{"id":15454,"date":"2012-08-13T23:34:17","date_gmt":"2012-08-14T02:34:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15454"},"modified":"2019-11-28T11:55:03","modified_gmt":"2019-11-28T14:55:03","slug":"discografia-comentada-alanis-morissette","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/","title":{"rendered":"Discografia: Alanis Morissette"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15455\" title=\"alanis\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renata Arruda<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00cdcone feminino em meados dos anos 90, Alanis Morissette come\u00e7ou sua carreira no Canad\u00e1 quando ainda era uma adolescente. Estourou mundialmente em 1995 cantando sobre raiva e frustra\u00e7\u00e3o em performances en\u00e9rgicas, escoltada pelos longos cabelos que se tornaram sua marca registrada. Letras maduras para a sua idade e uma gaita tocada sem t\u00e9cnica alguma, fizeram com que Alanis fosse precocemente considerada uma esp\u00e9cie de \u201cBob Dylan da sua gera\u00e7\u00e3o\u201d. Mas a cantora n\u00e3o se sentia em paz com o   sucesso (o disco que a apresentou ao mundo, \u201cJagged Little Pill\u201d, vendeu 19 milh\u00f5es apenas nos anos 90; hoje j\u00e1 alcan\u00e7ou a marca de 33 milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidas) e antes que abandonasse a carreira e abrisse um bar, recrutou sua m\u00e3e e duas amigas para fazer uma viagem de auto-conhecimento, que incluiu Cuba e \u00cdndia no roteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, Alanis parece ter dado \u00e0s costas ao showbiz e procurado fazer o que queria, ora abandonando de vez sua gaita e arriscando sonoridades diferentes; ora assumindo a tarefa de compor e produzir sozinha suas m\u00fasicas, buscando afastar de si mesma o fantasma de ser vista como \u201ccantora fabricada por um produtor\u201d. A premissa de fazer dos seus \u00e1lbuns recortes de cada per\u00edodo da sua vida se mant\u00e9m fiel desde a escolha dos t\u00edtulos (geralmente pin\u00e7ados dos versos de suas can\u00e7\u00f5es): todos d\u00e3o a pista sobre os temas que iremos ouvir a cada novo lan\u00e7amento. E, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de breves momentos como o lan\u00e7amento do seu \u201cMTV Unplugged\u201d no final de 1999, ou um single que eventualmente estoura nas r\u00e1dios (como \u201cHands Clean\u201d, em 2002) a cada lan\u00e7amento, Alanis parece n\u00e3o conseguir conquistar o interesse de cr\u00edtica e p\u00fablico, mantendo sua relev\u00e2ncia apenas pelod feitos no in\u00edcio da carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta discografia tenta jogar luz no trabalho muitas vezes deixado de lado da prol\u00edfica e premiada compositora, dona de mais de 150 composi\u00e7\u00f5es conhecidas, espalhadas em dez \u00e1lbuns, dezenas de colabora\u00e7\u00f5es e mais outra dezena de trabalhos diversos em 21 anos de uma carreira onde mais que reclamar de ex-namorados, Alanis escreveu pequenas cr\u00f4nicas sobre a ilus\u00e3o da fama, feminismo, religi\u00e3o, sociedade, comportamento, fam\u00edlia e depress\u00e3o procurando n\u00e3o se envolver em pol\u00eamicas vazias e levantar bandeiras que n\u00e3o as sociais \u2013 pelo que foi homenageada com o pr\u00eamio Global Tolerance em 2001, dado pela ONU por sua \u201ccontribui\u00e7\u00e3o para a toler\u00e2ncia no mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale a pena mencionar tamb\u00e9m que seu relacionamento com o Brasil n\u00e3o podia ser melhor: tendo um dos seus maiores mercados por aqui, Alanis passou alguns anos sob contrato de exclusividade com a Rede Globo, que incluiu v\u00e1rias de suas m\u00fasicas em novelas e contou inclusive com uma participa\u00e7\u00e3o da cantora em \u201cCelebridade\u201d. Em 2009, Alanis, desembarcou por aqui para uma s\u00e9rie de onze shows e sua passagem pelo Nordeste causou tanto barulho que ela chegou a comentar estar se sentindo de volta aos velhos tempos. Neste ano, Alanis escolheu o Brasil para iniciar sua turn\u00ea de lan\u00e7amento do seu novo \u00e1lbum, \u201cHavoc and Bright Lights\u201d, e vem declarando em v\u00e1rias entrevistas que o pa\u00eds \u00e9 um dos seus lugares preferidos no mundo. Abaixo, Alanis, disco a disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15456\" title=\"alanis1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiros Anos: Alanis e Now Is The Time, 1991-92<\/strong><br \/>\nAlanis tinha apenas 17 anos em 1991, quando lan\u00e7ou o seu primeiro disco no Canad\u00e1 pelo selo MCA (que nos anos 60 atendia pelo nome de Decca, primeira gravadora dos Rolling Stones). \u201cAlanis\u201d, o \u00e1lbum, rendeu um disco de platina \u00e0 cantora (100 mil c\u00f3pias vendidas) e um Juno Awards como Cantora Mais Promissora do Ano. Composto em parceria com Leslie Howe e puxado pelo single \u201cToo Hot\u201d, o \u00e1lbum fez Alanis despontar no pa\u00eds como cantora adolescente de dance-pop, com direto a clipes cheios de dan\u00e7arinos e coreografias no palco. No ano seguinte saiu \u201cNow Is The Time\u201d \u2013 disco de baladas que recebeu pouca aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e fez com que a MCA n\u00e3o renovasse seu contrato. Aos 19, sem contrato e desiludida com os rumos da sua breve carreira, Alanis decide sair do Canad\u00e1 e tentar a sorte nos Estados Unidos. Inspirada pelo tom confessional do \u00e1lbum \u201cLittle Earthquakes\u201d, de Tori Amos, escreve sobre seus pr\u00f3prios problemas e vai bater na porta do produtor Glen Ballard, que a ajuda a compor o seu \u00e1lbum de estreia mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15457\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"alanis2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis2.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Jagged Little Pill, 1995<\/strong><\/span><br \/>\nMelhor e mais importante disco da carreira de Alanis, \u201cJagged Little Pill\u201d demorou a ser aceito por uma gravadora sendo lan\u00e7ado sem grandes expectativas pelo ent\u00e3o selo de Madonna (e bra\u00e7o da Warner), Maverick. Com a produ\u00e7\u00e3o de Ballard, apostando no rock alternativo para as letras diretas de Alanis, o \u00e1lbum alcan\u00e7ou o n\u00famero 1 da Billboard durante v\u00e1rias semanas, conquistou quatro pr\u00eamios Grammy e entrou para o Guiness Book como o disco de estreia feminino mais vendido no mundo (hoje j\u00e1 ultrapassa a marca de 30 milh\u00f5es de c\u00f3pias) \u2013 apesar de n\u00e3o ter sido seu disco de estreia. No repert\u00f3rio, can\u00e7\u00f5es que funcionaram como catarse para a raiva reprimida de uma Alanis p\u00f3s-adolescente frustrada com os rumos da pr\u00f3pria vida. Tanta frustra\u00e7\u00e3o levou o \u00e1lbum a emplacar os cinco singles lan\u00e7ados (da rancorosa \u201cYou Oughta Know\u201d \u2013 que conta com a participa\u00e7\u00e3o de Flea no baixo e Dave Navarro na guitarra \u2013, \u00e0 balada rom\u00e2ntica \u201cHead Over Feet\u201d; passando pelo otimismo de \u201cYou Learn\u201d e \u201cHand in My Pocket\u201d e o maior hit do CD, \u201cIronic\u201d) e elevou Alanis ao t\u00edtulo de rock star que influenciaria toda uma gera\u00e7\u00e3o de cantoras que v\u00e3o de Michelle Branch a Katy Perry (e gerou at\u00e9 clones como a eslovena Zuzana Smatanova). O sucesso obrigou Alanis a realizar uma extensa turn\u00ea de um ano meio ao redor do mundo e a cantora come\u00e7ou a sentir a press\u00e3o, chegando quase a cancelar alguns shows devido \u00e0 estafa. J\u00e1 no final da turn\u00ea, Alanis  passou a apresentar algumas m\u00fasicas novas que compunha na estrada, a maioria dispon\u00edvel apenas em bootlegs (como \u201cA Year Like This One\u201d, onde Alanis desabafa: \u201cDepois de um ano como esse, estou surpresa por amar a m\u00fasica ainda do mesmo jeito\u201d). Apesar de ter ficado conhecida pela \u201craiva contra ex-namorados\u201d, no disco Alanis aborda tamb\u00e9m quest\u00f5es como chefes abusivos (\u201cRight Through You\u201d), press\u00f5es familiares (\u201cPerfect\u201d), f\u00e9 cat\u00f3lica (\u201cForgiven\u201d) e depress\u00e3o (\u201cMary Jane\u201d). H\u00e1 ainda uma faixa-b\u00f4nus escondida (\u201cYour House\u201d), onde Alanis canta a capella.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cForgiven\u201d, \u201cMary Jane\u201d, \u201cHead Over Feet\u201d, \u201cYou Learn\u201d,\u201dYou Oughta Know\u201d, \u201cIronic\u201d, \u201cHand in My Pocket\u201d<br \/>\nNota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15458  aligncenter\" title=\"alanis3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Supposed Former Infatuation Junkie, 1998<\/strong><br \/>\nEm 1997 chegou \u00e0s r\u00e1dios \u201cUninvited\u201d, m\u00fasica que faz parte da trilha do filme \u201cCidade dos Anjos\u201d (\u201cCity of Angels\u201d), primeira can\u00e7\u00e3o que Alanis arriscou compor sozinha (com produ\u00e7\u00e3o assinada pela pr\u00f3pria cantora em parceria com Rob Cavallo) e que lhe valeu dois pr\u00eamios Grammy. No mesmo ano, uma Alanis desiludida com a fama partiu como mochileira em uma viagem de duas semanas para \u00cdndia, aonde chegou a contrair uma virose s\u00e9ria que quase a matou e a inspirou a escrever \u201cThank U\u201d, primeira m\u00fasica de trabalho do seu segundo \u00e1lbum, \u201cSupposed Former Infatuation Junkie\u201d, um disco que abandona a crueza das guitarras de \u201cJagged Little Pill\u201d para introduzir novos instrumentos: surgem os sintetizadores, as cordas, a flauta (\u201cThat I Would Be Good\u201d) e uma presen\u00e7a maior da percuss\u00e3o. Considerado pela cantora como o seu \u201cdisco de foda-se\u201d, \u201cSupposed&#8230;\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de transi\u00e7\u00e3o cujas dezoito faixas apontam para v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es: do rock alternativo (\u201cJoining You\u201d) ao pop (\u201cOne\u201d), passando pelo dance rock (\u201cSo Pure\u201d) e o industrial (\u201cSympathetic Character\u201d; \u201cWould Not Come\u201d). Como um \u00e1lbum reflexivo, s\u00e3o longas letras, algumas escritas em fluxo de consci\u00eancia (e \u00e9 poss\u00edvel encontrar ecos da literatura beat \u2013 uma influ\u00eancia assumida \u2013 em can\u00e7\u00f5es como \u201cBaba\u201d ou no poema musicado \u201cThe Couch\u201d), principalmente sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com a fama e com as quest\u00f5es familiares e amorosas n\u00e3o resolvidas durante a \u00e9poca em que alcan\u00e7ou o estrelato. Aqui, Alanis mant\u00e9m a parceria com Glen Ballard, mas apresenta mais quatro composi\u00e7\u00f5es inteiramente pr\u00f3prias (\u201cAre You Still Mad?\u201d; \u201cSympathetic Character\u201d; \u201cHeart of the House\u201d; \u201cYour Congratulations\u201d) e tamb\u00e9m assina a co-produ\u00e7\u00e3o. Mesmo vendendo menos que o anterior, \u201cSupposed&#8230;\u201d chegou a ser o segundo \u00e1lbum feminino com a melhor estreia na Billboard, vendendo mais de 470 mil c\u00f3pias na primeira semana e foi premiado em 2000 como Melhor \u00c1lbum no Juno Awards. No Brasil, fez grande sucesso com a balada \u201cThat I Would Be Good\u201d presente na novela global \u201cSuave Veneno\u201d. Como parte da divulga\u00e7\u00e3o da turn\u00ea em 1999, o \u00e1lbum foi relan\u00e7ado no Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia incluindo como b\u00f4nus a vers\u00e3o demo de \u201cUninvited\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cJoining You\u201d, \u201cSo Pure\u201d, \u201cThat I Would Be Good\u201d, \u201cThank U\u201d, \u201cBaba\u201d, \u201cSympathetic Character\u201d, \u201cOne\u201d<br \/>\nNota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15459  aligncenter\" title=\"alanis4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis4.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis4.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis4-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis4-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Under Rug Swept, 2002<\/strong><br \/>\nPronto em 2001, \u201cUnder Rug Swept\u201d sofreu altera\u00e7\u00f5es na data de lan\u00e7amento devido a algumas diverg\u00eancias: de um lado, a gravadora estava insatisfeita com o tracklist original; Alanis, por sua vez, amea\u00e7ava deixar a Maverick caso o disco n\u00e3o tivesse \u201cuma divulga\u00e7\u00e3o decente\u201d. A faixa \u201cUtopia\u201d \u2013 uma esp\u00e9cie de \u201cImagine\u201d da Alanis \u2013 foi  liberada para as r\u00e1dios no final do ano em resposta \u00e0 reviravolta mundial que seguiu os atentados de 11 de Setembro, e o disco acabou sendo lan\u00e7ado no in\u00edcio de 2002. Alardeado como uma esp\u00e9cie de \u201cvolta \u00e0s ra\u00edzes\u201d (e contando novamente com a colabora\u00e7\u00e3o de Flea em \u201cNarcissus\u201d e com a de Dean DeLeo na guitarra que abre o disco em \u201c21 Things I Want In a Lover\u201d e na enjoadinha \u201cPrecious Illusions\u201d), o \u00e1lbum apresenta um pop rock acima da m\u00e9dia, mas pouco original, e o grande m\u00e9rito est\u00e1 no esfor\u00e7o de Alanis em t\u00ea-lo composto e produzido completamente sozinha. Est\u00e1 presente no disco a bem-sucedida \u201cHands Clean\u201d, que causou pol\u00eamica quando Alanis revelou se tratar sobre seu relacionamento aos 14 anos com um homem mais velho (acredita-se ser o produtor Leslie Howe), configurando em um caso de estupro estatut\u00e1rio. Mas longe de apontar os dedos, a compreens\u00e3o \u00e9 sentimento predominante no disco \u2013 caso da interessante \u201cA Man\u201d, onde assume um eu-l\u00edrico masculino para demonstrar solidariedade ao homem moderno \u2013 e traz algumas pequenas p\u00e9rolas como a cativante \u201cSo Unsexy\u201d ou a balada \u201cFlinch\u201d \u2013 mais uma a fazer sucesso no Brasil ao entrar para trilha de novela. Pelo feito, foi premiada como Produtora do Ano no Juno Awards de 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cHands Clean\u201d, \u201cSo Unsexy\u201d, \u201cA Man\u201d, \u201cFlinch\u201d<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15460  aligncenter\" title=\"alanis5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Feast on Scraps, 2002<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m em 2002, foi lan\u00e7ado o EP \u201cFeast on Scraps\u201d (em vers\u00e3o avulsa ou acompanhando o DVD de mesmo nome) com oito sobras de \u201cUnder Rug Swept\u201d &#8211; incluindo as faixas cortadas do repert\u00f3rio original. \u201cFeast on Scraps\u201d curiosamente dialoga com o segundo \u00e1lbum de Alanis, causando estranheza na primeira audi\u00e7\u00e3o. Menos radiof\u00f4nico e repleto de refr\u00f5es barulhentos, o EP tem o m\u00e9rito de conter algumas das melhores letras de Alanis em can\u00e7\u00f5es que ora s\u00e3o baladas doloridas sobre fim de  relacionamento (a bela \u201cSimple Together\u201d), ora cutucam o feminismo (\u201cSister Blister\u201d); havendo ainda espa\u00e7o para comentar o rompimento com o Canad\u00e1 no in\u00edcio da carreira (\u201cUnprodigal Daughter\u201d) e o medo de aproveitar a fama  (\u201cFear of Bliss\u201d) &#8211; estas duas contando tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de Dean DeLeo na guitarra. \u00c9 neste \u00e1lbum que est\u00e1 presente a faixa \u201cOffer\u201d &#8211; enorme sucesso no Brasil na trilha da novela \u201cCelebridade\u201d e uma vers\u00e3o ac\u00fastica de \u201cHands Clean\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cSister Blister\u201d, \u201cSimple Together\u201d, \u201cFear of Bliss\u201d<br \/>\nNota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15461  aligncenter\" title=\"alanis6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>So-Called Chaos, 2004<\/strong><br \/>\nDisposta a inaugurar um novo cap\u00edtulo na sua vida, Alanis retorna com um \u00e1lbum que retrata as mudan\u00e7as na sua vida pessoal: felicidade pelo noivado com o ator Ryan Reynolds e o desejo de liberdade que fez com que chegasse a cortar as madeixas atr\u00e1s das quais se escondeu durante 15 anos. Tal desejo \u00e9 exposto na faixa-t\u00edtulo (a mais interessante do disco), onde canta \u201cEu quero correr nua pelas ruas \/ Eu quero convidar esse dito caos que voc\u00ea acha que eu n\u00e3o ousaria\u201d em contraste \u00e0s nocivas amarras da vida moderna que dita nos versos. Produzido por Alanis e John Shanks, com produ\u00e7\u00e3o adicional de Tim Thorney, \u201cSo-Called Chaos\u201d \u00e9 considerado o \u00e1lbum mais fraco de sua carreira, e n\u00e3o cumpre a promessa do t\u00edtulo: o que ouvimos s\u00e3o can\u00e7\u00f5es pregui\u00e7osas onde grande parte das m\u00fasicas obedece a mesma estrutura clich\u00ea (in\u00edcio lento, refr\u00e3o barulhento). Mesmo tentando um toque oriental com a inclus\u00e3o de uma c\u00edtara em \u201cKnees of My Bees\u201d (m\u00fasica composta para Ryan), o \u00e1lbum \u00e9 insosso e esquec\u00edvel \u2013 at\u00e9 mesmo para Alanis que praticamente o ignora nos shows. Apesar disso, com \u201cSo-Called Chaos\u201d vimos Alanis protagonizar um momento marcante: o primeiro verso de \u201cEverything\u201d precisou ser alterado para tocar nas r\u00e1dios americanas (trocando a palavra \u2018asshole\u2019 por \u2018nightmare\u2019), e a cantora apareceu no palco do Juno Awards com um macac\u00e3o cor da pele mostrando seios e falsos pelos pubianos em protesto contra a hipocrisia da sociedade norte-americana que \u201ccensura letras de m\u00fasicas mas n\u00e3o corpos nus na TV\u201d. Dos raros momentos interessantes, \u201cEight Easy Steps\u201d poderia ter se salvado com uma produ\u00e7\u00e3o mais inspirada. O CD possui alguns b\u00f4nus multim\u00eddia, como o making of das grava\u00e7\u00f5es, uma vers\u00e3o ac\u00fastica da sonolenta \u201cThis Grudge\u201d, um curta e dois v\u00eddeos ao vivo (\u201cExcuses\u201d e \u201cEight Easy Steps\u201d). A vers\u00e3o nacional traz ainda a can\u00e7\u00e3o \u201cOffer\u201d como b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cSo-Called Chaos\u201d, \u201cEight Easy Steps\u201d, \u201cEverything\u201d<br \/>\nNota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15462\" title=\"alanis7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis7.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Flavors of Entanglement, 2008<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o rompimento repentino do relacionamento com Reynolds, que levou a cantora \u00e0 uma profunda depress\u00e3o \u2013 fazendo com que engordasse v\u00e1rios quilos e mal conseguisse cantar no palco \u2013, Alanis voltou com o CD que considerou ser seu \u201crenascimento de f\u00eanix ap\u00f3s atingir o fundo do po\u00e7o\u201d. O \u00e1lbum surpreendeu cr\u00edtica e f\u00e3s ao apostar em influ\u00eancias da m\u00fasica eletr\u00f4nica, chegando a um resultado que dialoga com \u201cSupposed&#8230;\u201d. Para compor o disco, Alanis recrutou o produtor Guy Sigsworth e contou com a colabora\u00e7\u00e3o de Andy Page e Sean McGhee \u2013 este aparecendo tamb\u00e9m nos backing vocals, algo que Alanis n\u00e3o usava desde os primeiros anos da carreira. Al\u00e9m da m\u00fasica eletr\u00f4nica, Alanis busca influ\u00eancias na m\u00fasica indiana como nas escalas utilizadas em \u201cCitizen of The Planet\u201d, rock que abre o disco e deixa um estranho ar de Evanescence \u2013 o que se repete na dark eletro-industrial \u201cVersions of Violence\u201d. Repleto de raiva e sofrimento, \u201cFlavors of Entanglement\u201d \u00e9 assumidamente um \u00e1lbum de fim de relacionamento (explicitado na constrangedora \u201cTorch\u201d, onde a cantora apresenta uma lista sobre o que sente falta no ex) e marca o in\u00edcio do per\u00edodo onde Alanis passa assumir a m\u00fasica como uma esp\u00e9cie de auto-ajuda: ao compartilhar seus sentimentos, estaria ajudando seus f\u00e3s com os deles; e ainda, como uma forma de discutir o macro atrav\u00e9s do micro \u2013 o single \u201cUnderneath\u201d \u00e9 um exemplo desta premissa. Os bons momentos ficam por conta da trip-hop \u201cMoratorium\u201d, da balada \u201cNot As We\u201d, onde exp\u00f5e honestamente sua \u201cida ao fundo do po\u00e7o\u201d, e a melanc\u00f3lica \u201cTapes\u201d, m\u00fasica que remete aos velhos tempos e poderia estar em qualquer um dos seus tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns. Ainda que a pr\u00f3pria Alanis tenha admitido n\u00e3o ser seu melhor \u00e1lbum, \u201cFlavors of Entanglement\u201d recebeu um Juno em 2009 como Melhor \u00c1lbum Pop do Ano e tamb\u00e9m ganhou uma vers\u00e3o dupla (importada) trazendo um CD b\u00f4nus com cinco m\u00fasicas in\u00e9ditas, que v\u00e3o de bobagens como \u201cOn The Tequila\u201d \u00e0 redonda \u201cOrchid\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cTapes\u201d, \u201cNot As We\u201d, \u201cMoratorium\u201d, \u201cOrchid\u201d<br \/>\nNota: 5,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15463  aligncenter\" title=\"alanis8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Havoc and Bright Lights, 2012<\/strong><br \/>\nNo mesmo ano em que terminou a turn\u00ea de \u201cFlavors&#8230;\u201d, Alanis n\u00e3o renovou seu contrato com a Maverick \u2013 definindo sua rela\u00e7\u00e3o com a gravadora como \u201cabusiva\u201d e baseada em brigas. Sem gravadora, Alanis gravou suas novas can\u00e7\u00f5es em um est\u00fadio provis\u00f3rio montado na sua casa e fechou parceria com o Collective Sounds para lan\u00e7ar seu novo \u00e1lbum, \u201cHavoc and Bright Lights\u201d (cujo lan\u00e7amento mundial est\u00e1 marcado para 22 de agosto, embora o disco esteja circulando ilegalmente pela internet desde o dia 31 de julho). Com lan\u00e7amento no Brasil pelo selo Lab 344, \u201cHavoc&#8230;\u201d inicialmente foi gravado com Guy Sigsworth, depois retrabalhado com o produtor Joe Chicarelli e \u2013 entre a dark \u201cNumb\u201d, as baladas \u201cHavoc\u201d e \u201c&#8217;Til You\u201d e o pop inofensivo representado por \u201cEmpathy\u201d, \u201cLens\u201d, \u201cReceive\u201d e \u201cWin and Win\u201d \u2013 \u00e9 um \u00e1lbum que busca influ\u00eancias no pop rock dos anos 90, com Alanis escrevendo\/cantando n\u00e3o apenas sobre o seu novo status de m\u00e3e e esposa, mas tamb\u00e9m sobre \u201co desafio, o v\u00edcio, a recupera\u00e7\u00e3o e as dificuldades\u201d. O disco abre com o rock de \u201cGuardian\u201d, primeira m\u00fasica de trabalho e logo em seguida vem \u201cWoman Down\u201d, que apesar do ritmo dan\u00e7ante toca em um tema espinhoso: \u201cser uma mulher alpha em meio ao patriarcado, misoginia e chovinismo; e como \u00e9 ser uma mulher em 2012\u201d. A pesada \u201cCelebrity\u201d, can\u00e7\u00e3o mais forte do \u00e1lbum, faz uma cr\u00edtica aos valores de Hollywood: fama, riqueza e juventude. \u201cHavoc&#8230;\u201d foi lan\u00e7ado em v\u00e1rias vers\u00f5es diferentes (todas dispon\u00edveis na Amazon): simples, duplas de CD+ CD ao vivo e CD+DVD ao vivo e CD premium com at\u00e9 tr\u00eas m\u00fasicas extras (entre elas, \u201cJekyll and Hyde\u201d, onde divide os vocais com seu marido, o rapper MC Souleye, e \u201cMagical Child\u201d, composta para seu filho), al\u00e9m de vinil. H\u00e1 um pequeno avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1lbuns anteriores, mas ainda longe de seus melhores momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou\u00e7a: \u201cCelebrity\u201d, \u201cWoman Down\u201d, \u201cNumb\u201d, \u201cGuardian\u201d<br \/>\nNota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15467\" title=\"200alanis\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/200alanis.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/200alanis.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/200alanis-300x99.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao vivo<\/strong><br \/>\nOficialmente, Alanis possui apenas um \u00e1lbum gravado ao vivo, o \u201cMTV Unplugged\u201d, gravado em meio \u00e0 turn\u00ea do seu segundo \u00e1lbum, em 1999. Grande sucesso no Brasil, o \u00e1lbum veio puxado por \u201cKing of Pain\u201d, cover para a m\u00fasica do The Police, e vem recheado com os seus maiores hits (ficando de fora apenas \u201cThank U\u201d e \u201cHand in My Pocket\u201d), um b-side (\u201cThese R The Thoughts\u201d) e duas in\u00e9ditas: a m\u00fasica que comp\u00f4s para seu irm\u00e3o g\u00eameo, \u201cNo Pressure Over Cappuccinos\u201d \u2013 tocada tamb\u00e9m durante a turn\u00ea do \u201cJagged Little Pill\u201d \u2013 e \u201cPrinces Familar\u201d, sobra de \u201cSuppossed Former Infatuation Junkie\u201d. Uma edi\u00e7\u00e3o especial do recente \u201cHavoc and Bright Lights\u201d, lan\u00e7ada apenas na Alemanha, vem acompanhada de um disco b\u00f4nus com doze faixas gravadas ao vivo em Berlim neste ano (destaque para \u201cNumb\u201d e \u201cWoman Down\u201d). Entre os bootlegs, os recomendados s\u00e3o \u201cLight My Fire\u201d (1996), \u201c\u00cdndia\u201d (1999), \u201cModern Rock Live\u201d (1999) e \u201cVancouver Sessions\u201d (2004) (can\u00e7\u00f5es destes \u00faltimos foram lan\u00e7adas como b-sides).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15468\" title=\"alanis10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanis10.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EP, edi\u00e7\u00f5es especais e  colet\u00e2neas<\/strong><br \/>\nCom o sucesso instant\u00e2neo de \u201cJagged Little Pill\u201d, a Warner resolveu lan\u00e7ar em 1995, somente para o p\u00fablico japon\u00eas, um EP ac\u00fastico batizado de \u201cSpace Cakes\u201d. O disquinho, que pode ser encontrado apenas no e-Bay, traz cinco can\u00e7\u00f5es do \u201cJagged Little Pill\u201d em r\u00fasticas vers\u00f5es de voz, viol\u00e3o, percuss\u00e3o e gaita \u2013 e vale a pena somente para colecionadores. Em 2005, \u201cJagged Little Pill\u201d completou dez anos e Alanis procurou novamente Glen Ballard para regravar todo o disco para uma edi\u00e7\u00e3o ac\u00fastica comemorativa. Bem produzido, \u201cJagged Little Pill Acoustic\u201d transforma can\u00e7\u00f5es pesadas em baladas corretas e traz Alanis mais preocupada em atingir suas notas mais altas do que imprimir alma \u00e0 sua interpreta\u00e7\u00e3o. Os momentos interessantes ficam por conta da vers\u00e3o de \u201cNot The Doctor\u201d e da altera\u00e7\u00e3o na letra de \u201cIronic\u201d (o verso \u201c\u00c9 como encontrar o homem dos seus sonhos e ent\u00e3o conhecer sua bela esposa\u201d agora para \u201c(&#8230;) \u201cseu belo marido\u201d). Um box especial foi lan\u00e7ado, contendo o \u00e1lbum original, o ac\u00fastico e um document\u00e1rio chamado \u201cDiamond Wink: Honouring the ten years of Jagged Little Pill\u201d. Em 2005, al\u00e9m da edi\u00e7\u00e3o ac\u00fastica de \u201cJagged Little Pill\u201d, foi lan\u00e7ada tamb\u00e9m a colet\u00e2nea \u201cThe Collection\u201d, com m\u00fasicas selecionadas pessoalmente por Alanis. N\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvia, pode falhar como cart\u00e3o de visitas para ne\u00f3fitos, por trazer em seu repert\u00f3rio v\u00e1rias m\u00fasicas pouco conhecidas em detrimento das mais interessantes. Est\u00e3o presentes nove dos seus singles (os obrigat\u00f3rios do \u201cJagged Little Pill\u201d, al\u00e9m de \u201cEight Easy Steps\u201d; \u201cEverything\u201d, \u201cThank U\u201d e \u201cHands Clean\u201d),  m\u00fasicas que gravou para trilhas de filmes (\u201cStill\u201d, \u201cUninvited\u201d e a vers\u00e3o para \u201cLet&#8217;s Do It (Let&#8217;s Fall in Love)\u201d, de Cole Porter), um cover de Seal (\u201cCrazy\u201d) e a curiosa \u201cMercy\u201d, can\u00e7\u00e3o presente no projeto de Jonathan Elias, \u201cThe Prayer Cycle\u201d, onde divide os vocais com Salif Keita. Uma edi\u00e7\u00e3o limitada do \u00e1lbum traz um DVD, com um document\u00e1rio sobre a carreira de Alanis e, entre os extras, um raro v\u00eddeo ao vivo de \u201cKing of Intimidation\u201d, m\u00fasica de 1996 encontrada apenas em bootlegs. Em 2004, a Maverick disponibilizou digitalmente o especial \u201ciTunes Originals\u201d, misto de entrevista e m\u00fasicas em vers\u00f5es originais e outras exclusivas. Em 2012, a Warner colocou nas lojas a caixa \u201cOriginal Album Series\u201d com os cinco \u00e1lbuns de est\u00fadio relan\u00e7ados em formato cardsleeve (como mini-vinis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15469\" title=\"alanisdvd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanisdvd.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">B-sides e colabora\u00e7\u00f5es<\/span><\/strong><br \/>\nUma caixa de luxo batizada apenas de \u201cThe Singles Box\u201d foi lan\u00e7ada em 1996 com os cinco singles de \u201cJagged Little Pill\u201d e as nervosas vers\u00f5es ao vivo como b-sides. Pode ser encontrada somente no eBay e serve apenas como item para f\u00e3s. Preferindo vers\u00f5es ao vivo e ac\u00fasticas, s\u00e3o apenas oito as m\u00fasicas in\u00e9ditas como b-sides e entre elas h\u00e1 p\u00e9rolas como \u201cSymptoms\u201d e \u201cAwakening Americans\u201d, ambas reflex\u00f5es sobre a sociedade  americana p\u00f3s 11 de Setembro. Circulam arquivos em torrent com extenso material al\u00e9m dos b-sides, como demos (incluindo suas primeiras grava\u00e7\u00f5es em 1985), vers\u00f5es ao vivo, m\u00fasicas avulsas (como \u201cInto a King\u201d, gravada de presente para o marido), covers (destaque para a inusitada vers\u00e3o de \u201cMy Humps\u201d, do Black Eyed Peas) e colabora\u00e7\u00f5es diversas; entre estas, \u201cSpoon\u201d, presente no \u00e1lbum &#8220;Before These Crowded Streets&#8221;, da Dave Matthews Band e \u201cDrift Away\u201d, m\u00fasica do \u00e1lbum &#8220;Vertical Man&#8221;, de Ringo Starr, onde divide os vocais com Starr e Tom Petty. Al\u00e9m das faixas presentes em \u201cThe Collection\u201d, Alanis comp\u00f4s mais algumas m\u00fasicas para trilhas: \u201cWunderkind\u201d (\u201cAs Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia\u201d); \u201cI Remain\u201d, (\u201cO Pr\u00edncipe da P\u00e9rsia\u201d), \u201cProfessional Torturer\u201d (\u201cRadio Free Albemuth\u201d) e \u201cArrival\u201d (para \u201cWhat About Me?\u201d, \u00e1lbum integrante do projeto multim\u00eddia \u201c1 Giant Leap\u201d, de Jamie Catto e Duncan Bridgeman).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15470\" title=\"alanisddd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanisddd.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanisddd.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/alanisddd-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DVDs<\/strong><br \/>\nA extensa turn\u00ea de \u201cJagged Little Pill\u201d rendeu o DVD \u201cJagged Little Pill, Live\u201d, document\u00e1rio que intercala um show gravado em Nova Orleans, com depoimentos, bastidores e clips amadores com trechos dos diversos shows da turn\u00ea pelo mundo. O document\u00e1rio ganhou um Grammy em 1997 por Melhor V\u00eddeo Musical na categoria longa-metragem. Na Inglaterra, foi lan\u00e7ada uma edi\u00e7\u00e3o especial acompanhada de CD b\u00f4nus com quatro can\u00e7\u00f5es ao vivo. Foi relan\u00e7ado em 2010 por uma gravadora independente. Tamb\u00e9m em DVD est\u00e3o os programas \u201cMusic in High Places\u201d e \u201cStorytellers\u201d, ambos gravados na \u00e9poca de \u201cSupposed Former Infatuation Junkie\u201d. O primeiro acompanha a visita de Alanis \u00e0 tribo ind\u00edgena Navajo em 2000 e traz bel\u00edssimos v\u00eddeos de performances ac\u00fasticas como \u201cUninvited\u201d (tocada durante uma roda de fogueira com a tribo), \u201cThat I Would Be Good\u201d e \u201cYour House\u201d, cantada a capella em meio ao Canyon de Chelly. Foi relan\u00e7ado no Brasil pelo selo Coqueiro Verde como parte da s\u00e9rie \u201cGold Collections\u201d. O segundo trata-se do programa da VH1, onde Alanis conta hist\u00f3rias por tr\u00e1s de m\u00fasicas como, entre outras, \u201cUnsent\u201d, \u201cThank U\u201d e \u201cYou Oughta Know\u201d. Inclui tamb\u00e9m uma rara apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cStill\u201d e, nos extras, \u201cHead Over Feet\u201d e \u201cUninvited\u201d, que n\u00e3o foram ao ar. \u201cUnder Rug Swept\u201d foi lan\u00e7ado tamb\u00e9m como \u00c1udio DVD, e al\u00e9m das m\u00fasicas, traz um making of do \u00e1lbum e galeria de fotos. \u201cFeast On Scraps\u201d possui o mesmo conceito do \u201cJagged Little Pill, Live\u201d: acompanha o in\u00edcio da turn\u00ea de \u201cUnder Rug Swept\u201d, intercalando um show gravado em Rotterdam, na Holanda, com outros v\u00eddeos da turn\u00ea e bastidores das grava\u00e7\u00f5es de \u201cUnder Rug Swept\u201d e \u201cFeast on Scraps\u201d, EP que acompanha do DVD. H\u00e1 ainda v\u00eddeos n\u00e3o-oficiais, lan\u00e7ados por gravadoras independentes: \u201cLive in Tokyo\u201d, gravado em 1999 (atualmente indispon\u00edvel para compra) ; \u201cSoundstage\u201d, com o show gravado no programa da PBS em 2004 durante a turn\u00ea do \u201cSo-Called Chaos\u201d e \u201cLive At Carling Academy\u201d, com um show da turn\u00ea de \u201cFlavors of Entanglement gravado em Londres 2008, dispon\u00edvel apenas em Blu-ray. Os dois \u00faltimos foram lan\u00e7ados no Brasil no ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3iTWtNveJxc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3iTWtNveJxc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xFQypLPZejA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xFQypLPZejA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OOgpT5rEKIU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OOgpT5rEKIU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_GP_yr-UA7E\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_GP_yr-UA7E\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/7q0reAgBMYA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/7q0reAgBMYA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8211; Texto por Renata Arruda (<\/span><a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@renata_arruda<\/a><span>). jornalista e colaboradora do Scream &amp; Yell, da empresa <\/span><a href=\"http:\/\/www.teialivre.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Teia Livre<\/a><span>, da <\/span><a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Revista Cultural Novitas<\/a><span> e respons\u00e1vel pelo blog <\/span><a href=\"http:\/\/escrevedora.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Escrevedora<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/nickacvediscografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/clash_discografia.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Renata Arruda\nDa estreia aos 17 anos passando pelo milion\u00e1rio &#8220;Jagged Little Pill&#8221; 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