{"id":16293,"date":"2012-11-10T08:27:12","date_gmt":"2012-11-10T11:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16293"},"modified":"2016-09-04T13:56:55","modified_gmt":"2016-09-04T16:56:55","slug":"entrevista-os-sertoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/entrevista-os-sertoes\/","title":{"rendered":"Entrevista: Os Sert\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16294\" title=\"ossertoes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ossertoes.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ossertoes.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ossertoes-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/marquinhozp\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criado em 1997 como um espet\u00e1culo teatral, em Arcoverde, o Cordel do Fogo Encantado se tornou uma banda que ultrapassou os limites de Pernambuco, apresentando-se inclusive no exterior e colecionando pr\u00eamios. At\u00e9 que, em fevereiro de 2010, Lirinha, um de seus fundadores, anunciou sua sa\u00edda, pegando os f\u00e3s de surpresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s se refazer desse susto, Clayton Barros, outro esteio do grupo, sacodiu a poeira e partiu para um novo projeto, Os Sert\u00f5es, que est\u00e1 lan\u00e7ando seu primeiro disco. O CD \u201cA Idade dos Metais\u201d, conforme acusa o nome, abusa do sopro, que vai amarrando as faixas. O som, na defini\u00e7\u00e3o de Clayton, \u00e9 \u201cuma miscel\u00e2nea musical, que n\u00e3o obedece a um crit\u00e9rio r\u00edtmico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre esse trabalho, ele conversou com o PLUG, parceiro do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16295 aligncenter\" title=\"ossertoes1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/ossertoes1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a transi\u00e7\u00e3o de uma banda bastante conhecida, como o Cordel do Fogo Encantado, para uma que est\u00e1 nascendo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 como se eu estivesse numa determinada acelera\u00e7\u00e3o e tenha dado uma reduzida, trocando de transporte. Foi um hiato curto entre as duas e agora j\u00e1 estou trocando pra uma marcha mais veloz. \u00c9 uma quest\u00e3o de reerguer-se, de se recolocar no mercado. Tem um tempo de prepara\u00e7\u00e3o, de desapego. Ficam a saudade e a for\u00e7a que o Cordel me deu. Pude conhecer o Brasil, fazer shows maravilhosos, conhecer grandes artistas. Tive momentos dif\u00edceis, mas agora \u00e9 um momento iluminado, de muitas realiza\u00e7\u00f5es e muito trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 pelo fim inesperado do Cordel, seu nome ainda \u00e9 muito atrelado \u00e0quela banda. Isso te traz uma responsabilidade maior?<\/strong><br \/>\nTraz uma responsabilidade enorme, e junto a isso um prazer enorme. Nem falo ex-Cordel, porque acho que ele ainda existe em cada um dos integrantes. N\u00e3o que eu prometa uma volta, porque isso nem se discute ainda. Mas ele ainda est\u00e1 vivo, s\u00f3 adormecido. Tenho o maior orgulho do mundo em carregar essa refer\u00eancia. O Cordel s\u00f3 me deu coisas boas e a oportunidade de dar mais um passo com outra banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sabe-se que voc\u00ea trouxe para Os Sert\u00f5es algumas composi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o couberam no formato do Cordel. Voc\u00ea j\u00e1 imaginava como seria o perfil sonoro da nova banda?<\/strong><br \/>\nFomos descobrindo esse perfil durante a concep\u00e7\u00e3o do disco. Meu come\u00e7o na m\u00fasica vem dos bares, voz e viol\u00e3o. Ent\u00e3o a diversidade musical sempre esteve na minha cabe\u00e7a. Conheci o Rafael Duarte, baixista e produtor do disco, em 2006, e atrav\u00e9s dele Deco Trombone e Perna (bateria). Surgiu a oportunidade lev\u00e1-los para produzir um disco do Cordel, que n\u00e3o veio. Mas nisso passamos uns dois anos juntos, o que nos deu um entendimento musical muito maior e um entrosamento muito grande. Quando o Cordel acabou, j\u00e1 havia uma sonoridade entre n\u00f3s. Fiquei dois meses recluso, fora de Recife. Quando voltei, trouxe as composi\u00e7\u00f5es que tinha no ba\u00fa e j\u00e1 marquei um show pra dali a dois meses, pra deixarmos o \u00f3cio de lado. Come\u00e7amos a trabalhar pra compor o restante do repert\u00f3rio nesse prazo. Foi muita rala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea quer manter em Os Sert\u00f5es a caracter\u00edstica t\u00e3o mar-cante do Cordel de levar elementos teatrais para as apresenta\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nUtilizo o m\u00e1ximo de experi\u00eancia que o Cordel me deu, de entendimento de palco, de luz, de figurino. A imagem da banda \u00e9 trabalhada pra que n\u00e3o seja associada ao sert\u00e3o que o Cordel visitou, de Canudos, de Euclides da Cunha. Pensamos em algo mais voltado pro sert\u00e3o faroeste, \u201cO Coronel e o Lobisomem\u201d, Guimar\u00e3es Rosa. O disco tem v\u00e1rios cap\u00edtulos, como se fosse um livro musical. Mas n\u00e3o tem a necessidade de contar uma hist\u00f3ria, e sim diversas passagens. \u00c9 um olhar cronista do que a gente observa, e tamb\u00e9m um tanto autobiogr\u00e1fico, de amor, de saudade, da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A capa do disco faz uma refer\u00eancia a \u201cSgt. Pepper\u2019s\u201d, dos Beatles. Qual a inten\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma homenagem escancarada e divertida a esse disco. Essa capa dos Beatles foi um divisor de \u00e1guas na arte sobre o vinil. No ano passado, ela fez 45 anos. Deixei uma s\u00e9rie de refer\u00eancias pro est\u00fadio que faria a capa e eles bolaram essa brincadeira. No in\u00edcio, fiquei um pouco relutante, porque poderia ser massacrado como pl\u00e1gio, mas achei muito divertido, porque traz elementos que fazem parte da gente. E tamb\u00e9m achei totalmente vinil, por isso fizemos um p\u00f4ster pra p\u00f4r dentro do CD. Isso \u00e9 pren\u00fancio de uma tiragem especial em vinil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas fizeram uma vers\u00e3o pra uma m\u00fasica do Z\u00e9 Ramalho e tem a participa\u00e7\u00e3o do Otto no disco. Isso teve o prop\u00f3sito de dar uma cara mais comercial pro projeto?<\/strong><br \/>\nToda vez que componho, tenho a influ\u00eancia de algum antigo hit que eu tenha tocado num bar. Tenho a inten\u00e7\u00e3o de fazer uma m\u00fasica que as pessoas possam cantar, e n\u00e3o um som mais cabe\u00e7udo. O mercado da m\u00fasica \u00e9 meu sustento. Mas tem uma quest\u00e3o filos\u00f3fica nessas regrava\u00e7\u00f5es. Trazer uma m\u00fasica de Z\u00e9 Ramalho \u00e9 uma homenagem a uma figura que sempre toquei muito na noite, que respeito extremamente. Essa m\u00fasica tem um car\u00e1ter de inje\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo, de superar obst\u00e1culos, de seguir adiante. J\u00e1 a m\u00fasica que Otto canta foi feita pelo Rafael praticamente pra ele. Fizemos o convite e ele topou. Isso fortaleceu nossos la\u00e7os musicais e de amizade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 sendo a recep\u00e7\u00e3o de Os Sert\u00f5es fora do Nordeste?<\/strong><br \/>\nClaro que n\u00e3o espero a mesma recep\u00e7\u00e3o do Cordel, que tamb\u00e9m foi galgada passo a passo. Quero passar por essa experi\u00eancia de novo, mas em um momento diferente. O p\u00fablico \u00e9 que decide se gosta ou n\u00e3o. Tenho recebido muitos elogios, as resenhas t\u00eam sido boas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CKLrMLemhOM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CKLrMLemhOM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lz1RoVTXlA8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lz1RoVTXlA8\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/gUWjaS83kzQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/gUWjaS83kzQ\" \/><\/object><\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p>Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, do jornal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\">Gazeta de Limeira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcos Paulino\nCom o fim do Cordel do Fogo Encantado, Clayton Barros sacodiu a poeira e partiu para um novo projeto, Os Sert\u00f5es\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/11\/10\/entrevista-os-sertoes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1064],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16293"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39863,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16293\/revisions\/39863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}