{"id":17994,"date":"2013-02-13T11:58:46","date_gmt":"2013-02-13T13:58:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=17994"},"modified":"2018-02-21T11:08:57","modified_gmt":"2018-02-21T14:08:57","slug":"especial-u2-war-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/13\/especial-u2-war-30-anos\/","title":{"rendered":"Especial U2: &#8220;War&#8221; 35 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17995\" title=\"war1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war1.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war1-300x292.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Especial \u2018War\u2019 35 anos \u2013 Os meninos v\u00e3o \u00e0 guerra<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/marcio.guariba\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcio Guariba<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto escrito em 2013 para o anivers\u00e1rio de 30 anos do \u00e1lbum &#8220;War&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1982, o U2 vivia um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o pessoal muito forte; O vocalista Bono havia se casado, o guitarrista Edge questionava sua f\u00e9 e o som da banda estava perdido entre o punk prolet\u00e1rio e a experimenta\u00e7\u00e3o celta. Naquele ano, a banda lan\u00e7ou o single \u201cA Celebration\u201d, feito \u00e0s pressas para tentar manter o nome do grupo nas paradas depois do fiasco de vendas do segundo \u00e1lbum, \u201cOctober\u201d, lan\u00e7ado em 1981 e que n\u00e3o empolgou ningu\u00e9m e n\u00e3o conseguiu emplacar nenhum sucesso. \u201cA Celebration\u201d tamb\u00e9m fracassou sendo rejeitada pela pr\u00f3pria banda, que a excluiu de todas as compila\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas posteriormente (a can\u00e7\u00e3o s\u00f3 viria a aparecer na reedi\u00e7\u00e3o dupla de \u201cOctober\u201d, em 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro \u201cU2 by U2\u201d, biografia assinada por Neil McCormick ao lado da pr\u00f3pria banda e lan\u00e7ada em 2006, Edge comentou sobre a can\u00e7\u00e3o: \u201cDe volta \u00e0 Dublin, n\u00f3s gravamos \u2018A Celebration\u2019. Ela n\u00e3o era ruim, mas tamb\u00e9m n\u00e3o era boa o bastante para livrar-nos de encrenca. N\u00f3s ainda est\u00e1vamos inseguros em rela\u00e7\u00e3o aos impasses do \u00e1lbum, (como) gravar sem ter m\u00fasicas prontas. Naquele momento a gente precisava de um sucesso. \u2018A Celebration\u2019 n\u00e3o era um\u201d. Mas foi com ela que o processo de composi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum seguinte, o terceiro \u00e1lbum do U2, come\u00e7ou. Os temas messi\u00e2nicos seriam deixados um pouco de lado, por\u00e9m os teclados viriam para ficar. Dessa fus\u00e3o dos dois \u00e1lbuns anteriores (\u201cOctober\u201d, e a estreia, \u201cBoy\u201d, de 1980), nasceu \u2018War\u2019, que completa 35 anos em 2018.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HBP64ZssRNY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a turn\u00ea de 82, a Irlanda vivia a efervesc\u00eancia do nacionalismo burro, representado pelos terroristas do IRA (Irish Republican Army), o Ex\u00e9rcito Republicano Irland\u00eas. \u201cAlgumas coisas estavam acontecendo durante a turn\u00ea de \u2018October\u2019, rememora Bono em \u201cU2 by U2\u201d. \u201cBobby Sands (membro do IRA que tentava uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para os problemas religiosos da regi\u00e3o) estava morrendo numa greve de fome na Irlanda e as pessoas estavam gritando o seu nome para n\u00f3s enquanto est\u00e1vamos no palco. Havia contingentes de \u2018Viva o IRA\u2019, que achavam que \u00e9ramos irlandeses na Am\u00e9rica, um tipo de IRA provis\u00f3rio acontecendo. Eu estava comovido com a coragem do Bobby Sands, e n\u00f3s entend\u00edamos como as pessoas estavam encorajadas a defend\u00ea-las, mesmo que n\u00e3o ach\u00e1ssemos que aquela era a coisa certa a fazer. Mas estava claro que o Movimento Republicano estava se tornando um monstro a fim de derrotar outro monstro\u201d, analisa o vocalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de mais de duas d\u00e9cadas de luta armada, ocorreram mais de 3500 mortes relacionadas ao IRA. \u201cAqueles foram tempos muito perigosos na Irlanda \u2013 o nacionalismo estava ficando feio\u201d, comenta Bono. \u201cEnt\u00e3o preferimos ficar contra a \u2018tricolor\u2019 (a bandeira Irlandesa), e quando ela era jogada no palco, eu a desmontava. Tirava a parte verde e a parte laranja e s\u00f3 restava a parte branca do meio, e ela se tornava a bandeira branca. Um gesto simples, mas poderoso naquele tempo. Ent\u00e3o, quando est\u00e1vamos nos preparando para o \u00e1lbum \u2018War\u2019, n\u00f3s come\u00e7amos a pensar em como era ser um irland\u00eas. N\u00f3s precisamos examinar algumas dessas quest\u00f5es. Voc\u00ea realmente acredita em n\u00e3o-viol\u00eancia? Em que ponto voc\u00ea protegeria a si mesmo? Essas n\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es f\u00e1ceis de resolver\u201d, pondera.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17998 aligncenter\" title=\"war2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war2.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war2-300x287.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste processo de envolvimento pol\u00edtico e de um amadurecimento de conceitos pessoais, partiu o embri\u00e3o do terceiro \u00e1lbum do U2. Irland\u00eas at\u00e9 a medula. Politizado e emocional. Marcial e livre. Um disco important\u00edssimo e que fechou um ciclo na carreira do grupo, por\u00e9m, marcou-os para sempre. E nada melhor que come\u00e7ar um disco assim definindo o que vir\u00e1 ap\u00f3s. A faixa s\u00edmbolo. Seu hino. Abrir o disco com \u201cSunday Bloody Sunday\u201d foi muito representativo. De repente, aquela banda que falava sobre suas quest\u00f5es de adolesc\u00eancia em \u201cBoy\u201d e sobre sua experi\u00eancia com a religi\u00e3o em \u201cOctober\u201d estava colocando o dedo na ferida de umas das quest\u00f5es mais importantes em seu pa\u00eds natal. Batida marcada e guitarra cortante como uma navalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO primeiro esbo\u00e7o de \u2018Sunday Bloody Sunday\u2019 foi feito durante um dia particularmente depressivo, naquela pequena casa \u00e0 beira do mar\u201d, relembra Edge. \u201cEu estava sozinho, nada estava dando certo e eu tinha brigado com a minha namorada porque eu estava trabalhando enquanto todo mundo estava de f\u00e9rias, ent\u00e3o talvez eu devesse tirar f\u00e9rias tamb\u00e9m, ao inv\u00e9s de desperdi\u00e7ar meu tempo tentando me tornar um compositor, j\u00e1 que, obviamente, eu n\u00e3o era bom nisso. Fiz a \u00fanica coisa na qual podia pensar, que foi transferir todo meu medo, frustra\u00e7\u00e3o e pena de mim mesmo para um peda\u00e7o de m\u00fasica. Peguei minha guitarra e deixei tudo isso se manifestar. Era apenas um esbo\u00e7o, um contorno, n\u00e3o tinha um t\u00edtulo, um refr\u00e3o ou uma melodia, mas tinha um estilo de composi\u00e7\u00e3o e um tema. Se me lembro bem, minha linha de abertura era \u2018Don\u2019t talk to me about the rights of IRA, UDA &#8230;\u2019 Era uma can\u00e7\u00e3o completamente antiterrorista\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bono desenvolveu a letra buscando se lembrar de tudo que havia ocorrido n\u00e3o s\u00f3 no ano anterior, mas tendo como foco principal o famoso \u2018Domingo Sangrento\u2019, confronto entre manifestantes cat\u00f3licos e nacionalistas e o ex\u00e9rcito ingl\u00eas ocorrido em Derry, Irlanda do Norte, no dia 30 de janeiro de 1972. O movimento teve in\u00edcio com uma passeata de dez mil manifestantes que pretendiam, saindo do bairro de Creggan em marcha pelas ruas cat\u00f3licas da cidade, chegar at\u00e9 a Prefeitura. Antes disso, entretanto, os soldados ingleses partiram para ofensiva e disparam contra os manifestantes deixando 14 ativistas cat\u00f3licos mortos e 26 feridos. A faixa foi o segundo single do disco, lan\u00e7ada somente em alguns pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ada8H9B3aFQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o tema era a Irlanda na primeira faixa, na segunda, \u201cSeconds\u201d, o medo e a ideia de paz passavam a ser globais. E, pela primeira vez, Edge assume os vocais principais. Ali\u00e1s, \u00e9 nesse \u00e1lbum que o guitarrista come\u00e7a a assumir deliberadamente a fun\u00e7\u00e3o de \u2018c\u00e9rebro\u2019 da banda. O baterista Larry Mullen Jr. comenta: \u201cAs m\u00fasicas deixaram de serem vagas e pareciam estar um pouco mais concisas. Edge tinha realmente assumido o papel de diretor musical e Steve Lillywhite (produtor de \u2018War\u2019 e tamb\u00e9m dos dois \u00e1lbuns anteriores) entendeu a proposta e parecia mais seguro na fun\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o quer dizer que tenha sido f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSeconds\u201d \u00e9 nitidamente uma abertura de leque na carreira do U2. Depois dos teclados, introduzidos massivamente em \u201cOctober\u201d, Edge resolveu experimentar com outros instrumentos e o viol\u00e3o ganhou for\u00e7a aqui. At\u00e9 o famigerado sampler (utiliza\u00e7\u00e3o de peda\u00e7os de outras can\u00e7\u00f5es ou filmes) foi um recurso, aqui retirado do document\u00e1rio \u201cSoldier Girls\u201d, de 1981, de Nick Broomfield e Joan Churchill, sobre o treinamento de mulheres para o exercito norte-americano. Durante os anos 60 e 70 e, finalmente, no in\u00edcio dos 80, a guerra fria entre Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (atual R\u00fassia) manteve o mundo em suspens\u00e3o, \u00e1 espera por uma iminente guerra nuclear. E esse conceito de medo permeou a cultura pop. Dezenas de filmes e m\u00fasicas foram feitos a respeito, e \u201cSeconds\u201d engrossa a lista: \u201cIt takes a second to say good-bye. Push the button, pull the plug&#8230; Say good-bye!\u201d. A m\u00fasica foi muito tocada ao vivo na turn\u00ea do \u00e1lbum e, posteriormente, na \u2018Unforgettable Fire Tour\u2019, por\u00e9m, abandonada desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18003 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"war3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war3.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war3.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war3-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/war3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada como single no dia de ano novo de 1983, a terceira faixa do \u00e1lbum, \u201cNew Year\u2019s Day\u201d, representou n\u00e3o s\u00f3 um cl\u00e1ssico tocado at\u00e9 hoje nos shows da banda, mas deu tamb\u00e9m o primeiro hit do U2 nos Estados Unidos. E tudo nasceu de uma tentativa de cover. \u201c\u2019New Year\u2019s Day\u2019 come\u00e7ou como uma sess\u00e3o de checagem de som. Eu basicamente estava tentando tocar \u2018Fade To Grey\u2019, can\u00e7\u00e3o do Visage, e tentando encontrar o intervalo correto. Algumas vezes nossos erros s\u00e3o nossos melhores trunfos\u201d, filosofa o baixista Adam Clayton mostrando n\u00e3o s\u00f3 o embri\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de um dos maiores sucessos da banda como tamb\u00e9m que a rela\u00e7\u00e3o do U2 com a m\u00fasica eletr\u00f4nica \u00e9 muito mais antiga do que se pode imaginar. N\u00e3o conhece o Visage? Ou\u00e7a &#8220;Fade To Grey&#8221; <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UMPC8QJF6sI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o single de \u201cNew Year\u2019s Day\u201d, v\u00e1rios remixes foram encomendados para que a m\u00fasica fosse bastante executada pelos DJ\u2019s. Por\u00e9m, apesar de tudo isso, o tema da can\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era pol\u00edtico. Ou, pelo menos, de imagens pol\u00edticas. \u201cA letra da m\u00fasica circula em torno de imagens. Estou pensando em Lech Walesa, o l\u00edder da Solidariedade Polonesa\u201d, revela Bono. \u201cA imagem dele, em p\u00e9 sobre a neve, um sentimento de que tendo abandonado a banda por Deus, n\u00f3s quer\u00edamos come\u00e7ar de novo. E n\u00f3s come\u00e7ar\u00edamos mais uma vez, de um modo diferente, repetindo um lema que n\u00f3s continuar\u00edamos pelo resto das nossas vidas: I will begin again. I will begin again. A neve como uma imagem de rendi\u00e7\u00e3o e cobertura e esses pequenos vislumbres de narrativa, na verdade, eram apenas desculpas para o tema que era Lech Walesa sendo preso e sua mulher sendo impedida de v\u00ea-lo. Depois, quando n\u00f3s t\u00ednhamos gravado a m\u00fasica, eles anunciaram que a lei marcial seria suspensa na Pol\u00f4nia no Dia de Ano Novo \u2013 incr\u00edvel!\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MkPwfuCkVv8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLike a song&#8230;\u201c, quarta faixa do disco, \u00e9 quase que um pequeno peda\u00e7o do \u00e1lbum \u201cBoy\u201d neste disco. Um punk celta r\u00e1pido e melodioso. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 um grande \u2018dedo do meio\u2019 para o que acontecia na cena musical da \u00e9poca, cheia de pose e com pouca atitude. Pose que a banda acabou abra\u00e7ando nos anos noventa, ali\u00e1s. O detalhe desta can\u00e7\u00e3o, assim como algumas outras do \u00e1lbum, \u00e9 que nunca foi tocada ao vivo. Assim como \u201cDrowning Man\u201d, quinta faixa e outra demonstra\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o de Edge como compositor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cDrowning Man\u201d, viol\u00f5es e violinos conversam enquanto Bono constr\u00f3i seu tema a partir das Escrituras. Uma das mais lindas m\u00fasicas escritas pela banda. Sobre ela, Bono disse: \u201c\u00c9 uma faixa do Edge e uma parte do baixo do Adam. Ela tem um ritmo meio obscuro, como um 5\/8, e eu improvisando \u00e0 la Van Morrison, gemendo conforme as Escrituras. As letras das m\u00fasicas ainda eram uma luta. Eu realmente n\u00e3o estava gostando de escrever em um caderno. Eu acordava na cama em posi\u00e7\u00e3o fetal, e Ali (esposa de Bono) dizia: \u2018O que est\u00e1 errado?\u2019 E eu respondia para ela, \u2018Eu n\u00e3o quero levantar da cama\u2019. E ela falava, \u2018Voc\u00ea n\u00e3o quer escrever, \u00e9 o que voc\u00ea quer dizer.\u2019 Eu ainda n\u00e3o tinha me apaixonado pela palavra escrita. Estava me for\u00e7ando a escrever, mas n\u00e3o estava fazendo um trabalho muito bom, porque eu meio que me rebelava contra isso. Ali estava literalmente me botando para fora da cama de manh\u00e3, colocando a caneta na minha m\u00e3o\u201d. No livro \u201cThe Story Behind Every U2 Song\u201d, de Niall Stokes, Edge avalia: \u201cMuitas de nossas can\u00e7\u00f5es poderiam ser regravadas. Por\u00e9m esta \u00e9 perfei\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pZHMCz0H0NA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lado B do vinil \u00e9 literalmente \u2018b\u2019. Todas as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais distantes e menos f\u00e1ceis. J\u00e1 na abertura, com \u201cThe Refugee\u201d, que, segundo teoria de Niall Stokes, \u00e9 uma tentativa de narrativa sobre o in\u00edcio da sociedade irlandesa, e como todos eram \u2018refugiados\u2019 do Egito e do norte da \u00c1frica. Por\u00e9m, a letra tamb\u00e9m faz conex\u00e3o com o ex\u00edlio pol\u00edtico de muitos ativistas cubanos na \u00e9poca, j\u00e1 que Bono come\u00e7ou a tomar conhecimento do assunto na turn\u00ea norte-americana, em 1982. A m\u00fasica \u00e9 tr\u00f4pega e estranha \u2013 e permanece in\u00e9dita ao vivo. Muito da experimenta\u00e7\u00e3o que viria dar a t\u00f4nica no \u00e1lbum seguinte, \u201cThe Unforgettable Fire\u201d, de 1984, veio deste lado B.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s tantas faixas densas, a seguinte, \u201cTwo Hearts Beat As One\u201d \u00e9 uma pequena j\u00f3ia rom\u00e2ntica. Lan\u00e7ada como single nos Estados Unidos e nos principais mercados europeus, \u00e9 claramente uma declara\u00e7\u00e3o de amor para Ali Stewart, esposa de Bono. \u201cNunca gostei de compor can\u00e7\u00f5es diretas de amor, porque sempre pensei: \u2018O mundo realmente precisa de mais can\u00e7\u00f5es t\u00e3o tolas assim?\u201d, disse Bono em 1989. \u201cPor\u00e9m, acho que essa \u00e9 realmente bonita. Est\u00e1vamos tentando fazer algo mais dan\u00e7\u00e1vel, e acho que conseguimos aqui\u201d. Foi muito executada ao vivo at\u00e9 o final dos anos oitenta. Desde ent\u00e3o, est\u00e1 abandonada. Uma pena.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uIuAFBRyjj4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E depois do pequeno al\u00edvio, mais uma faixa experimental: \u201cRed Light\u201d \u00e9 outra can\u00e7\u00e3o que levou a banda aos extremos da sua composi\u00e7\u00e3o na \u00e9poca, n\u00e3o s\u00f3 pelo seu jeito \u2018torto\u2019, mas tamb\u00e9m pela utiliza\u00e7\u00e3o de mais alguns recursos in\u00e9ditos at\u00e9 ent\u00e3o, que aqui incluem metais e vocais femininos. A \u2018Luz vermelha\u2019 do t\u00edtulo refere-se ao nome comum dado as zonas de prostitui\u00e7\u00e3o na Europa e a fascina\u00e7\u00e3o e a contradi\u00e7\u00e3o que aquela liberdade promovia na cabe\u00e7a de um jovem e religioso irland\u00eas, vindo de regras e conceitos muito fechados sobre a sexualidade. \u201cN\u00f3s tocamos em Amsterd\u00e3 (capital da Holanda e muito famosa na Europa pela sua \u2018Zona Vermelha\u2019) e eu me lembro de ver aquelas garotas nas janelas, \u00e1 venda\u201d, recorda Bono. \u201cEu ficava tentando entender tudo aqui, mas nunca as julguei\u201d. A novidade musical da can\u00e7\u00e3o foi proporcionada pela banda Kid Creole &amp; The Coconuts, que estava na Irlanda em turn\u00ea na \u00e9poca. A faixa chegou a ser inclu\u00edda como b-side em algumas vers\u00f5es de \u201cSunday Bloody Sunday\u201d e no single alem\u00e3o de \u201c40\u201d, ainda em 1983.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/40MBxTTiXiA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSurrender\u201d, pen\u00faltima faixa do disco, \u00e9 um groove militar com letra ambivalente sobre religi\u00e3o e suic\u00eddio. Algo assim s\u00f3 seria visto novamente nos anos noventa, nas fortes letras amb\u00edguas de \u201cAchtung Baby\u201d (1991) e \u201cZooropa\u201d (1993). Bono cria uma personagem, a durona Sadie, uma mulher que faz o necess\u00e1rio para sobreviver na dif\u00edcil Nova York do in\u00edcio dos anos oitenta. \u201cAs ruas de fogo\u201d, como Bono canta na letra. A hist\u00f3ria gira sobre o suic\u00eddio de Sadie, mas a morte \u00e9 simb\u00f3lica, sendo parte da sua pr\u00f3pria reinven\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 mais uma faixa com vocais femininos, tamb\u00e9m cortesia das \u2018Coconuts\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o disco, um dos hinos da banda, \u201c40\u201d, uma can\u00e7\u00e3o de ninar que soa como praticamente uma reposta ao in\u00edcio do disco, quando Bono pergunta \u201cHow long must we sing this song?\u201d com f\u00faria em \u201cSunday Bloody Sunday\u201d. Aqui ele cria a conex\u00e3o em uma melodia de paz e resigna\u00e7\u00e3o, retirando partes do Salmo 40 da b\u00edblia. Uma prece para vindouros tempos melhores. \u201cHavia outra m\u00fasica que n\u00f3s t\u00ednhamos trabalhado e eventualmente abandonado\u201d, relembra Edge. \u201cEla tinha um baixo muito forte, um arranjo um pouco pesado com muitas sess\u00f5es estranhas e trocas de tempo, mas n\u00f3s falhamos em colocar isso tudo junto em uma m\u00fasica coerente&#8221;, avalia o guitarrista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que, segundo o guitarrista, algu\u00e9m disse: &#8220;Vamos trabalhar naquela melodia, e ver o que n\u00f3s podemos fazer com ela&#8221;. Segundo Edge, a banda decidiu retirar as batidas que n\u00e3o estavam funcionando. &#8220;Ent\u00e3o o Steve fez rapidamente algumas edi\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas e tirou qualquer sess\u00e3o que parecia n\u00e3o fazer parte da ideia principal. No final n\u00f3s t\u00ednhamos um pequeno peda\u00e7o de m\u00fasica pouco comum e dissemos: \u2018Ok, o que n\u00f3s iremos fazer com isso?\u2019. Bono disse: \u2018Vamos fazer uma passagem do salmo\u2019. Abriu a B\u00edblia e achou o Salmo 40. E em quatorze minutos n\u00f3s trabalhamos os \u00faltimos elementos da melodia, Bono cantou e mixamos. E, literalmente, ap\u00f3s terminar a mixagem, n\u00f3s sa\u00edmos pela porta e a pr\u00f3xima banda entrou\u201d. A can\u00e7\u00e3o foi o quarto single de \u201cWar\u201d, lan\u00e7ado j\u00e1 no final de 1983 somente em alguns pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PbTN0th9QLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como as sess\u00f5es do \u00e1lbum foram curtas e corridas, pouco sobrou para ser lan\u00e7ado com os quatro singles do \u00e1lbum (ao contr\u00e1rio dos dois primeiros \u00e1lbuns e de discos seguintes). Somente duas faixas acabaram sendo aproveitadas, al\u00e9m de v\u00e1rios remixes de \u201cNew Year\u2019s Day\u201d e \u201cTwo Hearts Beat As One\u201d. Uma delas, \u201cEndless Deep\u201d, lan\u00e7ada como lado B dos singles de \u201cTwo Heart Beat as One\u201d e \u201cSunday Bloody Sunday\u201d \u00e9 uma pe\u00e7a instrumental espacial e calcada no baixo de Adam Clayton. A outra, \u201cTreasure (Whatever Happened To Pete The Chop?)\u201d, lado b de \u201cNew Year\u2019s Day\u201d, \u00e9 uma demo datada de 1978, intitulada \u201cPete The Chop\u201d (da\u00ed a brincadeira no t\u00edtulo), que foi retrabalhada nas sess\u00f5es de 1982. Poderia facilmente ter feito parte de um dos dois primeiros \u00e1lbuns. Bono desafina horrores na letra sobre o tal Pete, um amigo da banda. Paul McGuinness inclusive gostava tanto da can\u00e7\u00e3o que queria ter lan\u00e7ado como single, ainda em 79.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos remixes, as vers\u00f5es \u2018US Remix\u2019 de ambos os singles s\u00e3o t\u00e3o boas quantos as vers\u00f5es do \u00e1lbum. Todas estas vers\u00f5es foram feitas sobre bases n\u00e3o utilizadas nas vers\u00f5es finais, ent\u00e3o h\u00e1 v\u00e1rios trechos diferentes de letra, melodia e at\u00e9 linhas de guitarra e baixo. H\u00e1 inclusive um bootleg f\u00e1cil de encontrar no You Tube com 13 (!?!?) vers\u00f5es diferentes de \u201cTwo Hearts Beat As One\u201d. Todos estes remixes (incluindo os do DJ Ferry Corsten), al\u00e9m das vers\u00f5es ao vivo de \u201cI Threw a Brick Through a Window\u201d, \u201cA Day Without Me\u201d e \u201cFire\u201d foram inclu\u00eddas no CD b\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio do \u00e1lbum, em 2008, ao lado da in\u00e9dita \u201cAngels Too Tied To The Ground\u201d, que aproveitou a base inacabada das sess\u00f5es do \u00e1lbum e foi finalizada por Bono e Edge para o lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EM4vblG6BVQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto de 1983, bem no meio da divulga\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, a banda resolveu lan\u00e7ar um v\u00eddeo e um EP ao vivo mostrando como a banda era ao vivo. Uma polaroide daquele tempo que serviu como inspira\u00e7\u00e3o para o filme \u201cU2 Live From The Red Rocks\u201d e o \u00e1lbum \u201cLive \u2013 Under a Blood Red Sky\u201d. Ali\u00e1s, muitos pensam ser a mesma apresenta\u00e7\u00e3o, quando na verdade o filme foi registrado no anfiteatro de Red Rocks, no Colorado, e as faixas do \u00e1lbum s\u00e3o v\u00e1rios registros ao vivo nos Estados Unidos e Alemanha. A confus\u00e3o vem devido \u00e0s capas, que s\u00e3o iguais para ambos os lan\u00e7amentos. O filme catapultou a fama de \u2018banda ao vivo\u2019 do U2, que cresceu com as intermin\u00e1veis apresenta\u00e7\u00f5es nos confins norte-americanos. A banda estava determinada a estourar na Am\u00e9rica e a fagulha se acendeu ali. Mas isso \u00e9 assunto para outro especial&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em 28 de fevereiro de 1983, \u201cWar\u201d conseguiu a fa\u00e7anha de bater \u201cThriller\u201d, de Michael Jackson, no topo das paradas europeias se tornando o primeiro \u00e1lbum da banda a chegar na #1 posi\u00e7\u00e3o no Reino Unido. Nos Estados Unidos, \u201cWar\u201d alcan\u00e7ou a 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o da Billboard rendendo Disco de Ouro ao quarteto nas terras de Lincoln (o primeiro de muitos que viriam nos anos seguintes \u2013 \u201cWar\u201d \u00e9 Disco de Ouro tamb\u00e9m no Brasil). O garoto da capa, Peter Rowen (irm\u00e3o do amigo de Bono, Guggi), tamb\u00e9m aparece nas capas do EP \u201cThree\u201d, do \u00e1lbum \u201cBoy\u201d e das colet\u00e2neas \u201cThe Best of 1980-1990\u201d e \u201cEarly Demos\u201d. &#8220;Ao inv\u00e9s de colocar tanques e armas na capa, n\u00f3s colocamos o rosto de uma crian\u00e7a. A guerra pode ser tamb\u00e9m uma coisa mental, uma coisa emocional entre amores. N\u00e3o precisa ser uma coisa f\u00edsica\u201d, justificou Bono. \u201cWar\u201d \u00e9 um \u00e1lbum que apesar de ter claramente envelhecido na sonoridade, \u00e9 pr\u00f3digo em se manter atual nos temas e na espontaneidade que est\u00e1 no som do U2 at\u00e9 hoje. Principalmente, na energia dos shows ao vivo. At\u00e9 porque n\u00e3o se vai \u00e0 guerra desarmado. E a arma deles sempre foi \u00e0 cara e a coragem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f8BtB4C3Vi8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n&#8211; <\/strong>Live Youtube: a tecnologia caminha de m\u00e3os dadas com o U2, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/10\/26\/u2-ao-vivo-via-youtube\/\">aqui<\/a>)<strong><br \/>\n<\/strong>&#8211; Os tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns do U2 relan\u00e7ados em vers\u00e3o deluxe, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/12\/09\/os-tres-primeiros-do-u2-em-versao-deluxe\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; U2 em S\u00e3o Paulo: um megashow com jeito de festinha particular, por Tiago Agostini (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/u2insampa.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHow To Dismantle An Atomic Bomb\u201c: um disco frouxo do U2, por Jonas Lopes (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/u2vertigo.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAll That You Can\u2019t Leave Behind\u201d: a volta do U2 ao rock b\u00e1sico, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/u2.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bono: um g\u00eanio de cora\u00e7\u00e3o mole ou um completo imbecil?, por Diego Fernandes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/mais\/bono.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ou\u00e7a: &#8220;Achtung Baby Covered&#8221; com Jack White, Nine Inch Nails, Snow Patrol e mais (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/10\/25\/achtung-baby-revisited\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lan\u00e7ado em 28 de fevereiro de 1983, \u201cWar\u201d conseguiu a fa\u00e7anha de bater \u201cThriller\u201d, de Michael Jackson, no topo das paradas europeias se tornando o primeiro \u00e1lbum da banda a chegar na #1 posi\u00e7\u00e3o no Reino Unido\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/13\/especial-u2-war-30-anos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":45,"featured_media":46531,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1722],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17994"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17994"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17994\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46530,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17994\/revisions\/46530"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}