{"id":15333,"date":"2012-08-08T08:41:14","date_gmt":"2012-08-08T11:41:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=15333"},"modified":"2017-07-14T10:43:15","modified_gmt":"2017-07-14T13:43:15","slug":"os-argonautas-do-atemporal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/08\/os-argonautas-do-atemporal\/","title":{"rendered":"Os Argonautas do Atemporal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15335\" title=\"agulha\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/agulha.jpg\" alt=\"\" \/><strong>Sob o CEL 19<br \/>\nOs Argonautas do Atemporal<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O escritor brit\u00e2nico Arthur C. Clarke, aquele que deu ao mundo obras definitivas no g\u00eanero fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, era um s\u00e1bio. N\u00e3o bastasse ter feito \u201c2001\u201d, \u201cEncontro com Rama\u201d, \u201cO Fim da Inf\u00e2ncia\u201d e tantos outros livros legais, Clarke n\u00e3o escrevia hist\u00f3rias mirabolantes. Pelo contr\u00e1rio: seus livros eram cheios de pequenas previs\u00f5es cr\u00edveis sobre o futuro, temperadas pela presen\u00e7a de eventos que ainda n\u00e3o testemunhamos, muito mais por conta de defici\u00eancia tecnol\u00f3gica. Em um de seus livros menores, \u201cCan\u00e7\u00f5es Da Terra Distante\u201d, Clarke prop\u00f5e um encontro entre terr\u00e1queos e humanos nascidos em outro planeta, a partir de material gen\u00e9tico enviado da Terra, s\u00e9culos antes. A hist\u00f3ria se passa no s\u00e9culo 30, nosso planeta azul foi destru\u00eddo por uma explos\u00e3o solar e o futuro do milh\u00e3o restante de seres humanos, levados por uma espa\u00e7onave chamada Magellan (Magalh\u00e3es) passa pelo encontro com esses &#8220;primos&#8221;, num planeta chamado Thalassa. Em certa hora, l\u00e1 no meio da narrativa, dois tripulantes se comunicam pelo r\u00e1dio e um deles faz uma pequena reflex\u00e3o sobre o qu\u00e3o dur\u00e1vel \u00e9 o uso das ondas magn\u00e9ticas para a comunica\u00e7\u00e3o, a ponto de permanecer firme enquanto tantas outras maneiras de aproximar as pessoas mudaram com o tempo. Sim, o r\u00e1dio, amigos, \u00e9 duro de matar, mesmo que tenha sofrido tantos golpes ao longo dos \u00faltimos anos, desferido por evang\u00e9licos e gente que n\u00e3o entende do assunto, sempre h\u00e1 gente ouvindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, \u00e9 de causar espanto que s\u00f3 agora, em pleno 2012, aos 42 anos, eu tenha decidido lan\u00e7ar um podcast. Atemporal \u00e9 o seu nome; tocar m\u00fasica boa \u00e9 seu conceito e falar de m\u00fasicas, discos, artistas, \u00e9 sua miss\u00e3o. Mais que tocar m\u00fasica legal ou descolada, o Atemporal existe para recuperar aqueles programas de r\u00e1dio que me educaram como f\u00e3 de m\u00fasica, aqueles que misturavam novidade com percep\u00e7\u00e3o, ou seja, inseridos naquele ve\u00edculo que dava dicas, apresentava m\u00fasica nova e nos ensinava a ouvir. Pode parecer \u00f3bvio e necess\u00e1rio que unir r\u00e1dio com m\u00fasica e informa\u00e7\u00e3o sobre m\u00fasica seja o certo e ainda exista, mas esse tipo de programa acabou aqui no Rio de Janeiro. A \u00faltima tentativa de fazer algo com o m\u00ednimo de intelig\u00eancia, no caso, a Oi FM, silenciou h\u00e1 cerca de um ano. R\u00e1dio com locu\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o, escolha cuidadosa dos m\u00f3dulos? Esque\u00e7a, isso s\u00f3 existe hoje na&#8230; internet. E s\u00e3o os podcasts que \u2013 assim como o blogs em rela\u00e7\u00e3o ao jornalismo \u2013 est\u00e3o carregando essa pequena revolu\u00e7\u00e3o nas costas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00e1dio, no entanto, n\u00e3o \u00e9 novidade para mim. Quando eu tinha uns dez anos, dormia com um radinho de pilha Phillips, no qual sintonizava programas de futebol e notici\u00e1rios na Globo AM. Aos doze, treze, migrei para o FM e me esbaldei na Fluminense, na Cidade, na Globo&#8230; Em pouco tempo, o r\u00e1dio \u2013 agora bem maior \u2013 ficava na escrivaninha, sempre ligado. \u00c0 sua frente, com play e rec apertados e pause baixado, um gravador National com uma fita Basf laranja e preta, no ponto para gravar alguma m\u00fasica que eu gostava. As fitas eram ouvidas no pr\u00f3prio gravador, numa qualidade de som horr\u00edvel. Era o que eu tinha para ouvir naqueles tempos. Aos quinze anos, com a chegada da Bizz, a minha configura\u00e7\u00e3o ficou completa. Mais tarde, aos 23 anos, j\u00e1 na faculdade, decidi fazer um curso de locu\u00e7\u00e3o e dublagem, pensando que poderia trabalhar em r\u00e1dio. Dois anos depois, eu e meu amigo Leonardo Salom\u00e3o, t\u00ednhamos um programa na R\u00e1dio Kuarup FM, em Duque de Caxias, no Grande Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era um ato de dedica\u00e7\u00e3o pois, em pleno 1995, n\u00e3o havia MP3 ou qualquer outro meio de colocar m\u00fasicas no ar que n\u00e3o fosse via CD. N\u00f3s lev\u00e1vamos uma bolsa com cerca de 50 discos, de \u00f4nibus, em plena manh\u00e3 de domingo, de Copacabana para Caxias (pra voc\u00ea que n\u00e3o mora no Rio, quase uma hora e meia de dist\u00e2ncia sem tr\u00e2nsito) para, \u00e0s dez horas da manh\u00e3, iniciar mais uma edi\u00e7\u00e3o de Os Argonautas. Sim, esse era o nome do nosso programa. Era feito no improviso, apenas decid\u00edamos quais m\u00fasicas deveriam entrar, bol\u00e1vamos um ou outro m\u00f3dulo tem\u00e1tico e mand\u00e1vamos brasa. Ficamos um ano no ar. Eu tinha o cuidado de procurar as novidades musicais porque havia o &#8220;m\u00f3dulo lan\u00e7amento&#8221;, que trazia tr\u00eas m\u00fasicas in\u00e9ditas. Lembro que tocamos mundo livre s\/a, Skank, Pearl Jam, entre outros, nessa condi\u00e7\u00e3o de ineditismo. O grande momento dos Argonautas foi quando recebemos nossa primeira liga\u00e7\u00e3o de um ouvinte, na verdade, uma menina, que sintonizava a r\u00e1dio num bairro pr\u00f3ximo ao centro de Caxias e que havia telefonado para pedir uma m\u00fasica. Lembro que cheguei a ficar emocionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo sendo legal e bem feito, Os Argonautas n\u00e3o durou mais que um ano no ar. A pr\u00f3pria r\u00e1dio teve problemas, mudou sua programa\u00e7\u00e3o e acabamos saindo. Desde ent\u00e3o, at\u00e9 tr\u00eas semanas atr\u00e1s, eu nunca mais havia pensado seriamente em fazer alguma coisa que envolvesse r\u00e1dio. Mesmo casado com uma jornalista que \u00e9 t\u00e3o f\u00e3 da R\u00e1dio Fluminense FM a ponto de escrever um livro sobre ela, n\u00f3s nunca hav\u00edamos pensado que poder\u00edamos ter nosso pr\u00f3prio programa, do nosso jeito. Da\u00ed surgiu, glorioso, o Atemporal, na verdade, uma vers\u00e3o menor dos Argonautas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confesso que a excita\u00e7\u00e3o \u00e9 grande. N\u00e3o sei quantos de voc\u00eas j\u00e1 se aventuraram na produ\u00e7\u00e3o de um podcast\/programa de r\u00e1dio, mas \u00e9 algo muito complexo, que exige percep\u00e7\u00e3o e conhecimento. Montar m\u00f3dulos especiais, encadear sequ\u00eancias, se preparar para locutar com voz n\u00edtida em microfones que n\u00e3o s\u00e3o ideais, s\u00e3o tarefas que s\u00e3o muito mais dif\u00edceis do que parecem. Uma ou duas horas de dura\u00e7\u00e3o? Parece engra\u00e7ado, mas ningu\u00e9m tem tempo de sobra hoje em dia e nem um desktop \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ouvir. Dessa forma, quanto menor a dura\u00e7\u00e3o e maior a compatibilidade com meios m\u00f3veis de audi\u00e7\u00e3o, melhor. Decidimos ent\u00e3o por uma hora de dura\u00e7\u00e3o ap\u00f3s tr\u00eas pilotos com dura\u00e7\u00f5es diferentes colocados no ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande lance, no entanto, \u00e9 a m\u00fasica. Se eu me proponho a colocar no ar um programa com o nome de Atemporal, n\u00e3o deve ter nenhum preconceito, exceto a no\u00e7\u00e3o do que n\u00e3o posso\/devo tocar (sertanojo, ax\u00e9, pagode mauri\u00e7ola, breguices calculadas) e a liberdade de montar sequ\u00eancias que comecem com Byrds, passem por Echo and the Bunnymen e desaguem em Picassos Falsos. E ter uns dois minutos para contar onde eu estava quando ouvi a m\u00fasica tal, que, em 1987, o Picassos Falsos era sucesso nas r\u00e1dios cariocas ou que a vers\u00e3o dos Byrds para &#8220;My Back Pages&#8221;, do Dylan, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 melhor que o original, mas confere \u00e0 banda californiana a posse definitiva sobre a can\u00e7\u00e3o do bardo americano, especialista em &#8220;perder can\u00e7\u00f5es&#8221;. \u00c9 tudo um grande barato e as mensagens de felicita\u00e7\u00f5es e elogios que vieram at\u00e9 agora via Facebook, s\u00e3o de valor incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do dia 16 de agosto, o Atemporal j\u00e1 vai aparecer numa webradio, a <a href=\"http:\/\/radiovitrola.net\/\" target=\"_blank\">RadioVitrola.net<\/a>, todas as quintas-feiras, \u00e0s 21h. Manteremos a postagem semanal dos programas, que estar\u00e3o dispon\u00edveis todas as sextas-feiras, e voc\u00ea pode acompanhar toda movimenta\u00e7\u00e3o na p\u00e1gina do programa no Facebook: <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/pages\/Atemporal\/266672363447710\" target=\"_blank\">http:\/\/www.facebook.com\/pages\/Atemporal\/266672363447710<\/a>. Ainda estamos cogitando se faremos programas tem\u00e1ticos ou se manteremos o esquema dos m\u00f3dulos especiais, \u00e9 algo que os ouvintes ir\u00e3o decidir. No player abaixo voc\u00ea pode dar uma conferida na playlist do primeiro piloto, que foi postado no dia 23 de julho. Ou\u00e7a e, caso voc\u00ea goste, ser\u00e1 um prazer escolher m\u00fasicas para despertar bons sentimentos nas pessoas. Como j\u00e1 dizia o poeta, &#8220;m\u00fasica serve pra isso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, imagino que o dileto companheiro de tantas lutas, Mac, dever\u00e1 colocar links por a\u00ed, diretamente para os programas. Ent\u00e3o, clicando na imagem \u00e0 esquerda no fim do post voc\u00ea ser\u00e1 encaminhando para o Programa Piloto #2 (31\/07\/12). Na imagem \u00e0 direita, Programa Piloto #3 (06\/08\/12). Se n\u00e3o for pedir muito, sugest\u00f5es sempre s\u00e3o bem vindas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Abertura &#8211; Programa Piloto #1<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; The Avalanches &#8211; Since I Left You<br \/>\n&#8211; Everything But The Girl &#8211; When Alls Well<br \/>\n&#8211; Roberto Carlos &#8211; Ana<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Bloco Livre<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Phoenix &#8211; Too Young<br \/>\n&#8211; Beatles &#8211; Helter Skelter<br \/>\n&#8211; L\u00f4 Borges &#8211; A For\u00e7a Do Vento<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; M\u00f3dulo de Covers<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Counting Crows &#8211; Ooh La La (Faces)<br \/>\n&#8211; Ritchie &#8211; Wichita Lineman (Glen Campbell)<br \/>\n&#8211; Bear McCready &#8211; All Along The Watchtower (Bob Dylan)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Bloco Livre<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Alabama Shakes &#8211; I Found You<br \/>\n&#8211; Joe Walsh &#8211; Analog Man<br \/>\n&#8211; Alm\u00f4ndegas &#8211; Can\u00e7\u00e3o da Meia-Noite<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Bloco Novo Nacional<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Marina Wisnik &#8211; Na Rua Agora<br \/>\n&#8211; Andr\u00e9 Mendes &#8211; A Cidade Que Eu Digo N\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; ruido\/mm &#8211; \u00cdndios<\/p>\n<table style=\"text-align: center; height: 295px;\" border=\"0\" width=\"605\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15365\" title=\"untitled-1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/untitled-1.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/untitled-1.jpg 285w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/untitled-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/><\/a><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15366\" title=\"atemporal\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/atemporal1.jpg\" alt=\"\" \/><\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/atemporal.podomatic.com\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15366\" title=\"atemporal\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/atemporal.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>),       historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por      carta  desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um      fanzine  escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1  escreveu     no  S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem  certeza de   que  o   mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de  1994\/95 mas n\u00e3o    est\u00e1   conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #19\nO colunista Carlos Eduardo Lima estreia o Atemporal, podcast que tem como conceito tocar m\u00fasica boa \u00e9 falar sobre ela! Ou\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/08\/os-argonautas-do-atemporal\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15333"}],"version-history":[{"count":47,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43471,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15333\/revisions\/43471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}