{"id":14381,"date":"2012-05-14T08:26:34","date_gmt":"2012-05-14T11:26:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=14381"},"modified":"2023-03-29T01:05:30","modified_gmt":"2023-03-29T04:05:30","slug":"metaleiro-por-uma-noite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/14\/metaleiro-por-uma-noite\/","title":{"rendered":"Metaleiro Por Uma Noite"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14382\" title=\"iron1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/iron1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Metaleiro Por Uma Noite<br \/>\nSob O CEL #16<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu e minha esposa acabamos de ver o mais recente DVD do Iron Maiden, \u201cEn Vivo\u201d. Engra\u00e7ado esse reconhecimento das bandas de rock pesado para com seus p\u00fablicos latino-americanos. O AC\/DC lan\u00e7ou \u201cLive at River Plate\u201d, um petardo gravado no Est\u00e1dio Monumental de Nu\u00f1ez, em Buenos Aires. O Maiden gravou um concerto inteiro no Est\u00e1dio Nacional de Santiago, no Chile, numa turn\u00ea que passou pelos quatro cantos do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do Maindem, o DVD duplo \u201cEn Vivo\u201d traz o show na \u00edntegra, parte da turn\u00ea \u201cThe Final Frontier\u201d, nome do \u00faltimo disco de in\u00e9ditas da banda, lan\u00e7ado no ano passado. O outro disco mostra um document\u00e1rio minucioso sobre a tal turn\u00ea, nos mesmos moldes do filme anterior, \u201cFlight 666\u201d. Aqui, o Ed Force One, avi\u00e3o que o Maiden utilizou para percorrer o circuito da turn\u00ea reaparece numa vers\u00e3o Boeing 757, com mais autonomia de voo e espa\u00e7o para carga redefinido. Entre ajustes t\u00e9cnicos e coment\u00e1rios de Bruce Dickinson, vocalista e piloto comercial, a banda mostra uma dedica\u00e7\u00e3o fora do normal para levar o m\u00e1ximo poss\u00edvel em termos de espet\u00e1culo ao m\u00e1ximo poss\u00edvel de pessoas em cidades desprivilegiadas pelo roteiro habitual das turn\u00eas de rock como Bel\u00e9m do Par\u00e1 e Jacarta, na Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dedica\u00e7\u00e3o da equipe e dos integrantes \u00e9 espantosa, revelando uma cuidadosa infraestrutura por tr\u00e1s daquele teatro musical que levam ao palco. Isso me levou a uma digress\u00e3o, sobretudo ao ver, mais uma vez, que o p\u00fablico dominante em concertos dessa natureza \u00e9 masculino. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para discoletes, intelectuais, hipsters, emos, sertanejos e rappers: o neg\u00f3cio \u00e9 para ogros f\u00e3s de rrrrock. E, por mais que algum blas\u00e9 venha tecer coment\u00e1rios antropol\u00f3gicos zona sul, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Nicko McBrain, Adrian Smith e Janick Gers s\u00e3o acima de qualquer suspeita num palco, sendo que Harris \u00e9 um dos mais conceituados baixistas do metal em todos os tempos. McBrain \u00e9 um baterista virtuoso e o trio de guitarristas \u2013 Murray, Smith e Gers \u2013 ergue uma parede de 18 cordas a cada show. Resta a Dickinson, um boa pra\u00e7a nato, dono de um dos registros mais marcantes do rock, manter essa unidade t\u00e1tica operante ao longo do show. E ele consegue plenamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Engra\u00e7ado que voltei minha aten\u00e7\u00e3o ao Iron Maiden ap\u00f3s meu casamento. Minha esposa \u00e9 baterista e f\u00e3 da banda desde seus primeiros discos, ainda com o vocalista anterior, Paul Dianno. Quando fomos morar juntos, a cole\u00e7\u00e3o dela trazia um grande n\u00famero de \u00e1lbuns do Maiden, inclusive meus prediletos, \u201cPowerslave\u201d (1984) e \u201cSeventh Son Of A Seventh Son\u201d (1987). O primeiro \u00e9 um cl\u00e1ssico, j\u00e1 o segundo \u00e9 visto com m\u00e1 vontade pelos f\u00e3s mais radicais porque tenta enfiar um virtuosismo progressivo aqui e ali. Mesmo assim, amigos, mantendo o meu grau de honestidade nesses relatos quinzenais aqui no S&amp;Y, preciso confessar que nunca fui muito f\u00e3 de heavy metal. Sempre tive um pensamento que aliava a m\u00fasica \u00e0 harmonia, a sons eminentemente n\u00e3o-agressivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14386\" title=\"iron2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/iron2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de um determinado momento de adolesc\u00eancia tardia, fui come\u00e7ar a prestar aten\u00e7\u00e3o e coisas mais pesadinhas na d\u00e9cada de 1990, via grunge e \u201cAnd Justice For All\u201d e \u201cBlack Album\u201d, do Metallica. Isso me fez retomar um caminho aberto a duros golpes dentro de um sert\u00e3o musical onde havia lugar apenas para sons leves, bonitinhos e harm\u00f4nicos. L\u00e1 na minha aurora como ouvinte dedicado de m\u00fasica, ainda no in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, est\u00e1 arquivado um pequeno flerte com o universo heavy metal, t\u00edpico dos sujeitos que est\u00e3o se tornando homens, precisando provar para o mundo e para si mesmos, que s\u00e3o dur\u00f5es, mauz\u00f5es, mach\u00f5es e capazes de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada disso, no entanto, estava na minha mente quando dei de cara com a capa de \u201cPowerslave\u201d numa tarde qualquer do segundo semestre de 1984. Imagino que esse contato tenha acontecido numa livraria do Leblon, chamada Tempos Modernos, que, claro, n\u00e3o existe mais. Acho que estava com meu grande amigo na \u00e9poca, Claudio Ratton, que morava em frente \u00e0 livraria. N\u00f3s dois e outro amigo, Jaime Biaggio, \u00e9ramos f\u00e3s de Queen e est\u00e1vamos ouvindo m\u00fasica &#8220;mais a s\u00e9rio&#8221; e empreendendo certa imers\u00e3o no universo nascente dos clipes, at\u00e9 ent\u00e3o novidade absoluta na programa\u00e7\u00e3o televisiva brasileira. V\u00edamos o FM TV (Manchete), Clip Clip (Globo) e os programas BB Videoclip e BB Videoroll (ambos da Record, se n\u00e3o me engano). Jaime gravava os clipes em fitas Betamax e nos reun\u00edamos na casa dele para assisti-los com direito a coment\u00e1rios e outras nerdices. Era uma \u00e9poca de expectativa pelo Rock In Rio, cuja escala\u00e7\u00e3o contemplava o tem\u00edvel Dia do Metal, a se realizar em 19 de janeiro de 1985 quando se apresentariam Scorpions, Whitesnake, AC\/DC e Ozzy Osbourne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto surgiria o termo &#8220;metaleiro&#8221;, usado pela Globo para denominar o f\u00e3 dessas bandas. O AC\/DC nem poderia ser considerado uma forma\u00e7\u00e3o de heavy metal, nem o Whitesnake, tampouco o Scorpions, estando os tr\u00eas muito mais para o terreno do hard rock e suas diferentes abordagens. O Iron Maiden (que abriria o festival em 11 de janeiro), sim, poderia ser chamado desse jeito. As letras sat\u00e2nicas, o sucesso do disco anterior &#8220;The Number Of The Beast&#8221;, cuja faixa-t\u00edtulo era hit, as capas com varia\u00e7\u00f5es sinistras do personagem simb\u00f3lico do Maiden, Eddie, mostravam que havia algo ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando digo &#8220;havia algo ali&#8221;, significa que o simples ato de comprar \u201cThe Number Of The Beast\u2019 era, de certa forma, transgressor. Voc\u00ea podia comprar &#8220;Back In Black&#8221; (AC\/DC) ou &#8220;Love At First Sting&#8221; (Scorpions) sem qualquer problema. Comprar \u201cThe Number&#8230;\u201d era um buraco mais embaixo. Nunca comprei o terceiro disco do Maiden. Nem \u201cPowerslave\u201d, o quinto, cuja capa eu estava vendo na Tempos Modernos ao lado do Ratton. Nela est\u00e1 uma pir\u00e2mide eg\u00edpcia totalmente &#8220;from hell&#8221;, cujas est\u00e1tuas de deuses foram substitu\u00eddas por imagens sinistras do Eddie, al\u00e9m de detalhes t\u00e3o pequenos de n\u00f3s todos, como um impag\u00e1vel &#8220;Indiana Jones was here&#8221; e uma figura do Mickey Mouse, ambos pichados numa das est\u00e1tuas. Aquilo era legal. Valia a pena ter uma camisa da banda com aquela imagem sensacional da pir\u00e2mide. Vejam, eu tinha 14 anos de idade. E ter essa idade em 1984\/85, \u00e9 muito diferente de t\u00ea-la hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14388\" title=\"iron3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/iron3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/iron3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/iron3-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro daquele 1984, ap\u00f3s algumas reuni\u00f5es na casa do Jaime para ver mais clipes, surgiu a ideia de estragarmos a festa de anivers\u00e1rio de uma amiga da irm\u00e3 mais nova do Ratton, Renata. Seria no playground do pr\u00e9dio do Jaime e era a chance para debutarmos como agentes do caos, da desordem e do mais puro mal heavy metal. Os tr\u00eas, devidamente paramentados, mais outro amigo do col\u00e9gio, F\u00e1bio, nos organizamos para desarticular a festa, mas, sem saber exatamente como. Festinhas de playground eram a maneira nascente de celebrar anivers\u00e1rios e unir as turminhas de col\u00e9gio e se dividiam em m\u00fasicas r\u00e1pidas \u2013 pra dan\u00e7ar \u2013 e m\u00fasicas lentas, para tentar se dar bem com as meninas. No nosso caso, o contato com meninas no col\u00e9gio era recente, datando do ano anterior, uma vez que o Santo Agostinho era uma institui\u00e7\u00e3o que deixara de aceitar apenas alunos do sexo masculino em 1983, abrindo sua s\u00e9tima s\u00e9rie para meninas. Eu, por minha vez, era um perfeito imbecil, preferia meu Autorama e minhas revistas de avia\u00e7\u00e3o militar, algo que Ratton tamb\u00e9m preferia. Est\u00e1vamos ent\u00e3o, talvez, descontando nossa invencibilidade nas festinhas, seja na hora da m\u00fasica r\u00e1pida \u2013 porque t\u00ednhamos a desenvoltura de postes de luz dan\u00e7ando \u2013 ou da m\u00fasica lenta, na qual n\u00e3o arrum\u00e1vamos absolutamente nada nem ningu\u00e9m. Mas, voc\u00ea pode perguntar, como destru\u00edmos a festa e desempenhamos nossa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o-declarada de agentes do caos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Limitamo-nos a aparecer no meio dos colegas da irm\u00e3 do Ratton, que deviam ser uns dois anos mais novos que n\u00f3s, vestidos com camisas do Iron Maiden. A simples apari\u00e7\u00e3o de meninos maiores que a m\u00e9dia de convidados da festa, sobretudo trajados daquele jeito hediondo, deveria causar p\u00e2nico e temor. N\u00e3o causou. N\u00e3o tivemos nem a criatividade de sabotar o preparo de algum salgado ou cortar o fio do aparelho de som, dois atos que, certamente, atrapalhariam de fato o andamento da festa. Em vez disso, acabamos num canto, nos entreolhando e decidindo amealhar alguns salgadinhos restantes na cozinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que quero dizer com esse epis\u00f3dio pra l\u00e1 de micoso \u00e9 que o heavy metal \u00e9 um estilo musical que permanece como sin\u00f4nimo de um \u2018coming of ages\u2019 na vida dos jovens nerds nascidos a partir da d\u00e9cada de 1970. \u00c9 aquele signo que usamos para mostrar aos outros que crescemos e\/ou estamos ficando mais velhos, fortes, maus e capazes de lidar com a vida. Mais do que voc\u00ea, imbecil. Isso nem sempre d\u00e1 certo, como o relato pode facilmente comprovar. O que nos une em 1984\/85 aos sujeitos da plateia l\u00e1 do Est\u00e1dio Nacional de Santiago em 2012 \u00e9 a mesma coragem de nos expormos diante de um ambiente estranho, usando uma esp\u00e9cie de armadura musical. Tem a ver com ser jovem, com ser ing\u00eanuo, com a impress\u00e3o de que rock pode (ou poderia) nos libertar dos fracassos com o sexo oposto, com a fase pr\u00e9-alcool, pr\u00e9-drogas, pr\u00e9-mundo adulto. \u00c0s vezes a gente fica pensando que deixou algumas coisas pelo caminho, certo? E as acha l\u00e1 no meio do show do Maiden no Chile.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PS: Malditos padres agostinianos recoletos que, somente ap\u00f3s nossa passagem pelo col\u00e9gio, admitiram integralmente as meninas no Santo Agostinho. FDP&#8217;s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EXjLGN2FH2w\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EXjLGN2FH2w\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por carta desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um fanzine escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu no S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que o mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o est\u00e1 conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Pagando uma d\u00edvida para Steve Harris e Iron Maiden, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/31\/um-debito-com-steve-harris\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; As muitas faces de Eddie p\u00f3s-Derek Riggs, por Renato Beolchi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/24\/as-muitas-faces-de-eddie-pos-derek-riggs\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Em \u201cThe Final Frontier\u201d, o Iron Maiden surpreende\u2026 por quatro minutos (leia <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/24\/cd-the-final-frontier-iron-maiden\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Saiba como foi o show do Iron Maiden em Bel\u00e9m, por Adriano Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/06\/iron-maiden-em-belem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um Adolescente Nos Anos 80: &#8220;The Number Of The Beast&#8221;, Iron Maiden (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/pms_cnts\/tkquatro.html\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #16 &#8211; O heavy metal permanece como sin\u00f4nimo de um &#8216;coming of ages&#8217; na vida dos jovens nerds nascidos a partir dos anos 70\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/14\/metaleiro-por-uma-noite\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14381"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14381"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73669,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14381\/revisions\/73669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}