{"id":18077,"date":"2013-02-19T18:57:19","date_gmt":"2013-02-19T21:57:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=18077"},"modified":"2017-07-14T10:45:04","modified_gmt":"2017-07-14T13:45:04","slug":"a-inglaterra-tem-cheiro-de-blur","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/19\/a-inglaterra-tem-cheiro-de-blur\/","title":{"rendered":"A Inglaterra tem cheiro de Blur"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18078\" title=\"blur1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/blur1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL 25<br \/>\nBLUR<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se algu\u00e9m perguntar qual minha banda inglesa predileta nos anos 90 ou, quem sabe, minha \u00faltima banda inglesa predileta desde sempre, eu n\u00e3o hesitarei em cravar o Blur. Tenho v\u00e1rias raz\u00f5es para isso, sejam sentimentais, musicais e umbigais. Apenas posso dizer que gosto intensamente de alguns discos e can\u00e7\u00f5es da banda a ponto desses trabalhos pontuais superarem discografias inteiras de contempor\u00e2neos do quarteto de Colchester, cidade de origem romana, integrante do condado de Essex, a noventa quil\u00f4metros de Londres. Na minha vis\u00e3o brasileira dos fatos, sempre associei o Blur a Londres, e seus integrantes \u2013 Damon Albarn, Graham Coxon, Dave Rowntree e Alex James \u2013 a jovens ingleses de classe m\u00e9dia formados em escolas de arte, algo bem diferente de brucutus oper\u00e1rios como, por exemplo, o Oasis, uma esp\u00e9cie de n\u00eamesis do Blur, cuja trajet\u00f3ria paralela nos anos 90 levou a imprensa brit\u00e2nica \u2013 a pior do planeta, a mais copiada pela imprensa musical brasileira \u2013 a fabricar uma rivalidade entre os grupos. Em seus respectivos mundos, Damon e Noel Gallagher riam disso tudo e agradeciam a escalada de hits nas paradas de sucesso inglesas e, em algumas vezes, mundiais. Sempre achei que o chef Jamie Oliver poderia ser um amigo natural de gente como os integrantes do Blur, n\u00e3o s\u00f3 pela origem compartilhada (Oliver tamb\u00e9m \u00e9 de Essex), mas pela apar\u00eancia descolete e bem humorada. Tal impress\u00e3o se desfez ao ver o chef, em um epis\u00f3dio de suas variadas s\u00e9ries sobre gastronomia, receber integrantes do&#8230; Jamiroquai. Na verdade, Albarn nasceu em Londres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Blur esteve ausente por um bom tempo. Lan\u00e7ou um disco bem chato em 2002, o \u201cThink Tank\u201d, que n\u00e3o melhora com o tempo e permanece como o pior trabalho do quarteto. A banda puxou o freio de m\u00e3o e, principalmente, Damon e Graham foram tocar suas vidas e seus projetos pessoais. O guitarrista do Blur j\u00e1 tinha uma extensa carreira solo e continuou gravando suas can\u00e7\u00f5es, sempre inspiradas em bandas independentes americanas dos anos 90, sobretudo daquela interse\u00e7\u00e3o entre o grunge e o lo-fi, gente como Guided By Voices, Pavement, gente assim. Albarn, por sua vez, criou o Gorillaz para se distrair mas, ao fim de alguns anos, a nova banda j\u00e1 estava nos mesmos patamares de fama e import\u00e2ncia que o pr\u00f3prio Blur e sua proposta n\u00e3o comportava nada muito s\u00e9rio ou extenso. Hits memor\u00e1veis como \u201cClint Eastwood\u201d ou \u201cFeel Good Inc.\u201d foram longe nas paradas e, apesar de legais, dan\u00e7antes e do apelo visual ineg\u00e1vel \u2013 apenas para quem n\u00e3o estava no planeta nesses anos, o Gorillaz \u00e9 uma banda falsa, com personagens desenhados em vez de gente &#8220;de verdade \u2013 o f\u00f4lego do projeto sempre foi curto. Albarn ainda lan\u00e7ou mais um projeto paralelo, The Good The Bad And The Queen, que materializou-se em um disco interessante, gravado em 2007.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rVNCpCy8gLc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois anos depois a banda estava reunida, realizando dois concertos concorridos para 50 mil pessoas no Hyde Park, nos dias 2 e 3 de julho de 2009, com os ingressos esgotando rapidamente e permitindo a banda retomar uma rela\u00e7\u00e3o de mais de vinte anos com o p\u00fablico. Ao longo deste tempo, posso dizer que tive momentos na vida que foram marcantes e marcados por can\u00e7\u00f5es do Blur. Em 1994, por exemplo, ano do lan\u00e7amento do terceiro disco da banda, o soberbo e irretoc\u00e1vel \u201cParklife\u201d, eu estava no segundo ano da faculdade de jornalismo. Eu e meu amigo e padrinho de casamento, Leonardo Salom\u00e3o, um grande cr\u00edtico musical que escreveu poucas, mas preciosas resenhas, hav\u00edamos iniciado uma rotina pessoal de troca de informa\u00e7\u00f5es sobre bandas e discos que gost\u00e1vamos. Eu havia ouvido &#8220;Mr. Jones&#8221;, do Couting Crows, e ficara admirado pela mistura de refer\u00eancias legais que a m\u00fasica trazia, pitadas de Dylan aqui, vocal decalcado de Van Morrison ali, poesia intelectual\u00f3ide de Adam Duritz acol\u00e1, enfim, eu estava no telefone com o L\u00e9o e &#8220;Mr. Jones&#8221; estava tocando em meu quarto, portanto, ele era capaz de ouvi-la do outro lado da linha. E disparou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Cara, vou colocar uma m\u00fasica daquela banda Blur que eu te falei.<br \/>\n&#8211; Tudo bem, rapaz, manda a\u00ed &#8211; respondi, desligando o som e grudando o ouvido no fone. Em poucos instantes ou\u00e7o os acordes de &#8220;End Of A Century&#8221;, at\u00e9 hoje minha can\u00e7\u00e3o favorita da banda, e a semelhan\u00e7a com climas de inconsciente coletivo plantados pelos Beatles fase \u201cRevolver\u201d-\u201cRubber Soul\u201d me chamaram a aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Porra, Leo, Counting Crows \u00e9 o cacete, hein?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o te falei?<br \/>\nAt\u00e9 hoje conto esse di\u00e1logo para o meu amigo e ele se admira pela minha capacidade em lembrar-se de algo t\u00e3o trivial para jovens dos anos 90 como iniciar um projeto de fazer resenhas das bandas que mais gostam. O Blur \u00e9 uma banda dos anos 90 em ess\u00eancia, falava para n\u00f3s na \u00e9poca e ainda fala para a minha vers\u00e3o de 20 e poucos anos que vive aqui dentro em algum lugar. Ali\u00e1s, \u00e9 ela que deve estar no controle, escrevendo essas linhas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YSuHrTfcikU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte comprei \u201cParklife\u201d e iniciei minha cole\u00e7\u00e3o de discos da banda. Logo comprei o primeiro, \u201cLeisure\u201d, que nunca foi meu preferido e fiquei a postos para conseguir o segundo, \u201cModern Life Is Rubbish\u201d, lan\u00e7ado em 1992, que nunca tivera uma vers\u00e3o nacional. Naquele tempo \u2013 1994\/95 \u2013 era imposs\u00edvel comprar o disco em alguma loja como a Modern Sound ou a Spider. S\u00f3 fui encontrar o disco tempos depois, numa barraquinha da Rua Pedro Lessa, no Centro do Rio, onde funcionava um mercado informal de venda, troca e compra de discos. Um dos sujeitos tinha uma c\u00f3pia lacrada e novinha do \u201cModern Life\u201d, mas eu n\u00e3o tinha um tost\u00e3o na carteira. Eram tempos em que n\u00e3o havia cart\u00e3o de d\u00e9bito e eu s\u00f3 tinha o dinheiro da passagem do metr\u00f4 para a Uerj e o \u00f4nibus para voltar pra casa. Mas havia um tal\u00e3o de tickets-refei\u00e7\u00e3o novinho em folha. Ap\u00f3s muita negocia\u00e7\u00e3o, o sujeito concordou que eu pagasse o valor do disco em tickets-refei\u00e7\u00e3o, algo que, em toda a minha extensa carreira de comprador de discos, ainda n\u00e3o foi igualado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que me anima no britpop, movimento que o Blur capitaneou nos anos 90 e do qual o Oasis apenas participou, porque, quando surgiu, a banda de Colchester j\u00e1 estava no terceiro disco, foi seu car\u00e1ter nacionalista. A \u00faltima tentativa para que jovens ingleses ouvissem m\u00fasica feita na Inglaterra havia falhado. As guitar bands, Happy Mondays e Stone Roses \u00e0 frente, n\u00e3o conseguiram ultrapassar a barreira do underground e o grunge de Seattle j\u00e1 atravessara o oceano e se instalara confortavelmente nas paradas de sucesso brit\u00e2nicas. O Blur fora um participante tardio dessa onda, com seu primeiro single &#8220;There&#8217;s No Other Way&#8221;. Fez sucesso relativo, tocou no Lado B MTV aqui e o primeiro disco da banda teve lan\u00e7amento nacional, junto com uma banda one hit wonder, o Soup Dragons, que conseguiu sucesso inesperado com sua vers\u00e3o de &#8220;I&#8217;m Free&#8221;, dos Stones. Pois o Blur ressurgiria em pleno 1992 com o disco que \u00e9 o marco zero do britpop, seu segundo \u00e1lbum, aquele que eu compraria com tickets-refei\u00e7\u00e3o dois anos depois numa barraca da Cinel\u00e2ndia (a globaliza\u00e7\u00e3o ainda engatinhava, mas j\u00e1 existia), \u201cModern Life Is Rubbish\u201d. A chave do sucesso da empreitada foi a capacidade dos sujeitos em amalgamar um leque de influ\u00eancias do rock ingl\u00eas de v\u00e1rios per\u00edodos, passando por Kinks e Small Faces \u2013 suas influ\u00eancias mais evidentes no in\u00edcio da carreira \u2013 passando por glam, punk, Stones, Beatles e tudo mais. As letras de Albarn eram pequenas cr\u00edticas aos maneirismos ingleses, \u00e0s britanicices daquela gente estranha da velha ilha. Deu certo. Uma multid\u00e3o de jovens j\u00e1 n\u00e3o via muito sentido nas letras depressivas de Cobain e companhia e caiu dentro da ladainha nacional. Na esteira vieram bandas memor\u00e1veis como Oasis, Suede, dentre tantas. O movimento ainda iria at\u00e9 1997\/98, e teve momentos intensos como o quarto disco do Blur, \u201cThe Great Escape\u201d, os tr\u00eas primeiros discos do Oasis, \u201cDefinetely Maybe\u201d (1993), \u201cWhat&#8217;s The Story Morning Glory\u201d (1995) e \u201cBe Here Now\u201d (1997), \u201cEverything Must Go\u201d, do Manic Street Preachers (1996), enfim, uma lista que voc\u00ea pode completar com o seu favorito.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SaHrqKKFnSA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corta pra 2009. Este foi o ano da minha primeira viagem para a Europa. J\u00e1 havia visitado os Estados Unidos por tr\u00eas vezes, mas o Velho Mundo permanecia misterioso. O roteiro era curto e criterioso: ter\u00edamos cerca de dez dias, divididos entre quatro cidades, a saber, Lisboa, Porto, Londres e Liverpool. Apesar da capital portuguesa ter ganho o t\u00edtulo de cidade mais bela da viagem, claro que Londres era o carro-chefe. Andar pela Oxford Street e parar numa HMV gigantesca e comprar uma quantidade ensandecida de discos \u00e9 um prazer a que todos, por lei, deveriam ter direito. Por uma ironia temporal imensa, minha chegada \u00e0 cidade se deu tr\u00eas meses depois do reencontro do Blur no Hyde Park. O pouco tempo em Londres tamb\u00e9m n\u00e3o me permitiu entrar no clima da cidade, algo que, imagino, s\u00f3 seja poss\u00edvel com cerca de dez dias. A not\u00edcia de que o Blur lan\u00e7aria os dois concertos do parque em CD e um document\u00e1rio sobre sua hist\u00f3ria, chamado \u201cNo Distance Left To Run\u201d, me deixou menos irritado. Comprei os discos em pr\u00e9-venda e esperei o doc ser lan\u00e7ado por aqui. Em pouco tempo eu j\u00e1 dispunha de not\u00edcias da banda e sua performance ao vivo, ainda que menos espetacular do que eu poderia prever, me emocionou, claro, em &#8220;End Of A Century&#8221;, quando Albarn mudou a letra para &#8220;and the mind gets dirty when you get closer to &#8230; forty&#8221;, mudando o &#8220;thirty&#8221; original, de 1993\/94, quando os sujeitos tinham a mesma idade que eu e o Leo Salom\u00e3o no telefone. O document\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 impressionante, sobretudo por sua capacidade de contar toda a hist\u00f3ria da banda, desde o tempo em que se chamavam Seymour e pensavam em desistir de tudo. Toda a d\u00e9cada de 1990 passa diante dos nossos olhos e outras lembran\u00e7as v\u00eam \u00e0 mente como a felicidade em ouvir a abertura do ent\u00e3o nov\u00edssimo Fifa 1998 &#8211; Road To World Cup &#8211; e constatar que &#8220;Song 2&#8221;, do quinto e hom\u00f4nimo disco da banda, desfila solene em seus quase dois minutos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cq6iG8tdxzU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corta pra 2013. O Blur est\u00e1 novamente no Hyde Park gravando um CD\/DVD ao vivo. A data \u00e9 12 de agosto, encerramento das Olimp\u00edadas de Londres e, enquanto o Who est\u00e1 no palco da cerim\u00f4nia oficial de encerramento, o Blur est\u00e1 aqui fora, cabelo ao vento, gente jovem reunida a c\u00e9u aberto. A participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e9 intensa e o resultado disso em can\u00e7\u00f5es como &#8220;Song 2&#8221;, por exemplo, \u00e9 impressionante. N\u00e3o que o Blur n\u00e3o tenha registros ao vivo interessantes l\u00e1 dos anos 90. O raro disco \u201cLive At Budokan\u201d, de 1996, lan\u00e7ado apenas no Jap\u00e3o e disseminado pelo mundo logo depois, \u00e9 um exemplo do quanto a banda pode soar sensacional em cima do palco. \u201cParklive\u201d \u00e9 o nome do CD\/DVD desse novo show no Hyde Park e finalmente comprei o DVD &#8211; o disco j\u00e1 estava no computador desde o fim de 2012 e o CD chegou no in\u00edcio de 2013. Nova celebra\u00e7\u00e3o, nova emo\u00e7\u00e3o, na mesma m\u00fasica, na passagem do verso de &#8220;forty&#8221; para &#8220;fifty&#8221;, lembrando que Albarn \u00e9 apenas dois anos mais velho que eu e que essa percep\u00e7\u00e3o da passagem do tempo sempre ser\u00e1 a mesma, um fator ainda maior de identifica\u00e7\u00e3o com o sujeito. Ap\u00f3s ver \u201cParklive\u201d, conect\u00e1-lo obviamente com o \u2018Parklife\u201d de 1994 e entender que o t\u00edtulo de 2013 poderia ser traduzido como algo mais naturalizado, que se estabeleceu, a &#8220;exist\u00eancia no parque&#8221;, em vez da &#8220;vida de parque&#8221; de vinte anos atr\u00e1s. Pergunto pra minha amiga Lory, \u00f3rf\u00e3 de Londres, o significado da express\u00e3o e ela oscila entre o h\u00e1bito de correr pro parque quando faz sol e uma g\u00edria criada para ressaltar ainda mais a &#8220;britanicidade&#8221; dos ingleses e seus h\u00e1bitos. Ficamos no meio do caminho, mas sabendo exatamente que o portugu\u00eas \u2013 mais rico que o ingl\u00eas \u2013 n\u00e3o pode expressar em palavras exatas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses dias decidi finalmente comprar \u201c21\u201d, a caixa comemorativa dos 21 anos de exist\u00eancia do Blur. Eu j\u00e1 tenho a cole\u00e7\u00e3o completa da banda, mas vou atr\u00e1s dos discos-b\u00f4nus, dos DVD&#8217;s raros e do prazer renovado em ter aqui em casa, velhos conhecidos de um tempo que n\u00e3o volta mais. Nem pra mim, nem pra banda. Eu sei que o Oasis tem grandes discos, eu sei que a origem dessa sonoridade n\u00e3o est\u00e1 no Blur, sei do valor de Kinks e Small Faces, mas, Inglaterra, pra mim, tem cheiro de Blur. E som de Blur. E est\u00e1 bom assim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qefhT_96wYU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\">Atemporal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><br \/>\n&#8211; Blur no Hyde Park: um fragmento de perfei\u00e7\u00e3o no mundo pop, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/10\/06\/fragmentos-de-perfeicao-no-mundo-pop\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThink Tank\u201d, aquela banda que todo mundo conhecia como Blur acabou, por Mac (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/blur_think_tank.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cBest Of Special Edition &#8211; Blur Live Wembley\u201d, do Blur, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/blurbestresenha.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Livro: &#8220;A Ascen\u00e7\u00e3o e Queda do Britpop&#8221;, de John Harris, por Mateus Ribeirete (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/19\/livros-a-ascencao-e-a-queda-do-britpop\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #25\nSe algu\u00e9m perguntar qual minha banda inglesa predileta nos anos 90, eu n\u00e3o hesitarei em cravar o Blur&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/19\/a-inglaterra-tem-cheiro-de-blur\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1861,46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18077"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18077"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42527,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18077\/revisions\/42527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}