{"id":13500,"date":"2012-03-26T09:24:52","date_gmt":"2012-03-26T12:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=13500"},"modified":"2017-07-14T10:46:36","modified_gmt":"2017-07-14T13:46:36","slug":"madureira-0-x-1-bangu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/26\/madureira-0-x-1-bangu\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: Madureira 0 x 1 Bangu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13503\" title=\"bangu\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bangu.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bangu.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bangu-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Madureira 0 x 1 Bangu<br \/>\nSob O CEL #14<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quis o destino deste mundo de frilas jornal\u00edsticos que eu, Carlos Eduardo Lima, estivesse presente ao pr\u00e9lio disputado entre Madureira e Bangu, no s\u00e1bado, dia 17\/03\/12. Sendo assim, leitor, pe\u00e7o licen\u00e7a para adentrar as quatro linhas do campo de futebol e deixar a nossa t\u00e3o cara m\u00fasica pop de lado desta vez. Esse \u00e9 um texto sobre o esporte bret\u00e3o e tudo que ele pode representar na vida das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais nada \u00e9 preciso dizer que a maioria das pessoas fora do Rio de Janeiro n\u00e3o conhece Bangu ou Madureira. S\u00e3o dois bairros da topografia suburbana carioca, na fronteira entre as Zonas Norte e Oeste da cidade. H\u00e1 cinco esta\u00e7\u00f5es de trem separando as duas localidades e uma grande rivalidade entre os dois times. No Campeonato Carioca de 2012, o Bangu est\u00e1 fazendo contas, tentando evitar a queda para a segunda divis\u00e3o. O Madureira est\u00e1 um pouco melhor, mas tamb\u00e9m corre riscos s\u00e9rios de cair. O jogo era uma batalha por vir, um \u00e9pico no qual as vidas das pessoas \u2013 jogadores e torcedores \u2013 seriam colocadas \u00e0 prova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cheguei ao tradicional\u00edssimo Est\u00e1dio Aniceto Moscoso, popularmente conhecido como Conselheiro Galv\u00e3o, por causa da rua em que se encontra, no bairro de Madureira, pude lembrar de um texto long\u00ednquo de minha inf\u00e2ncia, no qual Luiz Fernando Ver\u00edssimo falava sobre um jogo em um est\u00e1dio pequeno do interior, no qual um torcedor insistente chamava um jogador desatento ao jogo. Ver\u00edssimo dizia no primeiro par\u00e1grafo que o mal dos grandes est\u00e1dios era a impossibilidade de sentir o cheiro da grama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, em Conselheiro Galv\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sentir o cheiro da grama e observar v\u00e1rios outros detalhes. N\u00e3o h\u00e1 refletores, logo, n\u00e3o h\u00e1 jogo noturno. A tribuna \u00e9 o \u00fanico lugar com cobertura. A torcida advers\u00e1ria fica ao ar livre, o que pode ser especialmente cruel, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Neste s\u00e1bado de fim de ver\u00e3o, o Sol deu uma tr\u00e9gua e uma providencial cobertura de nuvens concedeu algum conforto \u00e0 torcida do Bangu. Ali\u00e1s, o placar do jogo, j\u00e1 entregue no t\u00edtulo desse texto, \u00e9 o menos importante. H\u00e1 muito mais pra falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mais nos irrita no notici\u00e1rio do futebol \u00e9, aposto, a exorbit\u00e2ncia dos sal\u00e1rios pagos aos jogadores. A mim, pelo menos, incomoda bastante ver que esses sujeitos ganham tanta grana para jogar bola. Eu sou a favor de algum tipo de regulamenta\u00e7\u00e3o ou estabelecimento de patamares para os vencimentos do atleta, mas percebi em Madureira que isso \u00e9 praticamente imposs\u00edvel de ser conseguido. Como se fossem dois cl\u00e3s medievais, as torcidas, os bairros, as cores, tudo personificado pelos onze jogadores uniformizados no gramado, se enfrentaram pela sobreviv\u00eancia. Se em tempos imemoriais, sobreviv\u00eancia queria dizer, ao p\u00e9 da letra, ganhar mais um dia de vida, hoje, talvez signifique um pouco de felicidade e auto estima para quem vai ao est\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 legal tirar um sarro da torcida advers\u00e1ria, colocar pra fora toda aquela bestialidade humana que est\u00e1 e sempre estar\u00e1 em n\u00f3s, sufocada por adere\u00e7os, perfumes e leis. O ser humano \u00e9 um bicho mau e guerreiro, muito mais que racional. O nosso neg\u00f3cio \u00e9 impingir sofrimento e dor ao nosso advers\u00e1rio, \u00e9 a nossa natureza, contra a qual \u00e9 imposs\u00edvel lutar. Percebi isso ao ver uma torcida organizada do Bangu adentrar o est\u00e1dio, escoltada pela pol\u00edcia. Sim, uma torcida encrenqueira, com pinta de fac\u00e7\u00e3o de baile funk, entrou em Conselheiro Galv\u00e3o, bem no centro do cora\u00e7\u00e3o de Madureira, gritando palavras de ordem e mandando desaforos para a torcida local. Isso, portanto, n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de times de grande popularidade.  \u00c9 do futebol, \u00e9 humano, \u00e9 da op\u00e7\u00e3o pelas cores, pelos deuses, pela alteridade. N\u00e3o deviam ser mais de 40 pessoas, todos homens, jovens, gritando palavras de ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A remunera\u00e7\u00e3o exorbitante paga aos atletas de futebol (e de alguns outros esportes) \u00e9 o que o mundo neoliberal pode oferecer como reconhecimento ao her\u00f3i. H\u00e1 algum tempo, n\u00e3o muito, o her\u00f3i do esporte era pago com admira\u00e7\u00e3o, reconhecimento, identifica\u00e7\u00e3o com o clube que defende e um n\u00famero na camisa de moleques num campinho qualquer. Essas benesses n\u00e3o podem ser medidas em cifr\u00f5es e, num mundo como o nosso, est\u00e3o, digamos, fora de moda. O que se pode fazer de melhor pelo her\u00f3i do futebol hoje \u00e9 pagar-lhe bem e conceder-lhe riqueza material. Desse jeito, jovens de todo o mundo entram em campos mais ou menos importantes que o est\u00e1dio do Madureira todos os dias, em busca de fortuna e remunera\u00e7\u00e3o. Todos, de alguma forma, s\u00e3o candidatos ao hero\u00edsmo. Aqueles 22 sujeitos em campo t\u00eam potencial para her\u00f3is, alguns s\u00e3o jovens e h\u00e1beis, podem atingir o status de representantes das cores da torcida e, mais tarde, num desapego que n\u00e3o deveria ser comum aos her\u00f3is, bandear-se para outro cl\u00e3, vestir outras cores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que eu posso dizer \u00e9 que, naqueles 90 minutos, ningu\u00e9m estava pensando nisso. Estavam dando o cora\u00e7\u00e3o em campo, lutando por uma causa nobre, mas que tamb\u00e9m \u00e9 de empres\u00e1rios de sub\u00farbio, de \u00edndole duvidosa, pensando no lucro da cota de televisionamento, fatores estranhos ao her\u00f3i. Eles estavam, sim, vestindo capas e cintos de utilidades uns contra os outros, procurando colocar a bola na rede e sair logo dali, rumo a um fim de dia mais tranquilo, com possibilidade de perman\u00eancia no campeonato. Havia jogadores veteranos e jovens em campo. Os sal\u00e1rios, mesmo abaixo do padr\u00e3o irreal do futebol de grande investimento, deviam ser bem desiguais entre os 22 jogadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os jovens promissores, os veteranos com rodagem internacional, o pobre, o classe m\u00e9dia, o que fala bem e o que fala mal, todos eles estavam unidos naquela arena. Todos eram, sim, iguais. Os torcedores, por sua vez, tamb\u00e9m experimentavam a equidade, mesmo os que estavam a c\u00e9u aberto. E o placar favor\u00e1vel ao visitante s\u00f3 fez diminuir o calv\u00e1rio de n\u00e3o ter um telhado protetor sobre as cabe\u00e7as. Mais tarde, ao fim do jogo, as pessoas de vermelho e branco rumaram para a esta\u00e7\u00e3o de trem, tentando voltar para casa, felizes ao som de cantos de guerra. O pessoal de azul, vermelho e amarelo, apesar da proximidade de seus lares, saiu em sil\u00eancio, reconhecendo o ocorrido, pensando em maneiras de enfrentar o resto do dia e o domingo sem muita perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sei muito bem que o motivo para times com pouco investimento estarem em campo \u00e9, justamente, conseguir investimento. O futebol deixou de ser atividade acess\u00f3ria para assumir o status de principal h\u00e1 um bom tempo. \u00c9 ing\u00eanuo quem pensa que o contr\u00e1rio pode vir a acontecer e o objetivo a ser alcan\u00e7ado \u00e9 ganhar grana para pagar jogadores, funcion\u00e1rios, girar a economia interna. Do contr\u00e1rio, o que seria de Bangu e Madureira, dividindo os 3.960,00 reais de renda, pagos pelos 392 torcedores presentes ao est\u00e1dio? Como poderiam continuar existindo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que eu conclu\u00ed dessa experi\u00eancia futebol\u00edstica t\u00e3o especial? Antes de tudo, que o neoliberalismo n\u00e3o matou o esp\u00edrito verdadeiro do futebol, apesar de fazer quase todo mundo pensar que o esporte \u00e9 somente uma partida de Fifa 2012, jogada num Playstation da sala com ar condicionado, livre do contato com cheiros, gostos e sensa\u00e7\u00f5es reais. Todo mundo que gosta de futebol ir\u00e1 presenciar, mais cedo ou mais tarde, algo como o que eu vi no s\u00e1bado e vai ficar impressionado. Eu nunca fui muito ao est\u00e1dio, sempre vi jogos na televis\u00e3o, mas tenho mem\u00f3rias n\u00edtidas de partidas disputadas no Maracan\u00e3 e sei o que isso significa. Naquele s\u00e1bado, dia 17 de mar\u00e7o, o futebol reassumiu sua dimens\u00e3o de evento cotidiano, sem pompa mas com circunst\u00e2ncia, com dramas pessoais, gente de carne e osso vivendo eventos da vida real. Nada pode ser melhor do que isso. \u00c9 uma pequena revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, havia pouco dinheiro na bilheteria e nenhuma emissora de televis\u00e3o ou ve\u00edculo jornal\u00edstico cobrindo o pr\u00e9lio e isso me trouxe a \u00faltima lembran\u00e7a naquela tarde, ao pensar no cantor, compositor e poeta americano Gil Scott-Heron, em sua can\u00e7\u00e3o mais conhecida, dizendo que, n\u00e3o importa o quanto de grana e m\u00eddia existe no mundo, a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 televisionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sintom\u00e1tico, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ijN2X4OFYiA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ijN2X4OFYiA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>),    historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por   carta  desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um   fanzine  escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu   no  S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que  o   mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o  est\u00e1   conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span><span> <\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Bandidos Folcl\u00f3ricos do Futebol Rock: Sele\u00e7\u00e3o Nacional, por Juliano Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/mais\/roqueegol.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bandidos Folcl\u00f3ricos do Futebol Rock: Sele\u00e7\u00e3o Internacional, por Juliano Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/outros\/judois.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Futebol Cards: Grandes Jogos, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/08\/futebol-cards-grandes-jogos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Introdu\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Febre de Bola&#8221;, por Nick Hornby (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/febredabolatrecho.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Febre de Bola&#8221;, a primeira adapta\u00e7\u00e3o inglesa para o livro de Nick Horby, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/febredabola.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Um jogo de futebol em homenagem \u00e0 Rai&#8230; na Fran\u00e7a, por Fl\u00e1via Ballv\u00e9 (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/flaum.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Soccernomics&#8221;, de Kuper e Szymanski, por Juliano Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/09\/soccernomics-de-kuper-e-szymanski\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Especial Scream &amp; Yell Copa do Mundo de 2002, por Juliano Costa e Martin Fernandez (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/mais\/copadomundo6.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Especial Scream &amp; Yell Copa do Mundo de 2006, por Juliano Costa e Martin Fernandez (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/mais\/copa2006_05.htm\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #14\nEm Conselheiro Galv\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sentir o cheiro da grama e observar detalhes. 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