{"id":18238,"date":"2013-02-28T12:47:54","date_gmt":"2013-02-28T15:47:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18238"},"modified":"2024-06-18T11:51:00","modified_gmt":"2024-06-18T14:51:00","slug":"justin-timberlake-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/28\/justin-timberlake-zero\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: Justin Timberlake = Zero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18193\" title=\"rocky\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/rocky.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"346\" \/><br \/>\n<strong>Sob o CEL #26<br \/>\nTimba<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00eas devem ter visto o \u00faltimo filme da saga do maior boxeador da hist\u00f3ria do cinema, Rocky Balboa. Se algu\u00e9m n\u00e3o viu por conta de alguma restri\u00e7\u00e3o de gosto antropol\u00f3ide e preconceituosa, aqui vai um alerta: a s\u00e9rie Rocky guarda momentos poderosos, n\u00e3o s\u00f3 do cinema em si, mas da vida. H\u00e1 um sem n\u00famero de met\u00e1foras e analogias infal\u00edveis sobre imaturidade, paternidade, responsabilidade, envelhecimento, alma, coer\u00eancia, tudo isso sob o peso das m\u00e3os e do c\u00e9rebro de Sylvester Stallone, que estrelou, roteirizou os longas, al\u00e9m de ter dirigido alguns. O \u00faltimo, \u201cRocky Balboa\u201d, lan\u00e7ado em 2006, foi surpreendente. At\u00e9 ent\u00e3o, o filme derradeiro da saga, \u201cRocky V\u201d, havia sido rodado em 1990, com todos os ind\u00edcios de que a carreira do pugilista havia tido seu \u00faltimo cap\u00edtulo. Pra encurtar a conversa, em \u201cRocky Balboa\u201d, o velho lutador est\u00e1 pra l\u00e1 de aposentado, dirigindo um restaurante que leva o nome de sua esposa, Adrian, morta anos antes por conta de c\u00e2ncer. Rocky toca sua vidinha em conflito com o filho \u00fanico e vivendo do passado, claro. Pra gente como ele, 2006 pode ser mais estranho que viver em Marte, tamanhas as diferen\u00e7as em todos os cantos. Por uma s\u00e9rie de manobras do destino, Rocky vai ficar frente a frente com o atual campe\u00e3o dos pesos pesados, Mason \u201cThe Line\u201d Dixon. O sujeito tem um cartel impressionante, est\u00e1 invicto, nocauteou milhares, \u00e9 riqu\u00edssimo, boa pinta, tem boa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia, faz caridade, tem visual de rapper mas, al\u00e9m disso tudo, h\u00e1 um grande problema: Dixon n\u00e3o convence seus f\u00e3s. Todos pensam que as lutas s\u00e3o arranjadas, que o campe\u00e3o tem queixo de vidro e que n\u00e3o aguentaria um tranco mais forte em cima do ringue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vou contar mais nada sobre o filme e recomendo que todos o vejam, at\u00e9 porque \u00e9 entretenimento de primeira categoria, com uma coreografia de luta impressionantemente real. O fato \u00e9 que, quando vejo Rocky Balboa e, sobretudo, observo a situa\u00e7\u00e3o de Mason Dixon em rela\u00e7\u00e3o ao esporte e ao que ele significa, penso em Justin Timberlake. Sim, ele mesmo, o cara, the man, o rei da cocada preta da m\u00fasica pop-negra, que vai lan\u00e7ar disco novo daqui a alguns dias. A bolacha j\u00e1 tem nome, \u201cThe 20\/20 Experience\u201d, e ser\u00e1 produzida por outro Timba, o Timbaland, e ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de Jay-Z. Veja, sem querer estragar sua festa e j\u00e1 me preparando para os proj\u00e9teis que este texto dever\u00e1 receber, te aviso: fuja disso. N\u00e3o ou\u00e7a mais nada dos Timbas. Vou tentar explicar abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"*NSYNC - Gone (Official HD Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IbRwSI8yi1o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Justin Timberlake foi do Clube do Mickey. \u00c9 um sujeito simp\u00e1tico, natural de Memphis, estado americano do Tennessee. Sim, a cidade natal de Timba pode ser considerada a Meca da m\u00fasica country durante um bom tempo. Talvez ainda seja, dada a quantidade de museus e eventos que os norte-americanos promovem a cada dia por l\u00e1. Memphis \u00e9 um dos meus destinos certos na ut\u00f3pica viagem por cidades musicais que ainda pretendo fazer nessa vida, mas, voltando ao nosso her\u00f3i, Timba n\u00e3o era um moleque com ra\u00edzes country ou soul ou qualquer raiz. Era um cara da classe m\u00e9dia, branquelo, com pais espertos o bastante para enxergar na malandragem da crian\u00e7a algum vi\u00e9s mercadol\u00f3gico. Sim, porque, nenhum pai ou m\u00e3e manda uma crian\u00e7a pequena para esse tipo de vida por divers\u00e3o ou sem qualquer pretens\u00e3o futura. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem. Timba conheceu um monte de gente, namorou uma colega de elenco, uma tal de Britney Spears, e integrou uma boy band chamada N\u2019Sync. N\u00e3o me pergunte muitos detalhes sobre eles, at\u00e9 porque, boy bands s\u00e3o rigorosamente iguais por uma simples quest\u00e3o de impossibilidade de varia\u00e7\u00e3o. Os caras precisam ser bonitos, saber dan\u00e7ar, ter carisma, sorrir e seduzir as c\u00e2meras televisivas o suficiente para que as meninas com horm\u00f4nios transbordantes do outro lado do sat\u00e9lite possam imaginar aquele sujeito em seus bra\u00e7os. \u00c9 assim desde a Santa Ceia e no mundo todo. Se houver uma boy band no sultanato de Om\u00e3, ela seguir\u00e1 esses princ\u00edpios b\u00e1sicos. Notaram que, dentre os tais princ\u00edpios b\u00e1sicos n\u00e3o est\u00e1 o verbo \u201ccantar\u201d, certo? Sim, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. Desses tempos de N\u2019Sync vem a melhor can\u00e7\u00e3o com participa\u00e7\u00e3o de Timba, chamada \u201cGone\u201d. \u00c9 de um disco chamado \u201cCelebrity\u201d, l\u00e1 de 2001, o quatro trabalho da banda. A m\u00fasica \u00e9 uma balada \u00e0 la Michael Jackson, com vocais solu\u00e7ados e arranjo que oscila economia e cordas sintetizadas. \u00c9 bonitinha e eficaz como produto pop, assim como dois pacotes de Miojo Galinha Caipira s\u00e3o capazes de matar sua fome numa emerg\u00eancia, mesmo que voc\u00ea saiba que aquilo \u00e9 artificial, nefasto e n\u00e3o perde para uma macarronada de domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, Timba saia em carreira solo ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do N\u2019Sync, pela qual suponho que poucas f\u00e3s tenham derramado alguma l\u00e1grima. Ele era o menino mais interessante da forma\u00e7\u00e3o, o que tinha mais cara de genro e que, provavelmente, sabia dan\u00e7ar melhor que os outros. Lan\u00e7ou \u201cJustified\u201d em 2002 e procurou se referendar como um genu\u00edno artista pop com grande acento black em sua m\u00fasica. Cercou-se de produtores, rappers de proveta (um tal de Bubba Sparxxx, por exemplo), mas como contava com grana da gravadora para ser a nova aposta pop, houve recurso para trazer bons m\u00fasicos como o baixista Nathan East, por exemplo, com horas de voo nas bandas de Eric Clapton e em grupos como Chicago e Tower Of Power atrav\u00e9s dos tempos. Janet Jackson tamb\u00e9m participou do disco, em um movimento n\u00edtido de apadrinhamento da ind\u00fastria do disco e do entretenimento. Mais ou menos como se a M\u00e1fia resolvesse cuidar de um novo \u2018cappo di tutti cappi\u2019 que estivesse ainda sem idade para assumir os neg\u00f3cios da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Justin Timberlake - Rock Your Body (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TSVHoHyErBQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Timba rodou clipes, dan\u00e7ou, sensualizou para menininhas que nasceram na d\u00e9cada de 1990 e cantou para um p\u00fablico disposto a ouvir qualquer coisa vinda dele. E por que isso, gente? Porque sim. A ind\u00fastria da m\u00fasica funciona desse jeito. As pessoas simplesmente s\u00e3o bombardeadas por mensagens que as obrigam a consumir aquele produto, mais ou menos como um an\u00fancio de sab\u00e3o em p\u00f3 que faz bolhas de part\u00edculas de h\u00e9lio, que v\u00e3o deixar a roupa mais branca. Claro que \u00e9 necess\u00e1rio o m\u00ednimo de talento, forjado meticulosamente nas estruturas de desenvolvimento da ind\u00fastria musical. Horas de dan\u00e7a, horas de malha\u00e7\u00e3o, horas de supostas aulas de canto, horas de aulas de interpreta\u00e7\u00e3o. Timbaland j\u00e1 estava metido nessa galera, justamente para figurar como o produtor. Dizem as resenhas de \u201cJustified\u201d que os Timbas buscaram a sonoridade de \u201cOff The Wall\u201d, disco cl\u00e1ssico de um Michael Jackson ainda neg\u00e3o, produzido por Quincy Jones. Sim, o pessoal n\u00e3o tinha mesmo no\u00e7\u00e3o, ou melhor, tinha a exata no\u00e7\u00e3o de que poderia mesmo se arrogar esse pedigree, sem qualquer risco. Havia suporte, havia tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Timba nunca se descuidou dos neg\u00f3cios. Ele tem restaurantes, ele foi democr\u00e1tico e topou participar de discos de todo mundo, num movimento cl\u00e1ssico de arroz de festa, procurando conectar-se ao m\u00e1ximo de gente, fazer seu networking numa \u00e9poca em que esse termo ainda n\u00e3o existia de fato. Procurou intercalar tudo isso com participa\u00e7\u00f5es no cinema, a princ\u00edpio em pequenas pontas, depois em pap\u00e9is maiores. Sua t\u00f4nica, no entanto, sempre foi a \u201cm\u00fasica\u201d. Em 2006 ele lan\u00e7aria seu segundo disco solo, \u201cFutureSex\/LoveSounds\u201d, que lhe trouxe seu maior sucesso: \u201cSexyBack\u201d. Timba vinha sensualizando em pot\u00eancia m\u00e1xima e suas f\u00e3s, um pouco maiores j\u00e1, continuaram comparecendo a shows, comprando discos, pedindo m\u00fasicas em r\u00e1dios e programas de televis\u00e3o. O segundo passo protocolar foi dado e ele assumiu parte dos deveres de produtor. Timbaland continuava envolvido na trama e a verba continuava permitindo trazer convidados como Will.I.Am, do Black Eyed Peas (estourados nos quatro cantos da gal\u00e1xia na \u00e9poca) e o produtor Rick Rubin, afinal de contas, \u00e9 preciso circular nas influ\u00eancias, certo? A falta de no\u00e7\u00e3o intencional continuava presente na escolha do conceito musical do novo trabalho. Se o primeiro disco mirou \u2013 e errou por milh\u00f5es de anos-luz \u2013 \u201cOff The Wall\u201d, aqui os Timbas queriam emular Prince. O an\u00e3o p\u00farpura de Minneapolis deve ter estourado a car\u00f3tida de tanto rir quando ouviu os \u201cgrooves\u201d produzidos por Timbaland. Enquanto isso, a carreira cinematogr\u00e1fica seguia de vento em popa, tendo seu grande momento em 2010, quando ele interpretou Sean Parker, o criador do Napster, em \u201cA Rede Social\u201d, um dos filmes mais superestimados da hist\u00f3ria do cinema. Contracenou com Cameron Diaz, Mila Kunis, Amanda Seyfried, Amy Adams, entre outras mo\u00e7as bem desej\u00e1veis, nos fazendo pensar at\u00e9 que suas apari\u00e7\u00f5es na telona n\u00e3o chegam a irritar tanto quanto sua m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Justin Timberlake - SexyBack (Edit) ft. Timbaland\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-oqXwnXjgDE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por que diabos a m\u00fasica do sujeito \u00e9 irritante, voc\u00ea perguntar\u00e1. Eu respondo. Porque ela n\u00e3o existe. Ela \u00e9 oca, vazia, uma vez que se pretende negra para brancos ouvirem e rebolarem. \u00c9 zero sexo, zero verdade. A m\u00fasica negra, desde que surgiu, sobretudo por quest\u00f5es hist\u00f3ricas ainda presentes em nossa sociedade, \u00e9 celebrat\u00f3ria. \u00c9 uma m\u00fasica vitoriosa, de conquista de espa\u00e7o, de autonomia, de luta pra sair do gueto, da senzala, da opress\u00e3o. Claro que ningu\u00e9m vai ouvir can\u00e7\u00f5es com atitude solene, como se jurasse a bandeira, mas a f\u00f3rmula de Timba pressup\u00f5e a completa descaracteriza\u00e7\u00e3o dessas matrizes negras, o completo embranquelamento de tudo, como se ritmos grooveados, levadas de baixo, guitarras sinuosas e vocais tirados da alma fossem ingredientes para uma centr\u00edfuga na qual todas as pequenas parcelas de sofrimento, realidade e luta v\u00e3o ser jogadas fora em forma de baga\u00e7o, enquanto as gargantas da casa grande beber\u00e3o um sucozinho lisinho, sem fiapos indesej\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 outro agravente. A m\u00fasica negra, exatamente pelos motivos citados acima, s\u00f3 \u00e9 leg\u00edtima quando h\u00e1 algum ind\u00edcio de luta com a realidade. Quem a produziu de forma relevante e influente no passado, o fez a duras penas. Gente que teve que alisar o cabelo, aprender a comer na mesa, a falar em p\u00fablico, a andar com livro na cabe\u00e7a, a usar peruca e suportar um sem-n\u00famero de humilha\u00e7\u00f5es para que algu\u00e9m escutasse como era de verdade. O embranquecimento n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de Timba, at\u00e9 porque ele n\u00e3o se importa com isso, provavelmente. Num pa\u00eds como os EUA, ter negros cantarolantes e rebolativos nas paradas de sucesso era algo inconceb\u00edvel. A solu\u00e7\u00e3o? Encontrar brancos para servirem de \u201claranjas\u201d musicais. Houve exce\u00e7\u00f5es, Elvis Presley \u00e0 frente, mas poder\u00edamos dizer que Elvis, um z\u00e9 ningu\u00e9m dos cafund\u00f3s do sul do pa\u00eds, era uma esp\u00e9cie de \u201cnegro social\u201d. Timba n\u00e3o. Ele nasceu em 1981, na aurora da Era Reagan, no in\u00edcio do fim dos princ\u00edpios b\u00e1sicos para a exist\u00eancia de manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas relativamente independentes do dinheiro. Quando ele estava no N\u2019Sync, em meados dos anos 90, o mundo como o conhec\u00edamos j\u00e1 havia acabado e esta situa\u00e7\u00e3o que temos hoje j\u00e1 era moldada. Azar o nosso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Justin Timberlake - Suit &amp; Tie (Official Video) ft. Jay-Z\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IsUsVbTj2AY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Timba, assim como Mason Dixon, tem queixo de vidro. Carece de tarimba da estrada, carece de perrengue, carece de chifre, de porrada da vida, de temporadas passando necessidade, verdadeiros forjadores de almas que se disp\u00f5em a subir num palco e cantar amor, decep\u00e7\u00e3o, poder libertador do sexo. Se voc\u00ea n\u00e3o tem isso, amigo, pode ser qualquer coisa, menos superastro do pop. Timba n\u00e3o aguenta um minuto no ringue. Seu novo disco deve trazer \u2013 e eu estou apostando nisso, uma vez que s\u00f3 ouvi duas m\u00fasicas do novo trabalho, uma delas, pasme, com mais de oito minutos \u2013 uma grande panqueca sonora com gotas m\u00ednimas de chocolate. As participa\u00e7\u00f5es de Jay-Z, um rapper que s\u00f3 impressiona a quem nunca ouviu rap de verdade, e Timbaland, um arremedo de produtor, t\u00edpico de um tempo em que esta figura, que \u00e9 chave para a m\u00fasica pop de qualidade, se perdeu na permissividade dos novos tempos falsamente libert\u00e1rios, ser\u00e3o os parceiros de nosso amigo. Vir\u00e3o participa\u00e7\u00f5es, novos filmes, novos shows, novas provas irrefut\u00e1veis que Timba \u00e9 um bom cara. Indies gostam e continuar\u00e3o gostando do cara. Em time que est\u00e1 ganhando, outra m\u00e1xima dos neg\u00f3cios, n\u00e3o se mexe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aceite uma dica musical do velho CEL: procure ouvir Michael Jackson entre 1979 e 1983, Prince entre 1978 e 1991 e George Michael, at\u00e9 o disco \u201cOlder\u201d, de 1996. Depois me diga o que achou.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Michael Jackson - Don\u2019t Stop &#039;Til You Get Enough (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yURRmWtbTbo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Atemporal<\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #26\nTimba rodou clipes, dan\u00e7ou, sensualizou para menininhas que nasceram na d\u00e9cada de 1990 e cantou para um p\u00fablico&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/28\/justin-timberlake-zero\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18238"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18238"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82162,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18238\/revisions\/82162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}