{"id":16100,"date":"2012-10-16T08:53:54","date_gmt":"2012-10-16T11:53:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16100"},"modified":"2019-04-06T17:58:39","modified_gmt":"2019-04-06T20:58:39","slug":"cds-carly-ben-e-kiwanuka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/16\/cds-carly-ben-e-kiwanuka\/","title":{"rendered":"CDs: Carly, Ben Folds e Kiwanuka"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16101  aligncenter\" title=\"carly\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/carly.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Kiss&#8221;, Carly Rae Jepsen (Universal)<\/strong><br \/>\nCinderela do pop de 2012, Carly Rae Jepsen, 26, foi descoberta por acidente pela fada-madrinha Justin Bieber. De f\u00e9rias em sua terra natal, o astro canadense ouvia uma r\u00e1dio local e se encantou uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cCall Me Maybe\u201d. Dias depois, Justin gravou um v\u00eddeo dan\u00e7ando a m\u00fasica, que se reproduziu pela web em in\u00fameros virais. Foi o que bastou para que Carly Rae deixasse de ser uma semidesconhecida para se tornar famosa no mundo todo. Grudento at\u00e9 a medula, sustentado por um arranjo de cordas marcante (como desde \u201cBittersweet Symphony\u201d ou \u201cA Thousand Miles\u201d n\u00e3o se ouvia), \u201cCall Me Maybe\u201d \u00e9 o carro-chefe e a melhor faixa de \u201cKiss\u201d, segundo disco da cantora, todo regravado ap\u00f3s o estouro da can\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do refor\u00e7o da internet, o sucesso de \u201cCall Me Maybe\u201d \u00e9 explic\u00e1vel por seu refr\u00e3o forte, que retrata uma mudan\u00e7a na din\u00e2mica dos xavecos, pouco retratada at\u00e9 ent\u00e3o na m\u00fasica pop: ainda que timidamente (e de maneira conservadora), \u00e9 a garota quem toma a iniciativa de oferecer seu telefone ao rapaz. Para al\u00e9m do mega hit, \u201cKiss\u201d \u00e9 um disco bastante regulamentar para uma cantora pop \u2018estreante\u2019. Em pouco mais de 40 minutos (na edi\u00e7\u00e3o normal: h\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o deluxe com tr\u00eas faixas b\u00f4nus e 56 minutos de m\u00fasica), Carly Rae supera um ex-namorado na pista de dan\u00e7a (\u201cTonight I\u2019m Getting Over You\u201d), n\u00e3o sabe se deve se declarar para um amigo (\u201cTurn Me Up\u201d), farreia muito (\u201cGood Time\u201d) e divide uma balada mela-cueca com o padrinho Justin Bieber (\u201cBeautiful\u201d). De bacana mesmo, vale prestar aten\u00e7\u00e3o na divertida prova de carinho de \u201cGuitar String\/Wedding Ring\u201d, na qual a cantora sonha usar uma alian\u00e7a feita com a corda de uma guitarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7amento nacional: R$ 25 (edi\u00e7\u00e3o simples), R$ 33 (edi\u00e7\u00e3o deluxe nacional)<br \/>\nNota: 5,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-16102  aligncenter\" title=\"benfoldsfive\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/benfoldsfive.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/benfoldsfive.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/benfoldsfive-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/benfoldsfive-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;The Sound of the Life of the Mind&#8221;, Ben Folds Five (Sony)<\/strong><br \/>\nDepois de 13 anos sem gravar um disco completo, o trio norte-americano Ben Folds Five volta \u00e0 ativa com &#8220;The Sound of the Life of the Mind&#8221;. Mas que n\u00e3o se engane o ouvinte: apesar da uni\u00e3o renovada de Ben Folds (piano e voz), Darren Jessee (bateria) e Robert Sledge (baixo), dos corais inspirados em Beach Boys e do piano empolgado do vocalista, esse \u00e9 um trabalho para dias de chuva e pessoas melanc\u00f3licas. Tal no\u00e7\u00e3o se torna clara s\u00f3 ao se ler os t\u00edtulos de can\u00e7\u00f5es como &#8220;Erase Me&#8221; (com condu\u00e7\u00e3o que remete ao Supertramp) e &#8220;Thank You For Breaking My Heart&#8221;, por exemplo. As piores porradas, por\u00e9m, vem de &#8220;On Being Frank&#8221; (&#8220;Eu tinha um sonho \/ mas os sonhos tinham outros planos pra mim&#8221;) e &#8220;Away When You Were Here&#8221; (&#8220;Voc\u00ea podia ter feito meu dia de casamento \/ Salvo minha juventude \/ Me ajudado com os meus problemas \/ Mas voc\u00ea estava longe, mesmo quando estava aqui&#8221;). &#8220;Do It Anyway&#8221;, o primeiro single, contemporiza: &#8220;Voc\u00ea pode colocar o seu amor e a sua confian\u00e7a em jogo \/ \u00c9 arriscado, as pessoas adoram destruir isso \/ Deixe-as tentar&#8221; . Entretanto, caro leitor, se a melancolia n\u00e3o for o seu forte, d\u00e1 pra curtir \u201cThe Sound&#8230;\u201d sem problemas. \u00c9 s\u00f3 prestar aten\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio vocal de Folds na balan\u00e7ada \u201cDraw a Crowd\u201d, com seu arranjo digno de Jeff Lynne; no baixo distorcido de Sledge, que faz at\u00e9 esquecer a aus\u00eancia das guitarras na banda; na beleza de \u201cSky High\u201d, escrita pelo baterista Jessee, e no primeiro single, &#8220;Do It Anyway&#8221;, com . Nick Hornby, que escreveu as letras do \u00faltimo disco solo de Folds, \u201cLonely Avenue\u201d, de 2010, aparece aqui com a bonita faixa-t\u00edtulo. Em cerca de 45 minutos, com um disco cheio de can\u00e7\u00f5es pop sessentistas, Ben Folds e seus asseclas garantem o resultado numa boa \u2013 mas fica a curiosidade se v\u00e3o levar o jogo para um eventual segundo tempo.<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento importado: R$ 40 (incluindo prov\u00e1veis taxas)<br \/>\nNota: 8<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cThe Best Imitation of Myself: A Retrospective\u201d, Ben Folds (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/31\/cds-ben-folds-doors-smashing-pumpkins\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cLonely Avenue\u201d, Ben Folds &amp; Nick Hornby: o encontro de dois nerds (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/30\/ben-folds-autumn-defense-mavis-staples\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-16103  aligncenter\" title=\"kiwanuka\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/kiwanuka.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/kiwanuka.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/kiwanuka-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/kiwanuka-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Home Again&#8221;, Michael Kiwanuka (Interscope)<\/strong><br \/>\nPrimeira faixa do disco de estreia do ingl\u00eas filho de ugandenses Michael Kiwanuka, \u201cTell Me a Tale\u201d deixa claro em seus vinte segundos iniciais as matizes que se ouvir\u00e3o no trabalho do cantor. O arranjo intrincado da can\u00e7\u00e3o, com cordas e sopros, e sua letra cheia de significados po\u00e9ticos tramados de maneira (aparentemente) simples ecoam o pop sofisticado de Van Morrison e Nick Drake, enquanto a voz de Kiwanuka traz \u00e0 tona o bom charme de crooners como Sam Cooke e Otis Redding. Tais influ\u00eancias perpassam as dez faixas de \u201cHome Again\u201d, seja em um momento mais balan\u00e7ado, como o doo-wop \u201cBones\u201d; alegre, como na folk-song \u201cI\u2019ll Get Along\u201d, que n\u00e3o destoaria em um disco como \u201cMoondance\u201d; ou ainda nas introspectivas baladas \u201cRest\u201d e \u201cI Won\u2019t Lie\u201d, capazes de arrepiar at\u00e9 o \u00faltimo fio de cabelo do corpo. Conhecido por ter aberto shows para Adele em 2011, Kiwanuka compartilha com a cantora de \u201cSomeone Like You\u201d a sensa\u00e7\u00e3o de fazer m\u00fasica deslocada de seu tempo, mas que tem seu apelo junto aos ouvintes justamente por ir contra a mar\u00e9 do hoje. Entretanto, ao contr\u00e1rio de Adele, Kiwanuka parece ser capaz de colocar voz pr\u00f3pria em suas can\u00e7\u00f5es sem apelar para floreios e exageros (nem para uma imagem muito bem constru\u00edda e polida), compondo um disco em que pouqu\u00edssimas coisas parecem fora de sintonia. Em \u201cI\u2019m Getting Ready\u201d, outro ponto alto de \u201cHome Again\u201d, o cantor diz que ainda est\u00e1 ficando pronto para acreditar em algo maior, mas, depois de ouvir \u201cHome Again\u201d por inteiro, \u00e9 dif\u00edcil que o ouvinte n\u00e3o se sinta em casa com por suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento importado: R$ 40 (incluindo prov\u00e1veis taxas)<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fWNaR-rxAic\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fWNaR-rxAic\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mEyrfFwf3rI\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mEyrfFwf3rI\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_OaN6kVMvDQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_OaN6kVMvDQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8211; Bruno Capelas (<\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@noacapelas<\/a><span>) \u00e9 jornalista, escreve para o Scream &amp; Yell desde 2010\u00a0 e assina o blog <\/span><a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pergunte ao Pop<\/a><span>. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Capelas\nO segundo disco da Cinderela do pop 2012; o primeiro \u00e1lbum do Ben Folds Five em 13 anos; a bela estreia de Michael Kiwanuka\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/16\/cds-carly-ben-e-kiwanuka\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16100"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16100"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51056,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16100\/revisions\/51056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}