{"id":14703,"date":"2012-06-19T08:13:11","date_gmt":"2012-06-19T11:13:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=14703"},"modified":"2017-09-29T12:03:59","modified_gmt":"2017-09-29T15:03:59","slug":"entrevista-os-pontos-negros-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/19\/entrevista-os-pontos-negros-2\/","title":{"rendered":"Entrevista: Os Pontos Negros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14704\" title=\"pontosnegros\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/pontosnegros.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/pontosnegros.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/pontosnegros-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois anos depois de \u201cPequeno-Almo\u00e7o Continental\u201d, Os Pontos Negros regressam com um disco mais homog\u00eaneo e maduro. \u201cSoba Lobi\u201d, gravado durante tr\u00eas dias no Abbey Road Studios, em Londres, a convite do selo Optimus Discos, e dispon\u00edvel para download gratuito (baixe <a href=\"http:\/\/optimusdiscos.com\/discos\/artistoptimusdiscos\/soba-lobi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>), \u00e9 o retrato de um agrupamento que encara com naturalidade os dias presentes de menor hype por parte da m\u00eddia e do p\u00fablico portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSoba Lobi\u201d \u00e9 tamb\u00e9m um \u00e1lbum com letras mais incisivas e uma t\u00f4nica mais acentuada na desilus\u00e3o. Gravado e mixado por Tiago de Sousa, o novo trabalho da banda assinala um reencontro com as suas ra\u00edzes mais roqueiras, evidenciado no compacto \u201cTudo Floresce\u201d e em can\u00e7\u00f5es como \u201cGabriela\u201d e na \u00f3tima faixa que abre o \u00e1lbum, \u201cSenna\u201d, que cutuca a cr\u00edtica de forma direta: \u201cQuem coloca etiqueta acredita que tem um dom\u201d, provoca a letra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um momento complexo da Hist\u00f3ria mundial, com o fantasma da crise assombrando a Europa como um todo, e Portugal (Espanha, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia) em particular, Os Pontos Negros trafegam entre desencanto e salva\u00e7\u00e3o, afetados ainda pela posi\u00e7\u00e3o que ocupam no cen\u00e1rio portugu\u00eas: j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o novidade, ent\u00e3o precisam batalhar para se manter num lugar de destaque mostrando relev\u00e2ncia, o que faz de \u201cSoba Lobi\u201d uma bela carta de inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, o vocalista e guitarrista J\u00f3natas Pires e o tecladista Silas Ferreira conversaram com o Scream &amp; Yell sobre o novo disco, e avisam: &#8220;Seria uma experi\u00eancia fant\u00e1stica poder tocar em S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e dar um salto ao Rio de Janeiro&#8221;. Confira todo o bate papo abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3elJ8cLKWmA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foram os tr\u00eas dias de grava\u00e7\u00f5es em Abbey Road Studios?<\/strong><br \/>\nForam \u00f3timos (risos). Foi tamb\u00e9m uma experi\u00eancia para a qual n\u00e3o est\u00e1vamos preparados psicologicamente, porque \u00e9 imposs\u00edvel. S\u00f3 tivemos a no\u00e7\u00e3o do local quando passamos os port\u00f5es, entramos e nos disseram: \u201cHello!\u201d. Mas, como s\u00f3 t\u00ednhamos tr\u00eas dias para gravar tudo, a partir do momento em que estivemos presentes no Abbey Road Studios, o Tiago de Sousa entrou em modo de piloto autom\u00e1tico, verificou se todo o material estava dispon\u00edvel e come\u00e7ou a montar tudo. Trabalhamos com muito equipamento antigo, tal como microfones dos anos 40, e disfrutamos de pouco tempo para processar aquilo tudo. S\u00f3 no \u00faltimo dia \u00e9 que pensamos mais no assunto. De qualquer modo, foi um acontecimento irrepet\u00edvel, pelo fato de termos estado num dos locais mais exclusivos da m\u00fasica, e obtermos um tratamento reservado a um membro de pleno direito, desse grupo de pessoas. Fomos informados de que j\u00e1 n\u00e3o se gravam muitos discos de rock em Abbey Road, tirando algumas bandas do Jap\u00e3o e da R\u00fassia, porque o pre\u00e7o de um dia de est\u00fadio \u00e9 muito elevado, o que tamb\u00e9m fez a nossa participa\u00e7\u00e3o ser especial e \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sentiram-se, de algum modo, influenciados ou inspirados pelo local?<\/strong><br \/>\nO que nos influenciou n\u00e3o foi a estadia em Londres, mas sim a nossa sala de ensaios. Continuamos a ensaiar num local, que pode estar bonito por dentro, mas continua a ser uma garagem. \u201cSoba Lobi\u201d \u00e9 um disco de rock que, por acaso, foi gravado no Abbey Road Studios (risos). Como fizemos o trabalho de composi\u00e7\u00e3o de uma forma muito r\u00e1pida, pensando que s\u00f3 ter\u00edamos tr\u00eas dias para gravar o \u00e1lbum, processamos as coisas de uma forma direta e sentimos que n\u00e3o \u00edamos ter muito tempo para grandes inven\u00e7\u00f5es. E assim utilizamos os nossos trunfos: somos bons tocando como um grupo e temos uma qu\u00edmica resultante de sete anos de trabalho. Foi isso que acabou por marcar a composi\u00e7\u00e3o do disco. A experimenta\u00e7\u00e3o resultou da forma como estavamos dispostos no est\u00fadio. No som das guitarras, houve mais tempo para inovar e \u201cNegrume\u201d, pen\u00faltima faixa do disco, parte de um solo a quatro m\u00e3os, porque foram precisas duas pessoas para o gravar e foi algo que idealizamos no momento. De um modo geral, n\u00e3o t\u00ednhamos muito material para experimentar em Abbey Road e o que poderiamos utilizar l\u00e1 seria pagamento extra. Mas, aproveitamos v\u00e1rias ideias que levamos de Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco recupera o rock direto de \u201cMagn\u00edfico Material In\u00fatil\u201d, mas acrescenta-lhe duas ideias: desencanto e salva\u00e7\u00e3o. Qual foi a raz\u00e3o subjacente a estas op\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nNunca tivemos inten\u00e7\u00f5es de fazer \u00e1lbuns conceituais. Mas acaba por existir uma ideia de converg\u00eancia. Muitas can\u00e7\u00f5es do disco t\u00eam presente a decep\u00e7\u00e3o e a frustra\u00e7\u00e3o da morte e, por oposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 sempre um conceito de salva\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o. Inicialmente, pensamos em chamar este trabalho de \u201cQueda E Ascen\u00e7\u00e3o\u201d. Podia ser um t\u00edtulo presun\u00e7oso, uma vez que os Pontos Negros alcan\u00e7aram um grande destaque e, ultimamente, perderam alguma aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e da m\u00eddia. Ou seja, tivemos que descer alguns degraus para nos prepararmos outra vez para subir. \u00c9 esse o conceito que percorre \u201cSoba Lobi\u201d: uma banda que j\u00e1 foi uma grande promessa e, de repente, tem de lutar contra uma s\u00e9rie de preconceitos inerentes a esse status. Fazer o disco foi uma forma de abordarmos esse fato sem nos queixarmos. Sentimos que deixamos de ter um lugar especial, fruto das circunst\u00e2ncias, e estamos aprendendo a viver com isso, como homens que somos. O trabalho tem uma toada mais negra e pesada do que os anteriores, mas isso n\u00e3o lhe retira vitalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cTudo Floresce\u201d foi a carta de apresenta\u00e7\u00e3o. Porque escolheram essa m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nQuando tivemos de escolher o primeiro compacto, \u201cTudo Floresce\u201d era a m\u00fasica que fazia mais sentido. Poder\u00e1 n\u00e3o ser o tema mais imediatamente radiof\u00f3nico mas, naquela altura, pareceu-nos ser o mais \u00f3bvio, porque resumia a forma como nos sent\u00edamos e o processo do novo disco. Para al\u00e9m disso, as grava\u00e7\u00f5es dessa m\u00fasica foram todas captadas em v\u00eddeo pelo Ben Monteiro (realizador do clipe) e, como t\u00ednhamos de fazer op\u00e7\u00f5es, durante as mixagens, sentimos que era a escolha preferencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na m\u00fasica que abre o disco, \u201cSenna\u201d, a letra tem muita ironia. A quem se refere?<\/strong><br \/>\nA m\u00fasica \u00e9 um piscar de olho, descarado, a tudo o que Ayrton Senna representa. Porque, embora n\u00e3o sejamos f\u00e3s de F\u00f3rmula 1, todos gostamos dele. Durante a viagem do nosso \u00faltimo show revimos a temporada completa de 1989. Essa \u00e9poca ficou famosa devido ao fato de Ayrton Senna ter perdido o t\u00edtulo mundial, por poucos pontos, e na qual Alain Prost deveria ter sido desclassificado durante a primeira corrida (saiu da pista e voltou a entrar, ganhando a prova). De certo modo, a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma homenagem geral \u00e0 figura de Ayrton Senna, muito para al\u00e9m do fen\u00f3meno automobil\u00edstico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como vem sendo a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e0s novas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nDurante as nossas apresenta\u00e7\u00f5es, o p\u00fablico divide-se em dois g\u00eaneros: pessoas que conhecem apenas duas ou tr\u00eas m\u00fasicas ou que acompanham Os Pontos Negros e conhecem as can\u00e7\u00f5es todas. Sempre que tocamos para uma audi\u00eancia familiarizada com o trabalho da banda, os novos temas passam bem e s\u00e3o cantados por toda a gente. Em locais onde somos menos conhecidos existe o fator surpresa, mas obtivemos boas rea\u00e7\u00f5es. At\u00e9 ao momento, as respostas t\u00eam sido positivas e, especialmente, tudo tem decorrido de uma forma muito natural e isso \u00e9 \u00f3timo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Brasil ser\u00e1 contemplado nos planos futuros d\u2019Os Pontos Negros?<\/strong><br \/>\nEle sempre esteve presente nos nossos objetivos. O mais complicado \u00e9 encontrar uma forma que n\u00e3o signifique vender as nossas fam\u00edlias, e tudo o que temos, para comprar as passagens a\u00e9reas (risos). O disco anterior teve um bom feedback no Brasil e esperamos que \u201cSoba Lobi\u201d chegue \u00e0s mesmas pessoas e a mais gente. Do que depender de n\u00f3s, pretendemos ir l\u00e1 o mais depressa poss\u00edvel. Apenas aguardamos uma boa oportunidade e, se chegar um convite na nossa caixa de correio, responderemos afirmativamente. Seria uma experi\u00eancia fant\u00e1stica poder tocar em S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e dar um salto ao Rio de Janeiro, porque s\u00e3o cidades onde acontecem muitos eventos, com muitos artistas que gostamos e admiramos. Para n\u00f3s, \u00e9 inevit\u00e1vel falar do Los Hermanos, porque descobrimos essa banda quando come\u00e7amos as atividades d\u00b4Os Pontos Negros. Eles influenciaram-nos muito e partimos \u00e0 descoberta do grupo atrav\u00e9s dos \u00e1lbuns. \u00c9 um grupo que est\u00e1 ao n\u00edvel de diversas figuras lend\u00e1rias da hist\u00f3ria do rock. Temos outras refer\u00eancias como Apanhador S\u00f3 ou o Garotas Suecas, das quais descobrimos afinidades mas, infelizmente, existe um oceano que nos separa. O nosso conjunto tem a consci\u00eancia de que n\u00e3o far\u00e1 carreira no Brasil, mas ficaremos realizados atuando l\u00e1 e conquistando algum p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ospontosnegros.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ospontosnegros.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"397\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cSoba Lobi\u201d, Os Pontos Negros (Optimus Discos)<br \/>\n<strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio, vencido, de gravar integralmente um disco em tr\u00eas dias atravessou a forma e a subst\u00e2ncia do novo trabalho d\u00b4Os Pontos Negros. Para aumentar a curiosidade dos f\u00e3s, o grupo retirou o t\u00edtulo do \u00e1lbum do refr\u00e3o de uma m\u00fasica que o vocalista e guitarrista, Filipe Sousa, cantava nos ensaios. \u201cSoba Lobi dava um ar estranho e psicod\u00e9lico ao nosso disco e interessava-nos passar esta mensagem\u201d, refere-se a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tema de abertura, \u201cSenna\u201d, para al\u00e9m da evoca\u00e7\u00e3o do romantismo de Ayrton Senna, por oposi\u00e7\u00e3o a outros pilotos de F\u00f3rmula 1, Os Pontos Negros recuperam uma estrutura fr\u00e1sica semelhante a \u201cDuro de Ouvido\u201d e enveredam por um rock de garagem animado com uma palavra de ordem evidente: \u201cO meu combate n\u00e3o \u00e9 com batida, os le\u00f5es sou eu que trago na arena, este mundo prefere ser Schumacher, j\u00e1 eu prefiro ser Ayrton Senna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sequ\u00eancia de can\u00e7\u00f5es iniciada em \u201cTudo Floresce\u201d demonstra a coes\u00e3o do grupo e a relev\u00e2ncia da sua mensagem. Se o compacto \u00e9 um feliz exerc\u00edcio de storytelling a meio g\u00e1s, \u201cEu + Eu = Ningu\u00e9m\u201d \u00e9 um quase manifesto rugoso sobre a mentalidade portuguesa em tempo de crise econ\u00f4mica. E a contagiante \u201cBom Homem\u201d \u00e9 uma das mais inteligentes combina\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas, vocais e instrumentais, de \u201cSoba Lobi\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma acentua\u00e7\u00e3o permanente e crua sobre os problemas do dia a dia, patente em faixas como \u201cProlongamos O Sonho\u201d, o novo trabalho da banda atinge um ponto alto com a m\u00fasica \u201cGabriela\u201d. Inspirada em \u201cPeople Who Died\u201d, de Jim Carroll, o tema narra a hist\u00f3ria de uma garota dos sub\u00farbios, procurando encontrar um amor e encontrando a reden\u00e7\u00e3o pela morte. \u00c9 uma composi\u00e7\u00e3o rude, de quatro acordes, com um leve aroma punk e que transportou os Pontos Negros para um registo intenso e inigual\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNegrume\u201d e \u201cAscen\u00e7\u00e3o\u201d, fazendo jus \u00e0s ideias mais fortes do terceiro \u00e1lbum do conjunto, completam o leque das hist\u00f3rias cantadas. Nos tempos conturbados que Portugal e a Europa atravessam, o grupo respondeu com can\u00e7\u00f5es \u00e1speras e lineares, mas n\u00e3o menos envolventes, que os recolocam no pante\u00e3o da moderna m\u00fasica portuguesa. E a via seguida pela banda n\u00e3o ser\u00e1 alheia aos seus seguidores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O4X2R8pxso4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista 2010: Os Pontos Negros: Um dos destaques do novo rock portugu\u00eas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/18\/entrevista-os-pontos-negros\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Especial: como anda a nova cena musical portuguesa, por Pedro Salgado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/11\/especial-como-anda-a-cena-portuguesa\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado\nUm dos principais nomes do nov\u00edssimo rock portugu\u00eas trafega entre o desencanto e a salva\u00e7\u00e3o em seu \u00f3timo terceiro \u00e1lbum  \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/19\/entrevista-os-pontos-negros-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2325,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14703"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14703"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44437,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14703\/revisions\/44437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}