{"id":176,"date":"2008-04-28T09:59:37","date_gmt":"2008-04-28T11:59:37","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2008\/04\/28\/vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo\/"},"modified":"2015-06-19T15:47:19","modified_gmt":"2015-06-19T18:47:19","slug":"vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/28\/vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Especial: Virada Cultural 2008"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31174\" title=\"virada_2008\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada_2008.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada_2008.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada_2008-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Texto e fotos por Marcelo Costa<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinte e quatro horas de Virada Cultural n\u00e3o \u00e9 uma parada f\u00e1cil. S\u00e3o muitos shows, \u00e9 muita gente, e por mais que os palcos sejam pr\u00f3ximos uns dos outros, na segunda vez que o fulano vai do P\u00e1tio do Col\u00e9gio (local dos independentes) para a Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o (palco principal), o corpo j\u00e1 come\u00e7a a dar sinais de cansa\u00e7o. Multiplica isso por sei l\u00e1 quantas vezes e voc\u00ea ter\u00e1 uma p\u00e1lida ideia de como meus joelhos est\u00e3o neste momento. No entanto, o esfor\u00e7o vale a pena. S\u00f3 exige um m\u00ednimo de planejamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31189\" title=\"amarante\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/amarante.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe um primeiro grupo de pessoas, dividido em duas fac\u00e7\u00f5es, que elege seus preferidos. A fac\u00e7\u00e3o 1 procura acompanhar aqueles artistas dif\u00edceis de ver, bandas que est\u00e3o se reunindo para uma apresenta\u00e7\u00e3o, ou cantores que s\u00e3o resgatados do limbo. A fac\u00e7\u00e3o 2 vai atr\u00e1s de seus artistas mais queridos, mesmo que j\u00e1 tenha visto mais de dez shows dele. E existe, ainda, um segundo grupo que quer ver absolutamente tudo, mesmo sendo uma pessoa s\u00f3 (e \u00e9 aqui que incluo). Haja pique.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31175\" title=\"virada2008_2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008_2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008_2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008_2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descansar antes tamb\u00e9m \u00e9 um item indispens\u00e1vel. Um grupo de f\u00e3s do Som Nosso de Cada Dia, grupo progressivo dos anos 70, viajou do Sul para S\u00e3o Paulo para acompanhar a reuni\u00e3o do grupo tocando seu \u00e1lbum mais cl\u00e1ssico, &#8220;Snegs&#8221;, de 1973. A viagem cansativa unida ao adiantado da hora (tr\u00eas da manh\u00e3) derrubou metade dos f\u00e3s, que assistiu ao show em sonhos enquanto dormia nas poltronas (n\u00e3o t\u00e3o confort\u00e1veis) do Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31190\" title=\"wander\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/wander.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu mesmo tive que encarar um plant\u00e3o no s\u00e1bado. Acordei \u00e0s oito horas, fui pra reda\u00e7\u00e3o e sai de l\u00e1 quase 15h30 decidido a tentar dormir s\u00f3 depois de (re)ver Os Mutantes, \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3, na Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o. Voc\u00ea acha que eu aguentei? Bem, conto isso e mais algumas outras coisas abaixo, em um relato descompromissado ilustrado por algumas imagens que registrei do evento. Vamos l\u00e1, acompanhando o balan\u00e7o das horas pelo rel\u00f3gio do celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/luiz_virada_dois.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31176\" title=\"luizmelodia\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16h &#8211; Encontrei alguns amigos e fomos almo\u00e7ar no Ponto Chic, em frente da Galeria do Rock. Na porta do Theatro Municipal, mais de 300 pessoas j\u00e1 aguardavam na fila para ver o show de Luiz Melodia, que iria come\u00e7ar apenas \u00e0s 18h. Passado alguns chopes escuros, uma por\u00e7\u00e3o de fritas e um sandu\u00edche de fil\u00e9 mignon, o comboio partiu para a porta dos fundos do Theatro Municipal, local de acesso da imprensa ao teatro, que j\u00e1 tinha boa parte de seus 1580 lugares tomado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/luiz_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18h &#8211; Luiz Melodia come\u00e7ou o show pontualmente com &#8220;Est\u00e1cio, Eu e Voc\u00ea&#8221;, faixa que abre seu cl\u00e1ssico \u00e1lbum de estreia, &#8220;P\u00e9rola Negra&#8221;, de 1973, que seria apresentado na integra neste show. Apresenta\u00e7\u00e3o foi notadamente dividida em duas, com o cantor se destacando nas can\u00e7\u00f5es que se tornaram hits nacionais enquanto o guitarrista Renato Piau chamava a responsabilidade pra si nos rocks que nem mesmo Luiz Melodia lembrava e colava lendo as letras (como em &#8220;Pra Aquietar&#8221;, &#8220;Objeto H&#8221; e &#8220;Farrapo Humano&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31177\" title=\"luizmelodia1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/luizmelodia1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vale Quanto Pesa&#8221;, &#8220;Est\u00e1cio, Holly Est\u00e1cio&#8221;, &#8220;P\u00e9rola Negra&#8221; (com uma pausa no meio para a cita\u00e7\u00e3o a capela de &#8220;A Coitadinha Fracassou&#8221;) e principalmente &#8220;Magrelinha&#8221; foram cantadas em coro por um p\u00fablico que, em sua maioria, sabia todas as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum de cor, mas soltava a voz mesmo nos hits a ponto de emocionar o cantor. A banda, afiada, cumpriu com louvor a tarefa de transpor para o palco o repert\u00f3rio de um dos grandes \u00e1lbuns da MPB em uma apresenta\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel. No bis, tr\u00eas faixas mais novas: os sambas &#8220;Contrastes&#8221; e &#8220;Dama Ideal&#8221; e, para fechar, &#8220;Cuidando de Voc\u00ea&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/vanguart_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20h &#8211; A ideia era sair do Luiz Melodia e correr para tentar pegar um pedacinho do show do Mundo Livre S\/A, mas s\u00f3 mesmo em sonho. Quando cheguei ao P\u00e1tio do Col\u00e9gio, os cariocas do Lu\u00edsa Mandou um Beijo estavam encaminhando sua apresenta\u00e7\u00e3o para o final, e deu tempo de ouvir as boas &#8220;Amarelinha&#8221; e &#8220;Anselmo&#8221;. O Vanguart entrou logo em seguida para uma \u00f3tima apresenta\u00e7\u00e3o, enxuta, sem rodeios, fala\u00e7\u00e3o e improvisos. &#8220;Sem\u00e1foro&#8221; j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 sozinha na boca do p\u00fablico, que tamb\u00e9m entoou &#8220;Para Abrir os Olhos&#8221; e &#8220;Cacha\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31178\" title=\"vanguart\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/vanguart.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22h &#8211; Antes de chegar at\u00e9 a Casa das Rosas, local que iria abrigar Tom Z\u00e9 a partir das 23h, fiz a bobagem de entrar na loja e locadora de filmes 2001, na Paulista. Sai de l\u00e1 quarenta minutos depois com R$ 50 a menos na carteira, e &#8220;Singles &#8211; Vida de Solteiro&#8221; (Cameron Crowe), a edi\u00e7\u00e3o especial dupla de &#8220;O Iluminado&#8221; (Stanley Kubrick) e &#8220;Se Meu Apartamento Falasse&#8221;, cl\u00e1ssico de Billy Wider que acabou de ganhar lan\u00e7amento em DVD e faz anos que desejo ver. Minha alegria foi tanta ao encontrar o filme que cogitei cabular o show d&#8217;Os Mutantes para assistir ao DVD. Antes, por\u00e9m, Tom Z\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/tom_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23h &#8211; A Casa das Rosas, um dos pontos mais charmosos da Avenida Paulista estava atolada de gente quando cheguei. O som n\u00e3o estava bom e a ilumina\u00e7\u00e3o do pequeno palco montado nos fundos da casa tamb\u00e9m n\u00e3o era das melhores, mas nada impede atrapalhar Tom Z\u00e9 de fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o no m\u00ednimo divertida. Imagina: ele come\u00e7ou com &#8220;2001?, aquela d&#8217;Os Mutantes (letra dele, m\u00fasica da Rita). \u00c9 dif\u00edcil traduzir a excel\u00eancia de um show de Tom Z\u00e9, mas \u00e9 uma experi\u00eancia pra l\u00e1 de gratificante v\u00ea-lo ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31179\" title=\"tomze1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/tom_virada_dois.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No repert\u00f3rio, can\u00e7\u00f5es mais novas como &#8220;Atchim&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;Dance eh S\u00e1&#8221;, a sensacional &#8220;O Pib do Pib&#8221; (que versa sobre a globarbariza\u00e7\u00e3o sob o ponto da vista da &#8220;prostitui\u00e7\u00e3o infantil barata&#8221;), &#8220;Politicar&#8221; e a j\u00e1 cl\u00e1ssica &#8220;Companheiro Bush&#8221;, mas n\u00e3o faltaram can\u00e7\u00f5es mais antigas como &#8220;Fliperama&#8221; (pedida pelo p\u00fablico), &#8220;Senhor Cidad\u00e3o&#8221; e a maravilhosa &#8220;Augusta, Ang\u00e9lica e Consola\u00e7\u00e3o&#8221; (al\u00e9m, claro, da hil\u00e1ria &#8220;Jingle do Disco&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;The Hips of Tradition&#8221;). Para fechar, &#8220;Jimi Renda-Se&#8221; na vers\u00e3o do \u00e1lbum &#8220;Jogos de Armar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01h &#8211; Cheguei em casa decidido a n\u00e3o sair mais. Enquanto baixava as fotos, um amigo ligou me chamando para ver Joana Duah (ex-Mascavo Roots), no Palco das Meninas, ao lado do Edif\u00edcio Copan. Olhei para os meus p\u00e9s. Tenho uma teoria de que se eu desamarrar os sapatos ap\u00f3s entrar em casa, n\u00e3o saio mais. Tem aquela coisa de voc\u00ea dar uma passadinha em casa antes de uma balada, e acabar trocando a balada pela cama. S\u00f3 fa\u00e7o isso quando desamarro os sapatos. E eu ainda n\u00e3o os havia desamarrado?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31180\" title=\"tomze2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tomze2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coloquei a mochila nas costas e sai novamente, para voltar uma hora e meia depois e despencar na cama de sono. Como foi o show? Joana est\u00e1 prestes a debutar solo com um disco que mistura samba, \u00c1frica, Bahia e m\u00fasica folcl\u00f3rica. Quando o disco sair a gente conversa. Eu estava por demais de cansado para pensar criticamente, mas o p\u00fablico parece ter aprovado. Enquanto voltava pra casa, o amigo se encaminhava para o Theatro Municipal, show do Som Nosso de Cada Dia, e queria ainda ver Pepeu tocar a integra do \u00e1lbum &#8220;Gera\u00e7\u00e3o do Som&#8221;, de 1978. Se eu tivesse ido, f\u00e1cil que iria integrar o time dos dorminhocos. Preferi a minha cama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/overcoming_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">09h &#8211; Acordei para assistir a F\u00f3rmula 1, mas s\u00f3 vi mesmo a largada, e acabei apagando no colch\u00e3o que coloquei na sala. Acordei novamente \u00e0s 10h30 com outro amigo ligando, perguntando qual seria o meu roteiro para o dia. Animei-me, coloquei uma bermuda, joguei a mochila nas costas, passei na feira e comprei um pastel de carne (voc\u00ea acredita que a Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria proibiu o vinagrete nos carrinhos de pastel? Como assim???) com um caldo de cana, e cheguei a tempo de assistir algumas m\u00fasicas do Overcoming Trio (Mallu Magalh\u00e3es, H\u00e9lio Flanders e Z\u00e9 Mazzei).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31181\" title=\"malu1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/malu1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/mallu_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como projeto paralelo dos tr\u00eas m\u00fasicos (Mallu \u00e9 solista, H\u00e9lio toca no Vanguart e Z\u00e9 no Forgotten Boys), o Overcoming Trio \u00e9 um divertido passatempo descompromissado. N\u00e3o d\u00e1 para levar a s\u00e9rio. H\u00e1 a paix\u00e3o pelo folk (que segundo H\u00e9lio, &#8220;infelizmente est\u00e1 na moda&#8221;), mas \u00e9 preciso um pouco mais. Talvez maturidade, ensaios ou mesmo punch de palco. Mallu \u00e9 uma gracinha e impressiona. Os mais de vinte jovens a esperando a beira do palco tamb\u00e9m. Algo est\u00e1 acontecendo, mas este n\u00e3o \u00e9 o momento e nem o lugar para sair detonando o hype e\/ou provocando os invejosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/thunder_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12h &#8211; Um sol a pino castigava a selva de asfalto elevando aos ares a urina deixada por transeuntes que n\u00e3o esperaram pela libera\u00e7\u00e3o de um banheiro qu\u00edmico, e foram largando a cerveja digerida pelas ruas do centro da cidade. \u00c9 preciso ter banheiros qu\u00edmicos em cada esquina do centro, pois sen\u00e3o fica imposs\u00edvel caminhar por ali ap\u00f3s uma noitada de Virada Cultural. O forte sol fez com poucos se arriscassem a assistir os cariocas do DoAmor no P\u00e1tio do Col\u00e9gio, \u00e0s 12h30. Parece faltar um vocalista ao grupo, mas mesmo assim eles deixaram no ar a id\u00e9ia de que o som da banda deve funcionar &#8211; e muito bem &#8211; em uma casa noturna. Ao sol do meio dia, por\u00e9m, pouca coisa funcionaria al\u00e9m de uma gelada cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31182\" title=\"doamor\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/doamor.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/wander_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14h &#8211; Na Rua Bar\u00e3o de Itapetininga, punks se revezavam em uma homenagem ao Clash: Mingau (365\/Ultraje), Clemente (Inocentes), Redson (C\u00f3lera) e Ari (365) fizeram um b\u00ea-\u00e1-b\u00e1 de hits clashianos com \u00f3timas vers\u00f5es para &#8220;Guns of Brixton&#8221;, &#8220;Complete Control&#8221;, &#8220;Train In Vain&#8221;, &#8220;Tommy Gun&#8221; e &#8220;Rock The Casbah&#8221;, entre outras. Luiz Thunderbird engrossou a jam session tocando Chuck Berry e Joelho de Porco, e a &#8220;bagun\u00e7a&#8221; terminou com Wander Wildner subindo ao palco para cantar Sex Pistols (&#8220;Lonely Boy&#8221; e &#8220;I Wanna Be Me&#8221;), Ramones (&#8220;I Believe In Miracles&#8221;) e? Replicantes (&#8220;Surfista Calhorda&#8221;). Os Inocentes fecharam a tampa com &#8220;P\u00e2nico em SP&#8221; e &#8220;P\u00e1tria Amada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31183\" title=\"virada2008-346\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008-346.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008-346.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/virada2008-346-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/orquestra_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15h &#8211; Ap\u00f3s devorar um dos melhores (pra mim e para o Guia da Folha, o melhor) sandu\u00edches de mortadela da cidade (com queijo, vinagrete e bacon na Casa da Mortadela, esquina da Ipiranga com a S\u00e3o Jo\u00e3o), acompanhado de um copo de mate com guaran\u00e1 (do Rei do Mate quase em frente), me reanimei para sambar ao som do maior cabide de empregos da m\u00fasica brasileira, a Orquestra Imperial, que fez a sua tradicional festa baile recheada de hits (&#8220;Ere\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;Supermercado do Amor&#8221;, &#8220;Artista \u00e9 o Caralho&#8221;, &#8220;Fita Amarela&#8221;, &#8220;Yarusha Djaruba&#8221; e &#8220;Ela Rebola&#8221;, entre tantas outros). O baixista Kassin, que estava no Jap\u00e3o, foi substitu\u00eddo por nada mais nada menos que Dadi, que ficou ali do lado de Jacobina comandando a baderna em forma de samba. Showz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31186\" title=\"rquestra\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/rquestra.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/orquestra_virada_dois.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16h &#8211; No Palco Independente, os ga\u00fachos da Superguidis se apresentavam pela terceira vez em S\u00e3o Paulo, contrastando a excel\u00eancia da primeira e antol\u00f3gica apresenta\u00e7\u00e3o no Studio SP, dois anos atr\u00e1s, com os desacertos das duas apresenta\u00e7\u00f5es seguintes (esta inclusa). O show do Studio SP &#8211; perfeitamente equalizado &#8211; mostrou o qu\u00e3o a banda pode ser boa ao vivo, mas no palco do P\u00e1tio do Col\u00e9gio, as guitarras ora falhavam, ora a voz sumia, ora a al\u00e7a da guitarra de Andrio caia, prejudicando o excelente repert\u00f3rio mesclado dos dois \u00e1lbuns do quarteto (mais uma in\u00e9dita). Mesmo assim, can\u00e7\u00f5es poderosas como &#8220;Spiral Arco-Iris&#8221;, &#8220;Malevolosidade&#8221;, &#8220;Raio Que O Parta&#8221;, &#8220;Por Entre As M\u00e3os&#8221; e &#8220;Mais Um Dia de C\u00e3o&#8221; sobrevivem aos problemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31185\" title=\"superguidis\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/superguidis.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18h &#8211; Antes de chegar ao Palco Rock, para o show do Ultraje a Rigor, que fecharia a Virada Cultural, uma passada pelo Palco das Meninas para rever Fernanda Takai homenagear Nara Le\u00e3o. Se soubesse que o Ultraje fosse atrasar tanto, teria visto toda a apresenta\u00e7\u00e3o da Fernandinha, mas vi apenas cinco m\u00fasicas e parti para arranjar um lugar para descansar os joelhos na \u00e1rea de imprensa frente ao Palco Rock. Com um atraso de aproximadamente vinte minutos, Roger Rocha Moreira assumiu a guitarra para &#8211; o que era esperado &#8211; tocar a integra do disco &#8220;N\u00f3s Vamos Invadir Sua Praia&#8221;, mas n\u00e3o foi bem isso que aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31187\" title=\"fernanda1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fernanda1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fernanda1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fernanda1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/fernada_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roger perdeu a oportunidade de tocar seu \u00e1lbum mais cl\u00e1ssico faixa a faixa (como normalmente ocorre nestes shows homenagem) optando por uma apresenta\u00e7\u00e3o tradicional do Ultraje e Rigor, dessas que se v\u00ea em qualquer esquina, incluindo no repert\u00f3rio covers de Ramones e Black Sabbath (Roger, &#8220;Paranoid&#8221; n\u00e3o \u00e9 do Ozzy, ok) em meio ao seu caminh\u00e3o de hits. Sem o apelo da homenagem ao disco (a participa\u00e7\u00e3o de Lob\u00e3o tocando bateria na faixa t\u00edtulo n\u00e3o conta), o Ultraje fechou a Virada Cultural fazendo mais do mesmo (se fosse playback com o \u00e1udio de um outro show qualquer, poucos perceberiam).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31191\" title=\"ultraje1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ultraje1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ultraje1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ultraje1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/ultraje_virada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pior, por\u00e9m, ficou para o final: na volta do bis, Roger e S\u00e9rginho Serra fizeram uma longa jam session como introdu\u00e7\u00e3o para &#8220;Marylou&#8221;, cansando um p\u00fablico j\u00e1 muito cansado (sem se atentar que a banda estava fechando um evento de vinte e quatro horas). Quando deixei o local, decepcionado, eles ainda n\u00e3o haviam tocado &#8220;Eu Me Amo&#8221;, &#8220;Se Voc\u00ea Sabia&#8221; e &#8220;Jesse Go&#8221; (as duas \u00faltimas nem devem ter entrado no show), jogando um balde de \u00e1gua fria sobre uma ideia que parecia genial. Uma pena. Era s\u00f3 Roger e o gol vazio, e ele conseguiu chutar na trave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da decep\u00e7\u00e3o do Ultraje a Rigor, o saldo final da Virada Cultural foi extremamente positivo com um p\u00fablico, estimado pela Prefeitura, de mais de quatro milh\u00f5es de pessoas. Amigos falaram entusiasmadamente do show de S\u00e1, Rodrix e Guarabyra no Theatro Municipal. O pr\u00f3prio Luiz Melodia fez uma apresenta\u00e7\u00e3o de marejar os olhos. A imagem que fica, por\u00e9m, s\u00e3o as quase duas mil pessoas aplaudindo de p\u00e9 o m\u00fasico, as outras centenas cantando as can\u00e7\u00f5es do Vanguart, as duas dezenas de jovens esperando por Mallu Magalh\u00e3es, e o mar de gente que tomou a Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o durante os shows de Gal Costa, Z\u00e9 Ramalho, Os Mutantes, Orquestra Imperial e Jorge Ben Jor. Agora \u00e9 esperar pela 5\u00aa Virada Cultural, em 2009. E descansar os joelhos. Vou ali pegar uma bolsa de gelo e j\u00e1 volto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31188\" title=\"roger\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/roger.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/roger.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/roger-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Virada 2007: Paulinho da Viola, Maria Alcina, Garotos Podres (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/07\/especial-virada-cultural-2007\/\"><span style=\"color: #237fa1;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2008: Luiz Melodia, Vanguart, Tom Z\u00e9, Ultraje (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/28\/vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo\/\"><span style=\"color: #237fa1;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2009: Wando, Odair Jos\u00e9, Los Sebozos Posti\u00e7os (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/05\/06\/cinco-shows-na-virada-cultural-2009\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2010: C\u00e9u, Tulipa Ruiz, Raimundos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/05\/21\/virada-cultural-sp-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2012: Man Or Astro-Man, Defalla, Tit\u00e3s, Pinduca (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/06\/seis-shows-na-virada-cultural-2012\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2014: Ira!, Ju\u00e7ara Mar\u00e7al, Falc\u00e3o, Pepeu Gomes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/20\/10-shows-da-virada-cultural-2014\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2015: 51 shows que o editor do Scream &amp; Yell gostaria de ver (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2015\/06\/18\/virada-cultural-2015-51-shows\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2008\/04\/virada_2008.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Texto e fotos por Marcelo Costa Vinte e quatro horas de Virada Cultural n\u00e3o \u00e9 uma parada f\u00e1cil. S\u00e3o muitos shows, \u00e9 muita \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/28\/vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31193,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176\/revisions\/31193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}