{"id":18128,"date":"2013-05-15T18:30:03","date_gmt":"2013-05-15T21:30:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18128"},"modified":"2019-04-20T23:48:50","modified_gmt":"2019-04-21T02:48:50","slug":"o-disco-bastardo-do-velvet-underground","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/15\/o-disco-bastardo-do-velvet-underground\/","title":{"rendered":"O \u00faltimo disco do Velvet Underground?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19283\" title=\"velvet1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/velvet1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"501\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/marcelo_orozco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Orozco <\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado no Scream &amp; Yell em setembro de 2005<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual a primeira pessoa que vem \u00e0 mente quando se fala em Velvet Underground? Lou Reed, mais provavelmente, j\u00e1 que era o homem-de-frente da banda. Talvez uns pensem em John Cale e suas contribui\u00e7\u00f5es de contraponto a Lou nos dois primeiros \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e3s do \u201cdisco da banana\u201d (de 1967) podem lan\u00e7ar m\u00e3o de Nico (cantora \u201cconvidada\u201d em v\u00e1rias faixas e co-participante do t\u00edtulo do \u00e1lbum, \u201cVelvet Underground and Nico\u201d) ou Andy Warhol (o papa pop-art que fez o papel de mentor art\u00edstico e \u201cprodutor\u201d do referido disco, al\u00e9m de autor da arte da banana na capa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os que adoram preferir os secund\u00e1rios podem at\u00e9 citar a baterista Maureen \u201cMo\u201d Tucker ou o guitarrista Sterling Morrison. Dificilmente algu\u00e9m faria associa\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea ao nome de Doug Yule, baixista e vocalista que entrou para o Velvet em 1968 no lugar de John Cale.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 que, veja como a hist\u00f3ria pode ser cruel e crua, foi justamente Yule quem fez sozinho (com a ajuda de Ian Paice, ent\u00e3o no Deep Purple, na bateria como m\u00fasico de est\u00fadio contratado e de uma n\u00e3o-identificada cantora de apoio) o disco-testamento do hist\u00f3rico Velvet Underground: \u201cSqueeze\u201d, de 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um disco sem Lou Reed, John Cale, Nico, Maureen Tucker ou Sterling Morrison. Muito menos Andy Warhol &#8211; \u00e0quela altura, Yule estava muito longe de 15 segundos de fama, quanto mais 15 minutos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19285\" title=\"velvet2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/velvet2.jpg\" alt=\"\" \/><em>A contra-capa original de \u201cSqueeze\u201d ao lado da contra-capa do relan\u00e7amento<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSqueeze\u201d \u00e9 uma anomalia pop e uma anomalia na hist\u00f3ria do Velvet. O disco (que saiu apenas na Inglaterra, Fran\u00e7a e Espanha) nunca foi relan\u00e7ado em vinil, em CD ou sinal de fuma\u00e7a at\u00e9 o final de 2012, quando voltou ao mercado em CD e vinil pelo selo obscuro Kismet. Ainda assim \u00e9 solenemente ignorado &#8211; como se nunca tivesse existido &#8211; na abrangente caixa retrospectiva de cinco CDs \u201cPeel Slowly and See\u201d, que inclui na \u00edntegra todos os quatro \u00e1lbuns de est\u00fadio do Velvet com Lou Reed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que, quando deixou o VU em agosto de 1970, Lou Reed sentia que seu tapete era puxado pelo ambicioso Doug Yule. Com uma vozinha razoavelmente decente (ele fez alguns vocais principais nos dois \u00e1lbuns do \u201cVelvet-by-Lou-Reed\u201d de que participou, como em \u201cCandy Says\u201d e \u201cNew Age\u201d), compet\u00eancia b\u00e1sica em seu instrumento e mais nenhum talento digno de nota, o mo\u00e7o se deixou tomar por uma ego-trip estimulada por bajuladores (e pelo empres\u00e1rio Steve Sesnick) e se sentiu \u201crock star\u201d a ponto de competir com Reed pelo comando da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto que Doug trocou o baixo pela guitarra e virou o l\u00edder do VU quando o verdadeiro l\u00edder foi embora. Virou l\u00edder em termos: n\u00e3o sobrou ningu\u00e9m para ele liderar, j\u00e1 que Sterling Morrison tamb\u00e9m puxou o carro em 1971 e Maureen Tucker zarpou pouco depois. Resumindo toscamente, os Velvets originais viam Doug Yule como um aproveitador barato e nada confi\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s tocar em 1971 com um Velvet deformado, Yule viu a banda desmoronar em 1972. Mesmo assim, marcou sess\u00f5es de est\u00fadio em Londres para gravar um \u00e1lbum. Muitos anos depois, ele alegou que pretendia gravar seu primeiro trabalho solo e que teria sido for\u00e7ado pelo ainda empres\u00e1rio Steve Sesnick a soltar o disco como se fosse do Velvet Underground.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19288\" title=\"velvet3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/velvet3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"361\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encarregado de todos os instrumentos, Yule contratou apenas um ajudante: Ian Paice, o baterista do Deep Purple (que vivia seus dias gloriosos do \u00e1lbum \u201cMachine Head\u201d e do hit \u201cSmoke on the Water\u201d). Um \u00f3timo instrumentista em seu grupo titular. Mas Paice apenas marcou o ritmo como qualquer outro baterista de est\u00fadio burocr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, afinal: o que o \u00e1lbum cont\u00e9m? Lan\u00e7ado em fevereiro de 1973, \u201cSqueeze\u201d \u00e9 um \u00e1lbum sem raz\u00e3o de ser &#8211; a n\u00e3o ser pelo ego desesperado do pr\u00f3prio Doug, ainda mais cutucado pelo sucesso solo de Lou Reed com \u201cWalk on the Wild Side\u201d e o \u00e1lbum \u201cTransformer\u201d em 1972. A indig\u00eancia musical ficaria mais toler\u00e1vel se o nome do Velvet Underground n\u00e3o tivesse sa\u00eddo na capa. Mas quebrar a cara, Doug quebraria de qualquer jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fama do disco \u00e9 p\u00e9ssima, espalhada pelos pouqu\u00edssimos que o ouviram. Para quem tiver a pachorra de buscar na Internet, h\u00e1 uma vers\u00e3o convertida para MP3 a partir do vinil original, mas voc\u00ea tamb\u00e9m pode ouvir no v\u00eddeo no final do texto. A pachorra, meio por obra do acaso, ocorreu por aqui. Curiosidade m\u00f3rbida de ouvir a obscura nota de rodap\u00e9 de uma das bandas realmente fundamentais do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 11 faixas em 35 minutos. Nem sombra de qualquer experimento s\u00f4nico como os dos dois primeiros \u00e1lbuns do Velvet (o \u201cda banana\u201d e \u201cWhite Light\/White Heat\u201d). Nem rocks bem compostos e bem tocados ou letras ricas e secas como em \u201cVelvet Underground\u201d, de 1969, ou de \u201cLoaded\u201d, de 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como compositor, Yule parece crer que basta botar alguns nomes de pessoas na letra e\/ou no t\u00edtulo, como Reed sabia fazer com maestria e com um prop\u00f3sito narrativo, e pronto. Por isso, d\u00e1-lhe \u201cLittle Jack\u201d na faixa de abertura, uma \u201cCaroline\u201d logo depois, um \u201cDopey Joe\u2019 aqui, \u201cJack and Jane\u201d acol\u00e1 e, para fechar o disco, \u201cLouise\u201d, com uma coda cheia de harmonias vocais com fundo de piano que est\u00e3o mais para balad\u00e3o de FM brega. Musicalmente, Yule \u00e9 um simulador sem personalidade e sem dire\u00e7\u00e3o. Ele at\u00e9 arrisca algum glam rock como o que Lou Reed (com David Bowie na produ\u00e7\u00e3o) praticava na \u00e9poca nas faixas \u201cMean Old Man\u201d e \u201cDopey Joe\u201d, al\u00e9m do clima de cabar\u00e9 de \u201cCrash\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19291\" title=\"velvet4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/velvet4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"254\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m montou Frankensteins de v\u00e1rias faixas da \u00e9poca de \u201cLoaded\u201d em \u201cFriends\u201d (uma baladinha insossa que tenta ser diferente com harmonias dissonantes como as de \u201cWho Love the Sun\u201d), \u201cJack and Jane\u201d (\u201dWalk and Talk It\u201d encontra \u201cSweet Jane\u201d em passo acelerado) e \u201cSend No Letter\u201d (outra acelera\u00e7\u00e3o, esta calcada em \u201cTrain \u2018Round the Bend\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando n\u00e3o reciclava Lou Reed, o simulador Yule almejava adquirir alguma respeitabilidade via Beatles, Rolling Stones e at\u00e9 mesmo Beach Boys. \u201cCaroline\u201d \u00e9 um clone maltrapilho dos rocks surfistas dos Beach Boys na fase 1964-65. Harmonias em la-la-la e contracantos no refr\u00e3o, solo de guitarra com o mesmo timbre do de \u201cI Get Around\u201d. Nenhum peso, nenhuma tens\u00e3o. E, em quest\u00e3o de \u201cCaroline\u201d, prefira \u201cCaroline, No\u201d (que os Beach Boys soltaram em \u201cPet Sounds\u201d) ou \u201cCaroline Says\u201d (que Lou Reed lan\u00e7aria no \u00e1lbum \u201cBerlin\u201d, em 1973).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Stones aparecem na insist\u00eancia de Yule de usar backing vocals \u00e0 moda gospel (\u201dLittle Jack\u201d, \u201cMean Old Man\u201d, \u201cDopey Joe\u201d). E os Beatles s\u00e3o chupados no jeitinho mccartneyano de \u201cCrash\u201d e nas levadas quebradas de piano em \u201cWordless\u201d e \u201cLouise\u201d, que lembram o primeiro \u00e1lbum solo de John Lennon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saldo: como compositor, instrumentista, bandleader, Doug Yule era um quase zero que n\u00e3o sabia dar vida a uma composi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha os recursos para explorar a din\u00e2mica entre estrofe e refr\u00e3o, as vibra\u00e7\u00f5es que o som captado de determinada forma pode criar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele se virava na guitarra, no baixo e no piano como um especialista em montar uma banda, gravar demos, desfazer a banda quando nada acontece e fundar mais outra que seguir\u00e1 o mesmo percurso an\u00f4nimo. Se n\u00e3o tivesse sido um coadjuvante do Velvet de Lou Reed, Doug Yule nunca teria merecido qualquer aten\u00e7\u00e3o maior no meio musical. Dando a pata \u00e0 palmat\u00f3ria, os Velvets de verdade est\u00e3o cert\u00edssimos em n\u00e3o incluir \u201cSqueeze\u201d no corpo da obra da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/J375g3PQx2Q\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/J375g3PQx2Q\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: \u201cWhite Light, White Heat\u201d, Velvet Underground, por Diego Fernandes (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/faixavelvet.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Lou Reed ao vivo no Credicard Hall, em S\u00e3o Paulo, em 2000, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/loureedshow.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; S\u00e9rie Classic Albuns em DVD: \u201cTransformer\u201d, de Lou Reed, por Andr\u00e9 Fiori (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/loureeddvd.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201dTransformer &#8211; Remasters\u201d, Lou Reed: reedi\u00e7\u00e3o aprimora o que j\u00e1 era cl\u00e1ssico (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/lou_new_transformer.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAnimal Serenade\u201d flagra Lou Reed inspirado brincando com p\u00e9rolas de seu repert\u00f3rio (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/resenha_loureedserenade.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Di\u00e1rio de turn\u00ea de Lou Reed: \u201cEu falo por meio das minhas can\u00e7\u00f5es\u201d (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/diariolou.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Lou Reed ao vivo em M\u00e1laga, na Espanha, 2008, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/22\/lou-reed-em-malaga-2\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n-\u201cBerlin Live At St, Ann\u2019s Warehouse\u201d, o registro da tour de 2006 de Lou Reed (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/19\/lou-reed-van-morrison-e-david-bowie\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Lou Reed &amp; Metallica: Liberdade art\u00edstica, no fim das contas, \u00e9 um p\u00e9 no saco (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/22\/musica-lulu-lou-reed-e-metallica\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dois v\u00eddeos do Lou Reed ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2010 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/11\/22\/dois-videos-do-lou-reed-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Lou Reed ao vivo em 2012: um ensaio de luxo em Luxemburgo, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/lou-reed-em-luxemburgo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Orozco\nUm disco do Velvet sem Lou Reed, John Cale, Maureen \u201cMo\u201d Tucker e Sterling Morrison? Sem Nico? Nem Andy Warhol?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/15\/o-disco-bastardo-do-velvet-underground\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18128"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18128"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18128\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51335,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18128\/revisions\/51335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}