{"id":16616,"date":"2012-11-30T08:59:41","date_gmt":"2012-11-30T10:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16616"},"modified":"2017-07-14T10:45:42","modified_gmt":"2017-07-14T13:45:42","slug":"antonio-joao-e-claus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/30\/antonio-joao-e-claus\/","title":{"rendered":"Ant\u00f4nio, Jo\u00e3o e Claus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16617\" title=\"joaotom\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/joaotom.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL 23<br \/>\nAnt\u00f4nio, Jo\u00e3o e Claus<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dia eu estava pensando em tema e m\u00fasicas para uma edi\u00e7\u00e3o do meu podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\">Atemporal<\/a>, quando decidi escolher algo muito sutil. Uma playlist que abordasse uma sonoridade p\u00f3s-bossa nova, algo que tem ainda muito do Rio de Janeiro sessentista, mas que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o feliz, bronzeado e solar. Eu queria, na verdade, um tom de c\u00e9u cinza esbranqui\u00e7ado, um sentimento meio triste, em forma de m\u00fasica. Entenderam?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, o primeiro m\u00f3dulo deste programa teve tr\u00eas m\u00fasicas de um japon\u00eas. Ryuichi Sakamoto \u00e9 um grande cara, altamente influenciado por Tom Jobim, a ponto de ter embarcado num projeto legal do in\u00edcio dos anos 2000, chamado Morelenbaum 2 + Sakamoto, no qual ele, Jacques Morelenbaum e sua esposa Paula, gravaram um disco lindo intitulado &#8220;Casa&#8221;. N\u00e3o por acaso, as m\u00fasicas foram registradas na casa de Jobim, no bairro carioca do Jardim Bot\u00e2nico, certamente sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Tom. O clima de &#8220;As Praias Desertas&#8221;, can\u00e7\u00e3o de 1959, refeita para &#8220;Casa&#8221; e que tem o privil\u00e9gio de abrir o disco, \u00e9 exatamente o que eu buscava: uma esp\u00e9cie de p\u00f3s-bossa nova, um certo fim de festa numa praia de deserta, no inverno, sob o tal c\u00e9u branco. Sakamoto me ajudou com outros dois temas de sua autoria, &#8220;Rain&#8221; e &#8220;Merry Christmas Mr.Lawrence&#8221;, das trilhas sonoras de &#8220;O \u00daltimo Imperador&#8221; (1987) e &#8220;Furyo, Em Nome Da Honra&#8221; (1983), respectivamente, que apareceram em vers\u00f5es gravadas por ele com o acompanhamento de um duo de cordas, no fim da d\u00e9cada de 1990. Bingo, Sakamoto j\u00e1 estava totalmente se voltando para esse lapso musical-temporal-clim\u00e1tico que eu buscava e as vers\u00f5es, tristes que s\u00f3, eram muito do que eu queria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A continuidade do programa se deu com a participa\u00e7\u00e3o de meu caro amigo Zeca Azevedo, um sujeito bondoso, de cora\u00e7\u00e3o grande e profundo conhecedor de m\u00fasica. Ele havia feito um convite simp\u00e1tico para que eu montasse um m\u00f3dulo pro Discofilia, programa que Zeca produz e apresenta na <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/minimafm\" target=\"_blank\">M\u00ednima.FM<\/a>, de Porto Alegre e eu lhe pedira em troca uma sequ\u00eancia para o Atemporal, que veio em forma de um m\u00f3dulo de garotas cantando soft rock, com Joan Baez, Rita Coolidge, Rumer e Carole King. Apesar da sele\u00e7\u00e3o perfeita e da participa\u00e7\u00e3o inestim\u00e1vel do Zeca no Atemporal, eu ainda queria buscar a sonoridade inicial do programa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/veymm9hbTDk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/veymm9hbTDk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito e feito. Fui encontrar Jo\u00e3o, Ant\u00f4nio e Claus. Explico. Jo\u00e3o Gilberto e Ant\u00f4nio Carlos Jobim adentraram os anos 70 bem diferentes do que eram na d\u00e9cada anterior. A bossa nova, devidamente internacionalizada, absorvida e cantada at\u00e9 por Frank Sinatra em 1968, j\u00e1 ficara pra tr\u00e1s. Tom e Jo\u00e3o buscavam algo diferente e v\u00ea-los nessa persegui\u00e7\u00e3o do novo \u00e9 emocionante, sobretudo nos dias de hoje. Claro que o &#8220;novo&#8221; aqui \u00e9 algo totalmente desvinculado do car\u00e1ter cronol\u00f3gico, veja, Jo\u00e3o n\u00e3o faria um disco de glam e Tom n\u00e3o apareceria criando climas com Brian Eno (algo que poderia ser sensacional at\u00e9) mas o que esses dois queriam era olhar para o Brasil. Tom estava cada vez mais distante do compositor de &#8220;Garota de Ipanema&#8221; e cada vez mais voltado para uma vis\u00e3o do pa\u00eds t\u00edpica de um sujeito abastado da Zona Sul carioca. Nada contra, o pr\u00f3prio Imperador Dom Pedro II, outro sujeito abastado da Zona Sul Carioca, ap\u00f3s sua coroa\u00e7\u00e3o, nomeou estudiosos e conferiu-lhes uma miss\u00e3o: descobrir quem era o brasileiro. Para isso chamaram um austr\u00edaco, Francisco Varnhagen. O que Pedro II queria era definir uma identidade nacional para seu nascente e rec\u00e9m-pacificado imp\u00e9rio, o \u00fanico das Am\u00e9ricas, e Varnhagen pensou na imagem do ind\u00edgena cordial, do negro escravo n\u00e3o revoltado e do branco descendente direto do portugu\u00eas. Claro, uma vis\u00e3o estereotipada de cordialidade nacional, de &#8220;em se plantando tudo d\u00e1&#8221; e coisas do g\u00eanero, que perdura at\u00e9 hoje em muitos \u00e2mbitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom n\u00e3o poderia ir muito al\u00e9m disso, apesar de toda sua genu\u00edna preocupa\u00e7\u00e3o com a ecologia, com a nacionalidade, com o interior do Brasil, visto de longe. Para isso se tornar m\u00fasica, ele resolveu seguir os passos de outro maestro, Heitor Villa Lobos. O caminho trilhado pelo mestre foi inverso: Villa Lobos sempre quis aproximar a m\u00fasica erudita da popular e brigou nesta seara at\u00e9 sua morte, em 1959, ano de lan\u00e7amento do primeiro disco de Jo\u00e3o Gilberto, um tal de &#8220;Chega de Saudade&#8221;. O resultado desta aplica\u00e7\u00e3o de Tom em Villa Lobos j\u00e1 poderia ser sentido em &#8220;Matita Per\u00ea&#8221;, disco que ele lan\u00e7ou em 1973, com claras alus\u00f5es sinf\u00f4nicas que pagavam tributo ao mestre e tamb\u00e9m reafirmavam suas influ\u00eancias de Ravel e Debussy, os tais compositores impressionistas franceses do fim do s\u00e9culo XIX. O disco, no entanto, ficou eclipsado por uma can\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica, &#8220;\u00c1guas de Mar\u00e7o&#8221;, que chamou todas as aten\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, mas que, se pensarmos bem, \u00e9 muito mais que uma can\u00e7\u00e3o bossa nova cl\u00e1ssica. \u00c9 uma entrada ou uma bandeira para o Brasil, para o cotidiano de lendas do caminho, de estradas, de gente simples de longe e de gente simples da cidade. \u00c9 uma s\u00edntese, uma can\u00e7\u00e3o que poderia ser um romance de Guimar\u00e3es Rosa, mas que dura cerca de quatro minutos. N\u00e3o por acaso, uma das can\u00e7\u00f5es mais bonitas de &#8220;Matita Per\u00ea&#8221; chama-se &#8220;Um Trem Para Cordisburgo&#8221;, cidade natal de Rosa, no interior de Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom encontraria seu disco perfeito nesta busca sinf\u00f4nica tr\u00eas anos depois. Outra forma de perfei\u00e7\u00e3o foi encontrada em 1974 quando gravou &#8220;Elis e Tom&#8221;, um momento iluminado da m\u00fasica nacional em todos os tempos temporais. A presen\u00e7a de Elis Regina neste disco \u00e9 algo assombroso, mas que, dado o rumo da prosa, fica para outra vez. Tom atingiria seu \u00e1pice em 1976, nas asas de &#8220;Urubu&#8221;. Na minha opini\u00e3o, este \u00e9 o seu disco mais perfeito, mais capaz de sintetizar suas qualidades como m\u00fasico, compositor e, por que n\u00e3o, cantor. Dentro da l\u00f3gica de busca de um Brasil musical, Tom resolveu guardar um lado para grandes temas sinf\u00f4nicos de sua autoria e outro para can\u00e7\u00f5es com letras (igualmente autorais) mas que apontavam para um Rio de Janeiro com chuva. Exatamente o objetivo da minha busca l\u00e1 do primeiro par\u00e1grafo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4OWV1fmN1Oc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4OWV1fmN1Oc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Urubu&#8221; \u00e9 um assombro. A abertura com &#8220;O Boto&#8221;, com ritmo quebrado e solo de berimbau, j\u00e1 \u00e9 coisa muito s\u00e9ria, tudo isso para chegarmos em &#8220;L\u00edgia&#8221;, que \u00e9 a ant\u00edtese da garota de Ipanema. Tom desdenha da mo\u00e7a, mas admite seu amor por ela e, para um copacabanense de 42 anos, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel pensar no cen\u00e1rio da m\u00fasica, o tal Rio nublado, traduzido logo de cara na majestade de um verso como &#8220;nunca fui ao cinema, n\u00e3o gosto de samba, n\u00e3o vou a Ipanema, n\u00e3o gosto de chuva, nem gosto de sol&#8221;. De uma beleza assustadora. &#8220;Urubu&#8221; ainda se volta mais para o Brasil em outras m\u00fasicas lindas como &#8220;Correnteza&#8221;, &#8220;Saudade do Brasil&#8221; e, sobretudo, em &#8220;Arquitetura de Morar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Gilberto tamb\u00e9m buscava algo, talvez de forma menos radical que Tom, mas essa busca pode ser sentida quando &#8220;Amoroso&#8221; v\u00eam \u00e0 tona em 1977, apenas alguns meses ap\u00f3s &#8220;Urubu&#8221;. Podemos dizer que estes discos s\u00e3o o resultado da maturidade destes dois g\u00eanios. Assim como Jobim, Jo\u00e3o gravou &#8220;Amoroso&#8221; nos Estados Unidos. Eles preferiam os equipamentos dos est\u00fadios de Los Angeles e Nova York e seus contratos de exce\u00e7\u00e3o com as gravadoras dava essa op\u00e7\u00e3o, sendo que, ao contr\u00e1rio dessa l\u00f3gica, Tom chegou a pagar do pr\u00f3prio bolso as viagens e grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Urubu&#8221;. Jo\u00e3o Gilberto era a voz da bossa nova e um sujeito dificil, para dizer o m\u00ednimo. Chegara \u00e0 d\u00e9cada de 1970 distante do Brasil, mas sempre tendo o pa\u00eds e seus encantos como musa inspiradora maior. Seu disco hom\u00f4nimo de 1973, conhecido como &#8220;disco branco&#8221;, traz uma vers\u00e3o incongruentemente bela de &#8220;\u00c1guas de Mar\u00e7o&#8221;, mostrando o quanto Jo\u00e3o ainda estava vinculado aos velhos parceiros e colaboradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Amoroso&#8221; \u00e9 outra obra-prima. \u00c9 uma vis\u00e3o um cidad\u00e3o do mundo, brasileiro de origem, sobre o Brasil. H\u00e1 bossa nova cl\u00e1ssica em &#8220;Tim Tim Por Tim Tim&#8221;, Jo\u00e3o cantando em ingl\u00eas (&#8220;S&#8217;Wonderful&#8221;), italiano (&#8220;Estate&#8221;) e espanhol (&#8220;Besame Mucho&#8221;), tudo com brejeirice suficiente para reconhecer a verdadeira obra-prima do disco em &#8220;Wave&#8221;, de, adivinhe, Tom Jobim, em sua vers\u00e3o definitiva nove anos ap\u00f3s ser lan\u00e7ada por Tom em formato instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16621\" title=\"klaus\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/klaus.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/klaus.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/klaus-300x205.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto &#8220;Amoroso&#8221; quanto &#8220;Urubu&#8221; t\u00eam, al\u00e9m da cara p\u00f3s-bossa nova, das nuvens no c\u00e9u, do clima de praia deserta, um ponto em comum important\u00edssimo: ambos foram arranjados e produzidos por um alem\u00e3o. Sim, engra\u00e7adas as coincid\u00eancias. Pedro II busca um austr\u00edaco no s\u00e9culo XIX para definir o Brasil para um jovem imp\u00e9rio, enquanto Tom e Jo\u00e3o, dois sin\u00f4nimos de Brasil pra muita gente, buscam um arranjador e produtor alem\u00e3o para ajud\u00e1-los a encontrar uma sonoridade cada vez mais brasileira. A escolha estava longe de ser equivocada. Claus Ogerman \u00e9 um dos g\u00eanios do s\u00e9culo passado (na foto acima com Sinatra e Tom), criminosamente esquecido por muita gente. H\u00e1, no entanto, quem lembre dele, como Diana Krall, que o chamou para arranjar e produzir seu disco bossanovista &#8220;Quiet Nights&#8221; em 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claus \u00e9 respons\u00e1vel por verdadeiras obras-primas em termos de arranjo e est\u00fadio nestes dois discos. &#8220;Estate&#8221;, por exemplo, originalmente uma can\u00e7\u00e3o italiana sobre o ver\u00e3o (&#8220;estate&#8221; em italiano), se transformou numa pe\u00e7a orquestrada lind\u00edssima, l\u00e2nguida, perpassada pela voz baiana de JG num italiano que vai do ultrajante ao pra l\u00e1 de decente, fazendo triste toda e qualquer alegria que o sol possa trazer. A j\u00e1 citada &#8220;L\u00edgia&#8221; \u00e9 outro exemplo de como Ogerman consegue dar \u00e0s cordas uma sonoridade que se tornou brasileira imediatamente e assim permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que est\u00e1 na hora desses discos serem redescobertos, n\u00e3o s\u00f3 &#8220;Urubu&#8221; e &#8220;Amoroso&#8221;, mas tudo o que estes dois fizeram nos anos 70, no fim de suas respectivas festas, em busca de si mesmos, de um pa\u00eds, de democracia, de algo que os inquietava. Hoje todo mundo parece estranhamente em seu devido lugar, quietinho, seguindo com o rebanho. N\u00e3o gosto disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16624\" title=\"toma\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/toma.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/toma.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/toma-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PS: Eu n\u00e3o gosto do Lob\u00e3o, no entanto, n\u00e3o posso deixar de lhe fazer justi\u00e7a por ter pego o esp\u00edrito da coisa em termos de Rio nublado. Sua can\u00e7\u00e3o de 2000, &#8220;Ipanema No Ar&#8221;, \u00e9 exatamente sobre essa vis\u00e3o est\u00e9tica de um Rio encoberto, e que eu j\u00e1 havia mencionado aqui no texto sobre o Buffalo Tom e o ver\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PS2: Abaixo segue a playlist do Atemporal que suscitou o texto. Ou\u00e7a o programa <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/entry\/2012-11-16T02_42_21-08_00\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00f3dulo 1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ryuichi Sakamoto &#8211; Merry Christmas, Mr.Lawrence<br \/>\nMorelenbaum 2 + Sakamoto &#8211; As Praias Desertas<br \/>\nRyuichi Sakamoto &#8211; Rain<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00f3dulo Discofilia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joan Baez &#8211; Jesse<br \/>\nCarole King &#8211; Dream Like I Wonder<br \/>\nRita Coolidge &#8211; Fool That I Am<br \/>\nRumer &#8211; Just For A Moment<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00f3dulo 3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom Jobim &#8211; Valse<br \/>\nTom Jobim &#8211; L\u00edgia<br \/>\nTom Jobim &#8211; Arquitetura de Morar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00f3dulo 4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom Jobim &#8211; Estrada do Sol<br \/>\nJo\u00e3o Gilberto &#8211; Wave<br \/>\nGeorge Benson &#8211; Breezin&#8217;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iTZgJTyxB-M\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iTZgJTyxB-M\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\">Atemporal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><br \/>\n&#8211; Cesar Camargo Mariano relembra \u201cElis e Tom\u201d, 30 Anos Depois, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/elis%20e%20tom.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Jo\u00e3o Gilberto: &#8220;The Man Who Invented Bossa Nova&#8221;, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/24\/the-man-who-invented-bossa-nova\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dois primeiros discos de Jo\u00e3o Gilberto s\u00e3o reeditados com faixas b\u00f4nus na Inglaterra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/10\/26\/os-primeiros-discos-de-joao-gilberto\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n-\u201cQuiet Nights\u201d, Diana Krall, um \u00e1lbum de velha bossa nova, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/17\/diana-krall-arctic-monkeys-elvis-presley\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Complete Reprise Recordings\u201d, Frank Sinatra e Tom Jobim, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/11\/orbison-springsteen-sinatra-e-jobim\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL 23\n\u201cUrubu\u201d \u00e9 um assombro. \u201cAmoroso\u201d \u00e9 outra obra-prima. 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