{"id":1682,"date":"2009-06-11T18:53:15","date_gmt":"2009-06-11T21:53:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1682"},"modified":"2017-07-25T12:09:15","modified_gmt":"2017-07-25T15:09:15","slug":"discografia-comentada-echo-the-bunnymen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/","title":{"rendered":"Discografia: Echo &#038; The Bunnymen"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1683 aligncenter\" title=\"Echo and THe Bunnymen \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais bandas do levante p\u00f3s-punk brit\u00e2nico do come\u00e7o dos anos 80, o Echo and The Bunnymen lan\u00e7ou quatro \u00e1lbuns excelentes entre 1980 e 1984 at\u00e9 desmontar-se como castelo de areia na praia devido a desentendimentos internos motivados por, entre outras coisas, o abuso do uso de drogas pesadas, o \u00e1lcool, e o ego elevado de seu l\u00edder, o vocalista Ian McCulloch. Ap\u00f3s 1987, ano do \u00faltimo registro da forma\u00e7\u00e3o original daquele que \u00e9 considerado o segundo grupo mais importante de Liverpool, o Echo and The Bunnymen seguiu uma carreira err\u00e1tica lan\u00e7ando discos que, mesmo quando n\u00e3o eram bons, traziam ao menos uma ou duas can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o dos ingleses com um Brasil merece uma men\u00e7\u00e3o. No auge da crise da banda, o Echo\u00a0 baixou no pa\u00eds para cinco shows extremamente elogiados em quatro capitais, que segundo Ian\u00a0 lhe lembrou os melhores dias do grupo. Menos de um ano depois, no entanto, ele deixava a banda para uma carreira solo que n\u00e3o impressionou, e retornou ao Brasil em 1999 acompanhado apenas de Will e mais alguns pistoleiros de aluguel, para depois <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/ianinterviewmac.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bater cart\u00e3o em 2001<\/a> (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/ianemsaopaulo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quando discotecou em uma casa noturna, fez pockets em r\u00e1dios e bebeu muita caipirinha<\/a>), 2002 para um novo show dos Bunnymens, e solo em 2004, quando encantou gastando seu fio de voz para interpretar cl\u00e1ssicos de Velvet Underground, Leonard Cohen, David Bowie e&#8230; Echo and The Bunnymen. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/15\/shows-kurt-thurston-carl-e-ian\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Voltou com o Echo em 2010<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/15\/shows-kurt-thurston-carl-e-ian\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">solo em 201<\/a>2.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Abaixo a discografia comentada de uma das grandes bandas inglesas de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1684 aligncenter\" title=\"&quot;Crocodiles&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_crocodiles.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Crocodiles&#8221; (1980)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 natural de se esperar de uma banda formada no levante punk de 1977 na Inglaterra, o Echo &amp; The Bunnymen estr\u00e9ia com um disco em que a crueza impera (devido a pouca habilidade dos m\u00fasicos com os instrumentos) sem esconder suas principais influ\u00eancias: a psicodelia circa 1967 de Doors e do Pink Floyd de Syd Barret. A banda entrou em est\u00fadio sem ter a m\u00ednima id\u00e9ia de como lidar com o espa\u00e7o e os menos de vinte shows que fizeram desde a estr\u00e9ia apenas sinalizavam o som que o grupo viria a perseguir nos \u00e1lbuns seguintes. Por isso a dist\u00e2ncia da sonoridade do single &#8220;Rescue&#8221; (que Will Sargeant odiava devido ao fato da guitarra limpa soar como um banjo) de pedradas como &#8220;Crocodiles&#8221; ou das viagens psicod\u00e9licas de &#8220;Happy Death Man&#8221; e &#8220;Going Up&#8221;. &#8220;Stars Are Stars&#8221;, &#8220;Villers Terrace&#8221; e &#8220;All That Jazz&#8221; viraram hinos para os f\u00e3s da banda, que no entanto nunca se sentiu satisfeita com a produ\u00e7\u00e3o. Uma vers\u00e3o remasterizada do \u00e1lbum foi lan\u00e7ada em 2003 trazendo como b\u00f4nus o poderoso single &#8220;Do It Clean&#8221;, a parceria com Julian Cope &#8220;Read It Books&#8221;, algumas vers\u00f5es alternativas e quatro registros ao vivo de 1981 (lan\u00e7ados oficialmente no EP &#8220;Shine So Hard&#8221;) que mostram a tremenda evolu\u00e7\u00e3o da banda no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1687\" title=\"&quot;Heaven Up Here&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_up.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Heaven Up Here&#8221; (1981)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com mais respeito dentro da gravadora, mas nem tanto, os Bunnymen exigiram uma troca de produtores, insatisfeitos com a sonoridade do \u00e1lbum de estr\u00e9ia. A Korova limou os cabe\u00e7as, e deixou que o engenheiro de som do disco anterior, Hugh Jones, assumisse a tarefa junto com a banda, que atravessa seu melhor momento interno. Gravado no Pa\u00eds de Gales, &#8220;Heaven Up Here&#8221; \u00e9 muito mais bem acabado que a estr\u00e9ia, e mostra Ian McCulloch no auge de seu alcance vocal e o trio instrumental inspirad\u00edssimo. A crueza \u00e9 deixada de lado, mas o peso, o nervosismo dos arranjos e a paix\u00e3o pela fase lis\u00e9rgica do rock sessentista n\u00e3o. A excelente abertura com &#8220;Show of Strength&#8221;, quase emendada com a urgente &#8220;With a Hip&#8221;, embala o ouvinte que \u00e9 conduzido por tempestades de psicodelia (&#8220;Over The Wall&#8221;, &#8220;Turquoise Days&#8221; e o mantra &#8220;All My Colours&#8221;, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;Zimbo&#8221;) em dias nublados. As marca\u00e7\u00f5es quebradas de bateria de Pete de Freitas brilham acompanhadas pelas \u00f3timas linhas de baixo de Les Pattinson e pelos riffs inspirados de Will Sargeant. A bonita &#8220;A Promise&#8221;, uma balada n\u00e3o balada (algo t\u00e3o caracter\u00edstico no Echo), foi o single do disco, eleito \u00e1lbum do ano pela NME em 1981, al\u00e9m de melhor capa \u2013 com os Bunnymen em uma praia galesa que reflete a perfei\u00e7\u00e3o a sonoridade glacial do \u00e1lbum. A edi\u00e7\u00e3o remasterizada lan\u00e7ada em 2003 traz cinco faixas b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1688 aligncenter\" title=\"&quot;Porcupine&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_porcupine.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Porcupine&#8221; (1983)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O clima de confian\u00e7a que marcou as grava\u00e7\u00f5es de &#8220;Heaven Up Here&#8221; desapareceu completamente em &#8220;Porcupine&#8221;. Diversos fatores ajudaram a formar as primeiras rachaduras na forma\u00e7\u00e3o da banda, entre eles o isolamento do baterista Pete de Freitas, fonte constante de piadas no grupo por ser o mais jovem e n\u00e3o ter nascido na Inglaterra, a entrada da coca\u00edna no cotidiano do quarteto (principalmente Ian e Pete) e a press\u00e3o de entregar um novo \u00e1lbum ap\u00f3s um ano de turn\u00ea ininterrupta sem nenhum material novo composto. A banda j\u00e1 n\u00e3o se entendia em est\u00fadio, e Ian Brodie, co-produtor do primeiro disco, foi chamado para tentar apaziguar os \u00e2nimos. &#8220;Porcupine&#8221; foi gravado sobre clima de disc\u00f3rdia e entregue a gravadora, que o recusou acusando-o de ser anticomercial. O violinista indiano L Shankar, sobrinho de Ravi, foi chamado ap\u00f3s colocar cordas no single &#8220;Back of Love&#8221;, e acabou inserindo teclados em outro single, &#8220;The Cutter&#8221; (com introdu\u00e7\u00e3o copiada de &#8220;Matthew And Son&#8221;, de Cat Stevens), que fez ainda mais sucesso, e em outras can\u00e7\u00f5es, como a bel\u00edssima faixa t\u00edtulo \u2013 com seus seis minutos grandiosos. &#8220;Heads Will Roll&#8221; e &#8220;Ripness&#8221; seguem a linha mel\u00f3dica do \u00e1lbum anterior enquanto &#8220;My White Devil&#8221; e &#8220;Clay&#8221; escancaram a paix\u00e3o da banda pelo Doors. A edi\u00e7\u00e3o remasterizada lan\u00e7ada em 2003 acrescenta sete faixas ao \u00e1lbum incluindo o b-side &#8220;Fuel&#8221; e um remix do single extra \u00e1lbum &#8220;Never Stop&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1689 aligncenter\" title=\"&quot;Ocean Rain&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_ocean.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Ocean Rain&#8221; (1984)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do sucesso dos singles anteriores e de &#8220;Porcupine&#8221;, que bateu no n\u00famero 2 da parada brit\u00e2nica, a banda enfrentava s\u00e9rios problemas de uni\u00e3o. As grava\u00e7\u00f5es do ent\u00e3o quarto disco come\u00e7aram em Liverpool, e Ian ficou t\u00e3o desanimado com o resultado que quase pulou fora do barco. Um ensaio do vocalista com Pete de Freitas mudou o cen\u00e1rio, e a banda pediu \u00e0 gravadora para gravar o disco em Paris acompanhados de uma orquestra. &#8220;N\u00f3s os advertimos que este seria o maior \u00e1lbum j\u00e1 feito, porque n\u00f3s acredit\u00e1vamos nisso&#8221;, diz o vocalista, que j\u00e1 havia feito sua mulher chorar ao tocar uma primeira vers\u00e3o do que viria a ser o single &#8220;The Killing Moon&#8221;: &#8220;Pensei que ela tinha odiado, mas ela disse que era a can\u00e7\u00e3o mais linda que eu havia escrito&#8221;, conta. O clima de grava\u00e7\u00e3o em Paris foi dos melhores e tanto Ian quanto Will creditam muito da inspira\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u00e0 cidade.\u00a0 A produ\u00e7\u00e3o foi dividida entre a banda e os engenheiros Gil Norton (que quatro anos depois gravaria &#8220;Doolittle&#8221;, do Pixies) e Henri Lonstan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o apenas nove can\u00e7\u00f5es que afastavam o grupo da crueza de seus primeiros \u00e1lbuns. No clima soturno de &#8220;The Killing Moon&#8221;, o Echo constru\u00eda um disco de rock cl\u00e1ssico inspirado nas chansons de Jacques Brel e Scott Walker e na orquestra\u00e7\u00e3o de &#8220;Forever Changes&#8221;, cl\u00e1ssico do Love. Os arranjos de cordas em can\u00e7\u00f5es como &#8220;Silver&#8221;, &#8220;Seven Seas&#8221; e na faixa t\u00edtulo fogem do \u00f3bvio, mas n\u00e3o intimidam os ouvintes. A simplicidade de &#8220;Crystal Days&#8221;, a psicodelia a la Jim Morrison de &#8220;Thorn Of Crows&#8221;, o clima sutil de &#8220;The Yo Yo Man&#8221; e o lirismo de &#8220;My Kingdom&#8221; impressionam. Isso tudo sem falar no poderoso hit &#8220;The Killing Moon&#8221;, outra balada n\u00e3o balada. &#8220;Ela \u00e9 simples e bela e soa como nenhuma grava\u00e7\u00e3o que eu j\u00e1 tenha escutado&#8221;, avalia Ian, que define &#8220;Ocean Rain&#8221; da seguinte forma: &#8220;\u00c9 o nosso Davi de Michelangelo&#8221;. A edi\u00e7\u00e3o remasterizada lan\u00e7ada em 2003 traz oito faixas b\u00f4nus, entre elas a \u00f3tima &#8220;Angels and Devils&#8221;, uma vers\u00e3o ao vivo em r\u00e1dio de &#8220;All You Need Is Love&#8221;, dos Beatles, entre outras coisas. &#8220;Ocean Rain&#8221; tamb\u00e9m foi relan\u00e7ado em uma vers\u00e3o de luxo em 2008 que n\u00e3o conta com as faixas b\u00f4nus da edi\u00e7\u00e3o de 2003, mas traz um show inteirinho da banda no m\u00edtico Royal Albert Hall, em Londres, em 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1690 aligncenter\" title=\"&quot;Echo and The Bunnymen&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_game.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_game.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_game-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_game-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Echo and The Bunnymen&#8221; (1987)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sucesso de &#8220;Ocean Rain&#8221; n\u00e3o cicatrizou as feridas da banda, que voltou a se desentender at\u00e9 que o baterista Pete de Freitas \u2013 afundado nas drogas \u2013 pedisse as contas em dezembro de 1985. A banda chegou a testar outros substitutos em shows e sess\u00f5es de grava\u00e7\u00f5es com Gil Norton na produ\u00e7\u00e3o em 1986, mas o resultado insatisfat\u00f3rio (muito por Ian McCulloch estar constantemente b\u00eabado) n\u00e3o foi levado \u00e0 frente. No ano seguinte, j\u00e1 com o produtor Laurie Latham (que havia produzido o single &#8220;Bring On The Dancing Horses&#8221;, em 1985) definido e com Pete de Freitas readmitido, come\u00e7aram as grava\u00e7\u00f5es \u2013 conturbadas. Lan\u00e7ado em julho de 1987, &#8220;Echo and The Bunnymen&#8221; (tamb\u00e9m conhecido como &#8220;The Game&#8221;) mostra o qu\u00e3o a banda estava perdida no momento. Apesar de conter um dos grandes hits do quarteto, a \u00f3tima &#8220;Lips Like Sugar&#8221;, falta ao \u00e1lbum a agressividade do in\u00edcio da carreira e a inspira\u00e7\u00e3o de &#8220;Ocean Rain&#8221; e sobram faixas menores que soam como rascunhos de New Order (&#8220;Lost and Found&#8221;) e B\u201952s (&#8220;All Your Mind&#8221;), entre outros. Dos bons momentos \u00e9 poss\u00edvel citar a bonita &#8220;The Game&#8221;, a confessional &#8220;All My Life&#8221; e &#8220;Bedbugs and Ballyhoo&#8221;, que conta com Ray Manzarek, tecladista do Doors (ele tamb\u00e9m toca em &#8220;Blue Blue Ocean&#8221;). A edi\u00e7\u00e3o remasterizada lan\u00e7ada em 2003 prejudicou o som do \u00e1lbum colocando o som da bateria (principalmente bumbo) mais \u00e0 frente, o que definitivamente deixou o disco datado (ao contr\u00e1rio dos quatro primeiros), e trouxe sete faixas b\u00f4nus, entre elas um cover de &#8220;Soul Kitchen&#8221;, do Doors, com Stephen Morris, do New Order, na bateria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1691 aligncenter\" title=\"&quot;Reverberation&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_reverberation.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Reverberation&#8221; (1990)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma turn\u00ea desastrosa nos EUA e constantes desentendimentos, Ian McCulloch jogou a toalha para dedicar-se a carreira solo. Com Will Sargeant no comando, um novo vocalista (Noel Burke) foi chamado, mas nem chegou a cantar com o acompanhamento de Pete De Freitas, que morreu em um acidente de moto a caminho do primeiro ensaio da nova forma\u00e7\u00e3o. Mesmo abalado, Sargeant n\u00e3o desistiu. Admitiu um novo baterista e um tecladista fixo para o novo Echo &amp; The Bunnymen, e &#8220;Reverberation&#8221; chegou \u00e0s lojas no final de 1990 amargando o pior resultado da banda na parada brit\u00e2nica at\u00e9 ent\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um disco t\u00e3o ruim se colocado ao lado de outros lan\u00e7amentos daquele ano, mas perde feio para qualquer \u00e1lbum dos Bunnymens com Ian McCulloch. A cr\u00edtica massacrou e can\u00e7\u00f5es como &#8220;Senseless&#8221; (em que Noel tenta cantar como Ian) e a p\u00e1lida &#8220;Thick Skinned World&#8221; at\u00e9 justificam o achincalhe, mas &#8220;Gone, Gone, Gone&#8221;, &#8220;Enlighten Me&#8221; e &#8220;Devilment&#8221; merecem uma segunda chance. Sem Ian, sem Pete e sem reconhecimento de cr\u00edtica e p\u00fablico, Will e Les decidiram acabar com a banda em 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1692 aligncenter\" title=\"&quot;Evergreen&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_evergreen.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Evergreen&#8221; (1997)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s dois \u00e1lbuns solo medianos, a carreira solo de Ian McCulloch n\u00e3o decolou, e o vocalista foi encontrar consolo no ombro do amigo Will Sargeant. Juntos, e influenciados pelo fura\u00e7\u00e3o Nirvana, Ian e Will montaram o Electrafixion, uma usina de barulho que lan\u00e7ou seu \u00fanico \u00e1lbum, &#8220;Burned&#8221;, em 1995. Foi o primeiro passo para o retorno da banda no final de 1996, que ainda contou com a presen\u00e7a do baixista Les Pattinson e do novo baterista, Michael Lee (que depois se juntaria aos m\u00fasicos Jimmy Page e Robert Plant). &#8220;Evergreen&#8221; abre um novo cap\u00edtulo na hist\u00f3ria dos Bunnymen, em que o nervosismo juvenil dos primeiros \u00e1lbuns \u00e9 trocado pela calma e experi\u00eancia da idade. \u00c9 um grande disco que reluz a ouro em can\u00e7\u00f5es como &#8220;Don&#8217;t Let It Get You Down&#8221;, &#8220;I Want to Be There (When You Come)&#8221;, &#8220;Nothing Lasts Forever&#8221; (com a London Metropolitan Orchestra fazendo o arranjo de cordas e Liam Gallagher, do Oasis, num backing vocal inaud\u00edvel) e na balada &#8220;Forgiven&#8221; e aponta um novo caminho para a banda, distante da (quase) perfei\u00e7\u00e3o dos quatro primeiros \u00e1lbuns, mas ainda assim inspirador. Uma edi\u00e7\u00e3o especial do \u00e1lbum trazia um segundo CD com dez can\u00e7\u00f5es gravadas ao vivo no programa de r\u00e1dio de John Peel, de 1979 at\u00e9 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1693 aligncenter\" title=\"&quot;What Are You Going to Do with Your Life?&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_what.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_what.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_what-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_what-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;What Are You Going to Do with Your Life?&#8221; (1999)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a m\u00e3e doente, e com a percep\u00e7\u00e3o de que Ian McCulloch queria fazer tudo do jeito dele, o baixista Les Pattinson decidiu se aposentar da banda. Ian e Will decidiram continuar com o grupo, mas o caminho musical proposto para o \u00e1lbum pelo vocalista praticamente deixava o guitarrista de fora centrando foco em baladas inspiradas em Burt Bacharah e Frank Sinatra. Sargeant define as grava\u00e7\u00f5es como o pior momento de sua vida, mas o resultado final rendeu um \u00e1lbum bel\u00edssimo. A London Metropolitan Orchestra volta a trabalhar com o grupo, e Ian ainda teve o acompanhamento dos Fun Lovin &#8216;Criminals nas bonitas &#8220;Get in the Car&#8221; e &#8220;When It All Blows Over&#8221;. &#8220;Hystory Chimes&#8221;, apenas com Ian ao piano, \u00e9 outra em que o guitarrista \u00e9 preterido, mas Will brilha na grande can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum (e uma das grandes baladas escritas por McCulloch), &#8220;Rust&#8221;. A \u00fanica que conta com Les no baixo \u00e9 &#8220;Fool Like Us&#8221;, gravada em 1998 para a trilha do filme &#8220;Mero Acaso&#8221; (&#8220;Martha, Meet Frank, Daniel and Laurence&#8221;). A faixa t\u00edtulo, de levada ac\u00fastica, tamb\u00e9m \u00e9 um dos grandes momentos do \u00e1lbum, que soa como um disco solo de Ian McCulloch com Will Sargeant na retaguarda. Talvez por isso soe como se fosse seu melhor \u00e1lbum solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1694 aligncenter\" title=\"&quot;Flowers&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_flowers.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Flowers&#8221; (2001)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se Ian McCulloch ditava as regras do \u00e1lbum anterior, &#8220;Flowers&#8221; (de sonoridade sessentista e totalmente psicod\u00e9lica) \u00e9 quase que um disco solo de Will Sargeant com a participa\u00e7\u00e3o do vocalista, que pela primeira vez em est\u00fadio apresenta sinais de voz deteriorada pelos excessos com \u00e1lcool e drogas, algo que nos shows j\u00e1 vinha sendo flagrado desde a reuni\u00e3o da banda em 1997. Isso fica percept\u00edvel em faixas como &#8220;Supermellow Man&#8221;, &#8220;Burn For Me&#8221; e a faixa t\u00edtulo, entre outras, resultado do foco mais roqueiro dado ao \u00e1lbum, que a voz de Ian j\u00e1 n\u00e3o conseguia acompanhar. O trabalho de guitarras, no entanto, \u00e9 bel\u00edssimo, e can\u00e7\u00f5es como &#8220;King of Kings&#8221;, &#8220;Make Me Shine&#8221; e &#8220;It\u2019s Alright&#8221; honram o mito, mas &#8220;Flowers&#8221; \u00e9 um \u00e1lbum menor mesmo dentro do segundo cap\u00edtulo da hist\u00f3ria da banda \u2013 por natureza inferior ao primeiro cap\u00edtulo escrito nos cinco primeiros discos dos anos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1695 aligncenter\" title=\"&quot;Siberia&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_siberia.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Siberia&#8221; (2005)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s quatro anos de sil\u00eancio, Ian e Will retornaram de um ex\u00edlio metaf\u00f3rico na Sib\u00e9ria com seu melhor registro da segunda fase. &#8220;Flowers&#8221;, o disco anterior, soa como se o simples fato de lan\u00e7ar um \u00e1lbum com a etiqueta Echo and The Bunnymen valesse mais do que o conte\u00fado. O fracasso comercial (e de cr\u00edtica) do \u00e1lbum mexeu com os brios da dupla, que s\u00f3 voltou ao est\u00fadio quando tinha um n\u00famero consider\u00e1vel de boas can\u00e7\u00f5es. Funcionou. O pungente primeiro single &#8220;Stormy Weather&#8221;, a comovente e grudenta &#8220;All Because Of You Days&#8221; e mesmo a hipn\u00f3tica &#8220;Parthenon Drive&#8221; inspiram-se na primeira fase da banda, e convencem. O som buscado \u00e9 o de &#8220;Heaven Up Here&#8221;, o \u00e1lbum que definiu o som dos Bunnymen nos anos 80, glacial, nervoso e distante, e o grupo de can\u00e7\u00f5es formado por &#8220;Of a Life&#8221;, &#8220;In The Margins&#8221;, &#8220;Make Us Blind&#8221;, &#8220;Siberia&#8221; e principalmente &#8220;Scissors In The Sand&#8221; esclarecem essa op\u00e7\u00e3o. Por outro lado, &#8220;Everything Kills You&#8221;, &#8220;Sideways Eight&#8221; e &#8220;What If We Are&#8221; mostram a delicadeza do Echo p\u00f3s-&#8220;Evergreen&#8221;. \u00c9 o velho e o novo Echo and The Bunnymen se chocando em um grande \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3339 aligncenter\" title=\"&quot;The Fountain&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/foutain.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cThe Fountain\u201d (2009)<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe eu mudei ao longo do caminho, existe um pre\u00e7o que eu deva pagar?\u201d, pergunta Ian McCulloch em uma das can\u00e7\u00f5es do 10\u00ba \u00e1lbum dos Bunnymen com o vocalista \u00e0 frente. O Echo n\u00e3o mudou, mas \u201cThe Fountain\u201d parece um rascunho de seus melhores dias. Apesar dos riffs fortes de Will Sargeant, \u201cThe Fountain\u201d soa exageradamente limpo. A voz de Ian est\u00e1 um caco, mas mant\u00e9m o brilho. Por\u00e9m, falta uma grande can\u00e7\u00e3o. A sessentista \u201cProxy\u201d quebra o galho, mas um lado b de \u201cEvergreen\u201d coloca \u201cThe Fountain\u201d no chinelo.<\/p>\n<p>Nota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-25045\" title=\"echo1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/echo1.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cMeteorites\u201d (2014)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 12\u00ba \u00e1lbum de est\u00fadio dos Bunnymen \u00e9, assim como \u201cWhat Are You Going to Do with Your Life?\u201d (1999), um disco solo do vocalista com o parceiro Will Sargeant \u201capenas\u201d acrescentando guitarras, e se n\u00e3o alcan\u00e7a a beleza e sinceridade do primeiro registro, ao menos aponta um horizonte digno, algo que o p\u00e1lido \u201cThe Fountain\u201d, de 2009, n\u00e3o cumpria. A boa nova pode ser percebida j\u00e1 no primeiro single do \u00e1lbum, \u201cLovers On The Run\u201d, com uma letra t\u00edpica de Ian (\u201cMeu destino \u00e9 nunca perceber o que voc\u00ea deixou para mim\u201d) sobre uma base mel\u00f3dica de teclados emulando cordas que remete diretamente aos tempos que n\u00e3o voltam mais de \u201cHeaven Up Here\u201d, e tamb\u00e9m em can\u00e7\u00f5es como a clim\u00e1tica faixa t\u00edtulo (que impressiona pelos teclad\u00f5es g\u00e9lidos, mas carece de um baterista de m\u00e3o pesada) e \u201cConstantinople\u201d (o grande momento de Will Sargeant no \u00e1lbum ao lado de \u201cMarket Town\u201d, embora a can\u00e7\u00e3o perca for\u00e7a no refr\u00e3o). A sensa\u00e7\u00e3o geral \u00e9 de que a produ\u00e7\u00e3o de Youth (Killing Joke) peca ao juntar as pe\u00e7as deixando as can\u00e7\u00f5es frouxas (com a bateria em segundo plano), e n\u00fameros que, aparentemente, poderiam render mais, como \u201cNew Horizons\u201d (com o fiapo de voz de Ian caindo perfeito na letra, embora o arranjo n\u00e3o esteja a altura) e \u201cIs This A Breakdown\u201d (&#8220;O que eu quero? O que eu preciso? O que voc\u00ea tem para fazer meus olhos sangrarem\u201d canta Ian sobre uma base infantil, que n\u00e3o valoriza a boa letra) soam como uma demo esquecida dos melhores tempos da banda resultando num disco de altos e baixos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1696 aligncenter\" title=\"Discos ao vivo do Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_livealbuns.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c1lbuns ao vivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os primeiros registros liberados em lados b de singles ficou claro que o local em que o Echo and The Bunnymen mais gostava de estar era o palco. V\u00e1rios bootlegs registram a primeira fase com destaque para o m\u00edtico &#8220;On Strike&#8221;, de 1986, que flagra a banda tocando vers\u00f5es de m\u00fasicas de Bob Dylan, Velvet Underground, Television, Rolling Stones, Wilson Picket, Doors e Talking Heads, entre outros (algumas destas inclusas no EP &#8220;New Live and Rare&#8221;, de 1988). O primeiro registro oficial, &#8220;BBC Radio 1&#8221; (1988), foi lan\u00e7ado \u00e0 revelia da banda e flagra o grupo ao vivo em Liverpool em show transmitido pela r\u00e1dio. Em 2002, j\u00e1 na fase Ian sem voz, saiu o bom &#8220;Live in Liverpool&#8221;, cuja vers\u00e3o brasileira trazia duas can\u00e7\u00f5es n\u00e3o lan\u00e7adas na vers\u00e3o inglesa (que por sua vez tem seis can\u00e7\u00f5es a mais que a edi\u00e7\u00e3o nacional). Em 2006, quatro \u00e1lbuns semi-piratas foram lan\u00e7ados de forma oficial pelo selo Instant Live registrando quatro shows seguidos nos Estados Unidos no ano anterior. Em 2006 tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado o oficial &#8220;Me, I\u2019m All Smiles&#8221;. A edi\u00e7\u00e3o de luxo do \u00e1lbum &#8220;Ocean Rain&#8221; apresenta a integra da segunda noite em que a banda se apresentou no Royal Albert Hall, e \u00e9 o melhor registro oficial da banda no palco em sua fase \u00e1urea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"604\" height=\"151\" class=\"size-medium wp-image-1697 aligncenter\" title=\"Colet\u00e2neas do Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echocoletaneas.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echocoletaneas.jpg 604w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echocoletaneas-300x75.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Colet\u00e2neas e Lados B<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira colet\u00e2nea oficial da banda, &#8220;Songs to Learn &amp; Sing&#8221;, foi lan\u00e7ada em 1985 e tinha o m\u00e9rito de juntar singles in\u00e9ditos em \u00e1lbuns oficiais como &#8220;The Puppet&#8221;, &#8220;Do It Clean&#8221;, &#8220;Never Stop&#8221; e &#8220;Bring on The Dancing Horses&#8221;. Em 1993 saiu &#8220;The Cutter&#8221;, colet\u00e2nea que trazia covers ao vivo de Stones (&#8220;Paint It Black&#8221;) e Beatles (&#8220;All You Need is Love&#8221;) e algumas (ent\u00e3o) raridades. Outra colet\u00e2nea, &#8220;Ballyhoo&#8221;, foi lan\u00e7ada em 1997, trazendo um repert\u00f3rio mais b\u00e1sico e a cover da banda para &#8220;People Are Strange&#8221;, do Doors, com Ray Manzarek nos teclados, feita especialmente para a trilha do filme &#8220;Os Garotos Perdidos&#8221; (&#8220;The Lost Boys&#8221;). Em 2005 foi lan\u00e7ada &#8220;Seven Seas&#8221;, sem nenhuma novidade, e em 2007 saiu &#8220;More Songs to Learn &amp; Sing&#8221;, uma vers\u00e3o estendida da edi\u00e7\u00e3o de 1985 que inclu\u00eda faixas dos trabalhos dos anos 90 (mas suprimia &#8220;The Puppet&#8221;) e inclu\u00eda ainda um DVD com clipes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1700 aligncenter\" title=\"&quot;Crystal Days&quot;, Echo and The Bunnymen\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_box.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_box.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_box-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/echo_box-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em 2007 tamb\u00e9m sa\u00edram &#8220;Killing Moon \u2013 Best Of&#8221;, colet\u00e2nea dupla que praticamente compila tudo que h\u00e1 nas demais, e &#8220;B-sides &amp; Live (2001\u20132005)&#8221;, colet\u00e2nea de raridades colocada \u00e0 venda apenas em MP3 (que inclui, entre outras coisas, uma vers\u00e3o ac\u00fastica de &#8220;Nothing Lasts Forever&#8221; ao vivo em uma r\u00e1dio brasileira e o cover de &#8220;Ticket To Ride&#8221;, dos Beatles). Em 2008 foi lan\u00e7ada a colet\u00e2nea tripla &#8220;Works&#8221;, com 45 m\u00fasicas que resumem bem a hist\u00f3ria da banda. Item de colecionador, o sensacional box qu\u00e1druplo &#8220;The Crystal Days \u2013 1979\/1999&#8221; junta 72 can\u00e7\u00f5es, destas 21 b-sides raros e 17 can\u00e7\u00f5es nunca lan\u00e7adas oficialmente (como as vers\u00f5es ao vivo de &#8220;Heroin&#8221;, do Velvet Underground, &#8220;It\u2019s All Over Now, Baby Blue&#8221;, de Bob Dylan, e &#8220;She Cracked&#8221;, do Modern Lovers, al\u00e9m de uma vers\u00e3o em est\u00fadio de &#8220;In The Midnight Hour&#8221;, de Wilson Picket, com Stephen Morris, do New Order, nas baquetas. Imperd\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"604\" height=\"151\" class=\"size-full wp-image-1698 aligncenter\" title=\"Ian McCulloch, Electrafixion, Glide, Ian McCulloch\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/ian_will.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/ian_will.jpg 604w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/ian_will-300x75.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Extras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ian McCulloch lan\u00e7ou tr\u00eas \u00e1lbuns solo em sua carreira: o bom &#8220;Candleland&#8221; (1989), o fraco &#8220;Mysterio&#8221; (1992) e o tamb\u00e9m bom &#8220;Slideling&#8221; (2003), que contava com a participa\u00e7\u00e3o de integrantes do Coldplay, al\u00e9m de gravar participa\u00e7\u00f5es em tributos a Leonard Cohen (com as can\u00e7\u00f5es &#8220;There Is a War&#8221; e &#8220;Hey That&#8217;s No Way To Say Goodbye&#8221; \u2013 ele j\u00e1 havia gravado &#8220;Lover, Lover, Lover&#8221; em seu segundo disco solo), Elvis Presley (&#8220;Return To Sender&#8221;), David Bowie (&#8220;The Prettiest Star&#8221;) e John Lennon (&#8220;Jealous Guy&#8221;). Seus dois primeiros \u00e1lbuns foram reunidos em um CD duplo em 2007 acrescentando 13 faixas b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Will Sargeant lan\u00e7ou tr\u00eas discos com seu projeto Glide entre 1997 e 2004. Juntos, Ian McCulloch e Will Sargeant montaram o Electrafixion em 1994 e lan\u00e7aram o excelente &#8220;Burned&#8221; no ano seguinte. Apesar de bastante elogiado pela cr\u00edtica, o \u00e1lbum n\u00e3o obteve sucesso comercial, e a dupla deixou o projeto barulhento de lado para dedicar-se a volta dos Bunnymen \u2013 mais calma e mel\u00f3dica. &#8220;Burned&#8221; foi relan\u00e7ado em edi\u00e7\u00e3o especial em 2007 acrescentando ao \u00e1lbum original mais 20 faixas entre b-sides, remixes e nove faixas ao vivo \u2013 incluindo uma vers\u00e3o de &#8220;Loose&#8221;, do Stooges.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Marcelo Costa entrevista Ian McCulloch (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/ianinterviewmac.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;On Strike&#8221;, Echo &amp; The Bunnymen, por Pepe Escobar (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/onstrike.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ian McCulloch na Cabra Cega, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/cabracegaian.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ian McCulloch ao vivo em SP, 2004, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/iansolo.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Outras discografias comentadas:<br \/>\n<\/strong>&#8211; The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/nickacvediscografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M., por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/remdiscografia.html\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/clash_discografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Marcelo Costa\nUma das principais bandas do p\u00f3s-punk brit\u00e2nico, o Echo completa tr\u00eas d\u00e9cadas de grandes can\u00e7\u00f5es para aprender e cantar.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[96,97],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1682"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1682"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43591,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1682\/revisions\/43591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}