{"id":16076,"date":"2012-10-13T10:12:26","date_gmt":"2012-10-13T13:12:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=16076"},"modified":"2025-01-18T11:20:08","modified_gmt":"2025-01-18T14:20:08","slug":"entrevista-garbage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/13\/entrevista-garbage\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;Faz parte da ess\u00eancia do rock morrer e nascer de novo&#8221;, diz Duke Erikson, do Garbage"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16077\" title=\"garbage1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/garbage1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 61 anos de idade, Duke Erikson poderia muito bem estar descansando em casa, como um aposentado qualquer. Mas, munido de sua guitarra, ele prefere estar em cima de um palco, tocando ao lado da banda que fundou com os amigos Butch Vig e Steve Marker, o Garbage.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o, o Garbage lan\u00e7ou \u201cNot Your Kind of People\u201d, retornando \u00e0 ativa ap\u00f3s um hiato de sete anos. \u201cEstamos nos divertindo muito, e tocando melhor do que antes. Acho que ficamos mais s\u00e1bios tamb\u00e9m, embora essa n\u00e3o seja l\u00e1 uma coisa muito s\u00e1bia de se dizer\u201d, contou o guitarrista em um papo r\u00e1pido por telefone, uma semana antes do show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cerca de quinze minutos, Duke Erikson falou sobre a estranheza pop de sua banda e comentou a inser\u00e7\u00e3o do Garbage no revival dos anos 1990. \u201cN\u00e3o me importo que as pessoas nos coloquem nessa onda, porque n\u00f3s tivemos nosso dia ao sol nos anos 1990, mas n\u00f3s nunca terminamos. S\u00f3 fizemos uma pequena pausa\u201d, explica o guitarrista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perguntado sobre um eventual decl\u00ednio do rock\u2019n\u2019roll nos dias de hoje, Erikson \u2013 que antes do Garbage ajudou os amigos Vig e Marker a criar o Smart Studios, onde foram gravados \u201cGish\u201d e \u201cNevermind\u201d \u2013 disse que faz parte da natureza do g\u00eanero ser assim. \u201cO rock n\u00e3o tem de ser uma presen\u00e7a constante. Ele \u00e9 essa for\u00e7a que nasce, morre e ressuscita. Nesse exato momento, tem algu\u00e9m fazendo barulho em uma garagem, e logo esses caras v\u00e3o colocar o mundo de ponta-cabe\u00e7a de novo. J\u00e1 parei de me preocupar com isso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando questionado sobre a possibilidade dessa ser a \u00faltima turn\u00ea da banda norte-americana, o guitarrista responde: \u201cN\u00e3o sei. N\u00f3s nunca fomos muito bons em fazer planos, jogadas comerciais ou coisas do tipo. Mas est\u00e1 tudo bem at\u00e9 agora. Nesse ano, fomos de Calgary a S\u00e3o Petersburgo, e estamos indo para a Am\u00e9rica do Sul pela primeira vez. Posso gravar discos e tocar para muita gente. Quer vida melhor que essa?\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Garbage - Big Bright World (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vvZlDa_pILU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Not Your Kind of People&#8221; \u00e9 o primeiro disco do Garbage depois de um hiato de sete anos. Por que voc\u00eas decidiram voltar?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o existe simplesmente uma \u00fanica raz\u00e3o pela qual n\u00f3s decidimos voltar. Foi a Shirley quem fez o primeiro contato com a gente, e, por alguma raz\u00e3o, n\u00f3s todos achamos que era uma \u00f3tima ideia. N\u00e3o houve nenhum tipo de planejamento ou agenda, simplesmente rolou. O Garbage nunca foi uma banda muito boa em fazer planos ou jogadas comerciais. Resolvemos voltar porque quer\u00edamos trabalhar juntos de novo, e funcionou bem como tinha sido anos atr\u00e1s. Acredito que se a Shirley tivesse nos chamado um ou dois anos antes, talvez n\u00e3o tivesse dado certo, porque algum de n\u00f3s poderia estar muito ocupado, n\u00e3o sei. Mas, agora, todos n\u00f3s est\u00e1vamos na mesma frequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que o Garbage de hoje \u00e9 uma banda diferente do Garbage que come\u00e7ou a carreira com &#8220;Stupid Girl&#8221; e &#8220;Only Happy When It Rains&#8221;, h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas?<\/strong><br \/>\nBem&#8230; (pensa um pouco). Gosto de dizer que hoje n\u00f3s somos um pouco mais s\u00e1bios, mas essa n\u00e3o \u00e9 exatamente l\u00e1 uma coisa muito s\u00e1bia de se dizer (risos). N\u00f3s continuamos fazendo m\u00fasica da mesma maneira que n\u00f3s faz\u00edamos naquela \u00e9poca, com os mesmos m\u00e9todos de trabalho, os mesmos sentimentos. Mas acho que n\u00f3s aprendemos um pouco melhor sobre como funciona a ind\u00fastria da m\u00fasica, e como lidar com essas engrenagens \u00e0 medida que a coisa evolui. Agora n\u00f3s temos nosso pr\u00f3prio selo! Isso \u00e9 o tipo de coisa que muda muito o panorama geral &#8211; e acredito que tenha mudado para melhor. \u00c9 bom: agora n\u00f3s estamos mais felizes com o controle que temos sobre o nosso pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es do Garbage s\u00e3o bastante pop, mas sempre cont\u00e9m algum elemento de estranheza, como as pausas de &#8220;Supervixen&#8221;, ou as guitarras barulhentas que permeiam versos e refr\u00f5es. Existe alguma raz\u00e3o para isso?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s estamos interessados em texturas e em contrastes na nossa m\u00fasica. (pensa um pouco). Quando eu penso em m\u00fasica, sempre penso em alguma resposta visual aos sons que eu escuto, seja em imagens paradas ou em cenas de cinema. Acho que esses elementos estranhos na mossa m\u00fasica funcionam de maneira an\u00e1loga quando vejo um artista colocando cores bem diferentes em cima de uma tela branca. \u00c9 dif\u00edcil de explicar, mas acho que essa e a melhor maneira que eu consigo falar sobre o que n\u00f3s gostamos de fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que os f\u00e3s brasileiros podem esperar do show do Garbage?<\/strong><br \/>\nEstamos tocando todos os hits do Garbage. Acho que nenhum f\u00e3 nosso vai ficar desapontado com o nosso repert\u00f3rio, porque cobrimos quase tudo que as pessoas querem muito ouvir. Mas devo dizer que a gente est\u00e1 tocando algumas faixas obscuras dos nossos primeiros discos, e tamb\u00e9m fazemos tr\u00eas ou quatro m\u00fasicas do disco novo. Acho que \u00e9 uma boa sele\u00e7\u00e3o. Mas a melhor parte do show \u00e9 que n\u00f3s estamos tocando como nunca tocamos antes. Sei que parece dif\u00edcil acreditar quando digo isso, mas n\u00f3s realmente estamos melhores como banda agora. Talvez isso tenha a ver com o fato de que n\u00e3o sentimos mais press\u00e3o de fora da banda para fazer o que mais gostamos. Estamos s\u00f3 no divertindo, cada noite \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Shirley \u00e9 um dos \u00edcones femininos mais poderosos dos anos 1990. Voc\u00ea consegue ver alguma herdeira dela na m\u00fasica de hoje?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o fa\u00e7o a m\u00ednima ideia, cara. Normalmente, ela menciona algumas cantoras das quais gosta muito. Ela \u00e9 uma f\u00e3 da Rihanna, por exemplo, mas a Rihanna n\u00e3o \u00e9 exatamente do rock&#8217;n roll. (ri) Mas eu particularmente gosto muito de Marissa Paternoster, vocalista e guitarrista do Screaming Females. N\u00f3s costumamos cham\u00e1-los para abrir os nossos shows, e \u00e9 uma pena que eles n\u00e3o v\u00e3o ao Brasil. Para mim, Marissa tem tudo o que uma roqueira precisa ter. As herdeiras de Shirley est\u00e3o por a\u00ed, em algum lugar. Elas devem estar tocando em algum por\u00e3o ou garagem sujo nesse instante, mas tenho certeza de que elas est\u00e3o por a\u00ed.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Garbage - Blood For Poppies\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4OdTBCgqRt4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevista a um site brasileiro, Butch Vig disse que essa pode ser a \u00faltima turn\u00ea do Garbage. Voc\u00ea concorda com ele?<\/strong><br \/>\nPode ser, embora n\u00f3s j\u00e1 tenhamos planos de ir at\u00e9 a Austr\u00e1lia em 2013. Tudo depende de quanta divers\u00e3o n\u00f3s estejamos tendo, se vamos estar a fim de gravar mais um disco. \u00c9 muito cedo ainda para ficarmos previs\u00f5es sobre o que vai ou n\u00e3o acontecer com a banda. Est\u00e1 tudo muito legal por enquanto: fomos de Calgary a S\u00e3o Petersburgo em menos de um ano, estamos indo para a Am\u00e9rica do Sul pela primeira vez agora&#8230; Tudo o que eu consigo dizer \u00e9 que ainda vamos ficar juntos por mais um tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 parou pra pensar como seria a sua vida se n\u00e3o voc\u00eas n\u00e3o tivessem visto Shirley na MTV naquela noite espec\u00edfica?<\/strong><br \/>\nCom certeza as coisas iam ser bastante diferentes, n\u00e9? (risos). O que eu sei de verdade \u00e9 que n\u00f3s todos nos sentimos muito sortudos de termos encontrado uns aos outros. \u00c0s vezes, n\u00f3s conversamos sobre isso, e \u00e9 sempre essa sensa\u00e7\u00e3o que temos. Mas n\u00e3o acho que foi algo completamente ao acaso. N\u00f3s [Duke, Butch e Steve] est\u00e1vamos procurando por algu\u00e9m. Est\u00e1vamos com os olhos e os ouvidos abertos, e quando voc\u00ea procura, voc\u00ea acaba encontrando o que quer. Essa \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o que levei comigo pra vida. Mas, voltando&#8230; se a gente n\u00e3o tivesse encontrado a Shirley, sei que eu ainda estaria fazendo m\u00fasica hoje em dia. Porque \u00e9 algo que eu amo, e \u00e9 por esse amor que n\u00f3s come\u00e7amos tudo h\u00e1 tanto tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos dias de hoje, \u00e9 dif\u00edcil ver uma can\u00e7\u00e3o de rock nas paradas da Billboard, \u00e9 comum ouvir por a\u00ed que j\u00e1 n\u00e3o existe mais rockstars, e h\u00e1 at\u00e9 quem diga que o hip-hop tomou o lugar do rock nos dias de hoje. O que voc\u00ea pensa sobre isso?<\/strong><br \/>\nO rock&#8217;n roll j\u00e1 foi declarado morto muitas vezes desde que nasceu. E acho que \u00e9 isso o que deve acontecer com ele. Faz parte da ess\u00eancia do rock morrer e nascer de novo. O rock n\u00e3o foi feito para ser essa presen\u00e7a constante, \u00e9 de sua natureza pr\u00f3pria ir e voltar, nascer e morrer e ressuscitar. N\u00e3o \u00e9 um estilo para aquele senhor velho sentado na esquina esperando ficar ainda mais velho, s\u00e3o can\u00e7\u00f5es para pessoas que est\u00e3o \u00e0 margem, jovens, esperando algo acontecer. E isso vai rolar: ele vai nascer de novo, em algum lugar que eu n\u00e3o sei qual. Como eu te disse antes: nesse exato momento tem algu\u00e9m fazendo barulho em uma garagem, e logo esses caras v\u00e3o colocar o mundo de ponta cabe\u00e7a de novo. Eu j\u00e1 parei de me preocupar com a morte do rock, porque sei que assim que as coisas devem acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muito tem se falado tamb\u00e9m sobre um revival dos anos 1990, com direito \u00e0 volta de diversas bandas, como o Blur, o Pulp e o Suede, por exemplo, al\u00e9m da volta de voc\u00eas. Como voc\u00ea se sente fazendo parte desse &#8216;retorno&#8217;?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se olho para o Garbage como &#8220;estando de volta \u00e0 cena&#8221;, porque acho que n\u00f3s s\u00f3 pedimos uma pequena pausa. N\u00f3s nunca terminamos com a banda, n\u00f3s nunca falamos que n\u00e3o quer\u00edamos nos ver mais, s\u00f3 quisemos um tempo de descanso. Por outro lado, entendo porque as pessoas est\u00e3o falando em um revival, porque n\u00f3s conquistamos o nosso lugar ao sol durante os anos 1990. Mas repito: n\u00f3s s\u00f3 estamos fazendo m\u00fasica da maneira como faz\u00edamos naquela \u00e9poca, estou sempre compondo coisas novas, seja sozinho ou com outras pessoas. N\u00e3o me importa que nos coloquem junto com todas essas bandas, \u00e9 OK, mas n\u00e3o \u00e9 assim que n\u00f3s nos sentimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para encerrar, quero saber: como voc\u00ea se sente pegando a sua guitarra em cima de um palco sendo um sessent\u00e3o?<\/strong><br \/>\nVou te dizer: n\u00e3o me sinto muito diferente de como eu me sentia quando eu tinha 21 anos de idade (risos). Para falar mais uma vez em sorte, sinto que \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o eu ainda ter sa\u00fade e oportunidades para subir num palco, gravar discos e at\u00e9 ir ao Brasil para tocar pra voc\u00eas! Qu\u00e3o melhor a vida pode ser do que isso? \u00c9 uma honra enorme poder tocar para tanta gente depois de tanto tempo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Cy1LdAaGASw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 jornalista, escreve para o Scream &amp; Yell desde 2010\u00a0 e assina o blog <a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pergunte ao Pop<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Estamos s\u00f3 no divertindo, cada noite \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o guitarrista Duke Erikson ao S&#038;Y do alto de seus 61 anos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/13\/entrevista-garbage\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1498],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16076"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16076"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16076\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86553,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16076\/revisions\/86553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}