{"id":15815,"date":"2012-09-18T08:26:48","date_gmt":"2012-09-18T11:26:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15815"},"modified":"2018-08-21T11:46:24","modified_gmt":"2018-08-21T14:46:24","slug":"anticlimax-tempest-e-bob-dylan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/18\/anticlimax-tempest-e-bob-dylan\/","title":{"rendered":"Anticlimax, Tempest e Bob Dylan"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15816\" title=\"bobdylan\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/bobdylan.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/bobdylan.jpg 400w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/bobdylan-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/bobdylan-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/eduardomarciano\" target=\"_blank\">Gabriel Innocentini<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente a pior capa desde \u201cDylan and the Dead\u201d, o novo \u00e1lbum de Bob Dylan denuncia algum cansa\u00e7o numa carreira que desde 1997 dava mostras de um vigor espectral. Do renascimento em \u201cTime Out of Mind\u201d, passando por &#8220;Love and Theft&#8221;, \u201cModern Times\u201d at\u00e9 \u201cTogether Through Life\u201d, este \u00e9 um de seus per\u00edodos mais inspirados. \u201cTempest\u201d n\u00e3o deve ser ignorado como a tenebrosa reuni\u00e3o com o Grateful Dead, mas defend\u00ea-lo como um dos melhores discos de Dylan seria mais um elogio ao mito do que a estas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecemos pelo fim. &#8220;Roll Over John&#8221; \u00e9 uma homenagem a Lennon, decepcionante em vista dos 32 anos passados ap\u00f3s sua morte. H\u00e1 espertezas, como dar outro sentido ao verso cantado de forma mais triste por um beatle: \u201cI read the news today, oh boy\u201d. Ou resgatar a linha \u201ccome together right now over me\u201d. Mas nem a tentativa de transformar John no tigre de Blake (\u201cTyger! Tyger! Burning bright\/in the forests of the night\u201d) consegue fazer a can\u00e7\u00e3o decolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Duquenesque Whistle&#8221;, parceria com Robert Hunter que abre o disco, quebra uma breve sequ\u00eancia de opening songs empolgantes: &#8220;Thunder on the Mountain&#8221; e &#8220;Beyond Here Lies Nothing&#8221;. O in\u00edcio descontra\u00eddo lembra o conjunto de &#8220;Love and Theft&#8221;, com um clipe surpreendente dirigido por Nash Edgerton. &#8220;Soon After Midnight&#8221;, com suas imagens de viol\u00eancia, \u00e9 mais promissora, remete aos cl\u00e1ssicos da Sun Records. Mesmo a aproxima\u00e7\u00e3o do fim n\u00e3o exclui a urg\u00eancia do contato humano, a voz de Dylan soando inesperadamente doce quando canta: &#8220;It&#8217;s now or never, more than ever. When I meet you, I didn&#8217;t think you would do, it&#8217;s after midnight, and I don&#8217;t want nobody but you&#8221;. &#8220;Narrow way&#8221;, um blues de rara energia aqui, \u00e9 um dos grandes momentos de \u201cTempest\u201d, a melhor letra do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15820\" title=\"tempest1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest1-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Long and wasted years&#8221; desde j\u00e1 entra para o c\u00e2none das can\u00e7\u00f5es de amor dylanescas. Composta por dois riffs simples que se repetem at\u00e9 o final, seu tom \u00e9 distanciado: &#8220;It&#8217;s been such a long, long time, since we loved each other and our hearts were, one time, for one brief day, I was the man for you&#8221;. A dor c\u00e1lida e a f\u00faria de \u201cBlood On The Tracks\u201d s\u00e3o substitu\u00eddas por uma medita\u00e7\u00e3o suave e jocosa (com direito \u00e0 cita\u00e7\u00e3o de &#8220;Twist and Shout&#8221;), que no entanto n\u00e3o abdica de um sentimento profundo de perda. Repare na autoridade com que Dylan enfatiza os versos &#8220;I think that when my back was turned, the whole world behind me burned&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O urro inicial de &#8220;Pay in Blood&#8221; poderia fazer algu\u00e9m mais desavisado pensar que o vocalista \u00e9 um metaleiro com o p\u00e9 na cova. O que se ouve a seguir \u00e9 diferente: a narra\u00e7\u00e3o raivosa com um balan\u00e7o inesperado nos versos imediatamente anteriores ao refr\u00e3o. Se essa voz destru\u00edda j\u00e1 n\u00e3o oferece novidades em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1lbuns anteriores, agora a pron\u00fancia parece perturbar ainda mais o sentido do canto. A nota curiosa est\u00e1 na d\u00favida dos f\u00e3s: Dylan canta mesmo &#8220;You got the same ass as your mother does&#8221;? Ou seriam olhos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de &#8220;Scarlet Town&#8221;, o \u00e1lbum come\u00e7a a afundar em falta de inspira\u00e7\u00e3o: de repente estamos numa cidade perdida no tempo, em que &#8220;the streets have names that you can&#8217;t pronounce&#8221; e onde &#8220;help comes, but it comes too late&#8221;. Uma can\u00e7\u00e3o que pode crescer nas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo (caso entre no repert\u00f3rio, o que parece improv\u00e1vel), mas que ao mesmo tempo se arrasta por um imagin\u00e1rio tradicional, sem oferecer versos marcantes. &#8220;Early Roman Kings&#8221; surge com mais vivacidade, resgatando um riff de Muddy Watters e fazendo com que lamentemos o pouco espa\u00e7o concedido ao acorde\u00e3o de David Hidalgo. &#8220;Tin Angel&#8221; conta a hist\u00f3ria de um assassinato triplo (sem a garantia de que o ouvinte aguente ouvi-la at\u00e9 o final: a confian\u00e7a na falta de um cl\u00edmax musical e na mera narra\u00e7\u00e3o fracassa de um modo incomum em suas can\u00e7\u00f5es mais recentes).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15822\" title=\"tempest2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tempest2-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dylan est\u00e1 satisfeito em criar can\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s que ouvia no r\u00e1dio (blues, rockabilly, country, rock &amp; roll dos 50\u2019s pra tr\u00e1s). Parte do prazer em ouvir um novo disco de Bob Dylan est\u00e1 em saber que \u00e9 uma viagem pela hist\u00f3ria da m\u00fasica americana, enquanto outra parte vem da expectativa do modo como ele vai dizer as coisas que diz (uma vez que j\u00e1 sabemos o que ele pensa sobre morte, dignidade, amor). A primeira parte \u00e9 cumprida aqui de forma pouco imaginativa, at\u00e9 mesmo pregui\u00e7osa, ao passo que a segunda decepciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa-t\u00edtulo, com seus catorze minutos de dura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chega a oferecer um desfile t\u00e3o desafiador quanto o de &#8220;Desolation Row&#8221;. Leonardo DiCaprio se junta a Alicia Keys como um dos personagens mais inesperados em suas composi\u00e7\u00f5es. Estamos distantes da m\u00e1gica do Pr\u00f3spero shakespeariano que diz \u201cthis thing of darkness I acknowledge mine\u201d. O cansado narrador conclui que n\u00e3o se pode compreender o julgamento da m\u00e3o de Deus. \u00c0s vezes tamb\u00e9m n\u00e3o se pode compreender o julgamento musical de Bob Dylan, basta ver a quantidade de joias espalhadas por seus bootlegs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez as melhores can\u00e7\u00f5es de \u201cTempest\u201d s\u00f3 apare\u00e7am daqui alguns anos. Talvez seja a hora de trocar Jack Frost por Daniel Lanois. Talvez seja a hora de recolher os destro\u00e7os do naufr\u00e1gio e come\u00e7ar de novo. Talvez seja exigir demais de um artista que se transformou mais do que qualquer outro artista popular em sua \u00e9poca. Talvez esta tempestade seja como aquela b\u00edblica, a exigir uma prova de f\u00e9 dos disc\u00edpulos nos poderes do Criador. Talvez este n\u00e3o seja um final anticlim\u00e1tico para uma carreira t\u00e3o pr\u00f3diga em renascimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mns9VeRguys\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mns9VeRguys\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Gabriel Innocentini (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/eduardomarciano\" target=\"_blank\">@eduardomarciano<\/a>) \u00e9 jornalista e j\u00e1 escreveu para o Scream &amp; Yell sobre Tom Waits (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/22\/a-urgencia-de-tom-waits\/\">aqui<\/a>), Thomas Pynchon (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/29\/livvro-vicio-inerente-de-thomas-pynchon\/\">aqui<\/a>), Charles Bukowski (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/04\/nas-beiradas-do-sonho-americano\/\">aqui<\/a>) e Jennifer Egan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/04\/livros-o-torreao-jennifer-egan\/\">aqui<\/a>)<a href=\"http:\/\/blogeurogol.blogspot.com\/\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: todos os discos de Bob Dylan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; <span>Bob Dylan ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2008: retrato borrado da era de ouro do rock \u2018n roll (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/03\/07\/bob-dylan-e-o-retrato-borrado-da-era-de-ouro-do-rock-n-roll\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Bob Dylan ao vivo em Bras\u00edlia, 2012: <\/span><span>Deixou todo mundo chapado (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/22\/bob-dylan-ao-vivo-em-brasilia\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n&#8211; Bob Dylan ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2012: Uma noite inspirada (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/22\/bob-dylan-ao-vivo-em-sao-paulo-2012\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; Os tempos modernos de Bob Dylan: ou\u00e7a com bastante aten\u00e7\u00e3o (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/28\/os-tempos-modernos-de-bob-dylan\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n&#8211; \u201cThe Other Side of Mirror: Bob Dylan at the Newport\u201d, de Murray Lerner, \u00e9 essencial (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%C2%BA-in-editbrasil\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bob Dylan e a can\u00e7\u00e3o que mudou todas as can\u00e7\u00f5es: \u201cLike a Rolling Stone\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/20\/a-cancao-que-mudou-as-cancoes\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Original vs Vers\u00e3o: Bob Dylan e Skank (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/07\/original-vs-versao-bob-dylan-e-skank\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; Original vs Vers\u00e3o: It\u2019s All Over Now, Baby Blue (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/05\/original-vs-versao-it%E2%80%99s-all-over-now-baby-blue\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; <\/span><span>Bob Dylan na sombra cantando Frank Sinatra: &#8220;Shadows In The Night&#8221; (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/10\/bob-dylan-na-sombra-cantando-sinatra\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; \u201cBob Dylan \u2013 Letra e M\u00fasica\u201d: <\/span><span>Um passatempo ok, mas\u2026 v\u00e1 ouvir as originais (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/17\/george-harrison-paul-mccartney-e-bob-dylan\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; A bela trilha sonora do filme \u201cI\u2019m Not There\u201d, de Todd Haynes (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/05\/trilha-sonora-do-filme-im-not-there-e-o-disco-da-semana\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; \u201cI\u2019m Not There\u201d, o mais pr\u00f3ximo que o p\u00fablico chegou de Bob Dylan (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/04\/mostra-de-sao-paulo-im-not-there\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; \u201cNo Direction Home\u201d, a cinebiografia de Bob Dylan por Martin Scorsese (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/2006\/12\/28\/os-dez-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Bob Dylan, Martin Scorcese e a Hist\u00f3ria Universal, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/macoito.htm\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Gabriel Innocentini\n\u201cTempest\u201d n\u00e3o deve ser ignorado, mas defend\u00ea-lo seria muito mais um elogio ao mito do que ao seu conjunto de can\u00e7\u00f5es&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/18\/anticlimax-tempest-e-bob-dylan\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":32,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1320],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15815"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15815"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15815\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15818,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15815\/revisions\/15818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}