{"id":15673,"date":"2012-09-10T22:06:23","date_gmt":"2012-09-11T01:06:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15673"},"modified":"2025-07-04T01:38:53","modified_gmt":"2025-07-04T04:38:53","slug":"demanda-reprimida-por-oasis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/10\/demanda-reprimida-por-oasis\/","title":{"rendered":"Demanda reprimida por Oasis: h\u00e1 momentos em que a m\u00fasica morre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15674\" title=\"oasis1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL 20<br \/>\nDemanda Reprimida por Oasis<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 momentos em que a m\u00fasica morre. Acho que todos conhecem algum peda\u00e7o da enorme letra de &#8220;American Pie&#8221;, de Don McLean, na qual ele encaminha a can\u00e7\u00e3o para o refr\u00e3o ao mencionar certo &#8220;dia em que a m\u00fasica morreu&#8221;. Ele se referia ao fat\u00eddico 3 de fevereiro de 1959, quando um acidente a\u00e9reo no Estado norte-americano de Iowa vitimou Richie Valens, Big Bopper e Buddy Holly, al\u00e9m do piloto Roger Peterson. Se resolvermos nos aventurar pela hist\u00f3ria do rock, veremos seu nascimento l\u00e1 pela metade da d\u00e9cada de 1950, atrav\u00e9s da fus\u00e3o de r&amp;b, blues e country, tudo reempacotado pela necessidade de pensar em algo para distrair uma juventude que surgia com potencial comercial na primeira d\u00e9cada do p\u00f3s-guerra. Eram os primeiros felizardos que experimentavam a tranquilidade de n\u00e3o ir pra guerra, de n\u00e3o ver sua casa destru\u00edda por um bombardeio qualquer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros astros do rock foram tra\u00eddos por uma implac\u00e1vel censura imposta pela Am\u00e9rica racista e seletiva, na qual era necess\u00e1rio astros brancos ou embranquecidos socialmente, para fazer sucesso. Valens e Holly eram tripulantes desse navio em que viajavam Elvis, Bill Halley, Little Richard, Chuck Berry, entre outros. Ao contr\u00e1rio do que parece, o pr\u00f3prio rock era algo absolutamente underground, tendo em Elvis o seu primeiro momento de gl\u00f3ria comercial, aquele sujeito branco que cantava e dan\u00e7ava como negro. Que podia ser religioso e profano ao mesmo tempo. Em meio a isso, o acidente a\u00e9reo mata o promissor Buddy Holly, favorito de um jovem Paul McCartney, que o imitava na sua Liverpool cinquentista. O rock retrocedeu, s\u00f3 foi estourar devidamente a partir dos Beatles. E, o tal &#8220;dia em que a m\u00fasica morreu&#8221; passou a ser um indicativo \u2013 for\u00e7ado ou n\u00e3o \u2013 de troca de pele, de mudan\u00e7a, de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15675\" title=\"oasis2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia 26 de agosto de 1997 \u00e9 outro exemplo desses momentos de transforma\u00e7\u00e3o. Claro que a mudan\u00e7a n\u00e3o ocorre naquele dia exato, h\u00e1 suas consequ\u00eancias naturais que se fazem notar mais tarde ou mais cedo. Mas, ao olharmos para tr\u00e1s em busca de explica\u00e7\u00f5es, quase sempre seremos capazes de notar o dia que marca aquele processo. Neste dia em especial, houve o lan\u00e7amento do terceiro disco do Oasis, \u201cBe Here Now\u201d, devidamente massacrado pelo senso comum da \u00e9poca, que dizia que o rock n\u00e3o podia mais ser como as can\u00e7\u00f5es do disco insinuavam. N\u00e3o podia ser grandiloquente, n\u00e3o podia ser megaloman\u00edaco, n\u00e3o podia ser junkie, muito menos um produto de uma tens\u00e3o permanente entre irm\u00e3os compositores, cantores e donos de uma banda que podia responder como a maior do planeta. N\u00e3o, \u201cBe Here Now\u201d estava fora de tempo e de espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, houve cr\u00edticas negativas, fofocas sobre quantidades enormes de coca\u00edna nos est\u00fadios, toda sorte de desaven\u00e7a entre os irm\u00e3os Liam e Noel Gallagher, todo um bafaf\u00e1 bem t\u00edpico da pior imprensa do planeta, a brit\u00e2nica. O fato ineg\u00e1vel \u00e9 que \u201cBe Here Now\u201d era um puta disco de rock. Os Gallagher, sobretudo Noel, queriam fazer hist\u00f3ria com ele. J\u00e1 vinham fazendo, desde o lan\u00e7amento de sua estreia, \u201cDefinitely Maybe\u201d, tr\u00eas anos antes, a bordo do estouro da boiada britpop. \u00c9 bom lembrar que o Oasis n\u00e3o era uma das bandas capit\u00e3s do movimento, talvez esse posto coubesse melhor ao Blur. Ineg\u00e1vel observar que o britpop s\u00f3 foi mais plural e forte ap\u00f3s a chegada dos Gallagher, que eram mais versados na linguagem do rock internacional, por assim dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15676\" title=\"oasis3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"269\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esque\u00e7am a briguinha entre Oasis e Blur, obra da imprensa brit\u00e2nica, tentando reeditar rusgas (que nunca tiveram lugar, diga-se de passagem) entre Beatles e Stones. De um lado ficavam os meninos certinhos, cultos e de classe m\u00e9dia do Blur, antagonizando com os broncos, beberr\u00f5es e toscos oper\u00e1rios de Manchester. Apesar de gostar de ambas e ter certeza que o terceiro disco do Blur, \u201cParklife\u201d, \u00e9 um dos melhores de todos os tempos, eu preferia Oasis na \u00e9poca. O som deles era o \u00fanico que parecia n\u00e3o ligar para os downsizings impostos pelo punk e pelo rock alternativo das d\u00e9cadas anteriores, mas, de alguma forma, carregava em seu genoma esses elementos. O Oasis n\u00e3o era uma banda qualquer, n\u00e3o foi planejado para ser uma banda qualquer, foi erguida ap\u00f3s algu\u00e9m dizer que queria governar o mundo. \u201cBe Here Now\u201d \u00e9 esse desejo revelado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sen\u00e3o vejamos. Outro dia estava eu no Facebook e decidi postar o clipe de &#8220;Stand By Me&#8221;, quarta faixa de \u201cBe Here Now\u201d. A quantidade imediata de manifesta\u00e7\u00f5es positivas, seja em &#8220;curtir&#8221;, seja em coment\u00e1rios, me surpreendeu. Longe de ser uma unanimidade, o terceiro disco do Oasis mostrava ali uma plateia fiel, de gente que era f\u00e3 ou n\u00e3o da banda e que apontava pelos motivos certos ou plaus\u00edveis, seus motivos para o entendimento e aceita\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es de Noel e Liam ao parir um disco t\u00e3o descaradamente grandioso. Vieram coment\u00e1rios sobre o primeiro single, &#8220;D&#8217;You Know What I Mean&#8221;, cujo clipe \u00e9 uma superprodu\u00e7\u00e3o apocal\u00edptica, rivalizando em imagens com o rocambole musical que os irm\u00e3os engendraram, cheio de efeitos, samplers, vozes em off, grava\u00e7\u00f5es ao contr\u00e1rio. Ainda \u00e9 a minha predileta do disco, seguida de perto por &#8220;All Around The World&#8221; e da pr\u00f3pria &#8220;Stand By Me&#8221;, com &#8220;Don&#8217;t Go Away&#8221; correndo por fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15677\" title=\"oasis4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o \u00faltimo disco de rock dos anos 90. Talvez tenha sido o \u00faltimo disco de rock a ser feito no mundo, na minha humilde opini\u00e3o. Lan\u00e7ado em 21 de agosto de 1997, o disco marca um desses dias em que a m\u00fasica morre. Pouco tempo antes, mais precisamente em 1\u00ba de julho do mesmo ano, o Radiohead lan\u00e7ava a semente que acabaria com o j\u00e1 decadente britpop, seu terceiro disco, \u201cOK Computer\u201d. Outros dois discos lan\u00e7ados nesse ano ainda mostram o poder de fogo das bandas da \u00e9poca: o quinto disco do Blur, com o sucesso de &#8220;Song 2&#8221;, e a viagem espacial do Spiritualized, em \u201cLadies And Gentlemen, We Are Floating In Space\u201d. Ambos seguiam a proposta de sair do marasmo e adentrar novos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Blur flertava com o rock alternativo norte-americano atrav\u00e9s do interesse do guitarrista Graham Coxon enquanto Jason Pierce, do Spiritualized, erguia uma \u00f3pera c\u00f3smica, na qual drogas l\u00edcitas ou n\u00e3o, podiam conviver com os fantasmas das diferentes fases de Elvis com tijolos arrematados dos walls of sound de Phil Spector. Das quatro possibilidades, apenas uma permaneceu. O Radiohead trouxe a certeza do fim do mundo, ou melhor, da esteriliza\u00e7\u00e3o do mundo, atrav\u00e9s de seu disco. Tudo se transformou num terreno \u00e1rido e frio, como uma esp\u00e9cie de p\u00f3s-mundo. Modificou a m\u00fasica feita na Inglaterra e abriu espa\u00e7o para algo ainda mais distante e pl\u00e1stico, que se materializaria nos dois discos seguintes, \u201cKid A\u201d e \u201cAmnesiac\u201d. A chegada de \u201cIs This It\u201d, o primeiro disco dos Strokes, em 2001, acabou de ferir de morte aquele rock que est\u00e1 em \u201cBe Here Now\u201d. Sai a m\u00fasica maior que a vida e entram pequenas polaroides de uma Nova York do s\u00e9culo XXI \u2013 com os cornos de 1979\/80 \u2013 para consumo de uma juventude com processador pentium em lugar do c\u00e9rebro. Deu no que deu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15690\" title=\"oasis5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis5.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/oasis5-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 fato que o Oasis deve voltar em alguns anos. Mesmo que a carreira solo de Noel Gallagher seja consistente e interessante e que o Beady Eye de Liam n\u00e3o seja l\u00e1 o horror que todos pensam. O lugar dos irm\u00e3os \u00e9 numa porrada de est\u00fadio, decidindo quem faz o que melhor que o outro. Desta tens\u00e3o e desejo de ganhar o mundo vieram algumas das melhores e \u00faltimas can\u00e7\u00f5es de rock feitas neste mundo. Voc\u00ea pode argumentar que o pr\u00f3prio Oasis lan\u00e7aria discos legais depois e eu vou concordar, dizendo que todos os \u00e1lbuns da banda t\u00eam, pelo menos, tr\u00eas can\u00e7\u00f5es perfeitas em seus respectivos tracklists. Tamb\u00e9m vou refutar qualquer opini\u00e3o que diga que o Oasis copiava os Beatles ou que reclame da voz anasalada de Liam ou que tenha o topete de dizer que suas m\u00fasicas eram todas parecidas. Oasis \u00e9 banda de amigos, de confort music, de rock de macho. D\u00e1 pena de ver hordas de jovens, com processadores pentium cada vez mais r\u00e1pidos na cabe\u00e7a, indo atr\u00e1s de bandas mais e mais coxinhas, num mundo em que o Coldplay e o Maroon 5 s\u00e3o exemplos de gente &#8220;que chegou l\u00e1&#8221; e o Foo Fighters \u00e9 a ep\u00edtome do rock energ\u00e9tico de guitarras. O Oasis, mesmo com todo o marketing, era uma porrada na porta desse olimpo de falso rock politicamente correto e feito em laborat\u00f3rio para agradar gente com cada vez menos no\u00e7\u00e3o das coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, aponto o dia 26 de agosto de 1997 como sendo, oficialmente, um dia em que a m\u00fasica morreu. E, infelizmente, o que nasceu l\u00e1 em 25 de setembro de 2001 me \u00e9 muito, muito estranho e indigesto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Oasis - Be Here Now - 1997 (FULL ALBUM)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A2ESd3zItIs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista, f\u00e3 de m\u00fasica e respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell e pelo podcast <a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Atemporal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Kid A&#8221;, o Radiohead no topo do mundo, por Luis Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Amnesiac&#8221;, o Radiohead na vanguarda do rock, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Uma pequena obra prima chamada \u201cLadies and Gentlemen We Are Floating in Space&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/10\/black-sabbath-u2-e-spiritualized\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Noel Gallagher ao vivo em S\u00e3o Paulo, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/noel-gallagher-ao-vivo-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Oasis ao vivo em S\u00e3o Paulo e Curitiba, por Marcelo Costa e Murilo Basso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/2009\/05\/11\/oasis-em-sao-paulo-e-curitiba\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDefinitely Maybe\u201d, do Oasis, Faixa a Faixa por Ricardo Moscarelli (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/faixaoasis.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDig Out Your Soul\u201d, o 7\u00ba \u00e1lbum de est\u00fadio dos Gallagher faz bonito, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/30\/500-toques-the-verve-damon-albarn-e-oasis\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Oasis ao vivo no Rock In Rio III, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/oasis_rir.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cDon\u2019t Believe The Truth\u201d: Nenhuma banda envelheceu tanto quanto o Oasis (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musicadois\/oasisbelievetruth.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHeathen Chemistry\u201d: o bom e velho Oasis, para o bem e para o mal (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musicadois\/oasisnovo.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cFamiliar To Millions\u201d: \u201cN\u00e3o tem nenhum Simple Minds aqui em cima n\u00e3o\u201d (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/blurbestresenha.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Livro: \u201cAscens\u00e3o e Queda do Britpop\u201d, de John Harris, por Mateus Ribeirete (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/19\/livros-a-ascencao-e-a-queda-do-britpop\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Be Here Now&#8221; foi o \u00faltimo disco de rock dos anos 90? 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