{"id":13934,"date":"2012-04-20T09:09:50","date_gmt":"2012-04-20T12:09:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=13934"},"modified":"2015-09-25T09:55:28","modified_gmt":"2015-09-25T12:55:28","slug":"os-jovens-o-rock-e-o-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/20\/os-jovens-o-rock-e-o-conhecimento\/","title":{"rendered":"Os Jovens, O Rock e O Conhecimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13935\" title=\"lolla16\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/lolla16.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Os Jovens, O Rock e O Conhecimento<br \/>\nSob O CEL #15<br \/>\nTexto por Carlos Eduardo Lima<br \/>\nFotos por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#!\/licallegari\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Alguma coisa est\u00e1 fora da ordem. Fora da nova ordem mundial&#8221;, j\u00e1 dizia Caetano Veloso em 1991. Sou eu. At\u00e9 a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 novidades, nem pra mim, talvez nem pra voc\u00ea, que d\u00e1 umas olhadas no que eu escrevo. D\u00e1 pra perceber um sentimento de nostalgia presente, n\u00e3o uma saudade sem c\u00e9rebro, mas uma entristecida ci\u00eancia de que muitas coisas podem, de fato, ter sido melhores em outros tempos. Essa postura diante do mundo e das pessoas, ainda que seja dolorosa \u00e0s vezes, por outro lado, me fornece uma bateria de argumentos para v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, sobretudo quando procuro expressar minhas opini\u00f5es sobre arte e cultura. Algo novo, entretanto, aconteceu quando eu estava a espinafrar as atra\u00e7\u00f5es da vers\u00e3o nacional do Lollapalooza, via Facebook. Agora que j\u00e1 vai algum tempo do festival, talvez seja uma boa hora para falar do que conclu\u00ed sobre gente, m\u00fasica e juventude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sinal de alerta me foi dado por uma amiga querida, que tem vinte e poucos anos de idade. Mesmo que ela seja uma frequentadora ass\u00eddua de shows e detenha um conhecimento acima da m\u00e9dia para bandas e artistas, o Lolla, para ela, foi muito bom. Mesmo n\u00e3o indo ao festival e assistindo apenas aos shows do domingo \u2013 talvez o dia com p\u00fablico um pouco menor \u2013 pela televis\u00e3o, eu tive a certeza inatac\u00e1vel que havia testemunhado um desfile de horrores. Claro, enquanto presenciava a sucess\u00e3o de shows ruins via Multishow, n\u00e3o poupava virul\u00eancia nos coment\u00e1rios que fazia no Facebook, os quais eram curtidos por algumas pessoas na mesma condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, eu estava no conforto do lar, opinando sobre algo que acontecia a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Ainda bem, eu diria, at\u00e9 porque, n\u00e3o havia nada que justificasse algum empreendimento de minha parte para estar presente ao Jockey Clube de S\u00e3o Paulo. O que eu imaginava ser interessante, ent\u00e3o? O Jane&#8217;s Addiction cantando &#8220;Been Caught Stealing&#8221; e &#8220;Jane Says&#8221;, o Foster The People mostrando seu visual N&#8217;Sync pro povo indie e, sei l\u00e1, pouco mais que isso. J\u00e1 tinha visto o simp\u00e1tico show do Band Of Horses e o pastel de vento do Foo Fighters, ambos na v\u00e9spera e via Youtube, ent\u00e3o, havia pouco a esperar. E tudo me pareceu extremamente fraco, sem sustenta\u00e7\u00e3o, sem explica\u00e7\u00e3o, com o pico ocorrendo no show do Friendly Fires, cujo segundo disco, \u201cPala\u201d, at\u00e9 me pareceu simp\u00e1tico, mas que mostrou-se constrangedor ao vivo, entre o c\u00f4mico \u2013 personificado por um remelexo esquizofr\u00eanico do vocalista \u2013 e o tr\u00e1gico, no arremedo musical de new wave e eletr\u00f4nica, t\u00e3o datado como um computador TK-82.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, essa minha amiga querida se irritou com minhas cr\u00edticas, logo ela, que parece ser bem madura e cuca fresca para esse tipo de coisa, sempre levando na esportiva. Dessa vez ela se irritou, chegando a dizer que n\u00e3o discutiria o assunto sob pena de brigar seriamente comigo. Respeitei, claro. Cheguei at\u00e9 a me desculpar por qualquer coisa que tivesse dito, sei l\u00e1 se a havia ofendido, v\u00e1 saber. Isto era um sinal de que meus pedidos por um eletroencefalograma para o p\u00fablico de Friendly Fires no Facebook estavam sendo exagerados? N\u00e3o. O show era horroroso mesmo. Minha incompreens\u00e3o diante da an\u00e1lise s\u00e9ria para uma banda fraca como Arctic Monkeys estava fora de lugar ou n\u00e3o se sustentava? N\u00e3o, eu estava certo, a banda \u00e9 fraquinha, apesar de se aproximar a Josh Homme, em busca de uma legitimidade sonora mais encorpada. Mas, mesmo assim, como tanta gente podia tecer coment\u00e1rios embasados sobre aquele lix\u00e3o em escala industrial, chamado de &#8220;rock&#8221; por um senso comum de n\u00e3o mais que 25 anos de idade? E o Farofa Carioca do Leste Europeu, Gogol Bordello? E o arremedo de grunge sulista do Manchester Orchestra? E todo o resto, incrivelmente fraco aos meus olhos e ouvidos? Tudo leg\u00edtimo, e ruim, muito ruim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13936\" title=\"foster\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/foster.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejam, \u00e9 2012. Estamos na segunda d\u00e9cada de uma \u00e9poca que ser\u00e1 incorporada ao calend\u00e1rio humano do mesmo jeito que a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e a tomada de Constantinopla pelos turcos. S\u00e3o eventos que mudaram tudo, do mesmo jeito que o fracasso da experi\u00eancia socialista transformou o mundo a partir da d\u00e9cada de 1990. \u00c9 o privil\u00e9gio do econ\u00f4mico sobre os outros aspectos. Isso afeta tudo, j\u00e1 mudou a maneira de express\u00e3o art\u00edstica, influenciou os esportes, o ensino, o mercado de trabalho, enfim, tudo est\u00e1 diferente, fragmentado e estranho por causa disso. Pelo menos para uma pessoa de 41 anos, que aprendeu a valorizar coisas que perderam o sentido hoje. A certo ponto do show do Arctic Monkeys, me dei conta de que, se essas jo\u00e7as no palco s\u00e3o o rock, e o populacho pulante, seu p\u00fablico, como eu posso continuar escrevendo para essa gente, sobre este assunto? Eu estaria impedido, obviamente. Com quem eu poderia dialogar e o que seria produzido desta intera\u00e7\u00e3o? Que troca poderia ser feita entre n\u00f3s? Como ir\u00edamos nos respeitar em termos de conhecimento nesse mundo em que o saber tem ares acess\u00f3rios e \u00e9 tolerado pelo senso comum burrificante do &#8220;politicamente correto&#8221;? Como criticar se ou\u00e7o em resposta &#8220;n\u00e3o gosta? N\u00e3o ouve!&#8221;? Que mundinho \u00e9 esse? Ser\u00e1 que as minhas no\u00e7\u00f5es t\u00e3o claras \u2013 para mim \u2013 de que o \u00faltimo momento mais ou menos aut\u00eantico do que a gente conhecia por rock&#8217;n&#8217;roll foi em 1991 est\u00e3o, afinal de contas, erradas? \u00c9 muito grande o n\u00famero de pessoas com acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sabem que, antes do Friendly Fires, existiram toneladas de bandas entre 1980 e 2012 fazendo o mesm\u00edssimo som e muito, muito melhor? Ser\u00e1 que isso n\u00e3o importa pra eles, p\u00fablico e banda? Qual \u00e9 a gra\u00e7a dessa tend\u00eancia dist\u00f3pica de que o p\u00fablico e o artista t\u00eam que se vestir da mesma maneira bundona e igual? Isso n\u00e3o importa? Cad\u00ea o virtuosismo na execu\u00e7\u00e3o dos instrumentos? N\u00e3o faz diferen\u00e7a? Por que todos os artistas e seus f\u00e3s parecem criados pela av\u00f3 com Toddy na mamadeira? Cad\u00ea as porradas da vida? Onde est\u00e1 a experi\u00eancia e o contato com a realidade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece antidemocr\u00e1tico pensar que qualquer pessoa pode montar uma banda de &#8220;rock&#8221; e fazer sucesso, certo? Eu penso que \u00e9 necess\u00e1rio um m\u00ednimo de esquisitice, um pouco de revolta, um tico de inconformismo para que algu\u00e9m esteja apto pra fun\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso vivenciar. Afinal de contas, o mundo e a meninha da escola ou da rua, n\u00e3o gostam de voc\u00ea, parecem te sacanear e algo precisa ser feito em retalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o? \u00c9 simples: bota pra fora essa irrita\u00e7\u00e3o, aprende a tocar um instrumento, conta a ideia pra outros ferrados e monta uma banda. Mulheres vir\u00e3o imediatamente. Fama, prest\u00edgio e, logo em seguida, a grana. Hoje esse teorema est\u00e1 mudado porque, qualquer pessoa que tenha o m\u00ednimo de cara de pau \u00e9 capaz de conseguir os \u00edtens acima. N\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio ter uma banda, ali\u00e1s, voc\u00ea at\u00e9 pode ter uma, mas, lembre-se, tem que tocar algo que d\u00ea grana. Afinal de contas, n\u00e3o d\u00e1 pra &#8220;perder tempo&#8221; tocando rock, n\u00e9? Letra interessante, s\u00f3 se for com sacanagem, tipo &#8220;seu tchu no meu tch\u00e1&#8221; ou algo no g\u00eanero. Pagode, ax\u00e9, sertanejo, tudo isso d\u00e1 mais mulher e grana. Ningu\u00e9m quer mulher muito inteligente, o neg\u00f3cio \u00e9 pegar geral e fazer o que for necess\u00e1rio pra ficar rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer ing\u00eanuo da minha parte, mas acho que, at\u00e9 uma boa parte da cronologia do rock, a maioria das pessoas montou uma banda para qualquer coisa, menos para ficar rico de forma premeditada. Talvez essa premissa, hoje obsoleta, justifique tanta coisa em termos de qualidade art\u00edstica e de p\u00fablico, que, reflete o que v\u00ea e ouve. Termos como &#8220;indie&#8221;, &#8220;cult&#8221;, &#8220;rock&#8221; perderam praticamente o sentido. Nada ou tudo hoje em dia \u00e9 aparentemente independente, mas totalmente vinculado a uma conjuntura de moedor de carne do \u201cThe Wall\u201d, que enfileira uma linha de montagem de atra\u00e7\u00f5es num palco qualquer e seu p\u00fablico, que ouve por ouvir, que n\u00e3o sabe o que aconteceu h\u00e1 dois anos, que n\u00e3o sabe se a banda X tem um ou dois discos, que n\u00e3o sabe nada e, pior de tudo, n\u00e3o sente diferen\u00e7a ao saber. Ent\u00e3o, imprensa especializada, p\u00fablico e artista acabam se aproximando perigosamente, numa bruma de desinforma\u00e7\u00e3o. Claro que o &#8220;sistema&#8221; j\u00e1 se incumbiu de sentenciar os queixosos de &#8220;velhos&#8221;, &#8220;chatos&#8221;, &#8220;burros&#8221; e atribuir-lhes um papel que n\u00e3o deve ser muito levado a s\u00e9rio e que teima em achar que as novas bandas e artistas n\u00e3o s\u00e3o, de fato, novos, mas regurgita\u00e7\u00f5es cada vez mais grosseiras, n\u00e3o-originais e chatas do que j\u00e1 foi feito dezenas de vezes, sempre de maneira mais interessante. Claro, h\u00e1 que se movimentar uma ind\u00fastria que se alimenta do supostamente novo, das novas bandas, dos novos \u00eddolos, cada vez com menos a dizer, com mais a ganhar, com pouco a acrescentar, mas que s\u00e3o a t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o de editorias de cultura e paredes de quarto adolescente, sempre condescendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rock, gente, \u00e9 fruto de uma condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que j\u00e1 acabou. A mis\u00e9ria e a l\u00f3gica do mundo de hoje s\u00e3o introjetadas de outras formas por n\u00f3s e expressas de maneiras muito mais eficazes que protestar com uma guitarra nas m\u00e3os. O momento que vivemos hoje acena para um cotidiano que n\u00e3o concede tempo para nada que n\u00e3o seja capaz de ser convertido em algum valor monet\u00e1rio\/financeiro. At\u00e9 as correntes de pensamento no ambiente acad\u00eamico est\u00e3o sendo discutidas com base numa l\u00f3gica de mercado de trabalho, na qual apenas de fala do que pode ser &#8220;\u00fatil&#8221;. Se o topo da cadeia de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento est\u00e1 atrelado a essa vis\u00e3o, por que n\u00e3o estaria todo o resto? Sei que \u00e9 uma opini\u00e3o pessimista e, em meu caso, um tanto repetitiva, ou, como disse, o pr\u00f3prio Marcelo Costa, editor do S&amp;Y, em outra discuss\u00e3o h\u00e1 tempos aqui na coluna, tradutora de &#8220;uma verdade que \u00e9 minha&#8221;. Fato, \u00e9 verdade. O que resta pros outros, n\u00e3o pra mim, nesse caso, \u00e9 a conviv\u00eancia com essa situa\u00e7\u00e3o. O rock passou, n\u00e3o morreu, nem morrer\u00e1 enquanto for poss\u00edvel ouvir determinados artistas. Ou, quem sabe, a grande capacidade do rock seja nos fazer sentir inadequados, mesmo depois de velhos. V\u00e1 saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13937\" title=\"lolla32\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/lolla32.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>),    historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por   carta  desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um   fanzine  escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu   no  S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que  o   mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o  est\u00e1   conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><span><span> <\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Lollapalooza Brasil: o festival que mais se aproximou no Brasil de um festival gringo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/08\/lollapalooza-brasil-2012\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #15\nNum aut\u00eantico desfile de horrores, o Lollapalooza Brasil pareceu extremamente fraco, sem sustenta\u00e7\u00e3o, sem explica\u00e7\u00e3o&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/20\/os-jovens-o-rock-e-o-conhecimento\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13934"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34131,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13934\/revisions\/34131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}