{"id":18276,"date":"2013-04-10T13:41:34","date_gmt":"2013-04-10T16:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18276"},"modified":"2013-12-23T13:26:32","modified_gmt":"2013-12-23T16:26:32","slug":"the-cure-ao-vivo-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/10\/the-cure-ao-vivo-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"The Cure ao vivo em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz tempo. No s\u00e9culo passado, um universo cada vez mais distante, as pessoas que ouviam m\u00fasica tinham seus grupinhos, e n\u00e3o costumavam sair deles (algo cada vez mais raro no mundo \u201cmoderno\u201d). Desta forma, os punks ouviam punk rock, os \u201cmetaleiros\u201d ouviam heavy metal, os pagodeiros ouviam pagode e as donas de casa, Roberto Carlos.  E tinha uma \u201ctribo\u201d (defini\u00e7\u00e3o da \u00e9poca para cada grupo \u2013 com exce\u00e7\u00e3o das donas de casa que eram\u2026 donas de casa) conhecida como Dark, apenas no Brasil, j\u00e1 que no resto do mundo essa turma que se vestia de preto atendia pelo nome de G\u00f3ticos. Essas tribos tinham seus \u201cpoints\u201d, mas nada de se misturar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria \u00e9 um pouco longa e passa pela New Wave, pela Class of 86 (que n\u00e3o deu em porra nenhuma), por U2, Madonna, New Order e Guns n\u2019 Roses, pelas flanelas do grunge, pelos contrastes sociais do Britpop e por mais umas duas dezenas de refer\u00eancias e, voil\u00e1, senhoras e senhores, o mundo n\u00e3o acabou no ano 2000 (a n\u00e3o ser que a vida imite o p\u00e9ssimo epis\u00f3dio final de Lost). Os Darks, uma d\u00e9cada antes de Joana D\u2019Arc ser queimada com seu walkman, j\u00e1 tinham l\u00e1 seus m\u00e1rtires, \u00eddolos e her\u00f3is, e por alguns \u00e1lbuns depressivos lan\u00e7ados no come\u00e7o da d\u00e9cada de 80, o Cure, e principalmente seu l\u00edder Robert Smith, era reverenciado por este grupo de preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa idolatria sempre soou um pouco estranha. Apesar de Robert Smith adorar um batom, pintar os olhos (fatos que renderam uma pergunta homof\u00f3bica em uma coletiva de imprensa no Brasil, em 1987, mesmo ano em que ele se casou com Mary, at\u00e9 hoje sua esposa &#8211; leia sobre <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/04\/10\/download-bizz-especial-the-cure-1987\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>), nunca pentear o cabelo e se vestir constantemente de preto, tirando a tr\u00edade de \u00e1lbuns depressivos (\u201cSeventeen Seconds\u201d, 1980; \u201cFaith\u201d, 1981 e \u201cPornography\u201d, 1982) e uma obra prima posterior (\u201cDisintegration\u201d, de 1989, um \u00e1lbum que Roger Waters poderia ter escrito se tivesse menos raz\u00e3o e mais cora\u00e7\u00e3o), o Cure sempre foi uma banda \u201cpra cima\u201d, festeira, apaixonada e divertida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem sabe todas aquelas pessoas que se vestiam de preto e adoravam fofurices pops como \u201cThe Lovecats\u201d, \u201cClose To Me\u201d e \u201cThe Caterpillar\u201d (a lista \u00e9 imensa) j\u00e1 estivessem antecipando o modo aberto de se relacionar com m\u00fasica no novo mil\u00eanio: agora, punks novos ouvem Adele, indies gostam de Caetano; os novos pagodeiros pegam atrizes da Globo e homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher, cachorros e gatos, todos s\u00e3o donos de casa (mas as m\u00e3es continuam ouvindo Roberto Carlos). E todo esse povo mais a galera do sertanejo universit\u00e1rio, os f\u00e3s do Restart que j\u00e1 passaram dos 16 anos (s\u00e3o poucos, avisa a Universidade de Massachusetts) e a turma que aprendeu a gostar de tecnobrega ouvindo Strokes estava no Anhembi, em uma noite de s\u00e1bado, buscando entretenimento (ok, as atrizes da Globo s\u00f3 foram no show do Rio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada contra ir atr\u00e1s de entretenimento, muito pelo contr\u00e1rio, quanto mais gente em shows (cinemas, museus, livrarias e teatros), melhor, desde que os presentes entendam que um show \u00e9 um evento \u00fanico que, num estalar de dedos, acaba (no caso do Cure esse estalar \u00e9 mais longo, mas chegaremos l\u00e1), e h\u00e1 pessoas presentes querendo assistir ao show. \u201cShow tamb\u00e9m \u00e9 lugar de conversar\u201d, algu\u00e9m pode rebater, mas desde que n\u00e3o seja em um pub fechado, em que o som das caixas sobressaia o som das vozes, \u00e9 uma grande filhadaputagem ficar contando de seu dia no trabalho com um amigo (a) em voz alta enquanto pessoas ao lado em um espa\u00e7o aberto querem ouvir o que o maldito cara no palco est\u00e1 cantando. O direito de conversar acaba quando invade o direito ao sil\u00eancio. E sil\u00eancio, como defendem os orientais, \u00e9 sabedoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez isso seja reflexo do extenso e variado repert\u00f3rio que Robert Smith esteja presenteando os f\u00e3s (e a galera que foi ao show porque era o \u201cevento\u201d de s\u00e1bado \u00e0 noite em S\u00e3o Paulo) nesta turn\u00ea, e muitos destes n\u00e3o se mostram preparados e se surpreendem apesar do vento ter soprado pela cidade durante toda semana a noticia de que o show teria mais de 40 m\u00fasicas (sendo que mais de 30 delas s\u00e3o fixas no set list). Neste passeio pelo universo do The Cure, Robert Smith, Jason Cooper (bateria), Roger \u2018O Donnell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra) satisfazem o p\u00fablico tocando can\u00e7\u00f5es que eles talvez j\u00e1 estejam com o saco cheio de tocar assim como n\u00fameros raros que tiram sorrisos dos integrantes da banda. Ainda assim, \u00e9 preciso admitir: poucas vezes o Brasil recebeu uma banda t\u00e3o feliz no palco como o Cure nessa turn\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo bem que o excelente \u00faltimo disco, \u201c4:13 Dream\u201d, seja de cinco anos atr\u00e1s e tenha passado batido pelo grande p\u00fablico, que tamb\u00e9m n\u00e3o deu muita bola para o dispensavel \u201cThe Cure\u201d, de 2004. O bel\u00edssimo \u201cBloodflowers\u201d (2000), Robert Smith antecipava em entrevistas, seria solenemente ignorado pela dificuldade de ser reproduzido ao vivo enquanto \u201cWild Mood Swings\u201d s\u00f3 \u00e9 lembrado como o disco do palhacinho na capa (ok, tem \u201cMint Car\u201d). O que sobra: \u201cWish\u201d, \u00faltimo grande \u00e1lbum de sucesso do Cure, lan\u00e7ado 21 anos atr\u00e1s, \u00e9 o respons\u00e1vel pela dobradinha de abertura da noite, \u201cOpen\u201d e \u201cHigh\u201d. De cabelo desgrenhado, voz impec\u00e1vel quando mantida no mesmo tom (ele evitar\u00e1 agudos a noite inteira) e acompanhado por uma banda afiada, Robert Smith abre o show como se avisando: \u201cPodem conversar porque essas duas s\u00f3 os f\u00e3s conhecem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de \u201cLovesong\u201d, a quarta can\u00e7\u00e3o, single do amado \u201cDisintegration\u201d, come\u00e7a um desfile de hits que at\u00e9 os garotos que entraram no show para afanar celulares (quem estivesse com seu aparelhinho \u00e0 mostra era orientado a tomar cuidado pela senhora que vendia chicletes e guloseimas no meio da galera) puseram-se a cantar: primeiro a quase balzaca \u201cIn Between Days\u201d, cantada em coro por pessoas que frequentavam do Rose Bombom ao Arama\u00e7an, do Morceg\u00f3via a Torre Dr. Zero, do Borracharia ao Matrix, da Funhouse ao Beco, num dos momentos mais bonitos de toda a noite, e que seria estendido encantadoramente pelo n\u00famero seguinte, uma das can\u00e7\u00f5es de amor mais belas j\u00e1 escritas, \u201cJust Like Heaven\u201d, em vers\u00e3o fidelissima a original, com a bateria galopando \u00e0 frente, os teclados fazendo a cama e o riff de guitarra voando por cima. Uma j\u00f3ia pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A festa abre passagem para o primeiro grande momento clim\u00e1tico da noite: o quarteto \u201cFrom the Edge of the Deep Green Sea\u201d, \u201cPictures of You\u201d, \u201cLullaby\u201d e \u201cFascination Street\u201d soma quase meia hora (o tempo de show do Vaccines na turn\u00ea do primeiro disco) e tanto encanta como afasta o p\u00fablico, que parte para os bares atr\u00e1s de cerveja. Na \u00e1rea vip, que parece ser intermin\u00e1vel e tomar todo o Anhembi, as filas para comprar um copo com cereais n\u00e3o maltados, l\u00fapulo, \u00e1gua, fermento e conservantes aumenta, o pessoal contratado n\u00e3o d\u00e1 conta, e o quase caos surge: p\u00fablico vip bate no balc\u00e3o querendo ser atendido e o atendentes n\u00e3o treinados batem cabe\u00e7a. Foram 25 minutos (outros show do Vaccines) devidamente cronometrados para sair do bar com um copo de cerveja (de longe, na muvuca do balc\u00e3o  \u2013 o bar ficava uns 200 metros atr\u00e1s do palco \u2013 era poss\u00edvel ouvir como se num radinho de pilha \u201cPlay for Today\u201d, \u201cA Forest\u201d e \u201cShake Dog Shake\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure7.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCharlotte Sometimes\u201d e \u201cThe Walk\u201d devolvem o sorriso ao rosto e \u201cFriday I\u2019m Love\u201d conquista at\u00e9 uma vov\u00f4, que vira para a filha e para a neta, com olhos felizes, e declara: \u201cEu adoro essa m\u00fasica!\u201d. O trecho final da primeira parte, com o show pr\u00f3ximo das duas horas, \u00e9 para afastar incautos cansados (embora eles pare\u00e7am duros na queda) e deixar s\u00f3 os f\u00e3s esperando pela festa do bis (que ir\u00e1 durar o tempo de dois shows do Vaccines): s\u00e3o tr\u00eas de \u201cWish\u201d (\u201cDoing the Unstuck\u201d, \u201cTrust\u201d e \u201cEnd\u201d), uma de \u201cWild Mood Swings\u201d (\u201cWant\u201d), uma do \u201c4:13 Dream\u201d (\u201cThe Hungry Ghost\u201d), um single quase esquecido que serviu para alavancar uma colet\u00e2nea (\u201cWrong Number\u201d, do \u00e1lbum \u201cGalore\u201d) e, enfim, um hino para os velhos f\u00e3s: \u201cOne Hundred Years\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show nem parece acabar, pois a banda n\u00e3o sai do palco e j\u00e1 emenda o primeiro bis, que concede ao Rio de Janeiro o t\u00edtulo de vencedor de melhor repert\u00f3rio da turn\u00ea 2013 do Cure no Brasil: foram tr\u00eas m\u00fasicas do \u00e1lbum \u201cDisintegration\u201d na cidade carioca (\u201cPlainsong\u201d, \u201cPrayers for Rain\u201d e \u201cDisintegration\u201d) contra tr\u00eas do \u00e1lbum \u201cKiss Me, Kiss Me, Kiss Me\u201d em S\u00e3o Paulo (\u201cThe Kiss\u201d, \u201cIf Only Tonight We Could Sleep\u201d, \u201cFight\u201d \u2013 porra, ao menos se uma delas fosse \u201cCatch\u201d n\u00f3s poder\u00edamos ter diminu\u00eddo o placar!) que servem para mandar alguns desanimados para casa. A grande massa (o n\u00famero divulgado foi de 30 mil pagantes, embora parecesse menos) permaneceu e recebeu o que queria no segundo bis: da sexy \u201cDressing Up\u201d ao baixo contagiante de \u201cThe Lovecats\u201d, da psicodelia de \u201cThe Caterpillar\u201d ao apuro pop de \u201cClose To Me\u201d, da dan\u00e7ante \u201cLet\u2019s Go to Bed\u201d a empolgante (mesmo com vocal contido) \u201cWhy Can\u2019t I Be You?\u201d, do hino \u201cBoys Don\u2019t Cry\u201d (que fez alguns chorarem) \u00e0 favorita de Robert Smith (e de muitos f\u00e3s) \u201c10:15 Saturday Night\u201d at\u00e9 o encerramento com a \u201cproibida\u201d \u201cKilling an Arab\u201d (transcrita no set como \u201cKilling Another\u201d), o Cure fez todo mundo pular, dan\u00e7ar e cantar felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No saldo final foram 3 horas e 15 minutos que cansaram as pernas da molecada (enquanto os 53 anos de Robert Smith pareciam inabal\u00e1veis) e deixaram a sensa\u00e7\u00e3o de uma grande noite. Em S\u00e3o Paulo (assim como em outras cidades das \u00faltimas turn\u00eas), o Cure fez um show longo que alternou grandes hits (que levantavam o p\u00fablico, e funcionavam exatamente para isso) com alguns n\u00fameros menos conhecidos (que dispersavam a galera, e funcionavam para a banda curtir). Famoso por ter um som problem\u00e1tico, o Anhembi, ao menos no lado direito do palco da \u00e1rea vip, n\u00e3o estava perfeito, mas tamb\u00e9m j\u00e1 viveu noites muito piores (bem piores, n\u00e9 Arcade Fire), e vale elogiar o trabalho de c\u00e2meras e a edi\u00e7\u00e3o de imagens que apareciam no tel\u00e3o (pessoal do Lollapalooza Brasil, contrata eles para 2014, por favor), excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure8.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ep\u00edlogo vale citar o qu\u00e3o gentleman Robert Smith foi n\u00e3o s\u00f3 ao ouvir e escolher ele mesmo (sob indica\u00e7\u00e3o de f\u00e3s, sem interfer\u00eancias de gravadoras) as duas bandas brasileiras que abriram os dois shows, a ga\u00facha Lautmusik e a paulista Herod Layne (que causou uma tempestade de noise capaz de se ouvir do lado de fora do Anhembi), mas tamb\u00e9m em visitar cada uma delas em seus respectivos camarins antes dos shows, conversar amenidades e sair deixando garrafas de vinho e champagne de presente. Mais: ap\u00f3s o show, despedida do Brasil com os integrantes das duas bandas nacionais se confraternizando com o Cure no camarim deles. Robert Smith questionava Alessandra Lehmen, vocalista do Lautmusik, se ela acreditava que o fato de abrir dois shows do Cure iria ajudar no futuro da banda enquanto confirmava a proximidade da aposentadoria dizendo que, dificilmente, o Cure retorne ao Brasil mais uma vez. Ainda lamentou que o pessoal da pista normal, muito mais animado que o da pista vip, estivesse t\u00e3oooo longe do palco. Fernando Lopes, do site Flogase, acompanhou a Herod Layne nos dois shows, e contou em detalhes a aventura em dois posts (Bandas Pequenas no Mundo das Grandes: <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/herod-layne-e-lautmusik-bandas-pequenas-no-mundo-das-grandes-parte-1\/\" target=\"_blank\">Parte 1<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/herod-layne-e-lautmusik-bandas-pequenas-no-mundo-das-grandes-parte-2\/\" target=\"_blank\">Parte 2<\/a>) enquanto Elson Barbosa, baixista, dava sua pr\u00f3pria vers\u00e3o ao blog do jornalista Andr\u00e9 Barcinski (leia <a href=\"http:\/\/andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br\/2013\/04\/09\/robert-smith-mandou-champanhe-para-o-camarim\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). Se foi realmente a \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o do Cure em terras brasileiras, Robert Smith deixou as melhores impress\u00f5es poss\u00edveis em shows e atos. Ao menos uma vez neste ano, os Darks foram dormir sorrindo. E n\u00e3o s\u00f3 eles\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"userContent\"><span class=\"text_exposed_show\"><strong>SET LIST<\/strong><br \/>\n01. Open<br \/>\n02. High<br \/>\n03. The End of the World<br \/>\n04. Lovesong<br \/>\n05. Push<br \/>\n06. In Between Days<br \/>\n07. Just Like Heaven<br \/>\n08. From the Edge of the Deep Green Sea<br \/>\n09. Pictures of You<br \/>\n10. Lullaby<br \/>\n11. Fascination Street<br \/>\n12. Sleep When I\u2019m Dead<br \/>\n13. Play for Today<br \/>\n14. A Forest<br \/>\n15. Bananafishbones<br \/>\n16. Shake Dog Shake<br \/>\n17. Charlotte Sometimes<br \/>\n18. The Walk<br \/>\n19. Mint Car<br \/>\n20. Friday I\u2019m in Love<br \/>\n21. Doing the Unstuck<br \/>\n22. Trust<br \/>\n23. Want<br \/>\n24. The Hungry Ghost<br \/>\n25. Wrong Number<br \/>\n26. One Hundred Years<br \/>\n27. End<\/span><\/span><\/p>\n<p>PRIMEIRO BIS<br \/>\n28. The Kiss<br \/>\n29. If Only Tonight We Could Sleep<br \/>\n30. Fight<\/p>\n<p>SEGUNDO BIS<br \/>\n31. Dressing Up<br \/>\n32. The Lovecats<br \/>\n33. The Caterpillar<br \/>\n34. Close to Me<br \/>\n35. Hot Hot Hot!!!<br \/>\n36. Let\u2019s Go to Bed<br \/>\n37. Why Can\u2019t I Be You?<br \/>\n38. Boys Don\u2019t Cry<br \/>\n39. 10:15 Saturday Night<br \/>\n40. Killing an Arab<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/cure5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"629\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Herod Layne e LautMusik, Bandas Pequenas no Mundo das Grandes, no Flogase (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/herod-layne-e-lautmusik-bandas-pequenas-no-mundo-das-grandes-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cRobert Smith mandou vinho e champanhe para o nosso camarim!\u201d, por Elson Barbosa (<a href=\"http:\/\/andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br\/2013\/04\/09\/robert-smith-mandou-champanhe-para-o-camarim\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: conhe\u00e7a todos os discos do The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Texto e fotos por Marcelo Costa Faz tempo. 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