{"id":17915,"date":"2013-02-01T07:48:55","date_gmt":"2013-02-01T10:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=17915"},"modified":"2016-09-09T17:46:52","modified_gmt":"2016-09-09T20:46:52","slug":"livro-homem-maquina-max-barry","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/01\/livro-homem-maquina-max-barry\/","title":{"rendered":"Livro: Homem-m\u00e1quina, Max Barry"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17916\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"homemmaquina\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/homemmaquina.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">Adriano Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009, o escritor australiano Max Barry, 40 anos, estava com um indesejado bloqueio criativo. Nada que ele come\u00e7ava a escrever conseguia se desenvolver a contento. Ideias iam para a lixeira, roteiros de filmes n\u00e3o eram lidos e manuscritos entravam em gavetas para nunca mais verem alguma luz. Foi quando resolveu postar peda\u00e7os de uma nova hist\u00f3ria chamada \u201cHomem-m\u00e1quina\u201d <a href=\"http:\/\/maxbarry.com\/\" target=\"_blank\">em seu site<\/a>. A coisa foi fluindo, gerou interesse e recebeu v\u00e1rios pitacos de leitores que foram considerados no decorrer da trama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A investida interativa deu t\u00e3o certo que gerou uma vers\u00e3o f\u00edsica de \u201cHomem-m\u00e1quina\u201d em 2011, l\u00e1 fora (com v\u00e1rias diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/maxbarry.com\/machineman\/\" target=\"_blank\">\u00e0 vers\u00e3o online<\/a>), e ganhou edi\u00e7\u00e3o brasileira ano passado pela Editora Intr\u00ednseca. Com 288 p\u00e1ginas e tradu\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio Fernandes, \u201cHomem-m\u00e1quina\u201d \u00e9 o terceiro dos quatro livros do escritor a ser lan\u00e7ado em terras brazucas (os outros s\u00e3o \u201cA Companhia\u201d e \u201cEu S\/A\u201d \u2013 \u201cSyrup\u201d, sua estreia, permanece in\u00e9dito). Nele, o autor cria um romance que usa a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como base em paralelo com um bem-humorado thriller de conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O personagem principal \u00e9 o Doutor Charles Neumann, um engenheiro que trabalha em uma conceituada empresa de ci\u00eancias, a Futuro Melhor. Na verdade, ele n\u00e3o sabe muito bem o que constr\u00f3i na empresa e nem onde essas inven\u00e7\u00f5es s\u00e3o aplicadas. Mas isso n\u00e3o o impede de ter uma posi\u00e7\u00e3o de destaque dentro do laborat\u00f3rio que mais parece uma pris\u00e3o. Sem qualquer vest\u00edgio de vida social, ou seja, sem nenhum amigo, contato com fam\u00edlia ou namorada, Doutor Neumann tem como companheiro um moderno celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 esse celular que, em uma passagem inicial divertid\u00edssima, o leva ao acidente de trabalho que lhe custa uma das pernas. Ao inv\u00e9s de olhar para isso como uma trag\u00e9dia, Dr. Neumann v\u00ea uma grande janela de oportunidades a partir do envolvimento da especialista em pr\u00f3teses Lola Shanks. Fascinado por m\u00e1quinas e pela ideia de aprimoramento cont\u00ednuo, ele d\u00e1 partida a uma busca tresloucada e sem limites pela perfei\u00e7\u00e3o, pela ideia de um corpo funcionando com partes melhores e menos fr\u00e1geis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 meio \u00f3bvio que essa busca ir\u00e1 resultar em um tremendo desastre. Como afirmava o fil\u00f3sofo franc\u00eas Voltaire, \u201ctoda perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 um defeito\u201d e isso fica bastante claro para o leitor de \u201cHomem-m\u00e1quina\u201d, mesmo que para o Dr. Neumann isso n\u00e3o seja assim t\u00e3o vis\u00edvel. Enquanto encaminha seu personagem para um destino praticamente sem retorno, Max Barry faz uma zombaria inteligente sobre o apego \u00e0 tecnologia exercido nos nossos tempos de internet, iPads e celulares repletos de recursos, o que gera v\u00edcios e neuroses e resulta em pensamentos malucos de poder e necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda metade da narrativa, \u201cHomem-m\u00e1quina\u201d amplifica essas neuroses e \u00e9 conduzido por outros caminhos, como a rela\u00e7\u00e3o entre o personagem principal e os interesses da empresa com um olhar mais focado na \u00e1rea militar governamental para as inven\u00e7\u00f5es que v\u00e3o surgindo. O escritor \u00edtalo-americano Felice Buscaglia dizia que a \u201cideia da perfei\u00e7\u00e3o o assustava\u201d. J\u00e1 para Max Barry a ca\u00e7a por essa perfei\u00e7\u00e3o gerou um livro interessant\u00edssimo, que consegue ser cr\u00edtico e divertido ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kEN10axDJtA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kEN10axDJtA\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Adriano Mello Costa (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura\u00a0<a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Max Barry faz uma zombaria inteligente sobre o apego \u00e0 tecnologia exercido nestes tempos de internet, iPads e celulares&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/01\/livro-homem-maquina-max-barry\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17915"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40150,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915\/revisions\/40150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}