{"id":14014,"date":"2012-04-25T09:37:58","date_gmt":"2012-04-25T12:37:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=14014"},"modified":"2017-02-15T09:17:57","modified_gmt":"2017-02-15T11:17:57","slug":"entrevista-phillip-long","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/25\/entrevista-phillip-long\/","title":{"rendered":"Entrevista: Phillip Long"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14015\" title=\"phillip1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/phillip1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\">Renata Arruda<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o mainstream n\u00e3o traz boas novidades da m\u00fasica brasileira, o cen\u00e1rio independente parece viver sua melhor fase e, paralelo ao surgimento de uma indefinida \u201cnova MPB\u201d, come\u00e7a a desenhar uma cena nacional de folk, feita por m\u00fasicos inspirados tanto em Bob Dylan e Damien Rice quanto em Mumford &amp; Sons e Bon Iver. Nesta safra, Phillip Long \u2013 alcunha musical do cantor e compositor Felipe Ferreira \u2013, come\u00e7a a se destacar e impressiona pelo ritmo acelerado em que \u00e9 capaz de compor e lan\u00e7ar projetos diferentes em t\u00e3o curto espa\u00e7o de tempo. H\u00e1 menos de um ano, em julho de 2011, lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum, \u201cMan on a Tightrope\u201d, composto durante um per\u00edodo dif\u00edcil na vida do m\u00fasico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de 2012, Phillip Long passou a conceber o que seria um EP. Faltando apenas duas semanas para conclu\u00ed-lo, o m\u00fasico chegou no est\u00fadio do produtor e amigo Eduardo Kusdra com o restante das faixas necess\u00e1rias para se fechar um \u00e1lbum cheio, e logo no in\u00edcio de mar\u00e7o \u201cCai\u00e7ara\u201d chegou ao p\u00fablico. \u201cEle \u00e9 muito diferente em todos os sentidos. Exorcizei os dem\u00f4nios dos amores fracassados. Escrevo sobre as minhas impress\u00f5es da vida, e abordei temas mais pesados para mim, por isso dei essa roupagem mais folk-rock\u201d , disse o m\u00fasico \u00e0 \u00e9poca do lan\u00e7amento. O \u00e1lbum conta com dois v\u00eddeos: \u201cLion Heart\u201d e \u201cNobody&#8217;s Happy\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto se dedicava \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do disco, Phillip Long ainda participou da colet\u00e2nea \u201cRe-Trato\u201d, em homenagem aos 15 anos dos Los Hermanos, com uma vers\u00e3o folk-rock para a mais que adequada \u201cSentimental\u201d, onde pela primeira vez pode-se ouvi-lo cantando em portugu\u00eas. Mesmo apreensivo em trabalhar com a m\u00fasica de uma banda \u201c hist\u00f3rica no Brasil\u201d e com \u201cuma base de f\u00e3s fant\u00e1sticos\u201d, o resultado \u00e9 uma das melhores vers\u00f5es deste primeiro volume e despertou no compositor a vontade de gravar suas composi\u00e7\u00f5es na l\u00edngua p\u00e1tria: \u201cTrabalhar com essa vers\u00e3o me fez crescer a vontade de um dia gravar coisas em portugu\u00eas, ou quem sabe mesclar idiomas. Sinto que farei isso muito em breve!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, o que o m\u00fasico prepara para breve \u00e9 o lan\u00e7amento de mais um \u00e1lbum, intitulado &#8220;Dancing With Fire: A Folk Opera&#8221;. Phillip explica que este ser\u00e1 um disco conceitual, e, com um pouco de exagero, j\u00e1 considera ter parido sua \u201cobra-prima\u201d. \u201cA primeira faixa se chama \u201cDancing With Fire (Enterlude)\u201d e convida o p\u00fablico a embarcar na jornada e a \u00faltima faixa leva o mesmo nome e agradece o p\u00fablico por ter ouvido. Como Opera Folk ele \u00e9 todo baseado em viol\u00f5es, os arranjos s\u00e3o delicados, todos assinados por Eduardo Kusdra, as letras s\u00e3o as melhores que j\u00e1 escrevi. Me sinto maduro e completamente alinhado com meus prop\u00f3sitos. Acho que encontrei as can\u00e7\u00f5es certas, no momento certo\u201d. No repert\u00f3rio, Phillip incluiu a faixa \u201cWe Were Giants\u201d, que comp\u00f4s para o filme de Daila Pacheco, chamado \u201cN\u00f3s Parec\u00edamos Gigantes\u201d. \u201cNo fim gostei tanto da can\u00e7\u00e3o que acabei incluindo no &#8216;Dancing&#8217;\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento do \u00e1lbum est\u00e1 previsto para maio e, para o Scream &amp; Yell, Phillip Long liberou a faixa &#8220;It&#8217;s Hard When It Aches&#8221;, onde divide os vocais com a cantora independente Maria Eliza, e j\u00e1 declara ser este \u201co terceiro e derradeiro single\u201d (o segundo \u00e9 \u201cIn God&#8217;s Name\u201d, lan\u00e7ado atrav\u00e9s do site Rock&#8217;n Beats). Voc\u00ea pode ouvir\u00a0 &#8220;It&#8217;s Hard When It Aches&#8221; abaixo com exclusividade assim como a integra do \u00e1lbum &#8220;Cai\u00e7ara&#8221;. Phillip Long conversou com o Scream &amp; Yell pela internet, em um bate-papo que adentrou a madrugada, sobre seus projetos e a import\u00e2ncia da m\u00fasica na sua vida. Conhe\u00e7am o inspirado Phillip Long:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mq6slGyEra8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a escolha do nome? E por que Phillip Long?<\/strong><br \/>\nA escolha do nome veio naturalmente, surgiu, achei sonoro e adotei. N\u00e3o h\u00e1 significados ocultos nem profundos. \u00c9 um pseud\u00f4nimo para escrever minhas can\u00e7\u00f5es folk, e agora acho que Phillip Long tem muito mais a minha cara do que meu nome original!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma esp\u00e9cie de persona?<\/strong><br \/>\nNa verdade acho que me encontrei como Phillip Long. Acho que Phillip Long \u00e9 o que eu tenho de melhor, existo melhor sob essa alcunha. Acho que minha alma fica explicita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea assumiu um nome em ingl\u00eas, e suas m\u00fasicas tamb\u00e9m s\u00e3o em ingl\u00eas. N\u00e3o \u00e9 um desafio cantar em ingl\u00eas no Brasil? Como tem sido a aceita\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nDe verdade, sinto que j\u00e1 superamos esse estigma, esse lance de ser mais dif\u00edcil para o artista quando se escolhe cantar em ingl\u00eas em um pa\u00eds em que a l\u00edngua nativa \u00e9 outra. \u00c9 complicado ser m\u00fasico cantando em qualquer idioma. O lance \u00e9 que na m\u00fasica n\u00f3s estamos acima desse tipo de coisa, vivemos uma linguagem verdadeiramente universal. Voc\u00ea pode ouvir um sujeito cantando em chin\u00eas e entender perfeitamente o que ele quer dizer. A quest\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o atrapalha quando o trabalho \u00e9 honesto. Can\u00e7\u00f5es honestas tem tocado pessoas de diferentes culturas e l\u00ednguas h\u00e1 s\u00e9culos. Ent\u00e3o o que realmente importa \u00e9 a honestidade e paix\u00e3o impressos na obra. Por exemplo, o assovio \u00e9 um idioma universal, a beleza est\u00e1 na melodia e tal. Quanto a aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o ao meu trabalho, acho que tem sido positiva. Tenho constru\u00eddo coisas com minhas can\u00e7\u00f5es, \u00e9 claro que as pretens\u00f5es devem ser sempre menores, quando se faz um trabalho honesto e com alma as coisas tendem a ser mais complicadas. Mas tenho tes\u00e3o nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas voc\u00ea comentou sentir alguma estranheza quando saiu sua vers\u00e3o pra &#8220;Sentimental&#8221;. Voc\u00ea chega a compor em portugu\u00eas? J\u00e1 pensou em gravar?<\/strong><br \/>\nExistiu sim a estranheza no sentido de trabalhar com uma can\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi de minha autoria. Como sou um compositor e n\u00e3o me considero um grandioso interprete, fiquei um tanto quanto apreensivo. Al\u00e9m do fato de Los Hermanos ser uma banda hist\u00f3rica no Brasil e ter uma base de f\u00e3s fant\u00e1sticos, isso assusta. &#8220;Sentimental&#8221; \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o extremamente linda e passional. Me senti muito honrado com o convite para fazer a vers\u00e3o de uma m\u00fasica que tem alma. Escrevo coisas em portugu\u00eas, tenho v\u00e1rias letras em minha l\u00edngua nativa. Trabalhar com essa vers\u00e3o me fez crescer a vontade de um dia gravar coisas em portugu\u00eas, ou quem sabe mesclar idiomas. Sinto que farei isso muito em breve!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por falar nisso, parece que voc\u00ea vive compondo; uma vez chegou a dizer que n\u00e3o estava se alimentando direito. Foi pelo ritmo de composi\u00e7\u00f5es que voc\u00ea decidiu fazer de &#8220;Cai\u00e7ara&#8221; um \u00e1lbum cheio no lugar de um EP?<\/strong><br \/>\nSou extremamente compulsivo quando o assunto \u00e9 criar, acho que no fundo sou um m\u00fasico-pintor que vive pensando em obras. Sempre a la prima. \u00c0s vezes estou parindo uma can\u00e7\u00e3o e j\u00e1 tem outra querendo se manifestar, ent\u00e3o tenho que correr com a primeira para que a segunda n\u00e3o se perca. Quando perco uma can\u00e7\u00e3o fico profundamente triste, sei que provavelmente ela ir\u00e1 assombrar outro m\u00fasico que esteja preparado para ela, mas h\u00e1 essa sensa\u00e7\u00e3o de perda. Ent\u00e3o, \u00e0s vezes, fico sem me alimentar direito, h\u00e1 espera do momento certo de fisga-las. E como se voc\u00ea estivesse lutando com um peixe realmente, como em &#8220;O Velho e o Mar&#8221;, do Hemingway, voc\u00ea n\u00e3o para de lutar por aquilo. O &#8220;Cai\u00e7ara&#8221; realmente seria um EP, e foi pelo ritmo de composi\u00e7\u00f5es que acabou se tornando um disco. Faltando duas semanas para se fechar o EP, apareci com todas as outras can\u00e7\u00f5es no est\u00fadio do Eduardo Kusdra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cCai\u00e7ara\u201d \u00e9 um disco que me parece mais visceral que o primeiro, mas delicado e sens\u00edvel ao mesmo tempo. Dessa vez voc\u00ea abordou outros temas tamb\u00e9m, parece mais reflexivo.<\/strong><br \/>\nMelhorei enquanto pessoa depois do &#8220;Man on a Tightrope&#8221;, passei por outras coisas que me fizeram o que sou agora. O &#8220;Cai\u00e7ara&#8221; \u00e9 sim um disco mais reflexivo, todo o meu trabalho autoral \u00e9 baseado em minhas experi\u00eancias com a vida e a forma como isso me atinge. Eu estava vivendo um momento de verdadeira tempestade, e senti que para tratar esses temas eu devia ser mais duro, mais pesado. Estava triste e amargurado, com vontade deixar tudo e viver no mato, um dia ainda fa\u00e7a isso. Depois de parir o disco, as coisas melhoraram e me senti mais tranquilo. \u00c9 como se tivesse exorcizado todos os meus dem\u00f4nios. Sempre fui um sujeito observador, falo pouco e sinto muito. Sem a m\u00fasica eu praticamente n\u00e3o existiria, ningu\u00e9m saberia o que me acontece, seria completamente invis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00faltima faixa do disco \u00e9 um poema lido pela sua irm\u00e3, certo? De onde surgiu a ideia?<\/strong><br \/>\nA ideia foi minha e do Eduardo Kusdra (que al\u00e9m de produtor dos meus discos, \u00e9 um super parceiro). O poema \u00e9 de autoria de minha irm\u00e3 e a trilha do Eduardo Kusdra. Quer\u00edamos encerrar o disco de maneira diferente. Ele vai crescendo com guitarras e termina com um poema declamado e com uma trilha que abre o terceiro disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Terceiro disco?<\/strong><br \/>\nEle deve sair no in\u00edcio de maio. Se chama &#8220;Dancing With Fire: A Folk Opera&#8221; e \u00e9 um disco conceitual. As faixas j\u00e1 est\u00e3o quase todas prontas. Considero esse disco a minha obra-prima. Tem toneladas da minha alma nele. Como Opera Folk ele \u00e9 todo baseado em viol\u00f5es, os arranjos s\u00e3o delicados, todos assinados por Eduardo Kusdra, as letras s\u00e3o as melhores que j\u00e1 escrevi \u2013 em meu entendimento. Sinto-me maduro e completamente alinhado com meus prop\u00f3sitos. Acho que encontrei as can\u00e7\u00f5es certas, no momento certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como elas surgiram?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgiram naturalmente, como sempre fazem comigo. Eu poderia sentar e escrever uma can\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o seria honesto. Mandei para a Musicoteca &#8220;We Were Giants&#8221;, que escrevi para o filme da Daila Pacheco, chamado &#8220;N\u00f3s Pareciamos Gigantes&#8221;. A coisa funcionou porque eu realmente conhecia a cena, eu havia vivido aquilo, ent\u00e3o foi tranquilo abordar o assunto. No fim gostei tanto da can\u00e7\u00e3o que acabei incluindo no &#8220;Dancing&#8221;. &#8220;It&#8217;s Hard When It Aches&#8221; ser\u00e1 o terceiro single e o derradeiro. \u00c9 a primeira vez que eu incluo um vocal feminino em minhas can\u00e7\u00f5es. E foi uma honra ter a Maria Eliza participando, realmente a adoro e admiro, uma artista incr\u00edvel e de um altru\u00edsmo \u00edmpar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem algum plano para trabalhar os dois lan\u00e7amentos?<\/strong><br \/>\nO plano \u00e9 n\u00e3o ter planos. Tenho deixado as coisas flu\u00edrem, vou com o fluxo. Se eu fosse um m\u00fasico convencional, talvez, mas como sou o maldito compulsivo, fa\u00e7o quest\u00e3o de fazer jus ao t\u00edtulo. N\u00e3o acho que um possa atrapalhar o outro, v\u00e1rios artistas na d\u00e9cada de 60 chegavam a lan\u00e7ar tr\u00eas ou quatro discos por ano. Guardadas as propor\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estou fazendo nada de novo, ainda que isso pare\u00e7a um tanto quanto louco nos dias atuais. O fato \u00e9 que refleti sobre as vantagens de ser um artista independente, e a maior delas \u00e9 ser livre para me meter onde quiser e produzir com essa liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Deve ser complicado viver como artista independente. Voc\u00ea trabalha com outras coisas ou est\u00e1 investindo exclusivamente na m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nEstou de corpo e alma na m\u00fasica. Realmente n\u00e3o sei fazer outra coisa. At\u00e9 tentei por um tempo, mas quando coloquei na balan\u00e7a os benef\u00edcios e malef\u00edcios de n\u00e3o se fazer o que gosta acabei optando por sofrer servindo minha maldi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um lance de encontrar a sua verdadeira fun\u00e7\u00e3o nesse planeta, e eu encontrei a minha e n\u00e3o consegui fugir. Ent\u00e3o isso significa flertar com a sarjeta, \u00e9 claro, mas tamb\u00e9m dormir com a consci\u00eancia limpa. \u00c0s vezes acordo e nem sei o que terei para comer, mas de fato isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quando voc\u00ea pensa no que pode deixar para as pessoas, tocar a alma de algu\u00e9m ainda \u00e9 importante em minha casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem uma influencia forte de Bob Dylan, e \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o lembrar dele te ouvindo cantar. Como foi descobrir Dylan? Tem medo de alguma cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o as similaridades?<\/strong><br \/>\nDescobrir Dylan foi heran\u00e7a de pai. Meu velho sempre foi fan\u00e1tico pelo mestre e cresci ouvindo os discos. Quando percebi estava parindo can\u00e7\u00f5es folk. Sem d\u00favida alguma a obra do bardo influenciou cada mol\u00e9cula do meu corpo e alma. N\u00e3o tenho medo algum em rela\u00e7\u00e3o a isso, bebi da fonte como outros antes e depois de mim tamb\u00e9m beberam. E isso \u00e9 muito natural, voc\u00ea se espelha naquilo que \u00e9 decente. Dylan \u00e9 um g\u00eanio, um ser de propor\u00e7\u00f5es m\u00edticas e segue influenciando cabe\u00e7as atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es. Gente como ele n\u00e3o morre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A gente falou dos Los Hermanos: voc\u00ea chegou a ser influenciado por eles? Quais as suas influ\u00eancias brasileiras e quem s\u00e3o os seus pares atualmente?<\/strong><br \/>\nMinha maior influ\u00eancia no Brasil \u00e9 o Belchior, o sujeito \u00e9 o nosso Dylan. Sou apaixonado pelo trabalho dele. &#8220;Alucina\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 um dos discos mais incr\u00edveis j\u00e1 produzidos em nosso Pa\u00eds. Em um determinado momento de minha vida fui sim influenciado pela obra dos Los Hermanos, o trabalho dos caras \u00e9 admir\u00e1vel e tocante. Ningu\u00e9m constr\u00f3i o que eles constru\u00edram sem alma. S\u00e3o refer\u00eancias para a maioria dos m\u00fasicos no Brasil. Quanto a quem tem feito um som parecido com o que fa\u00e7o aqui, n\u00e3o sei, a cena folk no Pa\u00eds est\u00e1 crescendo bastante, e isso \u00e9 muito bom. Tem o The Outside Dog (do Pedro Gama), o Rafael Elfe (que al\u00e9m de um grande amigo, \u00e9 um folker incr\u00edvel) e tantos outros prestando um servi\u00e7o vital para o crescimento do g\u00eanero no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Como est\u00e1 a agenda de shows?<\/strong><\/span><br \/>\nEstamos fechando muitas coisas, em breve vamos rodar pelo pa\u00eds e tamb\u00e9m fazer um tour pelos Estados Unidos no fim do ano. A coisa deu uma melhorada e est\u00e3o, sim, surgindo convites. Sigo com o fluxo como de costume celebrando a sina das can\u00e7\u00f5es honestas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14022\" title=\"phillip2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/phillip2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/phillip2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/phillip2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Texto por Renata Arruda (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\">@renata_arruda<\/a>). jornalista e colaboradora do Scream &amp; Yell, da empresa <a href=\"http:\/\/www.teialivre.com.br\/\" target=\"_blank\">Teia Livre<\/a>, da <a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\">Revista Cultural Novitas<\/a> e respons\u00e1vel pelo blog <a href=\"http:\/\/escrevedora.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Escrevedora<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos bons destaques da nova cena folk nacional, o m\u00fasico Phillip Long exorciza os dem\u00f4nios dos amores fracassados\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/25\/entrevista-phillip-long\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1416],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14014"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14014"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14014\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42119,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14014\/revisions\/42119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}