{"id":15978,"date":"2012-10-03T23:05:47","date_gmt":"2012-10-04T02:05:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15978"},"modified":"2021-07-24T10:49:11","modified_gmt":"2021-07-24T13:49:11","slug":"entrevista-andre-matos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/03\/entrevista-andre-matos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Andre Matos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15979\" title=\"andrematos\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/andrematos.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/marquinhozp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Paulino<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paulistano Andre Matos reuniu hist\u00f3rias, em seus 27 anos de carreira, que fazem qualquer moleque f\u00e3 de rock babar. Com forma\u00e7\u00e3o musical erudita, j\u00e1 cantou em bandas como Angra, Shaman, Viper, Virgo e Symfonia. Fez muito sucesso no exterior, principalmente na Europa e no Jap\u00e3o. Ficou amigo de grandes \u00eddolos do heavy metal. E faltou muito pouco para se tornar vocalista do Iron Maiden.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, Andre ficou entre os tr\u00eas finalistas de uma sele\u00e7\u00e3o que a banda realizou, nos anos 90, para substituir Bruce Dickinson. Anos depois, o pr\u00f3prio escolhido para a vaga, Blaze Bayley, lhe diria que ele, o brasileiro, seria a melhor op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 do alto de tanta experi\u00eancia que Andre lan\u00e7a agora \u201cThe Turn of the Lights\u201d, terceiro disco de sua carreira solo, iniciada em 2006, no qual se mant\u00e9m fiel a seu estilo, que se convencionou chamar de metal mel\u00f3dico. Confira entrevista a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Andre Matos - The Turn Of The Lights Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bXOcw7mAp4k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de quase 20 anos fazendo parte de algumas bandas de sucesso internacional, voc\u00ea optou por tocar uma carreira solo. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nCansei de formar e desmanchar bandas (risos). \u00c9 sempre complicado lidar com v\u00e1rias cabe\u00e7as ao mesmo tempo. N\u00e3o que na carreira solo a parte musical n\u00e3o seja feita da mesma maneira. Na verdade, \u00e9. Temos um modo bem democr\u00e1tico de trabalhar na banda que me acompanha, todo mundo pode compor, opinar, fazer arranjos e tudo mais. E todo mundo recebe igual. O que muda \u00e9 que as fun\u00e7\u00f5es passam a ser mais definidas. Tem um cara que d\u00e1 nome \u00e0 banda e que passa a ter a responsabilidade de dar a palavra final em tudo. Isso evita a briga de egos que sempre existe. Mas estou sempre aberto a opini\u00f5es e a gente discute tudo a fundo antes de tomar alguma decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua forma\u00e7\u00e3o erudita sempre esteve presente nos seus trabalhos. Esse \u00e9 um estilo, rotulado como metal mel\u00f3dico, que h\u00e1 algum tempo esteve em alta, com bandas como Evanescence e Nightwish. Voc\u00ea ainda acredita nele?<\/strong><br \/>\nComecei essa hist\u00f3ria com o Viper em 1989, quando gravamos \u201cTheatre of Fate\u201d. Eu j\u00e1 frequentava a faculdade de m\u00fasica e estava interessado em fazer arranjos cl\u00e1ssicos. Era um disco que j\u00e1 tinha um piano ac\u00fastico e um quarteto de cordas tocando junto. Mas, antes disso, Rainbow, Deep Purple e Led Zeppelin j\u00e1 exploravam essas sonoridades sinf\u00f4nicas. O guitarrista sueco Yngwie Malmsteen aprimorou esse estilo. N\u00f3s lan\u00e7amos esse veio de misturar n\u00e3o s\u00f3 m\u00fasica sinf\u00f4nica, mas tamb\u00e9m m\u00fasica brasileira. \u00c9 uma quest\u00e3o de assinatura pr\u00f3pria e da qual nunca vou abrir m\u00e3o. Tenho certa frusta\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter me tornado um m\u00fasico erudito. Mas, se fosse por esse lado, eu seria med\u00edocre em compara\u00e7\u00e3o com minha carreira no rock. Acabei optando pelo que me d\u00e1 mais liberdade de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em todos esses anos de carreira, voc\u00ea passou por situa\u00e7\u00f5es que todo moleque que forma uma banda de rock sonha em passar. Que li\u00e7\u00f5es voc\u00ea traz dessa bagagem?<\/strong><br \/>\nDe fato, j\u00e1 passei por situa\u00e7\u00f5es que todo moleque sonha em passar. E tamb\u00e9m por aquelas que todo moleque sonha em n\u00e3o passar (risos). N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mar de flores. Mas, entre as coisas inesquec\u00edveis, est\u00e1 o fato de ter conhecido todos os meus grandes \u00eddolos de perto. Sa\u00ed de um Brasil p\u00f3s-ditadura militar, um pa\u00eds isolado, onde a gente precisava batalhar pra ouvir algum tipo de m\u00fasica diferente, e de repente eu estava dividindo o palco com meus \u00eddolos e os chamando de amigos. Levar minha m\u00fasica pro mundo inteiro foi um sonho realizado. N\u00e3o me interessa a fama, mas sim ser reconhecido pelo meu trabalho e saber que ele fez alguma diferen\u00e7a na vida das pessoas, por menor n\u00famero que elas sejam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino que uma das passagens mais marcantes de sua carreira foi quando voc\u00ea foi cotado para ser o vocalista do Iron Maiden? O que ficou para voc\u00ea desse epis\u00f3dio?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um epis\u00f3dio muito falado, mas que pra mim n\u00e3o importa muito. Quando o Bruce Dickinson saiu do Iron Maiden, eles come\u00e7aram a procurar substitutos em v\u00e1rios pa\u00edses. No Brasil, chegaram a mim, eu era muito jovem, tinha 21, 22 anos. S\u00f3 de ter que mandar meu material eu j\u00e1 tremi. Psicologicamente, eu n\u00e3o estaria preparado, mas logicamente se me chamassem seria uma proposta irrecus\u00e1vel. Acho que n\u00e3o ir foi pro meu bem, pude me desenvolver muito mais como m\u00fasico. Mais tarde, acabei at\u00e9 ficando amigo do pessoal do Iron e do pr\u00f3prio Bruce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a turn\u00ea em que voc\u00ea reencontrou o Viper?<\/strong><br \/>\nCelebramos os 25 anos do lan\u00e7amento do primeiro disco da banda. Foi muito bacana. A turn\u00ea durou julho inteiro e teve tanta demanda que acabamos esticando. Foi tudo registrado em DVD, que deve ser lan\u00e7ado mais pra frente. Mas n\u00e3o ser\u00e1 levado mais adiante do que isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser\u00e1 a turn\u00ea de lan\u00e7amento do novo disco?<\/strong><br \/>\nVou passar por onde der. Estamos muito a fim de levar o show pra estrada, porque o ao vivo hoje \u00e9 o grande ve\u00edculo de divulga\u00e7\u00e3o. Quero ir pro m\u00e1ximo poss\u00edvel de lugares, tanto no Brasil quanto fora.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Andr\u00e9 Matos - &quot;The Turn Of The Lights&quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9mBZfgx3uGU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8211; Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plug<\/a>, do jornal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gazeta de Limeira<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00cdcone do metal mel\u00f3dico, Andr\u00e9 Matos lan\u00e7a seu terceiro disco da carreira solo e fala de Viper, Iron Maiden e futuro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/03\/entrevista-andre-matos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1065],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15978"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61707,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978\/revisions\/61707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}