{"id":15791,"date":"2012-09-17T00:26:50","date_gmt":"2012-09-17T03:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15791"},"modified":"2017-09-19T00:44:00","modified_gmt":"2017-09-19T03:44:00","slug":"entrevista-tom-ze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/17\/entrevista-tom-ze\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tom Z\u00e9"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom Z\u00e9 n\u00e3o para. Aos 75 anos, com um novo \u00e1lbum na bagagem (&#8220;Tropic\u00e1lia Lixo L\u00f3gico&#8221;) e, consequentemente, com um novo show, o m\u00fasico baiano (mais paulista que muita gente nascida nessa cidade) \u00e9 t\u00e3o irrequieto que fotografa-lo durante uma entrevista \u00e9 praticamente um desafio. \u201cMeus dias est\u00e3o t\u00e3o loucos\u201d, ele conta, ap\u00f3s alguns minutos de bate papo, e solta gargalhadas hil\u00e1rias que poderiam servir de trilha sonora para explicar o clima deste texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alegria \u00e9 de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Ap\u00f3s lan\u00e7ar seu primeiro \u00e1lbum, &#8220;Grande Liquida\u00e7\u00e3o&#8221;, em 1968, e passar os anos 70 quase chegando l\u00e1 (com discos hoje cl\u00e1ssicos como \u201cSe o Acaso \u00e9 Chorar\u201d, 1972; \u201cTodos os Olhos\u201d, 1973; e \u201cEstudando o Samba\u201d, 1976) Tom Z\u00e9 ficou seis anos sem gravar (entre 1978 e 1984), mas ressurgiu e, no novo s\u00e9culo, j\u00e1 tem uma discografia t\u00e3o vasta em 12 anos que se equipara a toda sua produ\u00e7\u00e3o nos 32 anos do s\u00e9culo passado (sem contar DVDs e o livro \u201cTropicalista Lenta Luta\u201d, de 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E tudo isso evitando o caminho mais f\u00e1cil. \u201c\u00c9 a revers\u00e3o do meio superaquecido\u201d, responde quando indagado sobre sua defesa dos odiados motoboys (em \u201cO Motob\u00f3i e Maria Clara\u201d). \u201c\u00c9 quando voc\u00ea v\u00ea uma coisa que est\u00e1 sendo considerada muito chata, e voc\u00ea tenta olhar de outra maneira\u201d, explica. Outro exemplo: bastou o Secret\u00e1rio da Cultura na Para\u00edba, Chico C\u00e9sar, negar investimento para \u201cforr\u00f3 mat\u00e9ria pl\u00e1stica\u201d que Tom Z\u00e9 se animou a pesquisar o estilo: \u201cMiles Davis fazia isso\u201d, justifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTropic\u00e1lia Lixo L\u00f3gico\u2019 \u00e9 o melhor disco de Tom Z\u00e9 desde que ele renasceu artisticamente\u201d, grifou Caetano <a href=\"http:\/\/www.tomze.com.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=305:lixo-logico-caetano-veloso&amp;catid=8:imprensa&amp;Itemid=18\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em texto para O Globo<\/a>. Talvez porque \u201cas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o cant\u00e1veis\u201d, arrisca Tom Z\u00e9, que conta com a companhia de Mallu Magalh\u00e3es (em \u201cO Motob\u00f3i e Maria Clara\u201d e \u201cTropicalea Jacta Est\u201d), Emicida (\u201cApocalipsom A\u201d), Rodrigo Amarante (\u201cNYC Subway Poetry Department\u201d) e P\u00e9lico (\u201cDe-De-Dei X\u00e1-X\u00e1-X\u00e1\u201d), todos indicados pela produtora Milena Machado. \u201cEla adivinhou pessoas que eu j\u00e1 conhecia\u201d, diz o compositor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conversa que segue abaixo \u00e9 recheada de momentos inusitados, como Tom Z\u00e9 animado com a sugest\u00e3o de pedir \u00e0s f\u00e3s de S\u00e3o Paulo que arremessem calcinhas no palco\u00a0(tal qual aconteceu no Rio)\u00a0durante os shows, tanto quanto surpreso ao saber que a mo\u00e7a da capa de \u201cTodos os Olhos\u201d assinou um recibo comprovando o pagamento pelo trabalho \u2013 posar com uma bola de gude no anus \u2013, o que, segundo ele, \u00e9 \u201ccomo um diploma de batalhadora contra a ditadura\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mist\u00e9rio de \u201cTodos os Olhos\u201d, por\u00e9m, n\u00e3o terminou . Em entrevista a Carta Capital em 2010, o fot\u00f3grafo Reinaldo Moraes, respons\u00e1vel pelos cliques, diz que chegou a fazer v\u00e1rias imagens da modelo com a bola de gude no cu, mas as fotos n\u00e3o ficaram boas a ponto de enganar a censura. Optou-se pela boca, diz ele (<a href=\"http:\/\/www.substantivoplural.com.br\/nao-e-o-que-parece\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>). Por\u00e9m, Chico Andrade, na \u00e9poca s\u00f3cio de D\u00e9cio Pignatari e um dos chefes de Reinaldo, mostrou uma das poss\u00edveis tentativas, e diz que a imagem foi ampliada e estourada \u201cat\u00e9 ficar impercept\u00edvel\u201d. \u00c9 um cu, ele garante (<a href=\"http:\/\/chicoandrade.wordpress.com\/2011\/11\/15\/inedito-foto-original-da-capa-do-disco-de-tomze\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>). A d\u00favida apenas refor\u00e7a uma das capas mais emblem\u00e1ticas da MPB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma entrevista com Tom Z\u00e9 \u00e9 quase um evento. Ele sai para pegar um suco, e conversa com todo mundo no caminho. Ganha um CD, e garante que vai ouvir. Quando volta pra sala, pede para o jornalista ficar mais pr\u00f3ximo, esquece nomes, mas gira a reflex\u00e3o de forma interessante para fechar o encadeamento de um pensamento de maneira genial. E gargalha. No fim, pede uma foto e agradece por uma ideia, da qual nem ele e nem o jornalista se lembra. \u201cMe esqueci, mas vou lembrar\u201d, garante. Com voc\u00eas, o felizmente irrequieto Tom Z\u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vShtBWOOVqI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para onde vai esse lixo l\u00f3gico? Como est\u00e1 o show?<\/strong><br \/>\nEu espero que v\u00e1 para o c\u00e9u (risos). Primeiro de tudo, vai para o palco do Sesc Vila Mariana. (O show) s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es do disco, com uma certa experi\u00eancia, j\u00e1 que fizemos um lan\u00e7amento no Rio de Janeiro e outro em Ouro Preto. A gente foi aprendendo que \u00e9 uma facilidade trabalhar com esse disco porque as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o cant\u00e1veis (risos). O p\u00fablico entra na nossa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi trabalhar com o Daniel Maia?<\/strong><br \/>\nNunca um produtor foi mais salvador da p\u00e1tria do que no caso dele, que foi chamado de \u00faltima hora, se meteu num rolo sem saber o que era (Daniel gargalha), e dai quando ele viu a gente s\u00f3 trazia problema, problema, e ele trabalhando como um louco, dia e noite dentro daquele est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 tinham trabalhado juntos?<\/strong><br \/>\nSim, mas n\u00e3o nessa fun\u00e7\u00e3o de produtor. V\u00e1rias m\u00fasicas que a gente ia gravar eu pedia para ele fazer arranjo, e a gente ficava muito feliz. Que ele era bom eu j\u00e1 sabia. Tocando tamb\u00e9m comigo h\u00e1 muito tempo&#8230; e n\u00f3s trabalhamos muito naquela sala, dia e noite, noite e dia. Os ratos quando saiam diziam boa noite&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi trabalhar com esse pessoal novo?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o tenho tanta aproxima\u00e7\u00e3o (com esse pessoal novo), mas a Milena Machado, que deu a ideia desses artistas, adivinhou pessoas que eu j\u00e1 conhecia. Por exemplo, eu fui a alguns dos primeiros shows dos Los Hermanos, ent\u00e3o eu conhecia o (Rodrigo) Amarante de alguma maneira, o Marcelo (Camelo) tamb\u00e9m, que agora est\u00e1 casado com a Mallu (Magalh\u00e3es), que eu tinha ficado amigo desde a hora em que ela come\u00e7ou com aquele neg\u00f3cio dela na internet. N\u00f3s fizemos um programa da R\u00e1dio Cultura juntos. O Emicida eu pedi para baixarem para mim. Ouvi algumas palavras que ele canta e fiquei besta com o que ele fazia. Quando a Milena sugeriu o nome dele, eu falei: que maravilha. J\u00e1 o P\u00e9lico aconteceu de uma maneira engra\u00e7ada. O Zuza Homem de Mello, um dia, passou uma hora inteira falando sobre o P\u00e9lico para mim, mas eu n\u00e3o sabia como ele manejava a can\u00e7\u00e3o, porque eu n\u00e3o tinha ouvido nada. Antes de eu ouvir qualquer disco, ele me mostrou uma can\u00e7\u00e3o que tinha feito brincando com meu nome. Ent\u00e3o eu vi o jeito dele de pensar a can\u00e7\u00e3o. Ficamos muito amigos, pensamos de fazer coisas juntos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o tivemos tempo. Tanto ele quanto a Mallu e o Amarante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Mallu participa da m\u00fasica dos motoboys. Como \u00e9 essa sua vis\u00e3o deles?<\/strong><br \/>\n\u00c9 a revers\u00e3o do meio superaquecido (risos). \u00c9 quando voc\u00ea v\u00ea uma coisa que est\u00e1 sendo considerada muito chata, e voc\u00ea tenta olhar de outra maneira: ent\u00e3o os caras est\u00e3o l\u00e1 ganhando a vida desse jeito duro, e todos n\u00f3s com \u00f3dios deles. Como ser\u00e3o as fantasias deles e do que est\u00e1 em volta deles? Porque foi uma sa\u00edda de emprego. Aqui em S\u00e3o Paulo nem se fale. S\u00f3 n\u00e3o compreendo como as outras cidades ainda n\u00e3o t\u00eam (motoboys). Mas voc\u00ea chega na Inglaterra, ouve o barulho, e pensa: \u201cOlha um motoboy de S\u00e3o Paulo\u201d. A mesma motoca, o mesmo capacete, a mesma roupa: \u00e9 de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15798\" title=\"tomze_mallu\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tomze_mallu.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tomze_mallu.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tomze_mallu-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 colocou uma meta de quantas calcinhas v\u00e3o ser arremessadas no palco?<\/strong><br \/>\nAhhh, n\u00e3o. As calcinhas s\u00e3o no Rio&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As meninas de S\u00e3o Paulo n\u00e3o usam calcinha???<\/strong><br \/>\nHahaha, n\u00e3o fiz meta nenhuma porque n\u00e3o sabia que poderia ter aqui. No Rio, \u00e9 engra\u00e7ado isso, a primeira mo\u00e7a que jogou a calcinha (ela depois se apresentou como a primeira jogadora), a calcinha tinha o nome dela, a ideia, ent\u00e3o ela levou essa calcinha embrulhada pra jogar. Acho que ela entusiasmou as outras meninas, que de repente estavam ao lado de uma pessoa de confian\u00e7a, e pensaram: \u201cEu tamb\u00e9m posso jogar. N\u00e3o vai fazer falta, no Rio de Janeiro, com esse calor&#8230;\u201d. <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=N4ap7lFSM5o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ent\u00e3o incentivei<\/a>, e elas jogaram uma por\u00e7\u00e3o de calcinhas, depois eu lavei, fiz aquele neg\u00f3cio todo (devidamente registrado no v\u00eddeo <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ldPJD9S9Bcg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;A lavagem das calcinhas voadoras&#8221;<\/a>)&#8230; ser\u00e1 que (acontece) aqui em S\u00e3o Paulo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei. Vamos armar isso (risos). Voltando no tempo: como foi pra voc\u00ea o fim do mist\u00e9rio da capa de \u201cTodos os Olhos\u201d?<\/strong><br \/>\nSensacional. Eu n\u00e3o sabia dessa hist\u00f3ria que voc\u00ea falou que a menina tinha recebido um recibo&#8230; mas \u00e9 uma capa muito bonita mesmo. A Neusa imprimiu essa p\u00e1gina do Chico Andrade para eu ler, ele era s\u00f3cio do D\u00e9cio Pignatari, mas meus dias est\u00e3o t\u00e3o loucos que nem li isso. O D\u00e9cio tirou a ideia de uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cTodos os Olhos\u201d. Parece uma coisa humilhante para a mulher, mas considerando que durante toda a ditadura militar, esse (disco com o) cu estava exposto em uma vitrine na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, e a gente dizia, como quem estava fazendo um desaforo ao militarismo: \u201cVamos visitar o cu na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica\u201d, esse recibo pode ser encarado como um diploma de batalhadora contra a ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea estudou o samba, o pagode, a bossa, e esse agora pode at\u00e9 ser entendido como um estudo da Tropic\u00e1lia&#8230;<\/strong><br \/>\nN\u00e3o posso dizer que n\u00e3o, mas eu achava que estudos tinham que ser s\u00f3 tr\u00eas, porque tr\u00eas \u00e9 um n\u00famero m\u00e1gico. Por\u00e9m, (se a gente pensar assim), o \u201cDefeito de Fabrica\u00e7\u00e3o\u201d tamb\u00e9m \u00e9 um estudo dos defeitos..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tudo \u00e9 estudo (risos). Ent\u00e3o n\u00e3o vai surgir um \u201cEstudando o Forr\u00f3\u201d ou um \u201cEstudando o Rock\u201d?<\/strong><br \/>\nAh, n\u00e3o. Que pena, n\u00e9 (risos gerais). Mas outro dia uma coisa me chamou a aten\u00e7\u00e3o: o forr\u00f3 mat\u00e9ria pl\u00e1stica. O Chico C\u00e9sar, Secret\u00e1rio da Cultura na Para\u00edba, falou: \u201cCom dinheiro p\u00fablico eu n\u00e3o pago forr\u00f3 mat\u00e9ria pl\u00e1stica\u201d. Porque \u00e9 um tipo de coisa muito popular e tal. Mas dai me lembrei do Miles Davis, que todo tipo de som que aparecia, ele fazia um disco. Pensei: vou fazer como Miles Davis. Peguei umas m\u00fasicas de f\u00f3rro mat\u00e9ria pl\u00e1stica, e teve um neg\u00f3cio ali que fiquei com muita inveja, uma m\u00fasica espetacular do Calcinha Preta. Na \u00e9poca, mostrei para todo mundo que ia l\u00e1 minha casa. Apareceu o Vicente Barreto, que tira tudo, tentou, e eu disse: \u201cEst\u00e1 errado (risos). Forr\u00f3 mat\u00e9ria pl\u00e1stica n\u00e3o \u00e9 assim n\u00e3o, \u00e9 de outro jeito\u201d. Quem sabe&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obrigado, meu caro. Nos vemos no show&#8230;<\/strong><br \/>\nVamos fazer uma foto porque eu quero guardar e dizer aos outros que foi voc\u00ea que me deu a ideia&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do \u201cEstudando o Forr\u00f3\u201d?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o! Outra coisa que voc\u00ea falou! Me esqueci, mas vou lembrar. Me passa teu telefone que eu ligo quando lembrar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15801\" title=\"tom_amarante\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tom_amarante.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tom_amarante.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/tom_amarante-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Fotos: Tom Z\u00e9 na Virada Cultural de S\u00e3o Paulo, por Marcelo Costa; Tom Z\u00e9 e Mallu Magalh\u00e3es, por Natura Musical; Daniel Maia, Tom Z\u00e9 e Rodrigo Amarante, por Flickr de Tom Z\u00e9<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nTom Z\u00e9 n\u00e3o para. Aos 75 anos e com um novo \u00e1lbum na bagagem, o m\u00fasico \u00e9 t\u00e3o irrequieto que fotografa-lo \u00e9 um desafio.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/17\/entrevista-tom-ze\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":44259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1752],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15791"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44262,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15791\/revisions\/44262"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}