{"id":171,"date":"2008-04-07T08:00:00","date_gmt":"2008-04-07T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2008\/04\/07\/disco-da-semana-shine-a-light-live-rolling-stones\/"},"modified":"2015-09-11T18:40:10","modified_gmt":"2015-09-11T21:40:10","slug":"disco-da-semana-shine-a-light-live-rolling-stones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/07\/disco-da-semana-shine-a-light-live-rolling-stones\/","title":{"rendered":"&#8220;Shine a Light &#8211; Live&#8221;, Rolling Stones"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33210\" title=\"shinealight_cd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/shinealight_cd.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/shinealight_cd.jpg 480w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/shinealight_cd-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/shinealight_cd-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem duas maneiras de &#8216;curtir&#8217; a m\u00fasica de &#8220;Shine a Light&#8221;: a primeira, \u00f3bvia, \u00e9 dentro de uma boa sala de cinema, com as imagens sensacionais que praticamente colocam o espectador no gargarejo de uma das melhores bandas do mundo sobre um palco. Nesta primeira op\u00e7\u00e3o h\u00e1 um artif\u00edcio que funcionou a perfei\u00e7\u00e3o no filme: quando a c\u00e2mera foca um integrante da banda, o que ele estava fazendo pula a frente dos outros instrumentos, o que d\u00e1 um colorido todo especial ao som, mas que funciona ali, na sala de cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda maneira de curtir &#8220;Shine a Light&#8221; \u00e9 se jogar no CD duplo que chega \u00e0s lojas com o melhor das duas noites em que os Stones se apresentaram &#8211; no segundo semestre de 2006 &#8211; no hist\u00f3rico Beacon Theatre, um pequeno teatro nova-iorquino, o que por si s\u00f3 j\u00e1 ati\u00e7a a curiosidade de qualquer f\u00e3 de rock acostumado a trombar com o grupo em est\u00e1dios lotados quando n\u00e3o praias. Se na telona, as boas tomadas, a bela ilumina\u00e7\u00e3o e a vitalidade dos sessent\u00f5es sobre um palco impressionam, o que &#8220;resta&#8221; para o CD \u00e9 um conjunto de can\u00e7\u00f5es afundadas em guitarradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Shine a Light&#8221; \u00e9 o nono disco ao vivo da carreira dos Stones, e entra de cara na briga pelo posto de melhor som que a banda j\u00e1 transp\u00f4s de um palco para um \u00e1lbum. &#8220;Jumpin&#8217; Jack Flash&#8221; nunca soou t\u00e3o forte ao vivo como agora, e s\u00f3 n\u00e3o bate a vers\u00e3o sinuosa e cl\u00e1ssica do \u00e1lbum &#8220;Get Yer Ya-Ya&#8217;s Out!&#8221;, deixando para tr\u00e1s os registros do \u00e1lbum &#8220;Love You Live&#8221; (1977) e &#8220;Flashpoint&#8221; (1991). &#8220;Tumbling Dice&#8221; \u00e9 outra que cresce ao vivo, embora as vers\u00f5es do \u00e1lbum &#8220;Love You Live&#8221; e &#8220;Rarities&#8221; sejam brilhantes. &#8220;Sympathy for the Devil&#8221;, &#8220;Start Me Up&#8221; e &#8220;Brown Sugar&#8221; tamb\u00e9m s\u00e3o honradas com boas vers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ser uma apresenta\u00e7\u00e3o dentro da turn\u00ea &#8220;A Bigger Bang&#8221;, o repert\u00f3rio do show do Beacon Theatre n\u00e3o seguiu o padr\u00e3o balanceado que reunia can\u00e7\u00f5es de 1965 a 2005 na &#8220;A Bigger Bang Tour&#8221;. A m\u00fasica mais &#8220;nova&#8221; do repert\u00f3rio escolhido \u00e9 &#8220;She Was Hot&#8221; (em vers\u00e3o arrasa quarteir\u00e3o), do \u00e1lbum &#8220;Undercover&#8221;, de 1983, ignorando completamente material mais &#8220;recente&#8221; (inclusive as can\u00e7\u00f5es do excelente &#8220;A Bigger Bang&#8221;). Das 18 can\u00e7\u00f5es reunidas no filme (no CD s\u00e3o 22), a mais antiga \u00e9 &#8220;As Tears Go Bye&#8221;, gravada por Mariane Faithfull em 1964, e o \u00e1lbum mais privilegiado foi &#8220;Some Girls&#8221;, que completa trinta anos em 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Detonado na \u00e9poca do lan\u00e7amento e atropelado pelo punk, &#8220;Some Girls&#8221; marca presen\u00e7a com quatro m\u00fasicas: a faixa t\u00edtulo, &#8220;Shattered&#8221; e &#8220;Just My Imagination&#8221;, as duas em vers\u00f5es superiores as do &#8220;Still Life&#8221; (1981), e o excelente country &#8220;Far Away Eyes&#8221;. Dentre os convidados, Jack White divide viol\u00f5es e vocais com Mick Jagger em uma pungente vers\u00e3o de &#8220;Loving Cup&#8221;; Christina Aguilera se sai bem em &#8220;Live With Me&#8221;, mas o grande momento acontece em &#8220;Champagne &amp; Reefer&#8221;, \u00fanica can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita do show, um cover dos Stones para o original de Muddy Waters. Buddy Guy entra com guitarra e um vozeir\u00e3o que arrepia. No fim, ganha a guitarra de Keith Richards.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as quatro can\u00e7\u00f5es que est\u00e3o no CD, mas n\u00e3o est\u00e3o no filme, &#8220;Paint it Black&#8221; aparece em uma boa vers\u00e3o, mas a do \u00e1lbum &#8220;Flashpoint&#8221; ainda \u00e9 a mais contagiante. &#8220;Little T&amp;A&#8221; surge em grande vers\u00e3o e traz novamente Keith para frente do palco. &#8220;I&#8217;m Free&#8221; tamb\u00e9m mant\u00e9m est\u00e1 no alto n\u00edvel de qualidade do \u00e1lbum, mas \u00e9 inferior a vers\u00e3o do \u00e1lbum &#8220;Stripped&#8221; (1995) e a cover do Soup Dragons, que retirou a can\u00e7\u00e3o do limbo e a tranformou em hit mundial em 1990. Para fechar, &#8220;Shine a Light&#8221;, a can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme de Scorsese, e s\u00f3 aparece no filme em um curto trecho no final, outra que tamb\u00e9m ganhou uma vers\u00e3o irrepreens\u00edvel no \u00e1lbum &#8220;Stripped&#8221;, mas que aqui tamb\u00e9m surge emocionante. Fora essas quatro, &#8220;Undercover of the Night&#8221; entrou de b\u00f4nus na edi\u00e7\u00e3o japonesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os nove \u00e1lbuns ao vivo dos Stones, &#8220;Shine a Light&#8221; traz um dos melhores repert\u00f3rios j\u00e1 apresentados ao vivo pela banda al\u00e9m de dar um tratamento para l\u00e1 de especial \u00e0s guitarras de Keith Richards e Ron Wood. A voz de Mick Jagger (como ele consegue cantar t\u00e3o bem correndo tanto de l\u00e1 pra c\u00e1 e de c\u00e1 pra l\u00e1 prestes a completar 65 anos???) e a bateria de Charlie Watts n\u00e3o ficam atr\u00e1s (o baixista Darryl Jones, um monstro nas quatro cordas, tamb\u00e9m merece destaque, assim como a backing Lisa Fisher, o tecladista Chuck Leavell e o saxofonista Bobby Keys) construindo uma massa sonora de qualidade impressionante que confirma o \u00f3bvio: sobre um palco, os Stones s\u00e3o imbat\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Shine a Light&#8221;<\/strong>, Rolling Stones (Universal)<br \/>\nPre\u00e7o em media: R$ 35<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nExistem duas maneiras de &#8216;curtir&#8217; a m\u00fasica de &#8220;Shine a Light&#8221;: a primeira, \u00f3bvia, \u00e9 dentro de uma boa sala de cinema, com as imagens sensacionais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/07\/disco-da-semana-shine-a-light-live-rolling-stones\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=171"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33211,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171\/revisions\/33211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}