{"id":18259,"date":"2013-03-17T13:18:26","date_gmt":"2013-03-17T16:18:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18259"},"modified":"2017-03-08T11:24:20","modified_gmt":"2017-03-08T14:24:20","slug":"cinema-10-filmes-no-netflix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/17\/cinema-10-filmes-no-netflix\/","title":{"rendered":"Cinema: 10 filmes no Netflix"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18448\" title=\"netflix\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/netflix.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida em 2007 na California, a Netflix conseguiu espa\u00e7o no mercado como locadora online: a pessoa pedia um filme (geralmente pela internet) e recebia o DVD em casa, e podia ficar o tempo que quiser com o filme, mas s\u00f3 poderia pedir outros filmes quando devolvesse o anterior. O pulo do gato da companhia, no entanto, foi disponibilizar parte de seu acervo de forma online, para que seus clientes os assistissem em seu pr\u00f3prio computador. A op\u00e7\u00e3o se mostrou acertada: s\u00e3o 27 milh\u00f5es de assinantes nos Estados Unidos e quase 30 milh\u00f5es em todo o mundo (dados de 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Netflix chegou ao Brasil em setembro de 2011, e vem ganhando assinantes gradualmente. Segundo informa\u00e7\u00e3o do final de 2012, a companhia j\u00e1 somava 1 milh\u00e3o de usu\u00e1rios na Am\u00e9rica Latina, o que facilitou a assinatura de distribui\u00e7\u00e3o em tempo semelhante ao das locadoras de lan\u00e7amentos como \u201cJogos Vorazes\u201d e \u201cO Artista\u201d, mas os lan\u00e7amentos ainda s\u00e3o em menor quantidade do que na matriz norte-americana. Nos Estados Unidos s\u00e3o mais de 17 mil t\u00edtulos disponibilizados online enquanto no Brasil a lista \u00e9 bem menor, mas ainda assim atrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por R$ 15 mensais, o assinante tem acesso a um bom n\u00famero de s\u00e9ries de TV \u2013 como \u201cMad Men\u201d, \u201cBreaking Bad\u201d e uma das grandes sensa\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos meses, \u201cHouse of Cards\u201d (s\u00e9rie produzida pela pr\u00f3pria Netflix e disponibilizada na integra no portal: 13 epis\u00f3dios a disposi\u00e7\u00e3o do cliente para ele ver e rever quando quiser e como quiser, um teste interessante sobre comportamento televiso que pode revolucionar o modo de assistir televis\u00e3o \u2013 e tamb\u00e9m filmes. A pedido do Scream &amp; Yell, a jornalista Juliana Torres indica 10 filmes que merecem serem vistos na Netflix.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jukiddo\" target=\"_blank\">Juliana Torres<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18449  aligncenter\" title=\"ferias\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/ferias.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cF\u00e9rias Frustradas\u201d (National Lampoon\u2019s Vacation, 1983)<\/strong><br \/>\nTodos amam John Hughes. Ele escreveu e dirigiu alguns dos filmes que definiram os anos 80: \u201cGatinhas e Gat\u00f5es\u201d (1984), \u201cClube dos Cinco\u201d (1985) e \u201cCurtindo a Vida Adoidado\u201d (1986). Mas para falar de Hughes \u00e9 necess\u00e1rio voltar a 1970, no lan\u00e7amento da revista National Lampoon. Criada por tr\u00eas estudantes de Harvard, a publica\u00e7\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o do diretor a partir de 1975. Foi quando contribuiu com Vacation \u201958, uma hist\u00f3ria ficcional de sua viagem familiar fracassada para a Disney.  Da\u00ed saiu o filme \u201cF\u00e9rias Frustradas\u201d, dirigido por Harold Ramis. Com Chevy Chase, John Candy e Anthony Michael Hall no elenco, \u201cF\u00e9rias Frustradas\u201d conta a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia que decide cruzar os Estados Unidos de carro para visitar um parque de divers\u00f5es. Saindo de Chicago at\u00e9 chegar a Los Angeles, os Griswold compram o carro errado, pedem informa\u00e7\u00f5es na periferia de St. Louis \u2013 talvez n\u00e3o seja uma boa ideia \u2013, ficam presos com uma tia pentelha de Kansas a Pheonix e se perdem no Grand Canyon. At\u00e9 chegarem ao \u201cWalley World\u201d, o relacionamento entre eles se transforma em meio ao caos. Misturando risada e aquela pitada de agonia o tempo inteiro, \u201cF\u00e9rias Frustradas\u201d \u00e9 o segundo trabalho de Hughes como roteirista e seu passe para o mundo dos g\u00eanios da com\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18450  aligncenter\" title=\"oancora\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/oancora.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO \u00c2ncora\u201d (The Anchorman: The Legend of Jon Burgundy, 2004)<\/strong><br \/>\nJudd Apatow \u00e9 o nome por tr\u00e1s de grandes besteir\u00f3is que amamos (ou amamos odiar). Do cult \u201cFreaks and Geeks\u201d (1999-2000) passando pelo quase tosco \u201cO Virgem de 40 Anos\u201d (2005) e chegando ao indie \u201cGirls\u201d (2012), o produtor e diretor passou pelo engra\u00e7ad\u00edssimo \u201cO \u00c2ncora\u201d. Escrito por Will Ferrell e Adam McKay, o filme acaba de ganhar uma sequ\u00eancia que deve chegar aos cinemas em dezembro deste ano. Neste longa dirigido por McKay, que conta com Paul Rudd \u2013 eterno namorado da Phoebe, em \u201cFriends\u201d \u2013, Christina Applegate e Steve Carrell, Ferrell encarna o jornalista machista e caipira Jon Burgundy que v\u00ea sua carreira ser amea\u00e7ada quando o canal contrata a linda e competente rep\u00f3rter Ver\u00f4nica Corningstone (Applegate). Ap\u00f3s altas e baixas, a vida de Burgundy se torna lend\u00e1ria quando uma mam\u00e3e panda resolve dar \u00e0 luz ao beb\u00ea mais esperado do ano. Quem cobrir\u00e1 esta hist\u00f3ria e se tornar\u00e1 o jornalista mais prestigiado de San Diego? O filme vale pelas \u00f3timas atua\u00e7\u00f5es de Ferrell e Rudd, que encantam com seus estilos conquistadores de araque, e pela dire\u00e7\u00e3o de arte que nos leva de volta a 1975 com o combo Kansas-bigode-blazer-vinho. E tem Steve Carrell, incorporando o puxa-saco-psicopata perfeito. Amadureceu e virou o Michael Scott no \u201cThe Office\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18451  aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"mundocao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/mundocao.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMundo C\u00e3o\u201d (Ghost World, 2001)<\/strong><br \/>\n\u201cNothing but the devil changes my baby\u2019s mind\u201d, \u00e9 um verso da m\u00fasica \u201cDevil\u2019s Got My Woman\u201d, de Skip James, parte da fant\u00e1stica trilha sonora de \u201cMundo C\u00e3o\u201d. E como uma met\u00e1fora sobre o filme dirigido por Terry Zwigoff e estrelado por Scarlett Johansson e Tora Birch, temos duas adolescentes que acabaram de sair do colegial, descobrindo o mundo, as pessoas e seus pr\u00f3prios gostos que mudam com a velocidade de seus pensamentos, embora elas tenham dificuldade em perceber isso. O filme \u00e9 adaptado da HQ de mesmo nome, escrita por Daniel Clowes \u2013 autor de \u201cArt School Confidential\u201d que virou filme e contou com John Malkovic no elenco. \u201cMundo C\u00e3o\u201d mostra a metamorfose na personalidade das duas amigas que passam a perceber que talvez n\u00e3o sejam t\u00e3o parecidas assim. Acontece quando elas resolvem fazer uma brincadeira e marcam um encontro \u00e0s escuras com um homem mais velho, interpretado por Steve Buscemi. Enid (Tora) passa a se interessar pelo homem e v\u00ea sua vida mudar de rumo. As \u00f3timas atua\u00e7\u00f5es de Buscemi e Birch \u2013 que mais uma vez interpreta uma \u201cesquisitona\u201d \u2013 como em \u201cBeleza Americana\u201d \u2013, garantem as cinco estrelas do filme que \u00e9 recheado de blues, jazz e boas refer\u00eancias. Rola at\u00e9 Fellini. \u201c\u00c9 8 e 1\/2 e n\u00e3o 9 1\/2, amigo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18452  aligncenter\" title=\"flores\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/flores.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFlores Partidas\u201d (Broken Flowers, 2005)<\/strong><br \/>\n\u201cI&#8217;m gonna go for broke. I am madly in love with you\u201d. \u00c9 Bill Murray em \u201cOs Ca\u00e7a-Fantasmas\u201d, 1984 fazendo de tudo para conquistar Dana. 21 anos depois, em \u201cBroken Flowers\u201d, Murray vive Don Johnston, outro conquistador, rico e eterno solteir\u00e3o. Passa os dias com suas m\u00fasicas pretensiosas e sempre orgulhoso por ser livre para come\u00e7ar a terminar um relacionamento quando bem entender.  A vida de Don muda quando ele recebe uma carta que o avisa sobre um filho de 19 anos, e o faz sair em uma turn\u00ea pelos Estados Unidos atr\u00e1s de seu primog\u00eanito, procurando cinco mulheres com quem j\u00e1 namorou e que seriam as prov\u00e1veis autoras da carta. No entanto, um encontro \u00e9 pior que o outro e Don \u00e9 obrigado a reviver hist\u00f3rias que j\u00e1 tinha esquecido. Entre suas antigas namoradas est\u00e3o Penny (Tilda Swinton) e Laura (Sharon Stone), ambas com quest\u00f5es inacabadas que precisam ser resolvidas. Dirigido e escrito por Jim Jarmush \u2013 mente brilhante por tr\u00e1s de \u201cNight on Earth\u201d e \u201cCoffee and Cigaretts\u201d \u2013 o filme demorou para ganhar meu click. Mas o dram\u00e1tico Murray \u00e9 t\u00e3o interessante quanto o c\u00f4mico Murray e neste filme cheio de carga emocional, Jarmush o guia por outra vertente da tragicom\u00e9dia, diferente de seu papel em \u201cEncontros e Desencontros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18453  aligncenter\" title=\"bigone\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/bigone.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCortando Custos\u201d (The Big One, 1997)<\/strong><br \/>\nEm meio a tanta discuss\u00e3o sobre a morte de Hugo Ch\u00e1vez e uma nova forma de governo ou sistema econ\u00f4mico, \u00e9 importante lembrar-se de quem vem tocando nesta ferida h\u00e1 muito tempo. E fazendo barulho com isso. Michael Moore, jornalista da cidadezinha de Flint, Michigan, e figur\u00e3o dos document\u00e1rios norte-americanos, esteve em seu auge muito antes do aclamado e premiado \u201cTiros em Columbine\u201d (2002) e \u201cFahrenheit 9\/11\u201d (2004). Durante a turn\u00ea de lan\u00e7amento do seu livro \u201cDownsize This\u201d, Moore se espantou \u2013 mas talvez nem tanto \u2013 com as dificuldades e desabafos que ouvia de trabalhadores de supermercados e livrarias por onde passava para tardes de aut\u00f3grafos. O making-of da turn\u00ea se tornou o filme \u201cCortando Custos\u201d. Em meio ao medo do desemprego e de outra quebra na economia, cidad\u00e3os comuns dos \u2013 outros \u2013 Estados Unidos que existem entre Nova Iorque e Calif\u00f3rnia imploravam pela ajuda do documentarista. Em sua busca por solu\u00e7\u00f5es, Moore chega ao CEO da Nike e o questiona sobre gera\u00e7\u00e3o de emprego dentro do pa\u00eds e critica duramente Bill Clinton e os presidenci\u00e1veis de 96 \u2013 Bob Dole e Ross Perot. \u00c9 mais lenha para a ideia que o capitalismo est\u00e1 ruindo h\u00e1 anos e se faz urgente uma nova filosofia econ\u00f4mica funcional. \u00c9 o \u00fanico filme do diretor no site. Corre.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18454  aligncenter\" title=\"natimorto\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/natimorto.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNatimorto\u201d, 2009<\/strong><br \/>\n\u201cBreaking Bad\u201d impressiona quando Vince Gillian, criador da s\u00e9rie, escreve um epis\u00f3dio que se passa inteiro dentro de um laborat\u00f3rio de metanfetamina. A riqueza do enredo e as t\u00e9cnicas de enquadramento impressionam porque causam claustrofobia e \u00e0 constante impress\u00e3o que uma hora n\u00e3o haveria mais assunto para preencher o epis\u00f3dio. Mas tinha. O assunto era uma mosca. Em \u201cNatimorto\u201d, longa adaptado do livro hom\u00f4nimo de Louren\u00e7o Mutarelli e dirigido por Paulo Machline, o assunto \u00e9, assim como na s\u00e9rie norte-americana, a entrega de um homem ao seu monstro interior. Estrelado pelo pr\u00f3prio autor, o filme \u2013 que tamb\u00e9m pode ser chamado de pesadelo terap\u00eautico \u2013 conta com Simone Spoladore no papel de uma cantora de \u00f3pera encontrada por um ca\u00e7a-talentos (Mutarelli). A promessa \u00e9 lev\u00e1-la ao maestro, mas com o passar do tempo o homem sugere que pretende viver para sempre com aquela cantora, dentro de um quarto de hotel. Entre orgulho e vaidade, ambos passam os dias esperando o destino que imagens atr\u00e1s de ma\u00e7os de cigarro revelam. Veem o Enforcado e o Diabo, mas aguardam pelo Natimorto, e uma esperan\u00e7a de vida dentro de um cen\u00e1rio de entrega \u00e0 sorte. Esteticamente perfeito, o filme imprime o existencialismo da obra de Murarelli.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18455  aligncenter\" title=\"shame\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/shame.jpg\" alt=\"\" width=\"252\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cShame\u201d (Shame, 2011)<\/strong><br \/>\nAssumo que s\u00f3 conheci Michael Fassbander em \u201cBastardos Inglorios\u201d (2009). N\u00e3o havia visto nenhum filme dele at\u00e9 ent\u00e3o e depois s\u00f3 fui ao cinema para \u201cX-Men: Primeira Classe\u201d em 2011. J\u00e1 tinha todos os motivos para ach\u00e1-lo brilhante, mas era caf\u00e9 com leite. O primeiro \u00e9 de um dos meus diretores favoritos e o segundo da minha HQ do cora\u00e7\u00e3o. Estava f\u00e1cil. Em \u201cShame\u201d, Michael conquista o espectador porque causa rep\u00fadio. Encanta porque toca na ferida da ninfomania real, a doen\u00e7a e n\u00e3o a brincadeirinha do Charlie Harper. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de gostar. Dirigido por Steve McQueen, o longa acompanha a vida de Brandon (Fassbander) que luta contra seu secreto v\u00edcio em sexo enquanto recebe sua irm\u00e3 Sissy (Carey Muligan, de \u201cDrive\u201d) em seu apartamento. Entre seus flertes no metr\u00f4 e sua enorme carga de material porn\u00f4, Brandon tem seu computador da empresa infectado por um v\u00edrus que pode colocar toda sua perturbadora realidade \u00e0 mostra. Enquanto perambula pelas ruas de Nova Iorque como um bem sucedido publicit\u00e1rio, Brandon lida com casos extraconjugais e homossexuais, brigas de rua e sua irm\u00e3 depressiva. \u00c9 um filme corajoso e realista que, mesmo n\u00e3o precisando, conta com o incentivo de diversas apari\u00e7\u00f5es de Fassbender como veio ao mundo. Meninas, preparem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/bluevanletina.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNamorados para Sempre\u201d (Blue Valentine, 2010)<\/strong><br \/>\nPoucas coisas s\u00e3o melhores que um filme com Ryan Gosling e Michelle Williams. Talvez um filme com dois de cada. \u00c9 mais ou menos esse o caso de \u201cNamorados para Sempre\u201d. O longa dirigido por Derek Ciafrance \u2013 que tamb\u00e9m dirigiu \u201cThe Place Beyong the Pines\u201d e tamb\u00e9m com Ryan Gosling \u2013 \u00e9 um recorte de dois momentos da vida do casal Dean e Cindy. Come\u00e7a no presente, com o casal morando em uma casa simples, uma filha e um cachorro que foge. A met\u00e1fora \u00e9 perfeita porque assim que eles percebem que a cadela da fam\u00edlia foi atropelada e morreu, se d\u00e3o conta que seu casamento tamb\u00e9m n\u00e3o tem mais vida. E assim voltamos ao passado, \u00e0 hist\u00f3ria de cada um antes de se conhecerem. Os sonhos, os planos, as m\u00fasicas e a paix\u00e3o rec\u00e9m-nascida com o frescor da juventude e a vida toda pela frente. A vida \u00fatil de uma paix\u00e3o narrada em 112 minutos, com uma linda fotografia e trilha escrita especialmente pela banda Grizzly Bear. Por que clicar nele em meio a tantos romances do site? \u00c9 um filme li\u00e7\u00e3o. Pode ser o soco no est\u00f4mago que voc\u00ea est\u00e1 precisando para dar um jeito na vida que, at\u00e9 onde sabemos, s\u00f3 acontece uma vez. E uma grande hist\u00f3ria de amor, pode acontecer de novo? E tem o Ryan Gosling careca, vejam voc\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18456  aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"passaros\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/passaros.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cOs P\u00e1ssaros\u201d (The Birds, 1963)<\/strong><br \/>\n\u00c9 fato conhecido que Alfred Hitchcock n\u00e3o era um homem comum. Tampouco normal. Em 1962 descobriu Tippi Hedren, uma modelo norte-americana de origem sueca que tinha exatamente o n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o que Hitchcock procurava para seu pr\u00f3ximo filme, \u201cOs P\u00e1ssaros\u201d. Fez portanto um contrato de exclusividade e se responsabilizou por form\u00e1-la com uma atriz e prepar\u00e1-la para o mundo do cinema. O que parecia uma promessa tentadora tornou-se um pesadelo na vida de Tippi. O diretor ficou obcecado pela mo\u00e7a e quando n\u00e3o recebeu o afeto de volta, passou a dificultar sua vida. Hitch a obrigou a gravar a \u00faltima cena de ataque do filme utilizando corvos de verdade, e n\u00e3o computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. \u201cOs P\u00e1ssaros\u201d \u00e9, portanto, um registro da mentalidade genial por\u00e9m perigosa de um diretor rejeitado. Conta a hist\u00f3ria de uma socialite (Tippi) que se encanta por um advogado e o visita em Bodega Bay, Calif\u00f3rnia. Por\u00e9m, ao chegar \u00e0 cidade, os p\u00e1ssaros passam a ter um comportamento agressivo e formam ataques fatais \u00e0s pessoas da ba\u00eda. Al\u00e9m da fotografia, os efeitos especiais s\u00e3o a cereja do bolo. \u00c9 a pen\u00faltima grande obra de Hitchcock, que depois gravou \u201cMarnie\u201d, tamb\u00e9m com Tippi, e alguns outros filmes nada geniais, at\u00e9 sua morte em 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18457  aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"passengerside\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/passengerside.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPassenger Side\u201d (Passenger Side, 2009)<\/strong><br \/>\nQuem n\u00e3o precisa de uma raz\u00e3o para viver? \u00c0s vezes pode ser uma cerveja na sexta-feira, ou o filho rec\u00e9m-nascido. \u00c0s vezes ela muda de ano para ano. Mas fato incontest\u00e1vel \u00e9 que todos precisamos de um motivo para sair da cama de manh\u00e3. E \u00e9 a busca por este motivo que leva os irm\u00e3os Michael (Adam Scott) e Tobey (Joel Bissonnette) a um dia viajando pela Calif\u00f3rnia. Quando Tobey recebe o telefonema de seu irm\u00e3o mais novo que est\u00e1 com o carro quebrado no meio da estrada, relutantemente entra nesse t\u00fanel de hist\u00f3rias e situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o do sentido da exist\u00eancia humana at\u00e9 qual rua vende a droga mais barata. Cada hist\u00f3ria os torna mais unidos. Escrito e dirigido por Bissonnette, \u201cPassenger Side\u201d \u00e9 uma mistura de \u201cOn The Road\u201d com \u201cInto The Wild\u201d. Mas o que faz o filme receber o clique \u00e9 a trilha sonora surreal que conta com Young Marble Giants, Dinosaur Jr, Leonard Cohen, Guided by Voices, D.O.A e Wilco e com a apari\u00e7\u00e3o do vocalista do Afghan Whigs e Twilight Singers, Greg Dulli, como um diretor de filmes porn\u00f4. N\u00e3o s\u00f3 pela trilha, n\u00e3o s\u00f3 pelo roteiro, n\u00e3o s\u00f3 pela \u00f3tima dire\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o de Bissonnette, o filme vale o clique porque te leva pela m\u00e3o \u2013 me com um pouco de com\u00e9dia \u2013 pelo processo de descobrimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18461\" title=\"passengerside1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/passengerside1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Juliana Torres (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/jukiddo\" target=\"_blank\">@jukidd<\/a>o) \u00e9 jornalista e assina o <a href=\"http:\/\/jukiddo.tumblr.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/jukiddo.tumblr.com\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Namorados Para Sempre&#8221;: um filme perfeito para o dia dos namorados, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/22\/cinema-namorados-para-sempre\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; John Hughes: seu legado para o cinema \u00e9 imenso, por Andr\u00e9 Azenha (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/19\/o-cinema-perde-john-hughes\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Juliana Torres\nSurgida em 2007 na California, a Netflix conseguiu espa\u00e7o no mercado como locadora online: a pessoa pedia um filme&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/17\/cinema-10-filmes-no-netflix\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":39,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18259"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18259"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42254,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18259\/revisions\/42254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}