{"id":1775,"date":"2009-06-27T01:42:32","date_gmt":"2009-06-27T04:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1775"},"modified":"2023-03-29T01:01:36","modified_gmt":"2023-03-29T04:01:36","slug":"10-anos-sem-mark-sandman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/27\/10-anos-sem-mark-sandman\/","title":{"rendered":"Dois discos do Morphine: &#8220;The Night&#8221; e &#8220;Bootleg Detroit&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1776\" title=\"&quot;The Night&quot;, Morphine\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/morphine_night.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/morphine_night.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/morphine_night-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/morphine_night-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Morphine &#8211; &#8220;The Night&#8221;<br \/>\nPor Eduardo Palandi<\/strong><br \/>\n<em>Texto publicado originalmente em 2009<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia 3 de julho completam-se dez anos da morte do l\u00edder do Morphine, o baixista e vocalista Mark Sandman. N\u00e3o conhecia a banda \u00e0 \u00e9poca, apesar de lembrar vividamente de seu obitu\u00e1rio na &#8220;Showbizz&#8221;, e at\u00e9 hoje conhe\u00e7o sua trajet\u00f3ria pela metade. \u00c9 estranho falar de algo que s\u00f3 se conhece pela metade. Bem estranho. Ainda faltam coisas na minha rela\u00e7\u00e3o com o Morphine: tirando por algumas m\u00fasicas mais famosas, nada conhe\u00e7o dos discos da banda. Mas com o \u00faltimo deles, &#8220;The Night&#8221;, a coisa muda: sei cada acorde dele, vejo cada imagem que as letras das m\u00fasicas me projetam, tenho at\u00e9 teorias sobre algumas de suas m\u00fasicas, como voc\u00ea vai ver abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sandman n\u00e3o viu o lan\u00e7amento do disco: o trabalho foi finalizado poucas semanas antes de seu falecimento, e lan\u00e7ado em 2000. Comprei a minha c\u00f3pia na tamb\u00e9m finada Nuvem Nove, loja de CDs no Itaim Bibi (S\u00e3o Paulo) que teve grande import\u00e2ncia na minha vida e tamb\u00e9m na do propriet\u00e1rio desta p\u00e1gina. E, apesar dos dois \u00f3bitos, &#8220;The Night&#8221; \u00e9 um dos discos da minha vida. Ele come\u00e7a com a faixa-t\u00edtulo, uma declara\u00e7\u00e3o de amor daquelas que morreram com o s\u00e9culo XX. Ela \u00e9 a possibilidade, \u00e9 tudo que ele n\u00e3o consegue ver, e s\u00f3 lhe resta esperar que ela o esteja aguardando. O sax est\u00e1 diferente dos discos anteriores, mais tranquilo. Em &#8220;So Many Ways&#8221;, logo depois, uma hist\u00f3ria cruza a minha cabe\u00e7a: essa m\u00fasica me d\u00e1 a impress\u00e3o de que o narrador n\u00e3o \u00e9 Mark Sandman, mas&#8230; Ferris B\u00fceller. \u00c9, aquele mesmo do &#8220;Curtindo a Vida Adoidado&#8221;, mas uns vinte anos depois, j\u00e1 quarent\u00e3o e separado da namoradinha do col\u00e9gio, Sloane (com quem se casou, nessa hist\u00f3ria imagin\u00e1ria) e tentando voltar a aprontar como naquela tarde em Chicago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada vez que o cantor do Morphine convida para a dan\u00e7a (&#8220;shake it!&#8221;, pede), imagino Ferris querendo fazer alguma gatinha dan\u00e7ar, o mesmo acontecendo a cada &#8220;hey, what about this?&#8221;. N\u00e3o sei de onde tirei isso, mas tenho essa imagem bem v\u00edvida na minha cabe\u00e7a. Em &#8220;Souvenir&#8221; ela desaparece, com Mark Sandman falando \u00e0 garota que se lembra de t\u00ea-la encontrado, que os dois estavam mal,&nbsp; que ela lhe deu um \u00e2nimo&#8230; mas que n\u00e3o lembra o nome dela. E o esquecimento, diz ele, \u00e9 como ter deixado um souvenir cair no ch\u00e3o. H\u00e1 um belo solo de sax no terceiro minuto, bem livre e l\u00edrico, que abre caminho para a suingada &#8220;Top floor, bottom buzzer&#8221;, cheia de gritinhos e de backing vocals femininos. Ferris B\u00fceller parece voltar nessa m\u00fasica, em que o protagonista \u00e9 convidado para uma festinha cheia de gatas. N\u00e3o sei voc\u00ea, mas eu consigo imaginar o Matthew Broderick narrando a cena da letra:<\/p>\n<p><em>Priscilla&#8217;s in the kitchen, she&#8217;s mixing drinks<br \/>\nShe&#8217;s mixing one for me, I think<br \/>\nAnd one for Mary Ellen and one for Jane<br \/>\nPriscilla, she knows how to use a shaker<br \/>\nShe doesn&#8217;t get up as early as a baker, uh huh<\/em><\/p>\n<p><em>There&#8217;s a muchacha teaching me to mambo<br \/>\nThere&#8217;s my buddy Pete eying a bowl of combos<br \/>\nRamona and a man do a tango dip<br \/>\nCheek to cheek, hip to hip, come on<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da festa ainda rola um Al Green, diz o narrador, e a can\u00e7\u00e3o acaba, sem que saibamos se Ferris terminou a noite acompanhado, mas Sandman parece ter se entendido com uma garota, que tem at\u00e9 nome: Martha Lee. Em &#8220;Like a Mirror&#8221;, a voz dele a dela v\u00e3o duelando at\u00e9 que, apaixonado, ele pede: &#8220;deixe seu mundo e junte-se a mim logo (&#8230;) eu conhe\u00e7o um navio que parte logo, nessa tarde, na verdade: n\u00e3o esque\u00e7a seu paraquedas, eu estarei l\u00e1 para te pegar&#8221;. Tudo isso com uma batida sincopada e um sax estilo Al Green, como na sa\u00edda da festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Good Woman Is Hard To Find&#8221; parodia no t\u00edtulo um conto de Flannery O&#8217;Connor, mas os serial killers do texto da americana d\u00e3o lugar a &#8220;uma mulher dos diabos, de uma cidade dos diabos&#8221; que brinca com Sandman como se ele fosse um tamborim e o levou at\u00e9 a igreja, onde rezou at\u00e9 doer. Ele fica pensando o dia todo: ser\u00e1 que d\u00e1 para se achar uma boa mulher? (nota do autor: Mark, eu continuo tentando).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha cabe\u00e7a, essa \u00e9 a ressaca que Ferris est\u00e1 sentindo depois da festinha narrada em &#8220;Top Floor, Bottom Buzzer&#8221;. Ser\u00e1 que ele vai ligar para Sloane? Mas Ferris desaparece depois de &#8220;A Good Woman Is Hard To Find&#8221;, deixando minha cabe\u00e7a livre para ouvir &#8220;Rope on Fire&#8221;, cujos violoncelos e bandolins pronunciados adicionam uma sensualidade \u00fanica. Em &#8220;I&#8217;m Yours, You&#8217;re Mine&#8221;, o cantor do Morphine fala sobre fazer de tudo para limpar o caminho e ficar junto com seu amor: vai remar o barco atrav\u00e9s do lago, partir galhos com as m\u00e3os, tirar as minas terrestres da trilha. Rom\u00e2ntico? Pode ser, mas parece que a forma como os dois se conheceram n\u00e3o foi tanto assim, como ele admite a seguir, em &#8220;The Way We Met&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 hist\u00f3ria bonitinha que contamos juntos, rindo e completando as frases um do outro&#8221;, foi tudo por acidente, como com todo mundo. Mas Sandman constata que, a despeito disso, deu certo: os dois acordaram na cama, fizeram dos gritos um despertador, fecharam as portas e janelas encostando as cadeiras e ficaram juntos, tentando se aquecer. Ou seja: foi rom\u00e2ntico sim&#8230; mas n\u00e3o do jeito convencional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A d\u00e9cima m\u00fasica, &#8220;Slow Numbers&#8221;, \u00e9 um convite aos amassos: na letra, ele vai brincando com o fato de que nenhum n\u00famero lhe significa grande coisa, ao mesmo tempo em que o baixo, o sax e a bateria v\u00e3o desacelerando e criando o clima. &#8220;On the elevator, no thirteen floor, goin&#8217;up, goin&#8217;up, goin&#8217;up&#8221;, ele chama, enquanto sacaneia os n\u00fameros de zero a nove por estarem sozinhos. E em &#8220;Take Me With You&#8221;, a derradeira declara\u00e7\u00e3o de Mark Sandman, convidando seu amor a sair de uma cidade que n\u00e3o lhe dava nada \u2013 e a lev\u00e1-lo junto: &#8220;voc\u00ea quer queimar pontes? \/ eu te ajudo a abrir fogo \/ voc\u00ea quer desaparecer? \/ tenho o manual bem aqui&#8221;. E termina o disco pedindo para ela lev\u00e1-lo consigo, pois n\u00e3o consegue viver sem ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 fui ouvir &#8220;The Night&#8221; um ano depois que o comprei, quando o levei para escutar no carro. Desde ent\u00e3o, ele n\u00e3o saiu mais de l\u00e1: \u00e9 meu fiel companheiro das madrugadas, \u00e9 o amigo b\u00eabado que me escuta e que, ao inv\u00e9s de querer que eu v\u00e1 logo dormir, me serve onze doses de poesia, sob a forma de suas onze can\u00e7\u00f5es. E \u00e9 daqueles discos de fazer chorar, por dois motivos: primeiro, por sua beleza \u00edmpar; segundo, pela lembran\u00e7a de que Mark Sandman n\u00e3o teve tempo de desfrut\u00e1-lo. Nessas horas, soa ainda mais incr\u00edvel recordar que o l\u00edder do Morphine nos deixou no palco. No pa\u00eds mais rom\u00e2ntico do mundo, a It\u00e1lia. Fulminado por um ataque card\u00edaco. Talvez ouvir &#8220;The Night&#8221; fa\u00e7a mais sentido com um estetosc\u00f3pio do que com fones de ouvido&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Palandi \u00e9 colaborador do S&amp;Y desde a Idade M\u00e9dia e assina o blog <a href=\"http:\/\/www.palandi.com\/\">Life In Slow Motion<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1777 aligncenter\" title=\"&quot;Bootleg Detroit&quot;, Morphine\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/morphine_bootleg.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Morphine Bootleg Detroit<br \/>\nPor F\u00e1bio Sooner<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais nada, informa\u00e7\u00e3o: &#8220;Bootleg Detroit&#8221; \u00e9 o \u00e1lbum mais recente do Morphine na discografia completa editada pela Trama h\u00e1 pouco. Entre relan\u00e7amentos e at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditos no pa\u00eds, s\u00e3o sete discos para saciar o v\u00edcio de consumidores habituados e ne\u00f3fitos na subst\u00e2ncia. Este \u00e9 o primeiro e \u00fanico \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o \u2013 \u00e1lbum ao vivo oficial do trio, gravado da maneira mais coerente poss\u00edvel com a carreira pregressa do Morphine: direto da plat\u00e9ia por um f\u00e3 de gravador na m\u00e3o. E por mais incr\u00edvel que pare\u00e7a, com boa qualidade t\u00e9cnica de som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais informa\u00e7\u00e3o: para quem n\u00e3o conhece, o Morphine acabou em 1999 com a morte prematura de seu l\u00edder Mark Sandman, v\u00edtima aos 37 anos de um ataque card\u00edaco em pleno palco. Sandman era baixista, vocalista e principal compositor no trio, que se complementava com o saxofonista Dana Colley e o baterista Billy Conway. Tratava-se de uma banda de rock que n\u00e3o tinha guitarrista. Ou seria uma banda de jazz?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passando aos coment\u00e1rios: pouco importava. A gra\u00e7a do Morphine estava justamente em evitar obviedades. Nem mesmo dava para cham\u00e1-los de fusion; as can\u00e7\u00f5es de Sandman eram enxutas demais para tanto. Os temas n\u00e3o primavam pela novidade: relacionamentos, crises pessoais, uma boa festa. Ao mesmo tempo, as letras dificilmente pediam para ela \u2013 aquela &#8211; voltar, nem clamavam pelo suic\u00eddio ou por mulheres peitudas jogando cerveja em seus corpos. Por conta desses fatores, a banda estava sempre um passo al\u00e9m dos puristas \u2013 fossem os do rock ou os do jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse show gravado em 94, quando o Morphine j\u00e1 tinha dois discos e desfrutava um certo status cult, h\u00e1 um momento crucial, logo ap\u00f3s a segunda m\u00fasica executada (a saber, &#8220;Mary Won\u2019t You Call My Name&#8221;). Sandman dirige-se ao microfone para anunciar o repert\u00f3rio seguinte de maneira bem peculiar: &#8220;Acabamos de dizer \u2018al\u00f4\u2019 a Mary, e nas pr\u00f3ximas can\u00e7\u00f5es vamos visitar Candy, vamos visitar Sheila, vamos visitar Claire&#8230; e ent\u00e3o depois acho melhor pararmos no Motel da Vergonha, e caminhar direto \u00e0 piscina escondida&#8230;&#8221;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1 nenhuma faixa chamada &#8220;Motel of Shame&#8221;, mas as inten\u00e7\u00f5es de Sandman com seu trabalho ficam claras a partir da\u00ed \u2013 e o rumo do show tamb\u00e9m. O Morphine existiu para isso mesmo: m\u00fasica sofisticada ao alcance de todos, uma panac\u00e9ia para os pecados comuns que cometemos, um reflexo dos desejos que, por mais simples que sejam, n\u00e3o precisam ser banalizados. Um som, digamos, desavergonhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E desavergonhadas s\u00e3o as vers\u00f5es ao vivo, onde o clima noir que permeia as can\u00e7\u00f5es da banda faz mais sentido ainda. A fidelidade \u00e0s vers\u00f5es de est\u00fadio n\u00e3o diminui a sensa\u00e7\u00e3o de proximidade, de sentir a banda tocando no canto da sua sala em uma festinha priv\u00ea. N\u00e3o \u00e0 toa, cada fala de Sandman com mais de cinco segundos foi transformada em faixa separada, refor\u00e7ando a intimidade da banda com seu p\u00fablico. Basta ouvir outro trecho crucial, quando Sandman elogia a sofistica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico que o aplaude efusivamente ap\u00f3s &#8220;My Brain&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Justo My Brain&#8221; \u2013 um solo constante de sax com letra declamada que teria tudo para ser apenas mais uma punhetagem jazz\u00edstica misturada com spoken word, se n\u00e3o tivesse os seguintes versos: &#8220;meu c\u00e9rebro estava fora de tom\/ eu n\u00e3o sei como afinar um c\u00e9rebro, voc\u00eas sabem?\/ ent\u00e3o eu o levei a uma loja de c\u00e9rebros\/ e eles disseram\/ \u2018bem, vamos ter que reconstruir a cabe\u00e7a inteira\u2019\/ e eu disse\/ \u2018bem, fa\u00e7am o que deve ser feito\u2019\/ e quando peguei meu c\u00e9rebro de volta\/ ele n\u00e3o funcionava direito\/ eu n\u00e3o tive uma \u00fanica id\u00e9ia boa desde que o consertaram&#8221;. E o show prossegue com &#8220;A Head With Wings (&#8220;Uma Cabe\u00e7a com Asas&#8221;). Precisa dizer mais alguma coisa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto escrito por F\u00e1bio Sooner e publicado no ano I do Scream &amp; Yell<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Eduardo Palandi e F\u00e1bio Sooner\nDia 3 de julho completam-se dez anos da morte do l\u00edder do Morphine, o baixista e vocalista Mark Sandman. 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