{"id":13368,"date":"2012-03-19T08:56:36","date_gmt":"2012-03-19T11:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=13368"},"modified":"2023-03-29T01:54:29","modified_gmt":"2023-03-29T04:54:29","slug":"livros-a-ascencao-e-a-queda-do-britpop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/19\/livros-a-ascencao-e-a-queda-do-britpop\/","title":{"rendered":"Livro: Ascens\u00e3o e Queda do Britpop"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13373\" title=\"last3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/last3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/last3.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/last3-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;The Last Party: Britpop, Blair And The Demise Of English Rock&#8221;, de John Harris<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#!\/mateuslourri\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mateus Ribeirete<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer abordagem bem feita sobre qualquer movimento musical requer uma ampla contextualiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o seria diferente com o Britpop, embora a denomina\u00e7\u00e3o de movimento talvez nem seja a mais exata para se atribuir \u00e0 histeria generalizada que caracterizou um per\u00edodo de respostas brit\u00e2nicas ao grunge norte-americano. O frenes\u00ed ingl\u00eas n\u00e3o surgiu do nada: antes de &#8220;Wonderwall&#8221; tocar em toda esquina do planeta, muitos fatores, n\u00e3o necessariamente musicais, acenderam um pavio curto de explos\u00f5es estrondosas para a m\u00fasica pop. Todos eles est\u00e3o no livro &#8220;The Last Party: Britpop, Blair And The Demise Of English Rock&#8221; (2003, Harper Perennial), tamb\u00e9m relan\u00e7ado como &#8220;Britpop! Cool Britannia And The Spectacular Demise Of English Rock&#8221; (2004, Da Capo). De Margaret Thatcher a Tony Wilson e sua Factory, passando pelos ideais pol\u00edticos de Paul Weller e Morrissey, at\u00e9 o suic\u00eddio de Kurt Cobain, o jornalista John Harris relata o surgimento do Britpop e sua previs\u00edvel autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema n\u00e3o poderia encaixar melhor com a trajet\u00f3ria do autor. Ele cresceu na pequena Wilmslow, pertinho de Manchester. L\u00e1, fez ensino m\u00e9dio com o pessoal do Doves, que, por sinal, se inspirou na cidade para compor \u201cBlack and White Town\u201d. Passada a adolesc\u00eancia, foi na mesma Oxford de Ride, Swervedriver, Supergrass e Radiohead que Harris come\u00e7ou a se estabelecer. Ap\u00f3s ter escrito para Sound e Melody Maker, o jornalista se firmou na NME para cobrir o Britpop desde seu ber\u00e7o. Depois disso, ainda trabalhou na Q e na Select, e ent\u00e3o se tornou freelancer. \u201cThe Last Party\u201d foi seu primeiro t\u00edtulo, exigindo dezoito meses de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SIEsmGzo2UE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SIEsmGzo2UE\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s pref\u00e1cio e primeiro cap\u00edtulo, o livro at\u00e9 parece um romance embalado pelo casal Justine Frischmann e Brett Anderson, ainda no Suede. A famosa troca de Anderson por Damon Albarn, a forma\u00e7\u00e3o do Elastica e o natural \u00f3dio entre o ex e o ent\u00e3o namorado, tudo isso \u00e9 contado aos detalhes. Embora soem como not\u00edcias de tabl\u00f3ides de fofoca, essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o musicalmente relevantes. O fim de relacionamento impulsionou Brett Anderson a criar o \u00e1lbum hom\u00f4nimo de um j\u00e1 aguardado Suede, em 1993, enquanto o Blur correu para definir uma identidade pr\u00f3pria (\u201cParklife\u201d veria a luz do dia no ano seguinte) e o Elastica deu seus primeiros passos. A partir da\u00ed surgiram os temas brit\u00e2nicos, cotidianos, populares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos poucos, personagens s\u00e3o incrementados ao enredo: Oasis, Alan McGee, Tony Blair, Pulp e Menswear, principalmente. O \u00faltimo recebe um destaque grande demais, comparado \u00e0 relev\u00e2ncia da banda. O que Harris procura, na verdade, \u00e9 tra\u00e7ar um pouco das estradas bastante distintas que convergiram num mesmo movimento. O Pulp de Jarvis Cocker, por exemplo, demorou mais de uma d\u00e9cada para estourar; enquanto o Menswear, com fama de \u2018Elastica masculino\u2019, surgiu ap\u00f3s a explos\u00e3o do Britpop. Tony Blair, por sua vez, viu tudo isso acontecer e surfou na mesma onda. A hist\u00f3ria, todo o mundo j\u00e1 conhece: Blur e Suede estouraram, Oasis estourou, Elastica e Pulp estouraram. O que era restrito a cenas underground foi \u00e0s massas. O Reino Unido virou moda: seu retrato n\u00e3o vinha mais do shoegaze introspectivo, e ningu\u00e9m mais pensava em grunge. O Partido Trabalhista assumiu o poder, emanando otimismo em meio \u00e0s promessas direcionadas aos jovens abandonados pelo Thatcherismo. E algu\u00e9m decidiu chamar isso tudo de Cool Britannia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ilKcXIFi-Rc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ilKcXIFi-Rc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A linguagem utilizada por Harris \u00e9 informal sem ser for\u00e7ada. Afasta aquele semblante acad\u00eamico presente em alguns livros dedicados a m\u00fasica. Em poucas voltas dos ponteiros, portanto, \u201cThe Last Party\u201d j\u00e1 tem v\u00e1rias p\u00e1ginas viradas. Fica claro que o autor se sente \u00e0 vontade ao tratar de um assunto recheado de hist\u00f3rias ora engra\u00e7adas, ora simplesmente corrosivas. E nunca faltou corros\u00e3o. Embora as bandas mais representativas do Britpop nutrissem interesses parecidos, o \u00f3dio era praticamente um denominador comum. Damon Albarn e Alex James odiavam o Pulp \u2013 \u201cEles s\u00f3 querem comer nossas garotas! Pensei que tivessem algo melhor pra fazer\u201d, diria o baixista. Tamb\u00e9m detestavam o Suede. E o Oasis, claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As drogas n\u00e3o deixaram de acompanhar cada um dos artistas, e Harris consegue mostrar, um a um, seus respectivos est\u00e1gios de \u00e2nimo extremo e decad\u00eancia em queda livre. Se o Britpop foi regado \u00e0 coca\u00edna e metanfetaminas no seu in\u00edcio, pouco a pouco a hero\u00edna tomou conta de uma cena cada vez mais lenta e improdutiva. Elastica e Menswear tiveram problemas s\u00e9rios com a droga injet\u00e1vel, tanto que as duas bandas n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00f5es de continuar. O grupo de Justine Frischmann ainda retornou para concluir \u201cThe Menace\u201d, seu segundo \u00e1lbum, sem a guitarrista Donna Matthews, mas isso j\u00e1 em 2000, cinco anos depois de \u201cElastica\u201d. O Suede surpreendeu e conseguiu sobressair sem o excelente guitarrista Bernard Butler, criando f\u00f4lego com \u201cComing Up\u201d, em 1996. Os dois discos seguintes, por\u00e9m, esfriaram a banda de Brett Anderson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/twoO3xYRsz0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/twoO3xYRsz0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jarvis Cocker, por sua vez, surtou no Paramount Hotel, em Nova York, quando tirou folga das grava\u00e7\u00f5es de \u201cThis is Hardcore\u201d (1998), \u00e1lbum que viria a ser definido pela imprensa brit\u00e2nica como um \u201csuic\u00eddio pop\u201d. Nas notas da reedi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, o vocalista conta que a primeira frase da obra exp\u00f5e todo o seu contexto. Ele se refere \u00e0 faixa \u201cThe Fear\u201d, cuja primeira linha \u00e9 \u201cEsse \u00e9 o som de algu\u00e9m perdendo a cabe\u00e7a\u201d. Enquanto isso, o Blur se afastava da fase \u201csomos do povo, gostamos de mulheres e futebol\u201d, conclu\u00edda em \u201cThe Great Escape\u201d (1995), para dar in\u00edcio a seu momento mais influenciado pelo som norte-americano, guiado principalmente por Graham Coxon. O guitarrista detestou o sucesso: o pub em que mais costumava beber, The Good Mixer, no cora\u00e7\u00e3o do Camden, passou a lotar de curiosos, enquanto a disputa com o Oasis pelo topo das paradas o levou a amea\u00e7ar suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais c\u00e9lebre destes colapsos veio de Alan McGee: a cabe\u00e7a por tr\u00e1s da Creation n\u00e3o resistiu \u00e0 vida de extremos. Foi preciso retornar \u00e0 cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o e \u00e0 casa dos pais para que o escoc\u00eas pudesse, posteriormente, retomar suas fun\u00e7\u00f5es \u2013 desta vez limpo (algo que, segundo ele, abalou sua amizade com os membros do Primal Scream). McGee \u00e9 protagonista em v\u00e1rios momentos da m\u00fasica brit\u00e2nica dos anos 90. Se a Creation foi respons\u00e1vel por \u00e1lbuns maravilhosos, por\u00e9m n\u00e3o t\u00e3o populares no in\u00edcio da d\u00e9cada, o fato de ter lan\u00e7ado o Oasis atingiu propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas na m\u00fasica pop. Mais do que isso, ele foi um dos que mais abra\u00e7aram o Partido Trabalhista, chegando a doar milh\u00f5es para a campanha de Tony Blair. Tamb\u00e9m foi um dos primeiros a considerar isso uma grande cagada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sPGepgWupTw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sPGepgWupTw\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a \u00f3tica do jornalista, os \u00fanicos que pareciam n\u00e3o se incomodar com a fama eram os irm\u00e3os Gallagher. Quando as outras bandas j\u00e1 discutiam novos (e finais) rumos, o Oasis lotava est\u00e1dios e causava como\u00e7\u00e3o por onde passava. Houve at\u00e9 quem cunhasse o \u201cNoelrock\u201d como \u00fanica forma de sucesso. Ou seja, can\u00e7\u00f5es de est\u00e1dio, com frases de efeito simples e que buscassem o \u00e2mago do maior n\u00famero poss\u00edvel de ouvintes. At\u00e9 que come\u00e7aram as grava\u00e7\u00f5es de \u201cBe Here Now\u201d (1997), e tudo come\u00e7ou a desmoronar. A impon\u00eancia de Noel Gallagher deu lugar a um sujeito consumido pela coca\u00edna. Ele, que havia participado da festa de posse de Tony Blair, j\u00e1 se mostrava sem interesse e disposi\u00e7\u00e3o para produzir o pr\u00f3prio disco. O resultado, m\u00fasicas de sete minutos banhadas em pregui\u00e7a, que em nada lembravam os adorados \u201cDefinitely Maybe\u201d (1994) e \u201c(What\u2019s The Story?) Morning Glory\u201d (1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tony Blair \u00e9 acompanhado \u00e0 parte: desde a juventude, quando fazia imita\u00e7\u00f5es de Mick Jagger, at\u00e9 a vit\u00f3ria nas elei\u00e7\u00f5es de 1997, que o consagraram primeiro-ministro do Reino Unido ap\u00f3s 18 anos de oposi\u00e7\u00e3o ao Partido Conservador. O livro acompanha at\u00e9 o momento em que a Cool Britannia esfria, isto \u00e9, quando o Radiohead estoura; o Oasis n\u00e3o \u00e9 mais (t\u00e3o) celestial e o Blur n\u00e3o se preocupa mais com o topo; a <em>Union Jack<\/em> n\u00e3o \u00e9 mais sin\u00f4nimo de <em>legal<\/em> e o povo que adorou Blair passa a desconfiar do primeiro-ministro. Depois disso, h\u00e1 v\u00e1rios ap\u00eandices de contextualiza\u00e7\u00e3o, e mesmo um destinado ao gosto musical do ent\u00e3o primeiro-ministro. Ele, ironicamente, deixou o cargo Downing Street num po\u00e7o de popularidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R2poqYvWsyU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R2poqYvWsyU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algo curioso sobre The Last Party \u00e9 que John Harris n\u00e3o est\u00e1 em momento algum louvando os artistas que lhe servem como assunto. Pelo contr\u00e1rio, o jornalista n\u00e3o poupa avalia\u00e7\u00f5es cr\u00edticas sobre dire\u00e7\u00f5es e atitudes, o que provavelmente n\u00e3o aconteceria se o livro fosse escrito na mesma \u00e9poca euf\u00f3rica do Britpop. Quem recebe um valor maior \u00e9 Damon Albarn, tido pelo cr\u00edtico como a alma mais criativa do per\u00edodo. As quatrocentas e tantas p\u00e1ginas parecem pouco, e seu fim acaba ati\u00e7ando curiosidade ainda maior sobre o tema, como se quisesse uma continua\u00e7\u00e3o. Continua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 o que Harris n\u00e3o v\u00ea no rock brit\u00e2nico. Ele compara o Britpop \u00e0 estrat\u00e9gia militar de arrasar o pr\u00f3prio territ\u00f3rio, atribuindo \u00e0 fome por hits a todo custo do \u201cNoelrock\u201d por tirar exatamente aquilo que o movimento podia oferecer: a profundidade nas m\u00fasicas pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se os posicionamentos do autor nem sempre s\u00e3o muito sustentados, \u201cThe Last Party\u201d \u00e9 um \u00f3timo livro para aqueles interessados n\u00e3o s\u00f3 no movimento, como tamb\u00e9m em m\u00fasica brit\u00e2nica e\/ou cultura pop dos anos 90. S\u00e3o hist\u00f3rias, declara\u00e7\u00f5es e min\u00facias raras de se encontrar. Essas, definitivamente, n\u00e3o s\u00e3o as palavras de algu\u00e9m perdendo a cabe\u00e7a, diria Jarvis Cocker.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NO4_BjbLCqY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NO4_BjbLCqY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; 1991: The Year Creation Records Broke, por Marco Antonio Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/06\/1991-the-year-creation-records-broke\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Suede: Os Maravilhosos, por Eduardo Palandi (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/suede.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Suede no Coachella 2011: um show hipnotizante, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/coachella\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;This Is Hardcore&#8221;, do Pulp, faixa a faixa por Douglas Dickel (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/faixapulphardcore.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Pulp no Primavera Sound 2011: um hit atr\u00e1s do outro, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2011\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Blur no Hyde Park: Fragmento de perfei\u00e7\u00e3o no Mundo Pop, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/10\/06\/fragmentos-de-perfeicao-no-mundo-pop\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Definitely Maybe&#8221;, do Oasis, Faixa a Faixa por Ricardo Moscarelli (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/faixaoasis.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Oasis ao vivo em S\u00e3o Paulo e Curitiba, por Marcelo Costa e Murilo Basso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/11\/oasis-em-sao-paulo-e-curitiba\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Mateus Ribeirete\nO jornalista John Harris (ex-NME) relata o surgimento do Britpop e sua previs\u00edvel autodestrui\u00e7\u00e3o em quatrocentas p\u00e1ginas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/19\/livros-a-ascencao-e-a-queda-do-britpop\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":132,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13368"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/132"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13368"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13368\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73653,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13368\/revisions\/73653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}