{"id":16862,"date":"2012-12-19T11:12:36","date_gmt":"2012-12-19T13:12:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16862"},"modified":"2020-10-05T15:32:45","modified_gmt":"2020-10-05T18:32:45","slug":"entrevista-marcia-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/19\/entrevista-marcia-castro\/","title":{"rendered":"Entrevista: M\u00e1rcia Castro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16874\" title=\"marcia3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/marcia3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um trabalho que vem ganhando boa repercuss\u00e3o nos \u00faltimos anos, a cantora baiana M\u00e1rcia Castro desponta como um nome genu\u00edno dentro da m\u00fasica brasileira. Aliando interpreta\u00e7\u00f5es poderosas, shows envolventes e um repert\u00f3rio que resgata compositores cl\u00e1ssicos combinados com alguns nem t\u00e3o conhecidos, a cantora se destaca por apresentar um trabalho criativo e plural que passa por estilos como Samba, MPB e at\u00e9 tropic\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 not\u00f3ria a identidade que a cantora imprime em suas faixas. Ap\u00f3s uma estreia elogiada com \u201cPecadinho\u201d, de 2007, seu segundo disco, \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d, de 2012, trouxe can\u00e7\u00f5es de nomes como Cartola, Gonzaguinha e Novos Baianos enquanto a nova gera\u00e7\u00e3o \u00e9 representada por Otto (em uma parceria com sua ex-mulher, Alessandra Negrini) e pela presen\u00e7a de H\u00e9lio Flanders, do Vanguart, que divide o microfone com M\u00e1rcia em \u201c29 Beijos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste bate papo realizando pouco antes de uma apresenta\u00e7\u00e3o em Londrina, no Paran\u00e1, Marcia Castro fala sobre a carreira, analisa o trabalho em est\u00fadio e as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo al\u00e9m das eventuais dificuldades de se estabelecer como int\u00e9rprete autoral em uma \u00e9poca na qual o grande p\u00fablico t\u00eam dificuldade na \u201cabertura para o novo\u201d. Segundo M\u00e1rcia, \u201cas pessoas querem reconhecer sensa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conhecer novas sensa\u00e7\u00f5es\u201d. Com voc\u00ea, M\u00e1rcia Castro<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"100%\" height=\"315\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"https:\/\/player.soundcloud.com\/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1733633&amp;color=47413e&amp;auto_play=false&amp;show_artwork=true&amp;show_playcount=true&amp;show_comments=true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"100%\" height=\"315\" src=\"https:\/\/player.soundcloud.com\/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1733633&amp;color=47413e&amp;auto_play=false&amp;show_artwork=true&amp;show_playcount=true&amp;show_comments=true\" allowscriptaccess=\"always\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua carreira come\u00e7ou bem cedo \u2013 voc\u00ea toca viol\u00e3o desde os 11 anos. O que mais te inspirou a querer aprender m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nAcho que a principal motiva\u00e7\u00e3o foi meu pai. Ele sempre me incentivou a ouvir m\u00fasica desde muito cedo. Ele deixava vinis e fitas dispon\u00edveis para ouvirmos em casa. Meu pai era m\u00fasico, tocava trompete e sempre conversava muito com a gente sobre m\u00fasica&#8230; Minha fam\u00edlia tinha uma r\u00e1dio na Bahia e sempre havia fitas de rolo com programas e m\u00fasica foi da\u00ed que comecei a ter contato com a coisa toda. Desde muito cedo eu cresci em um ambiente musical muito forte. Ganhei meu primeiro instrumento com essa idade mesmo, mas sem grandes projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como ocorreu a mudan\u00e7a?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 ter uns 16, eu apenas \u201cbrincava\u201d com o viol\u00e3o. Na \u00e9poca n\u00e3o tinha pretens\u00f5es profissionais com a m\u00fasica, mas com o tempo fui mudando isso. Um dia um amigo meu, compositor, o Wilson Arag\u00e3o, me chamou para fazer algumas apresenta\u00e7\u00f5es com ele em bares de Salvador e assim comecei a tocar na noite. Fiz isso por algum tempo, e com uns 22 anos tomei a decis\u00e3o de n\u00e3o fazer mais apresenta\u00e7\u00f5es em bares&#8230; Acabava sendo um repert\u00f3rio muito enfadonho, sabe? Voc\u00ea precisa sempre repetir as mesmas coisas, e eu andava um pouco cansada disso. Ent\u00e3o decidi partir para carreira autoral e acabei fazendo meu primeiro show. Eu fazia na \u00e9poca uma pesquisa com v\u00e1rios compositores baianos que sa\u00edam desse circuito comercial e da cena ax\u00e9 music (que dominava bastante no per\u00edodo), ent\u00e3o escolhi algumas obras mais nesse estilo para interpretar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais compositores que voc\u00ea resgatou nessa fase?<\/strong><br \/>\nEram v\u00e1rios nomes como Luciano Salvador, Arnaldo Almeida, Tito Baiense, Deco Sim\u00f5es, Carina de Faria, Sandra Sim\u00f5es, Manuela Rodrigues, M\u00e1rcio Melo&#8230; s\u00e3o muitos nomes de pessoas interessantes de Salvador que produzem boa m\u00fasica e que n\u00e3o est\u00e3o em nenhum grande circuito. A id\u00e9ia era fazer um show interpretando m\u00fasicas desse pessoal. Nesse show apresentei algumas composi\u00e7\u00f5es minhas tamb\u00e9m. Assim foi feito o primeiro show que serviu de embri\u00e3o para meu primeiro disco, \u201cPecadinho\u201d, de 2007. Embora componha tamb\u00e9m, comigo \u00e9 um processo muito pontual. N\u00e3o \u00e9 algo que fa\u00e7a freq\u00fcentemente. Dificilmente eu faria um disco completo s\u00f3 com composi\u00e7\u00f5es minhas. Considero esse momento (o lan\u00e7amento do primeiro disco) o in\u00edcio da minha carreira. S\u00f3 ent\u00e3o posso dizer que estabeleci um repert\u00f3rio. Acho que \u00e9 no disco que uma obra \u00e9 perpetuada para ent\u00e3o poder ser divulgada. \u00c9 bem diferente de tocar ao vivo, sabe? O momento do show \u00e9 algo muito ef\u00eamero, acontece e acaba. A grava\u00e7\u00e3o permite que algo seja guardado e resgatado em v\u00e1rios momentos. Hoje eu ou\u00e7o um disco e daqui uns anos poderei ouvir novamente. Nesse primeiro disco foi o momento em que reuni um repert\u00f3rio e estabeleci um in\u00edcio da minha carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comentou sobre esse momento de mudan\u00e7a para um trabalho mais autoral, quando voc\u00ea se apresentou ao vivo nas primeiras vezes. Como foi a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico? Imagino que seja bem diferente a rea\u00e7\u00e3o da plat\u00e9ia com os dois tipos de repert\u00f3rio&#8230;<\/strong><br \/>\nNa verdade, nos primeiros shows dessa fase mais autoral estavam presentes muitas pessoas que j\u00e1 me acompanhavam nos bares e lugares onde eu me apresentava normalmente. Como o pessoal era conhecido ajudou a estabelecer uma proximidade do p\u00fablico. Naquele momento, como era novo, houve uma receptividade interessante. Obviamente, manter uma carreira musical autoral \u00e9 muito dif\u00edcil. A gente vive hoje em um momento no qual as pessoas t\u00eam dificuldade em \u201cabertura para o novo\u201d. Elas querem reconhecer sensa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conhecer novas sensa\u00e7\u00f5es.  Querem ter o reconhecimento de uma emo\u00e7\u00e3o, de uma letra de m\u00fasica, e se voc\u00ea se prop\u00f5e a fazer algo novo, sem uma refer\u00eancia de reconhecimento, acontecem certas dificuldades.  \u00c9 preciso desenvolver um trabalho. Voc\u00ea vai lutando contra essa tend\u00eancia do mundo contempor\u00e2neo. \u00c9 uma dificuldade constante. N\u00e3o ocorre s\u00f3 no in\u00edcio de carreira, mas durante toda ela. \u00c9 necess\u00e1rio muita for\u00e7a de vontade e acreditar tamb\u00e9m um pouco no universo. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SvQzAU7Kds0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SvQzAU7Kds0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo: em 2010, voc\u00ea passou pelo festival de Montreux, na Su\u00ed\u00e7a. Como foi a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico l\u00e1 fora em compara\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico brasileiro?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 bastante diferen\u00e7a sim. Pelo menos nas experi\u00eancias que tive tocando no exterior, vi que eram pessoas extremamente abertas para a m\u00fasica nova \u2013 e especialmente para a m\u00fasica brasileira. L\u00e1 fora h\u00e1 grande reconhecimento de compositores e da cultura do Brasil. Houve momentos bem interessantes. Esse show de Montreaux foi a primeira vez que me apresentei com a banda que gravou o segundo disco comigo (\u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d, 2012). Foi maravilhoso. Fizemos mais uns 20 shows na Turquia. \u00c9 sempre bom tocar em lugares diferentes. \u00c9 renovador \u2013 especialmente quando s\u00e3o lugares distantes assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comparando os dois \u00e1lbuns (\u201cPecadinho\u201d e \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d) h\u00e1 uma diferen\u00e7a not\u00e1vel nas faixas e na sonoridade. O processo mudou de um disco para o outro?<\/strong><br \/>\nForam processos bem diferentes. \u201cPecadinho\u201d, por exemplo, foi um disco que surgiu dentro do est\u00fadio. As composi\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam prontas e, junto com o produtor, a gente discutiu arranjos e trechos de cada faixa. Houve depois um momento coletivo com todos os m\u00fasicos, cada um dando id\u00e9ias. J\u00e1 no \u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d, v\u00e1rias m\u00fasicas haviam sido j\u00e1 testadas ao vivo. Ele apresenta uma unidade e uma maturidade sonora bem interessante. Ele mostra um \u201ccorpo de banda\u201d muito forte. Me preocupei bastante com isso porque acho que o grande momento do trabalho acontece no palco. \u00c9 ali que a express\u00e3o verdadeira acontece. Essa intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cDe P\u00e9s no Ch\u00e3o\u201d apresenta um repert\u00f3rio bem diverso. Qual foi o crit\u00e9rio para a escolha das faixas?<\/strong><br \/>\nPara cantar uma m\u00fasica, ela precisa ter um significado pra mim. Cada vez mais. No meu repert\u00f3rio, sempre escolhi coisas com as quais eu estivesse envolvida, seja pelo sentimento de alegria, pelo drama. Como n\u00e3o eram composi\u00e7\u00f5es minhas eu precisava buscar essa rela\u00e7\u00e3o de algum modo pra que eu pudesse exprimir minha verdade dentro da obra do compositor. S\u00e3o escolhas profundas. H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o bem visceral com algumas das can\u00e7\u00f5es. No come\u00e7o, quando um amigo te convida pra cantar e fazer participa\u00e7\u00f5es voc\u00ea acaba indo, mas isso muda com o tempo. Hoje em dia prefiro participar apenas de coisas que tenham muito a ver comigo, com o que eu queira dizer, para que tudo o que eu fizer na minha carreira tenha esse sentimento de envolvimento, de sinceridade do que eu busco. M\u00e1rcia Castro \u00e9 um sentimento. E \u00e9 tamb\u00e9m uma express\u00e3o art\u00edstica. N\u00e3o se pode fazer as coisas de um modo aleat\u00f3rio. O desenvolvimento de uma carreira depende muito dessa coer\u00eancia, essa l\u00f3gica do sentimento pela arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 uma artista com grande participa\u00e7\u00e3o em redes pela internet. Como voc\u00ea avalia a import\u00e2ncia desses canais para o trabalho com m\u00fasica autoral?<\/strong><br \/>\nEsses canais s\u00e3o fundamentais hoje em dia. A internet foi uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o dentro do que n\u00f3s entendemos como divulga\u00e7\u00e3o de m\u00fasica. Para a m\u00fasica independente foi uma mudan\u00e7a geral. Por exemplo, estou fazendo esses shows agora no Paran\u00e1 em grande parte devido \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do meu trabalho pela internet. N\u00e3o foi um contato atrav\u00e9s da gravadora, n\u00e3o existiu nenhuma grande produtora por tr\u00e1s, nada do tipo. Vejo que o Youtube tem sido uma forma muito r\u00e1pida de pesquisa de m\u00fasicas. Mesmo com My Space e outras plataformas, o Youtube acaba sendo uma forma mais \u00e1gil de ter o primeiro contato com a m\u00fasica de um artista. Quando h\u00e1 um material \u00e1udio visual, isso pode causar uma repercuss\u00e3o maior. Minha id\u00e9ia era fazer um clipe de cada faixa do \u00faltimo disco.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente voc\u00ea tem uma parceria com a Deckdisc. Eles exercem algum tipo de interfer\u00eancia art\u00edstica no seu trabalho?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, de jeito algum. Eles trabalham mais como \u201cparceiros\u201d. \u00c9 uma gravadora 100% nacional e eles s\u00e3o muito antenados com o que tem acontecido nessa nova fase da m\u00fasica nacional \u2013 como um todo. \u00c9 uma gravadora que trabalha bem com os \u201cp\u00e9s no ch\u00e3o\u201d. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea anda ouvindo de artistas novos?<\/strong><br \/>\nTenho ouvido o \u00faltimo do Gui Amabis (\u201cTrabalhos Carnivoros\u201d). Gosto muito do Quantic Project, um latino que circula pelo mundo fazendo grava\u00e7\u00f5es com diversos artistas e grupos. O \u00faltimo trabalho do Siba (\u201cAvante\u201d) \u00e9 muito legal tamb\u00e9m, gosto bastante dele. Tem o \u201cThe Moon 1111\u201d, novo do Otto. Acho-o um dos grandes criadores da m\u00fasica atualmente. Ou\u00e7o bastante Felipe Cordeiro e tamb\u00e9m um grupo chamado Baiana System \u2013 que mistura dub com hip-hop e guitarra baiana. (Tem) Outra banda da Bahia, Opanij\u00e9, um grupo que mistura coisas do hip-hop com candombl\u00e9, um som bem rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 a quatro anos morando em S\u00e3o Paulo. Sair da Bahia e ir pra uma cidade na qual sempre acontece tanta coisa deve ter interferido bastante na sua forma de trabalho.<\/strong><br \/>\nAbsolutamente. A mudan\u00e7a pra S\u00e3o Paulo foi muito rica. Embora toda a saudade que eu sinta da Bahia, a cidade de S\u00e3o Paulo trouxe um universo est\u00e9tico e humano muito interessante que foi importante para o desenvolvimento das minhas id\u00e9ias art\u00edsticas. S\u00e3o Paulo \u00e9 um caldeir\u00e3o, voc\u00ea encontra gente do Brasil inteiro. S\u00e3o essas experi\u00eancias que cada cultura leva para a cidade que a torna t\u00e3o rica. \u00c9 como se estando longe de casa tiv\u00e9ssemos uma \u201cre-liga\u00e7\u00e3o\u201d com nosso lugar de origem. Essa saudade te reaproxima das coisas do lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KvCM69KJvdE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KvCM69KJvdE\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bb1ewBu-yKU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bb1ewBu-yKU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Leonel \u00e9 colaborador da webradio <a href=\"http:\/\/www.almalondrina.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alma Londrina<\/a>. Entrevista realizada originalmente para o programa &#8220;Batuque na Cozinha&#8221;, da webradio (ou\u00e7a <a href=\"http:\/\/www.almalondrina.com.br\/index.php\/programas\/batuque-na-cozinha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Leonel\n&#8220;A internet foi uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o dentro do que n\u00f3s entendemos como divulga\u00e7\u00e3o de m\u00fasica&#8221;, diz a cantora\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/19\/entrevista-marcia-castro\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16862"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16862"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57697,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16862\/revisions\/57697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}