{"id":16303,"date":"2012-11-10T09:41:57","date_gmt":"2012-11-10T11:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16303"},"modified":"2017-07-14T10:45:36","modified_gmt":"2017-07-14T13:45:36","slug":"sobre-rem-estradas-e-renovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/sobre-rem-estradas-e-renovacao\/","title":{"rendered":"Sobre R.E.M., Estradas e Renova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16304\" title=\"rem1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/rem1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL 22<br \/>\nSobre R.E.M., Estradas e Renova\u00e7\u00e3o<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O R.E.M. sempre foi uma de minhas bandas mais queridas, quase minhas e de mais ningu\u00e9m. De alguma forma misteriosa, sobretudo para um nost\u00e1lgico como eu, n\u00e3o me lembro de ficar entristecido por conta do fim das atividades de Stipe, Buck e Mills em setembro do ano passado. Pelo contr\u00e1rio, fiquei meio aliviado, justamente por saber que os discos que a banda vinha lan\u00e7ando, ainda que pudessem soar satisfat\u00f3rios, principalmente \u201cAccelerate\u201d (2008) e \u201cCollapse Into Now\u201d (2011), atestavam um certo enfado e\/ou forca\u00e7\u00e3o de barra por parte do trio em lan\u00e7ar material novo e satisfazer-se com isso. Desse jeito, sem mais aquela, os tr\u00eas sujeitos resolveram pendurar as guitarras e, de certa forma, romper a necessidade de emitir opini\u00f5es e fazer an\u00e1lises de conjuntura via m\u00fasica, como sempre fizeram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando olho para a produ\u00e7\u00e3o do R.E.M., vejo uma fileira de discos maravilhosos que sempre estiveram presentes em momentos interessantes da minha vida. \u201cDocument\u201d, quando eu sa\u00eda do col\u00e9gio. O clipe de &#8220;Losing My Religion&#8221; antecipando \u201cOut Of Time\u201d e a faculdade. \u201cAutomatic For The People\u201d sonorizando a Uerj, \u201cMonster\u201d como trilha sonora da revista Rock Press, mas, se h\u00e1 um disco que mexeu realmente comigo, numa rara sincronia de tempo, no sentido de ser feito enquanto eu vivia um momento de transforma\u00e7\u00e3o, esse foi \u201cNew Adventures In Hi-Fi\u201d, de 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5cnIQHJ169s\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5cnIQHJ169s\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que \u201cAutomatic For The People\u201d parecesse intranspon\u00edvel e acima deste mundo, o R.E.M. foi capaz de dar a outro disco seu uma aura sobrenatural. Diferente do lan\u00e7amento de 1992, \u201cNew Adventures\u201d vinha como um disco feito na estrada, esta mitol\u00f3gica entidade humana, na qual entramos para sairmos modificados. Sim, porque, como o Ver\u00e3o \u2013 descrito no texto anterior, sobre o Buffalo Tom \u2013 a Estrada \u00e9 um outro mito da vida no lado norte do planeta, muito mais democr\u00e1tico e extensivo aos pa\u00edses do resto da bolota azul. Ela n\u00e3o depende de circunst\u00e2ncias clim\u00e1ticas espec\u00edficas e n\u00e3o fica meio sem sentido por conta disso como o Ver\u00e3o. A Estrada pode e deve ser independente de qualquer outra circunst\u00e2ncia que n\u00e3o a sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Quando entramos nela \u00e9 porque iremos sair diferentes do outro lado. E ela parece sempre disposta a nos receber e pode mesmo nos tragar sem que percebamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O R.E.M. de 1995 era uma banda em transforma\u00e7\u00e3o. O \u00e1lbum que estavam lan\u00e7ando desde o ano anterior, \u201cMonster\u201d, n\u00e3o fora bem digerido pela imprensa e p\u00fablico. Lembro-me de ler publica\u00e7\u00f5es de respeito apregoando que aquele era o &#8220;disco rock&#8221; do REM, como se a banda n\u00e3o houvesse lan\u00e7ado obras como \u201cMurmur \u201c(1982), \u201cLife&#8217;s Rich Pageant\u201d(1986) ou \u201cDocument\u201d (1987). \u201cMonster\u201d era um disco que me parecia for\u00e7ado, como se os caras desejassem mostrar algum tipo de servi\u00e7o roqueiro ap\u00f3s a escurid\u00e3o pl\u00e1cida e subentendida que era \u201cAutomatic For The People\u201d e o estouro pop de \u2018Out Of Time\u201d. A verdade \u00e9 que o novo disco tinha boas can\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o te capturava como outras obras do c\u00e2non da banda de Athens, ainda que &#8220;Strange Currencies&#8221; esteja no meu Top 10 de melhores m\u00fasicas do R.E.M. desde sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LYo2GtEvMQI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LYo2GtEvMQI\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A excurs\u00e3o mundial para a divulga\u00e7\u00e3o de \u201cMonster\u201d seria uma sucess\u00e3o de roubadas para o R.E.M.. Roubadas s\u00e9rias e definitivas como o aneurisma do baterista Bill Berry, que estourou no palco em Lausanne, Sui\u00e7a, em mar\u00e7o de 1995. Mais adiante o vitimado seria Mike Mills, internado \u00e0s pressas para uma cirurgia intestinal, restando ao pr\u00f3prio vocalista Michael Stipe a \u00faltima ocorr\u00eancia hospitalar, dessa vez numa cirurgia de emerg\u00eancia para corrigir uma h\u00e9rnia de disco. Mesmo com essa inesperada e decisiva incid\u00eancia de fatores sobre a situa\u00e7\u00e3o da banda, o R.E.M. permaneceu ativo enquanto foi poss\u00edvel, alternando datas e compromissos e, al\u00e9m de tudo, compondo uma s\u00e9rie de m\u00fasicas, as quais foram testadas em passagens de som, registradas em quartos de hotel ou est\u00fadios nas cidades que estavam pelo caminho da turn\u00ea. Essa, meus caros amigos, \u00e9 a Estrada, que sa\u00eda de seu sentido literal \u2013 um itiner\u00e1rio de lugares \u2013 e assumia sua condi\u00e7\u00e3o, digamos, metaf\u00edsica, de elemento transformador de pessoas e, por que n\u00e3o, bandas de rock, uma vez que estas s\u00e3o compostas por&#8230; pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNew Adventures In Hi-Fi\u201d foi o produto desses eventos. Da turn\u00ea, dos caminhos, dos hot\u00e9is, dos simulacros de casa, com camas, chuveiro e caf\u00e9 da manh\u00e3, mas sem o cheiro do lar nos len\u00e7\u00f3is e suas coisas arrumadas ou espalhadas pelo canto. Dessa necessidade de comunicar ao mundo novas m\u00fasicas enquanto iam de um ponto ao outro do mapa, os integrantes do R.E.M. foram apontando seus destinos rumo a um futuro que poderia ser outro, caso resolvessem ficar em casa sem correr riscos. Verdade, a Estrada significa um risco calculado at\u00e9 certo ponto. O m\u00e1ximo que sabemos \u00e9 que ela tomar\u00e1 seu papel de substituta da seguran\u00e7a da realidade enquanto estivermos nela, porque, ao contr\u00e1rio do cotidiano, a Estrada \u00e9 uma sucess\u00e3o de imprevisibilidades. Se os sujeitos do R.E.M. pudessem prever que Bill Berry sofreria com um aneurisma e que isto o desligaria da banda ap\u00f3s o lan\u00e7amento de \u201cNew Adventures In Hi Fi\u201d, teriam, mesmo assim, entrando em turn\u00ea? Claro que n\u00e3o. E se isso n\u00e3o fosse como foi, a banda teria acabado ou entrado num lento e constante processo de decad\u00eancia, como o experimentado a partir de \u201cUp\u201d (1998), o disco de in\u00e9ditas que sucederia \u201cHi-Fi\u201d? Provalmente n\u00e3o, certamente n\u00e3o por este motivo. O que importa nessa divaga\u00e7\u00e3o \u00e9 que o R.E.M. conseguiu, n\u00e3o sei se com esta inten\u00e7\u00e3o autodeclarada, fazer um disco que \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o perfeita das sensa\u00e7\u00f5es que experimentamos quando estamos na Estrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-R2hvKDFLHE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-R2hvKDFLHE\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lamento triste de Patti Smith, convidada da banda no primeiro single de \u201cHi-Fi\u201d, &#8220;E-Bow The Letter&#8221;, lan\u00e7ado antes do disco, j\u00e1 antecipava a beleza do que estava por vir. Parecia um murm\u00fario de tristeza, desses que damos internamente quando deixamos algum lugar (f\u00edsico ou sentimental) para talvez nunca mais voltar. E o horizonte que a m\u00fasica traz \u00e9 preto e branco, como a capa do single, como a capa e o encarte do disco. \u201cHi-Fi\u201d \u00e9 um disco com tons de cinza, preto e branco, todos em un\u00edssono visual. A pista estradeira estava dada num outro single, &#8220;Bittersweet Me&#8221;, cujo EP trazia uma cover de &#8220;Wichita Lineman&#8221;, sucesso estradeiro de Glen Campbell num 1967 que parecia muito distante de 1996. Essa m\u00fasica, de autoria do compositor Jimmy Webb, nasceu quanto este, passando de carro numa estrada no Kansas, observou um solit\u00e1rio trabalhador pendurado num poste de linha telef\u00f4nica ao lado do caminho. Imediatamente pensou na vida daquela silhueta numa paisagem t\u00e3o maior. A can\u00e7\u00e3o foi um dos grandes sucessos mundiais dos anos 60, de uma m\u00fasica pop caprichada e virtuosa que n\u00e3o mais existe hoje, mas que ainda agonizava em meados da d\u00e9cada de 1990. Imagino que n\u00e3o haja qualquer acaso na escolha de &#8220;Wichita Lineman&#8221; para &#8220;lado-B&#8221; de um single de \u201cHi-Fi\u201d, configurando, sim, uma men\u00e7\u00e3o ao poder transformador da Estrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As outras can\u00e7\u00f5es do disco, sobretudo, &#8220;New Test Leper&#8221;, &#8220;Leave&#8221;, &#8220;Low Desert&#8221;, &#8220;Departure&#8221; e &#8220;Electrolite&#8221;, falam de partidas, cidades, movimentos, idas e vindas. O que consegui aprender com este disco \u2013 no tempo em que discos ensinavam alguma coisa valiosa sobre n\u00f3s mesmos e pareciam feitos somente para voc\u00ea \u2013 \u00e9 que a Estrada \u00e9, quase sempre, a pr\u00f3pria vida nos chamando para prestar contas e mudar de pele. N\u00e3o imagino como 14 m\u00fasicas, gravadas por quatro sujeitos de Athens, Georgia, em meio a crises de sa\u00fade e perrengues numa excurs\u00e3o pela Am\u00e9rica, conseguiram reproduzir isso t\u00e3o bem. Talvez pelo sofrimento de passar por cada aglomerado de luzes ao longe, num \u00f4nibus pela noite ou, na mesma escurid\u00e3o, tentar avistar a pr\u00f3xima cidade do alto de um avi\u00e3o furando nuvens. V\u00e1 saber. O que importa \u00e9 que \u201cNew Adventures In Hi-Fi\u201d \u00e9 um disco fundamental, com poder esclarecedor \u00edmpar. Recomendar com que palavras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1LewYq40Svw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1LewYq40Svw\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\">Atemporal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;New Adventures in Hi-Fi&#8221;, por Ana Maria Bahiana (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/bahiana.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. e o fim de uma era, por Ismael Machado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/rem-e-o-fim-de-uma-era\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cLifes Rich Pageant \u2013 Deluxe\u201d: muitos rascunhos interessantes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/04\/cds-arcade-fire-charlatans-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n-\u201cLive at The Olympia\u201d, R.E.M &#8211; N\u00e3o show, nem ensaio, mas uma aula (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/2011\/08\/04\/2010\/02\/11\/the-killers-morrissey-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. ao vivo em S\u00e3o Paulo: sobre sono e sonhos, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/12\/sobre-sono-sonhos-e-rem\/\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSongs For a Green World\u201d e a transi\u00e7\u00e3o do R.E.M. do indie ao mainstream (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/cds-iggy-pop-bruce-springsteen-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cReconstrucion of Fables\u201d, o \u00e1lbum mais fraco da primeira fase do R.E.M. (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/21\/cds-rem-teadrop-explodes-e-qotsa\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;<strong><\/strong> V\u00eddeos: assista ao show do R.E.M. no Rock in Rio 2001 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/21\/o-show-do-rem-no-rock-in-rio-2001\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAccelerate\u201d, do R.E.M: Cinismo e barulho, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/03\/23\/accelerate-rem\/\" target=\"_top\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. apresenta as novas can\u00e7\u00f5es ao vivo no Blogotheque (<a href=\"http:\/\/www.blogotheque.net\/R-E-M\" target=\"_top\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Cinco shows \u2013 que eu vi \u2013 para baixar e ouvir: R.E.M. na B\u00e9lgica (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/04\/cinco-shows-que-eu-vi-para-ouvir\/\" target=\"_top\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M ao vivo no Rock In Rio 3, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/rem_rir.html\" target=\"_top\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. \u2013 Discografia comentada, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/remdiscografia.html\" target=\"_top\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. no Rock Werchter, na B\u00e9lgica, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/03\/werchter-day-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. no T I The Park, na Esc\u00f3cia, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/14\/t-in-the-park-sunday\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #22\n&#8220;New Adventures In Hi-Fi\u201d foi produto da turn\u00ea de &#8220;Monster, da Estrada, e a Estrada significa um risco calculado at\u00e9 certo ponto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/sobre-rem-estradas-e-renovacao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16303"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16303"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43476,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16303\/revisions\/43476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}