{"id":1522,"date":"2009-05-25T22:05:33","date_gmt":"2009-05-26T01:05:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1522"},"modified":"2025-09-10T22:23:32","modified_gmt":"2025-09-11T01:23:32","slug":"c_mpl_te-moveis-colonias-de-acaju","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/25\/c_mpl_te-moveis-colonias-de-acaju\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa apresentam &#8220;C_mpl_te&#8221;, seu novo disco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157618637603457\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1545\" title=\"M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa, foto de Liliane Callegari\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis4_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis4_lili.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis4_lili-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de Tiago Agostini<br \/>\nfotos de Liliane Callegari<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 19h30 e em poucas horas o M\u00f3veis Coloniais de Acaju subir\u00e1 ao palco do Centro Comunit\u00e1rio de Bras\u00edlia para o show de lan\u00e7amento de seu segundo disco, &#8220;C_mpl_te&#8221;. Sentado na mesa do restaurante de uma das diversas entrequadras comerciais da capital federal, o baixista F\u00e1bio Pedroza n\u00e3o consegue nem levantar para servir seu prato de comida. Ao telefone, ele acerta os detalhes de seguran\u00e7a para o show da noite quando toca o outro celular. Ele atende para definir o translado dos \u00faltimos jornalistas que chegam \u00e0 cidade para acompanhar o show. \u201cA correria \u00e9 tanta que eu j\u00e1 desenvolvi uma t\u00e9cnica para falar em dois telefones ao mesmo tempo, sem misturar as conversas e me atrapalhar\u201d, revela com um sorriso no rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia inteiro foi assim. Pela tarde, por exemplo, F\u00e1bio teve que impedir uma invas\u00e3o de vendedores ambulantes no local do show. Junto com o saxofonista Esdras Nogueira, ele ajuda o produtor Fabr\u00edcio Ofuji (uma esp\u00e9cie de d\u00e9cimo membro da banda) nas quest\u00f5es burocr\u00e1ticas. \u00c9 parte da divis\u00e3o de tarefas natural que aconteceu com a banda ao longo do tempo, em que cada m\u00fasico foi assumindo aquilo que mais tem facilidade em fazer. Assim, aos poucos eles abandonam seus empregos e se dedicam em tempo integral ao M\u00f3veis. A banda inclusive se tornou uma empresa com CNPJ pr\u00f3prio. \u201cPercebemos que seria preciso nos organizar h\u00e1 uns 5 anos. Se em uma banda com 3, 4 integrantes j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil marcar ensaios, imagina pra n\u00f3s que somos 9?\u201d, comenta o tecladista Eduardo Bor\u00e9m, um dos designers da banda e respons\u00e1vel pelo site.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A profissionaliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o diminuiu a espontaneidade da banda. Sentados ao redor da mesa para falar sobre o disco novo, parecem estar em cima do palco correndo de um lado para o outro e mostrando toda energia que tem guardada. \u201cO conceito do &#8216;C_mpl_te&#8217; j\u00e1 existia na parte administrativa e estrutural, e a gente quis trazer para o lado art\u00edstico, com as letras sendo escritas e arranjadas em conjunto, com cada um dando palpite na parte do outro\u201d, comenta Esdras. O processo, que acabou levando quase um ano, foi mais dif\u00edcil do que a banda imaginava, principalmente pela participa\u00e7\u00e3o do produtor Carlos Eduardo Miranda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA primeira vez que o Miranda foi pra Bras\u00edlia, mostramos 20 m\u00fasicas para ele. Ach\u00e1vamos que ia ser f\u00e1cil, era s\u00f3 tirar 12 dali e gravar. Ele gostou de 5 e disse que as outras n\u00e3o serviam, era pra compor novo material\u201d, lembra Esdras. \u201cFoi a hora de engolir o choro e trabalhar, porque se t\u00ednhamos escolhido ele t\u00ednhamos que confiar na avalia\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Borem. Ap\u00f3s refazerem arranjos e mudarem m\u00fasicas at\u00e9 a hora de entrar em est\u00fadio, a satisfa\u00e7\u00e3o com o resultado n\u00e3o poderia ser maior. \u201cO Miranda prop\u00f4s fazer um disc\u00e3o, cheio de detalhes, e a gente comprou a id\u00e9ia. D\u00e1 para dizer que &#8216;C_mpl_te&#8217; \u00e9 um pouco dele tamb\u00e9m\u201d, comenta o tecladista. O produtor tamb\u00e9m n\u00e3o esconde a alegria. \u201c\u00c9 um dos melhores discos que eu j\u00e1 fiz\u201d, confidencia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O M\u00f3veis tem hoje o melhor show do rock nacional, algo constru\u00eddo pouco a pouco com as apresenta\u00e7\u00f5es em festivais independentes Brasil afora. Mesmo assim, a tens\u00e3o de apresentar algumas m\u00fasicas pela primeira vez era evidente nos bastidores, afinal, eram quase 5 mil pessoas que enfrentaram a chuva que n\u00e3o largava Bras\u00edlia desde a metade da tarde. Com a contagem regressiva no tel\u00e3o, os nove se abra\u00e7aram em roda como um time de futebol em dia de final de campeonato. E quando, ap\u00f3s meia hora de show eles tocaram o primeiro single do disco novo, \u201cO Tempo\u201d, e a plat\u00e9ia cantou como se fosse uma velha conhecida, dava para perceber que o jogo estava ganho. Sorrisos nos rostos na sa\u00edda do palco, era hora de j\u00e1 preparar as coisas para o show do dia seguinte, em Goi\u00e2nia. A nova jornada do M\u00f3veis est\u00e1 apenas come\u00e7ando e eles sabem que, como diz a letra de \u201cIndiferen\u00e7a\u201d, faixa que fecha &#8220;C_mpl_te&#8221;, \u201cse tudo pode ser melhor, ainda d\u00e1 tempo\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1524 aligncenter\" title=\"&quot;C_mpl_te&quot;, M\u00f3veis Colonias de Acaj\u00fa\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis_complete.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis_complete.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis_complete-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/moveis_complete-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;C_mpl_te&#8221;, do M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa (\u00c1lbum Virtual)<br \/>\nresenha de Tiago Agostini<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles tinham o melhor show do rock nacional, mas ainda faltava ao M\u00f3veis Coloniais de Acaju um trabalho de est\u00fadio consistente o bastante para os legitimar como grande banda. N\u00e3o que &#8220;Idem&#8221;, lan\u00e7ado em 2005, seja um disco ruim \u2013 ele \u00e9 apenas cansativo. A produ\u00e7\u00e3o frouxa acaba jogando contra e acentua a similaridade entre as can\u00e7\u00f5es, que acabavam soando muito melhores e completas na din\u00e2mica do show. Havia uma m\u00fasica \u2013 \u201cAluga-se Vende\u201d -, por\u00e9m, diferente de todo o contexto do \u00e1lbum, e foi justamente a partir dela que a banda come\u00e7ou a construir a id\u00e9ia do novo disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;C_mpl_te&#8221; representa uma grande evolu\u00e7\u00e3o na carreira dos brasilienses. Com o aux\u00edlio do produtor Carlos Eduardo Miranda eles conseguiram criar um conjunto de can\u00e7\u00f5es independentes entre si mas ainda assim com um fio condutor. Se concentraram muito mais em melodias, harmonias e arranjos do que no ritmo e pariram um dos grandes (se n\u00e3o o melhor) discos do ano no rock nacional. Mas quem ouve o resultado n\u00e3o percebe que o processo inteiro n\u00e3o foi assim t\u00e3o natural quanto parece. Eles passaram quase um ano dentro do est\u00fadio, compondo, ensaiando e, principalmente, suando muito para conseguir ao resultado desejado e estabelecido em conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De alguma forma, parece que eles sempre tiveram certeza do bom resultado que estava por vir. Da primeira vez que os entrevistei, em outubro do ano passado, um dia antes de entrarem em est\u00fadio para registrar o disco, n\u00e3o precisei fazer nenhuma pergunta para que eles falassem durante 40 minutos ininterruptos. Durante v\u00e1rios momentos, me olhavam e repetiam \u201cdesculpa a gente estar se atropelando, mas essa \u00e9 a primeira vez que a gente fala sobre o disco novo e a gente ta t\u00e3o ansioso.\u201d E na verdade n\u00e3o havia problema algum em eles falarem e falarem o quanto quisessem. Aquilo sim era a coisa mais natural do mundo. Dez pessoas (incluindo o produtor Fabr\u00edcio Ofuji) totalmente afinadas sobre seus desejos. \u00c9 piegas dizer, mas havia um brilho nos olhos de cada um que inspirava uma sinceridade e confian\u00e7a enormes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;C_mpl_te&#8221; surpreende logo na primeira audi\u00e7\u00e3o. Miranda estava certo quando disse que aquele era um dos melhores discos que ele havia produzido. A complexidade do \u00e1lbum e a maneira como as can\u00e7\u00f5es crescem aos poucos era surpreendente. O trabalho de guitarras minucioso, a bateria precisa, a voz tranq\u00fcila de Andr\u00e9 Gonz\u00e1les, mas principalmente os metais que, com frases curtas, instigavam uma audi\u00e7\u00e3o mais cuidadosa. O M\u00f3veis parecia ter compreendido que, \u00e0s vezes, menos \u00e9 mais \u2013 e como isso funcionava bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo \u00e1lbum do M\u00f3veis abre com uma com uma can\u00e7\u00e3o perfeita, e fecha com outra no mesmo n\u00edvel. A primeira \u00e9 a coisa mais diferente que eles j\u00e1 fizeram em toda sua hist\u00f3ria, com o dedilhado de guitarra e o clima et\u00e9reo. De alguma forma, come\u00e7ar com ela \u00e9 como dar um chute na porta e j\u00e1 deixar avisado \u201colha, sabe aquele M\u00f3veis que todo mundo conhece\u00bf Ent\u00e3o, se preparem porque l\u00e1 vem coisa nova\u201d. E \u201cIndiferen\u00e7a\u201d tem um clima de festa constante que termina de um jeito relaxado, com um solo \u201cherbert viann\u00edstico\u201d de BC que deixa no ar um at\u00e9 logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco ainda guarda duas can\u00e7\u00f5es excelentes. \u201cDescomplica\u201d \u00e9 l\u00fadica, despretensiosa, ensolarada. E, bem, \u201cO Tempo\u201d \u00e9 simplesmente a melhor m\u00fasica que a banda j\u00e1 fez e provavelmente a melhor lan\u00e7ada em 2009 \u2013 e outras bandas ter\u00e3o que ser muito geniais para derrota-la. \u00c9 daquele tipo de can\u00e7\u00e3o que bate imediatamente, com suas mudan\u00e7as de ritmos e todo o trabalho dos sopros, servindo de cama para a interpreta\u00e7\u00e3o inspirada de Andr\u00e9 em uma bela letra de amor. A caidinha s\u00f3 com a guitarra dedilhada ap\u00f3s o segundo refr\u00e3o \u00e9 capaz de cortar cora\u00e7\u00f5es, f\u00e1cil, f\u00e1cil. A banda ainda escorrega um pouco em alguns momentos, como em algumas letras mais pregui\u00e7osas (\u201cCaf\u00e9 Com Leite\u201d), mas o resultado final \u00e9 muito acima da m\u00e9dia da produ\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E tudo isso sem ter perdido a excel\u00eancia em cima de um palco. Na \u00faltima sexta e s\u00e1bado (22 e 23\/05), eles lan\u00e7aram &#8220;C_mpl_te&#8221; em S\u00e3o Paulo com duas noites lotadas na choperia do Sesc Pomp\u00e9ia, e \u00e9 impressionante como eles conseguem melhorar cada vez mais, estar cada vez mais em sintonia com a plat\u00e9ia, inovar nas intera\u00e7\u00f5es. Agora fica a curiosidade de ver esse mesmo show daqui alguns meses, quando o p\u00fablico estiver t\u00e3o familiarizado com o novo \u00e1lbum quanto est\u00e1 com as m\u00fasicas de &#8220;Idem&#8221;. Mais importante que isso \u00e9 conversar com os integrantes ap\u00f3s o show e perceber a empolga\u00e7\u00e3o de cada um. Com o mesmo brilho nos olhos de alguns meses atr\u00e1s.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157618637603457\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1525 aligncenter\" title=\"M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa, foto de Liliane Callegari\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/movies1_lili.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/movies1_lili.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/movies1_lili-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>A pedido do Scream &amp; Yell, o flautista Beto Mej\u00eda comenta o novo \u00e1lbum:<br \/>\n&#8220;C_mpl_te&#8221;, faixa a faixa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01 Adeus<\/strong>: Acho que fomos felizes ao coloc\u00e1-la em primeiro. \u00c9 bonita, uma das minhas preferidas. E, de fato, \u00e9 nela que podemos ver alguma influ\u00eancia de Sigur R\u00f3s. Muita gente comenta tamb\u00e9m em ser simplesmente uma letra de amor, mas, na verdade, est\u00e3o certos aqueles que dizem ser sobre a rela\u00e7\u00e3o da banda com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02 Lista de Casamento<\/strong>: \u00c9 a mais antiga entre as 12. Surgiu de uma ideia de fazer um ska com Franz Ferdinand, do Leo, antigo guitarrista. E ele tamb\u00e9m j\u00e1 tinha, antes da letra, o refr\u00e3o na cabe\u00e7a \u2013 \u201cEu tenho quase certeza de que estou no lugar errado, mas se eu n\u00e3o me engano, eu posso estar enganado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03 O Tempo<\/strong>: Essa foi uma m\u00fasica em que o Miranda foi muito importante. Ela tinha andamentos e uma introdu\u00e7\u00e3o diferente. Ganhou for\u00e7a e se tornou uma grande can\u00e7\u00e3o. Sobre influ\u00eancias, o Claudio Szynkier (da TramaVirtual) falou em bandas que buscam a sonoridade do Beach Boys. O Beto estava ouvindo bastante o &#8220;Pet Sounds&#8221;. O Fabio cita bem o Polyphonic Spree.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04 C\u00e3o Guia:<\/strong> Testamos &#8220;C\u00e3o Guia&#8221; em alguns shows, ainda no ano passado. N\u00e3o t\u00ednhamos toda a letra, somente alguns versos iniciais e o Andr\u00e9 cantarolava o restante. Assim como em todo o disco, as guitarras ganharam muita for\u00e7a na grava\u00e7\u00e3o. E, posteriormente, nos shows tamb\u00e9m. Gosto bastante dela!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05 Descomplica<\/strong>: Foi a \u00faltima que fizemos para o &#8220;C_mpl_te&#8221;. Alguns dizem que ela melhor sintetiza o que \u00e9 a banda \u2013 tanto no processo de composi\u00e7\u00e3o quanto no resultado final. \u00c9 uma das preferidas da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06 Caf\u00e9 com Leite<\/strong>: Por algumas vezes, essa m\u00fasica foi jogada pra escanteio. Demorou um pouco pra entender qual era uma boa roupagem pra ela. Quando fomos mostrar para o Miranda pela primeira vez, est\u00e1vamos um pouco descrentes. Quando terminou a audi\u00e7\u00e3o, ele disse que era uma das preferidas. Pra mim, destaque pra linha inicial de bar\u00edtono do esdras e solo de tenor do Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07 Pra Manter ou Mudar (a do piano)<\/strong>: Ela come\u00e7ou somente com um arranjo voz e piano e inicialmente iria ter uma levada meio big band dos anos 30. Musicalmente, o refr\u00e3o conduz o restante. A letra \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Surgiu em partes e, possivelmente, foi uma das mais demoradas a ser conclu\u00edda. O come\u00e7o se deu em uma viagem pra Ilha Solteira para apresenta\u00e7\u00e3o em um festival univesit\u00e1rio, e o fim, um dia antes de entrar em est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08 Bem Natural<\/strong>: Essa foi composta bem no meio do processo todo. A gente estava um pouco travado com algumas m\u00fasicas e em uma semana ir\u00edamos mostrar algo novo pro Miranda. Coisa que n\u00e3o t\u00ednhamos!!! A \u00fanica m\u00fasica do disco que tem vocal do Beto e do Andr\u00e9 cantando junto quase toda a m\u00fasica. Acho que ela reflete bem o que o Miranda queria quando passou um monte de punk rock pra ouvir. Simplicidade e foco em linhas de sopro. Sem frescurinnhas\u2026 Gosto bastante da levada da batera. Tem uma malandragem a\u00ed, j\u00e1 que a gente pegou uma levada upbeat e a desdobrou. Ficou meio\u2026 half beat?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09 Falso Retrato (Uhu)<\/strong>: Ganhou muita personalidade dentro de est\u00fadio. Tem \u00f3timos riffs de guitarra e timbres de teclado. Pra mim, tem uma coisa de Queens of The Stone Age com Paulo Moura\u2026 a letra do refr\u00e3o veio durante a grava\u00e7\u00e3o de sopros. Ia ser somente uma parte instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10 Cheia de Manha<\/strong>: A terceira a ser composta para o disco, tamb\u00e9m faz parte das m\u00fasicas ditas antigas. Adoro a letra. O Miranda trouxe novas id\u00e9ias principalmente para a timbragem de teclados. Muita gente pensa que a m\u00fasica foi feita pra Ma\u00edsa (apresentadora mirim). Mas, a m\u00fasica foi composta antes. Mas se ela topar fazer um clipe, a gente aceita, n\u00e9 Silvio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11 Sem Palavras<\/strong>: A gente j\u00e1 tinha gravado essa m\u00fasica no est\u00fadio da Trama, em 2007. A nova grava\u00e7\u00e3o tem beat diferente, e principalmente, linhas diferentes de guitarra. Uma das minhas preferidas. Acho a interpreta\u00e7\u00e3o do Andr\u00e9 bem do\u00edda e bem boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12 Indiferen\u00e7a<\/strong>: Foi a pen\u00faltima m\u00fasica do disco a ser composta. Assim que a come\u00e7amos a tirar, o Bc a definiu como uma m\u00fasica do Bad Religion com mais \u201cMojo\u201d. A vibe meio hippie do final foi resultado de brincadeiras com ritmos e melodias que fizemos em um ensaio. A parte final tamb\u00e9m foi composta pensando em poss\u00edveis intera\u00e7\u00f5es com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157618637603457\/\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1526 aligncenter\" title=\"M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa, foto de Liliane Callegari\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/movies2_lili.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>*******<br \/>\nTiago Agostini \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/baladadolouco.wordpress.com\/\">Balada do Louco<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Tiago Agostini\nS\u00e3o 19h30 e em poucas horas o M\u00f3veis subir\u00e1 ao palco do Centro Comunit\u00e1rio de Bras\u00edlia para o show de lan\u00e7amento de&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/25\/c_mpl_te-moveis-colonias-de-acaju\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[100],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1522"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91137,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions\/91137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}