{"id":14653,"date":"2012-06-06T06:32:39","date_gmt":"2012-06-06T09:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=14653"},"modified":"2019-04-06T17:57:03","modified_gmt":"2019-04-06T20:57:03","slug":"show-tributo-a-legiao-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/06\/show-tributo-a-legiao-urbana\/","title":{"rendered":"Show: Tributo \u00e0 Legi\u00e3o Urbana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14655\" title=\"legiao1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tributo \u00e0 Legi\u00e3o Urbana<br \/>\n30\/052012 \u2013 Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, S\u00e3o Paulo<br \/>\nTexto\u00a0<strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><br \/>\nFotos por Mariana Caldas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u201cQuem ir\u00e1 dizer que n\u00e3o existe raz\u00e3o nas coisas feitas pelo cora\u00e7\u00e3o? E quem ir\u00e1 dizer que n\u00e3o existe raz\u00e3o?\u201d, cantou Renato Russo em 1986, na m\u00fasica \u201cEduardo e M\u00f4nica\u201d, um dos maiores sucessos de sua banda, a Legi\u00e3o Urbana. Vinte e seis anos depois, essa frase, que serve como moldura para uma das hist\u00f3rias de amor mais conhecidas do Brasil, funciona como uma luva para explicar o que foi o tributo \u00e0 banda de Bras\u00edlia feito pelo ator Wagner Moura e pelos dois legion\u00e1rios remanescentes, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonf\u00e1. Em ideia orquestrada mercadologicamente pela MTV, os tr\u00eas, com a ajuda de convidados especiais, realizaram dois shows no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, em S\u00e3o Paulo, nos dias 29 e 30 de maio de 2012. E o que se viu no espa\u00e7o de eventos da Barra Funda, que conta com um dos piores sistemas de som da cidade, foi uma disputa entre a raz\u00e3o e o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Na entrada, o ambiente parecia um pouco diferente do que se imaginaria para um tributo. Estandes da Fiat e da Natura preenchiam o lugar, com direito a modelos passeando pelo local, cuja \u00fanica fun\u00e7\u00e3o era \u201cserem bonitas\u201d. Muitas luzes e uma pista premium localizada na lateral direita da casa de shows tamb\u00e9m criava um efeito estranho na plateia. A sensa\u00e7\u00e3o era de estar num parque de divers\u00f5es, com entretenimento programado (e totalmente sem surpresas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Quando subiram ao palco, Wagner, Dado e Bonf\u00e1 foram aclamad\u00edssimos pela plateia (como era de se esperar), e aproveitaram para enfileirar de uma vez s\u00f3 cinco faixas de \u201cDois\u201d, o segundo \u00e1lbum da Legi\u00e3o, intercalando hits (\u201cTempo Perdido\u201d, \u201cQuase Sem Querer\u201d, \u201cDaniel na Cova dos Le\u00f5es\u201d) e lados-B (\u201cF\u00e1brica\u201d e \u201cAndrea Doria\u201d, esta \u00faltima com a participa\u00e7\u00e3o de Fernando Catatau, do Cidad\u00e3o Instigado, na guitarra e nos vocais). Essa mescla entre grandes sucessos e faixas que s\u00f3 os f\u00e3s mais ardorosos da banda sabiam cantar de cor fez a t\u00f4nica da noite. Pouqu\u00edssimos \u201csetlists ideais\u201d \u2013 aqueles que os Rob Flemings da vida perdem horas fazendo \u2013 incluiriam \u201cSe Fiquei Esperando Meu Amor Passar\u201d, faixa que encerra \u201cAs Quatro Esta\u00e7\u00f5es\u201d, ou \u201cEsperando por Mim\u201d, obscura faixa de \u201cA Tempestade\u201d, \u00faltimo disco lan\u00e7ado pela banda com Renato ainda vivo (e nunca cantada ao vivo pelo ex-vocalista).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">T\u00e9cnica e artisticamente falando, foi uma noite med\u00edocre, no sentido mais expl\u00edcito da palavra. Vamos aos fatos: a Legi\u00e3o Urbana, seja em palco ou em est\u00fadio, nunca se destacou por suas virtudes instrumentais. Ficou famosa a blague do pr\u00f3prio Renato Russo, no \u201cAc\u00fastico MTV\u201d, que diz que todos os sucessos da banda poderiam ser tocados com apenas tr\u00eas acordes. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonf\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o grandes virtuoses \u2013 apenas cumprem bem o que prometem, mesmo prometendo pouco. A grande for\u00e7a da Legi\u00e3o estava, quase sempre, no poder de suas can\u00e7\u00f5es e na interpreta\u00e7\u00e3o expansiva de Renato Russo. Al\u00e9m disso, Wagner Moura \u00e9 um grande ator, mas seu trabalho como m\u00fasico serve apenas a t\u00edtulo de curiosidade. (Para quem n\u00e3o sabia, ele tem uma banda, a Sua M\u00e3e, que mistura p\u00f3s-punk com m\u00fasica brega, soando como uma filha bastarda de um casamento de Morrissey com Odair Jos\u00e9). A certa altura da noite, suas desafinadas j\u00e1 tinham se tornado t\u00e3o costumeiras que n\u00e3o valia a pena nem se importar muito com elas, para n\u00e3o falar nas v\u00e1rias vezes em que o ator jogava as notas mais altas de certas m\u00fasicas para a plateia cantar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14657\" title=\"legiao2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao2.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">As participa\u00e7\u00f5es especiais que rechearam a noite pouco ajudaram no sentido de melhorar a parte t\u00e9cnica. Fernando Catatau, um dos melhores guitarristas brasileiros em atividade, teve pouco espa\u00e7o para mostrar o que sabe em \u201cAndrea Doria\u201d. Andy Gill, guitarrista do Gang of Four, banda que foi influ\u00eancia para 11 entre 10 bandas brasileiras dos anos 80, devia estar pensando o que raios estaria fazendo ali, vendo sua \u201cDamaged Goods\u201d sendo destro\u00e7ada por um andamento comprometedor e pelo vocal claudicante de Dado Villa Lobos. Bi Ribeiro, o baixista dos Paralamas do Sucesso, estava l\u00e1 pela coer\u00eancia hist\u00f3rica, e ajudou na cozinha da banda, ainda que tenha sido pouco percebido pelos presentes, gra\u00e7as \u00e0 equaliza\u00e7\u00e3o mal feita do som. O arranjo \u201cinovador\u201d para \u201cGera\u00e7\u00e3o Coca Cola\u201d, com direito a pegada bluesy e gaita, tamb\u00e9m entrou para a lista de coisas broxantes da noite \u2013 e fez transparecer o lado coxinha de Dado Villa-Lobos. Um homem, postado \u00e0 beira do palco, xingou a progenitora do guitarrista pela vers\u00e3o bizarra. Dado respondeu com gritos de \u201ctira\u201d, e segundos depois, os tel\u00f5es do Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas mostravam o ofensor sendo retirado dali pelos seguran\u00e7as do local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Mas, apesar das luzes, das placas de patroc\u00ednio, do carro estacionado no meio da pista e dos gar\u00e7ons que passavam com copos e baldes de pipoca pra l\u00e1 e pra c\u00e1, havia um ingrediente ali que foi capaz de superar todos os problemas. Era como se algu\u00e9m quisesse realmente dizer que n\u00e3o havia raz\u00e3o, e que a beleza e a mensagem das can\u00e7\u00f5es escritas por Renato e seus parceiros seria capaz de suplantar qualquer coisa. Por mais que se tentasse, era dif\u00edcil n\u00e3o se arrepiar quando as 8 mil vozes presentes no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas berravam frases batidas que eram recuperadas naquele instante, como \u201csomos t\u00e3o jovens\u201d ou \u201c\u00e9 preciso amar as pessoas como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A presen\u00e7a de Wagner Moura no palco era outro fator que fazia emocionar a plateia. Sim, ele desafinava muito, de maneira at\u00e9 quase vergonhosa \u2013 teve gente que falou pra ele sair do karaok\u00ea. Mas, antes de ser o Capit\u00e3o Nascimento, ou o Homem do Futuro, ou Olavo, ele tamb\u00e9m tinha sido um adolescente f\u00e3 da Legi\u00e3o Urbana. E era poss\u00edvel acreditar facilmente em sua sinceridade quando ele falava apaixonadamente sobre como a sua gera\u00e7\u00e3o (e as posteriores) tinham tido suas vidas mudadas pela banda de Bras\u00edlia. Wagner estar naquele palco simbolizava, para os 8 mil presentes \u2013 e para quem assistia o show pela TV \u2013 que qualquer f\u00e3 da Legi\u00e3o, como todas as milhares de pessoas que ainda compram os discos da banda todos os anos, poderia estar ali, cantando aquelas m\u00fasicas, acompanhando Dado e Bonf\u00e1 no que \u00e9 prometido como o \u00faltimo show dos dois juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00c9 triste dizer que talvez n\u00e3o fizesse diferen\u00e7a para o p\u00fablico do lugar se, ao inv\u00e9s de m\u00fasicos de carne e osso, mostrassem-se ali hologramas de Renato, Dado e Bonf\u00e1. Mas, por outro lado, os coros em \u201cH\u00e1 Tempos\u201d, \u201cQuando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto\u201d e \u201c1965 (Duas Tribos)\u201d, s\u00f3 para citar tr\u00eas, mostravam que as letras e as melodias da Legi\u00e3o permanecem atuais e relevantes (no caso de algumas can\u00e7\u00f5es, isso n\u00e3o \u00e9 exatamente uma boa coisa) n\u00e3o s\u00f3 para quem viveu junto com a banda, mas tamb\u00e9m para aqueles que a conheceram apenas em disco. A Legi\u00e3o Urbana fez o tipo de experi\u00eancia que n\u00e3o se repetir\u00e1 na cena musical brasileira, seja em termos de mensagem ou de longevidade. Os Los Hermanos \u2013 que por uma coincid\u00eancia, tocariam no mesmo Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas no dia seguinte \u2013 at\u00e9 podem ter uma rela\u00e7\u00e3o similar entre artista e p\u00fablico, mas esta \u00e9 de natureza totalmente diferente, muito menos politizada e mais sentimental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No final do bis, que deveria ter sido encerrado com \u201cSer\u00e1\u201d, a plateia gritou em un\u00edssono pedindo por \u201cFaroeste Caboclo\u201d. Ali, aconteceu uma daquelas experi\u00eancias dif\u00edceis de serem explicadas para quem n\u00e3o esteve l\u00e1. Foram dez minutos de transe coletivo, em uma das m\u00fasicas que ainda melhor explicam o Brasil, vinte e cinco anos depois de ter sido gravada em \u201cQue Pa\u00eds \u00c9 Este? 1978-1987\u201d. Pouco importava o som ruim, a banda fraca, e o contexto todo ali \u00e0 volta, o que fazia a diferen\u00e7a era a hist\u00f3ria \u00e9pica de Jo\u00e3o de Santo Cristo, desafio de toda rodinha de viol\u00e3o que se preze. Ao final, com os olhos marejados e os pelos do corpo arrepiados, os oito mil presentes ainda tiveram tempo de ouvir, ecoando pelos alto-falantes, a grava\u00e7\u00e3o de \u201cPor Enquanto\u201d, indo todos de volta para casa ap\u00f3s se reencontrar com o passado e com grandes can\u00e7\u00f5es, tentando entender a raz\u00e3o das coisas feitas pelo cora\u00e7\u00e3o, que c\u00e2mera nenhuma conseguir\u00e1 captar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14658\" title=\"legiao3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/legiao3.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><span>&#8211; Bruno Capelas (<\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@noacapelas<\/a><span>) \u00e9 jornalista, escreve para o Scream &amp; Yell desde maio de 2010\u00a0 e assina o blog <\/span><a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pergunte ao Pop<\/a><span>.<\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211;\u00a015 anos de morte de Renato Russo, por Ismael Machado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/11\/15-anos-de-morte-de-renato-russo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; Cl\u00e1ssicos do Rock Nacional: \u201cDois\u201d, da Legi\u00e3o Urbana, por Tiago Agostini (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/24\/o-segundo-disco-da-legiao-urbana\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; DVD \u201cLegi\u00e3o Urbana e Paralamas Juntos\u201d \u00e9 um retrato exemplar, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/27\/legiao-urbana-e-paralamas-juntos\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; M\u00f4nica e Eduardo, uma an\u00e1lise comportamental, por Adolar Gangorra (<\/span><a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/mais\/traduzida.html\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Top 20 Melhores dos anos 90 Scream &amp; Yell: dois \u00e1lbuns da Legi\u00e3o Urbana na lista (<\/span><a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/top20nacional.html\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Entrevista: Henrique Rodrigues, organizador do livro \u201cComo Se N\u00e3o Houve Amanh\u00e3\u201d (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/11\/entrevista-henrique-rodrigues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211;<\/span><strong><\/strong><span> Mat\u00e9rias Antol\u00f3gicas: \u201cAlfredinho\u201d, o mission\u00e1rio que se vai, por Marcelo Rubens Paiva (<\/span><a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/alfredinho.html\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Capelas\nT\u00e9cnica e artisticamente med\u00edocre, show com Marcelo Bonf\u00e1, Dado Vill-Lobos e Wagner Moura ainda consegue emocionar\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/06\/show-tributo-a-legiao-urbana\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14653"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14653\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51051,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14653\/revisions\/51051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}