{"id":17878,"date":"2013-01-29T08:26:08","date_gmt":"2013-01-29T11:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=17878"},"modified":"2016-08-31T03:29:45","modified_gmt":"2016-08-31T06:29:45","slug":"a-nova-cena-portuguesa-anarchicks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/29\/a-nova-cena-portuguesa-anarchicks\/","title":{"rendered":"A nova cena portuguesa: Anarchicks"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17879\" title=\"anarchickspress1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/anarchickspress1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/anarchickspress1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/anarchickspress1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na g\u00eanese das Anarchicks existem elementos libertadores surgidos da insatisfa\u00e7\u00e3o que duas das suas integrantes sentiram ao tocar com homens. Helena (Synthetique), baixo, e Catarina (Katari), bateria, procuravam fazer can\u00e7\u00f5es com uma vis\u00e3o feminina, mas que fizessem sentido para a vida das pessoas. Com a chegada de Priscila (Playgirl), voz, e Ana (JD), guitarra e baixo, formava-se um grupo que, mais do que reclamar uma heran\u00e7a punk ou cimentar o universo riot grrrl, pretendia defender a sua identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adotaram o ingl\u00eas como forma de express\u00e3o, justificando a op\u00e7\u00e3o pelo fato de \u201cencaixar melhor na nossa m\u00fasica e evitar algumas formata\u00e7\u00f5es que ocorrem com outras bandas que cantam em portugu\u00eas\u201d. Estrearam com o EP \u201cLook What You Made Me Do\u201d, em 2012, de que o punk sint\u00e9tico \u201cRockstars\u201d seria o mote para um maior destaque da banda, garantindo-lhe uma repleta agenda de concertos durante o ano passado. Por oposi\u00e7\u00e3o, saud\u00e1vel, em Portugal havia apenas o duo feminino Pega Monstro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo espont\u00e2neo de composi\u00e7\u00e3o que utilizam (nunca planejando a dire\u00e7\u00e3o que a m\u00fasica vai tomar) alcan\u00e7ou um n\u00edvel mais elevado com o lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum. Em \u201cReally?!\u201d, o \u00e1lbum (<a href=\"http:\/\/chifre.bandcamp.com\/album\/really-2\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), o som tradicional abra\u00e7a diferentes tend\u00eancias musicais como o casamento do blues e do indie no single \u201cRestraining Order\u201d, no ska meets grindcore de \u201cNew Rave\u201d ou numa can\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica de livre interpreta\u00e7\u00e3o: \u201cKinda Do, Kinda Don\u2019t\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a festa de lan\u00e7amento de \u201cReally?!\u201d, no dia 25 de Janeiro, na Musicbox, em Lisboa, as garotas apresentaram um show fisicamente exigente. Ao longo de uma hora, Catarina martelou a bateria como se o fim do mundo estivesse pr\u00f3ximo, Helena balan\u00e7ou e jogou charme ao p\u00fablico, Ana esteve compenetrada e Priscila exibiu a sua voz gutural. Com a sala cheia, destacaram-se a vers\u00e3o rock pauleira de \u201cRestraining Order\u201d (com direito a repeti\u00e7\u00e3o) e a estrondosa rendi\u00e7\u00e3o de \u201cDance\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o da cantora Da Chick.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto as Anarchicks trabalham em algumas covers e a hip\u00f3tese de fazer uma can\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 descartada, a mensagem do quarteto (embora n\u00e3o seja pensada para ter uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e objetiva), aproxima-se mais de uma ideia de desafio ao conformismo. Quando Helena apelou \u00e0 \u201cluta pelos nossos sonhos\u201d, no final do show na Musicbox, percebe-se o alcance do seu grito de guerra. De Lisboa para o Brasil, as Anarchicks conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/L1br-nybJds\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/L1br-nybJds\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No trajeto da banda, qual foi o momento em que sentiram ter asas para voar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As asas surgiram logo no primeiro ensaio e quando as coisas encaixaram e fizeram sentido. Nesse momento, olh\u00e1mos umas para as outras e percebemos que havia mat\u00e9ria para explorar. Depois, a m\u00fasica do grupo ficou mais robusta quando nos associamos ao selo A Chifre. Eles t\u00eam cornos mas, com o seu trabalho, fizeram nascer novas asas em n\u00f3s (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As apresenta\u00e7\u00f5es da banda s\u00e3o animadas e en\u00e9rgicas. \u00c9 no palco que se encontram as verdadeiras Anarchicks?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida! \u00c9 no palco que se encontram as verdadeiras Anarchicks. O que nos move \u00e9 a m\u00fasica e a possibilidade de a partilhar com o p\u00fablico. Felizmente s\u00e3o cada vez mais as pessoas que gostam do nosso som e quando tocamos revela-se um esp\u00edrito forte e positivo, ou seja, aquilo que queremos transmitir. A capacidade de contagiar o p\u00fablico d\u00e1-nos muito gozo e em palco n\u00e3o s\u00f3 interagimos conosco mas, principalmente, com os outros e isso funciona muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem s\u00e3o as maiores influ\u00eancias do grupo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma pergunta dif\u00edcil de responder. Cada uma de n\u00f3s tem gostos diferentes e da mesma forma que existem pontos comuns tamb\u00e9m temos outras influ\u00eancias. Ainda assim, sentimos muita estima pelas bandas femininas, de 1977, que iniciaram tudo o que nos move. Mas, agradam-nos tamb\u00e9m novos grupos e algum som eletr\u00f4nico contempor\u00e2neo, que nos influencia e, talvez por isso, d\u00ea ao som das Anarchicks um frescor. Toda a experi\u00eancia de vida e a m\u00fasica que escutamos at\u00e9 agora, como o punk, rock e riot girrl marcou o nosso trajeto. Por isso, tudo nos moldou e o grupo, absorvendo essas ideias, soar\u00e1 diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Really?!&#8221; \u00e9 o primeiro \u00e1lbum que sempre sonharam fazer?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Completamente! \u00c9 um \u00f3timo disco, feito em boa companhia e identificamo-nos muito com ele. Na realidade, revemo-nos em \u201cReally?!\u201d, porque o \u00e1lbum apresenta bem a m\u00fasica das Anarchicks e \u00e9 mesmo o menino dos nossos olhos e ouvidos (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single \u201cRestraining Order\u201d come\u00e7a como um blues rock, mas desenvolve um esp\u00edrito indie. A que se deve este contraste?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando compus\u00e9mos \u201cRestraining Order\u201d chegamos a uma parte em que quer\u00edamos uma passagem diferente do componente bluesy inicial. A can\u00e7\u00e3o desenvolve uma certa bipolaridade pelo meio e a mudan\u00e7a que introduzimos d\u00e1-lhe uma certa gra\u00e7a, ficando mais calma. H\u00e1 um pico de emo\u00e7\u00e3o, mais din\u00e2mico e, particularmente, o twist faz com que a faixa fique mais interessante e permita novas leituras por parte do p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pretendem incluir o Brasil nos vossos planos futuros?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se for poss\u00edvel? Claro! E, j\u00e1 agora, atuando com o Cansei de Ser Sexy do qual somos grandes f\u00e3s. A partir do momento em que falamos consigo o Brasil j\u00e1 est\u00e1 nos nossos planos e fica mais pr\u00f3ximo. Futuramente, esperamos receber propostas para fazer shows l\u00e1. Seria um marco importante na nossa carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W3R-T_p9XLw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/W3R-T_p9XLw\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3UfOViXxYLs\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3UfOViXxYLs\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dUVfsSEERtg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dUVfsSEERtg\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A partir do momento em que falamos consigo o Brasil j\u00e1 est\u00e1 nos nossos planos e fica mais pr\u00f3ximo&#8221;, avisa a banda\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/01\/29\/a-nova-cena-portuguesa-anarchicks\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17878"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39636,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17878\/revisions\/39636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}