{"id":1423,"date":"2009-05-11T19:53:02","date_gmt":"2009-05-11T22:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1423"},"modified":"2024-08-27T12:52:24","modified_gmt":"2024-08-27T15:52:24","slug":"oasis-em-sao-paulo-e-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/11\/oasis-em-sao-paulo-e-curitiba\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Bons em est\u00fadio, Oasis se transformou num dinossauro que se arrasta no palco"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Por Marcelo Costa<br \/>\nFotos: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/tanaka\/albums\/72157617915069337\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Silvio Tanaka<\/a> \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que faz um show ser algo inesquec\u00edvel? V\u00e1rias coisas, mas para organizar o pensamento vamos dividir esta aprecia\u00e7\u00e3o em tr\u00eas pilares: 1) A interatividade entre artista e plat\u00e9ia que faz o p\u00fablico acreditar que estava diante de um momento \u00fanico 2) A transcend\u00eancia das can\u00e7\u00f5es do est\u00fadio para o ao vivo 3) As surpresas que decorrem de algo que est\u00e1 acontecendo ali na sua frente. Seguindo estas tr\u00eas m\u00e9tricas, o show do Oasis na Arena Anhembi, em S\u00e3o Paulo, em um s\u00e1bado de chuva, foi burocr\u00e1tico e sonolento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No quesito interatividade, s\u00f3 um tolo poderia esperar dos Gallagher algo a mais do que eles representam no palco. Liam, quando n\u00e3o est\u00e1 cantando (e isso acontece em quase 30% da noite), fica est\u00e1tico em algum lugar do palco (quase sempre no canto esquerdo pr\u00f3ximo \u00e0 bateria). Quando canta, enfia as m\u00e3os nos bolsos, estica a corcunda e beija o microfone \u2013 posicionado mais alto que sua cabe\u00e7a \u2013 como se fosse atra\u00eddo por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, Noel at\u00e9 conversa com a plat\u00e9ia \u2013 brincando (&#8220;Toda vez que tocamos aqui chove&#8221;) ou assustando (&#8220;Se continuarem jogando coisas n\u00f3s sairemos do palco&#8221;), mas o neg\u00f3cio dele mesmo \u00e9 tocar, e ele toca muito. Por\u00e9m, h\u00e1 um distanciamento enorme entre m\u00fasicos e p\u00fablico, uma frieza que talvez funcionasse em um pequeno tablado de pub, mas que parece solit\u00e1rio (para eles e para n\u00f3s) em um grande palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 transcend\u00eancia, qualquer banda que fa\u00e7a shows na Arena do Anhembi tem como desculpa a p\u00e9ssima ac\u00fastica do lugar, um espa\u00e7o aberto na lateral de um rio cujos ventos fazem as notas musicais bailarem no ar, o que acaba causando a sensa\u00e7\u00e3o de que algu\u00e9m est\u00e1 aumentando e baixando o volume a todo momento. O local \u00e9 de \u00f3timo acesso, espa\u00e7oso para grandes audi\u00eancias, mas prejudica \u2013 e muito \u2013 o som final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez por isso os rocks furiosos (&#8220;Rock &#8216;n&#8217; Roll Star&#8221;, &#8220;Morning Glory&#8221;, &#8220;Supersonic&#8221;, &#8220;Ain&#8217;t Got Nothin'&#8221;) soem embolados enquanto as baladas (&#8220;I&#8217;m Outta Time&#8221;, &#8220;Songbird&#8221;, &#8220;Wonderwall&#8221;) vieram mais l\u00edmpidas, aud\u00edveis em todos os seus detalhes. E foram elas, quase sempre, que deram momentos de brilho ao show. &#8220;The Masterplan&#8221; veio em uma vers\u00e3o arrasadora e &#8220;Don&#8217;t Look Back In Anger&#8221;, quase ac\u00fastica j\u00e1 no bis, mostrou ser a grande m\u00fasica de Noel \u2013 e do Oasis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, mais do que interatividade e transcend\u00eancia, o que falta ao Oasis no palco s\u00e3o surpresas. A banda praticamente toca o mesmo repert\u00f3rio todas \u00e0s noites, o que em tempos de internet faz com que muita gente j\u00e1 tenha ouvido este mesmo show mais de uma vez (seja em Londres, Paris ou Buenos Aires). As can\u00e7\u00f5es v\u00eam uma ap\u00f3s a outra seguindo um roteiro pr\u00e9-estabelecido cujo final feliz \u00e9 dedicado aos Beatles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta rendi\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia faz com que a banda soe ap\u00e1tica (apesar do excelente batera Chris Sharrock mostrar servi\u00e7o e chamar a aten\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios momentos), e a apresenta\u00e7\u00e3o canse. Tanto faz assisti-los em S\u00e3o Paulo, Plut\u00e3o ou Guant\u00e1namo: o show ser\u00e1 sempre o mesmo. N\u00e3o h\u00e1 entrega. N\u00e3o h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que se est\u00e1 vivendo um momento \u00fanico. \u00c9 s\u00f3 mais um show de rock cujo atrativo s\u00e3o algumas can\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas (e ainda ficam faltando outras), o que at\u00e9 agrada parte do p\u00fablico, mas \u00e9 pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais novos que R.E.M. e U2, e contempor\u00e2neos de Pearl Jam e Radiohead, o Oasis parece \u2013 mais do que todos os outros \u2013 ter se transformado em uma caricatura de si mesmo, um jovem dinossauro do rock que funciona em est\u00fadio (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/10\/01\/500-toques-the-verve-damon-albarn-e-oasis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Dig Out Your Soul&#8221; \u00e9 um disca\u00e7o<\/a>), mas que se arrasta no palco\u00a0mostrando for\u00e7a\u00a0em determinados momentos, e dormindo sobre a pr\u00f3pria cauda na maior parte do tempo. O resultado \u00e9 um show morno, que tem momentos de brilho intenso tanto quanto de t\u00e9dio. Se voc\u00ea perdeu esta turn\u00ea, n\u00e3o se preocupe: eles voltam em dois anos fazendo a mesma coisa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83033\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/noel.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/noel.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/noel-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>*******<br \/>\nOasis ao vivo em Curitiba<br \/>\nPor Murilo Basso<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o gostar dos irm\u00e3os Gallagher. Na verdade, muita gente n\u00e3o gosta pois aquele discursinho de \u201csalvadores do rock\u2019n\u2019roll\u201d j\u00e1 morreu faz tempo. E, convenhamos, eles pararam muito longe dos Beatles e dos Stones. Tamb\u00e9m \u00e9 fato que nenhuma outra banda envelheceu tanto nesses \u00faltimos 15 anos quanto o Oasis. Para o bem ou para o mal. Os excessos de Noel usados para dizer coisas sem import\u00e2ncia e a inconseq\u00fc\u00eancia, normalmente, destemperada de Liam da \u00e9poca de &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/30\/cds-jack-white-damon-albarn-oasis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Definitely Maybe<\/a>&#8221; parecem ter ficado para tr\u00e1s. Coisas do tempo em que rockstars morriam por overdose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, o Oasis se tornou um daqueles poucos grupos que possuem facilmente mais de uma dezena de can\u00e7\u00f5es, que a maioria do p\u00fablico pode at\u00e9 n\u00e3o saber as letras de cor, mas ao menos consegue acompanhar nos refr\u00f5es. E come\u00e7ar um show com guitarras extremamente fortes dando base para \u201cLive my life in the city, there\u2019s no easy way out&#8221; n\u00e3o \u00e9 pouco. N\u00e3o mesmo. Fica dif\u00edcil n\u00e3o agradar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed pra frente alternam-se hit\u2019s, can\u00e7\u00f5es pouco conhecidas de &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/10\/01\/500-toques-the-verve-damon-albarn-e-oasis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dig Out Your Soul<\/a>&#8221; e v\u00e1rias desafinadas de Liam. O refr\u00e3o de &#8220;Lyla&#8221; foi praticamente assassinado. Simplesmente n\u00e3o h\u00e1 mais a for\u00e7a necess\u00e1ria nos vocais para as can\u00e7\u00f5es mais antigas \u2013 e n\u00e3o seria dem\u00e9rito algum baixar o tom delas. O show vai se arrastando at\u00e9 Noel assumir os microfones pela primeira vez, em &#8220;Waiting for the Rapture&#8221;, com aquele ar blas\u00e9 caracter\u00edstico e &#8220;Masterplan&#8221;, quase hipn\u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando tudo realmente parece que vai engrenar, Liam reassume os vocais e &#8220;Songbird&#8221; \u00e9 cantada em coro pelo p\u00fablico presente. J\u00e1 &#8220;Slide Away&#8221; traz aquela sensa\u00e7\u00e3o de apreens\u00e3o de volta, quase agonizante tamanho o \u201cesfor\u00e7o\u201d vocal realizado. Soa inacabada, capaz de satisfazer velhos f\u00e3s, mas com poucas, ou nenhuma chance de conquistar novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma maneira geral, ao vivo a postura continua a mesma. Est\u00e1ticos, uma m\u00fasica atr\u00e1s da outra, pouqu\u00edssimas conversas. Mesmo assim, ainda conseguem empolgar: um palco gigante e simples, poucos efeitos, disposi\u00e7\u00e3o para cantar can\u00e7\u00f5es \u201ccl\u00e1ssicas\u201d&#8230; Afinal do que mais um bom show de rock precisa para agradar seus f\u00e3s? De novidade, apenas Chris Sharrock na bateria, que cumpre muito bem seu papel e n\u00e3o deixa saudades de Zak Starkey.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Morning Glory&#8221; \u00e9, infelizmente, o \u00fanico grande momento de Liam. \u00c9 quando voc\u00ea lembra que o Oasis um dia teve aquela vontade interior de fazer algo com algum significado e conseguiu, seja ele qual fosse. Talvez pese o fato de o som da banda ser essencialmente voltado para o passado; o que pensando melhor \u00e9 algo bom, pois quando tentaram soar \u201cjovens\u201d em &#8220;Standing On The Shoulder Of Giants&#8221; acabaram como tiozinhos tentando parecer cool e descolados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte entre o p\u00fablico e as can\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas que \u00e9 imposs\u00edvel passar despercebida. Elas causam uma sensa\u00e7\u00e3o que faz voc\u00ea se sentir bem e isso n\u00e3o acontece todos os dias. Funciona mais ou menos assim; n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea quem escolhe uma m\u00fasica, \u00e9 ela quem te escolhe. De repente, voc\u00ea n\u00e3o consegue mais viver sem ela \u2013 e voc\u00ea pode acreditar, &#8220;Wonderwall&#8221; ainda \u00e9 capaz de proporcionar momentos pra l\u00e1 de bacanas. &#8220;Supersonic&#8221; fecha a primeira parte da apresenta\u00e7\u00e3o. Arrogante e divertida como sempre conseguiu ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na volta para o bis, Noel consegue conciliar t\u00e9cnica e energia de uma forma quase \u00fanica em &#8220;Don\u2019t Look Back In&#8221;; provando que sabe como poucos fazer grandes composi\u00e7\u00f5es sem que elas percam sua simplicidade. &#8220;Falling Down&#8221; traz um pouco de esperan\u00e7a, provavelmente o Oasis, ou Noel, tenha conseguido envelhecer com dignidade. &#8220;I am The Walrus&#8221; \u2013 \u201croubando\u201d o lugar de &#8220;Live Forever&#8221; \u2013 fecha a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show acaba e voc\u00ea tem certeza que faltou alguma coisa. S\u00f3 n\u00e3o consegue saber o qu\u00ea. E tem certeza que o tempo comprovou que Noel \u00e9 sim a for\u00e7a que move o Oasis, afinal ele comp\u00f4s grande parte das m\u00fasicas, dita o ritmo do show mesmo que discretamente, isolado no canto direito do palco. E definitivamente, como um conjunto, mesmo que por poucos minutos, voltam a serem grandes quando o guitarrista assume os vocais. Pena que n\u00e3o \u00e9 durante todo o show&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83032\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/oasis2009_2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/oasis2009_2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/oasis2009_2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Mais fotos de Silvio Tanaka: <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/tanaka\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/tanaka<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; &#8220;Dig Out Your Soul&#8221;, do Oasis, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/30\/500-toques-the-verve-damon-albarn-e-oasis\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Oasis ao vivo no Rock In Rio III, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/oasis_rir.html\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Marcelo Costa e Murilo Basso\nO Oasis \u00e9 um jovem dinossauro do rock que ainda funciona em est\u00fadio, mas se arrasta no palco soltando fogo pelas ventas&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/11\/oasis-em-sao-paulo-e-curitiba\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":83035,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2075,372,373],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1423"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83060,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423\/revisions\/83060"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83035"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}