a voz e a mente por tr\u00e1s de \u201cRua Ramalhete\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobrevivemos a esta Idade das Trevas. Sinto falta da estrutura r\u00e1dio-loja de disco, acho insubstitu\u00edvel em termos de aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento, mas, a cada d\u00favida que tenho sobre uma m\u00fasica, Mr. Google tem cumprido seu papel em poucos minutos. Para quem passava por esses calv\u00e1rios na adolesc\u00eancia, a rapidez de hoje \u00e9 como um teletransporte da Enterprise virando realidade palp\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PS\/ Quase Spoiler: A m\u00fasica que toca na sequ\u00eancia de \u201cAs Vantagens Em Ser Invis\u00edvel\u201d \u00e9 um cl\u00e1ssico de David Bowie, que n\u00e3o vou contar para provoca-lo(a) a ver o filme. Assim que a melodia entrar na tela, voc\u00ea ir\u00e1 saber. Mas, se a curiosidade for maior, o v\u00eddeo est\u00e1 abaixo. A quest\u00e3o que fica: quando tempo a personagem de Emma Watson ir\u00e1 demorar a descobrir qual \u00e9 a m\u00fasica? Assista e descubra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cSCK_c06T_E\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cSCK_c06T_E\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;  CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\">Atemporal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211;  \u201cAs Vantagens de Ser Invis\u00edvel\u201d, um belo filme sobre fam\u00edlia, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/03\/cinema-as-vantagens-de-ser-invisivel\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #27\nLembra da sensa\u00e7\u00e3o de escutar uma m\u00fasica no r\u00e1dio e n\u00e3o conseguir ouvir o locutor falar o nome da can\u00e7\u00e3o? E a m\u00fasica&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/13\/qual-e-a-musica\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18291"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18291"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34119,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18291\/revisions\/34119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}