{"id":14337,"date":"2014-09-10T12:23:33","date_gmt":"2014-09-10T15:23:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=14337"},"modified":"2023-07-19T02:32:34","modified_gmt":"2023-07-19T05:32:34","slug":"olhando-os-idolos-de-perto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/10\/olhando-os-idolos-de-perto\/","title":{"rendered":"Literatura: &#8220;Fama e Loucura&#8221;, de Neil Strauss,\u00a0\u00e9 o mais pr\u00f3ximo que voc\u00ea vai chegar dos seus \u00eddolos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26495\" title=\"famaeloucura\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/famaeloucura.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no Scream &amp; Yell em maio de 2012<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que gostamos tanto de m\u00fasica pop? A pergunta pode surgir numa mesa de bar, numa conversa na sala de um amigo, durante a leitura de \u201cAlta Fidelidade\u201d (ou depois de assistir \u00e0 sua adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica). Independentemente disso, a quest\u00e3o acaba sendo: por que nos baseamos tanto nas emo\u00e7\u00f5es proporcionadas por uma pecinha musical de tr\u00eas minutos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez isso possa ser respondido sem muita reflex\u00e3o se simplesmente citarmos Milan Kundera: porque a m\u00fasica, ao contr\u00e1rio do cinema e da literatura, \u00e9 a \u00fanica arte capaz de nos emocionar v\u00e1rias vezes com a mesma pe\u00e7a (cita\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria, as palavras exatas podem ser outras). Isso, por\u00e9m, abre espa\u00e7o para outra quest\u00e3o: por que damos tanta import\u00e2ncia a quem cria essas pecinhas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neil Strauss \u00e9 um jornalista que dedicou mais de vinte anos de sua carreira a entender isso \u2013 mesmo que, no come\u00e7o, n\u00e3o soubesse que esse era seu objetivo. Fazendo parte das reda\u00e7\u00f5es de publica\u00e7\u00f5es como o jornal The New York Times e a revista Rolling Stone, e colaborando como freelancer para Esquire, Details, Maxim, Interview e outras, Strauss entrevistou mais 3 mil personalidades, algumas mundialmente famosas, outras t\u00e3o obscuras que mal poderiam ser chamadas de &#8220;cult&#8221;. E ao longo dessa trajet\u00f3ria, entregou textos que atendiam exatamente \u00e0s necessidades de cada publica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o necessariamente refletiam a ess\u00eancia ou realidade do entrevistado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em busca dessa ess\u00eancia, Neil passou dois anos revisitando as grava\u00e7\u00f5es e anota\u00e7\u00f5es de cada entrevista, em busca &#8220;do \u00fanico momento de verdade ou autenticidade&#8221; de cada entrevistado, nas palavras dele. &#8220;Afinal&#8221;, esclarece Strauss, &#8220;voc\u00ea pode sacar muito de uma pessoa ou situa\u00e7\u00e3o em um minuto. Mas apenas se voc\u00ea escolher o minuto certo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fama e Loucura&#8221; (\u201cEveryone Loves You When You&#8217;re Dead: Journeys int Fame and Madness\u201d, 2011), que acaba de ganhar edi\u00e7\u00e3o brasileira via editora Best Seller, traz 228 desses minutos, organizados em cap\u00edtulos que se montam a partir de fragmentos de seus encontros com pessoas como Leonard Cohen, Bono Vox, Lady Gaga, Dave Navarro, agentes da CIA, Tom Cruise, racistas, Hugh Laurie, Courtney Love e muit\u00edssimos outros. Mesmo sem uma narrativa convencional, cada cap\u00edtulo conta uma hist\u00f3ria, cujo mote j\u00e1 \u00e9 explicitado a partir de seus respectivos t\u00edtulos, como &#8220;Esfaqueando sua m\u00e3e por um \u00e1lbum no n\u00famero 1&#8221;, &#8220;Caras malvados com cabelos compridos&#8221;, &#8220;Leve seu traficante para o expediente&#8221;, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, evidentemente, hist\u00f3rias desconcertantes (por exemplo, quando Omar Rodriguez-Lopez revela ter sido v\u00edtima de incesto), fofocas divertidas (o insuspeito homoerotismo em bandas &#8220;machonas&#8221; como Incubus e Korn), momentos de sinceridade assombrosa (a asquerosa arrog\u00e2nica de Joni Mitchell). Mas nada disso, isoladamente, \u00e9 raz\u00e3o para voc\u00ea atravessar as mais de 500 p\u00e1ginas do livro. A verdadeira raz\u00e3o \u00e9 a resposta para as duas perguntas formuladas no come\u00e7o deste texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao reportar, editar e ler as entrevistas inclu\u00eddas neste livro \u2013 e examinar quem \u00e9 infeliz, quem \u00e9 feliz e por que \u2013 acabei aprendendo tanto sobre mim e sobre minhas escolhas de vida quanto sobre as vidas e filosofias dos artistas e celebridades sobre quem estava escrevendo&#8221;, afirma Strauss no ep\u00edlogo. E com essa experi\u00eancia, \u00e9 capaz de concluir que &#8220;o inferno \u00e9 chegar ao fim da sua vida e perceber que voc\u00ea errou por pouco e que suas prioridades estavam erradas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca se configurando como autoajuda (at\u00e9 porque as conclus\u00f5es do autor s\u00f3 aparecem no breve ep\u00edlogo) nem abusando do ju\u00edzo sobre seus entrevistados, Neil Strauss nos permite poder entender um pouco mais sobre o que h\u00e1 por tr\u00e1s da persona que admiramos e chegar mais perto da pessoa que n\u00e3o conhecemos. E com isso, fica aberto o caminho para que cada leitor tire suas conclus\u00f5es. \u00c9 um caminho fascinante e, por vezes, doloroso. A pung\u00eancia de v\u00e1rios trechos, a banalidade de outros e at\u00e9 a ilumina\u00e7\u00e3o de alguns &#8211; todos incomodam. Como deve incomodar o bom jornalismo, como deve incomodar a urg\u00eancia por mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fama e Loucura&#8221;\u00a0 \u00e9 o mais pr\u00f3ximo que voc\u00ea vai chegar dos seus \u00eddolos. E em cada p\u00e1gina, voc\u00ea ser\u00e1 for\u00e7ado a se perguntar se realmente precisa deles. Abaixo, leia alguns trechos das entrevistas:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Everyone Loves You When You&#039;re Dead Trailer (Neil Strauss)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UJDcJRF3_qw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LED ZEPPELIN<\/strong><br \/>\n<em>Achei estranho voc\u00eas abrirem o show do Lenny Kravitz.<\/em><br \/>\nRobert Plant (vocalista): Eu sempre vou fazer coisas assim. Abrir para o Lenny Kravitz foi uma enorme e burlesca demosntra\u00e7\u00e3o antiego porque, de alguma forma, ele nos usou muito como inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jimmy Page (guitarrista): Inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma simp\u00e1tica de dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Plant: E ele sabia! E eu sabia. E todo mundo na equipe, na banda e na plateia sabia. Ele ficava encantado se eu quisesse lhe contar uma hist\u00f3ria. Ou perguntava se eu podia lhe arrumar um dos meus Landlubbers, que eram uns jeans velhos com bolsos e boca de sino. Ele est\u00e1 tocando a m\u00fasica que verdadeiramente gosta de tocar, e faz um \u00f3timo trabalho, sabe, mas a originalidade \u00e9 muito question\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LENNY KRAVITZ<\/strong><br \/>\n<em>Imagino que as pessoas sempre pensem que seus riffs v\u00eam de outro lugar.<\/em><br \/>\nN\u00e3o tem problema. Quantos riffs existem? Daria para dizer que todo riff parece com outra coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Talvez, mas alguns riffs parecem mais com riffs do passado do que outros.<\/em><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 nada de mais, s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ent\u00e3o voc\u00ea acha que a introdu\u00e7\u00e3o dessa m\u00fasica n\u00e3o parece nem um pouco com \u201cLiving loving maid\u201d [do Led Zeppelin]?<\/em><br \/>\nN\u00e3o. Quer dizer, acho que tem um estilo do Zeppelin. Ah, n\u00e3o sei. N\u00e3o vamos falar sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LADY GAGA<\/strong><br \/>\n<em>Voc\u00ea parece ter se tornado mais religiosa ou espiritual no \u00faltimo ano.<\/em><br \/>\nTive algumas experi\u00eancias. Estou muito conectada com minha tia Joanne, e ela n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s. E depois aconteceu a cirurgia do meu pai. Al\u00e9m disso, minha vida mudou muito. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o acreditar que Deus estava cuidando de mim quando tive tantos obst\u00e1culos com drogas, rejei\u00e7\u00e3o e pessoas que n\u00e3o acreditaram em mim. Tem sido uma estrada muito longa e incessante que eu amo, mas \u00e9 dif\u00edcil creditar tudo isso a mim. Tenho de acreditar em algo maior do que eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Como um poder superior?<\/em><br \/>\n\u00c9, um poder superior que est\u00e1 cuidando de mim. \u00c0s vezes fico muito assustada \u2014 ou deveria dizer, petrificada de medo \u2014 quando penso em ficar deitada no meu apartamento [em Nova York] sendo picada por percevejos e baratas no ch\u00e3o, espelhos com coca\u00edna em todo canto e sem vontade ou interesse de fazer nada al\u00e9m de compor e me drogar. Ent\u00e3o acho que evolu\u00ed muito e agrade\u00e7o aos meus amigos por isso \u2014 e tenho Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COURTNEY LOVE<\/strong><br \/>\nNossa entrevista deveria ter durado apenas uma hora no escrit\u00f3rio da gravadora de Love, a Virgin. Mas em vez disso tinha se transferido e se metamorfoseado em uma entrevista de tr\u00eas dias, durante os quais ficamos trancados em seu loft perto de Chinatown.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seguinte \u00e9 o total do dinheiro que Love pediu emprestado durante esse tempo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 $100 para livros antifraude, embora parte desse dinheiro pare\u00e7a ter sido gasto em um saquinho de p\u00f3 branco, que cont\u00e9m talco para beb\u00eas, aspirina esmagada ou coisa do tipo. Love explica: \u201cN\u00e3o acredito que acabei de usar drogas na frente de um jornalista pela primeira vez, e eu nem sei o que eram.\u201d<br \/>\n\u2014 $ 20 do t\u00e1xi para a entrega dos \u201clivros\u201d<br \/>\n\u2014 $ 20 para bolo e flocos de arroz de uma delicatessen pr\u00f3xima. Ela fica com o troco.<br \/>\n\u2014 $ 20 para pedir comida no Rice.<br \/>\n\u2014 $ 18 para cigarros, refrigerantes e doces.<br \/>\n\u2014 $ 20 para agulhas de acupuntura, que ela come\u00e7a a enfiar nas minhas pernas e no meu peito, e tenta inserir na minha cabe\u00e7a. \u201cEu fa\u00e7o isso desde que sou nova\u201d, explica ela, enquanto balan\u00e7a a agulha na minha perna direita. Sua autoridade n\u00e3o \u00e9 contestada at\u00e9 ela come\u00e7ar a tentar enfiar agulhas usadas que ca\u00edram no ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>OASIS<\/strong><br \/>\n<em>Voc\u00eas s\u00e3o a maior banda brit\u00e2nica do momento. Se estivessem tocando nos anos 1960, acha que poderiam competir com os Beatles?<\/em><br \/>\nNoel Gallagher (guitarrista): Nos anos 1960? Em que ano estamos, 1995? Se fosse 1965 e tiv\u00e9ssemos acabado de lan\u00e7ar nosso segundo disco, ser\u00edamos os reis absolutos do pop mundial. Teriam sido os Beatles, os Rolling Stones, o Oasis e depois o Who. Ningu\u00e9m mais. Acredito firmemente nisso. Se estiv\u00e9ssemos em 1975, seriam os Sex Pistols e o Oasis. E, se estiv\u00e9ssemos em 1985, seriam os Smiths e o Oasis. Acho que ter\u00edamos uma chance em qualquer d\u00e9cada. Posso dizer a qualquer integrante de banda de qualquer era: \u201cEscolha sua melhor m\u00fasica. Mostre a melhor m\u00fasica que acha que j\u00e1 escreveu, e eu escolho a minha\u201d. E acho que a melhor das nossas seria superior \u00e0 melhor das deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DJ MARLBORO<\/strong><br \/>\n<em>O que voc\u00ea acha da viol\u00eancia na pista de dan\u00e7a em algumas das festas?<\/em><br \/>\nEu me sinto como o cara que inventou o avi\u00e3o, e depois ficou decepcionado quando viu avi\u00f5es serem usados para jogar bombas na Segunda Guerra Mundial. Ainda n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o ruim, mas tenho medo que fique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que voc\u00ea pensou quando viu o primeiro baile de corredor [de briga generalizada]?<\/em><br \/>\nPensei: \u201cVai dar merda.\u201d \u00c9 uma energia imposs\u00edvel de interromper. Mas entendo a atra\u00e7\u00e3o que a viol\u00eancia pode ter: \u00e9 a maneira de mostrar aos seus amigos que voc\u00ea \u00e9 forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NEIL YOUNG<\/strong><br \/>\n<em>Ent\u00e3o o que o fez decidir dar esta entrevista para promover o disco?<\/em><br \/>\nSabe, s\u00f3 para mostrar que \u00e9 poss\u00edvel. Simplesmente fa\u00e7a. N\u00e3o fiz isso no meu \u00faltimo ou no pen\u00faltimo disco&#8230; ou no anterior a esses. \u00c9 bom n\u00e3o exagerar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da entrevista, Young vai para o estacionamento, onde um fot\u00f3grafo e um c\u00e2mera de TV est\u00e3o esperando por ele. Quando ele se senta l\u00e1, sendo colocado em v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es, vai ficando cada vez mais desconfort\u00e1vel at\u00e9 mostrar o dedo amea\u00e7adoramente na dire\u00e7\u00e3o da c\u00e2mera de TV e dizer para o p\u00fablico:<br \/>\n\u00c9 melhor voc\u00eas comprarem a droga do meu disco, idiotas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ERIC CLAPTON<\/strong><br \/>\n<em>Quando foi a \u00faltima vez em que voc\u00ea voltou para o lado sombrio?<\/em><br \/>\nVolto todos os dias. Tenho um relacionamento com uma pessoa h\u00e1 bastante tempo, e \u00e9 cheio de idas e vindas. \u00c9 bem vol\u00e1til. E normalmente \u00e9 culpa minha. Se ou\u00e7o a cr\u00edtica de algu\u00e9m, fico do lado da pessoa. Logo adoto sua forma de pensar. E isso n\u00e3o \u00e9 nem um pouco real. \u00c9 uma doen\u00e7a que tive durante a vida toda e provavelmente terei at\u00e9 o dia em que morrer. Ela precisa de aten\u00e7\u00e3o constante (solta uma risada diab\u00f3lica). Ela torna a vida uma jornada muit\u00edssimo engra\u00e7ada e interessante para mim, porque n\u00e3o vejo nada de maneira que os outros veem. Bom, algumas pessoas veem. Algumas pessoas entendem (solta outra risada diab\u00f3lica).<br \/>\n<strong><br \/>\nOZZY OSBOURNE<\/strong><br \/>\n<em>J\u00e1 pensou um fazer um livro?<\/em><br \/>\nEu tinha o contrato para um livro h\u00e1 um tempo. Mas tenho que falar com um monte de velhos amigos e pedir para eles reavivarem minha mem\u00f3ria. Se tenho um arrependimento \u00e9 n\u00e3o ter feito um di\u00e1rio, sabe, porque passava o tempo todo drogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ent\u00e3o voc\u00ea esqueceu tudo?<\/em><br \/>\nEu me lembro de algumas coisas, mas tem uma porrada de coisas que n\u00e3o me lembro. As pessoas me dizem: \u201cLembra disso?\u201d E eu respondo: \u201cAh, porra.\u201d<br \/>\n<strong><br \/>\nJON BON JOVI<\/strong><br \/>\n<em>Pode nomear um astro do rock atual que seja um s\u00edmbolo sexual maior do que voc\u00ea?<\/em><br \/>\nDo rock?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Do rock atual<\/em><br \/>\nAtual? Luh luh luh luh luh, me d\u00ea meio minuto para pensar. Sheryl Crow?<br \/>\n<em><br \/>\nEu estava pensando em s\u00edmbolos sexuais masculinos.<\/em><br \/>\nAh, bom, me deixe pensar. N\u00e3o penso em homens dessa forma, na verdade. Hmm. Cara, ai, ai. N\u00e3o sei. O Eddie Vedder ou algu\u00e9m assim? N\u00e3o sei mesmo.<br \/>\n<em><br \/>\nHmm, n\u00e3o sei se ele \u00e9 um s\u00edmbolo sexual.<\/em><br \/>\nMichael Bolton tem um monte de mulheres&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9, pode ser<\/em><br \/>\nAh, meu Deus, quem \u00e9? Tenho de pensar. Eu&#8230; eu n\u00e3o sei.<br \/>\n<em><br \/>\nAcho que voc\u00ea j\u00e1 respondeu a minha pergunta.<\/em><br \/>\nEnt\u00e3o sou eu&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BRUCE SPRINGSTEEN<\/strong><br \/>\n<em>Que tipo de conselho voc\u00ea daria ao jovem Bruce Springsteen hoje?<\/em><br \/>\nDois. Primeiro, eu lhe diria para encarar o trabalho tanto como a coisa mais s\u00e9ria do mundo quanto como se fosse apenas rock and roll. \u00c9 preciso manter as duas coisas em mente ao mesmo tempo. Acho que levei muito a s\u00e9rio. E, mesmo que n\u00e3o me arrependa de ter feito isso, acho que em diversos momentos teria sido um pouco mais f\u00e1cil e menos autoflagelante para mim se eu tivesse me lembrado de que aquilo era apenas rock and roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>E que conselho o jovem Bruce Springsteen daria a voc\u00ea?<\/em><br \/>\nGuitarras mais altas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-26496\" title=\"everyone1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/everyone1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8211; Leonardo Vinhas<\/strong> assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell e j\u00e1 escreveu sobre O Rock Argentino Depois De Croma\u00f1on (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/republicacromagnon.htm\">aqui<\/a>) e sobre o show de Noel Gallagher (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/noel-gallagher-ao-vivo-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Somos os neo-reprimidos?, por Eduardo Fernandes (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/mais\/reprimidos.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; De volta ao mundo de Rob Fleming, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/11\/23\/de-volta-ao-mundo-de-rob-fleming\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por que ser\u00e1 que damos tanta import\u00e2ncia aos artistas? Neil Strauss tenta entender isso resgatando frases de entrevistas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/10\/olhando-os-idolos-de-perto\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14337"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14337"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14337\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76007,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14337\/revisions\/76007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}